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Ressocializar presos é mais barato do que mantê-los em presídios, defende Conselho Nacional de Justiça

Cozinha da APAC de Sâo João del Rei – recuperandos preparando a refeição. FOTO: APAC

É mais barato fazer presidiários cumprir pena fora dos presídios, trabalhar e estudar do que mantê-los encarcerados. A metodologia de ressocialização de presos que a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) aplica em 43 cidades em quatro estados custa, segundo os cálculos do gerente de metodologia da entidade, Roberto Donizetti, menos da metade do valor mensal que o Estado destina a manter uma pessoa sob custódia no sistema prisional tradicional.

Em Minas Gerais, por exemplo, o preso custa em média R$ 2,7 mil por mês pelo sistema tradicional dos presídios do Estado e R$ 1 mil pelo método de ressocialização da FBCA.

Em tempos de escassez de recursos e aumento da população carcerária, que saltou de 90 mil para mais de 650 mil desde o início da década de 1990, o Método da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) é promovido como alternativa ao atual sistema.

Uma Apac é um estabelecimento de ressocialização de presos que cumprem pena, autorizados pelo juiz de execução penal da região. Lá, o condenado encontra uma rotina de trabalho e educação, diferente do ócio obrigatório vivido atrás das grades dos presídios comuns. Um quadro fixo de funcionários e grupos de voluntários asseguram um rol de atividades variadas com o objetivo de preparar o preso para voltar ao convívio em sociedade, desde terapia a religião. Para aumentar as chances de sucesso no retorno à sociedade, as visitas de familiares facilitam o contato entre presos e visitantes – mães, companheiras e filhos de presos, sobretudo – sem expor a segurança da casa.

Baseado em austeridade na gestão, o custo de se administrar essa metodologia de ressocialização é um dos argumentos centrais para disseminar o Método Apac por outras partes do país, segundo o representante da FBAC, Roberto Donizetti. Atualmente nas 39 unidades Apac AC mineiras, cumprem pena cerca de 3 mil homens e mulheres.

Custodiá-los representa desembolso mensal de R$ 3 milhões por mês, de acordo com a FBAC. Se ainda estivessem em uma das prisões do estado, custariam R$ 12 milhões mensais. A diferença de R$ 9 milhões entre o custo mensal nos diferentes sistemas – alternativo e tradicional – soma R$ 108 milhões por ano.

Mesmo inferior, a estimativa da Secretaria de Administração Prisional de Minas Gerais (SAP/MG) de custo mensal de manutenção de um preso – R$ 2,7 mil mensais, em média – atualmente representaria quase três vezes a despesa mensal de uma Apac para manter um preso. A SAP/MG informa que a cifra, variável conforme a lotação da unidade, abrange os custos de manutenção do detento no sistema (alimentação, estudo, trabalho, itens de higiene, água, pagamento do agente penitenciário, entre outros), mas também a construção da unidade prisional.

Obras

Dividindo-se o custo total das obras de construção de uma unidade APAC pelo número de vagas que a instituição oferecerá, chega-se ao valor de R$ 15 mil para se “abrir” uma vaga , segundo Cleber Costa da Apac de Macau/RN. Uma vaga em um presídio tradicional tem custo médio de R$ 45 mil.

“Temos pessoal treinado para abrir sete polos das APACs no Rio Grande do Norte, mas falta o dinheiro para construir as unidades em outros municípios do estado”, disse Costa, que já foi vice-presidente da Apac do município localizado a 180 quilômetros ao norte da capital, Natal.

Escala

Um dos motivos que explicam o baixo custo de manutenção de uma Apac em relação a um presídio convencional é a diferença de escala entre os dois modelos de estabelecimento penal. Em comparação com outras unidades de Minas Gerais – o Complexo Nelson Hungria abriga 2.166 presos, embora a capacidade seja de apenas 1.664 vagas, de acordo com a inspeção realizada nas instalações por juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em 29 de março.

Manutenção

Uma vez edificada a sede da Apac, é necessário formar uma equipe que se encarregue do cotidiano dentro da unidade. Como recebe menos apenados, a Apac tem um quadro de funcionários menor. Na Apac AC de Paracatu/MG, segundo o gerente de segurança e disciplina, Silas Porfírio, 16 funcionários respondem pela operação da unidade, que abriga 125 homens sentenciados a cumprir pena nos regimes fechado e semiaberto. Além de manter a segurança e integridade física de todos que vivem ou trabalham na unidade, o quadro técnico viabiliza uma rotina diária de atividades que inclui oficinas profissionalizantes, aulas, cultos ecumênicos, sessões coletivas de terapia, refeições e atividades de lazer.

Contratos – Segundo a juíza responsável pela APAC de Barracão/PR, município do interior do Paraná, Branca Bernardi, a escala menor reduz os valores dos contratos de fornecimento de produtos e serviços necessários ao funcionamento da APAC.

“Normalmente esses contratos do sistema comum são para fornecimento de alimentação ou para a construção de unidades prisionais. Para reformar a delegacia e transformá-la em APAC, gastamos R$ 70 mil. Fizemos uma licitação dentro da cidade, como fazemos para comprar frutas, verduras, etc. Não se trata de nenhum contrato milionário”, afirma.

Embora o sistema prisional demande elevado volume de recursos para ser mantido, presta um serviço reconhecidamente precário em todo o país. O Brasil foi intimado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) a prestar informações a respeito de violações dos direitos humanos que teriam ocorrido em três presídios – complexos penitenciários do Curado (Pernambuco) e Pedrinhas (Maranhão), e o Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, no Rio de Janeiro – e uma unidade socioeducativa no Espírito Santo para adolescentes em conflito com a lei. As rebeliões ocorridas em presídios do Amazonas, Rio Grande do Norte, Roraima e Rondônia no início do ano resultaram em mais de uma centena de mortes que revelaram o poder das facções criminosas dentro e fora das cadeias.

Corrupção

Reduzir os custos operacionais também diminui o risco de casos de corrupção no sistema prisional, segundo o gerente de metodologia da FBAC, Roberto Donizetti. “O sistema comum é uma máquina de corrupção. Comida, uniforme, transferência, viatura são fontes potenciais de corrupção”, diz.

Da época em que militava na Pastoral Carcerária, o voluntário da Apac de Macau/RN, Cleber Costa, recorda ter recebido uma denúncia de um preso segundo a qual o diretor do setor onde trabalhava o forçara a assinar um documento para atestar o recebimento de uma encomenda de 800 caixas de determinado produto. “Na verdade, foram entregues apenas 400 caixas. Nenhuma delas chegou aos presos. As poucas que chegaram foram levadas pelos agentes”, afirma.

População em expansão

Os 3,5 mil presos que cumprem pena em estabelecimentos que seguem a metodologia Apac em Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraná e Maranhão representam apenas cerca de 0,5% da população carcerária do país, calculada em 654,3 mil pessoas, de acordo com informações apuradas pelos presidentes de tribunais de Justiça ao CNJ em janeiro. O viés de crescimento da população carcerária (7% nos últimos anos, de acordo com o mais recente levantamento do Departamento Penitenciário Nacional) aponta para uma explosão nos gastos públicos que precisa ser contornado para evitar mais um problema econômico para o país.

Outra ameaça da multiplicação do orçamento prisional é vermos confirmada a profecia do sociólogo Darcy Ribeiro feita em 1982, conforme lembrou a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, em evento de segurança pública realizado em novembro passado, em Goiânia/GO.

“Darcy Ribeiro fez em 1982 uma conferência dizendo que, se os governadores não construíssem escolas, em 20 anos faltaria dinheiro para construir presídios. O fato se cumpriu. Estamos aqui reunidos diante de uma situação urgente, de um descaso feito lá atrás”, lembrou a ministra.

Como são recursos públicos que mantêm tanto as escolas quanto as prisões brasileiras, inclusive estabelecimentos privatizados, destinar menos dinheiro ao sistema carcerário poderia aumentar o orçamento do sistema educacional. Em 2016, o investimento anual do governo Federal foi de R$ 2.739,77 por aluno ao ano. Em 2015, o custo para manter presidiários variou entre R$ 1,8 mil e R$ 3 mil ao mês nos estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Rondônia, de acordo com a pesquisa do Grupo de Estudos Carcerários Aplicados da Universidade de São Paulo (USP).

TJRN, com informações da Agência CNJ de Notícias

Opinião dos leitores

  1. NAO VAI MUDAR NUNCA , POIS SEMPRE TEM ALGUÉM QUE LEVA UMA PONTINHA….SISTEMA FALIDO E CORROMPIDO!!!!

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ESCÂNDALO DO INSS: MPF investiga se diretor-geral da PF Andrei Rodrigues vazou informações sigilosas para proteger irmão de Lula

José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, é irmão do presidente Lula e vice-presidente do Sindnapi -Foto: Sindnapi/Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar se o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, divulgou informações sigilosas da Operação Sem Desconto ao comentar o envolvimento do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) no esquema de fraudes contra aposentados do INSS. A informação foi publicada pelo Radar, da revista Veja.

Em abril de 2025, dois dias após a deflagração de uma operação contra entidades suspeitas de envolvimento em desvios bilionários, Rodrigues afirmou que Frei Chico, irmão do presidente Lula (PT) e vice-presidente do Sindnapi, não era alvo nem investigado naquela fase da ação.

A declaração levantou suspeitas porque o sindicato estava sob investigação e o inquérito tramitava sob sigilo. Para o MPF, é necessário apurar se houve descumprimento do dever funcional, violação do artigo 325 do Código Penal, que trata da divulgação de informações sigilosas por funcionário público, ou possível ato de improbidade administrativa.

A 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF rejeitou o arquivamento inicial do caso e determinou novas diligências. Entre elas, está a intimação de Andrei Rodrigues para prestar esclarecimentos sobre a entrevista.

Meses depois, o Sindnapi voltou a ser alvo de uma nova fase da Operação Sem Desconto. A Polícia Federal cumpriu 66 mandados de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. Frei Chico, porém, não foi alvo de buscas.

Procurada pelo Radar, a Polícia Federal informou que não comentaria o caso. Os demais citados não haviam se manifestado.

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[VÍDEO] “BLEFE” E “INEFICAZ”: jurista diz que Lula deveria abrir conta do Instituto Lula, não o sigilo pessoal

O jurista André Marsiglia criticou o desafio lançado pelo presidente Lula (PT) ao senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da Band, no domingo (18), para que ambos abram seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.

“Além de um blefe, é também algo ineficaz do ponto de vista prático”, concluiu o jurista, ao comentar a proposta de abertura dos sigilos pessoais ao PlenoTime. Para o jurista, crimes como corrupção e lavagem de dinheiro podem envolver empresas e terceiros, não se limitando às contas pessoais dos investigados.

“Se o Lula quiser mesmo dar uma satisfação à sociedade, ele talvez precise abrir, por exemplo, a conta do seu instituto. Aí talvez a gente encontre outras coisas”, afirmou. Marsiglia também defendeu a análise de contas de empresas e pessoas ligadas ao presidente, argumentando que eventuais benefícios indevidos podem ocorrer por meio de terceiros.

Opinião dos leitores

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Fim da escala 6×1 pode custar R$ 811 milhões por ano às prefeituras do RN, estima Femurn

José Augusto, presidente da Femurn | Foto: Divulgação/Femurn

O fim da escala 6×1 pode gerar um custo adicional de R$ 811 milhões por ano para os municípios do Rio Grande do Norte. A estimativa é da Federação dos Municípios do RN (Femurn), que ainda avalia o impacto real da medida nas prefeituras.

O presidente da entidade, José Augusto, explica que entre 80% e 90% das despesas adicionais devem estar relacionadas a contratos de terceirização, enquanto o restante corresponde a possíveis contratações diretas. Saúde, educação, vigilância e manutenção estão entre os serviços que podem ser afetados.

Um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) estima que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais custaria R$ 6,6 bilhões por ano às cidades brasileiras, sendo R$ 5,1 bilhões com terceirizados e R$ 1,5 bilhão com contratações diretas.

No Rio Grande do Norte, 59 municípios informaram possuir contratos de terceirização, segundo a pesquisa. Desses, 23 têm mais de 100 postos terceirizados ativos.

A Femurn acionou sua equipe técnica para reunir dados sobre folhas de pagamento, contratos e despesas com pessoal. Após a conclusão do estudo, a entidade pretende discutir com a CNM medidas para ajudar as prefeituras a absorver os custos.

O economista Helder Cavalcanti avalia que os municípios precisarão revisar contratos, reduzir desperdícios e melhorar a arrecadação. Ele também defende articulação com os governos estadual e federal para apoiar cidades com menor capacidade financeira.

Com informações de Tribuna do Norte

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Referência no tratamento de úlceras e pé diabético no RN, CEPTUC registra mais de 250 altas na Gestão Nilda

Serviço realiza cerca de 40 atendimentos por dia e será reestruturado em novo espaço para oferecer melhores condições de assistência à população.

A Gestão Nilda vem fortalecendo a assistência especializada em saúde em Parnamirim. Referência em todo o Rio Grande do Norte no tratamento de úlceras e pé diabético, o Centro Especializado em Prevenção e Tratamento de Úlceras Crônicas (CEPTUC) já registra mais de 250 altas e realiza cerca de 40 atendimentos por dia, contribuindo para a recuperação e a qualidade de vida dos pacientes.

O serviço oferece acompanhamento especializado a pacientes com feridas crônicas e pé diabético, com cuidados específicos para favorecer a cicatrização e prevenir complicações. A atuação do centro reforça a importância do acompanhamento contínuo e humanizado para pessoas que precisam desse tipo de assistência.

O próximo passo será a reestruturação do serviço e a mudança para um novo espaço, planejado para oferecer melhores condições de atendimento, mais conforto aos pacientes e uma estrutura adequada às necessidades do trabalho realizado pela equipe.

“Estamos trabalhando para fortalecer cada vez mais os serviços de saúde de Parnamirim. O CEPTUC realiza um trabalho fundamental para pessoas que precisam de cuidados especializados, e nosso objetivo é estruturar ainda mais esse serviço, com um novo espaço que ofereça melhores condições para os profissionais e mais conforto para os pacientes. Cuidar das pessoas é uma prioridade da nossa gestão”, destacou a prefeita Nilda.

Mesmo com a redução no ritmo dos atendimentos em razão de trâmites administrativos, o serviço não parou e continua funcionando, garantindo assistência à população.

Com a reestruturação, a gestão busca ampliar as condições de funcionamento do CEPTUC e fortalecer a assistência especializada, mantendo o foco na recuperação dos pacientes e na qualidade do atendimento oferecido à população.

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Campanha de Flávio Bolsonaro chama proposta de Lula sobre abertura de sigilos de “armadilha eleitoral”

Foto: REUTERS/Jean Carniel

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) não pretende aceitar o desafio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos. A informação é do colunista Túlio Amâncio, do SBT News, que ouviu integrantes da campanha do candidato do PL à Presidência nesta terça-feira (20).

Integrantes da campanha de Flávio classificam a iniciativa de Lula como uma “armadilha eleitoral” para desgastar o candidato nos últimos dias antes do segundo turno, marcado para domingo (25). Segundo a avaliação da campanha, eventuais informações divulgadas não teriam tempo de ser investigadas antes da votação.

Na terça-feira (19), Lula apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para abrir seus sigilos e os de familiares, com dados referentes aos últimos oito anos. A iniciativa, porém, está condicionada à adoção da mesma medida por Flávio e seus familiares.

Opinião dos leitores

  1. As contas de Lula, quem sabe responder bem é a Lava Jato.
    Lula tá com lorota.
    Ele tá vendo que bateu no teto.
    Nada mais faz ele subir.
    Tô vendo a hora ele tomar as tadala do mundo todinhas pra ver se sobe.🤣🤣🤣🤣🤣
    🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷

  2. não é armadilha…. é mostrar a todos que nada deve… do que o Flávio tem medo??? é só dizer sim…

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[VÍDEO] Reitor UFRN anuncia apuração de atos de violência no campus central e que vai acionar o MPF, Procuradoria Federal e TRE

O reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) José Daniel Diniz Melo anunciou nesta terça-feira (20) a abertura de um processo para apurar os atos de violência e os danos ao patrimônio registrados durante uma manifestação realizada na segunda-feira (19), no campus central da instituição.

A universidade também encaminhará documentos ao Ministério Público Federal (MPF), à Procuradoria Federal e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com informações sobre os acontecimentos e as providências adotadas.

Em vídeo divulgado nos perfis da instituição, o reitor informou que a Diretoria de Segurança Patrimonial acompanhou e registrou a ocorrência. Uma reunião realizada na manhã desta terça-feira (20) definiu os encaminhamentos para investigar os fatos. O reitor reafirmou o compromisso da UFRN com a liberdade de expressão, mas ressaltou que a instituição não pode tolerar atos de violência nem desrespeito à universidade e à comunidade acadêmica.

Em nota divulgada mais cedo, a UFRN repudiou os atos de violência ocorridos:

NOTA OFICIAL

UFRN repudia atos de violência no Campus Central

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) manifesta seu mais veemente repúdio aos atos de violência ocorridos em 19 de outubro, no Campus Central da instituição.

A Universidade é um espaço de formação, pluralidade, diálogo e respeito às diferenças, que tem na liberdade de expressão e no estímulo ao pensamento crítico, princípios fundamentais de sua missão. A divergência de ideias, inerente à vida universitária e ao exercício democrático, não pode, sob qualquer circunstância, servir de justificativa para atos de intimidação, ameaças, violência ou desrespeito.

A mobilização política em questão, realizada sem autorização institucional e com o uso de equipamentos de som e fogos de artifício, foi acompanhada de atos de violência e ameaças à integridade física e moral de membros da comunidade acadêmica, além de danos ao patrimônio público e provocando a interrupção de aulas e atividades administrativas.

Diante da gravidade dos fatos, a administração universitária adotará as medidas administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a rigorosa apuração das ocorrências e a responsabilização dos envolvidos.

A UFRN reafirma seu compromisso com a proteção da sua comunidade acadêmica e a defesa intransigente dos princípios democráticos, da liberdade de expressão e do respeito às diferenças.

Opinião dos leitores

  1. ELE TEM QUE APURAR MUITA COISA!

    Sem seletividade Sr. Reitor! O Sr. já devia ter vindo a público há muito tempo, são várias as aberrações que aconteceram dentro da UFRN nessa Campanha, e ao que parece, com a sua conivência. Tá na hora da onça beber água.

  2. Isso não vai dar em nada, pous a esquerda domina a UFRN.
    O reitor deveria punir os arruaceiros que fizeram baderna numa concentração pacífica.

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[VÍDEO] Nikolas Ferreira expõe relatos de moradores do Nordeste esquecidos por Lula

Relatos de moradores do Nordeste sobre falta de saneamento, dificuldades de acesso à água e despesas com medicamentos foram reunidos em um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais nesta terça-feira (20).

“Sou nordestina, nasci em Mundo Novo e moro aqui na Bahia. Passei a vida inteira ouvindo Lula dizer que a nossa vida ia mudar. Eu envelheci”, diz o primeiro relato.

Na gravação, entrevistados também relatam o impacto do custo de vida no orçamento familiar e a falta de oportunidades de emprego e estudo, que leva jovens a buscar melhores condições em outros estados.

Aposentados e pessoas com doenças graves afirmam enfrentar dificuldades para comprar remédios e manter as despesas domésticas, chegando a reduzir gastos com alimentação.

O vídeo traz ao final a seguinte reflexão: “Na hora de votar, não se esqueça de quem esqueceu de você”

Opinião dos leitores

  1. mais uma fofoca que o Nikolas quer aumentar pra se mostrar na mídia… mas afinal, o que o Nikolas fez pelo País que ninguém sabe???

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CNJ determina que TJRN promova Henrique Baltazar a desembargador em até 48 horas

Foto: José Aldenir

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta terça-feira que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) promova o juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos ao cargo de desembargador, pelo critério de antiguidade, no prazo de 48 horas.

A decisão, tomada durante a 2ª Sessão Extraordinária, também anulou a votação administrativa de 1º de julho, quando a promoção do magistrado foi rejeitada por 10 votos a 4.

O caso envolve a recusa do juiz mais antigo da Corte à vaga destinada à promoção por antiguidade e questionamentos sobre o procedimento adotado pelo tribunal. A defesa de Henrique Baltazar foi representada pelo advogado Hallrison Dantas, que acompanha o processo desde o início.

Opinião dos leitores

  1. Juiz íntegro e competente, tive a oportunidade de conhecê-lo quando ele foi juiz em Pau dos Ferros.

  2. Trabalhei com o Dr. Henrique Baltazar, muito merecedor dessa ascensão ao cargo de Desembargador. Parabéns.

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[VÍDEO] EXCLUSIVO: Veja o momento em que militante da esquerda rasga o ‘Pixuleco’ com uma faca na UFRN

Um vídeo obtido com exclusividade pelo BLOGDOBG mostra o momento em que um militante de esquerda se aproxima do boneco ‘Pixuleco’ e o rasga com uma faca, durante manifestação realizada na terça-feira (19), na UFRN.

Usando máscara para não se identificado, ele foge logo após a ação que desencadeou a confusão entre os manifestantes na UFRN.

Um homem que estava na caminhonete ainda percebe a má intenção, tenta evitar que o boneco seja atingido mas não consegue conter o jovem.

Opinião dos leitores

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85% defendem fim da indicação de ministros do STF pelo presidente, aponta pesquisa

Foto: Antonio Augusto/STF

Levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (20) aponta que 85% dos brasileiros são favoráveis à retirada da prerrogativa do presidente da República de indicar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Apenas 7% são contrários à mudança e 8% não têm opinião formada.

O resultado surge em meio ao debate sobre mudanças na composição da Corte. Até 2030, o próximo presidente poderá indicar pelo menos três ministros, considerando as aposentadorias previstas de Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes.

O presidente Lula (PT) tem defendido uma reforma do Judiciário, incluindo a discussão sobre a forma de escolha dos ministros e a possibilidade de estabelecer mandatos para os integrantes do STF. Em setembro, afirmou que a sociedade precisa participar desse debate.

Já o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem declarado que pretende indicar cinco ministros ao Supremo caso seja eleito. A bancada bolsonarista no Congresso também defende o impeachment de integrantes da Corte, o que poderia abrir novas vagas.

Atualmente, a Constituição estabelece que os ministros do STF são indicados pelo presidente da República e precisam ser aprovados pelo Senado Federal.

Com informações da Crusoé

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