Judiciário

Relator: ‘Meu voto é pela cassação da chapa eleita (Dilma-Temer) em 2014’

Após quase quatro horas de exposição nesta sexta-feira (9), o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação da chapa Dilma-Temer.
Relator do processo que investiga a campanha de 2014, Benjamin foi o primeiro a votar no julgamento sobre o mérito do caso. Após o voto do relator, a sessão foi suspensa para um intervalo de almoço. Após o intervalo, votarão os outros seis ministros.

Benjamin começou a apresentar o voto na tarde desta quinta-feira. Ele se manifestou até as 20h03, horário em que o julgamento foi suspenso. Na retomada, nesta sexta, o ministro deu continuidade às 9h28 e anunciou o voto às 13h19.

Ele considerou pertinentes as acusações de abuso de poder político e econômico na disputa, que teriam desequilibrado o pleito em favor da chapa vitoriosa.

A decisão final sobre o mandato de Temer e a inegibilidade de Dilma depende ainda dos votos de outros seis ministros do TSE: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.

Petrobras

Durante seu voto, Benjamin entendeu que a primeira demonstração de abuso foi a acumulação ao longo do tempo, por PT e PMDB, de recursos de propina paga por empreiteiras contratadas pela Petrobras, usados posteriormente, segundo a acusação, no momento da disputa eleitoral.

“Os partidos que encabeçaram a coligação Com a Força do Povo acumularam recursos de ‘propina-gordura’, ou ‘propina-poupança’, que lhes favoreceram na campanha eleitoral de 2014. Trata-se de abuso de poder político e ou econômico em sua forma continuada, cujos impactos sem dúvida são sentidos por muito tempo no sistema político eleitoral”, afirmou.

O ministro também considerou ter ocorrido abuso num episódio envolvendo o pagamento de US$ 4,5 milhões ao casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, a partir de uma propina paga pelo Grupo Keppel Fels para obter contratos de construção de navios-sonda para a Petrobras e a Sete Brasil.

“Temos uma contratante da Petrobras, temos pagamento tirado de um crédito rotativo, de uma conta poupança de propina da Keppel Fels para o partido do governo, e esses recursos foram utilizados para pagamento de marqueteiros de 2014. Que os pagamentos sejam relacionados a débitos de 2010, 2012, isso é irrelevante, porque sem esses pagamentos, os marqueteiros não fariam a campanha de 2014”, afirmou o relator.

Uma terceira prova de abuso estaria no repasse da Keppel Fels para o PT, que, por sua vez, repassava para a campanha de Dilma em 2014. “O partido foi apenas uma espécie de entreposto entre quem efetivamente estava pagando e quem efetivamente estava se beneficiando”.

Sobre esses três pontos, o ministro insistiu tratavam-se de repasses à campanha com dinheiro oriundo da Petrobras, para reforçar a tese de que não teria extrapolado o que foi pedido para ser investigado na ação do PSDB. A ampliação da investigação para incluir casos envolvendo a Odebrecht é um dos principais questionamentos das defesas para anular provas do processo e esvaziar o caso.

“Nós estamos falando aqui só de contratos da Petrobras. Estou fazendo essa leitura até cansativa, pulando páginas e páginas, mas apenas para demonstrar meu compromisso com aquilo que é o polo central da petição inicial, a Petrobras”, disse o ministro.

Odebrecht

Num quarto ponto, porém, o ministro também demonstrou que houve recursos de propina da Odebrecht para a campanha, baseando-se em depoimentos de seus executivos ao TSE.

“Não há como investigar financiamento ilícito de campanha no Brasil sem se investigar a Odebrecht, mesmo que a Odebrecht não tivesse sido citada expressamente, ainda assim nós não teríamos como esquecer a matriarca da manada de elefantes. Isso se não estivesse mencionada, mas está”, afirmou.

Ele lembrou da revelação de Marcelo Odebrecht da formação, desde 2009, de uma poupança alimentada pela empresa a pedido dos ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega em troca de favores prestados pelo governo. Benjamin disse que a conta chegou a R$ 150 milhões, disponibilizados exclusivamente para a campanha presidencial de 2014.

Benjamin explicou não ser possível saber se todo o dinheiro foi utilizado, porque o próprio Marcelo Odebrecht não soube informar. “Se foram utilizados R$ 10 milhões, R$ 30 milhões – e foram muito mais, só para Mônica Moura foram muito mais – , se foram utilizados R$ 40 milhões, isso é suficiente para desestruturar uma campanha política presidencial”, disse.

Antes, Benjamin mostrou vários e-mails apreendidos nos quais o dono da empresa manda funcionário do setor de propinas liberar parcelas dos recursos para a campanha durante o ano de 2014.

“Entendo plenamente comprovado o abuso de poder econômico por força da conta corrente permanente, que eu chamei de conta propina ou conta caixa 2, mantida pela Odebrecht a favor do partido do governo, cujos valores repercutiram diretamente na campanha eleitoral da chapa Coligação Com a Força do Povo em 2014”, concluiu o ministro.

Compra de partidos

Benjamin também levou em conta repasses de propina a quatro partidos de cerca de R$ 24 a R$ 27 milhões para se coligar com o PT e assim aumentar o tempo de TV da campanha de Dilma em 2014.

O relator disse que tais negociações foram confirmadas em depoimento pelo próprio marqueteiro da campanha, João Santana, principal fornecedor da coligação. Mencionou o tesoureiro Edinho Silva, que confirmou responsabilidade em arrecadar para os outras siglas.

“Nós temos a palavra do dono do dinheiro, a palavra dos que participaram da entrega do dinheiro e a documentação, impossível de ser forjada, da correspondência do dono do dinheiro e do gerente principal deste evento, que era o senhor Alexandrino Alencar e o Fernando Reis”, disse Benjamin, após ler vários depoimentos e documentos confirmando as transações.

Benjamin acrescentou que os partidos tinham “pouca representatividade”, sem candidatos majoritários com chance real de vitória e, portanto, sem capacidade de arrecadação com as grandes empresas. “Em outras palavras, os R$ 25 milhões distribuídos no evento em análise não são valores compatíveis com a realidade de tais partidos. É muito dinheiro para esses partidos pequenos que estão aqui mencionados”, disse.

Caixa 2 da Odebrecht para marqueteiros

Benjamin também considerou abuso no repasse de recursos da Odebrecht diretamente para João Santana e Mônica Moura para pagar despesas de propaganda na campanha.

O casal teria acertado o recebimento de R$ 105 milhões, sendo R$ 70 mi de forma oficial e R$ 35 mi de forma não declarada, em conta na Suíça.

O relator disse que Mônica era “bastante diligente” para cobrar os recursos e chegou a pedi-los diretamente no setor de propina da Odebrecht. Ela narrou que R$ 10 milhões lhe foram pagos em espécie, conforme havia combinado com o ex-ministro Guido Mantega.

“Ao longo do tempo o casal João e Monica recebeu recursos de caixa 2 em uma conta na Suíça e em petição protocolada em 20/4/17 o MPE juntou aos autos extratos da conta de 2009 a 2014, revelando que muitas transferências foram feitas por offshores da Odebrecht”, registrou.

Gastos com gráficas

Benjamin ainda considerou irregulares gastos da campanha com gráficas que não comprovaram a prestação de serviços. No total, a Rede Seg, VTPB e Focal receberam R$ 56 milhões da chapa, mas não comprovaram a entrega de tudo o que foi contratado, o que indica desvios para outros fins.

“Os valores com gráficas são muito elevados. A Rede Seg, que não tem nenhum funcionário, recebeu pouco mais de R$ 6 milhões em 2014”.

O ministro chamou a atenção para R$ 5,8 milhões repassados pela Rede Seg para terceirizadas, que, segundo a investigação, não tinham condições de entregar os produtos, porque não tinham funcionários. “É um desvio muito perigoso, esse pagamento de valores elevadíssimos a pessoas jurídicas”, disse.

O ministro destacou também a VTPB, que recebeu R$ 28 milhões, dos quais apenas R$ 5 milhões em subcontratações foram comprovados. Benjamin não descartou o desvio dos recursos para outras finalidades.

“Quando se nota que a quase totalidade do faturamento da empresa foi oriundo de repasses da campanha, resta concluir que ao fim e ao cabo houve desvios”, disse.

Acusações retiradas

Na última parte de seu voto, Benjamin listou outras cinco infrações eleitorais que decidiu retirar da condenação. Esclareceu que, embora houvesse provas de abuso, tais casos foram desconsiderados porque não faziam parte da ação inicial proposta pelo PSDB.

O relator não levou em conta:

repasses da cervejaria Petrópolis à campanha a pedido da Odebrecht, chamado “caixa 3”;
propina na campanha oriundo de desvios nas obras da Usina Angra 3;
propinas na campanha a partir de desvios na Usina Belo Monte direcionada ao PMDB;
pagamento via caixa 2 a Mônica Moura e João Santana pelo empresário Eike Batista, a pedido de Mantega;
pagamento da Gráfica Atitude pela Setal.

‘Propina-gordura’ ou ‘propina-poupança’

Benjamin descreveu como os partidos e políticos eram abastecidos com recursos de empresas ao longo do tempo e que eram usados posteriormente para campanhas, o que chamou de “propina-gordura” e “propina-poupança”.

“Os autos mostram que os acordos eram ‘diferidos’, jogados para o futuro, implementados, pela criação pelos financiadores, de verdadeiras contas-correntes, para depósitos continuados de valores de propina e caixa 2, que ficavam disponíveis para agentes políticos para uso futuro”, disse, acrescentando tal prática era realizada por vários partidos.

Em troca, empresas obtinham favores, como leis propostas pelo Executivo e aprovadas no Legislativo que beneficiavam seus respectivos setores, o que Benjamin caracterizou como “compra do Estado”.

Benjamin também disse que não seria preciso provar doação de propina à campanha para condenar a chapa. Para decretar a perda de mandato, bastaria a comprovação da entrada de recursos não declarados na campanha, o chamado caixa 2.

Antes de se aprofundar nas acusações, Benjamin também expôs três “premissas teóricas” de seu voto.

Explicou, primeiro, considerar irrelevante a fonte de financiamento das campanhas, se partidário ou eleitoral: “Os partidos políticos acabam se tornando grandes doadores de seus candidatos, sobretudo na eleição presidencial”.

Depois, disse que o dinheiro se mistura na campanha: “Não é possível separar as moedas jogadas em um cofrinho no momento em que se abre esse cofrinho”. Por fim, argumentou que a propina paga ao partido pode ser usada em momento posterior, para abastecer a campanha.

Preliminares

Herman começou a ler seu voto na terça (6), rebatendo as preliminares levantadas pelas defesas de Dilma e Temer. Já no primeiro dia, o plenário do TSE rejeitou quatro desses questionamentos, que contestavam a regularidade do processo.

Na quarta e quinta, a discussão se concentrou noutra preliminar que buscava retirar do julgamento depoimentos ao TSE de executivos da Odebrecht que também fizeram delação premiada na Operação Lava Jato.

A maioria dos ministros considerou que provas derivadas desses relatos não poderiam ser analisados, porque teriam extrapolado o havia sido apontado inicialmente na ação do PSDB.

G1

 

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Papa Leão XIV vota nas eleições dos EUA e entra para a história como primeiro pontífice a participar do pleito

Foto: CNS/Lola Gomez

O papa Leão XIV tornou-se o primeiro pontífice a participar de uma eleição nos Estados Unidos. Nascido no país, ele votou por correspondência nas eleições de meio de mandato, marcadas para a próxima terça-feira (3), informou o Vaticano nesta sexta-feira (30).

Segundo comunicado oficial, o papa destacou sua crença no direito e no dever dos cidadãos de participar dos processos democráticos. Ele também afirmou que, durante os seis anos em que viveu no Peru, votou sempre que teve oportunidade.

De acordo com a emissora NBC, Robert Prevost solicitou o envio da cédula eleitoral em 3 de outubro às autoridades de Illinois, estado onde está registrado. Como a votação foi feita pelo correio, o cartório eleitoral de Chicago ainda não havia recebido o documento preenchido.

As eleições de meio de mandato renovarão quase todo o Congresso americano e os governos de 36 estados, em um pleito realizado em meio à relação tensa entre o Vaticano e o presidente Donald Trump.

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Filho em risco de recuperação? Ainda dá tempo, desde que exista um plano

Na reta final do ano letivo, especialistas explicam por que estudar “tudo de novo” não funciona e como a família pode ajudar sem virar fiscal.

Novembro começa com provas finais e termina, para muitos estudantes, em recuperação. Nas escolas particulares de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Natal, esse período se concentra entre a segunda quinzena de novembro e dezembro. É quando muitas famílias descobrem que o filho não rendeu o suficiente e, entre a frustração e a pressa, ficam sem saber por onde começar.

Para Victor Cornetta, especialista em tendências educacionais, o primeiro passo é mudar o olhar sobre a recuperação. “A recuperação não é o fim do ano, é uma segunda chance. Mas ela só funciona se o aluno entender o que deu errado e tiver um plano realista para as próximas semanas”, afirma.

Segundo Cornetta, é comum que os pais se sintam impotentes por não dominarem o conteúdo e reajam com crítica ou mais controle. “Discursos que diminuem o estudante aumentam a ansiedade e a tendência à autossabotagem. Quando se sente acolhido, o aluno consegue dizer onde está travando, e aí a família sabe como ajudar”, explica.

Ele reforça que cobrar mais não resolve se o aluno não sabe por onde começar. “Os pais tendem a virar fiscais na reta final, e isso só aumenta o conflito em casa. Em vez de perguntar ‘por que você não estudou?’, vale perguntar ‘em que matéria você sente mais dificuldade?’ e ‘qual horário do dia você rende melhor?’. A conversa muda quando a pergunta muda”, diz. 

Diagnóstico antes de estudo

O erro mais comum, segundo Cornetta, é tentar rever o ano inteiro em poucas semanas. “O boletim é um diagnóstico, não um veredito. O aluno sabia o conteúdo e errou na prova, por nervosismo ou falta de prática com questões? Ou não dominava a matéria? Cada resposta pede uma estratégia diferente”, explica.

Para tornar o processo mais prático, o especialista preparou um passo a passo para as próximas semanas:

  1. Entenda o que levou à recuperação. Converse com o filho sobre o ano: faltou rotina, houve dificuldade em uma matéria específica ou o problema apareceu na hora da prova?
  2. Mapeie o risco. Liste as matérias em recuperação ou perto dela, com a data e o peso de cada avaliação.
  3. Priorize o que mais pesa. Concentre o esforço nos assuntos mais cobrados e que abrangem mais conteúdo, em vez de rever tudo.
  4. Monte um plano semana a semana. Metas curtas e realistas, no horário em que o aluno rende melhor. Melhor cumprir pouco do que planejar muito e desistir.
  5. Estude com questões. Troque a releitura por exercícios e provas anteriores, que mostram onde o aluno erra e treinam o controle do tempo.
  6. Cuide do emocional. “Dar branco”, falta de concentração e ansiedade derrubam quem sabe o conteúdo. Conversar sobre isso é parte da preparação.

Para não repetir em 2027

Passada a recuperação, a orientação é usar as férias para entender o padrão por trás da queda de desempenho. “A recuperação resolve a nota, mas não o hábito. Se o aluno não aprender a se organizar e a identificar os próprios erros, o mesmo problema volta no ano seguinte”, conclui Cornetta.

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Michelle chama Jair Bolsonaro de “líder” e diz que ele defende “momento de união”

Foto: André Ribeiro/THeNews2/Estadão Conteúdo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “líder” e afirmou que ele defende um “momento de união”, sem buscar culpados pela derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial do último domingo (25).

Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (30), Michelle disse que o marido está entristecido com notícias falsas que atribuem a ele manifestações de divisão e ataques a aliados, como Damares Alves, Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira e Silas Malafaia.

Segundo ela, Bolsonaro demonstra respeito, carinho e gratidão a todos que se empenharam na campanha do filho. A ex-primeira-dama afirmou que o ex-presidente reconhece o esforço dos apoiadores e valoriza a mobilização em torno do projeto político.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março deste ano, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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Como hackers levaram R$ 34 bilhões da Binance em apenas 20 minutos e fizeram o maior roubo de criptomoeda da história

Foto: Reprodução/Record News

Um ataque hacker à Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) em aproximadamente 20 minutos. O crime, ocorrido na noite de quinta-feira (29), é considerado o maior roubo de criptomoedas da história e foi atribuído por empresas de análise de blockchain a grupos ligados à Coreia do Norte.

A investigação inicial aponta que os criminosos podem ter invadido o computador de um engenheiro da empresa. A partir desse acesso, teriam conseguido entrar em sistemas internos e realizar saques não autorizados de carteiras da corretora.

Segundo a Binance, cerca de US$ 3 bilhões em ativos já foram localizados. Emissores de criptomoedas estáveis, como Tether e Circle, também bloquearam parte dos valores desviados. A empresa afirmou que os recursos dos clientes estão seguros e garantiu que cobrirá todas as perdas.

“Seu dinheiro está seguro e estamos cobrindo todas as perdas”, declarou o co-CEO Richard Teng. A corretora trabalha para restabelecer os serviços de saque, com previsão de retomada nas próximas 48 horas.

As empresas TRM Labs e Chainalysis apontaram fortes indícios de participação norte-coreana. Os especialistas identificaram semelhanças com ataques anteriores atribuídos a Pyongyang, incluindo o roubo bilionário contra a corretora Bybit, em 2025. O governo da Coreia do Norte nega envolvimento em crimes cibernéticos.

O episódio aumenta a pressão sobre o mercado de criptomoedas, que já enfrentava dificuldades diante dos juros elevados nos Estados Unidos e da redução da demanda por fundos de investimento em ativos digitais.

A Binance possui 335 milhões de usuários registrados e mantinha cerca de US$ 162,8 bilhões em ativos sob custódia, segundo seu relatório anual de 2025. A empresa também dispõe de uma reserva de US$ 1 bilhão em bitcoin para proteger os clientes em casos de violações de segurança.

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[ÁUDIO] GRAVE: Mensagem de sindicalista do PT revela plano de adesivar ônibus que circulariam em Salvador no dia do 2º turno das eleições


Imagens/Áudio: Pleno News/Reprodução

Uma gravação atribuída ao presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, Fábio Primo, detalha uma mobilização de integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para colocar adesivos eleitorais em ônibus da capital baiana durante o segundo turno das eleições, no último domingo (25).

No áudio, que circula nas redes sociais, o dirigente distribui tarefas entre os integrantes, indica responsáveis por diferentes garagens e orienta que a propaganda fosse colocada apenas nos veículos que efetivamente circulariam durante o dia da votação.

“Esse momento é crucial. A CTB sempre na vanguarda, sempre esteve à frente desses movimentos. Eu quero que todos os grupos estejam lá, mas eu quero que a CTB se responsabilize pelas garagens”, afirma Primo.

Em outro trecho, ele explica como os ônibus deveriam ser selecionados antes da colocação dos adesivos: “A gente tem que chegar lá, quando chegar, pegar na mão do operador o número dos carros que vão sair, para a gente colar apenas nos carros que vão sair. Não tem material para todos os carros não, até porque eles não colocam 100% da frota”.

A ação é relacionada aos problemas registrados na operação do transporte público de Salvador na manhã de domingo. A presença de propaganda eleitoral nos ônibus exigiu a retirada dos adesivos para que os veículos pudessem circular.

A Prefeitura informou que o planejamento do transporte seguiu o mesmo modelo do primeiro turno, quando não houve problemas significativos. Já a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) afirmou que a colocação do material interferiu no funcionamento do serviço e exigiu providências para a remoção da propaganda.

Com informações de Pleno News

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Moraes arquiva investigação contra juiz que autorizou soltura de condenado do 8 de Janeiro que destruiu relógio no Planalto

Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles | Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a investigação contra o juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, que autorizou a progressão de regime de Antônio Cláudio Alves Ferreira, condenado pelos atos de 8 de Janeiro e responsável por destruir um relógio histórico no Palácio do Planalto.

A decisão, assinada na quarta-feira (28), acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de provas de que o magistrado tenha descumprido intencionalmente uma ordem judicial.

Em junho de 2025, o juiz autorizou a passagem de Ferreira do regime fechado para o semiaberto, embora a execução da pena fosse responsabilidade do STF. Moraes determinou o retorno do condenado ao regime fechado e abriu investigação para apurar possível desobediência.

Em depoimento à Polícia Federal, o magistrado alegou que houve um erro no cadastramento eletrônico do processo, que apareceu no sistema como se fosse de competência da Vara de Execuções Penais de Uberlândia.

Apesar do arquivamento da investigação criminal, Moraes determinou que a conduta funcional do juiz continue sendo apurada pelas corregedorias Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

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Bolsa brasileira cai pela 5ª vez seguida e pode ter a pior semana da história com temor fiscal

Foto: Hollie Adams

A Bolsa brasileira caminha para registrar a pior semana de sua história. O Ibovespa acumula queda de 17,5% até esta sexta-feira (30), após cinco sessões consecutivas de perdas. Se o resultado for mantido até o fechamento, superará o recorde negativo anterior, registrado em março de 2020, durante o agravamento da pandemia de Covid-19, quando o índice recuou 15,6% em uma semana.

Por volta das 11h42, o principal indicador da B3 caía 0,42%, aos 168.480 pontos. Mais cedo, chegou a recuar 1,29%, atingindo 167.007 pontos.

A pressão sobre o mercado reflete a preocupação dos investidores com a situação fiscal brasileira, a falta de sinais de ajustes nas contas públicas para 2027 e resultados corporativos abaixo das expectativas no exterior.

O cenário internacional também contribuiu para as perdas, com bolsas em baixa e recuo de 1,18% no preço do minério de ferro negociado em Dalian, na China.

Para o economista e consultor financeiro Leonardo Mendes, da Manchester Investimentos, a falta de sinalizações do governo sobre medidas de ajuste fiscal aumenta a insegurança dos investidores.

“Não houve nenhuma declaração por parte do governo, apaziguando o humor dos mercados, no sentido de que fará algum ajuste”, afirmou.

Opinião dos leitores

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É possível preservar a fertilidade durante um tratamento de câncer, explica médica especialista

Foto: Dra. Mychelle Garcia/Divulgação

Alguns tratamentos oncológicos, especialmente determinados esquemas de quimioterapia, podem comprometer a função ovariana, reduzir a reserva de óvulos e provocar menopausa precoce. Para mulheres que desejam ter filhos no futuro, essa possibilidade torna importante discutir a preservação da fertilidade antes do início do tratamento.

Uma das principais alternativas é o congelamento de óvulos, técnica que permite armazenar os gametas femininos para uma possível utilização futura, por meio da fertilização in vitro.

No Rio Grande do Norte, o DNA Fértil tem uma trajetória pioneira nessa área. Primeira clínica de reprodução assistida do estado, a instituição também esteve à frente da realização do primeiro procedimento de congelamento de óvulos no RN, ampliando as possibilidades de preservação da fertilidade para as mulheres potiguares.

Segundo a médica especialista em reprodução humana, Dra. Mychelle Garcia, o momento de conversar sobre essa possibilidade é fundamental. “A gente deve fazer a avaliação dessa paciente logo após o diagnóstico, e melhor ainda se for antes do início da quimioterapia, ou de outros tratamentos com potencial de comprometer a função ovariana. Essa decisão é feita caso a caso, e precisa ser discutida também com o médico oncologista”, orienta Mychelle.

O procedimento envolve estimulação ovariana, coleta dos óvulos e congelamento por vitrificação. Em muitos casos, essa etapa pode ser realizada em aproximadamente duas semanas, desde que haja indicação e condições clínicas para isso.

O congelamento, porém, não garante uma gravidez futura. “Os resultados dependem principalmente da idade da mulher no momento do procedimento, da quantidade de óvulos armazenados e de outros fatores reprodutivos”, explica.

A conversa sobre o tratamento contra o câncer também faz parte do planejamento de vida. “Informar as mulheres sobre as alternativas disponíveis antes do tratamento oncológico é uma forma de ampliar o cuidado. As decisões importantes sobre a saúde reprodutiva precisam entrar nessa conversa”, conclui.

Ao longo de quase três décadas, o DNA Fértil acompanhou a evolução da medicina reprodutiva e participou da introdução de técnicas que ampliaram as possibilidades de tratamento e preservação da fertilidade no estado.

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ROMBO: Estatais federais acumulam déficit de R$ 8,5 bilhões em 2026, aponta Banco Central

Foto: Reprodução

As empresas estatais federais acumularam déficit primário de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, o maior resultado negativo para o período na série histórica do Banco Central. Somente em setembro, o rombo chegou a R$ 2 bilhões, também um recorde para o mês desde o início da série, em 2001.

Os dados foram divulgados pelo Banco Central na quinta-feira (29). No mesmo período de 2025, o déficit acumulado das estatais federais era de R$ 6,3 bilhões. Já em setembro do ano passado, o resultado negativo havia sido de R$ 751 milhões.

A situação dos Correios contribui para o cenário. A empresa registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre deste ano e enfrenta dificuldades financeiras. Em setembro, o Ministério da Fazenda autorizou a concessão de garantia do Tesouro Nacional para um novo empréstimo de R$ 7 bilhões solicitado pela estatal.

O levantamento do Banco Central não inclui a Petrobras nem instituições financeiras federais, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Integrantes do governo Lula argumentam que o déficit primário não significa, necessariamente, prejuízo financeiro ou comprometimento da saúde das empresas, já que os valores também podem refletir investimentos.

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, explicou que a instituição não dispõe de dados suficientemente detalhados para separar despesas correntes de investimentos na apuração do resultado.

Considerando também as estatais estaduais e municipais, o déficit chegou a R$ 3,4 bilhões em setembro e a R$ 11,4 bilhões no acumulado de janeiro a setembro.

Com informações da Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. E bom que fechem para acabar a “festa” da pelegagem esquerdopata. Vagabundos não sabem administrar nem as compras da casa que moram.

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SÓ DE CRACHÁ: Estagiário grava vídeo adulto dentro da Defensoria Pública e acaba demitido

Foto: Reprodução

Um estagiário da Defensoria Pública do Rio de Janeiro foi demitido após gravar conteúdo adulto nas dependências da instituição. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o jovem completamente nu, usando apenas o crachá do órgão.

A Defensoria confirmou o episódio e classificou a gravação como um “ato libidinoso”, registrado dentro de suas instalações e posteriormente divulgado na internet. O local exato onde as imagens foram feitas não foi informado.

Em nota, a instituição repudiou o comportamento e afirmou que o estagiário foi imediatamente desligado.

“Trata-se de uma conduta inaceitável e incompatível com os valores da Instituição”, declarou a Defensoria, acrescentando que medidas legais cabíveis serão adotadas.

O órgão também destacou que ética, respeito, integridade e responsabilidade são princípios inegociáveis e que não tolera comportamentos que comprometam a dignidade do ambiente institucional.

A identidade do estagiário não foi divulgada.

Com informações da CNN Brasil

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