Judiciário

Relator: ‘Meu voto é pela cassação da chapa eleita (Dilma-Temer) em 2014’

Após quase quatro horas de exposição nesta sexta-feira (9), o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação da chapa Dilma-Temer.
Relator do processo que investiga a campanha de 2014, Benjamin foi o primeiro a votar no julgamento sobre o mérito do caso. Após o voto do relator, a sessão foi suspensa para um intervalo de almoço. Após o intervalo, votarão os outros seis ministros.

Benjamin começou a apresentar o voto na tarde desta quinta-feira. Ele se manifestou até as 20h03, horário em que o julgamento foi suspenso. Na retomada, nesta sexta, o ministro deu continuidade às 9h28 e anunciou o voto às 13h19.

Ele considerou pertinentes as acusações de abuso de poder político e econômico na disputa, que teriam desequilibrado o pleito em favor da chapa vitoriosa.

A decisão final sobre o mandato de Temer e a inegibilidade de Dilma depende ainda dos votos de outros seis ministros do TSE: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.

Petrobras

Durante seu voto, Benjamin entendeu que a primeira demonstração de abuso foi a acumulação ao longo do tempo, por PT e PMDB, de recursos de propina paga por empreiteiras contratadas pela Petrobras, usados posteriormente, segundo a acusação, no momento da disputa eleitoral.

“Os partidos que encabeçaram a coligação Com a Força do Povo acumularam recursos de ‘propina-gordura’, ou ‘propina-poupança’, que lhes favoreceram na campanha eleitoral de 2014. Trata-se de abuso de poder político e ou econômico em sua forma continuada, cujos impactos sem dúvida são sentidos por muito tempo no sistema político eleitoral”, afirmou.

O ministro também considerou ter ocorrido abuso num episódio envolvendo o pagamento de US$ 4,5 milhões ao casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, a partir de uma propina paga pelo Grupo Keppel Fels para obter contratos de construção de navios-sonda para a Petrobras e a Sete Brasil.

“Temos uma contratante da Petrobras, temos pagamento tirado de um crédito rotativo, de uma conta poupança de propina da Keppel Fels para o partido do governo, e esses recursos foram utilizados para pagamento de marqueteiros de 2014. Que os pagamentos sejam relacionados a débitos de 2010, 2012, isso é irrelevante, porque sem esses pagamentos, os marqueteiros não fariam a campanha de 2014”, afirmou o relator.

Uma terceira prova de abuso estaria no repasse da Keppel Fels para o PT, que, por sua vez, repassava para a campanha de Dilma em 2014. “O partido foi apenas uma espécie de entreposto entre quem efetivamente estava pagando e quem efetivamente estava se beneficiando”.

Sobre esses três pontos, o ministro insistiu tratavam-se de repasses à campanha com dinheiro oriundo da Petrobras, para reforçar a tese de que não teria extrapolado o que foi pedido para ser investigado na ação do PSDB. A ampliação da investigação para incluir casos envolvendo a Odebrecht é um dos principais questionamentos das defesas para anular provas do processo e esvaziar o caso.

“Nós estamos falando aqui só de contratos da Petrobras. Estou fazendo essa leitura até cansativa, pulando páginas e páginas, mas apenas para demonstrar meu compromisso com aquilo que é o polo central da petição inicial, a Petrobras”, disse o ministro.

Odebrecht

Num quarto ponto, porém, o ministro também demonstrou que houve recursos de propina da Odebrecht para a campanha, baseando-se em depoimentos de seus executivos ao TSE.

“Não há como investigar financiamento ilícito de campanha no Brasil sem se investigar a Odebrecht, mesmo que a Odebrecht não tivesse sido citada expressamente, ainda assim nós não teríamos como esquecer a matriarca da manada de elefantes. Isso se não estivesse mencionada, mas está”, afirmou.

Ele lembrou da revelação de Marcelo Odebrecht da formação, desde 2009, de uma poupança alimentada pela empresa a pedido dos ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega em troca de favores prestados pelo governo. Benjamin disse que a conta chegou a R$ 150 milhões, disponibilizados exclusivamente para a campanha presidencial de 2014.

Benjamin explicou não ser possível saber se todo o dinheiro foi utilizado, porque o próprio Marcelo Odebrecht não soube informar. “Se foram utilizados R$ 10 milhões, R$ 30 milhões – e foram muito mais, só para Mônica Moura foram muito mais – , se foram utilizados R$ 40 milhões, isso é suficiente para desestruturar uma campanha política presidencial”, disse.

Antes, Benjamin mostrou vários e-mails apreendidos nos quais o dono da empresa manda funcionário do setor de propinas liberar parcelas dos recursos para a campanha durante o ano de 2014.

“Entendo plenamente comprovado o abuso de poder econômico por força da conta corrente permanente, que eu chamei de conta propina ou conta caixa 2, mantida pela Odebrecht a favor do partido do governo, cujos valores repercutiram diretamente na campanha eleitoral da chapa Coligação Com a Força do Povo em 2014”, concluiu o ministro.

Compra de partidos

Benjamin também levou em conta repasses de propina a quatro partidos de cerca de R$ 24 a R$ 27 milhões para se coligar com o PT e assim aumentar o tempo de TV da campanha de Dilma em 2014.

O relator disse que tais negociações foram confirmadas em depoimento pelo próprio marqueteiro da campanha, João Santana, principal fornecedor da coligação. Mencionou o tesoureiro Edinho Silva, que confirmou responsabilidade em arrecadar para os outras siglas.

“Nós temos a palavra do dono do dinheiro, a palavra dos que participaram da entrega do dinheiro e a documentação, impossível de ser forjada, da correspondência do dono do dinheiro e do gerente principal deste evento, que era o senhor Alexandrino Alencar e o Fernando Reis”, disse Benjamin, após ler vários depoimentos e documentos confirmando as transações.

Benjamin acrescentou que os partidos tinham “pouca representatividade”, sem candidatos majoritários com chance real de vitória e, portanto, sem capacidade de arrecadação com as grandes empresas. “Em outras palavras, os R$ 25 milhões distribuídos no evento em análise não são valores compatíveis com a realidade de tais partidos. É muito dinheiro para esses partidos pequenos que estão aqui mencionados”, disse.

Caixa 2 da Odebrecht para marqueteiros

Benjamin também considerou abuso no repasse de recursos da Odebrecht diretamente para João Santana e Mônica Moura para pagar despesas de propaganda na campanha.

O casal teria acertado o recebimento de R$ 105 milhões, sendo R$ 70 mi de forma oficial e R$ 35 mi de forma não declarada, em conta na Suíça.

O relator disse que Mônica era “bastante diligente” para cobrar os recursos e chegou a pedi-los diretamente no setor de propina da Odebrecht. Ela narrou que R$ 10 milhões lhe foram pagos em espécie, conforme havia combinado com o ex-ministro Guido Mantega.

“Ao longo do tempo o casal João e Monica recebeu recursos de caixa 2 em uma conta na Suíça e em petição protocolada em 20/4/17 o MPE juntou aos autos extratos da conta de 2009 a 2014, revelando que muitas transferências foram feitas por offshores da Odebrecht”, registrou.

Gastos com gráficas

Benjamin ainda considerou irregulares gastos da campanha com gráficas que não comprovaram a prestação de serviços. No total, a Rede Seg, VTPB e Focal receberam R$ 56 milhões da chapa, mas não comprovaram a entrega de tudo o que foi contratado, o que indica desvios para outros fins.

“Os valores com gráficas são muito elevados. A Rede Seg, que não tem nenhum funcionário, recebeu pouco mais de R$ 6 milhões em 2014”.

O ministro chamou a atenção para R$ 5,8 milhões repassados pela Rede Seg para terceirizadas, que, segundo a investigação, não tinham condições de entregar os produtos, porque não tinham funcionários. “É um desvio muito perigoso, esse pagamento de valores elevadíssimos a pessoas jurídicas”, disse.

O ministro destacou também a VTPB, que recebeu R$ 28 milhões, dos quais apenas R$ 5 milhões em subcontratações foram comprovados. Benjamin não descartou o desvio dos recursos para outras finalidades.

“Quando se nota que a quase totalidade do faturamento da empresa foi oriundo de repasses da campanha, resta concluir que ao fim e ao cabo houve desvios”, disse.

Acusações retiradas

Na última parte de seu voto, Benjamin listou outras cinco infrações eleitorais que decidiu retirar da condenação. Esclareceu que, embora houvesse provas de abuso, tais casos foram desconsiderados porque não faziam parte da ação inicial proposta pelo PSDB.

O relator não levou em conta:

repasses da cervejaria Petrópolis à campanha a pedido da Odebrecht, chamado “caixa 3”;
propina na campanha oriundo de desvios nas obras da Usina Angra 3;
propinas na campanha a partir de desvios na Usina Belo Monte direcionada ao PMDB;
pagamento via caixa 2 a Mônica Moura e João Santana pelo empresário Eike Batista, a pedido de Mantega;
pagamento da Gráfica Atitude pela Setal.

‘Propina-gordura’ ou ‘propina-poupança’

Benjamin descreveu como os partidos e políticos eram abastecidos com recursos de empresas ao longo do tempo e que eram usados posteriormente para campanhas, o que chamou de “propina-gordura” e “propina-poupança”.

“Os autos mostram que os acordos eram ‘diferidos’, jogados para o futuro, implementados, pela criação pelos financiadores, de verdadeiras contas-correntes, para depósitos continuados de valores de propina e caixa 2, que ficavam disponíveis para agentes políticos para uso futuro”, disse, acrescentando tal prática era realizada por vários partidos.

Em troca, empresas obtinham favores, como leis propostas pelo Executivo e aprovadas no Legislativo que beneficiavam seus respectivos setores, o que Benjamin caracterizou como “compra do Estado”.

Benjamin também disse que não seria preciso provar doação de propina à campanha para condenar a chapa. Para decretar a perda de mandato, bastaria a comprovação da entrada de recursos não declarados na campanha, o chamado caixa 2.

Antes de se aprofundar nas acusações, Benjamin também expôs três “premissas teóricas” de seu voto.

Explicou, primeiro, considerar irrelevante a fonte de financiamento das campanhas, se partidário ou eleitoral: “Os partidos políticos acabam se tornando grandes doadores de seus candidatos, sobretudo na eleição presidencial”.

Depois, disse que o dinheiro se mistura na campanha: “Não é possível separar as moedas jogadas em um cofrinho no momento em que se abre esse cofrinho”. Por fim, argumentou que a propina paga ao partido pode ser usada em momento posterior, para abastecer a campanha.

Preliminares

Herman começou a ler seu voto na terça (6), rebatendo as preliminares levantadas pelas defesas de Dilma e Temer. Já no primeiro dia, o plenário do TSE rejeitou quatro desses questionamentos, que contestavam a regularidade do processo.

Na quarta e quinta, a discussão se concentrou noutra preliminar que buscava retirar do julgamento depoimentos ao TSE de executivos da Odebrecht que também fizeram delação premiada na Operação Lava Jato.

A maioria dos ministros considerou que provas derivadas desses relatos não poderiam ser analisados, porque teriam extrapolado o havia sido apontado inicialmente na ação do PSDB.

G1

 

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Geral

Executivo de subsidiária da Petrobrás repassa R$ 40 mil e vira maior doador de Lula

Reprodução / Gov

Jones Alexandre Barros Soares, diretor de Transporte Marítimo, Dutos e Terminais da Transpetro, realizou uma doação de R$ 40 mil para a campanha de reeleição do presidente Lula. O repasse financeiro foi efetuado na última quarta-feira (26).

Com a transferência, o executivo que ocupa o cargo na subsidiária da Petrobrás desde abril de 2023 com salário fixo de R$ 107,7 mil mais benefícios, tornou-se o principal doador pessoa física da campanha petista até a última sexta-feira (28).

Com informações da coluna Igor Gadelha / Metrópoles

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Política

MENTE SEM PISCAR: Rogério Marinho chama Lula de “pai da mentira” e diz que Lulinha virou “craque dos negócios”

Foto: Waldemir Barreto

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, comentou em seu perfil no Instagram, a participação do presidente Lula, na sabatina do Jornal Nacional, ocorrida nessa quinta-feira: “Lula mente sem pudor. Diz que acabou com a fome enquanto o povo enfrenta comida cara, salário corroído e família endividada. O pai da mentira criou a carestia e volta a enganar o povo e zombar da miséria que o PT espalhou”.

Recentemente, Marinho usou seu perfil no X para criticar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marinho compartilhou uma reportagem do Poder360 sobre Lulinha morar em um condomínio de alto padrão no bairro La Moraleja, em Madri (Espanha), onde também ficam as mansões dos jogadores de futebol Vini Júnior e Rodrygo Goes, do Real Madrid. O senador também publicou uma imagem feita com inteligência artificial que mostra o filho de Lula na Plaza Mayor, um dos principais pontos turísticos da capital espanhola.

Na legenda da publicação, o senador declarou o seguinte: “Lulinha virou craque dos negócios: de Atibaia a Madrid, o padrão PT não falha. Enquanto o povo aperta o cinto, a família presidencial circula no luxo. Corrupção muda de endereço, mas o método continua”.

Com informações do Poder 360

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Economia

IRRESPONSABILIDADE: Investidores estão apreensivos, após Lula dizer que não está preocupado com a dívida pública brasileira

Foto: Reprodução/TV Globo

As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a sabatina do Jornal Nacional reforçaram o temor do mercado em relação ao cenário fiscal em caso de uma reeleição do petista em outubro, segundo analistas ouvidos por VEJA Negócios nesta sexta-feira, 28. Na avaliação dos especialistas, entre os candidatos que já participaram das sabatinas, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) foram os que apresentaram propostas mais alinhadas às expectativas do mercado para a economia.

Na quinta-feira, Lula afirmou que não está preocupado com a trajetória da dívida pública, que passou de 72% do Produto Interno Bruto (PIB) para 82% durante seu terceiro mandato. A própria equipe econômica projeta que o endividamento chegue a 87% do PIB até 2029. “A mim, não preocupa a dívida pública”, afirmou o presidente-candidato durante a sabatina promovida pela TV Globo.

Lula atribuiu o aumento da dívida ao baixo crescimento da economia nos últimos anos, o que teria elevado a proporção dos compromissos em relação ao PIB. “Na medida que você começa a crescer a economia, a dívida começa a cair”, disse.

O presidente também minimizou o atual nível de endividamento ao comparar a situação brasileira com a de outros países, como os Estados Unidos, cuja dívida alcançou o recorde de 40 trilhões de dólares, equivalente a cerca de 120% do PIB americano.

Para Gustavo Trotta, especialista e sócio da Valor Investimentos, as declarações do presidente são preocupantes para o mercado. Segundo ele, ao afirmar que não está preocupado com a dívida, Lula sinaliza que o governo não pretende dar prioridade ao problema, o que não transmite tranquilidade aos investidores.

A comparação com os Estados Unidos também é inadequada, na avaliação de Trotta. Isso porque os países apresentam condições distintas de financiamento. Enquanto economias desenvolvidas conseguem conviver com níveis mais elevados de endividamento pagando juros relativamente baixos, o Brasil enfrenta uma taxa de juros real próxima de 10% ao ano.

“Ter uma dívida de 80% com o maior juro real do mundo é muito pior que ter uma dívida de 120% com juro quase perto de zero”, afirma Trotta.

Com informações de Veja

 

 

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Brasil

MINUTA DE CONTRATO: PF investiga se Luchsinger intermediou negócios junto aos Correios

Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) apura uma suposta atuação da lobista Roberta Luchsinger para intermediar negócios junto aos Correios, segundo O Globo.

A suspeita surgiu a partir de uma minuta de contrato encontrada no celular da empresária e de uma mensagem enviada por ela em que menciona a estatal.

Roberta é alvo de um inquérito que apura a existência de um grupo que, com a participação do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria praticado tráfico de influência em órgãos públicos.

O arquivo encontrado no celular da lobista se refere a um acordo entre a RL Consultoria e Intermediações, da qual ela é sócia, e a Safe Consig Tecnologia da Informação, especializada no fornecimento de uma plataforma para gerenciamento de empréstimos consignados de servidores públicos.

O documento previa o pagamento de uma comissão de 50% à consultoria de Roberta sobre as vendas realizadas pela Safe Consig.

“A título de comissão pelas vendas que realizar, fará jus ao percentual de 50%, que deverá ser calculado sobre o valor total verificado no sistema de financiamento da contratante Safe, mais especificamente sobre o valor líquido”, diz trecho da minuta do contrato.

Em 13 de maio de 2024, Roberta enviou a seguinte mensagem a Saulo de Tasso, sócio da Safe Consig:

“Saulo me mandou revisado agora. Vou assinar, tá?”, afirmou a lobista.

A defesa de Saulo nega qualquer contato entre a empresa e Roberta. O outro sócio, Rodrigo Feitosa, também afirmou que a empresária e Lulinha não intermediaram a negociação.

Correios

Duas semanas após a mensagem, a Safe Consig foi contratada pelos Correios.

O acordo deu à estatal o direito de utilizar uma plataforma fornecida pela empresa para administrar a margem de empréstimos consignados de 84 mil funcionários.

O modelo prevê o desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento.

O contrato foi assinado em 28 de maio de 2024.

Proximidade com Lulinha

Na ocasião, o acordo foi firmado pelo então presidente dos Correios, Fabiano Silva, e por Maria do Carmo Lara Perpétuo, então diretora Econômico-Financeira, Tecnologia e Segurança da Informação da estatal.

Fabiano integra o Grupo Prerrogativas, que reúne advogados e pesquisadores próximos ao governo Lula. O coordenador da iniciativa é Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha no caso que apura suposto tráfico de influência para beneficiar a amiga lobista.

Maria do Carmo, por sua vez, foi prefeita de Betim (MG) pelo PT.

Ambos já deixaram os Correios.

Em nota, a estatal afirmou não ter “conhecimento de irregularidades relacionadas à contratação ou à execução do contrato”.

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Brasil

FORBES: Brasil tem 255 bilionários em 2026; maioria dos super ricos ficou ainda mais estribada no governo Lula

Pelo quarto ano, Eduardo Saverin é o homem mais rico do Brasil. Foto: Divulgação/Forbes

Pelo quarto ano seguido e mesmo tendo perdido patrimônio no período, o confundador do Facebook Eduardo Saverin lidera a lista dos maiores bilionários do Brasil. De acordo com o ranking divulgado pela Forbes na última quinta-feira (27), o Brasil tem 255 bilionários em 2026, com fortuna combinada de R$ 1,86 trilhão.

Entre os dez primeiros, quem mais subiu no ranking foi Ricardo Faria, da Granja Faria, que saltou da 21ª para a 10ª posição com o patrimônio quase dobrando. Já Carlos Alberto Sicupira foi o único do top 10 a cair de posição, recuando da 6ª para a 9ª colocação.

Dos 10 bilionários, nove são homens. A lista revelou que a maioria dos super ricos ficou ainda mais rica: 151 bilionários (59,2%) aumentaram a fortuna no período, 77 (30,2%) perderam riqueza e 27 (10,6%) mantiveram a fortuna.

Segundo os organizadores, a lista Forbes Bilionários Brasileiros é elaborada considerando várias fontes. Como ocorre com a Forbes nos Estados Unidos, a informação mais importante são as ações listadas em bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026.

Além de serem públicos, esses dados são oficiais e auditados. Assim, a publicação pondera que, visto que a lista considera apenas as informações públicas, os patrimônios podem estar subestimados. Na maioria dos casos não são considerados itens como imóveis, obras de arte, aviões ou embarcações, exceto se o participante da lista concordar em fornecer esses dados. Em alguns casos, o patrimônio de irmãos ou familiares pode ser consolidado ou separado.

Com informações do Correio 24h

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Brasil

INVERSÃO DE CULPA: “Não reclamo do comportamento do jornalista”, diz Lula, após criticar e interromper globais

Foto: Reprodução/ TV Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta 6ª feira (28.ago.2026), que não reclama do “comportamento do jornalista”, em referência à sabatina realizada na Globo na 5ª feira (27.ago). Na entrevista, o petista criticou uma pergunta feita pela jornalista Renata Vasconcellos.

“Eu não reclamo do comportamento do jornalista porque ele está lá para falar de coisas que eles querem que sejam feitas, não aquilo que eu quero. Eu nunca espero que o jornalista vá fazer perguntas pra me agradar”, afirmou o presidente em declaração a jornalistas em Salvador (BA), antes de evento com o candidato ao governo da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT).

Na sabatina, ao ser questionado sobre dívida pública e a trajetória das contas do governo, Lula disse que esperava que uma jornalista da “qualidade e competência” de Renata pudesse iniciar a pergunta “falando diferente”.

Lula interrompeu a jornalista Renata Vasconcellos, da TV Globo, 11 vezes durante sua entrevista à emissora.

Com informações de Poder 360

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Cultura

Espetáculo “Francisco – Um Auto Popular” leva poesia e cultura nordestina ao palco do TAM

Foto: Divulgação

O palco do Teatro Alberto Maranhão será tomado pela poesia e pela fé no dia 10 de setembro com o espetáculo “Francisco – Um Auto Popular”, em apresentação única.

A montagem revisita a trajetória de São Francisco de Assis com linguagem nordestina, unindo teatro, música e dança em uma encenação poética e popular. O espetáculo é apresentado pela Cia. Atos Populares, com dramaturgia e direção de Vinicius Fortunato e coreografia de André Rosa.

Uma obra que mistura fé, cultura popular e emoção em um rito cênico que fala de simplicidade, natureza e humanidade.

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Geral

SABATINA NO JN: Lula fez “mansplaining” contra Renata Vasconcellos, diz Natuza

Foto: Reprodução

Após a sabatina com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada na noite desta quinta-feira (27) no Jornal Nacional, a jornalista Natuza Nery afirmou que o petista fez “mansplaining” com Renata Vasconcellos.

Mansplaining, termo, difundido principalmente pelo feminismo, é quando um homem explica algo a uma mulher de maneira condescendente, assumindo que ela não entende do assunto ou que ele sabe mais do que ela, mesmo quando ela é especialista. A palavra une os termos em inglês man (homem) e explaining (explicando).

– Tem um momento que me incomodou. Quando ele não concorda com a pergunta da Renata e tenta explicar qual é a maneira correta de perguntar para ele. Tem um nome para isso que é o mansplaining – afirmou Natuza durante o Central das Eleições, na GloboNews.

Na sequência, a jornalista reforçou:

– Ele tentou ensinar a Renata a perguntar.

A pergunta de Renata abordava o crescimento da dívida pública durante o governo Lula. A jornalista destacou que o endividamento havia ultrapassado R$ 10 trilhões e chegado a 82% do Produto Interno Bruto (PIB), além de questionar os efeitos dessa trajetória sobre os juros, o crédito, os investimentos e o orçamento das famílias.

Lula respondeu à questão dizendo esperar que uma jornalista “da tua qualidade, da tua competência” começasse o questionamento de outra maneira. Na sequência, ele próprio apresentou uma formulação alternativa.

Com informações de Pleno News

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Eleições 2026

[VÍDEO] LACRADOR: A “meninice” de Allyson Bezerra ao passar correndo para provocar Álvaro Dias demonstra que ele não tem maturidade para administrar o RN

Imagem: Reprodução

Circula nas redes sociais um vídeo do candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) passando correndo em frente à comitiva de Álvaro Dias (PL), seu adversário na eleição de 2026, que também realizava um ato de campanha nesta sexta-feira (28) no bairro de Lagoa Nova, em Natal.

Álvaro Dias estava em cima de um palanque móvel, no início da concentração para dar a largada na movimentação política, quando de repente Allyson Bezerra passou correndo pelo candidato do PL. O ex-prefeito de Mossoró se notabilizou nas redes sociais pelos pulos e carreiras que dava quando visitava os municípios do RN. A performance lhe rendeu o apelido de “candidato TikTok”.

Ao passar correndo em frente à comitiva de Álvaro, sabendo que estava sendo filmado, com o único intuito de provocar para gerar uma reação e, consequentemente, obter engajamento nas redes sociais, Allyson comprovou mais uma vez que merece o apelido que lhe deram. A atitude infantil demonstra que o candidato, como apontam seus adversários, não tem a maturidade necessária para administrar o Rio Grande do Norte.

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Brasil

Luciano Hang reage à MP de Lula: ‘Querem destruir o varejo nacional’

Foto: Reprodução

O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, divulgou um pronunciamento em suas redes sociais para rebater a Medida Provisória n° 1.357. O texto, do governo Lula, tenta zerar o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 nas plataformas digitais do exterior. A proposta escancara uma manobra eleitoral da atual gestão, que criou a própria “taxa das blusinhas” de 20% em 2024 para engordar a arrecadação e agora tenta recuar do tributo por causa da impopularidade.

O fundador da Havan destacou o peso dos tributos sobre as empresas instaladas no território nacional, onde a taxação sobre quem produz alcança até 120%. A tributação excessiva vem acompanhada de burocracia, encargos trabalhistas, regras ambientais e juros elevados.

Hang ressaltou que não se opõe à concorrência com produtos importados, mas cobra isonomia de condições. “Se o imposto é zero para o estrangeiro, queremos imposto zero para o brasileiro também”, disse no vídeo publicado nesta sexta-feira, 28.

O empresário apelou ao Congresso Nacional para travar a tramitação da proposta se o governo federal não conceder a mesma desoneração às companhias locais. Hang ressaltou que a concessão de privilégios a companhias internacionais resultará no fechamento de estabelecimentos, demissões em massa e maior dependência externa de produtos básicos.

A crítica do empresário ganha força em meio ao estrangulamento do mercado interno, prejudicado pela taxa Selic alta, pela escassez de crédito e pela queda nas vendas. A crise afeta gigantes históricos do varejo e da indústria brasileira como um todo, que recorrem à Justiça para evitar a falência imediata.

A Casas Bahia enfrenta disputas bilionárias em sua recuperação extrajudicial para renegociar débitos de R$ 1,19 bilhão. Nesta semana, a paralisia financeira atingiu também o setor de alimentação, com o pedido de recuperação judicial da rede Habib’s por dívidas de R$ 265 milhões, e a base industrial, com a recuperação extrajudicial solicitada pela petroquímica Braskem em São Paulo.

Com informações da Revista Oeste

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