O Dia dos Namorados deve movimentar cerca de R$ 340,7 milhões no Rio Grande do Norte em 2026, segundo levantamento do Instituto Fecomércio RN. O valor representa um crescimento de 4,2% em relação ao ano anterior.
O aumento está ligado principalmente ao maior gasto médio dos consumidores e à compra de presentes e comemorações, o que movimenta o comércio em diferentes cidades do estado.
Em Natal, a expectativa é de movimentação de R$ 128,3 milhões, alta de 3,9% na comparação com 2025. Mais de 60% dos consumidores da capital afirmaram que pretendem comprar presentes.
O gasto médio na cidade chegou a R$ 171,49, o maior já registrado na série histórica. A maioria deve comprar um presente, mas parte dos consumidores pretende adquirir dois ou mais itens.
Em Mossoró, a movimentação estimada é de R$ 42,1 milhões, com crescimento de 5,3%. O gasto médio ficou em R$ 160,05, com destaque para perfumes, cosméticos e roupas.
Parnamirim aparece pela primeira vez na pesquisa e deve movimentar R$ 35,1 milhões. O gasto médio é de R$ 166,75, com mais da metade dos entrevistados dizendo que pretendem comprar presentes.
O levantamento mostra que o consumo no estado segue em alta moderada, com aumento no valor gasto por consumidor e maior variedade de produtos comprados.
O governo Lula estuda permitir que microempreendedores individuais (MEIs) contratem um segundo funcionário para compensar os impactos do fim da escala 6×1.
Atualmente, o MEI pode registrar apenas um empregado. Segundo o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, em entrevista ao site Poder 360, a ampliação está em análise, mas ainda não há decisão final. A medida precisará ser viável do ponto de vista fiscal.
A preocupação do governo é com pequenos negócios, especialmente do comércio, que podem enfrentar aumento de custos trabalhistas com a nova jornada.
Além da possibilidade de mais contratações, o governo discute um programa de apoio aos pequenos empreendedores em parceria com o Sebrae.
Pereira afirmou que a resistência à mudança vem diminuindo. Segundo pesquisa do Sebrae, 27% dos micro e pequenos empresários avaliam negativamente o fim da escala 6×1, índice que já foi de 31%.
O governo defende que a redução da jornada aumentará o consumo, já que os trabalhadores terão mais tempo livre, o que pode beneficiar especialmente o comércio.
Outra medida em estudo é a atualização do teto de faturamento do MEI, congelado em R$ 81 mil por ano há mais de uma década. O setor pede que o limite seja elevado para algo entre R$ 120 mil e R$ 130 mil anuais.
O pacote também deve incluir ações para combater fraudes, como a divisão de faturamento entre familiares para permanecer no regime do MEI e a chamada pejotização, quando empresas substituem empregados formais por prestadores registrados como MEI.
A equipe de pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que pretende disputar a Presidência, lançou, nesta sexta-feira (5/6), um vídeo com o jingle”Vem com Fé”. Em ritmo sertanejo, o vídeo mostra imagens do político em eventos, inclusive, fazendo dancinhas.
“Vem com fé, pode sonhar; vem com fé, pode acreditar; vem com fé, que o Brasil vai melhorar”, diz a letra.
O vídeo também resgata imagens do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com cenas de mobilização de apoiadores e da família reunida.
A autoria do jingle é do marqueteiro Alexandre Oltramari e pelo publicitário Rafael Rizzo, com consultoria de Eduardo Fischer, consultor estratégico da pré-campanha de Flávio. A música é aposta da campanha para agradar público bolsonarista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para o primeiro turno das eleições de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Na pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (5/6), o petista aparece com 42,1% contra 33,6% do adversário.
Segundo o levantamento, Lula avançou 7,8 pontos percentuais desde maio. Ele saiu de 34,3% para 42,1%, enquanto Flávio recuou 2,9 pontos.
Uma pesquisa da consultoria NielsenIQ revelou que 62,2% dos usuários de canetas emagrecedoras precisaram mudar a prioridade de gastos para incluir o medicamento no orçamento.
O estudo, realizado com 8.240 domicílios brasileiros, mostra que apenas 4,6% das famílias utilizam atualmente as canetas, mas outros 26,1% demonstram interesse no tratamento e não aderem principalmente por causa do preço elevado.
Entre os usuários, 84% afirmam sentir impacto moderado ou alto no orçamento doméstico. Para 62,7%, o gasto mensal com o medicamento ultrapassa R$ 800.
Os setores mais afetados pela reorganização financeira são bares (62,3%), serviços em geral (56,6%), restaurantes (54,9%), lazer (50%) e supermercados (16,4%).
Segundo a NielsenIQ, a tendência é que a quebra de patentes e a redução dos preços ampliem o acesso às canetas emagrecedoras, aumentando seu impacto sobre o consumo das famílias brasileiras.
Atualmente, 70% dos compradores pertencem às classes de maior renda e estão concentrados nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Com preços mais baixos, a expectativa é que o uso avance também entre consumidores de renda média, exigindo uma nova redistribuição dos gastos domésticos.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo IBGE.
O índice subiu 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado em janeiro (5,4%), mas caiu 0,8 ponto na comparação com o mesmo período de 2025 (6,6%).
De acordo com o IBGE, essa foi a menor taxa de desocupação já registrada para um trimestre encerrado em abril desde o início da série histórica da PNAD Contínua.
A população ocupada somou 102,3 milhões de pessoas, com alta de 1,1% em relação ao ano passado. Já o número de desempregados ficou em 6,3 milhões.
Entre os destaques da pesquisa:
• Taxa de desocupação: 5,8%
• Taxa de subutilização: 13,8%
• Trabalhadores com carteira assinada: 39,3 milhões
• Sem carteira assinada: 13,3 milhões
• Trabalhadores informais: 38,1 milhões
• Conta própria: 26 milhões
Segundo o IBGE, o mercado de trabalho segue resistente mesmo com a Selic em 14,5% ao ano, impulsionado pela demanda em diversos setores da economia e pela necessidade das famílias de manter a renda diante do custo mais alto do consumo.
Que notícia boa! Agora já dá pra ir tirando do Bolsa Família? Porque são 50 milhões de beneficiários – tem municípios com 90% da força de trabalho pendurada… essa matemática está estranha.
Quase três quartos dos lares brasileiros estão desconfortáveis com a sua situação financeira, e pouco mais da metade (54%) está no limite para virar insolvente. Nesse grupo de famílias inseguras com a própria condição, um quinto dos domicílios já está endividado ou com contas em atraso e, dessa parcela, quase 25% moram em cidades do Nordeste, principal reduto eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao mesmo tempo, no campo oposto, um quarto dos lares afirma estar em situação confortável financeiramente, e o maior percentual dessas casas está no Sul do Brasil (23%) e em Minas Gerais, Espírito Santo e no interior do Rio de Janeiro (20%), locais onde o poder de consumo é mais elevado do que a média nacional.
Os dados foram coletados em 2025 pela empresa de pesquisas NielsenIQ (NIQ) para o levantamento Homescan, um dos mais tradicionais do segmento, que obtém dados periódicos em 8,2 mil lares no país. Apenas 1 a cada 100 lares brasileiros afirma estar muito confortável com suas contas.
“Em relação às regiões, o destaque é a maior representatividade do Nordeste entre os lares mais impactados”, diz Gabriel Fagundes, diretor da NIQ, observando que o consumo na região cai a um ritmo superior ao da média do país nos últimos 15 meses, em termos de volume.
Fábio Bentes, economista-chefe da CNC, a Confederação Nacional do Comércio e Serviços, reforça que o Nordeste acaba no radar porque inclui áreas com renda mais baixa, penalizadas num cenário de piora do quadro macroeconômico, pressionado pelo crescimento do endividamento e da inadimplência desde 2025 e, agora, pela recente aceleração da inflação de alimentos.
Levantamento do Valor feito com base na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE mostra que, no acumulado de 12 meses até março, cinco dos dez Estados com menor crescimento em vendas, em volume, estão no Norte e Nordeste do país — Piauí, Tocantins, Amazonas, Roraima e Pará.
Pelo estudo da NIQ, consumidores com menor renda (até dois salários mínimos) destinam mais de 60% dos ganhos para alimentos e itens de higiene. Já na renda intermediária, há pressão crescente de despesas domésticas: contas do lar passaram a absorver mais de 50% do gasto nas famílias com rendimento de três a cinco salários mínimos.
O avanço da inadimplência no Brasil já começa a acender alerta sobre os impactos diretos na economia. Segundo o pesquisador João Mário de França, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o nível de endividamento das famílias compromete cerca de um terço da renda média e tende a afetar o consumo e o crescimento do país.
Em entrevista ao CNN Money nesta quarta-feira (15), o especialista afirmou que o consumo é o principal motor do PIB brasileiro e que o aumento das dívidas pode desacelerar a atividade econômica. “Esse endividamento, essa inadimplência, rapidamente vai bater no consumo, e isso vai impactar o ritmo da economia”, disse.
De acordo com o pesquisador, dois fatores têm peso direto na situação atual: os juros elevados e a inflação, que continua pressionando o poder de compra das famílias. Ele destaca que, apesar da taxa básica de juros (Selic) servir como referência, a realidade do consumidor é mais dura, especialmente nas linhas de crédito mais caras. “As famílias estão muito expostas a modalidades como o crédito rotativo do cartão, que pode ultrapassar 400% ao ano”, afirmou.
Além disso, a inflação segue em patamar elevado, girando entre 4% e 4,5% ao ano, com destaque para o aumento dos preços dos alimentos, que impacta diretamente o orçamento doméstico.
Medidas do governo são vistas como paliativas
Sobre as iniciativas do governo para reduzir o endividamento — como o uso do FGTS para quitar dívidas — o pesquisador avalia que as ações têm efeito limitado. “São medidas emergenciais, de curto prazo, mas não resolvem o problema estrutural das famílias”, explicou.
Segundo ele, o cenário atual cria um efeito “bola de neve”, em que consumidores recorrem a crédito cada vez mais caro, agravando o nível de endividamento. Para enfrentar o problema, o especialista defende medidas estruturais, como o ajuste das contas públicas — que pode contribuir para a redução dos juros — além de maior educação financeira da população.
A avaliação é de que, sem mudanças mais profundas, o avanço da inadimplência deve continuar pressionando o consumo e impactando diretamente o desempenho da economia brasileira.
O percentual de famílias endividadas em Natal chegou a 84,6% em março de 2026, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O cenário na capital potiguar acende um alerta para riscos econômicos imediatos como a perda do poder de compra das famílias e os impactos no consumo e na economia local, segundo análise do Instituto Brasileiro de Finanças Digitais (IFD). Além disso, a situação acende um alerta para o risco de aumento da inadimplência das famílias nos próximos meses.
O índice de 84,6% de endividamento em Natal supera a média nacional, estimada em 70%, e é superior ao registrado, por exemplo, em Recife (80,9%). O índice potiguar também se aproxima dos patamares observados no Ceará, onde 89% das famílias relataram ter dívidas a vencer (cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa).
De acordo com o presidente do IFD, Rodrigo de Abreu, em Natal o risco econômico imediato é a perda de poder de compra. “Quando vai ao mercado, a família opta por produtos mais baratos ou, no limite; elimina certos itens da lista de compras, como a carne bovina”, disse.
Segundo o presidente, há dois fatores decisivos em Natal: em primeiro lugar, como a renda média é menor do que a média nacional, as famílias precisam mais de crédito para fechar as contas do mês. “Ao lado disso, como há muita informalidade no mercado de trabalho, o crédito é ainda mais caro”, comentou.
Gestão Fátima bezerra, criadora de imposto e arrecadação para o estado, para o cidadão fica o endevidamento. Parabéns pela gestão Fátima bezerra e Kadu Xavier. Vamos com Álvaro dias, melhor para o RN.
Pesquisa da Ipsos-Ipec mostra que 22% dos brasileiros afirmam já ter recebido oferta para vender o voto em algum período eleitoral. O levantamento foi encomendado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.
Segundo a pesquisa, vereadores aparecem como os principais responsáveis pelas abordagens, citados por 59% dos entrevistados que relataram tentativa de compra de votos. Prefeitos foram mencionados por 43%.
O estudo também aponta que a prática é percebida como frequente por grande parte da população. Para 39% dos entrevistados, a compra de votos acontece “sempre” em suas cidades. Outros 30% afirmam que ocorre “frequentemente” ou “às vezes”.
Além da oferta direta de dinheiro, especialistas alertam que favores como consultas médicas, acesso facilitado a benefícios sociais, festas e distribuição de alimentos também podem configurar compra de votos, embora muitos eleitores não reconheçam essas práticas como crime.
O Nordeste apresentou o maior índice de pessoas que disseram já ter recebido propostas para vender o voto, com 32%, acima da média nacional.
A pesquisa revelou ainda que a maioria da população não sabe como denunciar o crime. Cerca de 62% afirmaram desconhecer os canais de denúncia, enquanto 52% disseram não se sentir seguros para relatar os casos às autoridades.
A compra de votos, chamada legalmente de “captação ilícita de sufrágio”, pode levar a pena de até quatro anos de prisão. As denúncias podem ser feitas por meio do aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, além de delegacias e Ministérios Públicos.
A pesquisa foi feita pelo Ipsos-Ipec entre 4 e 8 de dezembro do ano passado, com 2000 entrevistas em 131 municípios. O nível de confiança utilizado é de 95%. A margem de erro para as perguntas que englobam toda a amostra é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Um estudo publicado no JAMA Health Forum indica que adolescentes que usam cannabis têm risco significativamente maior de desenvolver transtornos psiquiátricos na vida adulta jovem. A pesquisa acompanhou 463.396 jovens entre 13 e 17 anos por quase uma década e identificou associação com o dobro do risco de diagnósticos como transtornos psicóticos, bipolares, além de depressão e ansiedade.
Com base em dados de prontuários eletrônicos de consultas pediátricas realizadas entre 2016 e 2023, os pesquisadores acompanharam os participantes até os 25 anos. Em média, o início do consumo ocorreu cerca de dois anos antes do diagnóstico de algum transtorno mental.
Segundo especialistas, o período da adolescência até os 25 anos é marcado pelo desenvolvimento do cérebro, especialmente do córtex pré-frontal, responsável por decisões, controle de impulsos e regulação emocional. O uso de substâncias nesse estágio pode comprometer essas funções e aumentar a vulnerabilidade a alterações comportamentais e emocionais.
O estudo também aponta uma relação consistente entre o uso de cannabis e transtornos psicóticos e bipolares. Uma das explicações envolve o THC, principal composto psicoativo da substância, que pode elevar a liberação de dopamina no cérebro — fator associado a sintomas psicóticos. Pessoas com predisposição genética podem ter esses quadros antecipados pelo uso.
Outro fator relevante é a maior potência da cannabis atualmente disponível. Enquanto a concentração média de THC gira em torno de 20%, há produtos que ultrapassam 95%, ampliando os efeitos e riscos.
Consumo também está relacionado à depressão e ansiedade
A pesquisa também relaciona o consumo à depressão e ansiedade. Especialistas destacam que a relação pode ser bidirecional: jovens com esses sintomas podem recorrer à substância, mas o uso também pode agravar o quadro. Crises de pânico após o consumo são relatadas, especialmente entre adolescentes.
Com o avanço da idade, a associação com depressão e ansiedade tende a diminuir, possivelmente devido ao amadurecimento cerebral. Ainda assim, o uso precoce pode deixar impactos duradouros, como maior risco de dependência e prejuízos cognitivos, afetando memória, atenção e desempenho escolar.
Sinais de alerta incluem isolamento social, queda no rendimento escolar, irritabilidade e mudanças de humor. Casos mais graves, como crises intensas de ansiedade ou sintomas psicóticos, exigem atenção médica imediata. Especialistas recomendam diálogo e intervenção precoce para evitar agravamento.
Um estudo da Escola de Medicina Keck, da Universidade do Sul da Califórnia, aponta que o consumo excessivo de álcool, mesmo que apenas uma vez por mês, já aumenta significativamente o risco de danos ao fígado.
A pesquisa, publicada na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, analisou pacientes com gordura no fígado associada a problemas metabólicos (MASLD), condição comum ligada à obesidade e ao diabetes.
Os resultados mostram que quem consome grandes quantidades de álcool em um único dia — quatro ou mais doses para mulheres e cinco ou mais para homens — tem risco até três vezes maior de desenvolver fibrose hepática avançada, em comparação com quem distribui o consumo ao longo do tempo.
Segundo os pesquisadores, esse padrão de consumo sobrecarrega o fígado, aumenta a inflamação e pode evoluir para doenças graves, como cirrose e insuficiência hepática.
O estudo, baseado em dados de mais de 8 mil adultos nos EUA, também indica que homens e pessoas mais jovens são os que mais praticam esse tipo de consumo. Além disso, quanto maior a quantidade ingerida de uma só vez, maior o risco.
Os autores alertam que o perigo não está apenas na quantidade total de álcool consumida, mas na forma como ele é ingerido, reforçando a necessidade de evitar excessos, mesmo ocasionais.
Investigado pelo Carf, Gabriel Campelo é sócio de Kevin Marques, filho de ministro do STF Kassio Nunes Marques – Foto: Reprodução/CRCP
O contador Gabriel Campelo de Carvalho, conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o Carf, votou a favor da JBS em julgamento do órgão após uma empresa de consultoria de seu pai receber 11 milhões de reais da empresa dos irmãos Batista. Gabriel Campelo entrou no Carf em agosto do ano passado. Em julho, segundo o Conselho de Controle das Atividades Financeiras, o Coaf, a JBS havia depositado a última de 12 parcelas na conta da Consult Inteligência Tributária, empresa de Francisco Craveiro de Carvalho Júnior, pai de Gabriel. O voto dele favorável à JBS ocorreu quatro meses depois.
Ligado ao Ministério da Fazenda, o Carf é um tribunal que julga disputas tributárias entre grandes contribuintes e a Receita Federal. Examina questões de milhões e até bilhões de reais. De acordo com suas regras, conselheiros devem se declarar impedidos de atuar em processos nos quais tenham interesse econômico-financeiro, incluindo situações em que tenham prestado serviços como consultores.
Gabriel Campelo é pouco conhecido em Brasília. Mais conhecido é seu sócio, Kevin Nunes Marques, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal Kássio Nunes. Kevin virou notícia em março, quando o Estadão revelou que ele recebeu 281 mil reais de uma empresa de consultoria piauiense que, por sua vez, recebeu 18 milhões de reais da JBS e do Banco Master. A empresa de consultoria é a Consult Inteligência Tributária, registrada formalmente em nome do pai de Gabriel, que passou a concentrar a quase totalidade das cotas e a administração da empresa na nona alteração contratual, feita em 6 de março deste ano, mantendo como sócio minoritário Antonio Ronaldo Madeira de Carvalho.
Desde 2024, Gabriel e Kevin Nunes Marques são sócios no Instituto de Pesquisa e Gestão Tributária (IPGT): Kevin é sócio majoritário, com 70%; Gabriel detém os 30% restantes. Como mostrou o Estadão, até algumas semanas atrás a empresa funcionava no mesmo endereço da Consult, em Barueri, na Grande São Paulo. Também usou o mesmo e-mail do Google em registros da Receita Federal. O contador do IPGT é o próprio Francisco Craveiro, pai do conselheiro e responsável pela consultoria que concentrou os pagamentos da JBS e do Master.
Gabriel Campelo chegou ao Carf por indicação da Confederação Nacional do Transporte. Seu nome passou por uma lista tríplice, foi analisado pelo comitê e formalizado por portaria do Ministério da Fazenda. Hoje, ele integra a Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção do órgão. É, portanto, um dos responsáveis por julgar as disputas bilionárias entre contribuintes e a Receita Federal.
Segundo o relatório do Coaf que informa os pagamentos, eles ocorreram entre 1º de agosto de 2024 e 31 de julho de 2025. Foram, de acordo com o Coaf, doze transferências via Pix, totalizando cerca de 11 milhões de reais, da JBS para a Consult. Os pagamentos terminaram, portanto, um mês antes dele assumir sua cadeira no Carf. A Consult declarou faturamento de apenas 25,5 mil reais entre agosto de 2024 e julho de 2025.
Três meses depois, em novembro, Gabriel participou de um julgamento no Carf em que a JBS tentava compensar créditos tributários de 1,1 milhão de reais que já haviam sido utilizados. O colegiado entendeu que o direito estava precluso, ou seja, que a empresa havia perdido o prazo para contestar a questão. Gabriel não se declarou impedido e votou a favor da JBS. Terminou vencido, junto com outro conselheiro, na decisão final do colegiado, que manteve o entendimento da Receita Federal.
Procurado pelo Bastidor na segunda-feira (6), Gabriel negou irregularidades. “A minha atuação como conselheiro não tem qualquer vinculação com interesses privados. O exercício da função segue rigorosamente critérios técnicos e pautados por padrões éticos, no que diz respeito a imparcialidade, integridade, moralidade e decoro”, afirmou, por mensagens de WhatsApp.
Gabriel afirmou que o IPGT, no qual é sócio de Kevin Nunes Marques, ainda está em fase de concepção, sem atividades operacionais ou movimentação financeira. “Não há qualquer relação operacional, contratual ou financeira entre o IPGT e a Consult Inteligência Tributária e nenhuma das empresas citadas (no caso, a JBS e o Banco Master)”, disse.
Fora de Brasília, Gabriel atua como representante do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais do Estado do Piauí. Foi eleito em outubro do ano passado para um mandato de dois anos. Além do IPGT, Campelo também é sócio de outras empresas, entre elas, uma administradora de imóveis e uma empresa de contabilidade e consultoria.
Após ser procurado pelo Bastidor na quinta-feira (2), o Ministério da Fazenda afirmou que o Carf abriu processo administrativo para apurar o caso – procedimento que, ressalta a pasta, pode resultar na perda de mandato do sócio do filho de Kassio. “Gabriel Campelo de Carvalho já foi cientificado do processo para que possa exercer seu direito à ampla defesa e ao contraditório”, disse, em nota, a pasta, no dia 6. (Leia a íntegra da nota abaixo.)
Questionada pela reportagem na terça-feira (7), a JBS afirmou que o pagamento realizado para a Consult Inteligência Tributária “refere-se exclusivamente a serviços de consultoria e auditoria fiscal”. Disse ainda que os serviços “foram efetivamente prestados e documentados”. A empresa disse não ter nenhuma relação com a pessoa indicada (Gabriel Campelo). Acrescentou a JBS: “Dessa forma, é leviana e infundada qualquer tentativa de associação, além de irresponsável insinuar relação entre os serviços técnicos contábeis regularmente contratados e um processo administrativo sem qualquer conexão”.
Leia abaixo o posicionamento do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais):
Há uma rígida análise sobre o currículo e os antecedentes de todos os candidatos a conselheiro do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). As confederações, as centrais sindicais e a Receita Federal encaminham listas tríplices que são submetidas ao Comitê de Seleção de Contribuintes (CSC), responsável por analisar os currículos, verificar o cumprimento dos requisitos e enviar tais listas para a Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda.
Para garantir imparcialidade, após assumir o cargo, tais conselheiros precisam se declarar impedidos nos processos em que tenham interesse econômico-financeiro, o que inclui o fato de terem atuado como advogados ou consultores, por exemplo.
No caso de Gabriel Campelo de Carvalho, que integra atualmente a turma 1102 do Carf, foi identificado processo fiscal julgado no Carf em que o conselheiro participou do julgamento que, segundo reportagem, seria de uma empresa para a qual ele já teria atuado como consultor, por intermédio de outra empresa da qual era sócio.
Logo que tomou conhecimento do caso, o Carf instaurou um processo administrativo que pode culminar com a perda do mandato do conselheiro. Gabriel Campelo de Carvalho já foi cientificado do processo para que possa exercer seu direito à ampla defesa e ao contraditório.
Veja abaixo a nota da JBS:
A JBS tem atividades produtivas e comerciais em mais de 200 municípios, em 19 estados brasileiros, e, como qualquer grande companhia que opera no ambiente tributário complexo do país, contrata consultorias especializadas para suporte técnico — entre elas, a Consult Inteligência Tributária. O pagamento realizado para esta empresa refere-se exclusivamente a serviços de consultoria e auditoria fiscal. Foram efetivamente prestados e documentados.
A JBS não tem nenhuma relação com a pessoa indicada. Dessa forma, é leviana e infundada qualquer tentativa de associação, além de irresponsável insinuar relação entre os serviços técnicos contábeis regularmente contratados e um processo administra*vo sem qualquer conexão.
Pesquisa da Tribuna do Norte em parceria com o Instituto Consult mostra como está a disputa na corrida pelo Governo do Estado. O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, aparece na liderança com 31,18% das intenções de voto, ultrapassando o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, que soma 29,24%.
Mais atrás estão Carlos Eduardo Xavier, o Cadú, com 6,35%, e Robério Paulino, com 1,65%. O número de indecisos (17,65%) e eleitores que não escolheriam nenhum dos nomes (13,94%) mostra que o cenário ainda está longe de definição.
A pesquisa indica um empate técnico entre os dois primeiros colocados, dentro da margem de erro, projetando uma disputa acirrada pelo comando do Rio Grande do Norte nas eleições deste ano.
No quesito rejeição, Cadú lidera com 17%, seguido por Álvaro Dias (11,7%), Robério Paulino (9,6%) e Allyson Bezerra (8,1%).
O levantamento ouviu 1.700 eleitores em 55 municípios do estado, com margem de erro de 2,37 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa tem o registro de número: RN-03877/2026.
Essas disputa vai ser boa.
Penso que vai ficar entre o Ex prefeito de Natal e o Ex prefeito de Mossoró.
Quem vai ganhar?
Veremos muito em breve.
Uma opinião:::
– Acho que vai ser decedido no primeiro Turno, não acredito que Kadu tenha votos para provocar um segundo turno tá?
Não vai existir chances matematica para um segundo turno.
Acredito!
Levantamento da Tribuna do Norte em parceria com o Instituto Consult mostra um cenário delicado para o governo estadual e de equilíbrio no plano federal. A governadora Fátima Bezerra registra alta desaprovação no Rio Grande do Norte.
De acordo com a pesquisa, 64,5% dos entrevistados desaprovam a gestão estadual, enquanto apenas 25,5% aprovam. Outros 10,06% não souberam ou preferiram não responder, evidenciando desgaste significativo da atual administração.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta um cenário mais equilibrado no estado. A aprovação do governo federal é de 46,2%, contra 47,4% de desaprovação, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
Os números refletem um ambiente político ainda indefinido às vésperas do período eleitoral, com forte rejeição local e divisão de opiniões em nível nacional.
A pesquisa ouviu 1.700 eleitores em 55 municípios do estado entre os dias 15 e 18 de março, com margem de erro de 2,37 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa tem o registro de número: RN-03877/2026.
Em um eventual segundo turno no Rio Grande do Norte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa da Tribuna do Norte em parceria com o Instituto Consult.
O levantamento aponta Lula com 41,82% das intenções de voto, contra 34,71% de Flávio Bolsonaro. 14,76% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois.
Além disso, 8,71% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder, reforçando um cenário ainda aberto e com margem para mudanças até a eleição.
A pesquisa ouviu 1.700 eleitores em 55 municípios do estado, entre os dias 15 e 18 de março, com margem de erro de 2,37 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa tem o registro de número: RN-03877/2026.
KKKKKKKKKKKKKKKKK
O povo não vota nesse que dizem estar em primeiro nessa “pesquisa”.
Ele tem sua eleição garantida, sabe-se lá como é esse fenômeno.
Mas uma coisa acontece, mesmo o sul, sudeste e centro oeste dando 40% de vantagem a qualquer candidato da direita, segundo as apurações, o “nordeste” tira essa vantagem, SEM ter votos pra isso.
Salvo se a cada 10 votos, 9 sejam para esquerda e 1 de direita no nordeste. Situação irreal, que nunca existiu, mesmo nas eleições de 2002 e 2006.
São fenômenos eleitorais que acontece nessas terras de Cabral, depois que o voto deixou de ter apuração manual, via olho no olho, fiscalizado voto a voto.
No Brasil tem dinheiro para pagar segurançaa, refeições nobres, frota de veículos de luxo, uma infinidade de assessores, serviçais que ajudam a puxar e empurrar a cadeira em seus bureaus, mas NÃO TEM recurso para trocar as urnas e ter o voto impresso e auditavel.
Coisas da “democracia” no Brasil.
Dois em cada três brasileiros (67%) afirmam possuir dívidas financeiras, como empréstimos. O levantamento é do instituto Datafolha. A pesquisa também mostrou que uma em cada cinco pessoas no país (21%) diz estar com dívidas financeiras atrasadas. Entre os brasileiros que pegaram empréstimos com amigos e familiares, 41% estão devendo.
Já a inadimplência no cartão de crédito parcelado foi mencionada por 29% de quem possui essa dívida, seguida por empréstimos em banco (26%) e carnês de lojas (25%).
Do total de entrevistados, 25% afirmaram que utilizar o cartão de crédito rotativo com diferentes graus de frequência.
O rotativo é uma modalidade de crédito acionada automaticamente quando se paga apenas o valor mínimo da fatura do cartão, parcelando o restante com juros. Os brasileiros que afirmam fazer isso com alta frequência somam 5% e os que usam o rotativo às vezes ou raramente são 22%.
Referente a inadimplência em contas de consumo e serviços, 28% dos brasileiros afirmam estar atrasados, mostrou o levantamento Datafolha. O tipo de conta mais citado é de telefone, celular e internet, para 12% dos inadimplentes. Em seguida, vem IPTU, IPVA, e carnê-leão (12%), luz (11%) e água (9%).
Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 117 municípios do Brasil, entre os dias 8 e 9 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Problemas financeiros
O levantamento apontou ainda que os brasileiros se sentem apertados financeiramente. Os entrevistados apontaram oito diferentes tipos de restrição no orçamento nos últimos meses, como reduções de consumo, falta de pagamento de dívida e mudanças de hábitos.
Segundo o Datafolha, 27% dos brasileiros vivem em situação financeira apertada e 18% em condição severa, totalizando 45% da população. Os que se enquadram na categoria moderada são 36%, enquanto os isentos ou leves representam 19%.
Quando questionados sobre o principal problema pessoal, os brasileiros apontam principalmente aspectos financeiros.
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