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Relatório da reforma política prevê fim dos vices e voto em lista; veja propostas

O relator da reforma política na Câmara, o deputado Vicente Cândido (PT-SP) adiantou ao G1 que vai propor em seu parecer final o fim dos vices em todas as instâncias de governo. Com isso, deixariam de existir vice-presidente, vice-governadores e vice-prefeitos.

O relatório, que deverá ser apresentado na terça-feira (4) à comissão especial que discute o tema, também prevê a criação de um fundo para financiar campanhas eleitorais abastecido em 70% com recursos públicos. Os 30% restantes viriam de doações de pessoas físicas – atualmente, a legislação proíbe a doação de empresas a campanha eleitorais.

Outra mudança prevista no parecer de Vicente Cândido é no sistema de votação das eleições legislativas. Durante um período de transição seria instituído o voto em lista fechada, pela qual o eleitor vota em uma relação de nomes previamente escolhidos pelos partidos. Esse modelo prevê que as vagas destinadas a determinada legenda são preenchidas pelos candidatos na ordem em que aparecem na lista.

Depois, segundo a proposta do relator, esse sistema migraria para o distrital misto, por meio do qual metade das vagas no Legislativo é preenchida por lista fechada e outra metade pelo voto nos candidatos distribuídos em distritos (cada município ou estado é dividido em regiões que escolhem seus candidatos internamente). Atualmente, o eleitor vota diretamente no candidato ou no partido para preencher as vagas de vereador, deputado estadual ou federal – confira mais abaixo as principais mudanças propostas pelo relator.

No caso de presidente, governador, prefeito e senador, o modelo vigente seria mantido. Pela regra atual, vota-se diretamente no candidato ou no partido e é eleito aquele que receber o maior número de votos.

Críticas

Críticos da lista fechada argumentam que o modelo poderá beneficiar os políticos que querem se eleger para manter o foro privilegiado, em que só podem ser julgados pelos tribunais superiores.

Para Vicente Cândido, o argumento não tem fundamento. “O investigado na Lava Jato vai ficar em evidência estando na lista ou fora da lista. Ele poderá ser eleito numa carona de puxador de voto às vezes desapercebido pelo eleitor. Então, não é isso. Se ele estiver na lista, o partido vai ter que explicar o porquê, vai ter que apresentar currículo”, afirma.

Sobre o fim do cargo de vice, o relator diz que esse é o ponto em que há “menor atrito”. “Até agora ninguém se levantou contra. Professores do México estiveram aqui semana passada e disseram que o país acabou com os vices em 1917, com a constatação de que vice só conspira”, diz.

Na visão do petista, o país joga “dinheiro fora” ao manter esses cargos. “Temos quase 6 mil vices no Brasil, que devem ter no mínimo mais dois cargos [de assessor].
Então, temos um exército de 15 mil pessoas que ganham para não fazer nada. Se o vice não faz nada, não tem por que ser assessorado”, completa.

Segundo o relator, embora o relatório esteja pronto, ele ainda se reunirá com lideranças partidárias e poderá fazer algum ajuste de última hora.

A expectativa dele é que o parecer seja votado neste mês na comissão e, em maio, no plenário da Câmara.
“Havendo acordo entre líderes – ainda tenho reuniões na segunda-feira -, apresento o parecer na terça. O relatório vai estar pronto, poderá ter um ou outro ajuste. Se acharem conveniente, seguro para conversar um pouco mais com as bancadas. Isso não será nenhum problema”, diz.

As principais propostas do relator

VICES

Como é hoje: Presidente da República, governadores e prefeitos têm vices, que são eleitos na mesma chapa.
Como ficaria: O Brasil deixaria de ter o cargo de vice em todas as instâncias.

DATAS DAS ELEIÇÕES

Como é hoje: O país realiza eleições a cada dois anos. Nas eleições gerais, o eleitor escolhe presidente, governador, além de senador, deputado federal e deputado estadual. Nas eleições municipais, o eleitor vota em prefeito e vereadores.

Como ficaria: Em um ano, a eleição seria só para preencher os cargos do Legislativo e, em outro, só os do Executivo. Pela proposta, o cronograma de implantação do modelo ficaria assim: em 2018, seriam eleitos presidente e governador para um mandato de cinco anos. Também seriam escolhidos os deputados federais e estaduais para mandatos de quatro anos, além de parte dos senadores (que têm mandato de oito anos); em 2020, seriam eleitos prefeitos para um mandato de três anos e vereadores para mandatos de dois anos; em 2022, seriam realizadas eleições gerais legislativas (deputados federais e estaduais e parte dos senadores); em 2023, haveria eleições gerais para o Executivo (presidente, governadores e prefeitos); em 2038, haveria a primeira coincidência de eleições: no primeiro domingo de outubro, teria votação para o Legislativo. No último domingo de outubro, para o Executivo. E, no último domingo de novembro, o segundo turno, se houver.

REELEIÇÃO E DURAÇÃO DO MANDATO

Como é hoje: Presidente, governador e prefeito têm mandato de quatro anos e podem ser reeleitos.
Como ficaria: Passada a fase de transição, os mandatos passariam a ser de cinco anos, e a reeleição ficaria proibida para presidente, governador e prefeito. O mandato de deputado estadual e federal continuaria a ser de quatro anos e o de senador, de oito anos.

SISTEMA ELEITORAL

Como é hoje: O eleitor vota no candidato ou no partido para preencher as vagas de deputados federais, estaduais e vereadores. No entanto, os eleitos são definidos por um cálculo, chamado quociente eleitoral, baseado nos votos válidos do candidato e do partido ou coligação. A partir desse cálculo, são estipuladas as vagas a que cada partido (ou coligação) tem direito. Os candidatos do partido ou da coligação com mais votos ficam com as vagas.

Como ficaria: A lista fechada seria implantada nas eleições de 2018 e de 2022. A partir de 2026, passaria a vigorar o sistema distrital misto, também conhecido como sistema alemão, em que metade das vagas é preenchida por lista fechada e a outra, pelo voto direto nos candidatos, distribuídos em distritos a serem definidos.

FINANCIAMENTO DE CAMPANHA

Como é hoje: Por decisão do Supremo Tribunal Federal, empresas não podem mais fazer doações de campanha. Partidos e políticos podem receber recursos por meio do Fundo Partidário ou de pessoas físicas (até o limite de 10% do seu rendimento).

Como ficaria: Os recursos para financiar as campanhas eleitorais viriam de um fundo a ser criado especialmente para isso. Pela proposta do relator, 70% viriam do orçamento público. Os demais 30% seriam doações de eleitores, que ficariam limitadas da seguinte maneira: a um salário mínimo durante os dois meses de prévias ou pré-campanha; a um salário mínimo durante os dois meses do primeiro turno; e a mais um salário mínimo durante o segundo turno, se houver.

COLIGAÇÕES

Como é hoje: Os partidos podem se unir em coligações para disputar as eleições, mas não precisam mantê-las durante os mandatos. Com isso, somam recursos do fundo partidário (abastecido com dinheiro público e distribuído entre os partidos de acordo com o número de deputados federais) e tempo de propaganda gratuita de rádio e televisão. Com as coligações, os votos obtidos pelos partidos que a integram são compartilhados entre os candidatos no Legislativo. Um candidato pouco votado pode ser eleito se fizer parte de uma coligação com muitos votos.

Como ficaria: As coligações ficam proibidas. Os partidos poderão constituir uma federação para a disputa eleitoral e, até o fim da legislatura, ficam obrigados a integrar o mesmo bloco parlamentar na casa legislativa para a qual elegeram representantes.

G1

Opinião dos leitores

  1. A melhor proposta é que o eleito, fique sem concorrer as duas proximas eleições. Isso evitaria que o político vire proficional. Era muito bom que acabasse com o senado, só a Câmara dos deputados bastava. Para isso também, tinha que eleger homens e mulheres de bem, e não essa cachorrada que existe hoje.

  2. Essa "reforma política" que querem nos empurrar goela abaixo é uma piada de muito mal gosto. A sociedade precisa se levantar contra mais essa barbaridade.

  3. COMO SEMPRE, o deputado petista lança uma falácia ilusionista para justificar o processo de impunidade que querem impor e atacam que tirou Dilma, o PT e a instituição – corrupção, do poder, o vice. Não tem NADA que seja ANSEIO DO POVO, apenas acomodação imoral para as ilegalidades dos políticos, bancada por um petista. Independente do partido, é imoral estarmos vendo mais uma armadilha para salvar a classe com menos credibilidade no Brasil. São as raposas em pele de cordeiro camuflando os fatos através de novas imputações contra quem luta pela justiça.

  4. Algumas propostas até que PARECEM ser boa. Mas vindo dessa classe política asquerosa que temos todo cuidado é pouco e desconfiança não é demais!

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Robson Carvalho cresce na reta final e aparece em 3º lugar em nova pesquisa para deputado estadual

O candidato a deputado estadual Robson Carvalho aparece em terceiro lugar no levantamento mais recente sobre a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Dentro da Federação União/PP, Robson ocupa a segunda colocação.

O resultado reforça o crescimento da candidatura justamente na reta final da campanha. Nas disputas eleitorais anteriores, Robson também registrou avanços expressivos nos últimos 15 dias — movimento que, segundo ele, volta a se repetir nesta eleição.

“Eu sempre cresci muito na reta final das campanhas, especialmente nos últimos 15 dias, e agora não está sendo diferente. Tenho sentido esse crescimento diariamente nas ruas, nas conversas e nas manifestações espontâneas de apoio. Mas, desta vez, existe algo ainda mais forte: estou percebendo uma esperança e uma mobilização como nunca senti antes em nenhuma campanha”, afirmou.

Apesar do bom desempenho, Robson destaca que o momento exige ainda mais mobilização e empenho de seus apoiadores. Para ele, a pesquisa representa um estímulo para intensificar o diálogo com a população e fazer a mensagem da campanha chegar a todas as regiões do estado.

“Não tem nada ganho. A pesquisa mostra que estamos no caminho certo, mas agora precisamos multiplicar. Multiplicar os apoios, as conversas e o nosso número por todo o Rio Grande do Norte. Estou muito confiante porque aquilo que a pesquisa mostra também é o que venho sentindo nas ruas. Existe esperança, e a hora é agora”, declarou.

Com uma trajetória marcada pela defesa das pessoas e dos animais, Robson Carvalho disputa uma vaga na Assembleia Legislativa defendendo a expansão, para todo o Rio Grande do Norte, de iniciativas e políticas públicas que já fazem parte de seu trabalho em Natal.

A pesquisa foi realizada pela Potengí Comunicação Ltda. entre os dias 12 e 17 de setembro de 2026. O levantamento apresenta margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

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PESQUISA MEDIA / GOVERNADOR / VOTOS VÁLIDOS: Allyson tem 38,19%, Álvaro Dias 32,48%, e Cadu de Lula 27,11%

Pesquisa realizada pelo Instituto Media mostra que o candidato Allyson Bezerra (União Brasil) tem 38,19% das intenções de votos para o Governo do Rio Grande do Norte no levantamento estimulado, seguido de Álvaro Dias (PL) com 32,48%, e Cadu de Lula (PT), com 27,11%. O resultado considera os votos válidos, ou seja, sem brancos, nulos ou aqueles que não souberam responder.

Na sequência, Professor Robério Paulino (Psol) tem 1,14%; Rodrigo Bolsonaro (Agir), 0,74%; Arinalda do MLB (UP), 0,27%; e Carlos Jararaca (DC), 0,07%. Dário Barbosa (PSTU) e Henrique Lyra (PCO) aparecem com 0,00%.

O levantamento foi contratado pela Potengi Comunicação Ltda. e ouviu 2.000 pessoas entre 12 e 17 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentais, com confiança de 95%. Os percentuais de votos válidos apresentados para o governo consideram as 1.490 respostas em que o entrevistado indicou um dos candidatos. Registro RN-00740/2026.

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Pesquisa Nova Media mostra Zenaide reeleita com 20,7% das intenções de voto e longe do terceiro colocado

Nova pesquisa do Instituto Media, divulgada pelo O Potengi, neste sábado (19), mostra Zenaide com 20,7% das intenções de voto na soma das duas escolhas para o Senado no Rio Grande do Norte. A senadora aparece reeleita, em segundo lugar no levantamento, com 7,4 pontos percentuais de vantagem sobre o terceiro colocado, Coronel Hélio, que registra 13,3%. Styvenson Valentim aparece com 31%.

O levantamento também registra Samanda com 11,3%, Rafael Motta com 7,5% e Tércio Tinoco com 1,9%. Como duas das três cadeiras do Senado pelo Rio Grande do Norte estarão em disputa em 2026, cada eleitor pode escolher dois candidatos.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 12 e 17 de setembro em todo o Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TRE-RN sob o número RN-00740/2026 e contratado pela Potengi Comunicação Ltda.

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Taveira Júnior recebe apoio do ex-prefeito Zé Antônio e amplia base em Macau

O deputado estadual e candidato à reeleição Taveira Júnior (PSDB) recebeu o apoio do médico e ex-prefeito de Macau por três mandatos, Zé Antônio, fortalecendo sua base política no município e na região.

Médico atuante na região e liderança com longa trajetória política em Macau, Zé Antônio passa a integrar o grupo de apoiadores da reeleição de Taveira Júnior para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

O novo apoio se soma às adesões que Taveira Júnior vem recebendo em diferentes municípios, ampliando suas bases na reta final da campanha. “Nosso grupo tem a alegria de apoiar um deputado comprometido com Macau e com a região”, disse o ex-prefeito.

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TSE admite ação e vai analisar denúncia de Flávio contra Lula por suposto abuso de poder político e econômico em desfile de Carnaval

Foto: Ricardo Stuckert

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai analisar uma ação apresentada por Flávio Bolsonaro (PL) contra Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) por supostas irregularidades no desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026. A ação foi admitida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, nesta sexta-feira (18).

A representação aponta suposto abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante o desfile, que teve Lula como tema. A acusação é de que repasses da Prefeitura do Rio e da Embratur à escola de samba teriam ocorrido após a definição do enredo.

A ação também questiona a transmissão do desfile em TV aberta e pela internet, sob a alegação de que a exposição teria proporcionado ao petista uma espécie de campanha antecipada. Os órgãos públicos afirmam que os recursos são destinados às escolas de samba para a realização do Carnaval.

Lula e Alckmin terão cinco dias, após serem notificados, para apresentar defesa. A admissão da ação não representa julgamento das acusações, mas dá início à fase de instrução do processo.

A Acadêmicos de Niterói abriu o Grupo Especial do Carnaval carioca com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O presidente acompanhou o desfile de um camarote na Sapucaí.

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Álvaro vai isentar IPVA de motos de entregadores, mototaxistas e carros de motoristas por aplicativo

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) anunciou um compromisso voltado aos trabalhadores que utilizam seus veículos como instrumento de trabalho. Se eleito, ele vai isentar do pagamento do IPVA as motos utilizadas por entregadores e mototaxistas e os carros de motoristas por aplicativo.

Para Álvaro, a medida terá impacto direto no orçamento de milhares de trabalhadores que dependem diariamente de motos e automóveis para garantir sua renda, além de contribuir para movimentar a economia do estado.

“Eu vou isentar do IPVA as motos de entregadores e mototaxistas e os carros dos motoristas por aplicativo. Isso vai aquecer a economia do Rio Grande do Norte, aliviando o bolso dos trabalhadores”, afirmou.

Álvaro apresentou a proposta ao defender uma política tributária que, segundo ele, reduza o peso dos impostos para quem trabalha e gera renda no Rio Grande do Norte.

“Esse compromisso eu assumo com você. Álvaro governador para mudar o que está aí”, concluiu.

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Advogada que recebeu R$ 33 milhões de Vorcaro era tratada como “sócia de Gilmar” pela cúpula do Banco Master

Foto: Reprodução | Antônio Augusto/STF

A cúpula do Banco Master tratava a advogada Dalide Corrêa, que recebeu R$ 33 milhões da instituição, como “sócia de Gilmar”, segundo mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro. Os diálogos mostram ainda pressão para que pagamentos milionários à advogada fossem liberados com prioridade.

Em dezembro de 2024, o então diretor jurídico do Master, Luiz Rennó, escreveu a Vorcaro sobre um pagamento relacionado a precatórios: “Aquele pagamento é para Dalide! Aqueles precatórios! Ela é sócia do GM stf!”. Na mesma mensagem, citou uma suposta relação da advogada com o BTG Pactual.

Os precatórios tinham papel relevante nos negócios do Master. Em 2024, 47% da carteira do banco era formada por precatórios e outros direitos creditórios adquiridos pela instituição.

Meses antes, Rennó já havia cobrado de Vorcaro a liberação de uma fatura de R$ 15 milhões para Dalide, mencionando uma vitória judicial envolvendo precatórios da Usina Catende, em Pernambuco.

O nome da advogada também aparece em uma disputa envolvendo o Master e o ministro Gilmar Mendes. Em abril de 2024, Vorcaro e advogados do banco foram recebidos pelo ministro no STF para tratar de um processo relacionado a precatório da Usina Alcídia. Segundo o gabinete de Gilmar, porém, o ministro votou contra os interesses do banqueiro.

Gilmar Mendes e Dalide Corrêa negaram qualquer sociedade entre eles. O ministro classificou a associação feita pelos executivos do Master como “falsa” e afirmou não ter conhecimento da atuação da advogada em processos relacionados a precatórios do setor sucroalcooleiro. Dalide também negou ter relação com o BTG.

Dalide foi diretora-geral do IDP, instituição fundada por Gilmar Mendes, até 2016. O gabinete do ministro afirmou que ela ocupou um cargo técnico e nunca foi sócia da faculdade.

Confira abaixo a íntegra da nota do gabinete do ministro do STF Gilmar Mendes:

Dalide Corrêa nunca foi sócia do IDP. Ocupou cargo técnico de diretora-geral e desligou-se do instituto em novembro de 2016, há quase dez anos. O Ministro Gilmar Mendes nunca teve qualquer sociedade com a advogada, nem no IDP nem em qualquer outra empresa. A afirmação atribuída a executivos do Banco Master é falsa.

O Ministro não tem conhecimento de atuação da advogada em processos relacionados a precatórios do setor sucroalcooleiro. Dalide Corrêa nunca tratou desse assunto com o Ministro.

Como já esclarecido, o Ministro votou contra o pagamento em todos os processos do setor sucroalcooleiro que julgou, em linha com as teses defendidas pela União. No caso da Destilaria Alcídia (ARE 1.327.995), julgado em junho de 2025, votou contra o pagamento à usina e ficou vencido. No caso da Raízen que relatou (ARE 1.312.127), o pagamento foi barrado. No caso da Jalles Machado (ARE 1.392.660), votou duas vezes contra e ficou vencido nas duas. Na STP 976, votou contra a liberação do precatório de mais de R$ 5 bilhões pleiteado pelo setor. Em nenhum deles o voto foi favorável aos interesses do Banco Master.

Leia abaixo a íntegra da nota do escritório de Dalide Corrêa, o Alves Corrêa e Veríssimo:

A assessoria de imprensa do escritório Alves Correa & Veríssimo informa que a atuação do escritório restringiu-se a processos judiciais originalmente conduzidos em favor de empresas que venderam créditos ao Banco Master e que, posteriormente, foram sucedidas pelo banco nessas ações, sempre perante órgãos de primeira e segunda instâncias.

A assessoria informa que a sócia Dalide Corrêa jamais manteve sociedade com o ministro Gilmar Mendes; apenas ocupou a função de diretora-geral/administradora do IDP por cerca de nove anos. A sócia não mantém relação com o BTG.

Os processos mencionados são públicos e refletem a atuação regular da advocacia, com resultados favoráveis e desfavoráveis.

Por fim a sócia informa não ter contato com o senhor Chico Feitosa há muitos anos.

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[VÍDEO] “Rindo da cara do povo sofrido”, comenta Flávio Bolsonaro sobre foto de Gonet com Vorcaro após o PGR negar proximidade o banqueiro

A divulgação de uma foto do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em Londres, bebendo uísque e fumando charuto, provocou novas críticas do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.

Nas redes sociais, Flávio usou a imagem para questionar a declaração feita por Gonet durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), quando o procurador-geral afirmou não ter relação de proximidade com Vorcaro e classificou como “brevíssima e banal” a única ligação que teve com o banqueiro.

“Enquanto Lula tira a esperança e a comida da mesa de milhões de brasileiros, seus coautores estão em Londres tomando uísque Macallan, fumando charuto caro e rindo da cara do povo sofrido”, escreveu Flávio.

A fotografia, revelada pelo jornal O Globo, foi encontrada pela Polícia Federal em mensagens extraídas do celular de Vorcaro. O registro, feito em abril de 2024.

A assessoria da PGR confirmou a autenticidade da imagem. Pessoas próximas a Gonet afirmam que o registro ocorreu durante um encontro com outras autoridades e não demonstraria intimidade entre os dois.

Mensagens também revelaram que Gonet teria demonstrado interesse em participar de uma viagem a Londres em 2025, escrevendo: “Oba! Tomara que tenha charuto e Macallan”. O evento acabou cancelado.

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“Marketing político: do aperto de mão ao WhatsApp” é tema de palestra no último dia do evento em Natal

Foto: Reprodução

O último dia do Encontro de Gestores e Legislativos Municipais, em Natal, segue com uma programação voltada à qualificação e ao aprimoramento da atuação política. Entre os destaques desta sexta-feira, 18 de setembro, está a palestra “Marketing político: do aperto de mão ao WhatsApp”, conduzida por Tertuliano Pinheiro.

Publicitário e profissional de comunicação, Tertuliano Pinheiro possui ampla experiência na área de marketing político, tendo coordenado 53 campanhas políticas, com 41 vitórias. Também foi secretário de Turismo, Esporte e Ação Social do Rio Grande do Norte e atua como apresentador do programa Politicando, da 98 FM Natal.

Em sua apresentação, Tertuliano aborda a evolução da comunicação política e as diferentes formas de relacionamento entre representantes públicos e a sociedade. Do contato presencial às ferramentas digitais, a palestra destaca como a comunicação se transformou e passou a ocupar um papel estratégico na construção de relacionamentos e na aproximação com o eleitor.

A atividade integra a programação do último dia do encontro, que reúne vereadores, gestores e representantes do Legislativo Municipal em uma agenda de conhecimento, troca de experiências e debates sobre os desafios e as novas perspectivas para a atuação pública.

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Gastos com estatais federais dependentes de recursos do Tesouro Nacional consumirão R$ 36 bilhões do Orçamento em 2027


Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Cerca de R$ 36 bilhões estão previstos no Orçamento de 2027 para empresas estatais federais que dependem de recursos do Tesouro Nacional. O valor representa alta de 2,2% em relação a 2026, abaixo da inflação projetada para o período.

Entre as empresas estão a Embrapa, que receberá cerca de R$ 5,9 bilhões, além de estatais menos conhecidas, como Imbel, Nuclep e Amazul, ligadas às áreas de defesa e tecnologia nuclear. Juntas, elas empregam cerca de 4,5 mil pessoas.

A maior parcela dos recursos, cerca de 55%, será destinada a estatais da área de saúde, como a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, o Grupo Hospitalar Conceição e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

A Infra S.A., responsável por projetos e planejamento no setor de transportes, terá R$ 849 milhões. Já a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) contará inicialmente com R$ 1,1 bilhão, valor que pode crescer durante a tramitação do Orçamento por meio de emendas parlamentares.

Também estão previstos R$ 90 milhões para a Ceitec, reativada pelo governo e conhecida pelo desenvolvimento do chamado “chip do boi”; R$ 2,3 bilhões para a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e R$ 1,1 bilhão para a EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

O economista Armando Castelar, do FGV Ibre, afirmou que os gastos dessas empresas disputam espaço com outras despesas do Orçamento e contribuem para o déficit e o aumento da dívida. O professor Sérgio Lazzarini, do Insper, defendeu a revisão das atribuições das estatais e a avaliação da finalidade pública de cada empresa.

O Ministério da Gestão e Inovação disse que as estatais dependentes atuam em áreas estratégicas e na execução de políticas públicas, muitas delas de forma gratuita. A pasta também diz que desde 2023 avalia formas de reduzir a dependência de empresas que tenham condições de sustentar suas próprias operações.

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