O Globo
O número de casos que chegam todos os dias à Justiça do Trabalho é um dos argumentos do governo para justificar a reforma trabalhista. Somente no ano passado, foram 3,956 milhões de processos novos nessa área, número acima dos 3,7 milhões registrados em 2015. Não é o único gargalo. Em fevereiro, o acervo de processos em tramitação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) contava com 254.645 casos. Um levantamento do tribunal mostra que, de 2011 a 2017, houve um salto de 20% no número de processos em aberto, com picos em 2014 e 2015. Somente nesse último ano, foram fechadas 1,5 milhão de vagas formais.
No ranking dos motivos mais comuns para o trabalhador entrar na Justiça estão alguns dos principais itens que o governo quer alterar com o projeto de lei da reforma trabalhista, que foi aprovado na Câmara dos Deputados e que agora tramita no Senado. No topo, estão ações que pedem o pagamento de horas extras, que representam de 16% a 19% do total de processos do Tribunal, o intervalo que deve ser concedido para almoço (intrajornada) e o reconhecimento de vínculo empregatício.
Segundo o ministro do TST Lelio Bentes Corrêa, cerca de 49,5% das 3,7 milhões de ações propostas em 2015 no Brasil tinham como pedido questões ainda mais básicas, como verbas rescisórias, aviso prévio e décimo terceiro salário. Se somarmos outras verbas, como indenização do FGTS, diz o ministro, a taxa sobe para 60%.
Fim a ditadura do proletariado e dos sindicaistas!!! Muito bom… Só o que tem é espertalhão querendo levar dinheiro fácil!! Apesar de não ser eleitor do Dep. Rogério Marinho, sou a favor da REFORMA TRABALHISTA!!! Pelo menos dessa vez, parabéns deputado.
Lula o sr ainda tá contando história porque esse país não tem moral fosse um país sério vi tiraria 30 anos de cadeia em regime fechado.
Como há grande número de ações pedindo horas extras e reconhecimento de vínculo empregatício, a solução que a FIESP/CNI/PSDB arrumou foi acabar com horas extras e vínculo empregatício.
Realmente, as ações irão acabar rapidinho, mas em prejuízo do de sempre: o trabalhador.
Vá se informar.
O projeto nem arranha esses direitos.
Essa "reforma" é uma tragédia para o trabalhador. Feita por grandes empresários para os empresários. O deputado relator Rogério Marinho não se reelege.
Não pode haver Reforma sem debate amplo junto à sociedade!