Diversos

Reforma trabalhista valoriza negociação entre funcionário e empresa, diz deputado Rogério Marinho

O deputado Rogério Marinho (PSDB/RN), relator da reforma Trabalhista – Givaldo Barbosa / Agência O Globo

A valorização da negociação é um dos principais objetivos da reforma trabalhista nas palavras do relator da proposta enviada pelo governo, Rogério Marinho (PSDB-RN). O projeto, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados e tramita no Senado, estabelece uma série de situações em que a negociação prevalece em relação ao que determina a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Além de privilegiar a negociação coletiva, a reforma dá mais poder ao acordo coletivo (aquele firmado entre empresa e sindicato) do que à convenção (entre sindicatos patronais e de empregados). Permite também que várias questões sejam resolvidas diretamente entre funcionário e empresa, sem necessidade de intermediação sindical, como jornada, banco de horas, trabalho intermitente e férias.

Especialistas se dividem sobre esse poder da negociação previsto na reforma. Hélio Zilberstajn, professor da USP, acha a reforma um marco, uma mudança profunda, na qual os sindicatos tendem a ganhar força. A desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) e professora de Direito da UFRJ Sayonara Grillo chama a atenção para o poder dado à negociação individual, o que vai de encontro ao que propõe a reforma, que pretende dar mais espaço para as negociações coletivas.

Analistas também reivindicam reforma sindical para que a negociação se dê em bases mais equilibradas. Como os sindicatos vão perder a contribuição sindical compulsória se a reforma for aprovada, mexer na configuração dos sindicatos poderia acabar com a unicidade sindical (somente um sindicato por categoria e região), para facilitar a concorrência e atrair trabalhadores.

— Nessa recessão, os sindicatos desempenharam muito bem seu papel, conseguindo ganhos reais nas negociações de salário e de piso. Mesmo na recessão mais profunda da nossa História, os sindicatos não se deram tão mal. Em 2016, metade das categorias conseguiu empatar ou ganhar da inflação. Não vejo essa fraqueza. Talvez vejamos a fusão de sindicatos para que se tornem mais fortes e conquistem trabalhadores. É um cenário possível — comenta Zilberstajn.

CUSTOS ALTOS

Já Sayonara acha necessária a presença mais forte do sindicato e vê uma “individualização crescente nas relações de trabalho com a reforma”:

— Isso vai contra todos os princípios do Direto do Trabalho consolidado nos países democráticos. Não se pode individualizar um contrato. Isso impede a proteção ao outro. É uma questão coletiva em essência. Historicamente, sabe-se que a relação de trabalho é de poder, desigual, assim como o direito do consumidor. Não é uma leitura protetiva atrasada, paternalista, de que o trabalhador é hipossuficiente. Para as pessoas que vivem do trabalho, ela é extremamente democrática e necessária.

A desembargadora afirma que nunca viu “uma reforma para um lado só”:

— O Direito do Trabalho existe para apoiar os trabalhadores. Estão invertendo isso. Só protege o empregador, dá mais poder a quem tem muito poder, é a maximização do poder. Os contratos de trabalho são praticamente por adesão.

A advogada Juliana Bracks, professora da FGV Direito, afirma que a reforma prestigia a autonomia da vontade, “dá uma maturidade para as partes, patrão e empregado, negociarem via sindicato ou individualmente”.

— A lei dá margem a acordos individuais dos mais variados. Permite jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso sem precisar passar pelo sindicato; rescisão por acordo, sem pagar as verbas rescisórias totais; e que a mulher grávida possa continuar trabalhando em área insalubre.

Zilberstajn considera um exagero essa crítica de que as regras propostas dão poder demasiado à negociação individual. Ele cita a jornada que pode ser estabelecida entre as partes, desde que limitada às 44 horas semanais permitidas por lei:

— Um pequeno comércio não precisa do aval do sindicato para decidir isso.

A permissão para que contratos de trabalhadores com nível superior e que ganhem acima de R$ 11 mil mensais (o dobro do teto da aposentadoria do INSS) sejam negociados livremente também é um avanço, na visão de Zilberstajn.

— São gerentes, menos de 2% do total dos trabalhadores. Artistas, jogadores de futebol, eles têm poder de barganha, não precisam de CLT e sindicato, e não podem negociar. Hoje, um alto executivo, que representa a empresa, é representado pelo sindicato, o que é um absurdo.

Nesses contratos de empregados que ganham mais, pode-se acordar entre funcionário e empresa uma câmara de arbitragem para dirimir conflitos, em vez da Justiça Trabalhista. Luiz Marcelo Góis, sócio da área Trabalhista do BMA — Barbosa, Müssnich, Aragão, avalia que o corte de renda de R$ 11 mil é muito baixo:

— Achei modesto, é pouco. A arbitragem é mais onerosa, as custas são altas. São três árbitros, e quem perder paga os honorários.

Gustavo Gonzaga, da PUC, afirma que privilegiar a negociação é questão de “primeira ordem”:

— Há uma preocupação de que se está deixando a negociação para o lado mais fraco ir lá, com o pires na mão, e tudo passar. Mas o que pode ser negociado não permite perda de direito algum — afirma.

Ele lembra o período posterior ao Plano Real, em 1994, que determinou a livre negociação para reajuste salarial. Até então, o governo fixava um índice:

— Falou-se o tempo inteiro que as empresas iam explorar os trabalhadores, mas o que vimos nos últimos anos foi que a maioria dos acordos coletivos entre sindicatos e empresas resultou em aumento de salário igual ou superior à inflação.

Demissão em massa sem acordo

Se as novas regras forem aprovadas, as demissões em massa, principalmente em momentos de recessão como a que o Brasil ainda está vivendo, deixam de ser negociadas obrigatoriamente com os sindicatos. Passam a ser consideradas com os mesmos critérios da demissão individual.

— Atualmente, a Justiça do Trabalho extrapola a sua função. Na legislação, não existe nada que diferencie a demissão coletiva da individual. Julgam com base no princípio da dignidade humana, em convenções da OIT (Organização Internacional do Trabalho) — afirma Zilberstajn.

Sayonara chama atenção, no entanto, para o fato de que a demissão coletiva tem uma repercussão social negativa, muito maior que a dispensa individual:

— O sindicato pode negociar um plano de demissão voluntária, um salário temporário e até redução de salário. Mas isso não precisa mais ser negociado.

Luiz Marcelo Góis acredita que deixar para a negociação individual a compensação da jornada também pode trazer riscos. Quem ganha mais vai dar prioridade à folga e quem ganha menos, ao pagamento de hora extra:

— Há uma corrente que defende mais tempo de convívio com a família do que receber mais. Só que quem ganha mil reais está mais interessado na hora extra. Estamos olhando o problema de uma maneira ainda imperfeita.

Juliana, da FGV Direito, questiona se o mercado de trabalho brasileiro é suficientemente maduro para que a negociação seja estendida em tantas pontos:

— Será que nós temos essa maturidade? Tenho minhas dúvidas. A relação entre funcionário e empresa é de subordinação, ele cumpre ordens. Como vai se dar essa negociação com o peão da construção? É eliminar o trabalhador como peça mais frágil da relação.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Esses empresários brasileiros e seus defensores só falam dos estados unidos etc, mas pagar igual a norte americano ninguém quer !!! Querem leis americanas, até ai tudo bem, mas vamos também pagar salários americanos. Melhor ,vamos transformar o Brasil em um Estado americano. kkk

  2. Vocês são trouxas só ficam discutindo besteira.
    Nos EUA que todo mundo quer morar e trabalhar. Taxa de Desemprego e 4,5% (não existe lá carteira de trabalho). Brasil que tem carteira de trabalho e com taxa de desemprego 11%. Nos melhores anos de Lula foi de 7,5% com CLT.
    Ter CLT ou não ter não faz diferença nenhuma.
    A questão é outra.
    Somos uma sociedade de empreendedores ou melhor de funcionários públicos ?
    País que tem taxa baixa de desemprego é que tem muita livre iniciativa e o Brasil está longe disso.
    Povinho que só quer emprego público e fazer greve por aumento de salário.

    1. É verdade, lá nos Estados Unidos trabalhador recebi pelo que produz. Justo muito justo. Aqui querem emprego mais na maioria das vezes não querem trabalhar, é o caso dos trabalhadores do PT, aliás amanhã estão de
      serviço em Curitiba gritando e fazendo baderna.

  3. Essa reforma ele só consultou Flavio Rocha, o pessoal da Fiern, e a dona do Magazine Luiza, pousou até em Fotos, aí quer que os trabalhadores engulam essa reforma, lembrando que o mesmo e do PSDB, pois tudo culpam o PT, esse daí só trabalha para os patrões.

  4. Pau no lombo do mais fraco (o trabalhador) Capitão do mato, é isso que vc quer. Mas se vc não pagar nessa vida, paga na próxima!!!!

  5. O que realmete presisamos e reforma nosssos politicos., em particula ja meis vou da meu foto ao deputado que votei a tres anos atras como os senadores a sete anos atras.

    1. Essa agente faz ano que vem, não iremos reeleger nenhum deles, é fácil.

  6. Exemplo de livre negociacao entre patrao e empregado no Brasil. "Se voce quiser e desse jeito senao tem quem queira".

  7. Isso é uma grande verdade. O Brasil precisa de reforma urgente, não sei se da maneira que estam propondo, deveria aprofundar o debate, mais que precisa não há dúvidas. É bom lembrarmos que foram 13 anos governados pelo Partido dos trambiqueiros , eles sabem que é precisa reformar, mais não tiveram peito pra tomar medidas impopulares. Anote aí. Se Michel Temer consegui aprovar essa agenda de reformas e o país embalar, o povo vai ver aue ele foi um grande presidente. Esse filme eu já vi, foi assim com FHC, tomou medidas duras arrumou o país pra depois a gang do PT acabar.

    1. "É assim que vai funcionar aqui na empresa, fica quem quiser", aí o miserável do trabalhador, sem opção, passará a ser semi escravo, e não vai ter como comprar o próprio produto da empresa, essa é a visão desses empresários que só pensam em aumentar seu próprio patrimônio, o coitado que se lasque. Não existe nada mais claro do que isso.

    2. Joacy
      Nunca li tanta besteira o Brasil esta passando por isso porque os empresários estão indo embora para o Paraguai Uruguai Argentina
      O empresário monta um negócio para ganhar nunca vai montar negócios para ser social
      Você que quer emprego não trabalho fica falando bobagem já que vc é socialista so um aviso somos uma sociedade CAPITALISTA
      Mas acho que vc não sabe o que e isso

  8. Não vejo produtiva que a relação patrão/empregado tenha que ter o "aval" do sindicato. Mas tem que haver a chancela da justiça para evitar qualquer tipo de abuso. Complexo acertar no ponto, afinal o maléfico "jeitinho brasileiro" distorce e vicia muita coisa. Acertos individuais deve ser pontual e geral.
    Imagine numa empresa com 50 funcionários, negociar a relação de trabalho 1 a 1, Vai certamente haver distorções. O peso e a medida para isso tem que ser posta, nem a amarra sindical, nem a liberdade individual.

    1. Uma empresa com 50 funcionários não vai lidar com 1 por 1
      Ela vai ter um contrato se vc tiver de acordo vc assina e começa a trabalhar se não vai para outro lugar
      Tanto a empresa quanto o funcionário tem que respeitar o contrato é simples assim

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Política

[VÍDEO] General Girão critica decisão de Flávio Dino sobre cúpula da PF e reforça apoio a André Mendonça

Imagem: Reprodução

O deputado federal General Girão (PL-RN) criticou, em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (9), a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Os dois haviam sido afastados na terça-feira (8) por decisão do ministro André Mendonça, que apontou suspeitas relacionadas à produção de relatórios de inteligência da corporação.

No vídeo, Girão questionou a condução da Polícia Federal diante dos fatos que motivaram os afastamentos e voltou a fazer críticas ao ministro Alexandre de Moraes. O parlamentar manifestou apoio a André Mendonça e defendeu que as suspeitas levantadas sejam apuradas com independência e transparência. “Deixo aqui o meu repúdio a esta intriga, esta briga, este desvio de finalidades do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Girão. Para o deputado, Mendonça deve ter condições de conduzir as apurações sob sua responsabilidade e os fatos envolvendo a atuação da cúpula da PF precisam ser esclarecidos.

Horas depois da manifestação de Girão, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu tanto a decisão de Mendonça quanto a de Dino, diante do conflito entre as determinações. Fachin afirmou ser grave o cenário em que decisões de ministros são desafiadas por outros integrantes da própria Corte e convocou uma sessão extraordinária do plenário para o próximo dia 15 de setembro, quando o caso deverá ser analisado. Até lá, Andrei Rodrigues permanece no comando da Polícia Federal.

O posicionamento de Girão ocorre poucos dias depois da manifestação de 7 de Setembro, no Largo do Atheneu, em Natal, da qual o parlamentar participou ao lado de lideranças da direita potiguar. O ato teve entre suas pautas críticas ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, além da defesa do respeito aos limites constitucionais entre os Poderes.

 

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Brasil

Frustrada com a virada de Flávio nas pesquisas, Janja ataca: “Se dependesse do Bolsonaro, os nordestinos estavam comendo capim”

Foto: Ricardo Stuckert

Indignada com o crescimento de Flávio Bolsonaro nas últimas pesquisas de intenção de voto, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, afirmou nesta quarta-feira (9/9), no Piauí, que a volta da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à chefia do Executivo federal representaria um retrocesso para o país. Janja disse que, “se dependesse do Bolsonaro, os nordestinos estavam comendo capim”.
Segundo Janja, o bolsonarismo não tem um projeto de país, mas um projeto pessoal.

“A família Bolsonaro não tem projeto para esse país. O projeto da família Bolsonaro é um projeto pessoal, voltado para proteger seus próprios interesses e beneficiar apenas os seus. É isso que estamos vendo diariamente. E não é disso que o Brasil precisa. O Brasil precisa ser governado por quem cuida do seu povo”, declarou a primeira-dama.

A declaração foi dada durante ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Teresina (PI). Junto com Lula, participaram do comício o governador e também candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), os candidatos ao Senado, Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), além do ministro de Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e a ex-senadora e ex-governadora, Regina Sousa.

Com informações de Metrópoles

 

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Geral

Trend no TikTok faz homens rasparem os cílios para ‘ficar mais masculinos’; médicos fazem alerta

Foto: Reprodução/ Redes sociais

Uma das muitas tendências bizarras que se alastram pelas redes sociais tem potencial para ser a mais estranha de todos os tempos: homens estão raspando os cílios com o objetivo de “ficar mais masculinos”.

Um vídeo viral no TikTok, com mais de 36 milhões de visualizações, mostra um homem raspando os cílios sob a alegação de que eles são femininos. Ele desconhecia a função vital que eles desempenham para a saúde.

“Os cílios desempenham várias funções essenciais para manter os olhos saudáveis: ajudam a impedir que sujeira e detritos, incluindo células mortas da pele e suor, entrem nos olhos, mantendo o conforto e reduzindo o risco de infecções. Além disso, ajudam a reduzir a exposição da superfície ocular à radiação UV nociva”, disse ao site “LADBible” o médico Paramdeep Bilkhu.

Embora os benefícios dos cílios sejam uma razão mais do que suficiente para mantê-los, há também o perigo adicional de aproximar um barbeador elétrico ou uma tesoura dos olhos para removê-los.

“Como são altamente sensíveis ao toque, os cílios ajudam a desencadear o reflexo de piscar, protegendo os olhos quando um objeto ou ameaça se aproxima. Além disso, o uso de barbeadores perto dos olhos pode causar cortes e arranhões na pele sensível, ou até mesmo ferimentos perfurantes no caso do uso de tesouras. Ao remover ou aparar os cílios, você corre o risco de causar danos reais aos seus olhos”, explicou Paramdeep.

Com informações de Extra

 

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Mundo

Rubio diz que governos de esquerda “destruíram” países da América Latina

Foto: Reprodução/Instagram

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou, nesta quarta-feira (9/9), que governos e movimentos de esquerda “destruíram” países da América Latina e associou setores desse campo político a organizações criminosas ligadas ao narcotráfico.

Questionado sobre a possibilidade de grupos de esquerda ganharem força como consequência da política externa americana, Rubio rejeitou a preocupação e avaliou a atuação da esquerda na região.

“Grupos de esquerda já estiveram aqui e destruíram o hemisfério. A esquerda destruiu a Venezuela, a esquerda destruiu Cuba, a esquerda destruiu a Nicarágua, a esquerda basicamente destruiu todos os países do hemisfério dos quais conseguiu tomar conta”, afirmou.

A declaração foi feita durante a visita de Rubio ao Equador, onde ele se reuniu com o presidente Daniel Noboa.

Rubio também citou a Bolívia e disse que o país teria sofrido durante 25 anos em razão de governos de esquerda. O secretário ainda mencionou Equador e Colômbia ao fazer críticas a políticas econômicas adotadas por governos desse espectro político nos últimos anos.

Além das críticas econômicas, Rubio estabeleceu uma relação direta entre grupos de esquerda e organizações criminosas. Segundo ele, essas forças políticas estariam “em aliança” com grupos de narcotráfico.

“Esses grupos de esquerda, na realidade, estão em aliança com essas organizações criminosas de narcotráfico. Eles estão alinhados com elas, são aliados delas, permitem que elas realizem essas atividades, em uma aliança nefasta entre os dois lados”, declarou.

Com informações de Metrópoles

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Política

Flávio compara PF do governo Lula à Gestapo, a polícia secreta nazista

Foto: Charles Vieira

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, nessa terça-feira, a atuação da Polícia Federal sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a comparou à Gestapo.

A Gestapo foi a polícia política e secreta do regime nazista de Adolf Hitler na Alemanha entre 1933 e 1945, conhecida por perseguir opositores e minorias.

Ao compartilhar uma publicação do jornalista Cláudio Dantas, acompanhada de uma imagem em que aparecem o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Flávio declarou: “Os dias dessa gestapo do Lula estão contados. A PF do Brasil voltará a ser respeitada!”.

A declaração foi uma reação a uma reportagem de Dantas sobre uma petição sigilosa formulada pelo advogado Michael Cunha, representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). O documento acusa investigadores da PF de extrapolarem suas prerrogativas legais durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão realizado em 4 de agosto no escritório do advogado Willer Tomaz.

Com informações do Poder 360

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Eleições 2026

[VÍDEO] Na 96 FM, Álvaro sobe o tom contra Cadu e Allyson e cobra respostas sobre segurança, Mederi e Nogueirão

Imagem: Reprodução

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) subiu o tom contra seus principais adversários durante entrevista ao Jornal das Seis, da 96 FM, nesta quarta-feira (9). Álvaro criticou a situação da segurança pública no governo do PT, do qual Cadu Xavier faz parte, e voltou a cobrar explicações de Allyson Bezerra sobre a Operação Mederi e a demolição do estádio Nogueirão, em Mossoró.

Ao tratar da segurança pública, Álvaro afirmou que o avanço das facções criminosas e os problemas registrados no sistema prisional demonstram a necessidade de uma mudança na condução do setor. O candidato defendeu mais investimentos, valorização dos profissionais, tecnologia e integração entre as polícias.

“Com criminoso, com faccionado, não se negocia, não se conversa. Tem de agir para combater com determinação, com coragem, com resiliência, como nós vamos fazer chegando ao Governo do Estado”, afirmou.

Álvaro também direcionou críticas a Allyson Bezerra e voltou a cobrar esclarecimentos sobre a Operação Mederi. Durante a entrevista, citou as investigações da Polícia Federal e questionou o adversário sobre as suspeitas apuradas na operação envolvendo a compra e o fornecimento de medicamentos.

“Isso é um escândalo. Ele precisa responder isso. Eu tenho perguntado a ele nos debates e ele só faz tergiversar, não responde. Ele vai ter de responder, porque é candidato ao Governo do Estado. Ele tem de esclarecer”, declarou Álvaro.

Outro ponto abordado foi a situação do estádio Nogueirão. Álvaro lembrou que esteve pessoalmente no local durante sua recente passagem por Mossoró e criticou a decisão da gestão de Allyson de demolir o estádio. O candidato também citou os questionamentos do Tribunal de Contas do Estado, cujo relatório técnico apontou risco de prejuízo de até R$ 143,7 milhões aos cofres públicos.

“Ele destruiu o estádio Nogueirão. Eu estive em Mossoró recentemente e fui lá. O Nogueirão, onde assisti a muitos jogos, inclusive decisivos, está demolido. Foi uma decisão irresponsável e precipitada”, afirmou.

Ao final da entrevista, Álvaro contrapôs as críticas aos adversários com os resultados de sua gestão em Natal. Destacou o novo Plano Diretor, que impulsionou a retomada dos investimentos privados e da geração de empregos na capital, e a engorda de Ponta Negra, obra que, segundo ele, preservou o Morro do Careca, principal cartão-postal da cidade, e mais de 15 mil empregos ligados à região. Álvaro contou que esteve recentemente na praia e recebeu o agradecimento de comerciantes e trabalhadores pelos resultados da obra.

O candidato também lembrou as mais de 600 obras realizadas durante sua gestão, a pavimentação e drenagem de centenas de ruas, o Hospital Municipal, o Complexo Turístico da Redinha, a Avenida Felizardo Moura e a recuperação de praças.

“O povo da cidade de Natal me conhece, sabe o que nós fizemos durante o tempo que administramos a capital do Estado. Nós mudamos, modernizamos a cidade de Natal”, destacou Álvaro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“TERCEIRA FACADA”: Campanha de Flávio monitora possível “revanche” do STF

 

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto monitora uma possível “revanche” de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador e seus aliados. Desde que vieram à tona as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, cresceu internamente a tensão na equipe de Flávio diante da possibilidade de uma reviravolta.

O receio aumentou nesta terça-feira (8), após o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do cargo. Pessoas próximas ao senador relatam que o clima é de apreensão. A expectativa é de que um eventual “troco” não parta apenas de Moraes, mas também dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Entre as possibilidades ventiladas pela equipe estão medidas contra o próprio Flávio ou contra pessoas consideradas-chave na campanha, como o também senador e coordenador da candidatura, Rogério Marinho (PL). Um dos pontos no topo do monitoramento é o suposto desvio de emendas parlamentares, caso que vem sendo relatado por Dino.

Internamente, o sentimento é de que o STF “vai revidar” de alguma forma os últimos acontecimentos. Um aliado afirmou, sob condição de reserva, que foi a esse cenário que Flávio se referiu durante a manifestação de 7 de Setembro, quando falou sobre uma possível “terceira facada”, sem explicar naquele momento o que seria.

“Eu estou avisando. Vão tentar uma 3ª facada, não só em mim, mas também nos meus aliados. E o que eu tenho a dizer a vocês que vão tentar mais uma vez interferir nas eleições? Não vai adiantar nada, porque estou aqui de peito aberto e nós juntos somos muito mais fortes do que eles”, disse, na segunda-feira (7).

Flávio e seus aliados têm apoiado o ministro André Mendonça nas decisões recentes. Indicado por Jair Bolsonaro para o STF, Mendonça chegou a ganhar um boneco na Avenida Paulista durante o ato do início da semana de e tem sido alvo de pedidos de orações por parte do grupo.

Já Alexandre de Moraes e Flávio Dino são apontados pelos aliados como próximos do Palácio do Planalto. O temor da campanha é que uma eventual reviravolta interrompa o crescimento recente de Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

Com informações da Jovem Pan

 

 

 

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Eleições 2026

“Essa fala não é verdade. Chega a ser ridículo e ele é perseguidor”, diz ex-presidente do Potiguar após Allyson prometer apoio aos clubes do RN

Foto: Reprodução

A promessa de Allyson Bezerra de conceder “todo o apoio aos clubes do Rio Grande do Norte”, caso seja eleito governador, provocou reação do ex-presidente do Potiguar de Mossoró Djalma Júnior. O ex-dirigente contestou publicamente a declaração e afirmou que passou dois anos “batendo à porta” da gestão de Allyson em busca de apoio para o clube.

A declaração de Allyson foi dada em entrevista ao programa Jogo Rápido, da 96 FM, e publicada pelo Blog do Léo Félix. Ao falar sobre suas propostas para o esporte, o candidato afirmou que pretende dar suporte e fomentar os clubes potiguares e apresentou sua passagem pela Prefeitura de Mossoró como exemplo do que pretende fazer no Estado.

“Primeiro, nós vamos conceder todo o apoio aos clubes do Rio Grande do Norte, para que os clubes consigam ter o suporte necessário, ter a visibilidade e ter o fomento por parte do Estado. Tenho assim feito como prefeito, patrocinando os clubes da cidade de Mossoró”, afirmou Allyson.

Foi justamente essa declaração que provocou a reação de Djalma Júnior nos comentários da publicação do Blog do Léo Félix.

“Essa fala dele não é verdade. Chega a ser ridículo. Passei 2 anos batendo à porta desse rapaz em busca de apoio. Mas como ele é perseguidor e não aceita críticas, fechou as portas e tentou asfixiar os clubes. O Potiguar resistiu a duras penas. Já o nosso rival caiu”, escreveu o ex-presidente do Potiguar.

Djalma também fez um alerta aos desportistas mossoroenses. “O desportista mossoroense, se não tiver memória curta, lembrar o que acontece com o esporte em Mossoró ou tenha algum cargo comissionado, vai pensar 2 vezes”, afirmou.

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Brasil

DARK HORSE: Mendonça homologa delação de empresário ligado a fundo dos EUA

Foto: Reprodução

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), homologou nesta quarta-feira (9) o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”.

A decisão está sob sigilo. Mineiro é dono da Entre Investimentos, a empresa que, a mando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fez repasses para o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A delação premiada, ou colaboração premiada, é um meio de obtenção de provas nas investigações criminais. Nesse recurso, o investigado se dispõe a cooperar com o processo e a investigação. Em troca, o Estado pode dar benefícios a ele.

O empresário afirmou em sua delação — assinada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) em 8 de agosto — que era responsável por “gerar” dinheiro vivo para a equipe de Vorcaro. O dinheiro era entregue em malas e, segundo ele, seria usado para pagamentos de propina.

Mineiro disse ainda que fez sete repasses, a título de “subscrições de cotas”, para o fundo Havengate nos Estados Unidos. As transações foram feitas de janeiro a setembro de 2025 e totalizaram US$ 12,333 milhões. Pela cotação de setembro de 2025, esse valor equivalia a R$ 62,8 milhões.

A subscrição de cotas é um processo em que um fundo emite novas cotas para aumentar seu patrimônio, recebendo aporte de investidores. Os valores foram pedidos a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato à Presidência.

Audiência com juiz auxiliar de Mendonça

Na terça-feira (8), o empresário e sua defesa participaram de uma audiência com um juiz auxiliar do ministro André Mendonça para avaliar o acordo de delação fechado com a PGR no mês passado.

Na reunião, o juiz questionou se o acordo foi assinado pelo empresário de forma voluntária. Ele respondeu que sim. A voluntariedade é um requisito para que uma delação seja homologada pelo magistrado responsável. Não há prazo para Mendonça homologar o acordo.

Com informações de UOL

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Brasil

Mendonça revoga prisão de filho do Careca do INSS; ele não poderá manter contato com outros investigados e testemunhas da operação

Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), substituiu nesta quarta-feira (9) a prisão preventiva de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, pelo uso de tornozeleira eletrônica.

Romeu estava preso desde dezembro de 2025, quando foi alvo de uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

Agora, além da monitoração eletrônica, Mendonça proibiu Romeu de manter contato, direto ou indireto, com outros investigados e com testemunhas relacionadas à operação.

A mudança na prisão atende a um pedido apresentado pela defesa. Com a decisão, Romeu poderá deixar a prisão, mas continuará submetido às medidas cautelares estabelecidas pelo ministro.

Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é acusado de operar um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas cadastrados no INSS.

De acordo com as investigações, o “careca do INSS” seria um intermediário dos sindicatos e associações, recebendo os recursos que eram debitados indevidamente dos aposentados e pensionistas, e repassando parte deles a servidores do Instituto ou familiares e empresas ligadas a eles.

A primeira fase da operação Sem Desconto foi deflagrada pela PF e pela CGU (Controladoria-Geral da União) em 23 de abril de 2025. A ação revelou um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Na época, os investigadores estimavam que as fraudes podiam chegar a cerca de R$ 6 bilhões.

Com informações da CNN

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Brasil

Deputado ironiza invasão à sede do PT no Amapá: “Deve ter sido eleitor para tomar cervejinha”

Foto: Divulgação

O deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu à invasão da sede do PT no Amapá. Nikolas disse que o invasor “deve ter sido um eleitor para tomar uma cervejinha“. O deputado comentou uma notícia publicada pela coluna, que mostrou que o PT procurou a polícia para registrar uma invasão ao prédio do partido.

A invasão ocorreu, segundo o PT, na madrugada de terça-feira (8/9). Segundo o partido, os invasores entraram pelas portas dos fundos, danificaram parte da estrutura e quebraram objetos, incluindo um notebook. O bando não levou nada do local, mas a energia elétrica foi cortada.

“Já começou? Nem pisamos aí e já vem com essa?”, escreveu Nikolas nas redes sociais na noite de terça. “Deve ter sido um eleitor para tomar uma cervejinha.”

Com informações de Metrópoles

 

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