Judiciário

Relator: ‘Meu voto é pela cassação da chapa eleita (Dilma-Temer) em 2014’

Após quase quatro horas de exposição nesta sexta-feira (9), o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação da chapa Dilma-Temer.
Relator do processo que investiga a campanha de 2014, Benjamin foi o primeiro a votar no julgamento sobre o mérito do caso. Após o voto do relator, a sessão foi suspensa para um intervalo de almoço. Após o intervalo, votarão os outros seis ministros.

Benjamin começou a apresentar o voto na tarde desta quinta-feira. Ele se manifestou até as 20h03, horário em que o julgamento foi suspenso. Na retomada, nesta sexta, o ministro deu continuidade às 9h28 e anunciou o voto às 13h19.

Ele considerou pertinentes as acusações de abuso de poder político e econômico na disputa, que teriam desequilibrado o pleito em favor da chapa vitoriosa.

A decisão final sobre o mandato de Temer e a inegibilidade de Dilma depende ainda dos votos de outros seis ministros do TSE: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.

Petrobras

Durante seu voto, Benjamin entendeu que a primeira demonstração de abuso foi a acumulação ao longo do tempo, por PT e PMDB, de recursos de propina paga por empreiteiras contratadas pela Petrobras, usados posteriormente, segundo a acusação, no momento da disputa eleitoral.

“Os partidos que encabeçaram a coligação Com a Força do Povo acumularam recursos de ‘propina-gordura’, ou ‘propina-poupança’, que lhes favoreceram na campanha eleitoral de 2014. Trata-se de abuso de poder político e ou econômico em sua forma continuada, cujos impactos sem dúvida são sentidos por muito tempo no sistema político eleitoral”, afirmou.

O ministro também considerou ter ocorrido abuso num episódio envolvendo o pagamento de US$ 4,5 milhões ao casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, a partir de uma propina paga pelo Grupo Keppel Fels para obter contratos de construção de navios-sonda para a Petrobras e a Sete Brasil.

“Temos uma contratante da Petrobras, temos pagamento tirado de um crédito rotativo, de uma conta poupança de propina da Keppel Fels para o partido do governo, e esses recursos foram utilizados para pagamento de marqueteiros de 2014. Que os pagamentos sejam relacionados a débitos de 2010, 2012, isso é irrelevante, porque sem esses pagamentos, os marqueteiros não fariam a campanha de 2014”, afirmou o relator.

Uma terceira prova de abuso estaria no repasse da Keppel Fels para o PT, que, por sua vez, repassava para a campanha de Dilma em 2014. “O partido foi apenas uma espécie de entreposto entre quem efetivamente estava pagando e quem efetivamente estava se beneficiando”.

Sobre esses três pontos, o ministro insistiu tratavam-se de repasses à campanha com dinheiro oriundo da Petrobras, para reforçar a tese de que não teria extrapolado o que foi pedido para ser investigado na ação do PSDB. A ampliação da investigação para incluir casos envolvendo a Odebrecht é um dos principais questionamentos das defesas para anular provas do processo e esvaziar o caso.

“Nós estamos falando aqui só de contratos da Petrobras. Estou fazendo essa leitura até cansativa, pulando páginas e páginas, mas apenas para demonstrar meu compromisso com aquilo que é o polo central da petição inicial, a Petrobras”, disse o ministro.

Odebrecht

Num quarto ponto, porém, o ministro também demonstrou que houve recursos de propina da Odebrecht para a campanha, baseando-se em depoimentos de seus executivos ao TSE.

“Não há como investigar financiamento ilícito de campanha no Brasil sem se investigar a Odebrecht, mesmo que a Odebrecht não tivesse sido citada expressamente, ainda assim nós não teríamos como esquecer a matriarca da manada de elefantes. Isso se não estivesse mencionada, mas está”, afirmou.

Ele lembrou da revelação de Marcelo Odebrecht da formação, desde 2009, de uma poupança alimentada pela empresa a pedido dos ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega em troca de favores prestados pelo governo. Benjamin disse que a conta chegou a R$ 150 milhões, disponibilizados exclusivamente para a campanha presidencial de 2014.

Benjamin explicou não ser possível saber se todo o dinheiro foi utilizado, porque o próprio Marcelo Odebrecht não soube informar. “Se foram utilizados R$ 10 milhões, R$ 30 milhões – e foram muito mais, só para Mônica Moura foram muito mais – , se foram utilizados R$ 40 milhões, isso é suficiente para desestruturar uma campanha política presidencial”, disse.

Antes, Benjamin mostrou vários e-mails apreendidos nos quais o dono da empresa manda funcionário do setor de propinas liberar parcelas dos recursos para a campanha durante o ano de 2014.

“Entendo plenamente comprovado o abuso de poder econômico por força da conta corrente permanente, que eu chamei de conta propina ou conta caixa 2, mantida pela Odebrecht a favor do partido do governo, cujos valores repercutiram diretamente na campanha eleitoral da chapa Coligação Com a Força do Povo em 2014”, concluiu o ministro.

Compra de partidos

Benjamin também levou em conta repasses de propina a quatro partidos de cerca de R$ 24 a R$ 27 milhões para se coligar com o PT e assim aumentar o tempo de TV da campanha de Dilma em 2014.

O relator disse que tais negociações foram confirmadas em depoimento pelo próprio marqueteiro da campanha, João Santana, principal fornecedor da coligação. Mencionou o tesoureiro Edinho Silva, que confirmou responsabilidade em arrecadar para os outras siglas.

“Nós temos a palavra do dono do dinheiro, a palavra dos que participaram da entrega do dinheiro e a documentação, impossível de ser forjada, da correspondência do dono do dinheiro e do gerente principal deste evento, que era o senhor Alexandrino Alencar e o Fernando Reis”, disse Benjamin, após ler vários depoimentos e documentos confirmando as transações.

Benjamin acrescentou que os partidos tinham “pouca representatividade”, sem candidatos majoritários com chance real de vitória e, portanto, sem capacidade de arrecadação com as grandes empresas. “Em outras palavras, os R$ 25 milhões distribuídos no evento em análise não são valores compatíveis com a realidade de tais partidos. É muito dinheiro para esses partidos pequenos que estão aqui mencionados”, disse.

Caixa 2 da Odebrecht para marqueteiros

Benjamin também considerou abuso no repasse de recursos da Odebrecht diretamente para João Santana e Mônica Moura para pagar despesas de propaganda na campanha.

O casal teria acertado o recebimento de R$ 105 milhões, sendo R$ 70 mi de forma oficial e R$ 35 mi de forma não declarada, em conta na Suíça.

O relator disse que Mônica era “bastante diligente” para cobrar os recursos e chegou a pedi-los diretamente no setor de propina da Odebrecht. Ela narrou que R$ 10 milhões lhe foram pagos em espécie, conforme havia combinado com o ex-ministro Guido Mantega.

“Ao longo do tempo o casal João e Monica recebeu recursos de caixa 2 em uma conta na Suíça e em petição protocolada em 20/4/17 o MPE juntou aos autos extratos da conta de 2009 a 2014, revelando que muitas transferências foram feitas por offshores da Odebrecht”, registrou.

Gastos com gráficas

Benjamin ainda considerou irregulares gastos da campanha com gráficas que não comprovaram a prestação de serviços. No total, a Rede Seg, VTPB e Focal receberam R$ 56 milhões da chapa, mas não comprovaram a entrega de tudo o que foi contratado, o que indica desvios para outros fins.

“Os valores com gráficas são muito elevados. A Rede Seg, que não tem nenhum funcionário, recebeu pouco mais de R$ 6 milhões em 2014”.

O ministro chamou a atenção para R$ 5,8 milhões repassados pela Rede Seg para terceirizadas, que, segundo a investigação, não tinham condições de entregar os produtos, porque não tinham funcionários. “É um desvio muito perigoso, esse pagamento de valores elevadíssimos a pessoas jurídicas”, disse.

O ministro destacou também a VTPB, que recebeu R$ 28 milhões, dos quais apenas R$ 5 milhões em subcontratações foram comprovados. Benjamin não descartou o desvio dos recursos para outras finalidades.

“Quando se nota que a quase totalidade do faturamento da empresa foi oriundo de repasses da campanha, resta concluir que ao fim e ao cabo houve desvios”, disse.

Acusações retiradas

Na última parte de seu voto, Benjamin listou outras cinco infrações eleitorais que decidiu retirar da condenação. Esclareceu que, embora houvesse provas de abuso, tais casos foram desconsiderados porque não faziam parte da ação inicial proposta pelo PSDB.

O relator não levou em conta:

repasses da cervejaria Petrópolis à campanha a pedido da Odebrecht, chamado “caixa 3”;
propina na campanha oriundo de desvios nas obras da Usina Angra 3;
propinas na campanha a partir de desvios na Usina Belo Monte direcionada ao PMDB;
pagamento via caixa 2 a Mônica Moura e João Santana pelo empresário Eike Batista, a pedido de Mantega;
pagamento da Gráfica Atitude pela Setal.

‘Propina-gordura’ ou ‘propina-poupança’

Benjamin descreveu como os partidos e políticos eram abastecidos com recursos de empresas ao longo do tempo e que eram usados posteriormente para campanhas, o que chamou de “propina-gordura” e “propina-poupança”.

“Os autos mostram que os acordos eram ‘diferidos’, jogados para o futuro, implementados, pela criação pelos financiadores, de verdadeiras contas-correntes, para depósitos continuados de valores de propina e caixa 2, que ficavam disponíveis para agentes políticos para uso futuro”, disse, acrescentando tal prática era realizada por vários partidos.

Em troca, empresas obtinham favores, como leis propostas pelo Executivo e aprovadas no Legislativo que beneficiavam seus respectivos setores, o que Benjamin caracterizou como “compra do Estado”.

Benjamin também disse que não seria preciso provar doação de propina à campanha para condenar a chapa. Para decretar a perda de mandato, bastaria a comprovação da entrada de recursos não declarados na campanha, o chamado caixa 2.

Antes de se aprofundar nas acusações, Benjamin também expôs três “premissas teóricas” de seu voto.

Explicou, primeiro, considerar irrelevante a fonte de financiamento das campanhas, se partidário ou eleitoral: “Os partidos políticos acabam se tornando grandes doadores de seus candidatos, sobretudo na eleição presidencial”.

Depois, disse que o dinheiro se mistura na campanha: “Não é possível separar as moedas jogadas em um cofrinho no momento em que se abre esse cofrinho”. Por fim, argumentou que a propina paga ao partido pode ser usada em momento posterior, para abastecer a campanha.

Preliminares

Herman começou a ler seu voto na terça (6), rebatendo as preliminares levantadas pelas defesas de Dilma e Temer. Já no primeiro dia, o plenário do TSE rejeitou quatro desses questionamentos, que contestavam a regularidade do processo.

Na quarta e quinta, a discussão se concentrou noutra preliminar que buscava retirar do julgamento depoimentos ao TSE de executivos da Odebrecht que também fizeram delação premiada na Operação Lava Jato.

A maioria dos ministros considerou que provas derivadas desses relatos não poderiam ser analisados, porque teriam extrapolado o havia sido apontado inicialmente na ação do PSDB.

G1

 

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RN tem 90 das 213 barragens no Brasil que exigem atenção em segurança

Foto: Cassinho Moraes

O Rio Grande do Norte concentra 90 das 213 barragens classificadas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) como prioritárias para ações de segurança no Brasil, o equivalente a 42,3% do total nacional nesta situação.

Dessas, 45 são administradas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e outras 45 pertencem à iniciativa privada.

A classificação indica necessidade de maior monitoramento e intervenções preventivas, mas não significa risco iminente de rompimento.

Segundo o relatório, 85 barragens potiguares apresentam Dano Potencial Associado (DPA) alto ou médio, indicador que mede os impactos de um eventual rompimento sobre pessoas, infraestrutura, meio ambiente e economia.

Outras 36 possuem Categoria de Risco (CRI) alta, relacionada ao estado de conservação, operação, manutenção e cumprimento das exigências legais.

Barragens como Santa Cruz do Apodi, Umarí (Upanema) e Tabatinga aparecem nas duas classificações.

A Semarh administra 70 das 836 barragens existentes no estado. De acordo com o órgão, 28 estruturas estão em fase final de recuperação e outras 17 ainda passarão por obras. Atualmente, apenas Oiticica, Passagem das Traíras e Lucrécia possuem Plano de Segurança de Barragens (PSB) e Plano de Ação de Emergência (PAE). As demais estão em processo de adequação.

Segundo o assessor técnico da Semarh, Carlos Nobre, nenhuma barragem estadual apresenta risco de rompimento. “Nós não temos nenhuma barragem com risco de rompimento ou em situação de promover risco à vida”, afirmou.

A secretaria informou que todas passam por inspeções técnicas e monitoramento permanente e estima serem necessários cerca de R$ 30 milhões por ano para manutenção preventiva e recuperação das estruturas.

Nos últimos anos, os investimentos estaduais e federais em barragens no RN ultrapassaram R$ 1 bilhão, incluindo mais de R$ 900 milhões na Barragem de Oiticica e R$ 22 milhões na recuperação da Barragem Passagem das Traíras.

Com informações de Tribuna do Norte

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Mulher é presa após o próprio filho descobrir e denunciar plano dela para assassinar servidora pública no Paraná

Conversa entre mulher e intermediador, de acordo com a Polícia Civil. — Foto: Reprodução

Uma mulher de 41 anos foi presa em Abatiá, no Norte do Paraná, suspeita de encomendar o assassinato de uma funcionária da Casa Lar do município. O plano foi descoberto pelo próprio filho, de 16 anos, que avisou a vítima e a acompanhou até a Polícia Civil para denunciar o caso.

Segundo o delegado Luís Guilherme Almeida Cerqueira, a suspeita e o marido perderam a guarda dos três filhos após denúncias de maus-tratos. “As crianças estariam sofrendo maus-tratos, não estariam tendo alimentação adequada, não estariam tendo o ensino adequado e não estariam frequentando a escola. Teria ali a prática de abandono intelectual e maus-tratos”, afirmou.

Durante uma visita aos pais, o adolescente descobriu conversas em que a mãe dizia querer “apagar uma infeliz do mapa”. Nas mensagens, ela informava onde a vítima estacionava o carro e combinava o pagamento de R$ 3 mil pelo crime: “Vamos deixar para o dia sete, é o dia em que eu recebo“, escreveu.

As mensagens haviam sido apagadas do celular da suspeita, mas a investigação localizou o intermediário da conversa, que entregou os prints à polícia. “O intermediário foi muito colaborativo. […] Segundo ele, ele estava tratando para ver até onde a investigada chegaria, se ela realmente pagaria. E, assim, segundo ele, ele levaria em seguida essa informação para a Polícia Civil”, disse o delegado. O marido da suspeita também é investigado, e o inquérito está na fase final.

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Relatórios indicam melhora clínica, mas apontam efeitos colaterais de medicamentos em Bolsonaro

Foto: Marcos Corrêa/ PR

Relatórios médicos apresentados pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que o ex-presidente tem apresentado fadiga, sonolência e instabilidade do equilíbrio como efeitos colaterais dos medicamentos que utiliza. Segundo os documentos, os sintomas ocorrem com menor intensidade e frequência, e o quadro de saúde permanece estável.

O médico Brasil Caiado informou que Bolsonaro apresenta sinais progressivos de melhora, principalmente na pressão arterial e nas crises de soluço, após ajustes na medicação iniciados há cerca de um mês. O relatório também destaca que o ex-presidente mantém dieta rigorosa, fisioterapia, exercícios regulares e cuidados para prevenir quedas e refluxo.

Já o fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas relatou que Bolsonaro realizou duas sessões de fisioterapia nesta semana. Na segunda-feira (6), apresentou boa mobilidade e nenhuma queixa. Na quinta-feira (9), estava “um pouco mais cansado e indisposto”, mas realizou o tratamento e permaneceu “bem” e “sem queixa de dor”.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, desde 3 de julho. Na última quarta-feira (8), durante operação da Polícia Federal em sua residência, foi apreendida uma escopeta registrada em nome do ex-presidente.

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VÍDEO: Estudantes e movimentos sociais invadem e ocupam Casa da Estudante em Natal e cobram reabertura do espaço

Estudantes e integrantes de movimentos sociais invadiram e ocuparam neste sábado (11) a Casa da Estudante Nísia Floresta, na Cidade Alta, em Natal. Segundo os manifestantes, o prédio passou por uma reforma de mais de R$ 400 mil, mas permanece fechado entre três e seis anos, sem atender estudantes.

A casa tem capacidade para abrigar 72 moradoras, entre alunas do ensino médio e superior vindas do interior do Rio Grande do Norte. Os manifestantes cobram a reabertura da unidade de moradia estudantil feminina.

A ocupação reúne organizações como o Movimento Correnteza, Rebele-se, Movimento de Mulheres Olga Benário e a Corrente Revolucionária da UERN. Os grupos afirmam que o fechamento do espaço dificulta a permanência de estudantes na educação e denunciam uma suposta tentativa do Governo do Estado de extinguir a assistência estudantil feminina.

Os manifestantes informaram que permanecerão no local até que o Governo do Estado e a UFRN recebam a proposta do movimento, que reivindica a reabertura imediata da Casa da Estudante.

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Pedro Filho lança pré-candidatura a deputado federal diante de multidão em Assú

O pré-candidato a deputado federal Pedro Filho (PL) lançou oficialmente sua pré-candidatura na manhã deste sábado (11), em Assú. O encontro regional reuniu uma multidão de apoiadores e lideranças religiosas e políticas de diversas regiões do estado, consolidando o início de uma nova etapa da caminhada do vereador assuense rumo à Câmara dos Deputados.

O lançamento aconteceu em um ambiente de forte mobilização política e contou com as presenças do pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, do pré-candidato ao Senado, Coronel Hélio, e do pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira, além do deputado estadual e pré-candidato à reeleição Coronel Azevedo, da vereadora de Natal e pré-candidata a deputada estadual Camila Araújo, do ex-prefeito de Elói de Souza e pré-candidato a deputado estadual Maciel Gomes, do pré-candidato a deputado estadual Giovani e de Renato, ex-candidato a vice-prefeito de Goianinha. Prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, suplentes e lideranças de diferentes municípios também prestigiaram o ato.

O lançamento da pré-candidatura de Pedro Filho foi um dos momentos de maior destaque do encontro. Vereador em Assú, líder evangélico e defensor das pautas ligadas à família, à liberdade e ao fortalecimento dos municípios, Pedro tem ampliado sua base política em todas as regiões do Rio Grande do Norte, consolidando apoios e aparecendo entre os nomes mais lembrados nas pesquisas de intenção de voto para deputado federal.

Em seu pronunciamento, Pedro Filho destacou o simbolismo de iniciar oficialmente sua caminhada em Assú, cidade onde construiu sua trajetória política e que representa o coração do Vale do Açu.

“Não poderia existir lugar mais especial para dar esse passo. É aqui que estão minhas raízes, minha história e as pessoas que sempre acreditaram em mim. Essa pré-candidatura nasce do desejo de fazer o Vale do Açu e todo o Rio Grande do Norte terem uma voz firme em Brasília, defendendo os municípios, a família, a liberdade e o desenvolvimento da nossa gente”, afirmou.

O evento em Assú marcou mais uma etapa do Endireita RN, série de mobilizações realizadas em diversas regiões do Rio Grande do Norte. Em Assú, além de promover o debate sobre propostas para o futuro do estado, o ato marcou oficialmente o lançamento da pré-candidatura de Pedro Filho, consolidando mais um passo no crescimento de um projeto político que vem ganhando força em todas as regiões potiguares.

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Lula destina 35,5% menos verba que Bolsonaro para combate ao crime organizado nas fronteiras

Foto: ST Sionir (CCOMSEx)

Os valores do governo federal destinados à Operação Ágata, voltada ao combate ao crime organizado nas fronteiras, caíram 35,5% nos três primeiros anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em comparação com o mesmo período da gestão Jair Bolsonaro (PL). Segundo dados do Ministério da Defesa, corrigidos pela inflação, o investimento passou de R$ 100,5 milhões para R$ 64,8 milhões.

Criada em 2011, a Operação Ágata reúne as Forças Armadas e órgãos de segurança no combate ao tráfico de drogas, contrabando, garimpo ilegal e outros crimes na faixa de fronteira. Nos últimos 10 anos, os gastos recuaram 71%, passando de R$ 33,4 milhões em 2015 para R$ 9,5 milhões em 2025. O maior investimento do período foi registrado em 2022, com R$ 70,3 milhões.

Em nota, o Ministério da Defesa afirmou que a Operação Ágata Amazônia 2025 causou prejuízo superior a R$ 220 milhões ao crime organizado e que a edição de 2026 já provocou impacto econômico superior a R$ 1 bilhão. A pasta também informou que, entre 6 de abril e 13 de maio deste ano, a operação na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru apreendeu mais de 15 toneladas de drogas.

Opinião dos leitores

  1. Quando bozo diminuiu a receita dos combates aos crimes ambientais, o chamaram de incendiário, então com o Nine a gnt pode chamar de parceiro do cv?

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Litoral da Grande Natal registra seis pontos impróprios para banho; veja lista

Foto: Carlos Azevedo/Novo Notícias

O litoral da Grande Natal tem seis pontos impróprios para banho neste fim de semana, segundo boletim de balneabilidade divulgado neste sábado (11) pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). Na semana passada, eram três trechos com restrição.

Os locais considerados inadequados para banho são: Foz do Rio Pirangi, em Nísia Floresta; Rio Pirangi (Ponte Nova), Pirangi do Norte (APURN) e Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium), em Parnamirim; além de Praia do Meio (Quiosque 13) e Areia Preta (Escadaria de Mãe Luíza), em Natal.

Os demais pontos monitorados pelo programa Água Azul foram classificados como próprios para banho. A análise segue critérios do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e considera as amostras de água coletadas nas últimas cinco semanas.

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Morre o cantor italiano Peppino di Capri, famoso pela música ‘Champagne’, aos 86 anos

Foto: reprodução

O cantor italiano Peppino di Capri morreu neste sábado (11), aos 86 anos, na ilha de Capri, no sul da Itália. A informação foi confirmada por familiares à agência italiana Ansa.

O artista enfrentava problemas de saúde e estava longe dos palcos. A família não informou a causa da morte.

Nas redes sociais, o perfil oficial de Peppino publicou uma foto do cantor acompanhada apenas da palavra “Ciao”, que significa “tchau” em italiano. O músico completaria 87 anos no próximo dia 27 de julho.

Nascido Giuseppe Faiella, Peppino construiu uma carreira de décadas na música italiana. Entre seus maiores sucessos estão as canções “Champagne” e “Roberta”, que ajudaram a torná-lo conhecido dentro e fora da Itália.

O velório e o sepultamento serão realizados neste domingo (12), na Igreja de Santo Stefano, em Capri. Peppino deixa três filhos: Arrigo, conhecido como Igor, Edoardo e Dario.

Peppino festejou 70 anos de carreira no famoso Festival de Sanremo, em 2023. Assista:

g1

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Grande público marca encontro regional do Endireita RN com Álvaro Dias e lideranças do Vale do Açu


O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, na manhã deste sábado, de mais uma etapa do movimento Endireita RN, durante o Encontro Regional do Vale do Açu, realizado em Assú. O evento, sediado na Quadra Caminho do Futuro, reuniu grande público e lideranças políticas de diversas regiões do estado, fortalecendo a mobilização do movimento pelo Rio Grande do Norte.

Além de Álvaro Dias, participaram do encontro o pré-candidato ao Senado, Coronel Hélio; o pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira; o pré-candidato a deputado federal, Pedro Filho; o deputado estadual e pré-candidato à reeleição, Coronel Azevedo; a vereadora de Natal e pré-candidata a deputada estadual, Camila Araújo; o ex-prefeito de Elói de Souza e pré-candidato a deputado estadual, Maciel; o pré-candidato a deputado estadual, Giovani; e Renato, ex-candidato a vice-prefeito de Goianinha.

Também prestigiaram o evento o ex-prefeito de Itajá, Alaor Pessoa; o vereador de Macau, Givagno; o vereador de Alto do Rodrigues, Toinho Olegário; Alisson Bezerra, liderança de Mossoró; Lamarque Oliveira e Gideon Ismaias, suplentes de vereador de Mossoró; Irmão Luciano, suplente de vereador de Canguaretama; Narliano, Pastor Junão, Dr. Valderi e Janaína, lideranças de Pau dos Ferros; Zé Humberto, suplente de vereador de Natal; Damião, suplente de vereador de Assú; Lavoisier, ex-vereador de Assú; Francisquinho, suplente de vereador de São Rafael; Galego de Nina, suplente de vereador de Itajá; Jailton Motoqueiro, liderança de Alto do Rodrigues; Bonfim, suplente de vereador de Coronel João Pessoa; e Maria, suplente de vereadora de Marcelino Vieira.

Durante o encontro, Álvaro Dias conversou com lideranças e moradores da região, reafirmando o compromisso de construir um projeto para o Rio Grande do Norte baseado na escuta da população e no fortalecimento dos municípios.

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VÍDEO: Em carta aos brasileiros, Jair Bolsonaro diz que Flávio é seu ‘porta-voz’ após crise entre Michelle e filho, e pede para “deixar diferenças de lado”

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL (Partido Liberal), leu neste sábado (11) uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dizendo que o momento atual é de “deixar as diferenças de lado”.

Escrevo em um momento de decisão para todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro”, diz um trecho do documento.

Na sequência, o ex-presidente, que cumpre prisão em regime domiciliar e não pode ter acesso às redes sociais, disse na carta que Flávio é seu “porta-voz”.

Meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade”, finalizou o ex-presidente no manuscrito.

Na sequência, ao comentar a carta do pai, o senador faz referência a “muitas pessoas” que parecem estar “boicotando” sua pré-candidatura ao Executivo federal e pede que união entre os aliados da oposição.

“Fica-se muita especulação acontecendo, muitas pessoas que parecem que estão boicotando até a candidatura, esperando o momento certo para vestir a camisa do Bolsonaro e ir para a rua para resgatar o Brasil”, afirmou o parlamentar.

Flávio também agradeceu o posto de “porta-voz” recebido pelo ex-mandatário: “Agradecer ele [Bolsonaro] por estar me colocando como porta-voz, é muito importante para evitar que existam aí falas conflituosas ou direções diferentes que alguém, por ventura, possa estar seguindo paralelo a nossa campanha“.

LEIA A ÍNTEGRA ABAIXO:

11 de julho de 2026, Carta aos brasileiros

Saudoso do contato com o povo ao qual devo lealdade. Escrevo num momento de decisão para todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato a presidencia, Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violencia e do empobrecimento. Meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a ´paz e a prosperidade. Uma fetuosos abraço a todos na certeza de que juntos tudo faremos pela nossa pátria. Deus, pátria, família e liberdade.

CNN Brasil

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