
O tom é tranquilo, mas firme. Em seu gabinete, na sede da Petrobrás, Graça Foster explica que a proposta de uma nova metodologia para reajuste da gasolina e diesel afasta do desempenho da empresa o peso de fatores fora de seu controle. Assim, a estatal poderia crescer ao ritmo que seu pesado plano de investimentos exige.”Aí, se eu não der resultado, me demite. Tira a Graça porque não está performando. É muito mais previsível do que a gente ficar explicando, explicando o tempo todo.”
Na sala repleta de orquídeas, relógio dos Beatles, réplicas de navios e plataformas, imagens de santos e orixás e a foto da presidente Dilma, ela mantém, enfileiradas atrás de sua mesa de trabalho, seis caixas. Cada uma etiquetada com o nome de uma diretoria da empresa. Todas abarrotadas de papéis.
Num gesto simples, ela define a sensação que experimentou ao receber a avaliação negativa da agência de classificação de risco Moody’s, que rebaixou a nota para o endividamento de longo prazo da empresa. “É como se eu tivesse um monte de estrelinha no peito e tiraram uma. Isso é muito ruim.”
Evitando fixar datas, Graça disse que o mecanismo deverá aplicar o conceito de médias móveis para evitar o repasse da volatilidade aos consumidores.
Estadão
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