A Primeira Turma do Tribunal Regional da 21ª Região (TRT-RN) condenou o Grupo Gennius Brasil Produção e Comercialização de Alimentos S.A. (restaurante Habib’s) a pagar indenização por dano moral, no valor de R$ 20 mil, a ex-empregada.
No caso, ela foi mantida em cárcere privado no escritório do restaurante, sofrendo humilhações por cerca de três horas, após denunciar o chefe.
A autora do processo trabalhou para o Habib’s de novembro de 2018 a março de 2023.
De acordo com ela, no dia 13 de julho de 2022, durante sua jornada de trabalho, foi trancada em uma sala por sua chefe imediata.
Durante o tempo em foi obrigada a estar sala, ela passou a sofrer insultos, ameaças físicas e psicológicas, sendo, também, vítima de calúnias, injúrias e difamações.
Isso teria ocorrido porque a ex-empregada denunciou a chefe e o marido dela, também empregado, ao superior deles por estarem supostamente cometendo desvios financeiros.
O superior, em vez de investigar, revelou a denúncia à chefe da autora do processo, que, um dia depois da denúncia, foi trancada na sala e submetida às humilhações.
A situação, de acordo com a ex-empregada, resultou em danos psíquicos e emocionais severos.
Em sua defesa, a empresa alegou que a ex-empregada sempre foi respeitada e bem tratada e que jamais ocorreram os fatos alegados por ela.
Ressaltou também que “aborrecimentos, contrariedades, frustrações, irritações ou pequenas mágoas são sentimentos que de maneira geral fazem parte do cotidiano do dia a dia de qualquer ser humano, seja no trabalho, no trânsito, entre amigos e até no ambiente familiar”.
No entanto, de acordo com a desembargadora Auxiliadora Rodrigues, relatora do processo no TRT-RN, o tratamento do gestor da unidade demonstra total frieza e descaso, “a quem deveria, além de manter o sigilo da denúncia, providenciar medidas de apuração e responsabilização das condutas denunciadas”.
“Pelo contrário, o teor da denúncia foi compartilhado justamente com os denunciados, que rapidamente trataram de ameaçar a empregada, bem como deslegitimar sua sanidade mental frente aos demais colegas de trabalho, chamando-a de ‘doida, louca’, e, ainda, que ‘precisava estar internada’”.
Assim, para a desembargadora Auxiliadora Rodrigues, no contexto “fático-probatório, restou configurado o assédio moral proveniente de cárcere da reclamante no escritório da reclamada”, com humilhações, ameaças, terror psicológico e hostilização constantes, criando um ambiente insalubre de recorrente beligerância.
A decisão da Primeira Turma TRT-RN foi por unanimidade e alterou o julgamento da 5ª Vara do Trabalho de Natal, que tinha, originalmente, quantificado em R$ 5 mil o valor da indenização por dano moral.
Vencedora do processo de relicitação do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, também conhecido como Aeroporto de Natal, a Zurich Airport pagou na última sexta-feira (5) a sua parte no contrato, de aproximadamente R$ 320 milhões.
Segundo a empresa, a previsão é de que ela assuma 100% das operações do terminal até março de 2024.
“Em um prazo de até 10 dias depois do acerto feito pela concessionária, inicia-se o processo de operação assistida, no qual as duas concessionárias – a atual e a futura administradora – irão operar o aeroporto de maneira conjunta”, informou a empresa.
O aeroporto foi arrematado em leilão no dia 19 de maio de 2023 por R$ 320 milhões, com ágio de 41% sobre o lance mínimo. Segundo a Anac, essa foi a primeira relicitação de um ativo de infraestrutura concedido à iniciativa privada no país.
O pagamento da Zurich, feito à Inframérica, atual concessionária do Aeroporto, foi realizado após o governo federal também quitar sua parte da indenização à empresa no fim do ano passado.
Nesta terça-feira (9), representantes da empresa se reuniram com o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Eraldo Paiva.
“Nosso plano de transição operacional está com a Anac para aprovação e a gente combina um tempo de transição assistida com a Inframérica, que pode durar de 30 a 45 dias. Considerando todas as variáveis é razoável pressupor que a gente vai começar a operar no começo de março. Pode ser um pouco antes ou um pouco depois”, afirmou o CEO da Zurich Brasil, Ricardo Gesse.
De acordo com ele, não há previsão inicial de investimentos para expansão do terminal, porque a empresa considera que a estrutura é boa.
“Temos esforços para encher o aeroporto, que com certeza tem muito potencial. A gente faz uma prospecção muito grande com companhias aéreas, a gente conversa, mostra o potencial turístico das regiões, sugere aumento de voos, novas rotas. São conversas constantes e estamos seguros que vamos trazer um aumento de voos para o aeroporto”, disse.
A Zurich Airport já está em outros quatro outros aeroportos no país: tem participação no Aeroporto de Confins e opera os aeroportos de Macaé, Vitória e Florianópolis.
Grandes nomes do esporte mundial fazem parte da lista de atletas mais ricos de todos os tempos. Em levantamento feito pelo site “Statista”, Neymar é o único brasileiro presente no ranking. Michael Jordan lidera os números, enquanto Serena Williams é a única representante mulher.
A lista conta com 40 atletas e detalha o patrimônio daqueles que mais ganharam dinheiro na história. O portal, especializado em finanças do esporte, utilizou salários, patrocínios e negócios para fazer o levantamento de quanto cada um faturou ao logo dos anos.
Líder do ranking, Michael Jordan conta com um patrimônio de US$ 3,3 bilhões. O astro da NBA alcançou o topo da lista após a venda da sua parte do Charlotte Hornets, junto das participações em lucros da linha de tênis que leva o seu nome e do licenciamento de outros produtos.
Presença única
Único brasileiro na lista, Neymar ocupa a 17ª posição. Camisa 10 da Seleção Brasileira, o jogador tem patrimônio avaliado em US$ 860 milhões (cerca de R$ 4,13 bilhões). Os números colocam Neymar acima de atletas como Tom Brady, Lewis Hamilton, Rafael Nadal e Stephen Curry.
Serena Williams é a única mulher presente no ranking. A tenista está na 38ª posição com um patrimônio de US$ 600 milhões. Defensora da igualdade de pagamento entre homens e mulheres no esporte, a tenista tem mais títulos de Grand Slams que Roger Federer, mas o patrimônio corresponde a menos da metade do acumulado pelo suíço.
Veja a lista completa
Michael Jordan (basquete) – US$ 3,3 bilhões
Tiger Woods (golfe) – US$ 2,5 bilhões
Arnold Palmer (golfe) – US$ 1,7 bilhão
Jack Nickalus (golfe) – US$ 1,63 bilhão
Cristiano Ronaldo (futebol) – US$ 1,58 bilhão
LeBron James (basquete) – US$ 1,53 bilhão
Lionel Messi (Futebol) – US$ 1,48 bilhão
Floyd Mayweather (boxe) – US$ 1,41 bilhão
Roger Federer (tênis) – US$ 1,38 bilhão
Phil Mickelson (golfe) – US$ 1,36 bilhão
Michael Schumacher (automobilismo) – US$ 1,31 bilhão
David Beckham (futebol) – US$ 1,28 bilhão
Kobe Bryant (basquete) – US$ 1,05 bilhão
Shaquille O’Neal (basquete) – US$ 1,05 bilhão
Greg Norman (golfe) – US$ 1 bilhão
Mike Tyson (boxe) – US$ 880 milhões
Neymar (futebol) – US$ 860 milhões
Kevin Durant (basquete) – US$ 850 milhões
Lewis Hamilton (automobilismo) – US$ 790 milhões
Alex Rodriguez (beisebol) – US$ 750 milhões
Manny Pacquiao (boxe) – US$ 730 milhões
Tom Brady (futebol americano) – US$ 690 milhões
Jeff Gordon (automobilismo) – US$ 690 milhões
Geroge Foreman (boxe) – US$ 680 milhões
Valentino Roddi (motovelocidade) – US$ 680 milhões
Peyton Manning (futebol americano) – US$ 680 milhões
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb) vai promover, nos próximos dias, o ordenamento das áreas da engorda de Ponta Negra já liberadas para uso com vistas à atuação de ambulantes, locadores e quiosqueiros. Já neste final de semana, a pasta irá aos locais fazer a redemarcação do espaço público, com base no plano de reordenamento de 2016, bem como na portaria 031, publicada em junho deste ano, os quais preveem, dentre outros pontos, medidas como um limite para distribuição de mesas, cadeiras e guarda-sóis na areia da praia.
Leonardo Almeida, supervisor geral de fiscalização ambiental da Semurb, explica que as normas estabelecidas são as mesmas que já estão em voga para o restante da praia e que cabe à Secretaria reorganizar os novos espaços liberados – cerca de 1,35 km até o momento, conforme a Secretaria de Infraestutura, de acordo com as regras. Segundo ele, a circulação de ambulantes por toda a área é permitida, desde que o cadastro desses trabalhadores esteja atualizado junto à Secretaria. “Para comprovar essa atualização, eles precisam transitar com crachá de identificação. Quem estiver sem o documento, será autuado e convidado a sair da praia”, afirma.
“Fiscais da Semurb vão retornar neste sábado [9] e domingo [10] para reorganizar os locadores e quiosqueiros aptos a terem um processo de regularização transitória do espaço público. Já fizemos a atualização do cadastro desse pessoal e agora vamos abrir um processo individualizado para cada um. Eles terão que cumprir todas as regras do Plano de 2016 e também da portaria e pagar pelo uso do espaço, conforme disposição das normas em um termo de compromisso”, complementou Almeida.
As regras de reordenamento de Ponta Negra para uso da faixa de areia pelos quiosqueiros e locadores estabelece os padrões A, B, C e D para o uso de guarda-sóis. Aqueles com permissão anterior a 2016 junto à Semurb podem optar pelo padrão máximo (A), que permite a distribuição de 12 guarda-sóis dispostos em três fileiras. Os locadores cadastrados entre 2016 e 2021 poderão ser regularizados nos padrões B (9 guarda-sóis), C (6 guarda-sóis) ou D (4 guarda-sóis). Cada guarda-sol pode abrigar até 2 mesas e 6 cadeiras.
“A redemarcação é necessária porque foi instalado um dissipador de drenagem em uma área destinada para locadores e quiosqueiros. Então, essa região não vai mais poder ser utilizada e, por isso, é preciso essa reorganização”, diz Almeida. Segundo ele, após o recadastramento, haverá uma formalização dos processos administrativos, onde constam toda a documentação e comprovantes de pagamento de uso do espaço, conforme determinado pela portaria.
Após a redemarcação, os locadores e quiosqueiros serão convocados pela Semurb para tomar ciência oficialmente das regras. Somente após isso, haverá fiscalizações nas áreas recém-liberadas para exigir que as normas sejam cumpridas. “No entanto, se a fiscalização encontrar algum ambulante circulando na área sem autorização, ele já será notificado”, alerta Leonardo Almeida
Vai virar terra se ninguém. Cheio de barracas, espetinhos, vendedores de óculos redes drogas, etc. Se não tirar antes, vão criar uma associação fis vendedores da engorda, achar o vereador esquerdopata para apoiar e aí, fudeu ! já era.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) manteve a reprovação das contas de gestão do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PSD), referentes aos anos de 2016 e 2017 e propôs a abertura de processo para apurar a responsabilidade e aplicação de sanção, bem como a representação ao Ministério Público Estadual (MPRN) para a investigação de possível caso de improbidade administrativa, referente às contas de 2017 (Processo nº 4093/2021). Agora, em pleno ano eleitoral, Carlos Eduardo enfrenta não apenas a possibilidade da reprovação de suas prestações de contas anuais, mas também uma investigação do MPRN que pode comprometer seu sonho em conquistar um quito mandato à frente da Prefeitura Municipal.
Especificamente para a defesa das contas de 2017, a defesa de Carlos Eduardo apresentou documentação exigida pelo TCE em agosto de 2023, sendo estas examinas no mês seguinte, para análise conclusiva da matéria. Referente à primeira irregularidade constatada pelo TCE, ou seja, a não remessa, no prazo legal, de todos os documentos/informações que compõem a Prestação de Contas Anual, o corpo técnico do TCE analisou a defesa do ex-prefeito como não suficiente para redimir o erro.
“Nesse caso, entende-se que a documentação remetida sem todas as informações exigidas compromete a devida transparência das ações do governo praticadas no exercício e sua repercussão nas contas anuais, espelhada nos demonstrativos contábeis e extra contábeis, o que, em última análise, prejudica a adequada fiscalização por parte do Poder Legislativo, com o auxílio desta Corte de Contas, bem como da própria sociedade (controle social)”, traz o relatório, assinado pelo auditor de controle externo Carlos Antônio Freire.
A documentação apresentada pela defesa do ex-prefeito também não foi suficiente para alterar o entendimento do corpo técnico do TCE, que, manteve a decisão pela emissão de parecer prévio pela desaprovação das contas em referência, “em cumprimento ao disposto no caput do art. 61 da Lei Complementar Estadual nº 464/2012”.
Entre as irregularidades constatadas, estão: não remessa, no prazo legal, de todos os documentos/informações que compõem a PCA; inconsistência das informações contábeis; descumprimento do prazo legal quanto ao envio dos instrumentos de planejamento Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA) para o TCE; inobservância dos preceitos legais e constitucionais aplicáveis aos instrumentos de planejamento (PPA, LDO e LOA); renúncia de receita sem atendimento às disposições legais; abertura de créditos adicionais suplementares com fundamento em superávit financeiro sem a existência de tal superávit apurado no balanço patrimonial do exercício anterior.
Também as seguintes irregularidades: não atingimento da meta de resultado primário e ausência de medidas de limitação de empenho e movimentação financeira; apuração de déficit orçamentário evidenciando desequilíbrio das contas públicas; repasse ao Poder Legislativo ultrapassou o limite máximo estabelecido na Constituição Federal; atraso nos repasses das contribuições previdenciárias ao Regime Próprio de Previdência Social e ausência de pagamento de parcelas da dívida previdenciária.
Seria perseguição ao ex prefeito só pq ele é o pré candidato com larga chance de ganhar pra prefeito este ano? Ah, esse argumento só serve se o bandido for de extrema direita né?!
Que o Camarada Carlos sofra mais uma derrota nas urnas, não passa de um embusteiro, arrogante e prepotente, sempre olhando o próprio umbigo e enganando o povo para através da mentira e da manipulação chegar a vitória, ocorre que o povo acordou, todos já conhecem os métodos desonestos usados por ele, de apoiadores de Bolsonaro a ser candidato de Lula logo após, demonstrou como a sua trajetória política se dá às custas da traição e da covardia, não tem posição definida, é um aproveitador e enganador contumaz.
Como a máfia siciliana enraizou suas operações em nosso estado? Investimentos que ultrapassam 800 milhões de reais no mercado imobiliário foram realizados por meio de uma engenhosa máquina de transferir e lavar dinheiro. A Cosa Nostra deixou no Rio Grande do Norte um rastro de golpes milionários, fraudes cartorárias, corrupção, grilagem de terras e dois assassinatos. Bem que poderia ser o roteiro de um filme policial, mas é um artigo que você começa a ler agora.
Era quase noite em Palermo, capital da Sicília, quando dois jovens, um deles com uma faca, entraram em uma pequena loja de produtos de limpeza na Via Altofonte. Depois de renderem os funcionários, os assaltantes levaram 4,5 mil euros que estavam na caixa registradora. Era 29 de agosto de 2019. Cinco dias depois, no mesmo horário, novo roubo na mesma loja: dois rapazes, fingindo estarem armados, levaram mais 2,8 mil euros.
O caminho natural do dono da loja seria procurar a polícia. Mas não foi o que aconteceu. Francesco Paolo Bagnasco preferiu telefonar para Giovanni Caruso, um membro da Cosa Nostra, organização mafiosa que desde o século XIX controla boa parte das relações socioeconômicas na Sicília. Ao analisarem imagens captadas por uma câmera de vídeo, os mafiosos identificaram três assaltantes (um deles havia participado dos dois roubos).
Na tarde de 7 de setembro, quatro dias após o segundo assalto, os três ladrões foram sequestrados e levados para um galpão. Caruso notificou o seu chefe, Giuseppe Calvaruso, bem como o dono da loja, e os três foram até o cativeiro, onde assistiram ao brutal espancamento dos assaltantes. Horas depois, Caruso descreveu, para outro membro da máfia, a face de um dos assaltantes, dizendo que parecia uma “peneira”. O dinheiro roubado foi devolvido a Francesco Bagnasco.
Sete meses depois, em abril de 2020, Bagnasco e outros cinco empresários recorreram a Calvaruso para adquirir nove partes de um grande armazém. Coube à máfia afastar outros pretensos concorrentes na compra do imóvel. Em troca, a Cosa Nostra exigiu uma taxa total de 90 mil euros – 40 mil a serem pagos apenas por Bagnasco por ele ter adquirido quatro partes do armazém. Foi a vez do empresário e seus sócios sentirem na pele a ira da máfia palermitana.
Em telefonema captado pela polícia italiana, Calvaruso ordenou que Caruso exigisse o dinheiro dos empresários antes que o negócio fosse formalizado em cartório. “Não tenha piedade”, disse o chefe. Bagnasco pagou, mas apenas uma parte – 15 mil euros. Em dezembro de 2020, Calvaruso reforçou as ameaças. “Se eles não me derem o dinheiro, tudo pode acontecer”, disse a Caruso. Em fevereiro de 2021, duas semanas antes da formalização do negócio no cartório, o chefe mafioso aumentou o tom das ameaças. “Se alguém ousar fazer a escritura sem ter pagado, não deixe ir ao cartório e meta um revólver na boca dele”, ordenou. Calvaruso falava de um lugar muito distante de Palermo, do outro lado do Oceano Atlântico – mais precisamente, de Natal, no Rio Grande do Norte.
Parte do dinheiro extorquido dos empresários custeou as despesas de familiares dos membros da Cosa Nostra que estão presos. Outra parte foi enviada ao Rio Grande do Norte, onde, ao longo de dezessete anos, sob o comando de Calvaruso, a máfia siciliana investiu 800 milhões de reais no mercado imobiliário por meio de uma engenhosa máquina de transferir e lavar dinheiro. Durante esse tempo, a Cosa Nostra deixou no estado nordestino um rastro de golpes milionários, fraudes cartorárias, corrupção, grilagem de terras e dois assassinatos.
Giuseppe Calvaruso tem cabelos castanho-claros, repartidos ao meio, e baixa estatura, o que lhe rendeu o apelido, entre os mafiosos sicilianos, de u curtu (o curto, literalmente, ou o baixote). Em 47 anos de vida, a maior parte atuando como empresário da construção civil, adquiriu o respeito da cúpula da Cosa Nostra, sobretudo depois de ter ajudado na fuga de Giovanni Motisi, no fim dos anos 1990. Motisi foi um dos mais sanguinários assassinos de aluguel de Salvatore “Totò” Riina, mafioso que aterrorizou a Sicília e foi o mandante dos assassinatos, em 1992, dos juízes Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, responsáveis pelo Maxiprocesso de Palermo. Em 1993, Riina foi preso. Morreu em 2017, aos 87 anos.
Cada município da Sicília (ou, no caso das maiores cidades, cada bairro ou distrito) possui um líder mafioso, chamado capomandamento (mandamento é uma região controlada por determinado clã criminoso). Antonino Rotolo, o capomandamento de Pagliarelli, está preso desde 2006. Quem o substitui desde 2015 é Calvaruso, mas na condição de “regente”, como se chama o líder temporário. Em conversa interceptada pela polícia italiana, o regente disse ter à disposição cerca de 1 bilhão de dólares para investir.
Em fevereiro de 2009, Pietro Ladogana, um homem alto de queixo anguloso que, para a PF, era testa de ferro da Cosa Nostra, desembarcou em Natal. Na capital potiguar, ele fundou três empresas do ramo imobiliário, com um capital social total de 3,8 milhões de reais, e casou-se com Tamara Maria de Barros. A brasileira seria usada como laranja pelo italiano, que colocou no nome dela boa parte dos imóveis que adquiriu.
Mas Ladogana também começou a grilar terras com o uso da violência. Chegou a criar uma milícia formada por policiais militares para expulsar moradores em Extremoz, município na Região Metropolitana de Natal, onde contava com a ajuda do então tabelião do cartório local e ex-prefeito João Soares de Souza, e de servidores da prefeitura para falsificar documentos que garantissem a posse dos imóveis. Quando o então secretário de Tributação de Extremoz Giovanni Gomes contrariou os interesses do esquema, Ladogana ordenou que um dos PMs de sua milícia, Alexandre Douglas Ferreira, “desse um susto nele” – como a mulher do mafioso contou à Polícia Civil. Gomes levou um tiro de raspão na perna quando saía da festa de formatura do filho, em uma noite de agosto de 2013.
No caso de outro desafeto, o desfecho foi trágico. O empresário italiano Enzo Albanese, que dirigia um time de rugby em Natal e não tinha relações com a Cosa Nostra, descobriu as fraudes fundiárias de Ladogana, bem como desvios de parte do dinheiro da máfia para o próprio bolso, e ameaçou denunciar tudo à polícia. Em março de 2014, Albanese foi ameaçado de morte, caso ousasse delatar seus esquemas. Mas ele não recuou. Em 2 de maio do mesmo ano, ele fechava o portão de entrada de sua casa quando o policial Ferreira se aproximou em uma moto e atirou. O italiano morreu no local. Um mês depois, a Justiça de Natal decretou a prisão preventiva de Ladogana, que foi detido no aeroporto de Roma, onde tentava embarcar para o Brasil com 120 mil euros escondidos na roupa. Acabou liberado meses depois, na Itália, e ficou no país natal. Tempos depois, recebeu uma pena de catorze anos de reclusão, que ele cumpre na penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. Ferreira não chegou a ser julgado – a Justiça o considerou inimputável, depois que foi diagnosticado com esquizofrenia.)
Em 2016, Calvaruso iniciou o processo de troca do operador da lavanderia de dinheiro da máfia no Brasil. Recorreu então ao empresário Giuseppe Bruno (foto no início do artigo), cuja família lavava dinheiro para a máfia desde os anos 1990 na construção civil da Sicília, de acordo com a polícia italiana.
Em Natal, Bruno e Calvaruso investiram 830 mil euros na compra de novas áreas nos arredores de Natal, inclusive uma fazenda que seria transformada em loteamento com perspectivas de ganhos milionários. “Gostaria de salientar que estamos falando de 180 hectares, onde há a possibilidade de construir cerca de 7.500 casas, que por 100 mil reais são 750 milhões de reais de faturamento, com um lucro residual de mais de 50%…”, escreveu Bruno, por e-mail, a um integrante da máfia na Sicília. No total, segundo o Ministério Público Federal, a máfia adquiriu 76 imóveis no Brasil.
Certo dia, em um shopping de Ponta Negra, local abastado da cidade, Bruno conheceu Sara da Silva Barros, de 37 anos de idade. Logo, ela se tornaria não só a mulher de Bruno, como sua testa de ferro preferida, já que não tinha antecedentes criminais. “Sara é cem por cento limpa”, escreveu ele para Calvaruso, por WhatsApp. Foi em nome dela que Bruno e Calvaruso montaram a pizzaria e cafeteria Italy’s, na orla de Natal.
O policial e advogado Carlos Menezes conheceu Bruno em 2016, quando o italiano e Nino Spadaro foram até a Delegacia de Apoio e Assistência ao Turista (Deatur), em Natal, onde o então agente trabalhava, para fazerem um boletim de ocorrência contra João Soares de Souza, tabelião do cartório de imóveis de Extremoz, e seu filho, Gustavo Eugênio Costa de Souza. Segundo Bruno, o tabelião e o filho haviam falsificado a escritura de uma área de 29 hectares adquirida pela empresa Tecnobloco Construções Ltda., da qual o italiano se dizia sócio e procurador, para revendê-la a terceiros por 16 milhões de reais.
Por causa do alegado prejuízo pela perda do terreno, Bruno e Spadaro passaram a pressionar o tabelião, que se comprometeu a pagar 1,2 milhão de reais e a entregar outra área a eles. Mas Souza só pagou 150 mil reais, e os italianos descobriram que os documentos da área oferecida eram falsos.
Na discussão com os italianos, o tabelião ameaçou Bruno e seu advogado com um revólver, dentro do cartório de Extremoz, o que motivou um segundo boletim de ocorrência contra Souza, agora por ameaça, registrado pelo então policial Menezes no fim de 2017, na mesma Deatur. A aproximação com o policial fez com que este fosse convidado a trabalhar como segurança para a viagem que a mãe de Bruno fez da Itália ao Brasil.
Em março do ano seguinte, Souza e o filho foram denunciados à Justiça por estelionato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, acusados de uma série de fraudes documentais. Souza morreu um mês depois, de causas naturais. Gustavo, seu filho, foi absolvido. Sem saída, Bruno ingressou com ação na Justiça contra o tabelião e o filho, e a 1ª Vara de Extremoz condenou o espólio de Souza e também Gustavo a indenizarem Bruno em 22 milhões de reais.
Retornando ao Brasil em 2019, Calvaruso, regente da Cosa Nostra, acelerou os investimentos da máfia. Concluiu a construção de uma casa dentro de um resort em Bananeiras, interior da Paraíba; comprou dois apartamentos em Cabedelo, município vizinho a João Pessoa; adquiriu duas empresas em Natal (uma delas dona de imóveis avaliados em quase 4 milhões de reais, no total) e fundou a pizzaria Italy’s.
Em 2021, os primeiros policiais italianos desembarcaram em Natal para rastrear o patrimônio amealhado pela máfia e seguir de perto os passos de Giuseppe Bruno.
No ano seguinte, em maio, o governo italiano decidiu solicitar formalmente um acordo de cooperação com o Ministério Público Federal (MPF) brasileiro para “a obtenção de dados confiáveis sobre rastreabilidade dos grandes fluxos financeiros movidos da Itália para o Brasil e informações sobre bens atribuídos a Giuseppe Calvaruso e outros”. A investigação do MPF, da PF e da Receita Federal, iniciada em outubro de 2022, não só confirmou os dados já investigados desde a Itália como encontrou novas suspeitas sobre o patrimônio do trio Calvaruso-Ladogana-Bruno no Rio Grande do Norte.
Em novembro de 2023, a PF encaminhou à Justiça os pedidos de prisões preventivas e de buscas. Em poucas semanas as requisições foram acatadas pela 14ª Vara Federal de Natal, mas a operação tinha de ser deflagrada ao mesmo tempo no Brasil e na Itália, onde havia outros participantes do esquema mafioso. A Justiça italiana demorou a conceder os pedidos de prisão (só o fez em agosto de 2024).
Bruno foi preso na manhã de 13 de agosto de 2024. No mesmo dia, a Direção Distrital Antimáfia de Palermo prendeu na Itália a mãe dele, Rosa Simoncini. No Brasil, nove pessoas, incluindo Calvaruso, Bruno e sua ex-mulher, Ladogana, sua ex-mulher, Tamara Barros, e a atual, Regina Souza, são réus em ação penal, ainda não julgada, na 14ª Vara Federal de Natal, acusados de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Em dezembro passado, o inquérito da polícia italiana seguia em andamento.
O advogado de Calvaruso na Itália, Michele Giovinco, disse à revista piauí que a Justiça ainda não provou a responsabilidade do réu na suposta extorsão aos compradores do armazém na via Altofonte, em Palermo, nem na lavagem de dinheiro na compra e venda de imóveis no Brasil. “Não há provas processuais nas investigações italianas de transferência de dinheiro de Hong Kong ou Cingapura, nem para a Itália e nem para o Brasil”, afirmou.
Em nota, a defesa de Ladogana informou apenas que o patrimônio dele no Brasil “foi adquirido com muito trabalho” e que o empresário nunca teve envolvimento com a Cosa Nostra. Nino Spadaro não quis se manifestar. A defesa de Bruno não foi localizada.
A última ponta solta dos esquemas da máfia siciliana no Rio Grande do Norte é o assassinato de Carlos Antonio Lopes da Silva, o taxista que se tornou laranja de Pietro Ladogana e era dono formal de duas empresas e de dezenas de imóveis no estado. Mesmo depois da prisão do italiano, em 2019, Silva continuou próximo dele – era uma das pessoas autorizadas por Ladogana a visitá-lo na prisão em Alcaçuz.
Na noite de 1º de março de 2023, Silva dormia em sua casa no bairro Pitangui, em Extremoz, com a mulher e as duas filhas do casal, quando ouviu a porta da entrada sendo arrombada. Pegou um bastão e conseguiu atingir um dos invasores, mas acabou levando sete tiros de pistola de outro criminoso. Morreu ao lado da sua cama.
A principal suspeita da polícia é que Silva tenha sido morto a mando de um empresário potiguar que teria grilado parte dos terrenos da Cosa Nostra no estado. Responsável pelo inquérito, o delegado André Kay, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Ceará-Mirim, não revela a identidade do suspeito para não atrapalhar as investigações. Passados quase dois anos do crime, o inquérito ainda não foi concluído.
A investigação sobre o que levou à troca de pacientes em um transplante de rim realizado no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol) em Natal, deverá ser concluída em 60 dias, segundo previsão da própria unidade. O caso ocorreu há cerca de um mês e, segundo o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), que acompanha os desdobramentos, “o equívoco foi comunicado às autoridades competentes – Huol e Anvisa – no último dia 13”. Nesta quarta-feira (24), o hospital informou que o paciente está estável, internado em um leito de enfermaria da unidade.
O Huol não confirmou quando tomou ciência do ocorrido nem quando, de fato, aconteceu o erro. Mas afirmou que apura o caso com rigor. “Todas as providências cabíveis foram imediatamente adotadas, incluindo a notificação junto aos órgãos competentes, o acompanhamento clínico integral do paciente, suporte psicológico a familiares e a abertura de processo interno para apurar responsavelmente toda a cadeia de eventos relacionados a este transplante, com previsão de conclusão em 60 dias”, disse o hospital por meio de nota.
A unidade destacou que “desde 1998, o Huol é referência no Rio Grande do Norte e no Brasil em transplantes de rim e de córnea, tendo realizado 854 procedimentos ao longo de sua trajetória, com uma equipe qualificada em tratamentos de alta complexidade”. A reportagem procurou a Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa), mas não houve retorno até o fechamento desta edição. Segundo o Cremern, o paciente que recebeu o rim incompatível apresentou rejeição, necessitou ser reoperado para retida do órgão, teve o pós-operatório superado em UTI e atualmente encontra-se na enfermaria.
Em nota, o Conselho pontuou que “acompanha o caso com atenção, reafirma a importância do cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança do paciente e em especial para transplantes. Destaca-se que falhas institucionais devem ser investigadas de forma imediata e transparente, visando o aprimoramento contínuo dos processos assistenciais e a proteção da saúde dos pacientes”, pontuou o Cremern, frisando que a questão não está relacionada ao que é considerado erro médico.
“Foi algo que envolveu a administração do processo de transplante”, disse o Conselho. Segundo informações veiculadas, o erro teria ocorrido porque havia dois pacientes na fila de espera para transplante renal com nomes parecidos. O receptor errado foi convocado para a cirurgia e acabou recebendo o órgão, que não era compatível com o tipo sanguíneo dele. Depois do procedimento, o paciente sofreu reações e foi para a UTI.
Após as reações, o órgão foi retirado, mas não pôde ser reaproveitado pelo destinatário correto. O Huol, no entanto, não detalhou como o equívoco teria ocorrido. O processo de doação de órgãos no estado passa pela Central de Transplantes do Rio Grande do Norte. A reportagem tentou contato com Rogéria Medeiros, da Central, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
Desde quando atua não tem nenhum relevância nesse caso, não é desculpa aceitável, o conselho que dou é falar a verdade e, criar protocolos pra que essa falha não volte a acontecer.
A apuração vai ser pra descobrir quem vazou. Tem muito assédio moral e muita coisa errada nesses hospitais universitários, paciente parando porque precisar tirar rápido de sala pra entrar outro, sem sala de recuperação, sem responsável técnico especializado.
O ator vencedor do Oscar Gene Hackman morreu de doença cardíaca e outros fatores provavelmente dias depois que sua esposa, Betsy Arakawa, de acordo com os resultados da autópsia divulgados na sexta-feira (7) no Novo México.
Hackman estava em um estado avançado de Alzheimer e sua esposa morreu de uma síndrome rara transmitida por ratos, segundo os exames.
O ator vencedor do Oscar de 95 anos, sua esposa de 64 anos, e um de seus cães foram encontrados mortos em 26 de fevereiro em quartos separados de sua casa em Santa Fé.
A doença cardíaca de Hackman e a síndrome pulmonar por hantavírus que causaram a morte de sua esposa foram anunciadas em uma coletiva de imprensa no gabinete do xerife de Santa Fé nesta sexta.
O xerife disse aos repórteres na semana passada que um patologista determinou que o último sinal do marcapasso do ator foi de 17 de fevereiro, tornando provável que esse tenha sido o último dia de vida do ator.
Hackman e Arakawa, uma pianista, moravam em Santa Fé desde a década de 1980 e eram ativos na comunidade artística e na cena culinária da cidade.
Nos últimos anos, o casal foi visto com menos frequência na cidade, à medida que sua saúde piorava. Eles viviam uma vida reservada, disse o xerife Adan Mendoza, o responsável pela investigação das mortes.
Um zelador do condomínio descobriu o casal morto. Os delegados do xerife encontraram Hackman na cozinha. Arakawa e um cachorro foram encontrados em um banheiro, com pílulas espalhadas de um frasco de remédio aberto no balcão do cômodo.
Hackman e Arakawa pareciam ter caído repentinamente no chão e nenhum deles mostrou sinais de trauma contundente.
Uma porta foi encontrada entreaberta nos fundos da casa. Dois dos cães sobreviventes do casal a usaram para entrar e sair da casa, afirmou o xerife.
Hackman, um ex-fuzileiro naval conhecido por sua voz rouca, apareceu em mais de 80 filmes, bem como na televisão e no palco durante uma longa carreira que começou no início dos anos 1960.
Ele recebeu sua primeira indicação ao Oscar pelo papel de destaque como o irmão do ladrão de bancos Clyde Barrow em “Bonnie e Clyde”, de 1967. Ele ganhou um Oscar de melhor ator em 1972 por sua interpretação do detetive Popeye Doyle em “Operação França”, e em 1993 ganhou um Oscar de melhor ator coadjuvante por “Os Imperdoáveis”.
A capital potiguar está em alerta para a possibilidade iminente de adoecimento por dengue. De acordo com um atlas lançado no final de janeiro pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 25 dos 36 bairros de Natal possuem risco alto ou muito alto de contaminação por dengue, zika e chikungunya. O levantamento indica que apenas onze bairros (oito na zona Sul, além de Petrópolis, na zona Leste, Bairro Nordeste, na zona Oeste, e Salinas, na zona Norte) apresentam situação de menor vulnerabilidade para as doenças, com risco baixo ou médio. A dengue é a infecção que mais preocupa, por causa do número de casos prováveis em 2024 (foram 442 até esta semana, segundo dados preliminares). A SMS prevê uma epidemia da doença até abril.
Segundo as informações contidas no atlas, o alerta máximo segue para os distritos Norte I e II, Leste e Oeste.
Todos os bairros do distrito Sul (Ponta Negra, Neópolis, Capim Macio, Pitimbu, Planalto, Candelária, Lagoa Nova e Nova Descoberta) registraram baixo ou médio risco.
Já os bairros com maior vulnerabilidade são Santos Reis, que tem toda a área com risco muito alto para contaminações, além de Rocas, Pajuçara, Lagoa Azul e Felipe Camarão, os quais registram boa parte de seus territórios com alerta vermelho (risco muito alto).
Para a confecção do atlas, cada bairro foi subdividido em uma espécie de blocos, chamados ‘zonas’ – que correspondem a áreas constituídas por 800 a mil imóveis – as quais recebem as classificações de acordo com a metodologia do levantamento. Dentro de cada bairro, portanto, existem variações, a depender da região. O que chama atenção, no entanto, é que em alguns desses bairros, como Igapó, Cidade da Esperança, Nossa Senhora de Nazaré, Dix-Sept Rosado, Bom Pastor, Mãe Luiza e outros, todas as áreas são classificadas como risco médio, alto e muito alto.
Em alguns outros bairros, a classificação de baixo risco está restrita a pequenas ‘zonas’, o que aponta para a vulnerabilidade da região, segundo Úrsula Torres, gerente técnica da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) da SMS. Este é o caso de Pajuçara, Potengi, Lagoa Azul, Redinha e Nossa Senhora da Apresentação. “Esses bairros têm em comum características sociais, econômicas e estruturais, as quais, em geral, são mais semelhantes entre si e por isso estão mais vulneráveis”, explica Torres.
O documento leva em consideração os dados coletados em quatro anos (2019, 2020, 2021 e 2022) para apontar a vulnerabilidade das áreas. A metodologia para se chegar à classificação levou em conta aspectos como entomologia (análise da presença do vetor nas regiões), epidemiologia (análise espaço-temporal do número de casos prováveis e confirmados em cada território) e persistência (levantamento da quantidade persistente de casos e adoecimento em um determinado tempo, no mesmo território).
As subdivisões dos blocos em cada bairro resultaram em 426 ‘zonas’, conforme denominação do levantamento. Deste total, 174 registraram risco alto ou muito alto (140 para risco alto e 34 para a situação considerada mais crítica entre todas as classificações), 164 tiveram risco médio e 88 foram classificados como risco baixo.
De quem será a culpa sobre o atraso na compra das vacinadas para combate a dengue
Será que podemos acusar alguém de genocida? Vai fazer um ano que as vacinas foram aprovadas pela Anvisa
Que atraso, criatura bovina? O Brasil é o primeiro país do planeta terra que vai aplicar vacinas pra dengue em todos os tempos. Na gadolândia, onde você vive, já tão aplicando e eu não sei?
Desligaram o telefone?
CULPA DA PRÓPRIA POPULAÇAO, MAL EDUCADA, QUE DEIXA OS DEPÓSTIOS COM ÁGUA ABERTOS. A CONTA CHEGOU. DENGUE MATA, ASSIM COMO COVID.
Anvisa registra primeira vacina contra dengue no Brasil
Segunda-feira, 28 de dezembro de 2015 às 14:12 – Ascom SE/UNA-SUS. Jamerson babão. Essa aí, no sistema público. E isso não quer dizer nada. Se nos outros países não há necessidade, por que seriam eles, os primeiros a utilizar?
O tempo parece não passar no Rio Grande do Norte. Quem passa somos nós. Sim, a fila anda, as gerações vão se substituindo, e nossa cidade e nosso estado permanecem congelados no tempo. Os problemas de ontem são os problemas de hoje, e ninguém duvida que serão os de amanhã. De forma que este artigo é bem provável de poder ser lido em 2027, 2031… e ainda assim será atual. Afinal, o que mudou desde 2019? 2015? 2010? 2005? Continuamos na mesma ou não? Talvez pior, porque os problemas também procriam. Quer ver? Junte um governo que não investe o que deveria na atração de indústrias com uma disposição absurda para aumentar impostos, que teremos o desemprego nascendo cada vez mais.
Sabemos que, com o declínio da economia nacional, os governantes devem se sentir mais tentados do que nunca em aumentar o assistencialismo através de mais impostos — e dessa forma tentarem permanecer no poder através dos votos dos miseráveis. Esse pensamento pode ser ampliado para os estados alinhados com a política federal. Mas isso é apenas um cuidado paliativo, pois não há dúvidas de que qualquer governo morre junto com a economia. O complicado é que nem Natal nem o RN se beneficiam para se desenvolverem com essa aliança federal.
— Quem não conhece o passado está sujeito a repetir o futuro.
Agora a Nasa vem! Ora, todos os potiguares conhecem nosso passado muitíssimo bem, e mesmo assim repetimos o futuro. Estamos presos nesse comodismo que, quanto mais nos enfraquece, menos temos disposição para mudanças. De um lado, o povo sofrido luta para sobreviver entre um feriado e outro, aguardando esmolas públicas com o pires na mão.
Do outro lado, o empresariado sufocado com uma montanha de impostos e regulações não ousa tirar sua mordaça. Tem um medo atroz de reclamar e ser fiscalizado ou ainda, não receber uma licença ou sofrer qualquer outra punição. O empresário potiguar, mesmo sem perceber, parece lutar para, no máximo, ser uma espécie de prisioneiro do ano neste sistema que o acorrenta. Segue gerando emprego, renda e polindo as grades de sua prisão para ser bem visto pelos órgãos fiscalizadores.
Quando o famoso escritor russo Fiódor Dostoiévski era um prisioneiro na Sibéria — ele andou falando umas coisinhas que irritaram a classe dirigente — sofreu bastante com o frio e o isolamento. Longe do mundo, entre quatro paredes e rodeado de planícies desoladas de neve sem fim, ele escreveu uma carta à sua família pedindo ajuda. Ele apenas disse: “Me mandem livros, livros, muitos livros para que minha alma não morra!” Como bem lembra Garcia Lorca: — ele estava com frio e não pediu fogo, tinha muita sede e não pediu água: pediu livros, ou seja, horizontes.
É disso que precisamos. Precisamos de horizontes que não temos mais. Precisamos começar a serrar as grades de nossa cela e somente assim conquistar nosso lugar ao sol.
É preciso acreditar em cegonha e em papai Noel para não perceber que a classe política só piora o cenário nacional de maneira, cada vez mais, galopante. Pensem no meu desencanto com essa classe.
Amigo o seu artigo valerá por muitas décadas. Sensacional!
O texto chega a doer pelas suas verdades. Somos apunhalados diariamente por políticos de todas as esferas que pegam o dinheiro público para seu deleite, ao invés de comprar livros para entender, um dia, que são alguns dos assassinos desta pobre nação chamada Brasil.
Ontem eu cometi a loucura de ir ao centro administrativo a uma feira, triste, ambiente coalhado de simpatizantes da governadora, programação chula, falas mentirosas, devaneios e muita gente sem rumo, óbvio que fiquei pouco tempo, o nosso estado passa longe do que precisa, está parado no tempo, aqui, nem andar pelas estradas podemos, infraestrutura horrível, insegurança, sem escolas, sem assistência a saúde, não sei como vivemos ou se vivemos, uma tristeza.
São péssimos nossos gestotes,mais a culpa não e dele,e nossa,pois junto com eles,saqueamos nosso estado, com cargos comissionados, é incompetência generalizadas.
Pacientes esperaram até 7 horas para serem atendidos nesta quarta-feira (27) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Potengi, na Zona Norte de Natal.
Esse foi o caso, por exemplo, do frentista Maciel Barros, que chegou por volta das 8h na unidade e só passou pela triagem às 12h. Até 15h, ele não havia entrado ainda na sala de consulta.
“Vieram falar da minha pulseira azul, que é caso de esperar. Beleza. Mas eu cheguei às 8h, vim fazer a triagem de meio dia. Por quê? Se a triagem pode fazer na hora. Se eu tivesse feito a triagem no momento em que eu cheguei, num momento desse eu já teria ido embora”, lamentou.
O frentista explicou que procurou a UPA porque está com dor de cabeça, dor de garganta e que, caso não consiga atendimento, vai voltar para casa e comprar um medicamento por conta própria.
A direção da UPA explicou que a demora aconteceu por conta de urgências mais graves que surgiram desde a madrugada desta quarta.
Segundo a direção, ainda durante a manhã dois pacientes que estavam em estado grave tiveram prioridade no atendimento por conta de complicações, o que alterou também a dinâmica dos atendimentos. Os dois pacientes não resistiram e morreram.
Diante da situação de superlotação, uma paciente chegou até a deitar no chão da unidade enquanto não era chamada.
A direção da UPA explicou que a unidade recebeu cerca de 300 pacientes até 15h desta quarta e que atendeu cerca de 120 deles. Segundo a direção, a unidade conta com 4 clínicos gerais. A direção disse ainda que a sala de medicação está lotada de pacientes.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi procurada pela reportagem da Inter TV Cabugi, mas não se pronunciou até a atualização mais recente desta reportagem.
‘Vou ter que esperar’
A costureira Leidjane Moura também viveu uma saga por uma atendimento na UPA Potengi nesta quarta. Ela chegou à unidade às 10h e até 14h não tinha havia sido atendida ainda.
“Eles falam que vai ter a ficha. Eu sei que tem um monte de ficha lá. Eu passei um tempão pra ser chamada para ir pra triagem. E agora aguardo aqui para ir pro consultório”, disse.
A costureira disse que vai esperar até a hora de ser atendida. “É o jeito. Infelizmente é assim, a nossa saúde é assim”, lamentou.
Laura Silveira também demorou cerca de 5 horas apenas para passar pela triagem.
“Eu cheguei por volta das 8h40 e estou aguardando ser atendida. Fui chamada pra triagem por volta de 13h40. Está entrando prioridade e aparentemente só tem um médico fazendo atendimento”, contou.
Com um incômodo na barriga e sem conseguir urinar direito, ela disse que não sai da unidade enquanto não passar pela consulta.
“Está só chegando gente, a UPA superlotada e ninguém vem dar uma explicação pra gente, só manda a gente aguardar. Eu não sei nem que horas vou ser atendida, porém eu não saio daqui antes de ser atendida”.
A UPA, foi criada para atender às urgências e emergências. Não devendo portanto, atender pacientes com pequenas queixas ou quadros que não comprometam o seu estado geral. O problema e6que o sistema, acostumou a população a buscar atendimento onde, supostamente é mais fácil; ou onde tenha a certeza da presença de Médicos para atende-la. Com isso é por isso, é que essas Unidades de Pronto Atendimentos, sempre estão lotadas. As pessoas não confiam mais na rede básica de saúde. Os ditos”postinhos” não servem mais, nem para buscar medicamentos. Muito disso, culpa das próprias equipes; que hohe em dia, só querem falar de seus “direitos” e esquecem dos deveres para com a sociedade. Pois são Servidores públicos!
E aí, é fácil! Culpar os gestores, culpar o sistema, etc. Oras!!! Se eles(servidores, funcionários, etc.) fazem o sistema?! Não é fácil!
O que se tem de concreto, é que a população não recebe o tratamento que deveria. Entretanto, essa mesma população, não busca o atendimento ou não reivindica seus direitos no lugar certo. As UPAS, não conseguiram atender à todos! A realidade delas, é que, quase 70% dos pacientes que atendem, esses, não deveriam ser atendidos lá. A população, de forma equivocada está transformando-as em serviços ambulatoriais. E isso se torna, a cada dia muito perigoso. Visto que, ha6quakquer momento pacientes, de fato com quadris graves, deixam de ser atendidos no tempo certo. Muitos podem não resistir! Sobre a demora no atendimento, quem tem plano de saúde em Natal, é busca atendimento em portas de emergências dos hospitais privados, sofrem do mesmo jeito. Esperar várias horas é coisa com um. E ser encaminhado para atendimento ambulatorial é mais comum ainda. Agora, fazer cena, como a imprensa tem o hábito de fazer; querer se alto promover com as dificuldades da população; lavrar em redes sociais, etc. São atitudes covardes e desonestas com o povo. Os profissionais de saúde das UPAS, estiveram, estão e estarão sempre há postos para atender todas as urgências e emergências que por lá chegam. Porém, atender a multidões de casos ambulatoriais provocam o encerramento dessas unidades. Atualmente, o perfil dos pacientes atendidos nas portas de urgências das UPAS, mudou. Além dos casos clássicos, como: Infartos do miocárdio ; AVC; AVE; TEP; DPOC Exarcebadas; Baleados; Esfaqueados; Vítimas de Acidentes; Tuberculosos; Portadores de ISTS; pacientes em sofrimento por causas diversas; crises de vesícula; apendicite aguda; Bixigomas, covid; endocardites; pericardites; doenças vasculares, com ou sem indicação de amputação; intubações; drenagem de tórax,etc., etc., etc. São tantas, todos os dias. Doenças que, de fato causam sofrimento e podem evoluir para um quadro de saúde crítico.
Ainda chegam, crianças com seus quadros específicos, doenças inclusive graves, de toda sorte. Há casos em que necessitam ser intubados. E além de tudo isso, passaram a atender aos pacientes psiquiátricos em surtos ou não. Visto que o Hospital João Machadao, fechou as portas para as urgências, e apelidou essa atitude de ” regulação de porta”; ficando para as UPAS a incumbência de atender à esses pacientes, “juntos e misturados” à todos os outros citados anteriormente. E aí, blogueiro de MERDA! Vem vcs, querendo aparecer para sociedade, fazendo materiazinha dessa natureza. Coletando depoimentos, manipulados de pacientes que certamente, não deveriam está nas portas de urgências. Até pq, é sabido que, quem reclama, faz barulho, chama a imprensa, etc. Esses, com certeza não estão doentes o suficiente. O paciente realmente grave, não dá ouvidos à vcs. E aí, querer que as UPAS, cumpram um papel que não é delas, é minimamente, injusto!
Pessoas!!! Se cuidem! Controlem sua glicemia, sua pressão arterial, não dirijam depois de beber, não usem drogas, etc. Tudo isso, é importante para que vc não venha a precisar de atendimentos, gira das rede básica de saúde. Respeitem as UPAS. Lá, vidas são salvas! Só busquem as UPAS, para atendimentos de urgências ou emergências. Trabalhadores relapsos não encham mais as UPAS, nas segundas feiras ou em vésperas de feriados, para pedir atestados médicos. Atitudes como essas dificultam o atendimento à quem realmente precisa das UPAS.
Inaugurada em 26 de janeiro de 2014 para sediar jogos da Copa do Mundo Fifa, a Arena das Dunas evoluiu ao longo dos últimos 10 anos e, de um estádio de futebol de última geração, se tornou uma arena multiuso de excelência apta a receber os mais variados tipos e formatos de eventos e atrações, como shows musicais, congressos, eventos esportivos, festivais, projetos culturais, atividades corporativas, além das tradicionais partidas de futebol.
Batendo recordes ano após ano, a Arena já registra ao longo de sua história 1.906 dias de ocupação com eventos em geral – shows musicais, congressos, eventos esportivos, festivais, projetos culturais, eventos corporativos e jogos -, tendo sediado 330 partidas de futebol. 2023 representou o segundo melhor ano de sua história em quantidade de público e de eventos, atrás apenas de 2014, quando sediou o mundial da FIFA. Ao longo dos 12 meses, mais de um milhão de pessoas estiveram no local acompanhando os mais variados tipos de eventos e atrações.
Para o diretor-presidente da Arena das Dunas, Ricardo Ferreira, o espaço está consolidado como a principal estrutura para eventos no estado e uma das Arena mais movimentadas do Brasil. “Estamos comprovando nossa vocação de Arena Multiuso, com uma estrutura multifacetada capaz de comportar eventos de diversos portes em seus mais variados formatos, muitos inclusive de forma simultânea. Ao longo de 2023, alcançamos a surpreendente marca de 238 dias de ocupação, o que representa, na prática, mais de um evento realizado a cada dois dias”, afirma.
Eventos tradicionais como o Carnatal, o festival MADA, o São João de Natal, a Meia Maratona do Sol, dentre inúmeros outros, além de apresentações de músicos e artistas consagrados nacional e internacionalmente ajudaram a impulsionar a grande e crescente presença do público ao longo dos anos.
Certificação internacional em qualidade e gestão de ativos
Única do país no segmento de Arenas Multiuso a possuir o selo internacional ISO 55001, que atesta a excelência operacional na gestão e manutenção de seus ativos, a Arena das Dunas revalidou pelo terceiro ano seguido sua certificação.
A ISO 55001 estabelece os requisitos que garantem os mais altos padrões de excelência em gestão operacional e manutenção da estrutura. Na prática, significa que o serviço oferecido ao público tende a continuar ágil e eficiente, pois há uma redução significativa na quantidade de vezes que sua estrutura entra em manutenção. Com isso, a disponibilidade do equipamento aumenta e as interrupções, quando necessárias, são todas programadas, impactando muito menos a operação.
Setor Corporativo
Outro fator que diferencia a Arena das Dunas das outras arenas do país é o seu setor corporativo, que engloba o Arena Office e as áreas comerciais, com 35 empresas instaladas atualmente no espaço, mais cinco novas áreas que serão inauguradas nos próximos meses – com 100% de ocupação e fila de espera -, além do Cowork Arena – um espaço colaborativo de trabalho com 32 postos de trabalho, escritórios privativos, cabines individuais, estúdio para podcast e videocast, sala de reunião privativa com sistema multimídia, além de vista panorâmica para o campo. “Nosso objetivo é usar toda a potencialidade do nosso equipamento para impulsionar a economia local, oferecendo um amplo centro de excelência para os negócios. A Arena já possuía uma consolidada estrutura de escritórios e salas comerciais, o Arena Office. Na sequência, inovamos com a chegada do CoworkArena e passamos a oferecer uma gama ainda mais ampla de serviços agregados para o empreendedor local”, comentou Ricardo.
Arena Tour
Também merece destaque o famoso programa de visitação guiada aos bastidores do estádio, o “Arena Tour”, que celebra a paixão pelo futebol e pela Copa do Mundo, além de trazer de volta uma experiência única de conhecer de perto a história de um dos palcos da Copa do Mundo Fifa de 2014.
Com quatro horários de visitação de segunda a sexta-feira, e dois aos sábados, no passeio, os visitantes têm a oportunidade de conhecer áreas exclusivas e toda a modernidade e versatilidade do estádio que sediou a Copa do Mundo FIFA 2014 em Natal, atraindo a atenção de todo o planeta para a capital do Rio Grande do Norte. A Copa na Arena reuniu cerca de 160 mil pessoas das mais variadas nacionalidades e uma média de 39.541 pessoas presentes por jogo, entre elas a partida Itália x Uruguai, no famoso jogo em que o uruguaio Luis Suárez mordeu o zagueiro italiano Chiellini.
Para os próximos anos, a Arena visualiza um crescimento ainda mais acentuado, tanto em sua modernização estrutural e tecnológica quanto na potencialidade econômica do ativo. “O objetivo é seguir explorando novas áreas comerciais, ampliando a atuação não apenas no número de eventos, mas também nas outras frentes, como, por exemplo, na sua estrutura corporativa, onde teremos grandes novidades em breve”, garante o diretor-presidente da Arena das Dunas, Ricardo Ferreira.
Números da Arena ao longo dos últimos 10 anos:
· 5,75 milhões de pessoas já passaram pela Arena;
· 1.906 dias ocupados com jogos e eventos;
· Estacionamento: desde 2014 a Arena já movimentou mais de 345 mil veículos em seu estacionamento; sendo mais de 41 mil apenas em 2023;
· 96 mil pessoas visitaram os bastidores da Arena pelo Arena Tour;
·Movimentou R$2,3 bilhões na economia de Natal-RN (VPB), sendo R$1,4 bilhão em renda e riqueza (PIB).
· Única Arena do Brasil que possui a certificação ISO 55.001 de excelência em gestão e manutenção de ativos.
·Arena Office e Áreas Comerciais: 35 empresas em seu espaço, com 100% de ocupação e fila de espera por novas áreas em 2024;
UMA DAS MAIORES ABERRAÇÕES É O CONSÓRCIO QUE CONSTRUIU O ARENA DAS DUNAS OMITIR O NOME DE MARINHO CHAGAS, TITULO DADO A REFERIDA ARENA CONFORME APROVADO PELA CAMARA MUNICIPAL DE NATAL, QUE, POR SUA VEZ, SILENCIA COM TAMANHA FALTA DE RESPEITO AO MAIOR ÍCONE DO FUTEBOL POTIGUAR, JA FALECIDO.
Enquanto isto 10 milhões de reais todo mês jogado no lixo, mais o sapo de 09-dedos e Ronaldinho “fenomeno” diziam que não se faziam copa com hospitais. CANALHAS.
Tem tudo, menos jogo de futebol. A sorte é que o megaterreno fica no centro da cidade.
A Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte deu início a uma nova metodologia de combate aos crimes de roubo e furto de telefones celulares no estado. Intimadas, 370 pessoas têm dois dias, a partir desta quarta (18), para devolver celulares roubados/furtados no RN. Trata-se da execução do programa Celular Seguro, instituído pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que ampliou um sistema exitoso criado no Piauí e que agora tem a adesão de onze estados.
A nova metodologia começou a ser implantada na segunda-feira (16), por meio da Polícia Civil, que intimou as 370 pessoas. Elas devem comparecer na Delegacia Geral de Polícia Civil (DEGEPOL), uma vez que foram identificadas como possuidoras de celulares com origem ilícita, ou seja, que são fruto de roubo ou de furto. A notificação exige a entrega imediata dos aparelhos. O não comparecimento acarreta em adoção de medidas legais, incluindo busca, apreensão e até a responsabilização por receptação qualificada, que é um crime que ocorre quando alguém adquire, recebe, transporta, oculta, vende, permuta, transforma ou desfigura um bem que sabe ser produto de crime.
A intimação
A intimação foi realizada por meio de conta oficial no WhatsApp da Polícia Civil, pelo número (+55 800 729 4593). As pessoas notificadas devem comparecer nesta quarta (18) ou quinta-feira (19), na sede da DEGEPOL (Av. Interventor Mário Câmara, 3532, Cidade da Esperança, Natal), onde serão ouvidas e, consequentemente, deverão devolver os aparelhos. Os aparelhos serão entregues aos legítimos proprietários, em conformidade com a legislação.
A SESED e a Polícia Civil reforçam a importância da colaboração da população no combate a crimes dessa natureza, evitando a aquisição de aparelhos celulares sem origem lícita comprovada. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.
Celular Seguro
O programa Celular Seguro foi aprimorado e expandido em agosto, com a criação do Protocolo Nacional de Recuperação de Celulares, ampliando a proteção oferecida pela ferramenta. O objetivo é inibir os crimes, além da proteção contra golpes financeiros. A ação também é voltada para a recuperação de aparelhos furtados ou roubados.
Inicialmente, aderiram ao programa os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.
O Celular Seguro permite que o usuário cadastre seu número na ferramenta por meio de site ou aplicativo disponível para os sistemas Android e IOS (iPhone). Em caso de furto, roubo ou perda, a própria vítima pode acessar a conta no programa e efetuar o bloqueio do aparelho e de aplicativos financeiros. No momento do cadastro, também é possível indicar “pessoas de confiança”, que poderão disparar o alerta em caso de impossibilidade da realização da ação pelo titular da conta.
Quero ver agora quem vai se arriscar a comprar celular roubado, só se for um criminoso oficial. Se for alguém querendo apenas dá uma de esperto, agora se ferrou. Acabou a boquinha, e de presente ainda vai ganhar um processo ou uma cadeia. Kkkkkk
Ôxi, se intimaram é porque sabem quem são… e por que não prendem logo? Ah, é porque são apenas vítimas da sociedade opressora. Basta devolver e estarão livres para roubar/receptar novamente. Ô Brasil véi desmantelado pra gostar de bandido!
A quem acusa cabe o ônus da prova, nós agimos legalmente e não presumidamente, somos guiados pela lei e vamos sempre fazer o correto.
Fica a dica, faça você também sempre o correto.
Nem sempre o usuário sabe que o aparelho intimado é proveniente de furto/roubo
Esse programa é muito antigo. Foi criado pela Anatel para acabar com o roubo / furto de celulares. Não dá pra entender porque depois de tanto tempo a SESED aderiu.
O Projeto Celular Legal (www.gov.br/anatel/pt-br/assuntos/celular-legal) atua no impedimento (bloqueio) de celulares irregulares que estejam operando na rede das prestadoras. Inicialmente o projeto contava apenas com o bloqueio de terminais que tivessem sido roubados, furtados, extraviados ou perdidos por meio do registro no Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI). Esse tipo de bloqueio, que já ocorre desde 2002, pode ser solicitado, atualmente, pelo proprietário do aparelho junto à sua prestadora ou no momento do registro do Boletim de Ocorrência nas delegacias dos estados que aderiram ao projeto. Para a realização desse bloqueio o proprietário deve provar sua identidade e informar o IMEI (número único de identificação de cada terminal móvel – equivalente ao chassi de um automóvel) ou, atualmente, o número da linha (anteriormente o bloqueio só era possível informando o IMEI). Nesse caso, o desbloqueio somente pode ser solicitado pelo proprietário do aparelho, ou seja, quem solicitou o bloqueio.
Não adianta adulterar /clonar o IMEI do celular, pois o sistema detecta esse tipo de fraude e o celular volta, em pouquíssimo tempo a “lista negra” dos celulares roubados.
Pouco mais de três anos após a aprovação do novo Plano Diretor, Natal passa a contar com um novo Código de Obras do Município, que promete modernizar as regras urbanísticas da capital potiguar. A nova legislação, que começou a valer no último dia 27 de março, busca simplificar os processos de licenciamento e fiscalização das edificações na cidade. Desde o novo plano diretor, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) já emitiu quase 100 alvarás de construção.
O Código de Obras atualiza a legislação anterior, em vigor desde 2004, e incorpora novas diretrizes sobre licenciamento, acessibilidade, fiscalização e regras construtivas. Uma das principais inovações está na criação do modelo de licenciamento autodeclaratório, que agiliza a liberação de obras sem comprometer o controle técnico. Para o secretário da Semurb, Thiago Mesquita, a medida traz impactos diretos na dinâmica do setor.
Segundo a Semurb, o tempo de liberação de grande parte dos empreendimentos deve ser reduzido de meses para até 24 horas. “As licenças que eram emitidas em três, quatro, cinco meses, agora são emitidas em 24 horas em boa parte dos empreendimentos que se colocaram para se licenciar”, diz o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita. “Mais de 80% dos empreendimentos que se colocaram para se licenciar, hoje no município de Natal, serão feitos de forma autodeclaratória”, completa.
Mesquita explica que o novo Código segue a lógica do Plano Diretor de incentivar o adensamento em áreas com infraestrutura urbana consolidada. “A gente conseguiu incentivar o potencial construtivo dessas áreas. A mesma coisa está fazendo o Código de Obras”, afirma. Para ele, a simplificação dos processos não compromete a fiscalização. “O responsável pelo empreendimento vai se comprometer com as informações que ele vai declarar, e caso haja falsidade ou erro, será responsabilizado tanto o profissional quanto a empresa”, explica.
Entre as novidades da nova legislação está a flexibilização de áreas computáveis no cálculo do potencial construtivo. “Estamos, em algumas coisas, flexibilizando áreas de hall, áreas comuns, aquelas partes que não são aproveitáveis, que não geram efluentes, que não geram água servida, que não há consumo de energia e que a construção desses cômodos acabava sendo computada na área construída. Isso não vai ser mais computado”, detalha o secretário.
O Código também incentiva o uso das chamadas fachadas ativas, integrando os edifícios ao espaço urbano. “Em vez de você construir o empreendimento e murá-lo, isolando ele da área pública, mas ao invés disso fazer fachada ativa, colocar vidros, lojas, uma interação da área privada com a área pública, principalmente para incentivar sempre o uso misto, ou seja, a pessoa que vai morar, mas embaixo vai ter um ‘mini-shopping’, lojinhas, esse piso térreo não será computado como área construída. A ideia é a gente incentivar bastante empreendimentos com esse conceito”, diz.
Outro ponto crucial do novo Código de Obras, diz o secretário, é a exigência de inspeções técnicas periódicas. “Todo empreendimento deve apresentar um relatório de cinco em cinco anos de estrutura, das condições de estrutura daquele empreendimento. Isso é para gerar segurança, para gerar a necessidade de sempre fazer avaliações periódicas”, explicou. A medida pretende prevenir riscos de colapso e desmoronamentos em edifícios antigos e foi incorporada ao Código como parte do capítulo sobre inspeção predial.
A redução da exigência mínima de vagas de garagem é outro aspecto que busca desburocratizar o setor e adaptar os projetos à nova dinâmica urbana. “Antes era obrigado para cada apartamento ter uma vaga de garagem, agora isso caiu pela metade”, destacou o secretário. “Aqueles estúdios que também agora estão previstos no Código de Obras, aquelas quitinetes agora vão ter como regularizar isso junto à Semurb.” Para ele, o novo regramento reconhece que o mercado deve definir a real demanda por vagas de estacionamento, evitando exigências que inviabilizem empreendimentos.
Legislação é avanço para o setor, diz Sinduscon
Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon), Sérgio Azevedo, a entrada em vigor do Código representa um avanço para o setor produtivo “ao trazer clareza aos procedimentos, instituir o licenciamento autodeclaratório e estabelecer prazos máximos para análise dos projetos”, diz. “Além disso, cria-se um ambiente com mais previsibilidade e segurança jurídica — fundamentos essenciais para destravar investimentos e fomentar a atividade produtiva”, pontua.
Além de celebrar os avanços, Azevedo ressaltou a necessidade de regulamentações complementares para consolidar o novo marco urbanístico da capital. “O Código de Obras é um desdobramento essencial do novo Plano Diretor. Mas é importante lembrar que, para o Plano funcionar em sua plenitude, é indispensável que o tripé regulamentar esteja completo: AEITPs, Código de Obras e ZPAs”, disse. “Já avançamos com as AEITPs e o Código, mas é urgente que a regulamentação das Zonas de Proteção Ambiental também seja aprovada”, diz.
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Outros pontos destacados por Azevedo incluem a valorização dos profissionais projetistas — agora com papel central no processo autodeclaratório —, a flexibilização das normas de estacionamento, a incorporação de novas exigências para mobilidade sustentável e estímulo à ocupação inteligente do solo urbano. “Essas mudanças trazem racionalidade, confiança e competitividade. Natal passa a ter um marco legal alinhado às melhores práticas urbanas, mais coerente com os desafios do presente e mais preparado para o futuro”, frisa o presidente do Sinduscon.
Segundo a Prefeitura, o novo Código já está disponível e se aplica a todos os projetos protocolados a partir de 27 de março. Processos anteriores seguem regidos pelas normas anteriores. O uso de certificado digital ou autenticação via “GOV.BR” passou a ser obrigatório em todas as assinaturas de novos processos junto à Semurb.
Desceu ao esgoto a contenda entre cooperativas para fornecer serviços médicos ao município de Natal. Com Proseg e Justiz caminhando para consolidar a contratação e Coopmed e Cooperativa de Trabalho de Serviços de Saúde do Brasil buscando contornar a situação, o nome de um juiz que tem histórico prestado à Justiça Estadual foi jogado na lama de maneira irresponsável.
Desde os últimos dias, o magistrado virou fofoca insidiosa de que teria dado ganho a uma das cooperativas destronadas por razões não processuais. Procurado pelo Blog do Dina, ele comentou a situação sob anonimato.
O contrato em questão gira em torno de R$ 276 milhões.
A narrativa espalhada por atores inconformados com o desfecho processual tenta, sem provas e sem pudor, vincular o magistrado a interesses políticos ou empresariais, numa tentativa clara de desmoralizar a atuação técnica e isenta que vem sendo mantida desde o início da ação.
A conduta do juiz, no entanto, está solidamente ancorada nos autos, sem qualquer desvio ético ou favorecimento pessoal. O magistrado, que não possui vínculos com as empresas envolvidas nem relações com os agentes políticos citados, apenas analisou os pedidos com base nos documentos e prazos processuais apresentados.
A primeira decisão foi tomada com urgência, diante da iminência de um chamamento público que havia sido protocolado às pressas. Depois, diante de indícios de descumprimento da ordem judicial, uma nova ação foi ajuizada — e novamente acolhida com base na legalidade. Em ambos os casos, a resposta do juiz se deu estritamente dentro do que o processo apresentava, sem influência externa. A determinação para que agentes públicos fossem intimados visou garantir o cumprimento da liminar sob pena de multa.
O juiz demonstrou incômodo com o uso do seu nome em conversas de bastidor motivadas por ressentimentos políticos. O juiz já enfrentou outras situações em que interesses contrariados buscaram transferir sua frustração para o Judiciário. Para ele, as críticas são apenas tentativas de criar uma aparência de poder por parte de quem, de fato, o perdeu no campo jurídico.
A postura de quem, ao perder uma causa, parte para o ataque pessoal, revela não apenas má-fé, mas desprezo pelas instituições. Trata-se de um comportamento maledicente, que busca compensar no terreno da fofoca o que não se sustenta no mérito jurídico. A instrumentalização de boatos como forma de vingança institucional é um vício recorrente — e perigoso — nos ambientes onde o interesse público deveria prevalecer.
A reportagem confirmou que o processo tramita regularmente e que as manifestações judiciais até aqui seguem os ritos e prazos previstos. Não há, até o momento, nenhuma representação formal contra o magistrado ou qualquer elemento concreto que sustente as insinuações disseminadas por setores derrotados da disputa.
Diante disso, o episódio deixa claro que, mais do que ataques a um juiz específico, trata-se de um modus operandi em que a derrota no tribunal se transforma em combustível para ataques irresponsáveis — uma prática que merece repúdio em nome da estabilidade das instituições e da própria democracia.
Uma ação judicial aberta pelo Conselho Regional de Medicina (Cremern) há 12 anos cobra a abertura de mais leitos de UTI neonatal e pediátricos na rede pública do Rio Grande do Norte, de acordo com o crescimento da população. Segundo a entidade, a oferta do serviço no estado segue abaixo da demanda.
O estado conta atualmente com 43 leitos de terapia intensiva para crianças e 126 para recém-nascidos.
Outra ação mais recente, aberta pelo Ministério Público, quer que o Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal, abra 10 novas UTIs em até 60 dias. Apesar disso, a unidade da rede estadual de saúde enfrenta risco de fechamento de leitos em julho por falta de profissionais para a escala.
A Secretaria de Saúde Pública do RN diz que não tem previsão de abertura de novos leitos infantis, atualmente.
No processo aberto na Justiça Federal, o Cremern pede a estruturação da assistência para bebês e crianças, em leitos críticos de terapia intensiva. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, no caso de UTIs neonatais, são necessários 4 leitos para cada mil crianças nascidas vivas. Em 2022, o estado teve pouco mais de 40 mil nascidos vivos, segundo o Datasus, do Ministério da Saúde.
“Essa ação civil pública que o Cremern tem contra o estado, com relação a leito de UTI, já tem 12 anos. As UTIs neonatal e pediátricas continuam deficitárias em relação às necessidades”, diz o presidente do conselho, o médico Marcos Jácome.
O presidente comentou sobre a dificuldade de os profissionais terem que recorrer a improvisos, como na semana passada, em que uma médica criou um respirador com embalagem de bolo em um bebê em Santa Cruz, enquanto o paciente esperava um leito de UTI.
“A obrigação de dar suporte de saúde à população é federal, estadual e municipal e é uma obrigação, não uma opção. É muito importante que sejam alocados recursos, que seja solucionado isso, que é muito grave”, disse.
Na ação do Ministério Público, a promotora de Justiça Iara Pinheiro destaca a situação do Hospital Maria Alice Fernandes. De acordo com a ação, o hospital tem espaço físico adequado e também equipamentos para abrir mais 10 leitos críticos.
Em um trecho do documento, a promotora destaca que o hospital realiza em média 25 internamentos por mês, chegando a um fluxo de mais de 40 internações em meses de pico. O setor de terapia intensiva da unidade assegurou assistência a 307 crianças em 2023.
O MP também pede que o governo do estado e a Secretaria de Saúde adotem medidas para até o final do mês de junho manter assegurado o funcionamento da escala.
“Hoje na nossa rede não há nenhum espaço aberto próprio que possa expandir leitos de UTI pediátrico. Não há nenhuma UTI construída esperando funcionar. Então é um cenário que a gente precisa mensurar as ações que podem ser realizadas, porque também há uma saturação da rede particular”, afirma Leidiane Queiroz, secretária adjunta de Saúde.
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