Num piscar de olhos, a população dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná desapareceria do Brasil. Cerca de 70 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais deixariam o Brasil se pudessem, mostra o Datafolha.
Na pesquisa, feita em todo o Brasil no mês passado, 43% da população adulta manifestou desejo de sair do país. Entre os que têm de 16 a 24 anos, a porcentagem vai a 62%. São 19 milhões de jovens que deixariam o Brasil, o equivalente a toda a população de Minas Gerais.
O êxodo não fica apenas na intenção. O número de vistos para imigrantes brasileiros nos EUA, país preferido dos que querem se mudar, foi a 3.366 em 2017, o dobro de 2008, início da crise global.
Os pedidos de cidadania portuguesa aceleraram. Só no consulado de São Paulo, houve 50 mil concessões desde 2016. No mesmo período, dobrou o número de vistos para estudantes, empreendedores e aposentados que pretendem fixar residência em Portugal.
Um deles é que hoje é mais fácil se mudar: “Na internet dá para ver a rua onde se pretende morar, a sala do apartamento que se quer alugar”.
Há também grande frustração. “O Brasil de 2010 promoveu as expectativas de que nosso país seria diferente. O tombo foi maior quando se descobriu que não estávamos tão bem quanto se dizia.”
Segundo Comin, nos últimos anos seus alunos começaram a pedir cartas de referência para trabalho, “com o claro propósito de mudar permanentemente para o exterior”.
Não só os jovens querem ir embora. Há maioria também entre os que têm ensino superior (56%) e na classe A/B (51%). É o caso da produtora Cássia Andrade, 45, que vendeu seu apartamento e embarca para o Canadá até agosto.
“Não quero virar Uber nem vender brigadeiros. Trabalho com arte há 30 anos e estou em plena fase produtiva. Não faz sentido ficar só porque sou brasileira e não desisto nunca.” Cássia só não fechou sua empresa porque pretende continuar trabalhando com projetos brasileiros.
Essa possibilidade de continuar atuando no Brasil mesmo de fora é um dos fenômenos que atenuam a chamada “fuga de cérebros”, afirma Marcos Fernandes, pesquisador do Cepesp FGV.
Na área acadêmica, os brasileiros passam a trabalhar na fronteira do conhecimento, e exportam esse conhecimento para o Brasil por meio de parcerias e projetos individuais.
Já no caso de profissionais de nível técnico ou empreendedores o intercâmbio é mais difícil. Mas, segundo Fernandes, há evidência empírica de que a saída de talentos é um movimento de curto prazo. “A não ser em casos de guerra civil ou falência do Estado, boa parte deles acaba voltando.”
No médio prazo, portanto, o Brasil pode ganhar profissionais mais bem formados e experientes num período futuro.
João Amaro de Matos, vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa, na qual o número de alunos brasileiros é crescente, concorda com a análise.
“Nossa experiência mostra que muitos voltam, e não faz sentido tentar estancar esse fluxo. Os brasileiros mais promissores só vão exercer seu potencial se puderem ser livres para se desenvolver.”
Matos, português que viveu em São Paulo dos 14 anos até se doutorar na USP, cita seu próprio caso: morou na Alemanha e na França, mas hoje está em Portugal e trabalha no Brasil dois meses por ano.
As perdas de curto prazo podem ainda ser minoradas com políticas públicas, diz Fernandes. “O governo precisa criar canais de conexão e participação com os acadêmicos brasileiros no exterior, e gerar estabilidade e crescimento para que os tecnólogos e empreendedores voltem mais rapidamente. Não é o mercado que vai resolver isso.”
FOLHAPRESS

Não me enquadro como jovem, mas se eu pudesse não estaria mais aqui, pagando IR na fonte e mesmo assim anualmente, pagando escola ( e a do meu filho não é de ponta, saúde, gasolina alta, impostos altos embutidos em tudo que compramos, não tem quem aguente, trabalhamos para sustentar a classe política desse pais e em contra partida nosso nível de vida estar caindo drasticamente. Custo de vida cada vez mais alto, trabalho, trabalho e meu nível de vida cada ano que passa diminui.
E os velhos também. Eu tô na fila…
sugiro que va pra o iraque ou afganistao…
Só 62% ???
Já não arrumei minhas malas, porque não tenho condições. Viver nesse país LIXO, comandado por corruptos e bandidos dá nojo.
Quantos destes jovens que querem sair do Brasil para habitar em outros país tem realmente capacidade profissional, dominio de língua e formação intelectual para adentrar um lugar aonde ele vai ser visto e tratando como um estranho e concorrente em potencial do nativo.
É interessante observar que o simples fato de ter o visto não quer dizer que o cidadão terá vida fácil e muitas portas abertas, ledo engano.
Na Europa aonde hoje existe uma leva até considerável de jovens muitos mais bem preparados em buscam do primeiro emprego, razão maior para o migrante ser sempre preterido perante o mercado de trabalho.
Todavia, é importante dizer que o subemprego é caminho inicial para quem chega de fora.
Há muitos relatos de pessoas que saíram daqui e que estão vivendo em submundo de abandono e relegados a um estado de miséria plena.
Agora votando ao Brasil, os nossos jovens antes de pensarem de sair no país busquem criarem mecanismos de permanência e que lutei para que haja mudanças estruturais e gerenciais do Brasil, que tal começarem pelas as eleitores vindouras.
Eleições, com caixa 2, 3, … Invisível somente aos olhos de órgãos de controle, resultados viciados, jamais serão favoráveis ao povo. Até um Juiz que consegue desvendar parte desse esquema criminosos é cassado por todos os criminosos e seus representantes graúdos dos poderes, tentam anular todos os mecanismos constitucionais para que sejam encontrados os culpados. Mas, Enfim, VIVA MORO!!!
Não se pode confiar em nada e ninguém nesse país.
Governo lula/temer/dilma terminou de acabar com o país, instituições corruptas, estamos sem regra e ética, consequentemente sem futuro!!
A melhor coisa que fiz foi ir morar nos EUA e não volto para essa República de Bananas violenta nem amarrado!