Judiciário

Relações de trabalho no Whatsapp podem ir parar na Justiça

Olhos voltados para os celulares, mãos digitando com agilidade, troca instantânea de conteúdo. O Whatsapp virou uma das ferramentas de comunicação mais utilizadas do mundo, alcançando grupos sociais dos mais variados estilos.

Uma pesquisa realizada pelo Ibope mostra que o app é o mais usado entre os brasileiros, chegando a 93% dos usuários nacionais e reafirmando o sucesso da rede social.

De tão rápido e prático no processo de troca de mensagens, o “zap” passou a ser visto não só como um instrumento de comunicação para divertimento, e começou a ser utilizado pelas corporações como uma ferramenta de trabalho, principalmente para o compartilhamento de informações.

Os “grupos de trabalho” já não são nenhuma novidade entre os funcionários das empresas, mas assim como o ambiente real profissional, ele instiga o relacionamento entre os trabalhadores e seus gestores.

É uma reprodução do espaço físico da companhia e isso deve sim influir no comportamento dos usuários. Mas nem todo mundo se comporta da melhor forma.

Extremamente estressado, um trabalhador da área de gastronomia, cujo nome não será revelado nesta reportagem, contou aoLeiaJá que começou a atuar em um novo emprego no Recife.

Experiente na área, com pelo menos 20 anos de trabalho sério, o funcionário sempre procurou se relacionar bem com seus companheiros de firma e nunca abdicou do respeito ao próximo.

Porém, no novo emprego, se deparou com uma gerente descrita por ele como autoritária e desrespeitosa. Características que, de acordo com nossa fonte, se refletiram no mundo virtual.

A gerente criou um grupo no Whatsapp, adicionou praticamente todos os trabalhadores da empresa – inclusive nosso entrevistado – e não poupou reclamações, até mesmo individuais, nas mensagens compartilhadas no grupo de trabalho.

“Em toda minha vida profissional, eu nunca passei uma humilhação tão grande. Ela já reclamava de várias coisas na frente dos clientes e dos outros funcionários, algo que nunca vi alguém passar em todo este meu tempo na área de restaurantes. Quando cheguei em casa, descobri que ela criou um grupo no Whatsapp e no meu celular não paravam de chegar várias mensagens. Quando finalmente parei para ler, só visualizei reclamações, até direcionadas para mim e outros funcionários. Não tive dúvida! Saí do grupo e não dei satisfações para a gerente”, conta o trabalhador.

A gerente acusada pelo funcionário pode até não conhecer as leis trabalhistas, mas, conforme as orientações dos advogados, ela cometeu assédio moral.

As pessoas não podem esquecer que o ambiente virtual é uma reprodução do seu comportamento real e, quando o trabalho e a relação profissional estão presentes na rede social, aumenta a responsabilidade por parte de funcionários e patrões no que diz respeito à forma de se comportar e principalmente tratar os colegas de trabalho.

Em entrevista ao LeiaJá, o advogado especialista na área trabalhista, Giovanne Alves, explica que as redes sociais estão “totalmente replicadas nas nossas relações, inclusive as de trabalho”.

De acordo com o advogado, o ambiente virtual é uma replicação das ações físicas. “Tudo que se faz, inclusive nos ambientes virtuais, pode ser fisgado pela Justiça caso aquilo cause prejuízo a alguém”, esclarece Alves.

Grupos de trabalho podem virar casos de Justiça

Segundo Giovanne Alves, se um funcionário desrespeita outro no grupo do Whatsapp, como por exemplo, comete assédio moral, ele está totalmente passível de ser acionado na Justiça.

E existe um aspecto importante no contexto das redes sociais: de acordo com o advogado, como a troca de informações e conteúdos em geral pode ser arquivada e printada, ela pode servir como prova para embasar os casos que vão parar na Justiça.

“Fica ainda mais fácil de provar sendo feito em ambiente virtual, como no Whatsapp, pois a tela printada pode servir como prova. Mas existem alguns detalhes: todas as condutas corporativas exigíveis no convívio pessoal são exigíveis no convívio virtual, tanto por parte do patrão, quanto pelo lado do funcionário. As obrigações de respeito e obediência devem ser mantidas nos grupos e diálogos corporativos”, orienta o advogado.

Para o advogado, a prova de assédio moral, por exemplo, é ainda mais fácil de ser reproduzida se o assédio acontecer através de alguma rede social ou comunicador instantâneo.

20160328031834_Image23“Um chefe pode sim assediar um empregado via Whatsapp, tanto nos grupos corporativos quanto nas mensagens diretas. A escolha da advertência em particular ou não é opção da empresa, mas isso deve ser feito de forma a não expor o empregado em situação vexatória, o que caracteriza o assédio moral”, explica Alves.

O especialista também dá uma dica para as vítimas assediadas: é importante não salvar os contatos dos participantes do grupo por nome, uma vez que é interessante registrar o número que enviou o conteúdo, como forma de facilitar a identificação do agressor, evitando assim que a acusação seja taxada de mentirosa.

Funcionário não é obrigado a participar do grupo – Ainda de acordo com o advogado, o trabalhador não pode ser obrigado pela empresa a participar de um grupo no Whatsapp, sem que essa condição tenha sido acertada no contrato entre as duas partes.

“Caso isso não tenha sido uma exigência para a contratação, não se pode demitir por justa causa havendo a negativa do funcionário em participar do grupo no Whatsapp”, explana o advogado.

Ele também complementa: “Se o funcionário continuar trabalhando, fazendo reuniões ou despachando com chefes pelo Whatsapp depois do horário de trabalho, isso pode ser considerado trabalho extraordinário e gerar horas extras”.

Por outro lado, se usado da melhor forma pelo gestor e subordinado, pode haver um acordo entre as partes para o uso dos grupos. Porém, é importante manter a ordem profissional e pessoal.

“Não adianta resistir ás tecnologias. Elas vêm e modernizam as relações. O judiciário deve estar atento a tudo isso”, finaliza Giovanne Alves.

Funcionários podem ser demitidos por justa causa

Não é apenas o patrão que é passível de punição. Os subordinados podem sim perder seus empregos por desrespeito aos gestores e os casos de indisciplina podem ir parar na Justiça.

De acordo com Alves, um dos casos recorrentes que resultam na demissão do trabalhador é quando o funcionário faz ‘memes’ para ridicularizar o patrão ou chefe. Segundo o especialista, existem várias atitudes cometidas por funcionários que alimentam a chance da empresa demitir por justa causa.

“Condutas inconvenientes, atos de insubordinação ou indisciplina ensejam demissão por justa causa. Se algum funcionário cometê-las, seja em ambientes virtuais ou não, ele pode ser demitido”, explica o advogado.

“Ofender diretamente um superior hierárquico, não cumprir ordem dada expressamente nos meios virtuais, sabotar ações da empresa, difamar a companhia, são outros exemplos de situações que levam um trabalhador a ser desligado”, finaliza o especialista, lembrando também que o consumo de conteúdos pornográficos através da rede de internet da empresa ou dos celulares corporativos pode causar desligamento.

Respeito prevalece em todos os ambientes

Com cerca de 30 anos de experiência na área de Recursos Humanos, o diretor de RH do Grupo Ser Educacional, Wellington Maciel, já viveu inúmeras experiências sobre relacionamento profissional dentro das empresas.

Para ele, independente do ambiente que se estabeleça a relação entre funcionário e gestor, seja ele virtual ou real, o respeito deve prevalecer sempre.

Sobre o uso do Whatsapp, ele defende a utilização da ferramenta como troca de informações e principalmente meio de comunicação, mas discorda quando o app é usado pelo gestor para avaliação das equipes.

“O mundo inteiro usa o Whatsapp. É uma ferramenta ágil de comunicação, mas que deve ser utilizada com muito respeito entre as pessoas. Uma dica importante é não confundir grupos sociais com os grupos de trabalho. Evite brincadeiras fora de hora, correntes, posicionamentos políticos”, orienta o diretor de RH.

Wellington Maciel reforça que o Whatsapp não é uma ferramenta adequada para avaliar os funcionários. Por isso, ele orienta os líderes e gestores a realizarem o procedimento das formas mais tradicionais, como em reuniões e feedbacks.

“O Whatsapp não é uma ferramenta de resultados, e sim é um meio de comunicação. A melhor forma de avaliar é utilizar indicadores de metas”, explana o diretor de RH.

Tribuna da Bahia, via IG

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Polícia

Justiça determina que Samanda retire publicação por fake news contra suplente de Zenaide

Foto: CMN

A Justiça Eleitoral determinou que Samanda Alves, candidata ao Senado, retire do ar um vídeo publicado em suas redes sociais difamando o suplente da senadora Zenaide Maia, Netinho Lins, após apontar que o material apresentava afirmações sem respaldo suficiente, em decisão que trata da divulgação de notícia sabidamente falsa. Ou seja, a candidata, no entendimento do Juiz da propaganda, cometeu o que se chama comumente de “fake news”.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), em caráter liminar. O desembargador eleitoral Lourinaldo Silvestre de Lima Filho entendeu haver elementos que indicam, em análise preliminar, extrapolação dos limites da crítica eleitoral.

Na peça de Samanda, Netinho é apresentado como investigado por diversos crimes e associado ao chamado “escândalo do Banco Master” e a “fraude em licitações”.

Segundo a decisão, não foi identificado suporte objetivo suficiente para a afirmação de que o suplente “é investigado em diversos crimes”, especialmente por fraude em licitações. O magistrado também destacou que as notícias utilizadas no vídeo faziam referência a investigações envolvendo terceiros e que isso não autorizava equiparar a situação à afirmação de que Netinho seria formalmente investigado por diversos crimes.

A decisão aponta ainda que as imagens utilizadas para ilustrar a menção a “fraude em licitações”, com fotografias de identificação criminal, não correspondiam ao suplente de Zenaide.

O TRE determinou que Samanda remova a publicação no prazo de 24 horas após a intimação e se abstenha de republicar o mesmo vídeo ou conteúdo substancialmente idêntico. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 10 mil por publicação. A Meta também foi determinada a tornar indisponível o conteúdo.

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Geral

DATAFOLHA: 47% dos brasileiros reprovam ministros do STF; índice é o pior desde 2019

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A avaliação negativa dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o maior nível da série histórica do Datafolha, iniciada em 2019. Segundo pesquisa divulgada neste sábado (26), 47% dos brasileiros classificam o trabalho da Corte como ruim ou péssimo.

Outros 31% consideram a atuação regular, enquanto apenas 18% avaliam como ótima ou boa e 4% não souberam responder.

Entre eleitores de Lula (PT), 32% aprovam o trabalho dos ministros e 24% reprovam.

Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) a avaliação negativa do STF chega a 69%, enquanto apenas 6% aprovam.

A pesquisa também apontou que 45% são favoráveis à criação de um Código de Ética e Conduta para ministros do STF, proposta defendida pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Outros 33% são contrários.

A pesquisa, contratada por Folha e Globo, foi realizada de terça (22) a quarta (23) com 2.002 eleitores por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Os dados constam no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O número de registro é BR-00304/2026.

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Geral

PESQUISA MEDIA/ O POTENGI/ GOVERNO DO RN: Allyson tem 31,5%, Álvaro 27,1% e Cadu 21,5%

Pesquisa do Instituto Media divulgada neste sábado (26) e publicada pelo site O Potengi mostra as intenções de voto para governador do Rio Grande do Norte. No cenário estimulado, quando são apresentados os nomes ao entrevistado, Allyson Bezerra aparece com 31,5%, seguido por Álvaro Dias com 27,1%, e Cadu de Lula (PT), com 21,5%.

Professor Robério Paulino (Psol) registra 0,6%, e Rodrigo Bolsonaro (Agir), 0,4%. Não sabem ou não responderam somam 13,0%, enquanto 6,0% responderam branco ou nulo.

O Instituto Media entrevistou 2.000 eleitores no Rio Grande do Norte entre 21 e 25 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Potengi Comunicação Ltda., empresa do O Potengi, e registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-05948/2026. A margem de erro para o total da amostra é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Geral

Decisão do STF pode abrir brecha para bets continuarem funcionando mesmo após MP de Lula

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2020 pode ser usada para contestar a Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proibiu as apostas online no país. A informação é do blog de Daniel Rittner, da CNN Brasil.

Naquele julgamento, o STF decidiu que a União não tem exclusividade para explorar loterias e reconheceu que estados podem operar e regulamentar modalidades lotéricas, dentro das regras federais.

A decisão levou estados como Rio de Janeiro, Paraná e Paraíba a criarem licenças próprias para apostas.

Advogados do setor avaliam que o artigo 2º da nova MP, que estende a proibição às apostas de cota fixa nos estados e no Distrito Federal, pode ser inconstitucional.

Apesar disso, a avaliação jurídica é de incerteza sobre os próximos passos, inclusive pela possibilidade de questionamentos no próprio STF.

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[ANÁLISE] VALOR ECONÔMICO: Proibição de bets tem apelo eleitoral para Lula, mas não contorna problema do endividamento

Foto: Ricardo Stuckert

A motivação eleitoral da proibição das bets no Brasil, decidida nesta sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é óbvia.

Pelo menos duas pesquisas mediram nos últimos meses a adesão a uma proibição total das apostas online e a maioria absoluta se mostrou favorável à interdição. Na mais detalhada delas, da Ideia, de julho, 56% dos entrevistados concordaram com a proibição.

Um sinal do apelo da medida é o fato de que o principal rival do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), tachou a medida de “eleitoreira, hipócrita, populista”, mas ao mesmo tempo ponderou: “sempre fui contra os jogos”.

Renan Santos (Missão), em vídeo, procurou desqualificar a iniciativa como pouco efetiva. “Vou dizer exatamente o que vai acontecer: a Medida Provisória vai caducar. É só uma medida eleitoreira.” Frisou ser contra jogos.

Ronaldo Caiado (PSD), em Goiás, lembrou que votou contra o tema quando era senador e não permitiu loterias no estado, quando governador. Romeu Zema (Novo) ainda não havia se pronunciado até o começo da tarde de sábado, mas passou a campanha inteira criticando as bets.

O alcance da medida, contudo, parece duvidoso. O governo justifica o fim do mercado de apostas online por um alegado impacto desta atividade no aumento do endividamento e, em particular, da inadimplência. A pesquisa de julho indicava que o eleitorado via baixa relação entre uma coisa e outra. Quando os entrevistados foram perguntados sobre que gastos mais contribuíam para o endividamento, 29% mencionaram gastos com supermercado; 28%, contas de consumo; 14%, aluguel; 10%, gasolina; 8%, educação; 7%, plano de saúde; 6%, transporte público; 5%, condomínio; e somente 2%, apostas online.

Ou seja: o eleitorado provavelmente não verá o fim das bets como uma medida do governo para reduzir o aperto financeiro da população.

Para os entrevistados, 33% consideravam as apostas um vício e 26%, uma fonte de perda de dinheiro. A reação maior vem das mulheres, como o próprio Renan Santos indicou em seu vídeo. “O cálculo do Lula é simples: quem usa mais as bets são homens. Homens não votam tanto nele. Esses homens estão gerando vícios e gastos em endividamento que estão irritando mulheres, tanto mães quanto esposas. Estas mulheres votam mais no Lula.”

Afora o fato de que há baixa percepção de correlação entre aumento de endividamento e apostas, o resto do raciocínio de Renan encontra lastro nas pesquisas. De acordo com a Ideia, 67% das mulheres e 50% dos homens eram a favor da proibição.

Tentar relacionar o aumento do endividamento com as apostas online é crucial para a estrutura narrativa da campanha de Lula, porque há pouco o que o governo possa apresentar como solução para contornar o que o eleitorado de fato vê como comprometedor para sua renda.

O Desenrola 3, lançado também na sexta-feira, novamente foca os consumidores que estão com dívidas em atraso, assim como foi nas versões anteriores. Não contempla aqueles que têm renda cada vez mais comprometida, mas que permanecem adimplentes. O universo de apostadores é amplo — já houve registros de apostas feitas por 43,8 milhões de CPFs desde a regulamentação da atividade, feita pelo próprio governo Lula —, mas estabelecer uma relação de causalidade entre aumento de inadimplência e jogo é algo complexo.

Nos próximos dias, a reação negativa à medida que pode ter mais impacto na opinião pública é a do universo do futebol. As casas de apostas online patrocinam 17 dos 20 clubes que estão na série A do Campeonato Brasileiro e pelo menos dois deles — Flamengo e Fluminense — divulgaram posicionamentos oficiais ainda na sexta-feira reclamando de insegurança jurídica, uma sinalização de que podem judicializar a questão.

No anúncio da medida, o governo federal não fez qualquer indicação de que compensará os atingidos de alguma forma. “Qualquer decisão precisa considerar segurança jurídica e previsibilidade”, reclamou o Fluminense. “Não se pode criar uma nova regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nelas, e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório”, afirmou o Flamengo.

Valor Econômico

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ALARMANTE: Presos viram “carcereiros” e recebem chaves de celas em Alcaçuz por falta de efetivo policial, aponta relatório da direção do presídio

A falta de policiais penais na Penitenciária Estadual de Alcaçuz tem levado presos que trabalham na unidade a receber as chaves das celas para trancar outros detentos. A situação é classificada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) como “alarmante” em um relatório da direção do presídio referente ao mês de agosto de 2026.

O documento revelado por reportagem da Tribuna do Norte publicada neste sábado (26) diz que o déficit de efetivo também provocou a desativação de postos de vigilância, falhas no monitoramento por câmeras e redução das rondas no perímetro.

Em um dos setores, foi registrado apenas um policial penal para 315 presos.

O relatório aponta ainda tentativas e indícios de preparação para fugas, incluindo abertura no teto de uma cela, cordas artesanais e danos na estrutura.

Desde maio, 17 presos fugiram de unidades do Complexo Penal de Alcaçuz.

A direção recomenda a recomposição imediata do efetivo para impedir a entrega de chaves a internos e retomar a exclusividade do poder de polícia aos agentes.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que não comenta questões de segurança das unidades, mas declarou que Alcaçuz “se mantém sob controle, com segurança e disciplina”. A pasta informou ainda que a unidade passou por uma revista estrutural nesta semana, durante a Operação MUTE, sem apreensão de celulares ou outros aparelhos de comunicação.

Leia a íntegra da nota da Seap

“A Polícia Penal não comenta questões relacionadas à segurança das unidades prisionais. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária informa, no entanto, que a Penitenciária Estadual de Alcaçuz se mantém sob controle, com segurança e disciplina.

Nesta semana, a unidade foi incluída na Operação MUTE, ação coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), com a realização de revista estrutural. Durante a operação, não foram localizados celulares ou outros aparelhos de comunicação no interior do presídio.”

Com informações de Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

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Caravana 22 leva multidão às ruas de Ceará-Mirim, Extremoz e São Gonçalo do Amarante


A Caravana 22 percorreu, neste sábado (26), Ceará-Mirim, Extremoz e São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, em mais um dia de mobilização da candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Rio Grande do Norte. Ao longo do percurso, Álvaro foi recebido por moradores, lideranças políticas e apoiadores em grandes carreatas pelas ruas das três cidades.

Em Ceará-Mirim, a caravana começou pelo bairro Nova Ceará-Mirim e seguiu até o Centro do município. Álvaro foi recebido por lideranças políticas locais que apoiam sua candidatura, entre elas o ex-vice-prefeito Marcílio Dantas, o ex-vereador Marcílio Júnior e Roberto Lima, ex-presidente da Câmara Municipal de Ceará-Mirim. Durante o trajeto, moradores acompanharam a passagem da comitiva, e Álvaro conversou com a população e apresentou propostas para o Estado.

Também acompanharam a agenda os candidatos a deputado federal General Girão, Coronel Brilhante, Gabi Trajano e Carla Dickson; os candidatos a deputado estadual Anne Lagartixa, Coronel Azevedo e Sargento Rivaldo; além do comunicador Salatiel de Souza.

Durante a passagem pela cidade, Álvaro também esteve no Mercado Municipal, onde experimentou o tradicional caldo de cana acompanhado de pastel, em um momento de contato com moradores e comerciantes locais.

Na sequência, a Caravana 22 chegou a Extremoz, no início da tarde, onde Álvaro foi recebido pela prefeita Jussara Sales (PL), principal liderança política do município, vereadores e apoiadores. A mobilização teve início no distrito de Estivas e seguiu em direção ao Centro, em uma grande carreata que movimentou as ruas da cidade.

Ao lado de Jussara Sales e do candidato ao Senado Coronel Hélio, Álvaro percorreu as ruas de Extremoz acompanhado por moradores e lideranças políticas. A prefeita, que apoia a candidatura de Álvaro ao Governo do Estado, mobilizou seu grupo político em torno da passagem da Caravana 22 pelo município. Também participaram Terezinha Maia e Davi Fernandes, candidatos a deputado estadual, além dos candidatos que já acompanhavam a agenda desde Ceará-Mirim.

Por fim, a Caravana 22 chegou a São Gonçalo do Amarante, onde Álvaro foi recebido pela candidata a deputada federal Gabi Trajano (PL) e por lideranças locais que apoiam sua candidatura. Entre elas, o ex-vereador Adelson Martins, a vereadora Elaine Dantas e os suplentes de vereador Régia Girassol, Tarcísio Fernandes, Joca da Prótese e Getúlio Maciel.

O percurso começou no bairro de Regomoleiro e seguiu pelas ruas da cidade, acompanhado por moradores e apoiadores. Álvaro participou da mobilização ao lado de Gabi Trajano, da vice-prefeita de Natal, Joanna Guerra, e da candidata a deputada federal Carla Dickson.

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Geral

IMPACTO NAS CONTAS PÚBLICAS: Medidas eleitoreiras de Lula às vésperas do 1º turno exigirão reajuste de até R$ 42,3 bilhões no Orçamento 2027

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final da campanha podem gerar impacto de até R$ 42,3 bilhões nas contas públicas em 2027. Os valores ainda não estão previstos no Orçamento enviado ao Congresso e exigirão ajustes para acomodar as novas despesas e a perda de receitas.

A maior pressão vem do reajuste do Bolsa Família, que terá impacto estimado em R$ 22 bilhões no próximo ano. O benefício mínimo passou de R$ 600 para R$ 691, com os novos valores pagos a partir de outubro.

O Desenrola 3.0 prevê até R$ 15 bilhões para a compra de carteiras de dívidas e deverá começar a gerar despesas em 2027. Já o fim das bets deve representar uma perda de aproximadamente R$ 5,3 bilhões em receitas no próximo ano.

O governo diz que as medidas serão acomodadas dentro das regras fiscais, por meio de remanejamento de recursos, revisão de despesas e eventuais compensações. O impacto final dependerá dos gastos efetivamente realizados e das medidas adotadas para compensar a redução de receitas.

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Análise

[VÍDEO] CAIO JUNQUEIRA: Governo Lula aciona modo vale-tudo pela reeleição

O analista político Caio Junqueira, da CNN, afirmou que o governo Lula adotou, na reta final da campanha, uma estratégia que chamou de “modo vale-tudo” pela reeleição. Para Junqueira, o governo passou a anunciar medidas e ações que não haviam sido apresentadas ao longo do mandato, citando reajuste do Bolsa Família, o fim das bets e o uso de temas religiosos.

“O governo acionou nessa reta final de campanha o modo vale-tudo pela reeleição”, afirmou.

O resultado da eleição ainda é imprevisível, mas Lula chega ao momento decisivo com condições competitivas. Ele também alertou para os efeitos desse tipo de estratégia sobre as próximas disputas eleitorais. “O problema do vale-tudo, porém, é que ele bagunça o tabuleiro desta e principalmente das próximas eleições”, comentou Junqueira.

Opinião dos leitores

  1. O CACHAÇA QUIS ATINGIR A POLYMARKET, PARA O BRASILEIRO NÃO APOSTAR E NÃO SABER O RESULTADO DAS APOSTAS. FLÁVIO 57% X LULA 44%

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Geral

Grupo terrorista Hamas agradece a Lula por defender palestinos em discurso na ONU

oto: Ricardo Stuckert

O grupo terrorista Hamas elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o discurso do brasileiro na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ao Metrópoles, o representante político do grupo no Irã, Khaled Qaddoumi, classificou como “positiva” a posição de Lula sobre o conflito em Gaza.

Durante o discurso, Lula criticou as ações do governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza, mas também condenou os ataques do Hamas contra civis israelenses.

“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, afirmou Lula.

Qaddoumi disse que o presidente brasileiro “escolheu estar do lado certo da história” e afirmou que Lula atua em defesa dos direitos dos palestinos. A posição de Lula sobre o conflito já havia sido elogiada pelo Hamas em 2024, após declarações do presidente brasileiro contra as ações israelenses em Gaza.

Com informações de Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Esses são os tipos de pessoas que ele defende, não todos os jumentos que voltam nele, só aqueles envolvidos com coisa errada.

  2. Está bom demais. Está ótimo. PT é isso, só não vê o lamaçal em que esse partido está afundando o país quem faz muita força pra não enxergar.

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