
Definitivamente o governador Robinson Faria precisa apressar o passo em suas mudanças no Governo. Os cortes anunciados no inicio de sua gestão e as mudanças administrativas se mostraram diminutivas frente à frustração de receitas e a crise que passou muito de onde todos esperavam que chegassem.
O futuro não é nada promissor. Pelo contrario. O futuro vislumbrado para 2016 ainda é pior. Vários estados têm tomado medidas drásticas de cortes, mudanças, elevação de tributos, vendas de ativo e o RN caminha lentamente nessa direção, sem falar no funcionalismo, que não acordou para a realidade que o Brasil passa.
Já não existe o colchão de conforto do fundo previdenciário. O recurso do depósito judicial para ser usado não depende só da vontade do governo, e a arrecadação não tem perspectiva de crescimento significativo.
O discurso que pegou o estado em situação complicadíssima, o que é verdade, está vencendo.
Só resta dois caminhos para Robinson e sua equipe: ou pisa no acelerador e toma medidas drásticas para cumprir pelo menos a folha e garantir que os fornecedores recebam o que entregam ou o RN vai passar pela pior crise de sua história.
Henrique Alves pulou uma fogueira crepitante. E pode cantar vitória hoje exatamente porque foi derrotado nas urnas. Já Robinson, ungido, obteve uma vitória de Pirro: ganhou mas não levou. Ou muito pior que isso: está 'levando', e como. Mas ele bem que lutou por esse doce castigo.
O RN tem que realizar urgente uma redução de gastos da máquina pública: Extinguir secretarias, diminuir a quantidade de cargos comissionados, redução da frota de veículos alugados, redução de diárias e viagens sob pena de atraso na folha de pessoal ainda em 2015.