Denúncia

ROLO GRANDE: Delegado diz que ONGs de Alter do Chão desviaram recursos para combater fogo

O delegado da Polícia Civil no Pará, José Humberto de Melo, afirmou que a Polícia Civil tem “farto material” investigativo sobre a suposta atuação irregular de organizações não governamentais do Estado paraense.

Em entrevista ao Estado, Melo disse que membros de três ONGs locais – Brigada Alter do Chão, Aquíferos Alter do Chão e Projeto Saúde e Alegria (PSA) – teriam recebido repasses da ONG internacional WWF, que também atua no Brasil, para combater incêndios na região de Alter do Chão, no município de Santarém. Parte dos recursos, porém, segundo o delegado, teria sido desviado. Nesta manhã, quatro membros da Brigada foram presos e vários materiais forem recolhidos no escritório da PSA.

“Temos um material vasto relacionado a isso. Existe um indício muito forte de participação dessas três ONGs nesse esquema”, comentou Melo.

A WWF não é alvo da investigação. Segundo o delegado, a ONG teria apenas repassado os valores. Em uma única semana, disse Melo, R$ 300 mil teriam sido enviados para as três instituições do Pará, sendo a maior parte desses recursos provenientes da WWF.

As empresas locais, no entanto, aponta a investigação, teriam utilizado documentos falsos para superfaturar valores e, contabilmente, sinalizar que todo recurso teria sido utilizado. “Numa semana, R$ 300 mil foram pagos. Mas tudo indica que as ONGs não chegaram a aplicar menos de R$ 100 mil”, comentou. “Além disso, os próprios donos das ONGs se contratavam para prestar os serviços.”

Mais cedo, a nota divulgada pela Polícia Civil não abordava o tema de desvio de recursos. Afirmava que, durante dois meses de investigações, foram colhidos indícios que apontam o envolvimento de ONG’s “como causadoras dos referidos episódios” de incêndios na região, em setembro.

Em coletiva de imprensa, o delegado chegou a ler uma das conversas entre os suspeitos que teriam sido apreendidas na investigação. Em uma delas, por exemplo, um dos suspeitos, identificado como Gustavo, fala com uma mulher nomeada Cecília, e menciona os incêndios, mas o delegado não mencionou qual crime estariam praticando. Veja abaixo o teor integral da conversa:

Mulher: Estou um pouco preocupada com o incêndio aí, né. Então…

Gustavo: Se você tiver um tempo, aí a gente pode conversar, estou por trás de tudo. Sou da Brigada Alter, a gente está com o Instituto Aquífero Alter, que fundou a brigada a um ano e meio atrás. E… pedindo apoio de todo mundo. A WWF está esperando uma resposta segunda-feira de um contrato de R$ 70 mil em equipamentos para a Brigada.

Mulher: Ah, que bom…

Gustavo: A vaquinha deu R$ 100 mil pra galera. Uma vaquinha nossa. Tá maravilhoso! Tá maravilhoso! A galera tá num momento pós-traumático, mas tudo bem.

Mulher: Que bom!

Gustavo: Quando vocês chegarem vai ter bastante fogo, na rota inclusive. Se preparem…o horizonte vai estar todo embaçado.

Perplexidade

Por meio de nota, a organização Brigada Alter do Chão disse que a prisão preventiva de membros da ONG, que desde 2018 atua na região do oeste do Pará, “causou grande perplexidade a eles e a todos os cidadãos de bem que sempre lutaram em prol da preservação da Amazônia”.

“Os brigadistas desde o início têm contribuído com as investigações policiais. Inclusive, já haviam sido ouvidos na Delegacia de Polícia Civil e colaborado de forma efetiva no inquérito após o incêndio de setembro que eles ajudaram a combater, deixando suas famílias e trabalhos em nome dessa causa a que se dedicam. Forneceram informações e documentos às autoridades policiais de forma completamente voluntária”, disse a organização na nota.

A ONG informou ainda que os advogados Wlandre Leal, Renato Alho e Gabriel Franco “estão tomando todas as providências legais para colocar os brigadistas em liberdade imediatamente”. E complementa: “Com toda a absoluta certeza, a verdade real dos fatos virá à tona ao longo da Instrução Processual e a inocência da Brigada será provada. A defesa entende que neste momento, os requisitos autorizadores da Prisão Preventiva existentes no Artigo 312 do Código de Processo Penal de forma alguma restam evidenciados”.

A Polícia Civil cumpriu quatro mandados de prisão preventiva contra Daniel Gutierrez Govino, João Victor Pereira Romano, Gustavo de Almeida Fernandes e Marcelo Aron Cwerner, além de sete mandados de busca e apreensão em diversos endereços. As ações foram realizadas através da Delegacia Especializada em Conflitos Agrários de Santarém (Deca) e Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), com o apoio da Diretoria de Polícia do Interior (DPI).

Caetano Scannavino, do Projeto Saúde e Alegria deu uma entrevista em Brasília, onde estava nesta terça. O escritório da organização foi alvo de busca e apreensão nesta manhã, mas, segundo ele, o mandato não definia o que poderia ser recolhido.  “Levaram tudo: computador, servidor, documentos, livro-caixa, uma série de coisas, naquele ambiente de medo”, disse.

“Não sabemos até agora do que estamos sendo acusados. De por que foram ao nosso escritório, sem decisão judicial, com um mandato genérico, para apreender tudo. Do que estamos sendo acusados? Não tivemos nem acesso ao inquérito”, relatou Scannavino.

Para ele, existe hoje no Brasil uma tentativa de “rebaixar e criminalizar as ONGs, o movimento indígena, a agenda de clima”. Apesar de só responder pela PSA, ele disse que conhece os “meninos” da Brigada e que sempre teve confiança neles. E comentou a acusação de que eles seriam responsáveis pelo fogo que atingiu o Alter. “Para mim isso soa como uma piada. Salvo que esses meninos sejam atores de Hollywood, dignos de Oscar, que consigam nos convencer de tamanha atrocidade e de uma forma super convicta no dia a dia deles. Eles são o tipo de pessoa que eu espero que haja mais como eles no mundo.”

Questionada sobre a citação de suas doações e a prisão de integrantes da Brigada de Alter do Chão, o WWF-Brasil informou, por meio de nota, que é uma organização da sociedade civil brasileira com mais de 20 anos de atuação no País. “Um de suas frentes de trabalho é o combate ao desmatamento da Amazônia e, neste ano, a instituição reforçou sua atuação por ocasião do aumento escandaloso das queimadas na região. O Plano de Emergência para Combate de Incêndios envolve ao menos 15 instituições – governamentais, como o Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), e instituições da sociedade civil, caso da Brigada Alter do Chão”, declarou.

O WWF explicou que, no caso da Brigada de Alter do Chão, possui contrato de Parceria Técnico-Financeira com o Instituto Aquífero Alter do Chão para a viabilização da compra de equipamentos para as atividades de combate a incêndios florestais pela Brigada de Alter do Chão, em Santarém/PA, no valor de R$ 70.654,36, vigente de 2 de outubro de 2019 até 30 de março de 2020. “Nesta modalidade de Parceria, o WWF-Brasil viabiliza financeiramente a compra dos equipamentos para o combate ao fogo, dentre os quais abafadores, sopradores, coturnos e máscaras de proteção”, disse na nota.

Segundo o WWF, tendo em vista a natureza emergencial das queimadas, o repasse foi realizado integralmente e, neste momento, a instituição está na fase de implementação de atividades e prestação de contas, com a comprovação da realização do que foi acordado. “A seleção desta instituição se baseou nas boas referências recebidas de parceiros nossos e da ampla divulgação dos trabalhos prestados pelo grupo. O WWF-Brasil está acompanhando desde o começo do dia o desenrolar da operação e está em busca de informações mais precisas das acusações”, afirmou.

O advogado José Ronaldo Dias Campos, baseado em Santarém e que representa os quatro que foram presos, disse ao Estado que ainda não teve acesso aos detalhes do processo, mas que, até onde apurou, não haveria nenhuma razão para a prisão preventiva.

“Essa decisão de prisão preventiva é excessiva e inoportuna. Estamos falando de pessoas de bem, trabalhadores, sem qualquer tipo de problema. Não existe nada que justifique essa prisão”, afirmou. “Teremos acesso a inquérito nesta quarta-feira, pela manhã. Vamos trabalhar para revogar essa prisão preventiva imediatamente.”

A defesa vai tentar reverter a decisão dada pelo juiz Alexandre Rizzi, titular da 1ª Vara Criminal de Santarém. Se não conseguir, considera recorrer a pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA).

Segundo o advogado, os quatro detidos seriam acusados de causar danos direto ou indireto a unidades de conservação ambiental, o que prevê pena de reclusão de um a cinco anos de reclusão, e de associação criminosa, que prevê pena de um ano três anos de reclusão.

Histórico

As ONGs ambientais têm sido alvos constantes de acusações do governo federal, de que estariam atuando contra a preservação da floresta. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, têm feito reiteradas acusações contra as ONGs sobre responsabilização por crimes ambientais e uso irregular de dinheiro.

Até hoje, porém, não apresentaram nenhuma prova ou evidência dessas acusações. O Greenpeace, por exemplo, vai acionar Ricardo Salles na Justiça, por ilações que o ministro fez sobre a participação da instituição no caso do vazamento de petróleo no litoral brasileiro.

Alter do Chão tem sido alvo frenquente de especulações imobiliárias, com empreendedores interessados em erguer imóveis em áreas protegidas da região. Localizada nas margens do rio Tapajós, é considerada uma das regiões mais belas do País.

O deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), que está em Brasília, acompanha os desdobramentos do caso. “Estamos muito preocupados com isso. São instituições muito sérias, que prestam serviços importantes na região, para comunidades pobres. Não vimos nenhuma prova até agora, nada que justificasse essa ação”, disse ao Estado.

Manifestações de apoio à Brigada de Alter

O Fórum Nacional Permanente em Defesa da Amazônia divulgou uma nota de “veemente repúdio” à prisão dos membros da Brigada de Incêndio de Alter do Chão. “Como é de conhecimento público, o balneário de Alter do Chão, conhecido como o “caribe brasileiro”, vive um cenário de devastação de áreas de proteção ambiental, pressão imobiliária e disputa em torno de mudanças legislativas que permitiriam a construção de edifícios nas margens do rio Tapajós. Os recentes incêndios ocorridos em 2019, como noticiados amplamente pela imprensa, iniciaram em áreas invadidas por grileiros, nas margens do Lago Verde, alvo da tentativa de instalação de um loteamento privado. Esses loteamentos já foram, por diversas vezes, embargados pelo Ministério Público Federal do Pará, mas as decisões foram sistematicamente descumpridas”, disse a organização.

“A tentativa de criminalizar a Brigada de Incêndio de Alter do Chão que, junto com o Corpo de Bombeiros, foram os responsáveis pelo combate ao incêndio e por não permitir que a devastação tivesse proporções ainda maiores, constitui um ato de arbitrariedade, uma tentativa de manipular a opinião pública contra o trabalho realizado pela sociedade civil de proteger a floresta contra a ocupação predatória da Amazônia e de esconder a responsabilidade da flexibilização da política ambiental e do desmonte dos órgãos de fiscalização promovidos pelo atual governo federal no aumento de 82% dos focos de incêndios deste ano”, completou.

A Anistia Internacional também divulgou nota dizendo que recebeu com preocupação a notícia da prisão. “Não há, até o momento, informações sobre as investigações ou os procedimentos adotados pelas autoridades contra os acusados que justifiquem a decisão pela prisão, apenas relatos de entrada na sede da organização Saúde & Alegria, onde funcionava a Brigada de Alter do Chão, e coleta de documentação, o que inspira preocupação na Anistia Internacional em relação à transparência das investigações”, disse a organização.

Para Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, houve falta de transparência nas prisões realizadas no Pará e que isso é motivo de preocupação num contexto de ameaças de encolhimento do espaço de atuação das organizações da sociedade civil.

“Em maio, quando lançamos nossa ação Brasil Para Todo Mundo, nós alertamos para a intenção, manifestada por Medida Provisória pela Presidência, de monitorar o funcionamento das organizações da sociedade civil, criando possíveis impedimentos legais para seu funcionamento no país. Quando os incêndios na Amazônia se tornaram uma crise internacional para o governo, o presidente Jair Bolsonaro se apressou em acusar, sem qualquer prova, as ONGs que atuam na floresta. E agora vemos estas prisões sem informações que permitam à sociedade civil ter clareza do que está acontecendo. Nossa função é monitorar as ações das autoridades e apontar quando há falhas, e seguiremos fazendo isso. Exigimos transparência! Destaco também que a liberdade de associação e o funcionamento de nossas organizações são um direito humano e um direito previsto na Constituição brasileira”, disse.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Pra mim não é surpresa. Eu sempre soube disso. E tem mais, a corrupção está em todas, se investigar vai achar.

  2. O lance é o seguinte, em todos os ambientes existem malfeitores e especialmente ligados à esquerda (socialista, comunista). É uma turma que não tem escrúpulo algum, que adora o PODER para se manter com o status de: salvador da pátria, bom para os pobres, contra as elites, são defensores de causas sociais, culturais e ambientais. Atuo na área ambiental e conheço no RN uma centena de sangue sugas que ainda recebem verbas de estatais para fazer de conta que nós dependemos deles para termos um ambiente saudável. Trabalham quase nada, só fazem burburinho, conchavo, vivem vendendo uma imagem de bons meninos e boas meninas, mas, e pasmem, conseguem colocar suas cabeças nos travesseiros e dormem em "paz". Dormem em "paz" porque são da turma dos cleptomaníacos.

  3. ONG's: quase toda, pros lados da Amazônia, são contaminadas, a começar pela ideologia sectária da esquerda marxista e pelo desvio de recursos que, segundo dizem, vai quase todo para pagar gordos salários aos ongueiros dirigentes

  4. Bandidos de ong's. O indivíduo não deu certo em nada na vida, cria uma ong ou vai fazer parte dela. Algumas poucas, poucas mesmo, são sérias. Fogo no rabo dos que querem ver o Brasil afundar somente para justificar a sua escolha política. Isso é para você, babaca!!!

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Política

Governo Fátima ignora cláusula que permite conceder Aeródromo de Caicó à iniciativa privada

Foto: Divulgação

O Blog do BG obteve uma cópia do convênio de delegação assinado em 2012 pela União com o Governo do Estado para exploração pelo prazo de 35 anos do Aeródromo de Caicó. Na cláusula quarta, o documento prevê que a gestão estadual poderia repassar a operação do equipamento à iniciativa privada, através de licitação, sem perder a responsabilidade sobre o aeródromo.

O aeródromo estava fechado desde janeiro de 2022, mas tinha sido reaberto graças à iniciativa da Associação Comunidade Aeronáutica de Caicó, que conseguiu a liberação junto à Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC).

O Governo do Estado, no entanto, conseguiu que o aeródromo fosse fechado de novo pela ANAC. Em vez de buscar uma solução em parceria com iniciativa privada, como prevê o convênio, a gestão petista acha melhor que o equipamento continue sem funcionar, quando poderia estar estimulando o desenvolvimento da região.

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Eleições 2026

PL afunila escolha de vice de Flávio entre Rogério Marinho e Priscila Costa

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado e Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Diante da resistência dos partidos do Centrão de fechar uma coalização com Flavio Bolsonaro, dois nomes do PL voltaram a ser apontados como os mais prováveis para ser vice do candidato: o do senador Rogerio Marinho (RN) e o da vereadora de Fortaleza Priscila Costa.

O nome de Priscila é visto como positivo por cinco motivos:

  • É mulher;
  • É muito próxima a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro;
  • É evangélica e filha de uma liderança religiosa, o pastor Freitas Rego, presidente da Assembleia de Deus Bela Vista;
  • Ajudaria o PL a cumprir a cota que o partido é obrigado a atender com candidaturas femininas, já que a campanha a vice precisa de mais recursos;
  • É do Nordeste, onde o presidente Lula tem vantagem.

Já o de Rogerio Marinho também é apontado como forte na disputa. A avaliação é que ele traria senioridade e experiência para Flavio, além de uma capacidade de fazer a campanha se reaproximar dos agentes econômicos.

O PL tenta ainda até quarta-feira uma reviravolta para fechar aliança com PP, União Brasil e Republicanos, mas a cúpula do partido avalia que essa possibilidade está cada vez mais difícil.

CNN

 

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Política

Patrimônio do senador petista Jaques Wagner cresce R$ 21,2 milhões em 8 anos

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O patrimônio do senador Jaques Wagner (PT-BA) cresceu 631% em só 8 anos. Para as eleições de 2026, o ex-governador dos baianos disse ter bens que somam R$ 24,5 milhões. Em 2018, quando concorreu pela última vez, havia relatado ter R$ 3,4 milhões.

Os dados foram enviados pela equipe do próprio Wagner à Justiça Eleitoral. As informações estão públicas e ficaram disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta 2ª feira (3.ago.2026).

O senador vai tentar a reeleição pela Bahia. Lançou sua candidatura no sábado (1º.ago), em um evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A fortuna de Wagner avança em um período em que recai sobre ele suspeita de envolvimento em esquemas que beneficiaram o Banco Master. A Polícia Federal apura se o político atuou no Senado para favorecer os negócios de Daniel Vorcaro.

Com informações de Poder 360

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Brasil

TÁ FEIO: Falta de verba no Itamaraty afeta emissão de passaportes, diz sindicato

Foto: EBC

O Ministério das Relações Exteriores decidiu restringir, a partir do 2º semestre, a emissão de passaportes em embaixadas e consulados brasileiros por falta de recursos. De acordo com o Sinditamaraty (Sindicato Nacional dos Servidores do MRE), a medida “torna pública um problema que compromete tanto os servidores quanto a estrutura do ministério”.

O Sinditamaraty afirma que avisou a administração do MRE sobre a necessidade de buscar mais recursos junto aos ministérios do Planejamento, da Fazenda e da Gestão. Ao Poder360, a presidente do sindicato, Gabriela Perfeito, afirmou que a escassez de recursos se agravou nos últimos 3 anos.

Segundo Perfeito, a restrição na emissão de passaportes evidencia que a crise orçamentária deixou de afetar apenas a estrutura interna do Itamaraty e passou a atingir diretamente os cidadãos brasileiros.

“Agora, a escassez financeira está atingindo também o cidadão que se encontra no exterior. São brasileiros que estão sem acesso a direitos que o Estado tem que assegurar. O Sinditamaraty vem alertando que não é possível fazer política externa sem um orçamento adequado para isso”, afirmou.

Além disso, a dirigente disse que a escassez financeira ultrapassa a gestão administrativa e atinge diretamente as condições de trabalho dos funcionários públicos. Segundo ela, o sindicato entrou em vias judiciais para assegurar o pagamento de verbas devidas.

“É o caso do pagamento com atraso do auxílio-moradia devido aos servidores no exterior ou das diárias para deslocamentos, que frequentemente são pagas somente depois do retorno do servidor, numa completa inversão da previsão legal”, declarou Perfeito.

EMISSÃO DE PASSAPORTES

A emissão de passaportes brasileiros subiu 21% no 1º semestre de 2026. A Polícia Federal expediu 1,43 milhão de documentos de janeiro a junho. No mesmo período de 2025, o total havia sido de 1,18 milhão.

Com a redução nos cortes do Itamaraty, a tendência é de que a quantidade de passaportes expedidos passe a diminuir a partir do 2º semestre. Até então, os cortes no ministério não haviam afetado diretamente a emissão do documento.

A participação total do Itamaraty no orçamento federal caiu pela metade em pouco mais de duas décadas. Em 2002, a fatia destinada ao ministério era de cerca de 0,18% do total da União; em 2024, recuou para aproximadamente 0,09%.

Com informações de Poder 360

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Mundo

Milei confirma candidatura à reeleição em 2027 e faz mistério ao revelar que já escolheu seu vice secreto

Foto: AFP

O presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou oficialmente sua intenção de concorrer à reeleição nas eleições presidenciais programadas para 2027. Em entrevista concedida ao veículo argentino Diario Río Negro, o mandatário declarou que o objetivo central de permanecer no poder é garantir a consolidação do projeto de transformação econômica e social implementado em sua gestão.

Durante a conversa, Milei assegurou que o plano de governo desenhado por sua equipe requer continuidade a longo prazo para gerar frutos sustentáveis. Segundo o chefe de Estado, o processo de recuperação do país exige rigor nas contas públicas e previsibilidade regulatória para atração de capitais.

Candidatura de Milei à reeleição e o mistério sobre a vice-presidência

Apesar de confirmar categoricamente que disputará um segundo mandato, Javier Milei manteve mistério total em relação à composição da chapa eleitoral. O presidente revelou que o nome de seu companheiro ou companheira para a vice-presidência em 2027 já está completamente decidido, mas recusou-se a divulgar a identidade da pessoa escolhida.

“Tenho o nome da minha vice na minha cabeça, mas não vou dizer agora por razões estratégicas”, afirmou o presidente argentino durante a entrevista ao Diario Río Negro.

A declaração gerou repercussão nos bastidores da política argentina devido à decisão de manter a indicação sob sigilo absoluto em um momento de reorganização das forças partidárias no país.

Além das definições eleitorais, Milei abordou o impacto das medidas de sua gestão nas economias regionais. Ao avaliar o potencial energético, agroindustrial e minerador do norte da Patagônia, o mandatário fez uma projeção direta para as províncias de Neuquén e Río Negro.

De acordo com o presidente, a desregulamentação econômica e a abertura para investimentos privados transformarão drasticamente o perfil produtivo da região no decorrer da próxima década:

“Em 10 anos, Neuquén e Río Negro serão incrivelmente prósperas”, destacou Javier Milei ao analisar os reflexos dos projetos em andamento no setor produtivo regional.

Portal NDMais

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Brasil

PL e Flávio alertam para golpe do Pix com sites falsos de doação para campanha

Foto: Reprodução

O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, alertou sobre golpistas que usam seu nome para solicitar transferências via Pix, acionando sua equipe jurídica. Em 2 de agosto de 2026, ele e o Partido Liberal (PL) identificaram três sites falsos que tentam arrecadar dinheiro com uma falsa campanha de doações. O PL informou que apenas o site contribua.com.br/flaviopresidente é autorizado a receber contribuições, já tendo arrecadado R$ 112.654,60.

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro alertou para golpistas que estão usando seu nome para pedir transferências via Pix. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que já acionou sua equipe jurídica. “Fiquem atentos e não caiam nesse golpe”, escreveu.

Além dele, o Partido Liberal (PL) também informou neste domingo, 2, que identificou três sites falsos que usam o nome de Flávio para arrecadar dinheiro por meio de uma falsa campanha de doações.

Segundo a legenda, apenas um endereço está autorizado a receber contribuições da campanha de Flávio para as eleições. O partido orientou apoiadores a não acessarem links enviados por páginas, perfis ou mensagens de origem desconhecida.

“O Partido Liberal alerta para a existência de sites falsos que estão usando o nome do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, para divulgar uma falsa vaquinha e solicitar contribuições”, informou a legenda.

Os domínios mencionados são “campanhaflavio.com.br”, “flavioodobrasil.com” e “campanhapresidenteflavio.com”. Segundo o partido, eles usam informações falsas para convencer eleitores a realizarem pagamentos. Um dos sites informou ter recebido R$ 284,3 mil em doações.

O PL afirmou que o portal contribua.com.br/flaviopresidente é o único endereço oficial para contribuições. Até agora, a plataforma já arrecadou R$ 112.654,60.

“Antes de fazer qualquer pagamento, confira o endereço com atenção e não acesse links enviados por páginas, perfis ou mensagens desconhecidas”, afirmou. A legenda recomendou que vítimas registrem boletim de ocorrência e procurem a instituição bancária para tentar recuperar os valores enviados via Pix.

A campanha oficial de arrecadação de Flávio começou na quinta-feira 30, durante uma transmissão ao vivo no YouTube. A iniciativa, em parceria com a plataforma Contribua, mantém uma área de transparência sobre os valores recebidos.

 

Revista Oeste

 

 

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Brasil

PAÍS INSEGURO: 80% dos brasileiros têm medo de sair à noite, diz pesquisa

Foto: Ilustração

Pesquisa mostra que 60% dos brasileiros evitam sair à noite devido à insegurança, com 30% desistindo do transporte público. O estudo, encomendado pelo Instituto Update e pelo Instituto Fogo Cruzado, foi realizado de 24 a 31 de março com 2 mil pessoas. A percepção de risco é maior entre mulheres, com 68% evitando usar o celular na rua e 92% acreditando que elas estão mais expostas à violência.

A maioria dos brasileiros tem medo de sair à noite. Uma pesquisa divulgada na última sexta-feira, 31, mostra que 60% da população afirmou ter deixado de frequentar lugares de que gostaria de ir por causa da insegurança, enquanto 30% já desistiram de usar o transporte público pelo mesmo motivo. A percepção de risco é ainda mais intensa entre as mulheres.

Os dados fazem parte do estudo “Mulheres, polícia e facções — O que está no centro do debate sobre segurança pública?”, encomendado pelo Instituto Update e pelo Instituto Fogo Cruzado. O levantamento foi realizado pelo Ideia Instituto de Pesquisa, com entrevistas telefônicas feitas de 24 a 31 de março, em todas as regiões do país. Foram ouvidas 2 mil pessoas, com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais.

Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados deixaram de usar o celular na rua por receio da violência. Outros 41% disseram que não permitem mais que filhos, crianças e adolescentes, saiam sozinhos.

A pesquisa mostra ainda que 92% da população considera que as mulheres estão mais expostas à violência. Entre os riscos mais citados estão assédio, violência doméstica e abusos físicos e psicológicos.

O estudo reúne também duas pesquisas qualitativas conduzidas pela Estratégia Latina. Os relatos demonstram que muitas mulheres vivem em um “estado de alerta permanente”, adaptando a rotina para reduzir riscos.

“As participantes descrevem uma rotina em que é preciso estar constantemente atenta a riscos de assalto, assédio e violência sexual, mobilizando uma série de microestratégias de proteção — como esconder o celular em compartimentos improvisados, compartilhar localização em aplicativos, vigiar prestadores de serviço dentro de casa ou organizar redes de ‘vigilância’ com vizinhas e amigas”, registra o documento.

Segundo as entrevistadas, essa vigilância constante também interfere em momentos de lazer e nos cuidados com os filhos, principalmente em razão do medo de sequestros, citado por mulheres de Manaus e Fortaleza.

Os meios de transporte aparecem entre os ambientes de maior sensação de insegurança. Ônibus, metrôs, trens, pontos de espera e corridas por aplicativo foram mencionados com frequência. Na pesquisa, 39% das mulheres disseram se sentir inseguras no transporte público, ante 26% dos homens.

Os depoimentos mostram que o receio da violência levou muitas mulheres a restringirem seus deslocamentos à rotina entre casa, trabalho, igreja e supermercado. Elas relataram ter deixado de frequentar shows, academias, bibliotecas, eventos e visitas a familiares, além de evitarem sair em determinados horários.

A pesquisa mostra que a população apoia respostas mais rígidas ao crime, embora demonstre confiança limitada na efetividade das ações de segurança pública. Penas mais duras lideram as prioridades para 42% dos entrevistados. Mesmo assim, apenas 41% afirmam acreditar que a polícia protege efetivamente a população, enquanto 22% percebem melhora da segurança em decorrência de operações policiais.

Quando indagados sobre medidas preventivas, os brasileiros ficaram divididos. Para 49%, prender criminosos contribui de forma considerável ou decisiva para reduzir a violência. Já 45% atribuem esse papel à educação e às políticas sociais.

Revista Oeste

 

 

 

 

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Política

Governo do RN nega que determinou o fechamento do Aeródromo de Caicó

Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

O Governo do Estado, através da Secretaria de Infraestrutura (SIN-RN), divulgou nota oficial negando que tenha determinado o fechamento do Aeródromo de Caicó.

Na nota, o governo ressalta que tem a delegação para gestão do equipamento e que “continua trabalhando para garantir todas as condições de segurança e de legalidade necessárias ao seu funcionamento, não sendo possível atuar fora dos parâmetros estabelecidos pela legislação e pelas normas técnicas aplicáveis”.

O Blog do BG, no entanto, não noticiou que o fechamento havia sido determinado pela administração estadual, mas sim pela ANAC, a pedido do Governo do Estado, o que não foi negado pela nota da SIN-RN.

O equipamento estava fechado desde janeiro de 2022, mas tinha sido reaberto graças à inciativa da Associação Comunidade Aeronáutica de Caicó, o que desagradou o Governo do Estado, que promete agora adotar “as providências cabíveis para viabilizar os investimentos necessários, com o objetivo de que o Aeródromo Rui Mariz possa receber aportes de recursos, a exemplo do que ocorreu com o Aeroporto de Mossoró”.

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Brasil

Lula critica gravidez aos 16 anos e recebe corte: “vai jogar o futuro dela fora”

Foto: Reprodução/Youtube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou gravidez na adolescência e acabou sendo interrompido pela primeira-dama Janja da Silva. O episódio foi registrado, neste domingo (2), durante a Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), no Expo Center Norte, em São Paulo.

Segundo o petista, a menina que fica grávida aos 16 anos joga o futuro fora.

– Uma jovem que fica grávida com 16 anos vai jogar o futuro dela fora, e nós temos que proteger – declarou.

Foi, então, que Janja defendeu que a mulher tem que ter filho quando quiser.

– Ela tem que ter filho quando ela quiser – reagiu a primeira-dama.

Lula concordou, repetindo a frase da esposa. O petista passou a defender planejamento com métodos contraceptivos.

 

Pleno News

 

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Mundo

Trump cobra redução imediata do preço dos combustíveis às petroleiras

Foto: Wikimedia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar as empresas do setor de petróleo a reduzirem os preços dos combustíveis vendidos aos consumidores. Em publicação feita nesta segunda-feira (3) na rede social Truth Social, o republicano escreveu, em letras maiúsculas: “ABAIXEM, AGORA!”.

Na mesma mensagem, Trump atribuiu o bom desempenho da indústria petrolífera às medidas adotadas por seu governo. O presidente comentou uma entrevista concedida pelo diretor-presidente da Chevron, Mike Wirth, à Fox Business, e afirmou que o executivo deixou de reconhecer o papel da atual administração nos resultados positivos da companhia.

“A única coisa que ele convenientemente esqueceu de mencionar ao listar as razões para sua companhia ir tão bem é que, sem a genialidade, visão, força e estabilidade da administração Trump, a indústria petrolífera e os EUA estariam mortos”, escreveu o presidente.

Trump também citou a retomada das operações da Chevron na Venezuela como exemplo do fortalecimento do setor. Segundo ele, a decisão tornou a empresa e outras petroleiras “maiores e mais fortes do que antes”, colocando-as no caminho de uma “fortuna”.

Correio 24h

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