Judiciário

Relator: ‘Meu voto é pela cassação da chapa eleita (Dilma-Temer) em 2014’

Após quase quatro horas de exposição nesta sexta-feira (9), o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação da chapa Dilma-Temer.
Relator do processo que investiga a campanha de 2014, Benjamin foi o primeiro a votar no julgamento sobre o mérito do caso. Após o voto do relator, a sessão foi suspensa para um intervalo de almoço. Após o intervalo, votarão os outros seis ministros.

Benjamin começou a apresentar o voto na tarde desta quinta-feira. Ele se manifestou até as 20h03, horário em que o julgamento foi suspenso. Na retomada, nesta sexta, o ministro deu continuidade às 9h28 e anunciou o voto às 13h19.

Ele considerou pertinentes as acusações de abuso de poder político e econômico na disputa, que teriam desequilibrado o pleito em favor da chapa vitoriosa.

A decisão final sobre o mandato de Temer e a inegibilidade de Dilma depende ainda dos votos de outros seis ministros do TSE: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.

Petrobras

Durante seu voto, Benjamin entendeu que a primeira demonstração de abuso foi a acumulação ao longo do tempo, por PT e PMDB, de recursos de propina paga por empreiteiras contratadas pela Petrobras, usados posteriormente, segundo a acusação, no momento da disputa eleitoral.

“Os partidos que encabeçaram a coligação Com a Força do Povo acumularam recursos de ‘propina-gordura’, ou ‘propina-poupança’, que lhes favoreceram na campanha eleitoral de 2014. Trata-se de abuso de poder político e ou econômico em sua forma continuada, cujos impactos sem dúvida são sentidos por muito tempo no sistema político eleitoral”, afirmou.

O ministro também considerou ter ocorrido abuso num episódio envolvendo o pagamento de US$ 4,5 milhões ao casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, a partir de uma propina paga pelo Grupo Keppel Fels para obter contratos de construção de navios-sonda para a Petrobras e a Sete Brasil.

“Temos uma contratante da Petrobras, temos pagamento tirado de um crédito rotativo, de uma conta poupança de propina da Keppel Fels para o partido do governo, e esses recursos foram utilizados para pagamento de marqueteiros de 2014. Que os pagamentos sejam relacionados a débitos de 2010, 2012, isso é irrelevante, porque sem esses pagamentos, os marqueteiros não fariam a campanha de 2014”, afirmou o relator.

Uma terceira prova de abuso estaria no repasse da Keppel Fels para o PT, que, por sua vez, repassava para a campanha de Dilma em 2014. “O partido foi apenas uma espécie de entreposto entre quem efetivamente estava pagando e quem efetivamente estava se beneficiando”.

Sobre esses três pontos, o ministro insistiu tratavam-se de repasses à campanha com dinheiro oriundo da Petrobras, para reforçar a tese de que não teria extrapolado o que foi pedido para ser investigado na ação do PSDB. A ampliação da investigação para incluir casos envolvendo a Odebrecht é um dos principais questionamentos das defesas para anular provas do processo e esvaziar o caso.

“Nós estamos falando aqui só de contratos da Petrobras. Estou fazendo essa leitura até cansativa, pulando páginas e páginas, mas apenas para demonstrar meu compromisso com aquilo que é o polo central da petição inicial, a Petrobras”, disse o ministro.

Odebrecht

Num quarto ponto, porém, o ministro também demonstrou que houve recursos de propina da Odebrecht para a campanha, baseando-se em depoimentos de seus executivos ao TSE.

“Não há como investigar financiamento ilícito de campanha no Brasil sem se investigar a Odebrecht, mesmo que a Odebrecht não tivesse sido citada expressamente, ainda assim nós não teríamos como esquecer a matriarca da manada de elefantes. Isso se não estivesse mencionada, mas está”, afirmou.

Ele lembrou da revelação de Marcelo Odebrecht da formação, desde 2009, de uma poupança alimentada pela empresa a pedido dos ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega em troca de favores prestados pelo governo. Benjamin disse que a conta chegou a R$ 150 milhões, disponibilizados exclusivamente para a campanha presidencial de 2014.

Benjamin explicou não ser possível saber se todo o dinheiro foi utilizado, porque o próprio Marcelo Odebrecht não soube informar. “Se foram utilizados R$ 10 milhões, R$ 30 milhões – e foram muito mais, só para Mônica Moura foram muito mais – , se foram utilizados R$ 40 milhões, isso é suficiente para desestruturar uma campanha política presidencial”, disse.

Antes, Benjamin mostrou vários e-mails apreendidos nos quais o dono da empresa manda funcionário do setor de propinas liberar parcelas dos recursos para a campanha durante o ano de 2014.

“Entendo plenamente comprovado o abuso de poder econômico por força da conta corrente permanente, que eu chamei de conta propina ou conta caixa 2, mantida pela Odebrecht a favor do partido do governo, cujos valores repercutiram diretamente na campanha eleitoral da chapa Coligação Com a Força do Povo em 2014”, concluiu o ministro.

Compra de partidos

Benjamin também levou em conta repasses de propina a quatro partidos de cerca de R$ 24 a R$ 27 milhões para se coligar com o PT e assim aumentar o tempo de TV da campanha de Dilma em 2014.

O relator disse que tais negociações foram confirmadas em depoimento pelo próprio marqueteiro da campanha, João Santana, principal fornecedor da coligação. Mencionou o tesoureiro Edinho Silva, que confirmou responsabilidade em arrecadar para os outras siglas.

“Nós temos a palavra do dono do dinheiro, a palavra dos que participaram da entrega do dinheiro e a documentação, impossível de ser forjada, da correspondência do dono do dinheiro e do gerente principal deste evento, que era o senhor Alexandrino Alencar e o Fernando Reis”, disse Benjamin, após ler vários depoimentos e documentos confirmando as transações.

Benjamin acrescentou que os partidos tinham “pouca representatividade”, sem candidatos majoritários com chance real de vitória e, portanto, sem capacidade de arrecadação com as grandes empresas. “Em outras palavras, os R$ 25 milhões distribuídos no evento em análise não são valores compatíveis com a realidade de tais partidos. É muito dinheiro para esses partidos pequenos que estão aqui mencionados”, disse.

Caixa 2 da Odebrecht para marqueteiros

Benjamin também considerou abuso no repasse de recursos da Odebrecht diretamente para João Santana e Mônica Moura para pagar despesas de propaganda na campanha.

O casal teria acertado o recebimento de R$ 105 milhões, sendo R$ 70 mi de forma oficial e R$ 35 mi de forma não declarada, em conta na Suíça.

O relator disse que Mônica era “bastante diligente” para cobrar os recursos e chegou a pedi-los diretamente no setor de propina da Odebrecht. Ela narrou que R$ 10 milhões lhe foram pagos em espécie, conforme havia combinado com o ex-ministro Guido Mantega.

“Ao longo do tempo o casal João e Monica recebeu recursos de caixa 2 em uma conta na Suíça e em petição protocolada em 20/4/17 o MPE juntou aos autos extratos da conta de 2009 a 2014, revelando que muitas transferências foram feitas por offshores da Odebrecht”, registrou.

Gastos com gráficas

Benjamin ainda considerou irregulares gastos da campanha com gráficas que não comprovaram a prestação de serviços. No total, a Rede Seg, VTPB e Focal receberam R$ 56 milhões da chapa, mas não comprovaram a entrega de tudo o que foi contratado, o que indica desvios para outros fins.

“Os valores com gráficas são muito elevados. A Rede Seg, que não tem nenhum funcionário, recebeu pouco mais de R$ 6 milhões em 2014”.

O ministro chamou a atenção para R$ 5,8 milhões repassados pela Rede Seg para terceirizadas, que, segundo a investigação, não tinham condições de entregar os produtos, porque não tinham funcionários. “É um desvio muito perigoso, esse pagamento de valores elevadíssimos a pessoas jurídicas”, disse.

O ministro destacou também a VTPB, que recebeu R$ 28 milhões, dos quais apenas R$ 5 milhões em subcontratações foram comprovados. Benjamin não descartou o desvio dos recursos para outras finalidades.

“Quando se nota que a quase totalidade do faturamento da empresa foi oriundo de repasses da campanha, resta concluir que ao fim e ao cabo houve desvios”, disse.

Acusações retiradas

Na última parte de seu voto, Benjamin listou outras cinco infrações eleitorais que decidiu retirar da condenação. Esclareceu que, embora houvesse provas de abuso, tais casos foram desconsiderados porque não faziam parte da ação inicial proposta pelo PSDB.

O relator não levou em conta:

repasses da cervejaria Petrópolis à campanha a pedido da Odebrecht, chamado “caixa 3”;
propina na campanha oriundo de desvios nas obras da Usina Angra 3;
propinas na campanha a partir de desvios na Usina Belo Monte direcionada ao PMDB;
pagamento via caixa 2 a Mônica Moura e João Santana pelo empresário Eike Batista, a pedido de Mantega;
pagamento da Gráfica Atitude pela Setal.

‘Propina-gordura’ ou ‘propina-poupança’

Benjamin descreveu como os partidos e políticos eram abastecidos com recursos de empresas ao longo do tempo e que eram usados posteriormente para campanhas, o que chamou de “propina-gordura” e “propina-poupança”.

“Os autos mostram que os acordos eram ‘diferidos’, jogados para o futuro, implementados, pela criação pelos financiadores, de verdadeiras contas-correntes, para depósitos continuados de valores de propina e caixa 2, que ficavam disponíveis para agentes políticos para uso futuro”, disse, acrescentando tal prática era realizada por vários partidos.

Em troca, empresas obtinham favores, como leis propostas pelo Executivo e aprovadas no Legislativo que beneficiavam seus respectivos setores, o que Benjamin caracterizou como “compra do Estado”.

Benjamin também disse que não seria preciso provar doação de propina à campanha para condenar a chapa. Para decretar a perda de mandato, bastaria a comprovação da entrada de recursos não declarados na campanha, o chamado caixa 2.

Antes de se aprofundar nas acusações, Benjamin também expôs três “premissas teóricas” de seu voto.

Explicou, primeiro, considerar irrelevante a fonte de financiamento das campanhas, se partidário ou eleitoral: “Os partidos políticos acabam se tornando grandes doadores de seus candidatos, sobretudo na eleição presidencial”.

Depois, disse que o dinheiro se mistura na campanha: “Não é possível separar as moedas jogadas em um cofrinho no momento em que se abre esse cofrinho”. Por fim, argumentou que a propina paga ao partido pode ser usada em momento posterior, para abastecer a campanha.

Preliminares

Herman começou a ler seu voto na terça (6), rebatendo as preliminares levantadas pelas defesas de Dilma e Temer. Já no primeiro dia, o plenário do TSE rejeitou quatro desses questionamentos, que contestavam a regularidade do processo.

Na quarta e quinta, a discussão se concentrou noutra preliminar que buscava retirar do julgamento depoimentos ao TSE de executivos da Odebrecht que também fizeram delação premiada na Operação Lava Jato.

A maioria dos ministros considerou que provas derivadas desses relatos não poderiam ser analisados, porque teriam extrapolado o havia sido apontado inicialmente na ação do PSDB.

G1

 

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Brasil

Jornalistas vão à polícia reclamar de postagem de Michelle Bolsonaro

Foto: Reprodução 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou no sábado (14.mar.2026) um vídeo em que Cris Mourão, uma apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirma que jornalistas que estavam em frente ao hospital DF Star, em Brasília, fazendo a cobertura da internação do antigo chefe do Executivo, estariam desejando a morte dele.

Nas imagens não é possível ouvir nenhuma declaração dos jornalistas. Após o vídeo viralizar, 2 dos profissionais registraram um boletim de ocorrência cada por sofrerem intimidações. Um deles teve o filho ameaçado e o outro encerrou suas redes sociais. Um 3º privou seu Instagram e estaria estudando outras medidas contra o caso com sua defesa.

Nos stories do seu perfil oficial no Instagram, Michelle Bolsonaro publicou o material com o texto: “Jornalistas reunidos desejando a morte de Bolsonaro e comemorando por ser sexta-feira 13”.

Na gravação, a influenciadora grita com os repórteres e filma o crachá de uma assessora. “Isso é uma falta de vergonha”, afirma a mulher no vídeo. Os profissionais a ignoram.

Jornalistas que apareciam nas imagens tiveram suas identidades compartilhadas e foram atacados. Duas repórteres foram reconhecidas na rua e no transporte público e sofreram ataques presenciais.

Também foram produzidas montagens e vídeos com uso de inteligência artificial, uma das produções simula que uma das profissionais é esfaqueada. Fotos de filhos e familiares dos jornalistas foram usadas como instrumento de intimidação e assédio. Deputados aliados ao antigo chefe do Executivo também compartilharam o vídeo.

Poder360

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Brasil

Lula avalia propor volta da Petrobras à distribuição de combustível

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia incluir o retorno da Petrobras para o mercado de distribuição de combustível em seu plano de governo para a corrida eleitoral de 2026.

A possibilidade é debatida pelo governo federal em meio ao impacto da guerra no Oriente Médio.

A percepção do Planalto é de que a existência de um posto da Petrobras gera concorrência e minimiza o tabelamento de preços

Mesmo que a BR Distribuidora – vendida em 2019 para a Vibra Energia – controlasse apenas um terço do mercado, os preços que a estatal praticava serviam como referência ao consumidor e evitava que outras empresas cobrassem cifras abusivas, avaliam membros do governo.

Acontece, no entanto, que o contrato de venda da BR à Vibra, fechado em 2019, incluiu uma cláusula de não concorrência (non-compete).

Na prática, a Petrobras não pode criar ou operar uma nova rede de postos que compita neste mercado. A restrição é válida até meados de 2029.

Governo e postos

Desde o início do governo, a Esplanada dos Ministérios reclama que os cortes nos preços de combustíveis pela Petrobras demoram a chegar ao consumidor final.

Na última quinta-feira, ministros se reuniram com executivos para cobrar que seus postos repassem à ponta a nova redução de impostos e subvenção estabelecidas em resposta à guerra no Oriente Médio.

Além disso, Lula decidiu, num pacote de ações mirando o mercado de combustíveis, reforçar o papel da ANP (Agência Nacional do Petróleo) em fiscalizar possíveis abusos neste mercado.

Além disso, o governo estabeleceu que os postos de combustíveis devem adotar sinalização clara e visível sobre a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção. A gestão ainda fixou multas de até R$ 1 bilhão àqueles que descumprirem regras.

CNN

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Política

Mensagens indicam encontro de Vorcaro com Moraes, Hugo Motta e Ciro Nogueira

Foto: Divulgação/Banco Master/Walde

Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro relatou ter participado de um encontro com o ministro Alexandre de Moraes, o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta e o senador Ciro Nogueira. As conversas foram enviadas à então namorada do empresário e fazem parte da investigação que embasa a nova fase da operação conduzida pela PF.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. Em mensagem datada de 20 de março de 2025, Vorcaro afirmou que estava reunido com Moraes quando Motta e Ciro chegaram para conversar com o magistrado. A conversa ocorreu após a ex-namorada questionar se ele estava acompanhado. “Acabou chegando Hugo e Ciro aqui para falarem com Alexandre. Não deve demorar”, respondeu o banqueiro.

Outras mensagens também mencionam encontros com o presidente da Câmara. Em uma conversa de 8 de maio de 2025, Vorcaro relatou que Motta permaneceu em reunião com ele até a madrugada. “Hugo saiu daqui quase 3 da manhã. Queria saber de tudo no detalhe”, escreveu.

O banqueiro também citou um jantar ocorrido em 26 de fevereiro de 2025 na residência oficial da Câmara. Segundo ele, participaram do encontro Motta e outros empresários. “Tô num jantar na residência oficial com Hugo e seis empresários”, afirmou na mensagem.

As conversas fazem parte das investigações da Polícia Federal que deram origem à terceira fase da Operação Compliance Zero. Na decisão que autorizou a prisão de Vorcaro, o ministro André Mendonça apontou indícios de um esquema criminoso que pode envolver integrantes da alta cúpula de órgãos governamentais.

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Esporte

Seleção Brasileira faz última convocação antes da Copa do Mundo

Foto: Franco Arland/Getty Images

O técnico Carlo Ancelotti anuncia nesta segunda-feira (15), às 15h30, a convocação da Seleção Brasileira de Futebol para os amistosos contra Seleção Francesa de Futebol e Seleção Croata de Futebol, que serão disputados nos Estados Unidos. A lista é vista como um indicativo importante da base que deve disputar a próxima Copa do Mundo FIFA.

O primeiro compromisso será no dia 26 de março, diante da França, no Gillette Stadium, em Boston, às 17h (de Brasília). Já o segundo amistoso acontece em 31 de março, contra a Croácia, no Camping World Stadium, às 21h.

Uma das maiores expectativas gira em torno do possível retorno de Neymar, que está na pré-lista e não atua pela Seleção desde outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão no joelho. No ataque, jovens nomes também podem ganhar espaço, como Endrick, Rayan e Igor Thiago.

Outra possível novidade é a convocação do meio-campista Gabriel Sara, que atua no Galatasaray. Por outro lado, o treinador terá baixas importantes por lesão, como Éder Militão, Vanderson, Caio Henrique, Bruno Guimarães e Rodrygo.

Mesmo com os testes da Data Fifa, a comissão técnica pretende que a lista divulgada agora seja o mais próxima possível da convocação final para o Mundial, que será anunciada em maio, com eventuais mudanças apenas em caso de lesões ou imprevistos.

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Política

Flávio cresce nas redes e discurso de Lula contra dependência digital vira alvo de críticas

Foto: Pedro Ladeira e Danilo Verpa/Folhapress

O senador Flávio Bolsonaro tem ampliado sua presença nas redes sociais desde que foi lançado como pré-candidato à Presidência da República. Levantamento da consultoria Bites aponta que, nas últimas semanas, o parlamentar passou a registrar maior tração digital do que o presidente Lula.

De acordo com a análise, o crescimento nas plataformas ocorre justamente em um momento em que pesquisas indicam disputa equilibrada entre os dois em um eventual segundo turno. No levantamento do Datafolha, Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio tem 32%. Em uma possível segunda rodada, os dois estariam tecnicamente empatados.

Os dados também indicam que, desde dezembro, Flávio ganhou cerca de 3,4 milhões de novos seguidores, enquanto as contas de Lula cresceram aproximadamente 378 mil no mesmo período. Especialistas apontam que o desempenho do senador está ligado à estratégia de falar diretamente com o público e produzir conteúdos com maior frequência.

Enquanto isso, declarações recentes de Lula sobre o uso excessivo de celulares e redes sociais geraram críticas de analistas de marketing digital. Para especialistas, o tom adotado pelo presidente pode criar distanciamento com parte do eleitorado mais conectado.

No campo político, aliados de Flávio avaliam que a presença digital reforça a tentativa de consolidar seu nome como herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro, ampliando sua projeção nacional antes da disputa eleitoral.

Com informações da Folha de SP

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Geral

VÍDEO: Raio durante tempestade mata pelo menos 10 vacas na zona rural entre Caicó e São Fernando

Vídeo: Reprodução/Portal Potiguar

Uma forte descarga elétrica registrada durante chuva no interior do estado provocou a morte de pelo menos dez vacas na zona rural entre Caicó e São Fernando. O episódio aconteceu durante uma tempestade e chamou atenção de moradores da região.

Um vídeo gravado pelo jornalista Marciel Nogueira mostra o momento exato em que o raio atinge a área rural. Nas imagens, é possível ver o forte clarão provocado pela descarga elétrica, evidenciando a intensidade do fenômeno.

Após o registro, foi confirmado que ao menos dez vacas morreram atingidas indiretamente pela descarga. Os animais estavam abrigados debaixo de uma árvore, situação comum em propriedades rurais durante períodos de chuva.

Segundo informações apuradas, o raio atingiu a árvore e a corrente elétrica se espalhou pelo solo, alcançando o rebanho. O caso impressionou moradores da região e ganhou repercussão nas redes sociais devido à força do fenômeno natural.

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Política

Ideia inicial de Vorcaro é mirar políticos e poupar STF em delação

Foto: Reprodução

A possível delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro deve focar inicialmente em políticos e evitar citar integrantes do Supremo Tribunal Federal, segundo informações de bastidores sobre as negociações do acordo.

De acordo com relatos de advogados que acompanham o caso, a estratégia teria como objetivo facilitar a aceitação da delação pela Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet. A avaliação seria de que um acordo envolvendo acusações diretas contra ministros da Corte teria poucas chances de prosperar.

Entre os nomes que poderiam aparecer em eventual delação estão figuras do meio político e também envolvidos em operações financeiras investigadas. Já possíveis citações a ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli seriam consideradas delicadas e poderiam colocar em risco a negociação.

O novo advogado de Vorcaro, José Luis de Oliveira Lima, deve iniciar nos próximos dias as conversas com o cliente para definir os termos do acordo. A avaliação de bastidores é que delações que atinjam diretamente tribunais superiores costumam enfrentar maior resistência institucional.

Caso não haja acordo com a PGR, uma alternativa discutida seria negociar diretamente com a Polícia Federal. Investigadores afirmam que as apurações sobre o caso envolvem contratos financeiros, crédito consignado e relações do banco com diferentes atores do meio político e empresarial.

Com informações da CNN

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Geral

VÍDEO: “É marmelada!”, protestam brasileiros após derrota de “O Agente Secreto” no Oscar

 

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Vídeo: Reprodução/Folha de SP

A derrota do filme O Agente Secreto no Oscar 2026 gerou protestos entre brasileiros que acompanhavam a premiação em telões pelo país. Em frente ao Cinema São Luiz, no Recife, o público reagiu à vitória de Valor Sentimental com gritos de “É marmelada!”.

A manifestação aconteceu logo após o anúncio da categoria de Melhor Filme Internacional, na qual o longa brasileiro era considerado um dos favoritos. A reação se repetiu em eventos e exibições públicas em São Paulo e Rio de Janeiro, onde espectadores também demonstraram frustração com o resultado.

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o filme brasileiro chegou à premiação com forte expectativa. Além da disputa como filme internacional, a produção também concorreu em outras categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator, com Wagner Moura.

Apesar da repercussão e das indicações, o Brasil acabou deixando a cerimônia sem estatuetas. A derrota frustrou fãs e cinéfilos que acompanhavam a premiação em diferentes cidades do país e esperavam ver o cinema nacional conquistar um dos principais prêmios da noite.

Opinião dos leitores

  1. EU NEM QUIS SABER DE OSCAR…. FUI DORMI! MUITOS TONTOS BABA OVO PARA ESTE ESQUERDISTA DE MERDA FICOU ACORDADO PARA FAZER O L…..E SE LASCARAM! É BOM ACORDAR E VER UMA NOTÍCIA DESSA!😂😂😂😂

  2. Escola de samba rebaixada, o filme ruim não ganhou nada kkkk
    Só falta a seleção não ganhar nada , o nove dedos tem pé frio.

  3. Isso é ser educado e saber perder, o Brasil com esse povo da esquerda, não para de nos fazer passar vergonha.

  4. Xandão vai incluir o pessoal que votou no oscar no inquérito das fake news e salvar a democracia. Aguardem.

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Geral

VÍDEO: Zona rural de Florânia registra mais de 140 mm em menos de duas horas

Vídeo: Reprodução/Blog Marcos Dantas

Moradores da zona rural de Florânia comemoraram as fortes chuvas registradas neste domingo (15). No Distrito João da Cruz, o pluviômetro marcou mais de 140 milímetros após cerca de duas horas de precipitação intensa.

As chuvas fortes de março já enchem rapidamente açudes e barreiros da região, trazendo alívio para agricultores e criadores que dependem diretamente do inverno para manter as atividades no campo. O volume elevado em pouco tempo chamou a atenção dos moradores.

O fenômeno foi celebrado principalmente no Seridó, onde a água representa esperança de boa safra e melhora nas condições do pasto para os rebanhos.

Para muitos sertanejos, o domingo chuvoso foi motivo de comemoração, renovando a expectativa por um inverno favorável em todo o Seridó potiguar.

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Geral

PF suspeita de lavagem após amiga de Lulinha gastar quase R$ 475 mil em joias

Fotos: Reprodução/Instagram e Juca Varella/Estadão

A Polícia Federal investiga a compra de R$ 474,5 mil em joias feita pela empresária Roberta Luchsinger e suspeita que as transações possam ter sido utilizadas para lavagem de dinheiro. Segundo documentos da investigação, os pagamentos foram feitos por meio da empresa RL Consultoria e Intermediações, da qual ela é sócia, com repasses para a joalheria Jival Comércio de Joias.

A informação é do colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles. De acordo com os investigadores, os valores teriam sido transferidos de forma fracionada, o que pode indicar tentativa de ocultar a origem dos recursos. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontam que a empresa ligada à empresária recebeu cerca de R$ 18,2 milhões, incluindo R$ 1,1 milhão provenientes da Brasília Consultoria Empresarial, associada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes.

Parte dos recursos também teria sido direcionada para compras de luxo e serviços de turismo. Conforme a apuração, aproximadamente R$ 1,9 milhão foi enviado à Ski Brasil Viagens e Turismo. Para a PF, esse tipo de movimentação pode indicar tentativa de conversão de dinheiro em bens de alto valor.

Em nota, a defesa de Roberta Luchsinger afirma que todas as joias foram compradas legalmente, com notas fiscais e certificação de autenticidade. O advogado Bruno Salles declarou que as aquisições foram feitas por meio de transferências bancárias regulares e destinadas a uso pessoal.

A empresária é apontada na investigação como possível ligação entre o lobista conhecido como Careca do INSS e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os três são citados na Operação Sem Desconto, que apura supostos descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social.

Opinião dos leitores

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