Política

“Se Cunha é malvado, é meu malvado favorito”, diz Marco Feliciano

deputado-federal-marco-feliciano-psc-sp-1460575539171_615x300“Você vai falar com o pastor agora.” Quando o assessor passa o telefone ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP), avisa que, além do político, está ali a liderança religiosa. E ela é parte importante das opiniões de Feliciano, membro da comissão de impeachment para quem Deus e as igrejas tiveram um papel na crítica ao governo.

“As igrejas começaram a se mover. Elas eram apolíticas, né? Até que começaram a perceber que a política podia (se) movimentar atrapalhando a fé delas.”

Figura polêmica por suas posições contrárias ao casamento homossexual e ao aborto, o deputado votou na segunda-feira pela aprovação do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), favorável à abertura do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Em entrevista à BBC Brasil, ele diz que “seu sonho primário” é ver o PT perder o governo e chama o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de “meu malvado favorito”, elogiando-o por ter aceitado o pedido de impeachment.

“O Cunha, todo mundo chama de malvado, né? Se ele é malvado, para mim é meu malvado favorito. Porque ele colocou o impeachment para andar.”

O deputado também defendeu as várias menções religiosas durante a última reunião da comissão, que começou com seu presidente, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), entoando a oração de São Francisco de Assis. Para Feliciano, isso não feriria o princípio do Estado laico.

“Graças a Deus por o Estado ser laico. O Parlamento não começa a sessão sem o presidente ficar de pé e dizer: ‘sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro’.”

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil – Como você avalia a aprovação do parecer de Jovair Arantes na comissão do impeachment?

Marco Feliciano – Foi uma surpresa. Nós temos um grupo que trabalha de manhã, de noite, de madrugada, em prol do impeachment. E acreditávamos que teríamos entre 33 e 35 votos. Tivemos 38. Isso nos deixou com muita esperança de que o impeachment vai ser aprovado no dia 17.

BBC Brasil – Essa surpresa se deve a deputados que não tinham revelado sua posição?

Marco Feliciano – Exato. Foram deputados que nem acreditávamos que estavam em dúvida, acreditávamos que estavam do lado do governo. De repente, estava no painelzinho o nome deles, votando a favor. Foi muito legal.

A princípio tivemos um pouco de receio porque alguns partidos tinham declarado que iriam liberar o pessoal dentro da comissão (para votar como quisessem) e na hora desistiram, votaram contra o impeachment. Subiu aquele friozinho na boca do estômago, né? Mas de repente ficou melhor do que o esperado, exatamente por essa atitude do partido de ter traído os próprios deputados. Isso criou uma revolta e os deputados votaram pelo Brasil.

BBC Brasil – Depois desse resultado, acredita que o impeachment vai passar na Câmara?

Marco Feliciano – O trabalho é árduo, porque o governo está jogando pesado. Tem muito deputado que deixou de decidir, porque sabe que pode ter algum benefício com o governo. Nosso sentimento é que o deputado que tiver juízo não vai querer dar um tiro no pé, a exemplo do impeachment do Collor. Dos deputados que votaram contra (o afastamento do presidente em 1992), só temos dois no Congresso.

O restante não se elegeu nem para síndico de prédio, com exceção de um, o (senador Ronaldo) Caiado (DEM-GO), que está no Senado. Todos que votaram contra o impeachment foram punidos pela população. Neste momento, o Parlamento tem que ouvir o grito do povo.

BBC Brasil – O presidente da comissão começou sua fala na segunda-feira citando uma oração de São Francisco. Houve críticas de que isso não seria adequado porque o Estado é laico. O que acha dessas ponderações?

Marco Feliciano – É um mantra recitado pela esquerda, de que o Estado é laico. É de fato e graças a Deus por o Estado ser laico. O Estado laico protege o seu direito de fé e o meu. Posso fazer o que quiser em nome da minha fé e ninguém pode tolher meu direito. O preâmbulo da nossa Constituição Federal começa com Deus. O Parlamento não começa a sessão sem o presidente ficar de pé e dizer: “sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro”. Se você olhar atrás do presidente da nossa Casa, vai ver uma imagem de Cristo pendurada.

Os constituintes de 1988 que disseram que o Estado era laico permitiram que houvesse a fé cristã. Nosso país é laico, mas temos 90% de pessoas cristãs, então esse mantra recitado pela esquerda entra na cabeça e às vezes acaba quase convencendo, sabia? É a mesma coisa quando dizem que todo mundo prega o ódio. Na verdade, não é ódio. É indignação. Quando você fala um pouco mais áspero, eles chamam de fascista. Não é fascismo, é indignação.

BBC Brasil – Indignação contra o governo?

Marco Feliciano – Eles estão com metade do povo deles presa. A presidenta nunca soube de nada, os ministros do Lula caíram todos por corrupção e ninguém viu nada. Parece até magia negra, viu?

O Estado é laico, mas não é laicista. Laicismo é ateísmo. Se vivêssemos num Estado ateu, se você falasse o nome de Deus poderia ser apedrejada na rua. O Estado é laico, graças a Deus. Só Deus para ajudar a gente.

BBC Brasil – O senhor vê um elemento divino nessa questão do impeachment?

Marco Feliciano – Agora vai falar o pastor e não o deputado. Acredito que há um mundo espiritual que de vez em quando entra em contato com o mundo natural. A presidenta não disse um dia que se faz o diabo para se manter na política? Pois bem. Se ela pode usar o diabo para se manter na política, só tem uma força que contrapõe o diabo: é Deus. Então, a gente ora. Temos um grupo de pastores, de deputados cristãos, tem a frente católica que faz a missa. E a nossa oração é para que Deus ilumine nosso país. Creio que Deus resolveu olhar para o nosso país.

Depois que esse governo tocou nas nossas crianças com a ideologia de gênero implantada nas escolas, depois que começou a pregar um Estado marxista através das universidades… Para o comunista o Estado tem que ser Deus. Só que esse pessoal esbarra numa força invisível. Quando o fiel tem um problema, não vai bater na porta do governo, vai para uma igreja e sai fazendo uma oração. E, quando faz uma oração, não me pergunte como, as coisas melhoram.

BBC Brasil – Quando você diz que “Deus resolveu olhar para o país”, fala especificamente da marcha do processo de impeachment?

Marco Feliciano – Três anos atrás a presidente Dilma tinha 75% de aprovação. O país era a 6ª maior economia do mundo. Quem olhava para o Brasil, o via como a esperança do mundo.

Em 2013, fui perseguido por movimentos sociais que são mantidos pelo PT, PCdoB e PSOL. Então, tenho uma visão (sobre isso). Fiquei 90 dias em todos os jornais por causa de uma comissãozinha (ele foi presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias) que não prestava para nada.

Um homem que nunca fez mal a ninguém, sendo perseguido em avião! Enquanto (os movimentos) estavam tocando no político, estava tudo bem. Mas quando a mídia tendenciosa, os intelectuais e os políticos deram asa para esses movimentos, que começaram a entrar nas igrejas, tirar roupa, dar beijo na boca… Eles pararam de tocar no político e começaram a tocar naquilo que há de mais puro: a fé do ser humano. Nesse momento, cometeram um erro terrível.

BBC Brasil – Quais acha que foram as consequências?

Marco Feliciano – Começou a descambar. A perseguição comigo começou em março e foi até maio. Terminou quando eu disse que sairia da comissão se o José Genoíno e o João Paulo Cunha fossem presos, se deixassem a Comissão de Constituição e Justiça. Eles estavam condenados e foram presos. Depois pararam de me perseguir. O William Boner falou no Jornal Nacional e o Brasil virou do meu lado, porque falei uma verdade. No dia 5 de junho houve a primeira manifestação em Brasília. Quem fez? Nós, evangélicos. Foi o evento (por) toda a perseguição que eu sofria. Uma semana depois, começaram as manifestações de rua.

A primeira grande manifestação do Brasil não foi dos movimentos sociais, fomos nós, evangélicos, (que fizemos). Duas semanas depois começou o Movimento Passe Livre e não parou mais. De lá para cá, olha o que aconteceu com o governo.

A fé foi tão forte que olha quem Deus usa: um elemento surpresa, um juiz do Paraná. Que vai procurar um negócio de Lava Jato e de repente puxa um fio. Já viu juiz se dobrar em cima de ações? Mas esse menino resolveu ler e, no meio da leitura, saltou um nome, que era o da Petrobras.

Foram forças que estão fora do controle do homem. O nosso governo aparelhou tudo, é só você olhar os votos do Supremo Tribunal Federal. Mas não conseguiu aparelhar um juizinho lá do Paraná. E hoje virou uma personalidade tão forte que o brasileiro encontrou nele uma esperança de honestidade.

BBC Brasil – Qual é o papel das igrejas no movimento pró-impeachment?

Marco Feliciano – As igrejas começaram a se mover. Elas eram apolíticas, né? Até que começaram a perceber que a política podia (se) movimentar atrapalhando a fé delas. Por exemplo, o PL 122, a lei que criminalizava a homofobia. Havia artigos que proibiam você de citar qualquer texto que fosse contrário ao homossexualismo. Como ficaria a Bíblia? Um padre ou pastor que falasse qualquer coisa poderia ser preso. As igrejas começaram a acordar.

Todavia, não é unanimidade. Temos dentro do movimento os evangélicos progressistas. É parecido com aquele grupo da Igreja Católica que ajudou a fundar o PT, a Teologia da Libertação. Eles são contra (o impeachment). Mas a grande maioria do movimento neopentecostal aderiu ao movimento. Você vê, o PRB (que vai votar a favor do impeachment) é da Igreja Universal. Era da situação, tinha ministério. Deixaram tudo e vieram para cá.

BBC Brasil – Muitas reportagens mostraram que boa parte dos deputados integrantes da comissão de impeachment são réus em processos e receberam doações de empresas da Lava Jato. O senhor recebeu doação da OAS e teve a prestação de contas reprovada. Como responde a isso?

Marco Feliciano – Nas minhas prestações de contas, vencemos tudo, graças a Deus. Tenho uma pendência na Justiça que é por culpa do PT. Em 2013, o PT, junto com o PSOL, me processou por racismo, homofobia, danos morais. Me acusaram de ter pastores dentro do meu gabinete, como se fosse crime.

Meu reduto é evangélico. Quem pode ser meu assessor senão aqueles que são evangélicos? (Mas não tenho) nenhum processo por improbidade, desvio. Sobre as empresas que estavam na Lava Jato: meu partido parece que recebeu alguma coisa da OAS, né? Na minha conta, acho que mandaram R$ 6 mil. Isso entrou na prestação de contas de maneira legal.

BBC Brasil – Após o processo de impeachment, como consideraria ideal para o futuro do país? Um governo Temer, novas eleições?

Marco Feliciano – O que almejo nesse momento, meu sonho primário, é ver o PT perder o governo. Esse é o meu sonho. O que vier daí, qualquer coisa, é lucro. Não é que eu queira o Temer, só que qualquer coisa é melhor do que o PT.

Alguém perguntou para mim: o que você acha do Cunha? O Cunha, todo mundo chama de malvado, né? Se ele é malvado, para mim é meu malvado favorito. Porque foi ele colocou o impeachment para andar. Não importa o porquê, o motivo, o que importa é que ele teve coragem, peitou esse governo. Na política, você tem que ter um lado. Não pode ficar em cima do muro. Tenho dois lados na política: o ruim e o menos ruim. Neste momento, estou com o menos ruim.

BBC Brasil – Você vai se candidatar à prefeitura de São Paulo pelo PSC?

Marco Feliciano – Está tudo certo ainda. Lançamos meu nome e eu sai até bem pontuado na primeira pesquisa. Estou dependendo de um sinal verde do partido. Por mim, já estou dentro. Vamos para briga.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Finalmente uma notícia de político que não diz que ele roubou, é investigado ou réu em alguma ação do poder público. O Parlamento é para ter representantes de toda a sociedade. Na ditadura é que não é assim. Parabéns Feliciano, por ser um dos poucos deputados honestos deste país.

  2. Gostaria de saber qual o Estado do deputado cunha, para transferir meu titulo de eleitor para votar nele, este sim merece um voto

  3. So tem você Feliciano e Bolsomito nesse país ????????

  4. Se existe um traço em comum entre Feliciano e a meliância (combinação de meliante com militância) petista, este é o "não ter medo de ser feliz"…

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Lula e Flávio buscam colar imagem em aliados na guerra por cadeiras do Senado

Arte: Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) priorizam a disputa pelo Senado Federal como ponto central de suas estratégias eleitorais. Com duas vagas em jogo por estado em outubro — renovando dois terços da Casa (54 cadeiras) —, os dois principais polos da política nacional articulam alianças regionais focadas na governabilidade e no controle institucional dos próximos quatro anos.

A disputa pela Casa Alta do Congresso carrega peso estratégico decisivo devido às suas prerrogativas exclusivas:

  • Nomeações do Executivo: sabatina e aprovação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), presidente do Banco Central e diretores de agências reguladoras.

  • Fiscalização do Judiciário: poder exclusivo para abrir e julgar processos de impeachment contra ministros da Suprema Corte — pauta considerada prioritária pela oposição de direita.

Mobilização e alianças

Para garantir capilaridade e formar uma bancada sólida, Flávio Bolsonaro promoveu uma reunião com cerca de 40 candidatos a senador pelo PL e legendas aliadas, com o objetivo de unificar o discurso e descentralizar a presença de sua campanha presidencial nos estados.

O congressista formalizou apoio a 47 postulantes ao Senado em todo o país. Além dos quadros do próprio PL, a lista contempla candidatos de legendas como PP, União Brasil, PSD, PSDB, Podemos, Republicanos, MDB e Novo. Paralelamente, o PT e a base aliada de Lula articulam suas chapas para conter o avanço conservador e assegurar sustentabilidade política ao governo no próximo ciclo.

Com informações do Metrópoles

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Aluna de direito que dá curso para evitar golpe é presa por dar golpe


Reprodução / Instagram

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 8ª DP (Estrutural) e com apoio da Polícia Civil de São Paulo, deflagrou nesta sexta-feira (14) a Operação Reflexo. A ação desmantelou um esquema de estelionato eletrônico operado por um casal acusado de comercializar celulares inexistentes pela internet.

O caso chamou a atenção dos investigadores pela conduta da principal investigada: Micaelli Araújo, de 22 anos, estudante do 7º semestre de direito e estagiária de advocacia, presa preventivamente durante a ofensiva. Nas redes sociais, a jovem mantinha uma rotina de publicações com orientações sobre como evitar fraudes virtuais e instruções para desbloquear contas bancárias suspensas por suspeita de golpe — conduta oposta à prática praticada nos bastidores.

O funcionamento do esquema

Ao lado do companheiro, Rafael dos Santos Damasceno, de 25 anos, a universitária montou uma estrutura cenográfica para passar credibilidade aos potenciais compradores de smartphones de última geração:

  • Clonagem: criação de perfis falsos idênticos aos de lojas virtuais consolidadas.

  • Cenário Falso: gravação de vídeos e fotos em um espaço decorado com dezenas de caixas vazias, etiquetas e embalagens dos aparelhos para simular estoque real.

  • Atendimento: simulação de negociação profissional até a efetivação do pagamento via Pix.

  • Bloqueio: interrupção imediata da comunicação e bloqueio do comprador assim que o dinheiro era transferido.

Apreensões e bloqueio judicial

Durante o cumprimento dos mandados de prisão preventiva e de quatro ordens de busca e apreensão em São Paulo, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos e todo o material cenográfico utilizado na fraude. A Justiça determinou ainda o bloqueio cautelar de R$ 20 mil nas contas do casal.

A operação contou também com o suporte do setor de inteligência de uma grande plataforma de e-commerce.

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RN é o 8º pior em ascensão social e só 1,38% dos potiguares chega aos 10% mais ricos

Foto: Rodrigo Nunes

Apenas 1,38% das pessoas nascidas no Rio Grande do Norte conseguem atingir a fatia dos 10% mais ricos da população brasileira na vida adulta. Em contrapartida, a grande maioria dos potiguares — expressivos 78,92% — permanece retida na metade mais pobre do país. Os dados do Atlas da Mobilidade Social colocam o estado na 8ª posição nacional entre as unidades da federação onde é mais difícil subir de classe social.

No topo do ranking de mobilidade, o Distrito Federal lidera com 3,06% de chance de ascensão ao topo da renda, seguido por Mato Grosso do Sul (2,92%) e Rio Grande do Sul (2,86%). Na ponta oposta, Alagoas registra o menor índice do país, com apenas 0,98%.

O estudo, desenvolvido pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) em parceria com o Prospera Lab, aponta que o gargalo educacional no estado é um dos principais obstáculos para a mudança desse cenário:

  • Ensino Médio: estimativa de conclusão de apenas 50,77% da população.

  • Ensino Superior: apenas 2,20% chegam a se formar em uma graduação.

Metodologia do levantamento

Para mensurar a mobilidade intergeracional, os pesquisadores analisaram uma amostra de 7 milhões de brasileiros nascidos entre 1983 e 1990, cruzando dados históricos de renda de pais e filhos. O mapeamento combinou informações do Imposto de Renda, RAIS, Cadastro Único/Bolsa Família e bases do IBGE entre 1985 e 2019.

Com informações da Tribuna do Norte

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Secretaria Municipal de Saúde começa a atender demanda reprimida de exames auditivos em Natal

Foto: Roberto Galhardo / Secom

Usuários da rede municipal de saúde realizaram, nesta quinta-feira (13), exames para identificar alterações auditivas e avaliar a necessidade do uso de aparelhos. A ação ocorre no Centro Clínico Dr. José Carlos Passos, na Ribeira, e marca o primeiro chamamento organizado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para atender parte da demanda reprimida de 900 pessoas que aguardam pelo exame no município.

Nesta primeira etapa, 150 usuários foram chamados para atendimento, sendo 75 no período da manhã e outros 75 à tarde. A ação conta com três fonoaudiólogos atendendo simultaneamente e contempla pessoas a partir dos seis anos de idade. Os usuários foram selecionados a partir de um levantamento da demanda existente na rede e dos encaminhamentos registrados no Sistema de Regulação do Município.

Os pacientes passam por audiometria tonal e vocal, exames que avaliam a capacidade auditiva e auxiliam na identificação de possíveis alterações. O procedimento é realizado com um equipamento ultraportátil, conectado a um dispositivo móvel que possui um software específico de audiometria. O aparelho utiliza um fone desenvolvido especialmente para a realização do exame, que emite estímulos sonoros eletrônicos e reduz a interferência dos ruídos externos, substituindo a necessidade de uma cabine acústica. Dessa forma, o profissional consegue realizar a avaliação auditiva em atendimento ambulatorial.

Após os exames e a avaliação clínica, os usuários que apresentarem indicação para o uso de aparelho auditivo serão encaminhados para receber o dispositivo. A primeira entrega está prevista para a sexta-feira, 21 de agosto, quando os pacientes aprovados para o recebimento deverão retornar ao serviço.

Para o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, a iniciativa permite organizar o atendimento de pessoas que já aguardavam na rede e direcionar cada usuário para a conduta adequada. “Estamos começando a atender uma demanda que já estava identificada e organizada pela rede. O exame permite entender o que cada paciente precisa e, a partir desse resultado, definir o acompanhamento, inclusive com a indicação do aparelho auditivo para quem tiver necessidade”, afirmou.

Segundo o secretário, o primeiro chamamento também serve como ponto de partida para a ampliação do atendimento. “Nesta primeira etapa, estamos atendendo 150 pessoas e, para aqueles que tiverem indicação e forem aprovados para receber o aparelho, a entrega será realizada no dia 21. Depois desse atendimento, vamos iniciar um novo chamamento para uma nova etapa de exames, prevista para acontecer na Zona Norte”, acrescentou.

Os usuários atendidos nesta quinta-feira já estavam cadastrados no Sistema de Regulação do Município e foram encaminhados por médicos otorrinolaringologistas para avaliação auditiva. A partir dos resultados, a SMS dará continuidade ao acompanhamento e aos encaminhamentos necessários, incluindo a indicação dos aparelhos para os pacientes que apresentarem indicação clínica.

Aos 90 anos, Maria Fernandes chegou ao Centro Clínico acompanhada da filha para realizar o exame. Ela conta que a dificuldade para ouvir já interferia na rotina e comemorou a possibilidade de receber o aparelho.

“Eu estava precisando muito fazer esse exame. Tenho muita dificuldade para ouvir e fico feliz por ter conseguido realizar a avaliação e saber que vou receber o aparelho. Espero que ele me ajude a ouvir melhor no dia a dia”, relatou.

Cristiana Bernardo também acompanhou o filho, Kauan Bernardo, de 12 anos, durante o atendimento. Segundo ela, a necessidade do exame foi identificada pela neurologista, mas a família aguardava havia mais de três anos.

“Foi a neurologista dele que percebeu a necessidade e solicitou o exame. A gente já estava esperando há mais de três anos e, agora, finalmente conseguimos. Fiquei muito feliz com esse atendimento e em saber que ele vai poder receber o aparelho. No dia 21, estaremos aqui novamente para receber”, contou, animada.

A iniciativa permite à rede municipal avançar na identificação e no atendimento das pessoas que aguardam por avaliação auditiva, organizando o acesso aos exames e aos aparelhos conforme a necessidade de cada paciente. A partir deste primeiro chamamento, a Secretaria Municipal de Saúde dará continuidade à convocação dos usuários que permanecem na fila, ampliando gradualmente o atendimento especializado em saúde auditiva no município.

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MPE pede veto ao uso de “Samanda de Lula” na urna e enquadra estratégia do PT no RN


Foto: Reprodução / Instagram

O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) a proibição do uso do nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela candidata do PT ao Senado, Samanda Alves. A Procuradoria argumenta que a inclusão da expressão “Samanda de Lula” no registro de urna é indevida, pois pode induzir o eleitorado ao erro e conceder vantagem injustificada sobre os adversários.

O parecer, assinado pelo procurador regional eleitoral Fernando Rocha de Andrade, aponta que a candidata não possui grau de parentesco com o chefe do Executivo nem carrega seu sobrenome nos documentos oficiais. Além disso, o MPE ressalta a ausência de registros prévios que comprovem o uso de “Samanda de Lula” como apelido público consolidado, destacando que reportagens e publicações nas redes sociais sempre se referiram à postulante apenas como “Samanda Alves”.

Caso a pré-candidata não apresente uma nova alternativa dentro das normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o MPE defende que a Justiça determine de ofício a alteração para “Samanda Alves”.

A estratégia do PT potiguar

A investida contra o nome de Samanda expõe os limites da tática adotada pelo PT no Estado para colar na popularidade do presidente. A Procuradoria atua em linha semelhante contra outros correligionários que tentam nacionalizar o nome de urna no Rio Grande do Norte:

  • Cadu Xavier (PT): candidato ao Governo do Estado, também teve o registro “Cadu de Lula” questionado pelo MPE sob os mesmos argumentos de ausência de parentesco e de uso histórico.

  • Precedentes da legenda: o parecer relembra decisões anteriores da Justiça Eleitoral que vetaram o uso do nome do presidente por postulantes sem vínculo familiar, como no caso “Dani Coletivo Juventude Lula”.

A defesa da chapa do PT alega que as denominações surgiram de forma orgânica nas ruas, refletindo a identificação ideológica do grupo “Time que Cuida”. A decisão final sobre a permissão do nome de Samanda na urna eletrônica caberá ao relator do processo no TRE-RN, desembargador eleitoral Daniel Cabral Mariz Maia.

A campanha do candidato ao Governo do Estado, Carlos Eduardo Xavier (PT), emitiu nota nesta quinta-feira (13), informando que não vai abrir mão de associar o nome do presidente.  “O nome Cadu de Lula não nasceu em um escritório ou em uma petição. Foi nas ruas, no abraço da militância e no sentimento do povo do Rio Grande do Norte”, argumentou em nota.

A assessoria de comunicação da campanha de Samanda Alves enviou nota para o blog informando que a escolha pela associação ao nome do presidente Lula é feita por coerência política e transparência. Confira abaixo, na íntegra:

“Samanda de Lula” é, antes de tudo, uma escolha de coerência e transparência. É assim que Samanda é chamada por sua trajetória política e pela relação construída há mais de 25 anos com o presidente Lula. Samanda é do PT, preside o partido no Rio Grande do Norte e caminha ao lado do presidente Lula desde a juventude. Seria incoerente esconder essa relação justamente durante uma eleição.

Não há qualquer intenção de sugerir relação familiar ou confundir o eleitor. Ao contrário. O nome expressa uma relação política pública e deixa claro qual projeto Samanda representa e qual compromisso assumirá no Senado. Samanda tem lado e considera mais honesto que o eleitor saiba, inclusive na urna, quem ela é e qual projeto político vai defender em Brasília.

A campanha respeita a manifestação do Ministério Público Eleitoral e vai defender sua escolha perante a Justiça Eleitoral. Qualquer que seja a decisão sobre o nome na urna, a história de Samanda e o seu lado não mudam: Samanda é do PT, caminha ao lado de Lula e seu compromisso é com o povo do Rio Grande do Norte.

Sua trajetória no PT, os anos de militância e dedicação ao Partido dos Trabalhadores, sua caminhada ao lado do presidente Lula e seu compromisso com as lutas do povo. É essa história que “Samanda de Lula” expressa.

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Empresa de Lulinha na Espanha opera como “fantasma” e defesa tenta justificar inatividade

                                                                 Foto: Juca Varella / Estadão

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tenta blindar o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após revelações sobre seus negócios na Espanha. O advogado Guilherme Suguimori Santos admitiu nesta quinta-feira (13) ao Poder360 que a empresa Synapta SL, embora mantida com registro ativo em Madri, nunca entrou em operação e funciona de forma puramente formal para o Fisco espanhol, servindo apenas como endereço para o recebimento de correspondências.

A manifestação ocorre um dia após vir à tona que Lulinha não utiliza presencialmente nenhuma instalação na capital espanhola. Para tentar justificar a existência da consultoria sem qualquer atividade real, a defesa alegou que a criação de empresas para “eventual possibilidade de atuação futura” é uma prática corriqueira e que a estrutura segue regular perante os órgãos competentes.

Documentos apontam ainda que Lulinha trocou recentemente o endereço formal da offshore. A sede no papel, que ficava na rua Agustín de Foxá, passou a figurar a partir de abril no 9º andar de um edifício no Paseo de la Castellana, uma das áreas mais valorizadas da capital espanhola.

Com informações do Poder360

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Pesquisa Consult/TN: Styvenson lidera disputa ao Senado; Zenaide Maia consolida 2ª posição


Reprodução / Turismo Rio Grande do Norte

O senador Styvenson Valentim (Podemos) lidera a corrida pelas duas vagas do Rio Grande do Norte ao Senado Federal, apontam os dados do Instituto Consult/TRIBUNA DO NORTE. Na somatória do primeiro e segundo votos, o parlamentar atinge 23,41% das intenções, mantendo vantagem sobre a senadora Zenaide Maia (PSD), que se consolida na segunda colocação com 12,18%.

Na sequência da soma dos dois votos, aparecem Coronel Hélio (PL), com 9,09%; Rafael Motta (PDT), com 7,00%; e Samanda de Lula (PT), com 5,32%. Sandro Pimentel (PSOL) registra 0,94% e Tércio Tinoco (União Brasil), 0,65%. Os demais postulantes ficaram abaixo de 0,5%, enquanto a soma de indecisos (25,06%) e nulos/brancos (15,53%) chega a 40,59%.

Cenário de Primeiro Voto

Na escolha principal do eleitor, Styvenson amplia a vantagem e Zenaide mantém o segundo lugar isolado:

  • Styvenson Valentim (Podemos): 37,53%

  • Zenaide Maia (PSD): 14,12%

  • Samanda de Lula (PT): 7,24%

  • Rafael Motta (PDT): 6,18%

  • Coronel Hélio (PL): 4,47%

  • Sandro Pimentel (PSOL) / Tércio Tinoco (União Brasil): 0,65% cada

  • Indecisos e Nulos/Brancos: 28,47% (17,53% e 10,94%, respectivamente)

Cenário de Segundo Voto

A disputa pela segunda opção do eleitorado é liderada por Coronel Hélio (PL), com 13,71%, seguido por Zenaide Maia (10,24%), Styvenson Valentim (9,29%), Rafael Motta (7,82%) e Samanda de Lula (3,41%). O destaque dessa opção é o elevado índice de indefinição: 52,71% dos entrevistados ainda não escolheram um segundo nome (32,59% indecisos e 20,12% brancos/nulos).

A pesquisa ouviu 1.700 eleitores em 64 municípios potiguares entre 8 e 10 de agosto. Registrada no TSE/TRE sob os códigos BR-09418/2026 e RN-08509/2026, a sondagem tem margem de erro máxima de 2,37 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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Pesquisa Consult/TN: Álvaro Dias cresce e empata tecnicamente com Allyson Bezerra


Fotos: Júnior Santos

A primeira pesquisa do Instituto Consult/TRIBUNA DO NORTE realizada após as convenções partidárias aponta um cenário de empate técnico na liderança pela corrida ao Governo do Rio Grande do Norte. Embora o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) apareça numericamente à frente com 30,18% das intenções de voto, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) encurtou a distância e surge na segunda posição com 27,65% — uma diferença de apenas 2,53 pontos percentuais, dentro da margem de erro do levantamento (2,37%).

A aproximação de Álvaro Dias se consolidou na comparação com os dados coletados no início de julho, antes das definições das chapas majoritárias:

  • Allyson Bezerra (União Brasil): recuou 4,41 pontos percentuais, caindo de 34,59% para 30,18%.

  • Álvaro Dias (PL): apresentou maior estabilidade com uma leve oscilação para baixo (-1,35%), passando de 29,00% para 27,65%, o que permitiu encostar no líder.

  • Cadu de Lula (PT): candidato situacionista apoiado pela governadora Fátima Bezerra, foi o único entre os principais nomes a registrar crescimento, subindo de 11,24% para 13,06%.

Outros seis postulantes ao Governo do Estado somam, juntos, menos de 1,0% das intenções de voto no cenário estimulado. Além disso, o número de eleitores indecisos subiu para 17,18% (era 14,94%), enquanto 10,65% declararam voto branco ou nulo.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 10 de agosto com 1.700 entrevistados em 64 municípios potiguares, registrada no TSE/TRE sob os números BR-09418/2026 e RN-08509/2026. A margem de erro máxima é de 2,37 pontos percentuais com nível de confiança de 95%.

Com informações da Tribuna do Norte

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Pesquisa Consult/TN: Flávio Bolsonaro cresce e encurta distância para Lula na disputa presidencial no RN

Foto: Beto Barata / Partido Liberal

A vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) encolheu nos números do Rio Grande do Norte para a corrida presidencial, aponta novo levantamento do Instituto Consult/TRIBUNA DO NORTE. A diferença entre os dois líderes, que era de 12,12 pontos percentuais na primeira semana de julho, caiu para 10,65 pontos nos dados coletados entre os dias 8 e 10 deste mês.

A aproximação do parlamentar do PL é impulsionada por um ritmo de crescimento superior ao do atual chefe do Executivo:

  • Flávio Bolsonaro (PL): subiu 2,17 pontos percentuais em um mês, avançando de 29,59% para 31,76%.

  • Lula (PT): registrou oscilação de 0,70 ponto percentual no mesmo período, passando de 41,71% para 42,41%.

Com a consolidação da polarização entre PT e PL no cenário estimulado de primeiro turno, os demais pré-candidatos aparecem isolados na disputa:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 2,35%

  • Renan Santos (Missão): 1,65%

  • Romeu Zema (Novo): 1,29%

O período de realização da pesquisa em sua etapa de campo ocorreu entre os dias 08 e 10 de agosto, com registro no TSE/TRE – BR-09418/2026 RN-08509/2026.

Com informações da Tribuna do Norte

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Mundo

Herança de Michael Jackson: juiz barra ação de irmãos por abuso sexual

Foto: Getty

A disputa entre os irmãos Cascio e os herdeiros de Michael Jackson terá de ser discutida longe dos tribunais.

Um juiz federal da Califórnia determinou, na quarta-feira (12/8), que o processo movido por Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo seja encaminhado para arbitragem privada.

A arbitragem é uma alternativa à Justiça tradicional para solucionar conflitos de forma privada. Nesse modelo, as partes escolhem um árbitro, que atua como responsável por analisar o caso e tomar uma decisão. No Brasil, o procedimento é regulamentado pela Lei de Arbitragem, e a decisão tomada pelo árbitro possui força semelhante à de uma sentença judicial.

Os quatro irmãos afirmam que sofreram abusos sexuais durante a infância e acusam Michael Jackson de estupro e molestamento ao longo de mais de uma década.

As denúncias fazem parte de uma ação apresentada contra o espólio do cantor, na qual eles também alegam tráfico sexual infantil.

A decisão judicial levou em consideração um acordo firmado entre os envolvidos em 2019. Segundo o magistrado, o documento estabelece que eventuais conflitos deveriam ser solucionados por arbitragem. Por esse motivo, o juiz entendeu que o caso não deveria prosseguir em uma corte pública.

Metrópoles

 

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