Repasses alemães para projetos ambientais equivalem em 1 ano a 4 vezes o orçamento do Ibama

O governo da Alemanha repassou ao Brasil em 2017 US$ 268 milhões (o equivalente a cerca de R$ 1,1 bilhão pela cotação atual) para aplicação em projetos de proteção ambiental, segundo informação fornecida pelo Ministério das Relações Exteriores a pedido do G1.

Esse montante equivale a quase quatro vezes o orçamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para despesas não obrigatórias em 2019 (R$ 286,7 milhões, valor que já considera o corte orçamentário anunciado pelo governo, de acordo com a ONG Contas Abertas).

Entre as despesas consideradas não obrigatórias estão desde contas de água e luz até o financiamento de ações de combate ao desmatamento e às queimadas.

Se comparado ao orçamento global autorizado para o Ibama em 2019 (R$ 1,7 bilhão), que inclui despesas obrigatórias, como salário dos servidores, a soma dos repasses da Alemanha em 2017 equivale a 65%. Em 2017, a despesa total do Ibama foi de R$ 1,4 bilhão.

O G1 pediu ao Itamaraty os valores repassados em 2018, mas, de acordo com o ministério, os dados do ano passado ainda não foram consolidados. A reportagem também procurou o Ministério do Meio Ambiente, mas não obteve resposta.

No último dia 11, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil não precisa de ajuda financeira da Alemanha para preservar a Amazônia.

A declaração foi uma resposta à ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, que no dia anterior havia anunciado a suspensão do financiamento de projetos para a proteção da floresta e da biodiversidade da Amazônia.

A decisão foi motivada pela política do governo brasileiro na região amazônica, que, segundo ela, “deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consequente das taxas de desmatamento”.

O anúncio da suspensão do financiamento alemão foi feito após a divulgação de números que apontavam aumento do desmatamento e depois de outras polêmicas envolvendo o governo Bolsonaro e o setor ambiental, entre as quais a demissão do então diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão, por divergências em relação à divulgação de dados sobre o desmatamento.

O G1 procurou a embaixada da Alemanha em Brasília, que não quis comentar as declarações de Bolsonaro. Questionada sobre os repasses para programas de proteção ambiental no Brasil, a embaixada informou somente que o “portfólio atual de cooperação técnica e financeira com o Brasil” é de cerca de 2 bilhões de euros.

Os repasses da Alemanha informados ao G1 pelo Ministério das Relações Exteriores se referem a empréstimos e doações para projetos de cooperação bilateral na área de meio ambiente.

Entre esses projetos, estão o Fundo Amazônia – que ganhou notoriedade recentemente devido às divergências entre o governo Bolsonaro e os doadores que levaram à suspensão do programa; o plano nacional para tratamento adequado de resíduos sólidos; e o projeto para proteção de áreas indígenas.

O maior repasse foi um empréstimo de US$ 141,7 milhões (cerca de R$ 570 milhões pela cotação atual) para o programa Pró-Clima. Coordenado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o programa visa financiar projetos voltados para energia sustentável e eficiência energética.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Brasil Acima de Todos disse:

    E o que os Alemães, ONGs e afins levam da Amazônia equivale a quantas vezes? Não existe almoço grátis!

  2. Rinaldo disse:

    Fundo Amazônia, que Bolsonaro desprezou, comprou avião usado para combater incêndio em Rondônia

  3. José aldomar disse:

    O analfabeto presidente ainda tem a audácia de dizer que não precisa de dinheiro dos alemães tá aprumado

  4. Véio de Rui disse:

    E onde era que esse dinheiro vinha sendo investido? Nas ONGs petistas, ou será que a Amazônia começou a ser desmatada e queimada em 1° de janeiro de 2019?

  5. Raul disse:

    Ainda saem às ruas feito abestalhados para defender políticos. Só no Brasil.

    • Raul disse:

      Esquerdopatas e bolsomínions, pesquisem no Google ou procurem psiquiatras para saber se idiotice tem cura. Se tiver, busquem tratamento. Não deixem que a alienação consuma vocês.

  6. Alberto disse:

    Sim precisamos preservar a Amazônia, mas tem muito interesse por trás disto tudo.
    E sabemos que tem muito interesse e dinheiro por trás disto tudo. Acho estranho quando muitos estrangeiros que destruíram tudo nos seus países e pelo mundo afora,aportam bilhões a uma região que poucos nativos ver a cor deste dinheiro a não ser os próprios defensores da Amazônia e propagam desde a década de 1980 que a Amazônia não é do Brasil é do mundo.
    Fico mais triste que por ideologia e interesse próprio muitos brasileiros denigre o Brasil internamente e fora do país.
    Nunca você veria um Americano ou Alemão tomar atitude semelhante.

  7. paulo disse:

    ta dispensado! use pra reflorestar a floresta negra pra ver se alcançam pelo menos 10%

    • Raul disse:

      Mínions, acordem. Saiam de sua alienação e letargia. Não façam como os esquerdopatas. Bolsonaro usa vocês como Lula usa os coitados da esquerda para se locupletar com as benesses do poder. Quem escolheu um lado, seja direita ou esquerda, tem que parar de ser idiota. Ê vida de gado.

  8. Oswaldo disse:

    E despesas obrigatórias não fazem parte do órgão?

  9. Luiz disse:

    Cadê esse dinheiro? O povo ribeirinho da região, continua passando fome e morando mal.

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