Diversos

ROMBO: ‘Esqueletos’ da gestão Dilma podem passar de R$ 250 bilhões

nqhsy352k_511l7icl3_fileJá se sabe que um eventual governo de Michel Temer terá de administrar um déficit monumental para ajustar o orçamento público. O buraco pode ir a R$ 360 bilhões. Quem acompanha o funcionamento da máquina pública, porém, lembra que há outra conta, essa oculta, mas igualmente expressiva, de “esqueletos” que podem ser herdados da gestão de Dilma Rousseff. Como se tratam de gastos desconhecidos até que sejam devidamente contabilizados, vivem no terreno das estimativas.

Numa projeção conservadora, feita por especialistas de diferentes áreas, a pedido da reportagem, a conta pode passar de R$ 250 bilhões. Mas há quem diga que pode ser ainda maior. Em relatório, a agência de classificação de risco Moody’s estimou que, no pior cenário, a conta vai a R$ 600 bilhões.

O que popularmente se chama de esqueleto, na literatura econômica é chamado de gasto contingente: despesa excepcional gerada por derrapadas na gestão da política econômica que fica escondida até que exploda ou que alguém jogue luz sobre ela. Para os especialistas em contas públicas, essa despesa tende a proliferar. “Tem uma coisa que precisa ficar clara: a dinâmica do gasto social, do gasto com previdência, do gasto com pessoal, tudo isso, é muito previsível. Não há surpresa. A gente conhece e não deixou esqueletos. Mas a política setorial deixou”, diz o economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas.

As estimativas de gastos extras feitas a pedido da reportagem incluem eventuais capitalizações que o Tesouro tenha de fazer nas estatais Petrobras, Eletrobras e Caixa Econômica Federal, a negociação das dívidas dos Estados, que vão gerar perdas para a União, o risco de inadimplência com o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), e a manutenção do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Estimativas

A agência de risco Moody’s dedicou um relatório inteiro à discussão dos passivos contingentes no Brasil observando apenas os grandes desembolsos que podem vir pela frente. Pelas suas estimativas, ao longo dos próximos três anos, os gastos extraordinários podem variar entre 5% e 10% do PIB, o Produto Interno Bruto: algo entre R$ 295 bilhões e R$ 590 bilhões. Como esse tipo de gastos afeta o fôlego financeiro da União, a Moody’s estimou que os gastos levariam a dívida – hoje perto de 70% do PIB – para 90% do PIB em 2018.

A agência avaliou que há possibilidade de o governo socorrer tanto a Petrobrasquanto a Eletrobras, porque ambas estão sob pressão financeira (leia mais abaixo). Entre 2016 e 2018, apenas a Petrobrasdemandaria cerca de R$ 300 bilhões – mais de R$ 100 bilhões apenas para pagar dívidas.

A agência analisou também a saúde dos bancos públicos: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Considerou que a Caixa é a instituição mais sensível a um eventual socorro. Hoje, a Moody’s não vê risco no segmento, mas, se houver deterioração e estresse das instituições, o passivo contingente tende a explodir, indo a R$ 600 bilhões.

A agência considerou também o custo da renegociação da dívida dos Estados. Apesar de tecnicamente não serem enquadrados como passivos contingentes, no sentido mais clássico do conceito, as dívidas estaduais vão gerar uma conta extra para o governo federal que vai impactar a formação de superávit e pesar sobre a dívida.

Neste momento é muito difícil prever o tamanho da conta dos Estados. Pedro Jucá Maciel, assessor parlamentar de Assuntos Econômicos no Senado, lembra que ela pode ir a R$ 402 bilhões se o Supremo Tribunal Federal aceitar a tese de que é preciso trocar o indexador da dívida de juro composto para juros simples. O julgamento está suspenso até junho.

A secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Costa, lembra que nesse meio tempo a União já está perdendo. Os Estados que ganharam liminares vem reduzindo os pagamentos à União. Apenas em abril o governo não recebeu R$ 2,6 bilhões.

— Se prevalecer o que consta no Projeto de Lei Complementar que trata do tema [e inclui alongamentos para pagar a União e o BNDES, mais desconto temporário], o caixa federal deixaria de receber R$ 51 bilhões entre 2016 a 2018.

A situação econômica do País é tão crítica, que os economistas têm dificuldade de bater o martelo até para qual será o tamanho do buraco nas contas conhecidas. O economista Samuel Pessôa lembra que para cobrir o déficit do ano passado e fazer um superávit, para que a dívida fique estável, seriam necessários R$ 360 bilhões. “Mas alguns colegas dizem que se fosse descontada a piora do cenário, bastariam R$ 150 bilhões”.

Fies e FAT

Dois fundos chamam a atenção dos especialistas em finanças públicas. O primeiro é o Fies. De 2010 a 2014, o gasto anual explodiu. Foi de R$ 1,1 bilhão a R$ 13,4 bilhões. Um relatório da Controladoria Geral da União, no ano passado, fez o alerta: 47% dos beneficiários estavam com pagamentos atrasados.

Em relatório ao mercado no início de 2016, o banco Santander estimou que a inadimplência no Fies pode ir a 25%. Por baixo, a conta iria a R$ 8 bilhões. A outra preocupação é o FAT, que cobre o seguro desemprego. Opera no vermelho desde 2009. O governo mudou as regras do benefício e aliviou o rombo, mas, com o desemprego batendo recorde, a conta para o Tesouro deve passar de R$ 10 bilhões neste ano.

R7, com Estadão

Opinião dos leitores

  1. Vamos deixar de ser tão ingênuos. As duas maiores despesas do orçamento são OS JUROS DA DÍVIDA com 580 BILHÕES por ano (para abastecer 5% dos mais ricos enquanto os outros 95% se lascam de trabalhar para sustentar esse absurdo) e a PREVIDÊNCIA com 70 BILHÕES (para custear a aposentadoria dos super salários de ministros, juízes, procuradores e supercargos do executivo). O governo -SEJA QUAL FOR – tem que tratar é disso. Todo "o resto" é filigrana. Os moralistas que justificam todas as mazelas do Brasil à corrupção deviam se informar melhor para EXIGIR dos senhores políticos o tratamento dessas questões…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Ministério Público pede a condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro


Foto: Reprodução/Instagram Renato Cariani

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou, nas alegações finais do processo protocoladas na última quarta-feira (21), um pedido de condenação contra o empresário e influenciador digital Renato Cariani. Ele é acusado de envolvimento em um esquema de tráfico de insumos químicos destinados à fabricação de drogas, além de associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, o grupo é acusado de desviar mais de 12 toneladas de produtos controlados, como lidocaína, fenacetina e ácido bórico para abastecer o narcotráfico na produção e adulteração de substâncias como cocaína e crack. Além de Cariani, o MP requereu a condenação de Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelo envolvimento no esquema e na ocultação de capitais. O influenciador, que responde ao processo em liberdade, nega todas as acusações.

O funcionamento do esquema e notas frias

A acusação aponta que empresas sediadas em Diadema (Grande São Paulo), identificadas como Anidrol Produtos para Laboratórios, Quimietest e Anid Labor, serviam de fachada para o desvio dos produtos químicos. Para ocultar a rota das substâncias, o esquema utilizava notas fiscais falsas emitidas em nome de grandes farmacêuticas e indústrias, a exemplo de AstraZeneca, LBS Laborasa e Cloroquímica — companhias que negaram qualquer vínculo com as transações.

O MPSP também rastreou a movimentação superior a R$ 2,4 milhões em operações suspeitas de lavagem de dinheiro. Intermediários eram encarregados de realizar depósitos em espécie nas contas da Anidrol simulando pagamentos das farmacêuticas. Além disso, mensagens recuperadas do celular de Cariani indicam que ele tentou interferir nas investigações policiais ao manter contato com um investigador para monitorar inquéritos e barrar o avanço das apurações.

Por falta de provas materiais suficientes de participação consciente, o Ministério Público pediu a absolvição de outras duas investigadas: Roseli Dorth, sócia da Anidrol, e Andreia Domingues Ferreira, esposa de Fábio Spínola.

O que diz a defesa

Em sua manifestação nos autos, Renato Cariani nega veementemente qualquer participação nos crimes e sustenta que a Anidrol foi vítima de uma fraude perpetrada por ex-funcionários, que teriam se valido da estrutura corporativa para praticar ilícitos sem o aval dos sócios. A defesa argumenta ainda que o caso se baseia em uma fração mínima das operações da empresa, focando em cerca de 60 notas fiscais em meio a um universo de mais de 85 mil documentos emitidos no período.

Os demais réus também rejeitam as acusações. Rodrigo Gomes Pereira declarou que atuava em uma loja de veículos pertencente a Fábio Spínola e que apenas realizava depósitos bancários seguindo ordens do empregador, sem conhecimento sobre a origem ou a finalidade ilícita dos valores.

Com o pedido de condenação apresentado pelos promotores, a juíza Andrea Coppola Brião determinou, no domingo (25), um prazo comum de 30 dias para que as defesas apresentem suas alegações finais. O processo tramita na 3ª Vara Criminal de Diadema, após Cariani ser indiciado pela Polícia Federal em dezembro de 2023 e se tornar réu em fevereiro de 2024. As defesas dos envolvidos não foram localizadas para comentar a decisão.

Com informações do UOL.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

“Não desistiremos do Brasil”, publica Eduardo Bolsonaro após reencontro com Flávio nos EUA


Foto: Reprodução/Instagram Eduardo Bolsonaro

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro publicou, nesta quarta-feira (28), o primeiro registro ao lado do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após se reencontrarem nos Estados Unidos. Na publicação, Eduardo citou o escritor Olavo de Carvalho, considerado uma das principais referências ideológicas do bolsonarismo, e afirmou que ambos darão sequência à atuação política mesmo estando no exterior.

“Foto de hoje, após reencontrar meu irmão. Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil. Como diria o Professor Olavo: não parar, não precipitar, não retroceder”, escreveu o ex-parlamentar na legenda da foto.

A reunião nos Estados Unidos ocorre logo após a confirmação da derrota de Flávio Bolsonaro para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, disputado no último domingo (25), em que o petista venceu por uma vantagem de cerca de 4,43 milhões de votos.

Descumprimento de decisão judicial e apoio de aliados

A viagem do senador para fora do país ocorreu em descumprimento a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (26/10), o magistrado havia ordenado a entrega dos passaportes de Flávio e proibido sua saída do território nacional. Investigado em três inquéritos na Corte, o parlamentar deixou o Brasil apesar de ter declarado anteriormente que permaneceria no país para liderar a oposição ao governo eleito.

Também nos Estados Unidos, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem divulgou uma imagem ao lado do senador. Na postagem, Ramagem afirmou que Flávio está “livre da perseguição” e se comprometeu a atuar como “a voz do Brasil por liberdade, segurança e prosperidade”. Ele acrescentou que o grupo continuará mobilizado até que o país retome o que classificou como liberdade plena. “Esse dia vai chegar”, declarou.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Estados aprovam reajuste do ICMS e combustíveis ficam mais caros em 2027


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os estados aprovaram um reajuste nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidem sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha. A decisão foi formalizada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne representantes das secretarias estaduais de Fazenda e do governo federal, e foi publicada nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial da União. Os novos valores entrarão em vigor no dia 1º de fevereiro de 2027.

Com a atualização, o imposto cobrado sobre o litro da gasolina subirá de R$ 1,57 para R$ 1,64. O diesel registrará o maior impacto relativo, com uma alta de 11%, passando de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. Já a alíquota sobre o gás de cozinha aumentará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, o que representará um encargo adicional de R$ 0,91 no botijão tradicional de 13 quilos.

Diferente de outros produtos, o ICMS sobre combustíveis é aplicado como um valor fixo em reais (alíquota ad rem) e passa por revisão anual. O cálculo toma como base a variação dos preços médios aferidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para o atual reajuste, o conselho comparou a média de preços entre os meses de fevereiro e setembro de 2026 com o mesmo intervalo de 2025.

Cenário internacional e monitoramento do diesel

A medida do Confaz foi publicada no mesmo dia em que o Executivo federal estendeu, por mais 30 dias, a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel — ação emergencial adotada para conter os reflexos da instabilidade no Oriente Médio sobre o mercado de petróleo. Trata-se da primeira mudança nas alíquotas estaduais de combustíveis desde o início das oscilações internacionais de preço provocadas pelo conflito.

Em nota oficial lançada também nesta quarta-feira, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do DF (Comsefaz) sinalizou que o diesel pode receber uma atenção diferenciada. Segundo a entidade, os estados acompanham de perto a volatilidade do mercado externo e avaliam a possibilidade de antecipar a atualização das regras do combustível, conforme previsto em lei complementar.

Embora a proposta de antecipação ainda não tenha sido detalhada, os secretários reforçam que as alíquotas atuais continuam em vigor sem alterações até o final de janeiro.

Com informações da Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Com alíquota acima de 11%, novo imposto federal CBS gera apreensão no mercado


Vídeo: Reprodução: Band TV

A estimativa do Tribunal de Contas da União (TCU) para a alíquota da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) fixou o percentual em 11,3%. O número superou as projeções anteriores do mercado e causou forte repercussão e preocupação entre especialistas, tributaristas e entidades do setor produtivo.

A CBS é o novo tributo federal criado no âmbito da Reforma Tributária que passará a substituir, a partir de janeiro do próximo ano, três impostos atualmente vigentes: o PIS, a Cofins e grande parte do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

De acordo com a jornalista da Band, Juliana Rosa, a alíquota gerou apreensão e assustou especialista. “A alíquota foi considerada alta por especialistas e pelo setor privado. A CBS é a Contribuição Social sobre Bens e Serviços. Ela vai substituir, a partir de janeiro do ano que vem, três impostos federais, PIS, COFINS e grande parte do IPI, que é o Imposto sobre Produtos Industrializados”, comentou. 

Estimativas frustradas e o risco do “maior IVA do mundo”

A alíquota de 11,3% proposta pelo TCU foi considerada elevada. Até então, tributaristas calculavam que o índice da CBS ficaria em torno de 10%, enquanto a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) havia divulgado nota apontando para uma estimativa ainda menor, de 9%.

A grande apreensão do mercado financeiro e do setor industrial gira em torno do efeito cumulativo do novo sistema. Além da implementação da CBS no âmbito federal, a partir de 2029 entrará em vigor o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), encarregado de unificar o imposto estadual (ICMS) e o municipal (ISS). Com isso, a somatória de todas as alíquotas pode empurrar a taxa total estimada para a casa dos 30%, o que faria do Brasil o detentor do maior Imposto sobre Valor Agregado (IVA) do mundo, caso esse valor venha a se confirmar após as deliberações no Senado.

O cenário se torna ainda mais crítico ao considerar que a carga fiscal brasileira já figura entre as mais altas do planeta, podendo ultrapassar a marca de 34%.

Insegurança no curto prazo vs. benefícios no longo prazo

Um dos pilares da Reforma Tributária é a simplificação e unificação do sistema de arrecadação, sob a premissa de não aumentar a carga tributária total do país. Projeções apontam que a mudança estrutural pode impulsionar o PIB brasileiro em ao menos 10% num horizonte de 15 anos.

Contudo, no curto prazo, a transição gera incerteza e apreensão no ambiente de negócios. As constantes revisões e os ajustes de última hora nas alíquotas, realizados às vésperas do início desse processo, elevam significativamente a insegurança jurídica. Nesse cenário, o setor de serviços tende a ser um dos mais onerados pelas novas taxas, fazendo com que especialistas alertem para o risco real de repasse desses custos e de um consequente aumento nos preços ao consumidor final já no ciclo de 2027.

Diante deste cenário, entidades empresariais apelam ao “bom senso” dos parlamentares no Senado Federal, etapa final onde a proposta ainda precisará ser analisada e votada antes da sua implementação definitiva.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] “Aconselhamos que ficasse”, diz Tarcísio sobre ida de Flávio aos EUA após derrota nas eleições


Vídeo: Reprodução/Estadão

Em sua primeira entrevista exclusiva após garantir a reeleição ao governo de São Paulo, concedida ao Estadão nesta quarta-feira (28), Tarcísio de Freitas (Republicanos) revelou ter aconselhado o senador Flávio Bolsonaro (PL) a não deixar o Brasil após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

De acordo com o governador, a orientação para que o parlamentar permanecesse no país partiu de um grupo de aliados e defensores reunidos logo após a apuração. “O conselho que nós demos a ele, os advogados, eu, o Rogério Marinho, as pessoas que estavam ali reunidas, foi que ficasse no Brasil”, afirmou Tarcísio. Apesar do conselho, o governador ponderou que evita julgar a decisão do aliado de viajar para os Estados Unidos, citando o impacto emocional da prisão do pai do senador.

A entrevista ocorreu pouco antes de Flávio divulgar uma carta polêmica na qual se autodeclarava “presidente eleito”. Tarcísio assegurou que não tinha conhecimento prévio da intenção de viagem do senador e, ao tomar conhecimento da manifestação do aliado, enfatizou a necessidade de respeitar a soberania das urnas e dar prosseguimento ao processo democrático.

Críticas a ações da PF e caminhos jurídicos

Durante a conversa, Tarcísio questionou a atuação das autoridades policiais sobre o senador logo após o pleito, classificando a apreensão do passaporte de Flávio como uma forma de intimidação desprovida de justificativa concreta. “Hoje não tem nada. E se não tem nada, por que pediram o passaporte? Houve ali uma intimidação”, declarou o governador, argumentando que uma liderança que obteve cerca de 60 milhões de votos não deveria sofrer tal medida sem bases consolidadas.

Tarcísio detalhou ainda que o conselho para que o senador permanecesse no Brasil foi dado no mesmo encontro em que se alinhava o tom do pronunciamento oficial pós-eleição. Na ocasião, a recomendação do grupo foi abandonar qualquer discurso de não reconhecimento do pleito e focar exclusivamente nas vias legais previstas na legislação eleitoral.

“O caminho adequado é usar o remédio jurídico. Se entende que houve abuso de poder político ou econômico, recorre-se às Ações de Investigação Judicial Eleitoral, que são rotineiras e previstas em lei. Esse foi o conselho: usar os meios legais e não falar em sair do país”, concluiu Tarcísio.

Com informações do Estadão 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Rogério Marinho diz que nem ele e nem PL pode dizer que houve fraude nas Eleições 2026

Foto: Mateus Bonomi – 6.out.26/Reuters

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, afirmou nesta quarta-feira (28) que “nem ele, nem p PL” podem afirmar a existência de fraude nas eleições de 2026, por falta de provas.

Em entrevista no Senado, Marinho classificou como um “desabafo” a carta divulgada por Flávio, na qual o senador questiona o resultado eleitoral. “É evidente que, se você faz alguma afirmação, precisa trazer provas”, declarou.

O líder da oposição também afirmou que não tinha conhecimento prévio do documento e disse que a versão mais recente, com alterações no texto, representa a posição oficial de Flávio. Rogério ressaltou ainda a importância de Flávio como a principal expressão da direita conservadora e legítimo líder da oposição no país.

Rogério também informou que não discutiu com o senador Flávio sobre como ele irá fazer oposição dos Estados Unidos ou sobre quais seriam as condições para retornar ao país.

Com informações do UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Alta dos juros imobiliários para 15% ao ano no Bradesco irá frear vendas e inflar as prestações da casa própria

Reprodução

O Bradesco reajusotu a taxa mínima do financiamento imobiliário de 11,69% para 15% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). O aumento significa que o cliente deverá pagar mais para financiar a casa própria.

A medida acende um alerta sobre o rumo do crédito e da atividade econômica no país. O movimento reflete o ambiente de juros elevados e maior custo de captação de recursos no mercado financeiro, sinalizando que a pressão sobre a taxa básica de juros e a inflação continua a se desdobrar de forma direta sobre as linhas de financiamento de longo prazo.

A elevação do custo do crédito imobiliário afeta diretamente a dinâmica da economia, uma vez que o setor da construção civil e o mercado imobiliário são grandes geradores de emprego e renda. Na prática, o aumento das taxas de juros encarece o valor das prestações, reduz o poder de compra e o limite de crédito das famílias, o que tende a desestimular novas contratações e desacelerar um dos motores mais importantes do crescimento econômico do país.

Com informações do Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] Rogério Marinho comenta carta de Flávio, reafirma que ele é “o líder da direita” e chama fala sobre “fraude” nas eleições de “desabafo”


Rogério Marinho (PL-RN) comentou a carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após chegada aos Estados Unidos. No primeira versão do documento, o ex-presidenciável se autoproclamava “o verdadeiro presidente eleito”, mas depois retificou e disse que era o “líder o Brasil”.

“De fato, Flávio, pelo número de votos que teve, pelo papel que desempenhou nas últimas eleições, é hoje a maior expressão da direita no Brasil. (…) Ele se autodenomina como líder e é um fato, ele é um líder no Brasil”, comentou Marinho.

O senador potiguar também comemorou a alegação de Flávio Bolsonaro de que as eleições teriam sido “fraudadas” para dar a vitória ao presidente Lula (PT). Para ele, a afirmação foi um “desabafo” do ex-candidato do PL.

“O Flávio está nos Estados Unidos, exilado, levou toda a sua família. Vocês devem imaginar o que é a ruptura da relação das suas filhas, da sua esposa. Certamente ele está fazendo um desabafo em função dos resultados que foram colocados no segundo turno, que foram inesperados para todos nós, inclusive para praticamente toda a sociedade brasileira”, disse.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Natal lidera ranking nacional de qualificação dos servidores municipais

Foto: Arquivo Secom

Natal conquistou o primeiro lugar no indicador Qualificação do Servidor do Ranking de Competitividade dos Municípios 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com pesquisa técnica da Gove. A capital potiguar apresenta a maior proporção de servidores com ensino superior na administração direta entre os municípios avaliados.

Na classificação, Natal aparece à frente de Londrina (PR), Lauro de Freitas (BA), Uberlândia (MG) e Itatiba (SP), que completam as cinco primeiras posições.

O indicador utiliza dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e considera a proporção de servidores com ensino superior em relação ao total de profissionais da administração direta municipal.

Para o secretário municipal de Administração, Brenno Queiroga, o resultado evidencia a capacidade técnica do quadro de servidores e reflete a política pública municipal de valorização dos profissionais que investem em sua qualificação.

“Esse resultado demonstra a qualificação dos profissionais que atuam na administração municipal e a capacidade técnica do nosso quadro de servidores. Investir na formação e na valorização desses profissionais é fundamental para aprimorar os serviços públicos, melhorar os processos de trabalho e oferecer respostas cada vez mais eficientes às demandas da população”, afirmou.

A qualificação dos servidores integra o pilar Funcionamento da Máquina Pública, da dimensão Instituições do ranking. Publicado desde 2020, o levantamento chega à sétima edição e avalia municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Presidente do TSE garante lisura das Eleições 2026 e diz que “questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados”

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, divulgou nota oficial ressaltando o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com o resultado das urnas e com a vontade soberana do eleitorado brasileiro. Diante dos questionamentos levantados por alas da oposição e das narrativas de instabilidade no encerramento da votação do último domingo, o magistrado garantiu que as Eleições 2026 transcorreram dentro da absoluta normalidade e do estrito respeito aos ditames constitucionais.

Nunes Marques sublinhou o empenho dos técnicos da Corte, dos servidores públicos e das forças de segurança, classificando o pleito como o mais inclusivo e seguro da história da República. O presidente do TSE fez questão de sinalizar ao mercado político e às bancadas partidárias que eventuais questionamentos formais protocolados pelas coligações serão devidamente analisados e respondidos dentro do devido processo legal, sepultando tentativas de contestação fora dos trâmites institucionais.

Veja a nota:

Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes. No último domingo (25/10), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira.

Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e a competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança. Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.

Com empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais.

Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *