Judiciário

Relator: ‘Meu voto é pela cassação da chapa eleita (Dilma-Temer) em 2014’

Após quase quatro horas de exposição nesta sexta-feira (9), o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação da chapa Dilma-Temer.
Relator do processo que investiga a campanha de 2014, Benjamin foi o primeiro a votar no julgamento sobre o mérito do caso. Após o voto do relator, a sessão foi suspensa para um intervalo de almoço. Após o intervalo, votarão os outros seis ministros.

Benjamin começou a apresentar o voto na tarde desta quinta-feira. Ele se manifestou até as 20h03, horário em que o julgamento foi suspenso. Na retomada, nesta sexta, o ministro deu continuidade às 9h28 e anunciou o voto às 13h19.

Ele considerou pertinentes as acusações de abuso de poder político e econômico na disputa, que teriam desequilibrado o pleito em favor da chapa vitoriosa.

A decisão final sobre o mandato de Temer e a inegibilidade de Dilma depende ainda dos votos de outros seis ministros do TSE: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.

Petrobras

Durante seu voto, Benjamin entendeu que a primeira demonstração de abuso foi a acumulação ao longo do tempo, por PT e PMDB, de recursos de propina paga por empreiteiras contratadas pela Petrobras, usados posteriormente, segundo a acusação, no momento da disputa eleitoral.

“Os partidos que encabeçaram a coligação Com a Força do Povo acumularam recursos de ‘propina-gordura’, ou ‘propina-poupança’, que lhes favoreceram na campanha eleitoral de 2014. Trata-se de abuso de poder político e ou econômico em sua forma continuada, cujos impactos sem dúvida são sentidos por muito tempo no sistema político eleitoral”, afirmou.

O ministro também considerou ter ocorrido abuso num episódio envolvendo o pagamento de US$ 4,5 milhões ao casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, a partir de uma propina paga pelo Grupo Keppel Fels para obter contratos de construção de navios-sonda para a Petrobras e a Sete Brasil.

“Temos uma contratante da Petrobras, temos pagamento tirado de um crédito rotativo, de uma conta poupança de propina da Keppel Fels para o partido do governo, e esses recursos foram utilizados para pagamento de marqueteiros de 2014. Que os pagamentos sejam relacionados a débitos de 2010, 2012, isso é irrelevante, porque sem esses pagamentos, os marqueteiros não fariam a campanha de 2014”, afirmou o relator.

Uma terceira prova de abuso estaria no repasse da Keppel Fels para o PT, que, por sua vez, repassava para a campanha de Dilma em 2014. “O partido foi apenas uma espécie de entreposto entre quem efetivamente estava pagando e quem efetivamente estava se beneficiando”.

Sobre esses três pontos, o ministro insistiu tratavam-se de repasses à campanha com dinheiro oriundo da Petrobras, para reforçar a tese de que não teria extrapolado o que foi pedido para ser investigado na ação do PSDB. A ampliação da investigação para incluir casos envolvendo a Odebrecht é um dos principais questionamentos das defesas para anular provas do processo e esvaziar o caso.

“Nós estamos falando aqui só de contratos da Petrobras. Estou fazendo essa leitura até cansativa, pulando páginas e páginas, mas apenas para demonstrar meu compromisso com aquilo que é o polo central da petição inicial, a Petrobras”, disse o ministro.

Odebrecht

Num quarto ponto, porém, o ministro também demonstrou que houve recursos de propina da Odebrecht para a campanha, baseando-se em depoimentos de seus executivos ao TSE.

“Não há como investigar financiamento ilícito de campanha no Brasil sem se investigar a Odebrecht, mesmo que a Odebrecht não tivesse sido citada expressamente, ainda assim nós não teríamos como esquecer a matriarca da manada de elefantes. Isso se não estivesse mencionada, mas está”, afirmou.

Ele lembrou da revelação de Marcelo Odebrecht da formação, desde 2009, de uma poupança alimentada pela empresa a pedido dos ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega em troca de favores prestados pelo governo. Benjamin disse que a conta chegou a R$ 150 milhões, disponibilizados exclusivamente para a campanha presidencial de 2014.

Benjamin explicou não ser possível saber se todo o dinheiro foi utilizado, porque o próprio Marcelo Odebrecht não soube informar. “Se foram utilizados R$ 10 milhões, R$ 30 milhões – e foram muito mais, só para Mônica Moura foram muito mais – , se foram utilizados R$ 40 milhões, isso é suficiente para desestruturar uma campanha política presidencial”, disse.

Antes, Benjamin mostrou vários e-mails apreendidos nos quais o dono da empresa manda funcionário do setor de propinas liberar parcelas dos recursos para a campanha durante o ano de 2014.

“Entendo plenamente comprovado o abuso de poder econômico por força da conta corrente permanente, que eu chamei de conta propina ou conta caixa 2, mantida pela Odebrecht a favor do partido do governo, cujos valores repercutiram diretamente na campanha eleitoral da chapa Coligação Com a Força do Povo em 2014”, concluiu o ministro.

Compra de partidos

Benjamin também levou em conta repasses de propina a quatro partidos de cerca de R$ 24 a R$ 27 milhões para se coligar com o PT e assim aumentar o tempo de TV da campanha de Dilma em 2014.

O relator disse que tais negociações foram confirmadas em depoimento pelo próprio marqueteiro da campanha, João Santana, principal fornecedor da coligação. Mencionou o tesoureiro Edinho Silva, que confirmou responsabilidade em arrecadar para os outras siglas.

“Nós temos a palavra do dono do dinheiro, a palavra dos que participaram da entrega do dinheiro e a documentação, impossível de ser forjada, da correspondência do dono do dinheiro e do gerente principal deste evento, que era o senhor Alexandrino Alencar e o Fernando Reis”, disse Benjamin, após ler vários depoimentos e documentos confirmando as transações.

Benjamin acrescentou que os partidos tinham “pouca representatividade”, sem candidatos majoritários com chance real de vitória e, portanto, sem capacidade de arrecadação com as grandes empresas. “Em outras palavras, os R$ 25 milhões distribuídos no evento em análise não são valores compatíveis com a realidade de tais partidos. É muito dinheiro para esses partidos pequenos que estão aqui mencionados”, disse.

Caixa 2 da Odebrecht para marqueteiros

Benjamin também considerou abuso no repasse de recursos da Odebrecht diretamente para João Santana e Mônica Moura para pagar despesas de propaganda na campanha.

O casal teria acertado o recebimento de R$ 105 milhões, sendo R$ 70 mi de forma oficial e R$ 35 mi de forma não declarada, em conta na Suíça.

O relator disse que Mônica era “bastante diligente” para cobrar os recursos e chegou a pedi-los diretamente no setor de propina da Odebrecht. Ela narrou que R$ 10 milhões lhe foram pagos em espécie, conforme havia combinado com o ex-ministro Guido Mantega.

“Ao longo do tempo o casal João e Monica recebeu recursos de caixa 2 em uma conta na Suíça e em petição protocolada em 20/4/17 o MPE juntou aos autos extratos da conta de 2009 a 2014, revelando que muitas transferências foram feitas por offshores da Odebrecht”, registrou.

Gastos com gráficas

Benjamin ainda considerou irregulares gastos da campanha com gráficas que não comprovaram a prestação de serviços. No total, a Rede Seg, VTPB e Focal receberam R$ 56 milhões da chapa, mas não comprovaram a entrega de tudo o que foi contratado, o que indica desvios para outros fins.

“Os valores com gráficas são muito elevados. A Rede Seg, que não tem nenhum funcionário, recebeu pouco mais de R$ 6 milhões em 2014”.

O ministro chamou a atenção para R$ 5,8 milhões repassados pela Rede Seg para terceirizadas, que, segundo a investigação, não tinham condições de entregar os produtos, porque não tinham funcionários. “É um desvio muito perigoso, esse pagamento de valores elevadíssimos a pessoas jurídicas”, disse.

O ministro destacou também a VTPB, que recebeu R$ 28 milhões, dos quais apenas R$ 5 milhões em subcontratações foram comprovados. Benjamin não descartou o desvio dos recursos para outras finalidades.

“Quando se nota que a quase totalidade do faturamento da empresa foi oriundo de repasses da campanha, resta concluir que ao fim e ao cabo houve desvios”, disse.

Acusações retiradas

Na última parte de seu voto, Benjamin listou outras cinco infrações eleitorais que decidiu retirar da condenação. Esclareceu que, embora houvesse provas de abuso, tais casos foram desconsiderados porque não faziam parte da ação inicial proposta pelo PSDB.

O relator não levou em conta:

repasses da cervejaria Petrópolis à campanha a pedido da Odebrecht, chamado “caixa 3”;
propina na campanha oriundo de desvios nas obras da Usina Angra 3;
propinas na campanha a partir de desvios na Usina Belo Monte direcionada ao PMDB;
pagamento via caixa 2 a Mônica Moura e João Santana pelo empresário Eike Batista, a pedido de Mantega;
pagamento da Gráfica Atitude pela Setal.

‘Propina-gordura’ ou ‘propina-poupança’

Benjamin descreveu como os partidos e políticos eram abastecidos com recursos de empresas ao longo do tempo e que eram usados posteriormente para campanhas, o que chamou de “propina-gordura” e “propina-poupança”.

“Os autos mostram que os acordos eram ‘diferidos’, jogados para o futuro, implementados, pela criação pelos financiadores, de verdadeiras contas-correntes, para depósitos continuados de valores de propina e caixa 2, que ficavam disponíveis para agentes políticos para uso futuro”, disse, acrescentando tal prática era realizada por vários partidos.

Em troca, empresas obtinham favores, como leis propostas pelo Executivo e aprovadas no Legislativo que beneficiavam seus respectivos setores, o que Benjamin caracterizou como “compra do Estado”.

Benjamin também disse que não seria preciso provar doação de propina à campanha para condenar a chapa. Para decretar a perda de mandato, bastaria a comprovação da entrada de recursos não declarados na campanha, o chamado caixa 2.

Antes de se aprofundar nas acusações, Benjamin também expôs três “premissas teóricas” de seu voto.

Explicou, primeiro, considerar irrelevante a fonte de financiamento das campanhas, se partidário ou eleitoral: “Os partidos políticos acabam se tornando grandes doadores de seus candidatos, sobretudo na eleição presidencial”.

Depois, disse que o dinheiro se mistura na campanha: “Não é possível separar as moedas jogadas em um cofrinho no momento em que se abre esse cofrinho”. Por fim, argumentou que a propina paga ao partido pode ser usada em momento posterior, para abastecer a campanha.

Preliminares

Herman começou a ler seu voto na terça (6), rebatendo as preliminares levantadas pelas defesas de Dilma e Temer. Já no primeiro dia, o plenário do TSE rejeitou quatro desses questionamentos, que contestavam a regularidade do processo.

Na quarta e quinta, a discussão se concentrou noutra preliminar que buscava retirar do julgamento depoimentos ao TSE de executivos da Odebrecht que também fizeram delação premiada na Operação Lava Jato.

A maioria dos ministros considerou que provas derivadas desses relatos não poderiam ser analisados, porque teriam extrapolado o havia sido apontado inicialmente na ação do PSDB.

G1

 

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Geral

PESQUISA FUTURA/APEX: Flávio Bolsonaro tem 46,9% contra 44,4% de Lula no 2º turno

Fotos: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado/Divulgação

Pesquisa da Futura/Apex divulgado nesta segunda-feira (11) mostra que o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, lidera uma eventual disputa de 2º turno contra o presidente Lula (PT).

Flávio tem 46,9% das intenções de voto, contra 44,4% do petista.

  • Flávio Bolsonaro (PL) – 46,9%;
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 44,4%;
  • brancos/nulos – 6,7%;
  • não sabe/não respondeu/indeciso – 1,9%.

O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Registro no TSE: BR-03678/2026

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41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram

Foto: Divulgação

A presença do crime organizado já faz parte da realidade de milhões de brasileiros. Pesquisa divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que 41,2% da população com mais de 16 anos afirma viver em bairros com atuação de facções criminosas ou milícias. O número representa cerca de 68,7 milhões de pessoas.

A percepção é maior nas capitais, onde 55,9% relatam presença desses grupos. Nas regiões metropolitanas, o índice é de 46%, enquanto no interior chega a 34,1%.

Segundo o levantamento, 61,4% das pessoas que convivem com o crime organizado afirmam que essas organizações influenciam regras e decisões da vida local. O estudo aponta que facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho ampliaram atuação para cidades do interior e áreas estratégicas do país.

O impacto aparece na rotina da população: 81% têm medo de ficar no meio de tiroteios, 74,9% evitam determinados locais e 64,4% temem represálias ao denunciar crimes. Além disso, 59,5% evitam falar sobre política no bairro.

A pesquisa também mostra aumento da violência em áreas dominadas pelo crime. Nesses locais, o índice de vitimização sobe de 40,1% para 51,1%. Casos de roubo, golpes digitais e assassinatos de familiares ou conhecidos também são mais frequentes.

A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” foi realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre os dias 9 e 10 de março de 2026. A margem de erro geral para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O estudo teve abrangência nacional e contou com uma amostra total de 2.004 entrevistas realizadas em 137 municípios.

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Geral

Dino diz que STF confirma 97% das decisões monocráticas


Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do STF Flávio Dino publicou nesta segunda-feira (11) um artigo na revista CartaCapital defendendo as decisões monocráticas dos ministros da Corte. A manifestação ocorre em meio à reação do Congresso após a suspensão da Lei da Dosimetria pelo ministro Alexandre de Moraes.

O ministro citou dados de 2025 e disse que 97% dos recursos contra decisões monocráticas tiveram o entendimento do relator mantido pelo plenário, o que, segundo ele, demonstra alinhamento entre as decisões individuais e a jurisprudência da Corte.

No texto, Dino afirma que as decisões individuais não representam “personalismo”, mas fazem parte do funcionamento do sistema judicial para garantir agilidade aos processos. Segundo ele, impedir esse tipo de decisão poderia causar um “colapso jurisdicional” no STF.

Dino também afirmou que o STF produz mais de 500 decisões colegiadas por semana e defendeu uma reforma do Judiciário voltada ao combate de supersalários e fraudes, sem enfraquecer o Supremo.

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Geral

Bote Fé Natal com Maria vende 30 mil ingressos em 24 horas; gramado oferece experiência mais próxima no evento

Com menos de 24 horas do início das vendas, o Bote Fé Natal com Maria já atingiu a marca de 30 mil ingressos vendidos para o evento que acontece dia 10 de outubro, na Arena das Dunas, e que marca o lançamento dos festejos de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira de Natal.

Alguns setores estão esgotados, mas a organização citou a disponibilidade de ingressos para assistir ao evento no gramado da Arena das Dunas, vivenciando uma experiência ainda mais próxima da vasta programação religiosa, incluindo a participação do Frei Gilson, que vai reunir um grande público vindo de todas as cidades do Rio Grande do Norte e de estados vizinhos.

A venda de ingressos acontece exclusivamente pelo site Evenyx (www.evenyx.com). Nele, a pessoa pode visualizar os locais dentro da Arena ainda disponíveis para o evento com ingressos a partir de R$ 40.

A arrecadação do evento será destinada à concretização da climatização da Catedral Metropolitana de Natal, por onde passam centenas de milhares de pessoas a cada ano e, com isso, oferecer maior comodidade e conforto aos fiéis e visitantes.

Ao adquirir o ingresso solidário, que também estará disponível para venda, cada pessoa também deverá doar dois quilos de alimentos não perecíveis, a serem entregues na Arena das Dunas no dia do evento. Os alimentos arrecadados beneficiarão milhares de pessoas assistidas pelas obras sociais ligadas à Arquidiocese de Natal.

Dentro da programação, shows com padres cantores e bandas católicas da Arquidiocese de Natal, recitação do terço da Divina Misericórdia e o lançamento da festa de Nossa Senhora da Apresentação 2026.

Mais informações a respeito do Bote Fé Natal com Maria podem ser encontradas no perfil oficial @arqnatal no Instagram.

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Geral

VIVER SEM LIMITES

Foto: Divulgação

A Viver Saúde realiza nesta segunda-feira (11), às 18h, na Casa Viver Saúde, o lançamento do projeto Viver sem Limites, nova linha de cuidado voltada ao acolhimento e acompanhamento de pacientes com dor crônica e fibromialgia.

A iniciativa acontece em meio ao avanço das discussões sobre os direitos das pessoas que convivem com dores persistentes. A Lei nº 15.176/2025, já em vigor no país, reconhece a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência, ampliando o debate sobre inclusão, acessibilidade e qualidade de vida.

Durante o encontro, também será lançado o livro Dor Crônica: o que você precisa saber, publicação desenvolvida para ampliar o acesso à informação e conscientizar pacientes, familiares e a sociedade sobre a importância do cuidado integral.

Com o Viver sem Limites, a Viver Saúde reafirma seu propósito de desenvolver projetos que promovam acolhimento, escuta e atenção individualizada às necessidades de cada beneficiário.

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Cidades

VÍDEO: Trecho da RN-120 é interditado entre Santo Antônio e Nova Cruz após afundamento do solo

Vídeo: Reprodução

O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN) informou a interdição de um trecho da RN-120, entre os municípios de Santo Antônio e Nova Cruz, no Agreste potiguar, após o afundamento do solo provocado pelo rompimento da estrutura de um antigo bueiro. A interdição teve início na noite do sábado (9), segundo nota divulgada pelo órgão.

De acordo com o DER, a medida foi adotada por segurança, para evitar acidentes no trecho afetado. O departamento informou que a estrutura do bueiro cedeu, provocando danos no pavimento e comprometendo a trafegabilidade da rodovia. A interdição também deve permitir o escoamento da água no local.

O órgão afirmou que já adquiriu o equipamento necessário para a troca do bueiro, etapa considerada indispensável para recompor o piso e liberar novamente o tráfego na RN-120. No entanto, o DER informou que ainda aguarda a chegada do material para iniciar a execução do serviço.

Enquanto o trecho permanecer interditado, o departamento orienta os motoristas a utilizarem rotas alternativas. Uma das opções é seguir pela RN-269, no sentido Nova Cruz, Passa e Fica e RN-093 em direção a Santo Antônio. Outra alternativa indicada é a RN-269, passando por Nova Cruz, Montanhas, Pedro Velho e acessando a BR-101.

O DER informou que a interdição permanecerá até que sejam realizadas as intervenções necessárias.

Tribuna do Norte

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Política

Lula veta projeto que reconhecia estágio como experiência profissional

Foto: Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente o PL (projeto de lei) nº 2.762, de 2019, que “altera a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, para considerar como experiência profissional o estágio realizado pelo estudante”.

A decisão do presidente foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta segunda-feira (11).

O veto teve parecer favorável do Ministério da Educação, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Advocacia-Geral da União.

Segundo o texto publicado no DOU, o governo também considerou a proposta inconstitucional por atribuir genericamente ao Poder Público a regulamentação da medida, o que, na avaliação do Executivo, violaria a autonomia dos entes federativos e a independência entre os Poderes, previstas na Constituição.

O projeto alterava a Lei do Estágio, de 2008, para reconhecer formalmente a atividade exercida por estudantes como experiência profissional. A proposta foi aprovada no Senado Federal em abril.

O texto determinava que o poder público regulamentasse as situações em que o estágio seria utilizado para fins de pontuação ou comprovação em concursos públicos. O objetivo, segundo o autor, o deputado Flávio Nogueira (PT-PI), era facilitar o acesso ao primeiro emprego, especialmente entre os jovens.

CNN

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Política

Relatórios do MP desafiam discurso de bom gestor que Allyson Bezerra tenta vender

Foto: Reprodução

A possível candidatura do prefeito Allyson Bezerra, ao Governo do Estado, tende a ter como principal eixo de campanha o desempenho administrativo apresentado durante sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró. A estratégia política do gestor seria estabelecer comparações diretas entre sua administração, a do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias e a da governadora Fátima Bezerra.

Inicialmente, a avaliação nos bastidores era de que as investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Mederi representariam o principal foco de desgaste político para Allyson. No entanto, uma sequência de relatórios e informações produzidas pelo Ministério Público vem ampliando questionamentos sobre o discurso de eficiência administrativa adotado pela gestão municipal.

Enquanto as redes sociais do prefeito destacam avanços e ações positivas em Mossoró, documentos técnicos elaborados a partir de fiscalizações do Ministério Público apontam problemas estruturais em áreas consideradas essenciais da administração pública.

Na assistência social, relatórios técnicos baseados em inspeções realizadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte entre 2025 e 2026 descrevem um cenário de precariedade na rede municipal. Entre os principais problemas apontados estão estruturas físicas deterioradas, dificuldades no atendimento à população em situação de vulnerabilidade e funcionamento precário de serviços públicos.

Na educação, o Ministério Público aponta a permanência do déficit de vagas em creches, indicando que a expansão da rede municipal não acompanhou o crescimento da demanda.

Já na saúde, os relatórios registram deficiências em serviços públicos, além de problemas estruturais em UPAs e em unidades básicas de saúde do município.

O conteúdo dos relatórios contrasta com a imagem institucional divulgada pela gestão municipal nas redes sociais. Nos bastidores políticos, adversários do prefeito acompanham o material produzido pelos órgãos de fiscalização e avaliam utilizar essas informações durante o período eleitoral, estabelecendo um contraponto entre a narrativa oficial da gestão e os problemas apontados pelos órgãos de controle.

A aposta de Allyson Bezerra em centralizar o debate eleitoral na capacidade administrativa é vista como uma tentativa de afastar a discussão de temas ligados à polarização nacional. Entretanto, o surgimento de novos relatórios e informações negativas pode representar um desafio adicional para a consolidação do discurso de êxito administrativo defendido pelo prefeito.

Com informações Blog Neto Queiroz

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Política

Ciro Nogueira é aconselhado a desistir do Senado e tentar vaga na Câmara

Foto: Jefferson Rudy

Após a operação da Polícia Federal que o vinculou a uma suposta “mesada” paga pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, tem sido aconselhado a desistir da tentativa de renovar o mandato de senador pelo Piauí e disputar uma vaga para deputado federal nas eleições de outubro.

O entorno de Ciro tem avaliado o impacto eleitoral da operação deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.

A avaliação é de que, apesar de ainda faltarem cinco meses para o primeiro turno, o escândalo do Banco Master deve pautar as eleições deste ano.

E o senador deve ser mencionado nas propagandas à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um aliado do seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Por isso, aliados do senador dizem que uma campanha para a Câmara dos Deputados seria mais fácil ao experiente político, e sem tanta exposição negativa.

As pesquisas eleitorais recentes, promovidas antes da operação policial, mostravam o senador competitivo para uma reeleição, com chances de conquistar um novo mandato.

O entorno dele tem se queixado da postura de Flávio que, em declarações recentes, tentou se afastar do presidente do PP, que já foi cotado para compor sua chapa ao Palácio do Planalto como vice.

CNN

Opinião dos leitores

  1. Na verdade, estão querendo a renuncia, para o processo ir para primeira instância. Essa é a verdade.

  2. Tô esperando ele renunciar.
    Ele disse lá no Piauí que se o nome dele tivesse vinculado a essa treta roubalheira do Master, renunciaria.
    Rsrs.

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Cidades

VÍDEO: Imagens aéreas mostram destruição no Circo do Tirullipa

Imagens aéreas registraram o cenário de destruição deixado pelo incêndio que atingiu o Circo do Tirullipa, em Natal, durante a madrugada desta segunda-feira (11). O fogo consumiu parte da estrutura montada no estacionamento da Arena das Dunas e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN).

Os registros feitos por drone mostram a lona completamente destruída e parte da estrutura metálica comprometida pelas chamas. As imagens aéreas também revelam marcas do incêndio espalhadas pelo terreno onde o circo estava instalado desde o início do mês de março.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o chamado foi registrado por volta das 4h40 da manhã. Três viaturas foram enviadas ao local para combater o fogo e evitar que as chamas se espalhassem para áreas próximas.

Apesar da intensidade do incêndio, não houve registro de feridos. As equipes realizaram buscas no interior da estrutura para verificar a possibilidade de vítimas ou desaparecidos, mas ninguém foi encontrado no local.

O local permanece isolado para garantir a segurança da população e das equipes que seguem atuando na área. A Defesa Civil deverá realizar uma vistoria estrutural para avaliar os riscos existentes e identificar as condições da estrutura remanescente.

Ponta Negra News

Opinião dos leitores

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