A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira o texto-base do projeto de lei que reúne propostas da reforma política que não alteram a Constituição.
A votação da proposta foi marcada por impasses que atrasaram em mais de três horas e meia o início da votação do texto. Os destaques apresentados pelos partidos, que são sugestões de mudanças no texto, serão analisados na próxima terça-feira (14).
Com o intuito de reduzir os custos das campanhas eleitorais, o projeto reduz o tempo de campanha de 90 para 45 dias e também diminui o período de propaganda eleitoral no rádio e na televisão de 45 para 35 dias. O texto limita ainda os gastos que os candidatos podem ter e proíbe que empresas que executem obras públicas façam doações.
O texto também estabelece um teto de R$ 20 milhões para doações empresariais, sendo que cada CNPJ poderá doar somente até o limite de 2% do seu faturamento bruto do ano anterior na soma destinada a todos os partidos. O texto limita ainda em 0,5% de seu faturamento bruto anual para um único partido.
As empresas só poderão doar para os partidos políticos, sendo proibidos que candidatos recebam recursos diretamente. Se ultrapassarem o teto, as empresas terão de pagar multa de cinco vezes a quantia doada em excesso, além de ficarem proibidas de participar de licitações e de fechar contratos por cinco anos.
O projeto proíbe que empresas que tenham contratos de execução de obras com órgãos e entidades da administração pública façam doações.
Ou seja, uma empresa que execute obras para o governo federal, como as grandes empreiteiras do país, ficará proibida de fazer doações para os candidatos à presidência da República.
Se a empresa tem contrato com uma prefeitura, ela poderá doar para um candidato ao governo do Estado.
FolhaPress

Fiquei preocupado, se empresas que participam de obras públicas não vão poder doar para campanha, como fica o caixa dois do PT? Acaba o interesse na Odebrecht, UTC, Camargo Correia e as outras envolvidas na corrupção do governo petista e assim será um caminho sem interesse. E agora?
Será que todo desvio vai ser justificado através do pagamento de consultorias e palestras aos figurões do PT?