Geral

FAB já registrou 710 casos de OVNIs no Brasil; documentos, fotos e até vídeos são públicos

Fotos de suposto disco voador na Barra da Tijuca em 1954 Foto: Reprodução / Arquivo Nacional

Objetos voadores não identificados existem. Pelo menos, no Brasil, suas histórias são oficiais e estão todas reunidas na pilha de documentos da Força Aérea Brasileira (FAB). Quer saber quem já viu um disco voador? Onde foi? Quantos foram avistados? Tudo isso está disponível para consulta no Arquivo Nacional num acervo que foi criado a partir de documentos liberados pela FAB.

O acervo inclui até mesmo gravações de conversas entre torres de controle de voo e pilotos. Apesar de recheadas de códigos de navegação aeronáutica, as conversas mostram relatos de aviadores e militares sobre terem visto algo que não sabiam o que era.

Dados compilados pela Aeronáutica indicam que entre 1954 e 2005 foram 710 casos de avistamentos de alguma coisa voando. Uma luz brilhante que se mexia no céu, bolas acesas, discos voadores, aeronaves registradas detectadas por radares da FAB e até mesmo avistadas por aviões caças.

Fonte: Arquivo Nacional
Na série histórica de registros oficiais, 1977 foi o ano em que mais recebemos “visitas desconhecidas”. Foram 85 casos. Naquele ano, até a capital federal foi “invadida”. Era 29 de maio. Um documento com carimbo de “reservado” da Aeronáutica reproduz a conversa do Controle de Tráfego Aéreo com um avião militar. O controlador de voo pergunta se o piloto estava conseguindo ver diretamente o objeto que aparecia no radar. Primeiro o piloto diz que nada via. Depois confirma.

“Positivo, sobre o aeroporto. Está se deslocando em pouca velocidade , luz azul, como se fosse uma estrela, mas está se deslocando”. Em reposta, o controlador diz que a luz foi para o centro do Poder federal: “Afirmativo, esse objeto está em deslocamento, com pouca velocidade, se aproximou, veio do setor Norte de Brasília, sobrevoou o Palácio da Alvorada, a Esplanada dos Ministérios. Agora deve estar sobre o aeroporto”.

Registro de OVNIs em 1982 em Anápolis onde está localizada base da Aeronáutica

Registro de OVNIs em 1982 em Anápolis onde está localizada base da Aeronáutica Foto: Reprodução / Estadão

Para quem ficou curioso com a recente discussão organizada no Congresso dos Estados Unidos sobre supostos ETs em solo norteamericano, o arquivo brasileiro não deixa por menos. O material já foi objeto de pesquisa científica e subsidiou até dissertação de Mestrado. Mas pode decepcionar aquele que for buscar novas revelações sobre o mais famoso Extra Terrestre brasileiro, o que teria pousado e circulado pela cidade de Varginha (MG) na década de 1990.

No Arquivo Nacional, os registros oficiais sobre o tema têm até nome. Fazem parte do “Fundo Objeto Voador Não identificado” que, atualmente, é composto por 867 itens. Há de tudo ali. De foto a trecho de vídeo. De relatórios confidenciais a cópias de notícias de jornal.

O caso mais notório e que envolveu o reconhecimento oficial da FAB de que, de fato, OVNIs foram avistados em direção à Brasília, ocorreu em 1986. Na época, caças foram despachados para perseguir aquelas luzes. Os registros do que os militares fizeram para saber o que era aquilo estão relatados em vários documentos com carimbos de confidencial, mas hoje de acesso livre a qualquer curioso com tempo para percorrer o acervo público, mesmo que via internet.

Os documentos reproduzem as transcrições das conversas entre pilotos e as torres de controle aéreo. Pilotos de caça contam como avistaram os objetos, tentaram alcançá-los, mas os perderam de vista ainda que seus jatos estivessem em velocidade subsônica.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Teve aquele caso ano passado em que os patriotas entraram em contato direto com os ETs , se comunicavam usando o celular lembram?

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Brasil

Quentinha invisível: ONG responsável por ação de ministério contratou firmas do próprio dono e de sobrinho

Foto ilustrativa/ reprodução

A “ONG das Quentinhas” responsável por ação do Ministério do Desenvolvimento Social que distribui refeições a populações vulneráveis contratou uma empresa do próprio dono e outra de um sobrinho dele. Além dos R$ 5,6 milhões do projeto Cozinha Solidária, o Movimento Organizacional Vencer, Educar e Realizar (Mover Helipa) firmou um acordo de R$ 5,2 milhões com o governo federal para promover cursos de capacitação a moradores de baixa renda da periferia da capital paulista.

Essa verba, sob responsabilidade do ministério, veio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), reserva da União destinada a bancar o seguro-desemprego, abono salarial e ações relacionadas ao desenvolvimento econômico.

Após ser procurada pelo GLOBO para falar sobre o serviço, a pasta informou que suspendeu pagamento referente ao convênio de treinamento em áreas carentes.

Como O GLOBO mostrou na quinta-feira, a ONG comandada por José Renato Varjão, ex-assessor do deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) e do deputado estadual de São Paulo Ênio Tatto (PT), subcontratou outras entidades em nome de atuais ou ex-integrantes de gabinetes petistas para produzir e distribuir refeições. Representantes dessas ONGs reconheceram que estão entregando um número de pratos por mês abaixo do que foi contratado. O programa Cozinha Solidária foi lançado em março de 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto.

Além da entrega de quentinhas, o ministério comandado por Wellington Dias (PT) contratou a ONG para realizar atividades que possam facilitar o acesso ao mercado de trabalho de moradores das favelas de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, e do Parque Santa Madalena, na Zona Leste. Com a verba federal em mãos, Varjão destinou parte dos recursos para uma empresa da qual é sócio — na Receita Federal, a firma diz prestar “serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas”. Já no acordo com a Mover Helipa, firmado por R$ 96 mil, a firma se tornou responsável por prestar “serviços especializados como consultor de relações institucionais”.

— Os diretores da instituição que executam o trabalho podem receber pelo projeto. Está tudo dentro da lei — argumenta Varjão.

Outra firma contratada pertence a Jhonatas Varjão Ferreira, sobrinho do dono da ONG. O documento prevê repasse de R$ 72 mil para prestar “serviços especializados como analista de comunicação”. O contrato foi assinado no dia 1º de dezembro, três dias antes da abertura oficial da empresa na Receita Federal.

— Eu fui um dos fundadores da ONG, junto com meu tio, mas agora voltei depois de passar por outros empregos. Sou consultor de comunicação e cuido de redes sociais — disse Jhonatas.

Varjão afirma que o sobrinho foi “contratado pela capacidade técnica, não por ser parente”.

Especialista em Direito Administrativo e desembargadora federal aposentada, Cecilia Mello afirma que, por se tratar de dinheiro público, as ONGs devem “optar por serviços mais econômicos e eficientes”.

— Mesmo sendo uma ONG, é necessário fazer uma pesquisa de preços, algo similar a uma licitação. Não se pode contratar a própria empresa sem ter capacitação na área. Se (a empresa) está usando uma verba pública, tem que seguir os critérios de legalidade para utilização desse recurso. Se for o caso de contratação de uma empresa do sobrinho sem a devida qualificação, haverá uma flagrante ilegalidade. Quando ele contrata sua própria empresa, a empresa deve ter experiência na área — diz.

Além da capacitação, o Desenvolvimento Social diz que o convênio visava à “construção de uma cozinha escola”. “Todas as averiguações estão sendo conduzidas com total transparência”. A pasta afirma que, caso sejam confirmadas irregularidades, além da suspensão de repasses, “outras providências serão tomadas conforme a legislação vigente”.

Diante da revelação do caso das quentinhas e pressionado pelas críticas, especialmente da oposição, o ministério acionou na quinta-feira a Polícia Federal e órgãos de controle para investigar os gastos das ONGs envolvidas no programa Cozinha Solidária.

“As denúncias apontadas estão sendo objeto de averiguação, e o ministério já enviou uma equipe ao local nesta quinta, que ficará pelo tempo que for necessário, vistoriando todas a unidades denunciada”, afirmou a pasta.

O ministério acionou a Rede Federal de Fiscalização de programas vinculados ao Cadastro Único, um núcleo que trabalha integrado com a Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Advocacia-Geral da União .

Na quinta-feira, parlamentares da oposição usaram o caso para fazer críticas ao governo nas redes sociais e acionaram a Procuradoria-Geral da República e Tribunal de Contas da União (TCU).

— O governo Lula precisa explicar por que escolheu ONGs sem capacidade comprovada para uma tarefa tão crucial — disse a deputada Silvia Waiãpi (PL-AP), uma das vice-líderes da oposição na Câmara, chamando o episódio de “inadmissível”.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. É preciso investigar essas ONGs, na maioria os “proprietários “ têm vida de milionários.
    Alô MPRN e MPF.

  2. Essa semana eram deputados e vereadores do PL recebendo propina pra repassar emenda pra municípios, agora são do PT fazendo superfaturamento com quentinhas… parece aquela música… “se gritar pega ladrão não fica um meu irmão ” bandidos do PT e do PL… os dois lados da briga ideológica atual…

  3. PT = Falcatruas + mentiras = roubalheira, não tem jeito é genética ptista.

    1. É verdade, veja o RN, desde do ano passado no mês de SETEMBRO/2024, estava tudo certo pagar FUNDEB, inclusive, os recursos financeiros encontrava-se na CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, até hoje ninguém tem mais conhecimento do pagamento. Sabe-se que os ESTADOS vizinhos efetuaram os pagamentos do FUNDEB menos ESTADOS RN.

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Saúde

Canabidiol, composto da maconha, está sendo testado no tratamento de pelo menos 20 doenças

Canabidiol é um dos cerca de 100 elementos presentes na Cannabis | Foto: MICHAELA REHLE / Agência O Globo

De depressão a epilepsia, esclerose múltipla a dor crônica, fobia a cólica menstrual — nunca a ciência avançou tanto nas descobertas das propriedades medicinais da cannabis, a planta da maconha. Estima-se que os efeitos do canabidiol, substância encontrada em pequeno volume no caule e na folha da erva, estejam sendo testados em pelo menos 20 doenças em grandes centros de referência ao redor do mundo. Um dos trabalhos mais extraordinários é brasileiro. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, identificaram a ação terapêutica do composto no burnout, a síndrome do esgotamento profissional.

Publicado na revista JAMA,  da Associação Médica Americana, o trabalho avaliou 120 profissionais da saúde da linha de frente da resposta à Covid-19. Doses diárias de 300 mg do medicamento reduziram sintomas de fadiga emocional em 25% nos voluntários, depressão em 50% e ansiedade em 60%.

“Estamos avaliando, em parceria com o Instituto de Psiquiatria da USP de São Paulo, o efeito do canabidiol na prevenção das consequências neurológicas e médicas gerais da infecção por coronavírus — afirma o líder da pesquisa, o psiquiatra José Alexandre Crippa”.

Os cientistas descobriram que ácidos do canabidiol têm a capacidade de se ligar à proteína Spike, a  estrutura que o coronavírus usa para entrar nas células. Com isso, os compostos de cannabis poderiam evitar a infecção. O trabalho, publicado no Journal of Natural Products, foi desenvolvido em laboratório e ainda precisa passar por novas etapas, como testes em seres humanos.

“Existe um enorme potencial terapêutico levantado por estudos pré-clínicos, dos quais, inclusive, participo. As pesquisas em laboratório levantam a possibilidade de essas substâncias, em especial o canabidiol, terem um leque mais amplo de potencialidades terapêuticas. É necessário um volume maior de ensaios clínicos para poder se afirmar que desses efeitos realmente existem”, explica o professor de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP) Francisco Guimarães.

No Brasil são 14 remédios autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Santária (Anvisa) — três deles validados há apenas uma semana. Eles só podem ser usados frente a receita médica do tipo B (azul), a mesma usada com psicotrópicos.

O número de produtos, no entanto, pode aumentar nas próximas semanas. Dados da Anvisa mostram que há cinco pedidos em análise de produtos e quatro em exigência. Outros três ainda devem começar a ser avaliados.

“Vejo, a médio prazo, a fundamental necessidade de os ensaios clínicos demonstrarem a eficácia e a segurança para diferentes condições. O canabidiol não é uma bala de prata, uma panaceia. Ele precisa ser indicado para cada uma das condições com dosagem adequada que apenas os ensaios clínicos podem trazer”, afirma o psiquiatra Crippa, docente de Neurociências da FMRP da USP.

“Vejo nesse sentido, um avanço desses ensaios clínicos, monitorados pela Anvisa, para que possam chegar até o SUS e ser distribuído para toda a população”.

Procurado pelo GLOBO, o Ministério da Saúde afirmou que “no momento, não há solicitação em aberto para avaliação do canabidiol na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec)”. O órgão técnico é responsável por incluir novas terapias, medicamentos e tratamentos na rede pública.

O canabidiol (CBD) só deixou a lista de substâncias proibidas pela Anvisa e passou a ser autorizado como medicamento controlado em janeiro de 2015. A aprovação do primeiro medicamento veio em 2017, indicado para tratar espasmos prolongados decorrentes de esclerose múltipla.

Usar o composto é completamente diferente de consumir a droga.  “Quando uma pessoa usa um preparado a partir da planta, usa uma mistura de cerca de 500 compostos químicos presentes na planta”, diz Guimarães.

Na sua forma natural, a maconha é uma das drogas menos viciantes. No últimos dez anos, porém, a erva passou a ser manipulada de modo a conter uma quantidade maior de THC, o composto que dá o “barato” da droga. A era de menos de 1% de THC na década de 60 e hoje chega a ser trinta vezes maior.

Tida como inofensiva por muitos, a ação da maconha no cérebro do adolescente pode ser devastador. Estudo conduzido na Universidade de Montreal, no Canadá, mostrou que o uso de maconha por adolescentes aumenta diretamente o risco de desenvolvimento de psicose.

O consumo na adolescência interfere no desenvolvimento do cérebro, que fica com áreas do córtex pré-frontal mais finas (um efeito que geralmente só se manifesta na velhice).

O Globo

Opinião dos leitores

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Geral

TRUMP: a onipotência da mídia perdeu para a própria decadência – Por Mario Rosa

Foto: Reprodução/Instagram @realdonaldtrump

*Por Mario Rosa

Acompanhei nos mínimos detalhes a campanha norte-americana. O que mais me incomodava não eram as falas, políticas e, portanto, exageradas e parciais de ambos os candidatos. Vergonhosa foi a parcialidade e como a mídia norte-americana se transformou no departamento de relações públicas da campanha da candidata democrata, derrotada.

No sábado (2.nov.2024), sabe-se lá de onde, uma pesquisadora de Iowa surgiu com um resultado que colocava Kamala Harris 3 pontos à frente de Donald Trump. Isso virou “notícia” em todos os telejornais. Uma única pesquisa. Fato nacional? Ecoado por toda a mídia? Detalhe: Trump era favorito nesse Estado e seu candidato ao Senado disputava uma vaga estratégica contra um senador democrata.

Na madrugada desta 4ª feira (6.nov.2024): uma lavagem em Iowa. Os 2 republicanos venceram. A pesquisa, descobriu-se, havia sido 3 dias antes de conhecimento dos democratas, que plantaram nos principais canais de televisão, que por sua vez fizeram o papel de comitê de campanha.

Kamala Harris se aliou à filha de Dick Cheney, o poderoso ex-vice-presidente de George W. Bush que os democratas sempre chamaram de “falcão”, por liderar guerras e ser o responsável pela morte de dezenas, centenas de milhares de pessoas, a maioria delas inocentes. Sua filha defendeu sempre as mesmas ideias.

Alguma crítica à Kamala? Imagina!

Trump numa conversa na reta final se referiu a Liz Cheney como “falcão” e disse que queria vê-la com 9 rifles apontados para ela. “Eles são todos falcões de guerra quando estão sentados em Washington, em um belo prédio, dizendo ‘oh vamos enviar 10.000 soldados diretos para a boca do inimigo”. Depois, falou que o pai de Cheney gastou US$ 9 trilhões em guerras e que ele, Trump, não começou nenhuma. Na boca de um democrata, uma afirmação pacifista. Na mídia norte-americana como um todo, Trump ameaçou (!!!) a filha de Cheney de colocá-la na mira de 9 fuzis.

Toda a cobertura foi sórdida. Um comediante falou uma piada estúpida sobre Porto Rico e a mídia inteira colocou a responsabilidade sobre Trump. Ainda compararam o evento no Madison Square Garden (lotado!) a um encontro de nazistas (a comunidade judaica votou em peso no republicano).

Mais? O presidente Bidenchamou os eleitores de Trump de “lixo”. A mídia? Passou pano. O programa 60 minutes fez uma edição que o desmoralizou, retirando uma resposta péssima de Harris e colocando outra no ar. A mídia? Não falou nada. E assim foi. Tudo de Trump era uma ameaça à democracia ou fascista –para ele valia tudo de ruim. Kamala era perfeita, sem erros, sem críticas.

Biden usou e abusou dos abusos de poder, que aqui foram chamados de lawfare. Lá, ganharam o nome de devido processo legal. Nenhum ex-presidente norte-americano foi tão perseguido quanto Trump pela imprensa e pelo governo. E a questão que fica é: sua vitória significa que a democracia mais forte do mundo se fragilizou ou deu mostra de que seus mecanismos são fortes para enfrentar as maiores provações?

Jeff Bezos, controlador do tradicional Washington Post, recentemente apoiou a decisão do jornal de não publicar um editorial a favor de nenhum candidato. Ele disse que a imprensa tradicional cada vez mais fala para si mesma e, por isso, cada vez menos para a sociedade. Sendo essa a razão de estar perdendo sua força e poder.

Não há crítica aqui. Tenho grandes amigos jornalistas. São dedicados e comprometidos com aquilo que entendem ser o mais correto. A questão é que épocas de disrupção fazem com que pessoas e empresas dobrem as apostas por não verem caminhos que ainda não existem.

O caso mais clássico foi o da Kodak, maior fabricante de filmes de fotografia. Controlava o mercado mundial de revelação de fotos. Veio o dilema: com a revolução digital, os filmes de celulóide flexível da Kodak se deixassem de existir o negócio acabaria, a revelação de filmes, a venda de máquinas. Tirar uma foto digital é de graça. Aí, a Kodak dobrou, triplicou, quadruplicou a aposta.

É mais ou menos o que vejo hoje em algumas situações da mídia tradicional. O problema é que a Kodak faliu e todos os jornalistas hoje postam suas fotos de graça em seus celulares. Fica a dica: o que aconteceu neste ano foi a Kodak cobrindo o século 21. Click!

*Mario Rosa, 59 anos, é jornalista, escritor, autor de 5 livros e consultor de comunicação, especializado em gerenciamento de crises. Escreve para o Poder360 quinzenalmente às quintas-feiras.

Opinião dos leitores

  1. Mario Rosa, muito obrigada e parabéns pela verdade inquestionável no seu maravilhoso texto/comentário.

  2. SÓ QUERIA SABER UMA COISA.
    LULA VC AINDA VAI BOICOTAR O DÓLAR??
    Nos ultimos dias vc disse que a comercialização dos produtos entre países deveria ser em uma moeda paralela ao dólar, vc ainda vai levar essa conversa a frente???
    Vou ficar atento pra vê se ainda tem coragem de falar essa lorota viu??
    Quero ouvir.
    Outra coisa, quer exportar pros Estados Unidos?
    Vai pagar uma taxaçao alta viu??
    Kkkkkkkkk.
    O dólar no Brasil, vai subir ainda mais o Brasil vai entrar em recessão.
    Dias difíceis viram.
    Gasolina vai explodir o preço.
    Podem anotar aí.

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Economia

Preço dos alimentos ofusca aumento da renda no Brasil e trava poder de compra

Allison Sales – 23.jan.24/Folhapress

O patamar elevado dos preços dos alimentos ofusca o impacto do aumento da renda e, assim, trava uma recuperação mais consistente do poder de compra dos brasileiros.

É o que indica um levantamento do economista Bruno Imaizumi, da consultoria LCA, que cruza o custo da cesta básica com a evolução do salário mínimo e do rendimento médio do trabalho.

A inflação da comida virou dor de cabeça para o governo Lula (PT) devido ao potencial dano à popularidade do presidente, que estuda medidas para reduzir os preços.

Analistas, contudo, veem pouco espaço para ações eficazes, já que a carestia recente está associada a fatores como problemas climáticos, além do dólar alto em meio a incertezas fiscais.

O estudo aponta que um salário mínimo conseguia comprar 2,07 cestas básicas em São Paulo na média de 2010 a 2019, antes da pandemia, que pressionou o custo dos alimentos no planeta.

Após o início da crise sanitária, porém, essa relação baixou, chegando a 1,51 em abril de 2022, no governo Jair Bolsonaro (PL). À época, os preços de commodities agrícolas também eram pressionados pelo início da Guerra na Ucrânia.

Ainda de acordo com Imaizumi, o poder de compra de um salário mínimo mostrou retomada na sequência, alcançando a faixa de 1,8 cesta básica em momentos de 2023 e 2024, já no terceiro governo Lula.

No estudo, o resultado mais recente à disposição é relativo a novembro do ano passado, quando a relação ficou em 1,7.

Na prática, o dado indica que, apesar da melhora, o poder de compra ainda não recuperou o patamar de antes da pandemia (2,07). E a projeção é de que isso não ocorra em breve.

O levantamento estima que um salário mínimo conseguirá comprar perto de 1,7 cesta básica tanto em dezembro de 2025 quanto em dezembro de 2026, ano eleitoral no Brasil. A perspectiva é de uma relativa estagnação.

A título de comparação, o valor era de 1,97 cesta em dezembro de 2019, antes do choque da Covid-19. A marca estava em patamar semelhante em dezembro de 2010 (1,92), no final do segundo mandato de Lula.

“O desemprego está em níveis mínimos, a economia está crescendo, mas muitos perguntam por que não se vê isso refletindo nas pesquisas de aprovação do governo. É porque as pessoas vão ao supermercado, veem preços mais altos e sentem que não recuperaram o poder de consumo de antes da pandemia”, diz Imaizumi.

Ele afirma que a carestia dos alimentos não é uma exclusividade do Brasil e que situações semelhantes ocorrem em outros locais devido a uma sucessão de choques nos preços.

Porém, o economista aponta que a preocupação com as contas públicas no país ajudou a desvalorizar o real ante o dólar. A moeda americana em patamar mais alto pressiona os alimentos.

Por isso, na visão de Imaizumi, o que o governo federal deveria fazer é sinalizar “maior compromisso” com a trajetória das contas públicas. Essa seria uma medida ao alcance do Palácio do Planalto para tentar atenuar os preços dos alimentos, diz o economista.

Além disso, segundo ele, autoridades no país também deveriam avançar em projetos de mitigação de impactos climáticos na produção de alimentos. “Tem tecnologia no campo, mas faltam algumas políticas de prevenção. Isso também afetou a inflação nos últimos anos.”

O levantamento ainda traz uma comparação que substitui o salário mínimo em vigor pelo rendimento médio do trabalho nominal no Brasil. O cenário, contudo, é semelhante.

Segundo Imaizumi, a renda do trabalho no país comprava 4,82 cestas básicas em São Paulo na média de 2010 a 2019, antes da pandemia. Essa relação chegou a recuar a 3,35 em maio de 2022, após a explosão da crise sanitária e da Guerra na Ucrânia.

Nos anos seguintes, o indicador sinalizou recuperação parcial, fechando novembro de 2024 em 4,06. Porém, a previsão é de que o poder de consumo fique praticamente estagnado em 3,87 cestas básicas em dezembro de 2025 e em 3,81 em dezembro de 2026.

Ou seja, sob essa ótica, a relação também tende a seguir abaixo do patamar pré-pandemia. “O mercado de trabalho está melhorando, a renda média está melhorando, há o reajuste do salário mínimo acima da inflação, mas nada disso vai estancar o efeito do nível dos preços dos alimentos”, projeta Imaizumi.

O estudo usa dados da cesta básica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor era de R$ 828,39 em São Paulo em novembro do ano passado.

No caso do rendimento, a fonte é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A renda média nominal habitualmente recebida pelos trabalhadores estava em R$ 3.285 no país no trimestre até novembro.

Para garantir a comparabilidade com o rendimento, o especialista olhou para o preço da cesta básica em uma média móvel de três meses.

Leia mais

Folha de São Paulo

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Geral

Governo Lula desiste de disputar vaga em comissão da OEA em meio a embate com Trump

Foto: EFE/Andre Borges

O governo Lula (PT) abriu mão de disputar uma vaga para a Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), em meio ao embate com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão levou a vitória do representante do México, José Luis Caballero Ochoa, na eleição realizada nesta sexta-feira (11).

O órgão analisa denúncias de violações de direitos humanos, incluindo o caso envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Candidato brasileiro, o professor e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Fábio de Sá e Silva, recebeu apenas 3 votos dos países membros, enquanto Ochoa teve 23. Cinco países votaram em branco.

O recuou teria sido articulado pelo Itamaraty para viabilizar um consenso a favor do mexicano, mas os motivos não foram divulgados oficialmente, segundo apuração da revista Veja. Uma das hipóteses para o movimento do Brasil seria a possibilidade criar uma espécie de resistência aos Estados Unidos dentro do colegiado.

No entanto, o presidente dos Estados Unidos impôs uma taxa de 50% sobre os produtos brasileiros na quarta-feira (9), aprofundando a crise diplomática entre os dois países. O Congresso Nacional pressionou para tentar reverter o acordo do Itamaraty com o México, mas sem sucesso.

No final de junho, a ativista cubano-americana Rosa María Payá, apoiada pelo governo dos EUA e por aliados de Trump, foi eleita para a CIDH. Crítica de ditaduras de esquerda como Cuba e defensora enfática da liberdade de expressão, Payá deve pressionar por uma atuação mais firme da comissão nesses temas.

Em março, Sá e Silva chegou a ser recebido pelo presidente Lula (PT) e sua candidatura teve o apoio do advogado-geral da União, Jorge Messias, e do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A CIDH é formada por sete comissários eletivos, três deles serão substituídos neste ano. Os novos mandatos serão de 2026 a 2029.

Em entrevista ao portalg1, o candidato brasileiro disse ter sido informado da decisão nesta quinta-feira (10). “Eu recebi a informação hoje [quinta] à tarde, por volta de 17h, aqui em Washington [onde fica a sede da OEA], enquanto fazia campanha e buscava votos. Um representante do Itamaraty em Brasília me ligou afirmando que o Brasil iria pedir o encaminhamento dos votos para o candidato mexicano”, afirmou Sá e Silva ao g1.

Sá e Silva é professor na Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, e tem passagens pelo Ministério da Justiça e por organismos internacionais como PNUD e Unesco. Ele colaborou com a CIDH como consultor no relatório sobre o Brasil de 2019. Nos últimos anos, tem defendido publicamente a atuação do STF.

Em audiência no Congresso dos EUA em 2024, afirmou que a Corte agiu dentro da legalidade ao instaurar inquéritos sobre desinformação e suspender perfis nas redes sociais. “Se há uma crise no Estado de Direito no Brasil, não é por causa dos juízes, mas por causa de turbas que se recusam a seguir as regras do jogo”, declarou.

Gazeta do Povo

Opinião dos leitores

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Economia

Haddad diz que isenção do IR para rendimentos de até R$5 mil fica para 2026

Foto: Agência Brasil

A equipe econômica deve propor a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) dos atuais R$ 2.824 para R$ 3.036 neste ano.

A medida visa manter o benefício para quem recebe até dois salários mínimos, que foi reajustado para R$ 1.518 no começo deste ano (com pagamento a partir de fevereiro).

A intenção foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta terça-feira (14). Sem citar o valor, Haddad disse que há uma “orientação” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para manter a isenção na casa dos dois salários mínimos.

“É a orientação que nós recebemos do presidente [Lula]”, disse Haddad, referindo-se à correção da faixa de isenção para o patamar atual de dois salários mínimos.

Como esse valor não consta na proposta do Orçamento de 2025, que ainda não foi votada pelo Congresso, o projeto terá de ser ajustado para compensar a perda de receita gerada pela isenção em patamar maior.

O tributo é recolhido na fonte, ou seja, descontado do salário. Posteriormente, o contribuinte pode ter parte do valor restituído, ou pagar mais IR, por meio de sua declaração anual de ajuste.

Tirando a faixa de isenção, a tabela do IR não é corrigida desde 2015, o que obriga um número maior de brasileiros a pagar o imposto mensalmente. Em 2024, 42,4 milhões de pessoas entregaram a declaração do IR.

Cálculos da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) apontam que a defasagem, até dezembro do ano passado, para quem ganha até dois salários mínimos é de 127,34%. E que, para as demais faixas, o valor é maior: de 172,23%.

Isenção para até R$ 5 mil

O governo também discute internamente como cumprir a promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de isentar rendas de até R$ 5 mil do Imposto de Renda. A ideia é que isso comece a valer somente em 2026.

 

Segundo a equipe econômica, quem ganha de R$ 5 mil a R$ 6.980 também será beneficiado, pagando menos, mas o governo ainda não detalhou como isso será feito.

A proposta do governo é de taxar quem ganha mais de R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil por ano (menos de 1% dos trabalhadores) para bancar a perda de arrecadação de R$ 35 bilhões com a ampliação da faixa de isenção para até R$ 5 mil.

Se fosse aplicada já em 2025, a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil poderia alcançar cerca de 28 milhões de brasileiros, segundo simulação Unafisco.

Distribuição de renda

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), levantados pela LCA Consultoresa isenção de até R$ 5 mil beneficiaria somente 32% dos trabalhadores brasileiros, justamente aqueles com maior renda no país.

 

A proposta, se levada adiante, também tem o potencial de piorar os índices de distribuição de renda no país, ao manter a concentração dos recursos entre os trabalhadores de maior salário, conclui um estudo da Universidade de Campinas (Unicamp).

Fonte: G1

Opinião dos leitores

  1. Por coincidência em 2026 será ano de campanha eleitoral, mas não passará de narrativa, só os jegues encantados acreditam.

  2. Eu acho que esse ministro está sofrendo daquela síndrome que acomete os adolescentes, é um vai e vem triste, um segundo puxa para baixo, outro segundo puxa para cima, não tem couro que aguente isso, em 2026 já estaremos todos esfolados.

    1. LULA É O MAIOR ESTELIONATO ELEITORAL DO PLANETA TERRA. 👺👺👺(ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA ATÉ 5000💩 ACABAR COM SIGILOS💩 PICANHA E CERVEJA 💩 VOO DE AVIÃO BARATO💩 FIM DOS INCÊNDIOS💩 ATENÇÃO AOS YANOMAMIS 💩 NÃO NOMEAÇÃO DE AMIGOS PARA O STF💩, ETC. ETC💩💩💩💩💩💩💩💩💩💩

  3. A notícia de 5h ele mesmo fala que era pra 2025, agora já mudou pra 2026? Esse governo está mais perdido que a zaga do Brasil no 7×1.

  4. Esse “governo” pra criar taxas e impostos é um tigrão, já pra corrigir a tabela do IRPF é uma tchuchuca.

    1. O BOZO PROMETEU NA PRIMEIRA CAMPANHA CORRIGIR A TABELA DO IMPOSTO DE RENDA, PASSOU 4 ANOS E NADA FEZ! NA HORA DE ARRECADAR É TUDO IGUAL!

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Geral

Carnaval de Ceará-Mirim 2025 bate recordes e movimenta mais de R$ 32 milhões na economia local

Fotos: Divulgação

O Carnaval de Ceará-Mirim 2025 entrou para a história como um dos maiores e mais bem organizados eventos do município. Com uma programação multicultural, estrutura eficiente e gestão integrada entre todas as secretarias, a festa atraiu um grande público e gerou um impacto econômico expressivo, consolidando-se como um marco para o desenvolvimento local.

A pesquisa que embasa esses resultados foi realizada pela FECOMÉRCIO RN, a partir de entrevistas com foliões e empresários do município, avaliando tanto o perfil do público quanto os efeitos da festa na economia local.

Movimentação econômica e público recorde

De acordo com o levantamento da FECOMÉRCIO, o Carnaval 2025 movimentou R$ 32,7 milhões na economia de Ceará-Mirim. O evento atraiu 101.500 pessoas, sendo 68.107 turistas e visitantes, responsáveis por injetar R$ 26,8 milhões no comércio e setor de serviços da cidade. Os 33.394 moradores locais também participaram ativamente, contribuindo com R$ 5,8 milhões em consumo durante os dias de festa .

Comércio aquecido e serviços fortalecidos

O impacto do Carnaval foi sentido diretamente pelos comerciantes e prestadores de serviços. Os empresários investiram, em média, R$ 5.277,42 por estabelecimento, preparando-se para o aumento na demanda. O setor comercial teve o maior volume de investimentos, com média de R$ 6.129,87, principalmente no reforço de estoques e diversidade de produtos. Já o setor de serviços aplicou cerca de R$ 4.435,90, voltados para estrutura, marketing e capacitação de equipes .

Cultura, inclusão e organização de ponta

Com uma programação multicultural, o Carnaval de 2025 promoveu a valorização das tradições locais, com shows musicais, manifestações culturais e atrações para todos os públicos. O evento foi planejado com foco em acessibilidade, segurança e diversidade, garantindo que moradores e visitantes tivessem uma experiência completa.

A ação integrada entre todas as secretarias do município, liderada pelo prefeito Antônio Henrique, foi essencial para o sucesso da festa. Do trânsito à limpeza urbana, da saúde à segurança, todas as áreas atuaram de forma coordenada para garantir qualidade e conforto à população.

Prefeito destaca compromisso com a cultura e a economia

O prefeito Antônio Henrique celebrou os resultados do evento e reforçou o papel do Carnaval no fortalecimento da economia e da identidade cultural de Ceará-Mirim:

“Ceará-Mirim mostrou sua força e capacidade de realizar um carnaval grandioso, que aquece o comércio, movimenta o turismo e valoriza nossas tradições. O sucesso deste ano é fruto de muito planejamento e trabalho conjunto entre todas as secretarias. Já estamos pensando na edição de 2026, com o objetivo de fazer uma festa ainda maior, sempre com segurança, inclusão e desenvolvimento para nossa cidade”, afirmou o prefeito.

Reconhecimento e visão de futuro

O sucesso do Carnaval 2025 reafirma Ceará-Mirim como um polo cultural e turístico em ascensão. Com base nos resultados alcançados, a gestão municipal projeta novas estratégias para as próximas edições, unindo tradição, inovação e desenvolvimento sustentável. O compromisso é manter viva a cultura local, impulsionar o comércio e gerar oportunidades para a população.

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Economia

Queda nos preços de alimentos e bebidas alivia a inflação para os mais pobres em agosto

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda referente a agosto manteve a tendência dos últimos meses, com taxas menores para as famílias de renda mais baixa. Os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgados nesta quinta-feira (14) mostram que, enquanto os preços dos bens e serviços consumidos pelo grupo de renda muito baixa avançaram, em média, 0,13% no mês, a variação média registrada no segmento de renda alta foi de 0,24%. A maior taxa de inflação foi observada entre as famílias de renda média-alta (0,32%)

No acumulado do ano até agosto, as famílias de renda muito baixa tiveram a menor taxa de inflação (2,32%), enquanto a maior variação ocorreu nos domicílios de renda alta (3,79%), conforme a tabela abaixo:

Na desagregação por grupos, o principal alívio inflacionário em agosto veio das deflações de “alimentos e bebidas”. A queda expressiva dos preços dos alimentos no domicílio possibilitou uma forte descompressão sobre os índices de inflação, sobretudo para as famílias com renda mais baixa, devido ao peso desses itens em suas cestas de consumo. As principais quedas de preços registradas no mês foram: tubérculos (-7,3%), carnes (-1,9%), aves e ovos (-2,6%) e leites e derivados (-1,4%). 

No grupo “habitação”, por sua vez, o reajuste de 4,6% das tarifas de energia elétrica ocasionou um impacto inflacionário mais forte para os segmentos de menor poder aquisitivo. Em relação ao grupo “transportes”, em que pese a alta de 1,2% da gasolina, que contribuiu especialmente para a inflação das classes de renda média, a queda de 11,7% nos preços das passagens aéreas, gerou alívio inflacionário para as famílias de renda alta. Os aumentos de 0,78% dos planos de saúde e de 0,81% dos artigos de higiene pessoal explicam a pressão exercida pelo grupo “saúde e cuidados pessoais”, em agosto. 

A comparação com agosto de 2022 mostra que, mesmo diante de uma trajetória mais benevolente dos alimentos (com queda de 1,26% neste ano, ante variação de 0,01%, em 2022), houve uma piora no comportamento da inflação para todas as faixas de renda no mês. Esse desempenho menos favorável da inflação corrente, em relação ao ano passado, foi significativamente pior para as faixas de renda mais elevadas, refletindo, em especial, o contraste entre o reajuste de 1,2% da gasolina em agosto de 2023 e a taxa bem menor no ano passado (-11,6%), possibilitada pela desoneração ocorrida no mesmo período de 2022.

Os dados acumulados em doze meses encerrados em agosto revelam que todas as classes de renda registraram aceleração em suas curvas de inflação. Em termos absolutos, as famílias de renda muito baixa são as que apresentam a menor taxa de variação no período (3,7%), enquanto a mais elevada está no segmento de renda alta (5,9%). A maior pressão inflacionária nos últimos doze meses reside no grupo “saúde e cuidados pessoais”, impactado pelos reajustes de 5,9% dos produtos farmacêuticos, de 10,2% dos artigos de higiene e de 13,7% dos planos de saúde.

Opinião dos leitores

  1. Triste denim país que gera deflação por causa da incapacidade da população de se alimentar. É a deflação de demanda. Quando começarem a impressão de papel moeda para financiar os gastos do governo, como fez a Argentina, teremos inflação de demanda, pelo excesso de fluxo monetário. Mas os encantados pelo 9 dedos apenas balançam a cabeça

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Geral

CASO EMILLY: Polícia Civil conclui investigação sobre assassinato de adolescente de 15 anos em Patu

Foto: Reprodução

A Polícia Civil finalizou, nesta segunda-feira (23), as investigações sobre o assassinato da adolescente Emilly Roniclésia Pinto Félix, de 15 anos, ocorrido em 2023, em Patu. O cunhado da vítima, Tallyson Vagner Dantas de Almeida, de 21 anos, foi apontado pela polícia como o principal suspeito de ter cometido o crime. A Polícia Civil investigava a participação de uma segunda pessoa na morte de Emilly, o que foi descartado após a conclusão das investigações.

O desaparecimento de Emilly foi notificado em 15 de julho de 2023. Dias depois, o corpo da adolescente foi encontrado carbonizado. Desde o início, as investigações indicaram que Tallyson teria cometido o crime. Na época, após ser apontado como principal suspeito do desaparecimento da menina, ele fugiu para a cidade de Mossoró e cometeu suicídio.

Segundo a polícia, a possibilidade de envolvimento de uma segunda pessoa no crime motivou a continuidade das investigações. Ao longo de mais de um ano, a autoridade policial responsável procedeu com uma série de diligências para confirmar ou afastar a participação deste segundo suspeito. Segundo o delegado Paulo Cesário, a participação desta segunda pessoa foi totalmente descartada, ficando claro que o crime foi cometido apenas por Tallyson.

Durante o inquérito, foram requisitadas diversas perícias essenciais para elucidação do caso, entre elas exames genéticos, análise de celulares e perícias de pesquisa de sangue humano. Além disso, foi utilizada a técnica de “mantrailing”, que consiste na busca e localização de pessoas específicas por meio do odor, com o auxílio de cães farejadores. A investigação também contou com a análise de imagens de câmeras de segurança, para verificar se houve manipulação dos registros, procedimento que exigiu a perícia de um DVR (Digital Video Recorder).

O tempo de conclusão do inquérito policial foi condicionado à espera pelos laudos periciais solicitados ao longo da investigação, com destaque para o laudo do DVR, que foi recebido recentemente e foi crucial para encerrar o processo investigativo.

Com a finalização do relatório conclusivo, a Polícia Civil remeteu o inquérito ao Poder Judiciário, que fará a análise final do caso.

O caso

De acordo com familiares, Emilly Roniclesia Porto Félix, de 15 anos, estava na casa onde mora, no bairro Fomento, e por volta das 20h saiu dizendo que iria encontrar a mãe na churrascaria.

Emilly não chegou ao local onde a mãe a esperava e não foi mais vista. No domingo (16) pela manhã, os familiares procuraram a delegacia da cidade para informar sobre o desaparecimento. Desde então, os familiares tentam localizar a adolescente e fazem buscas na região. O corpo da adolescente foi encontrado carbonizado no fim da manhã do dia 19 de julho de 2023 em Patu.

A polícia apontou Thallyson Vagner como principal suspeito de ter cometido o crime. Ele chegou a ser levado à delegacia para prestar depoimento, mas foi liberado devido à ausência de flagrante ou provas do envolvimento dele na morte da adolescente. Apesar do depoimento confuso na época, segundo o delegado, o suspeito não confessou ter matado Emilly.

Thallyson foi encontrado morto em uma pousada de Mossoró. Segundo a polícia, ele se matou. Ele teria sido a última pessoa que esteve na companhia da menor.

Fonte: 98Fm

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Diversos

Mulher ganha até R$ 47 mil para escolher nome de bebês para pais indecisos

Foto: reprodução/TikTok

Uma consultora profissional de nomes de bebês ganhou notoriedade ao revelar que recebe até US$ 10 mil (cerca de R$ 47,3 mil) para ajudar pais indecisos a encontrar o nome perfeito para seus filhos.

Segundo o jornal britânico “The Mirror”, Taylor Humphrey, 33, tornou-se bem sucedida em seu trabalho de atendimento às demandas de pais e mães, em sua maioria de primeira viagem, por meio de seu site What’s in a Baby Name (O que há em um nome de bebê), onde ela oferece “serviços de nomes sob medida” e “apoio perinatal”.

A assistência consiste em conversas individuais com os pais para ajudá-los a decidir sabiamente o nome certo da criança, além da realização de pesquisas genealógicas, caso sejam necessárias.

Atualmente, Taylor vive na Califórnia e em Nova York, nos Estados Unidos, se deslocando entre os dois locais para atender seus clientes. Em uma publicação na plataforma de vídeos TikTok, ela declarou que recebe entre US$ 1,5 mil e US$ 10 mil (equivalente a R$ 7,1 mil e R$ 47,3 mil) por trabalho.

Metodologia

Em seu site, a empreendedora explicou que a definição do nome de uma criança é uma tarefa mais complicada do que parece, especialmente porque, segundo ela, seu trabalho está amparado em conhecimentos da astrologia.

“Nossas escolhas – até mesmo os nomes que escolhemos para nossos bebês – têm significado cósmico”, defende Taylor. “As pequenas pessoas que trazemos ao mundo, a maneira como as criamos e moldamos, tudo isso é o presente que damos ao futuro. O que você escolhe trazer à luz? Que legado você está oferecendo aos nossos descendentes?”.

Para impulsionar seu negócio, Taylor investe nas intensamente na divulgação de seus supostos conhecimentos e de vários casos de antigos clientes nas redes sociais, principalmente o TikTok, onde conta com mais de 260 mil seguidores.

Graças a essa estratégia, sua consultoria se tornou mais acessível e muitas pessoas a procuram para pedir conselhos sobre nomes de bebês.

Em um vídeo, um seguidor perguntou se Emory Mackenzie seria um bom nome para seu filho, e Taylor analisou: “Eu amo essa combinação. Já estamos vendo um alerta de tendência de grandes nomes. Emory é o nome de uma escola de artes liberais realmente renomada, e estou descobrindo que muitos pais estão escolhendo esses grandes nomes de universidades particulares para seus bebês. Então fique atento a isso como uma tendência”.

A especialista também apresentou algumas sugestões de nomes ao filho do internauta, como Adler, Bryony, Carys, Fiona, Pippa, Aniston, Eliette e Carling.

Apesar do sucesso que vem fazendo com muitas famílias indecisas, vários internautas questionam o trabalho de Taylor e o custo-benefício de procurar sua assistência para resolver uma questão que, para eles, está longe de ser um bicho de sete cabeças.

“Eu perdi totalmente minha conexão com esse tipo de conteúdo”, comentou um usuário no Twitter. Outro brincou: “Isso deve ser uma daquelas coisas que gente muito rica faz quando não sabe mais em que gastar seu dinheiro”.

UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Só o que tem é milhões de nomes de bandido
    miserável de ruim e cruel nos presídios com nomes de Matheus, Felipe, Thiago, Pedro, Rafael, Gabriel, Igor, Jorge, Paulo, Marcelo, Anderson, Augusto, Bruno, Henrique, Heitor….etc, etc, nomes considerados bonitos e iluminados.

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Saúde

Whey protein: 48 marcas são suspensas por suspeita de adulteração

Foto: Reprodução

O prazo para que nove sites no Brasil suspendam a venda de 48 marcas de whey protein termina nesta sexta-feira (6/12). A medida foi adotada depois que a Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (ABENUTRI) enviou ao governo um estudo apontando adulterações nos produtos por não apresentarem a quantidade de proteína informada nos rótulos.

A decisão de suspensão das vendas é da Secretaria Nacional do Consumidor, órgão pertencente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. “Os riscos podem ser os mais variados, desde alergias leves, constipações em desconfortos intestinais até a morte”, informou Marcelo Bella, presidente da ABENUTRI.

Veja a lista de whey protein com suspeita de produtos adulterados

  • Marca: ActiveNutrition
  • Nome comercial: Protein Whey 3W
  • Marca: Age Intlab Suplementos Nutricionais
  • Nome comercial: 3W
  • Marca: AST Sport Science (VB Indústria Comercial de Supl)
  • Nome comercial: VP2 Whey Protein Isolate
  • Marca: Atlhetica Nutrition
  • Nome comercial: whey flavour
  • Marca: Atlhetica Nutrition
  • Nome comercial: Best Whey
  • Marca: Bodyaction Nutri Science
  • Nome comercial: Whey Muscle Hammer
  • Marca: Bodyaction Nutri Science
  • Nome comercial: Isolate Prime Whey
  • Marca: Bodyaction Nutri Science
  • Nome comercial: 3Whey Top Taste
  • Marca: Bodyaction Nutri Science
  • Nome comercial: Isolate Isolate Definition
  • Marca: Cellucor (Nutrabolt)
  • Nome comercial: Isolate
  • Marca: Cobra Nutrition
  • Nome comercial: Iso 100%
  • Marca: Essential Nutrition
  • Nome comercial: Immuno Whey Pro Glutathione
  • Marca: Essential Nutrition
  • Nome comercial: Immuno Gold Whey
  • Marca: Essential Nutrition
  • Nome comercial: Cacao Whey
  • Marca: Evolution Nutrition Lab
  • Nome comercial: Protein 1 Whey
  • Marca: ForceUP (LHS Foods)
  • Nome comercial: 3Whey Progein Powder
  • Marca: FTW Sports Nutrition
  • Nome comercial: Whey Blend
  • Marca: FTW Sports Nutrition
  • Nome comercial: Whey 3W
  • Marca: FTW Sports Nutrition
  • Nome comercial: 3 Whey Protein
  • Marca: GSN Suplementos (Intlab Suplementos Nutricionais)
  • Nome comercial: Whey Protein (Core Series)
  • Marca: GSN Suplementos (Intlab Suplementos Nutricionais)
  • Nome comercial: Iso Hydro Immuno Whey
  • Marca: Max Titanium
  • Nome comercial: Whey Blend
  • Marca: Max Titanium
  • Nome comercial: Whey Pro
  • Marca: MHP (Maximum Human Performance)
  • Nome comercial: Maximum Whey
  • Marca: Monster Feed (Intlab Suplementos Nutricionais)
  • Nome comercial: MonsterFeed Isolate Whey Mix
  • Marca: Monster Feed (Intlab Suplementos Nutricionais)
  • Nome comercial: MosterFeed Whey 100% Pure
  • Marca: Muscletech
  • Nome comercial: Nitrotech Whey Golds
  • Marca: NitroMax The Heat Comércio Varejista
  • Nome comercial: Nitro Power Whey
  • Marca: Ravenna Sports Nutrition (SW Whey Protein)
  • Nome comercial: Ultimate Nutrition (Prostar 100% Whey Protein)
  • Marca: Under Labz
  • Nome comercial: Isohydro ++ Flexx Whey
  • Marca: Xpro Nutrition
  • Nome comercial: Iso-X Protein Complex
  • Marca: Xpro Nutrition
  • Nome comercial: W-Iso Isolate Whey
  • Marca: XTR Health Research
  • Nome comercial: Hyper Whey
  • Marca: Whey 100% Pure
  • Nome comercial: INTEGRALMEDICA
  • Marca: WHEY 3W SUPER
  • Nome comercial: INTEGRALMEDICA
  • Marca: INTRO HARD
  • Nome comercial: INTEGRALMEDICA
  • Marca: ISO TRIPLE ZERO
  • Nome comercial: INTEGRALMEDICA
  • Marca: ISO HYDRO-X
  • Nome comercial: INTEGRALMEDICA
  • Marca: ISO BLEND COMPLEX
  • Nome comercial: INTEGRALMEDICA
  • Marca: DARK BAR
  • Nome comercial: INTEGRALMEDICA

O Grupo Supley enviou nota ao BLOGDOBG sobre a reportagem reproduzida:

Segue nota:
O Grupo Supley  repudia fortemente a reprovação de produtos de whey protein  que teve como fonte a Associação Brasileira das Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri) que, mais uma vez, mente e propaga desinformação. São pesquisas com procedência duvidosa e por isso estão sendo questionadas judicialmente, havendo decisão  que reconheceu as inconsistências metodológicas nos laudos e, no dia 8 condenando a Abenutri à retratação pública.
 
Os produtos do Grupo Supley são rotineiramente avaliados pela empresa e pela Anvisa, esta, sim, responsável por este tipo de análise e fiscalização. A Justiça também entende que os produtos do Grupo Supley estão em conformidade no que diz respeito à rotulagem, ingredientes e quantidades especificadas em seus produtos.
 
Mais uma vez, a Abenutri usa de falsas informações para trazer instabilidade ao mercado, desinformação e medo aos consumidores. A Associação adota uma postura controversa, com histórico de avaliações que não seguem os padrões técnico-científicos estabelecidos pela Anvisa, órgão regulador.
 
*Para consulta: Processo Digital nº: 1001354-69.2023.8.26.0347
Metrópoles e NCS Notícias

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Judiciário

FRAUDE DO PIX: TJRN alerta cidadãos para golpe com uso de nomes de magistrados e advogados

Golpes e fraudes costumam crescer em sofisticação a cada tentativa. Imagine quando a vítima é um cidadão muitas vezes, aguardando algum benefício a receber ou algum dinheiro que surge de uma decisão judicial. Atenção. Todo cuidado é pouco. No mais recente deles, o fraudador entra em contato com uma pessoa, em geral de idade, anexando na mensagem, enviada por WhatsApp, o PDF de uma sentença, conversa com o destinatário e se passa por advogado. Detalhe, ao final, pede uma transferência via pix, para consumar o golpe e ganhar dinheiro com o desconhecimento da vítima sobre questões jurídicas. O Tribunal de Justiça do RN orienta a população sobre como se prevenir deste tipo de prática.

“Eles chegam a usar nomes de advogados conhecidos no estado e de magistrados da Justiça Estadual”, observa o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), Diego Cabral. A utilização fraudulenta de profissionais ou autoridades busca dar verossimilhança ao ato criminoso. O refinamento é uma caraterística de evolução em cada tipo de golpe. “É preciso tomar cuidado quando se recebe mensagem via WhatsApp ou outro aplicativo de mensagens”, frisa o magistrado. Na modalidade atual, o fraudador utiliza número de processo existente mas que nada tem a ver com o assunto que ele está abordando na mensagem.

As vítimas preferenciais são idosos, mas pessoas de qualquer idade podem cair no golpe.

Algumas dicas são importantes na hora de reconhecer se a mensagem enviada trata-se de fraude.

Primeira delas, o número do processo pode ser pesquisado na consulta pública do Processo Judicial Eletrônico (PJE), no portal do TJRN. Com isso, pode ser verificado se o processo é relacionado ao que está sendo tratado ou não.

Outra sugestão da Justiça Estadual é que a pessoa que receber a mensagem converse com o seu advogado para averiguar se o assunto é verdadeiro ou não, se a pessoa envolvida é ela mesma.

Também é importante verificar o nome do advogado que enviou a mensagem, se é o mesmo que está cuidando do processo ou não.

Uma dica básica é cidadão lembrar se tem processo tramitando na Justiça Estadual, ou seja, se ajuizou alguma ação e a qual área pertence (Cívil, Criminal, do Consumidor, etc.,).

Vale lembrar que, dificilmente, uma unidade judiciária vai entrar em contato diretamente com um cidadão sobre recebimento de dinheiro. Este é uma informação valiosa.

Sofisticação

Desta vez, os falsários estão utilizando nome de magistrados e cabeçalho com nome de autoridades do Poder Judiciário do RN, no documento usado na fraude. Além de expor estes profissionais da Justiça, eles pretendem dar credibilidade à prática delituosa. Tentam manter uma conversa com a vítima até conseguirem a efetivação do pix, como se este pagamento fosse condição imprescindível para recebimento da quantia que a pessoa contatada teria direito, após a suposta decisão judicial.

Atenção, tenha cuidado, desconfie, procure informar-se com seu advogado, procure o número do processo no site do TJRN (www.tjrn.jus.br) no primeiro ou segundo graus. Se proteja e evite dor de cabeça. Não caia na fraude.

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Geral

Lula critica gastos com guerras e pede financiamento no combate à fome

Foto: Cadu Gomes/VPR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, nesta segunda-feira (19/5), com os ministros de Agricultura da União Africana no Palácio do Itamaraty para tratar do II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural. Durante a reunião, o chefe do Palácio do Planalto criticou os recursos empregados em guerras, como na Faixa de Gaza e na Ucrânia.

O encontro ocorreu em meio a atenção no setor agropecuário brasileiro, diante da confirmação do primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. No entanto, Lula não mencionou os casos da doença no Brasil durante discurso a ministros da Agricultura da União Africana.

Gripe aviária

  • Em maio de 2023, o Ministério da Agricultura (Mapa) confirmou dois casos de aves marinhas contaminadas pelo vírus da gripe aviária, conhecido como H5N1. Os animais eram da espécie Thalasseus acuflavidus e foram resgatados no litoral do Espírito Santo.
  • Na época, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, informou que não “há risco de qualquer restrição comercial porque são aves silvestres”.
  • No entanto, dois anos depois, o Brasil detectou o primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul.
  • O Ministério da Agricultura ressalta que humanos podem se infectar com a gripe aviária, principalmente por meio do contato direto com os animais infectados. A doença não é transmitida por meio do consumo de aves e nem de ovos.

“Qualquer presidente deste país poderia não ter permitido que ninguém passasse fome. Acontece que, muitas vezes, as pessoas mais pobres não são prioridades da maioria dos governos”, disse o presidente Lula. “É muito triste a gente saber que o mundo gastou, no ano passado, US$ 2,4 trilhões em armamento e conflitos e não teve a mesma coragem e ousadia de gastar isso ensinando as pessoas a plantar e a colher aquilo que a gente come em cada país.”

O petista defendeu a transferência de tecnologia e o investimento em agricultura familiar para combater a fome no mundo, em especial nos países africanos. “Imagina se o dinheiro que tá sendo gasto na guerra da Ucrânia com a Rússia, da Rússia com a Ucrânia tivesse sendo gasto na produção de alimentos. Imagina se o dinheiro que o exército de Israel gasta para matar mulheres e crianças lá na Faixa de Gaza fosse utilizado para transferir tecnologia para países que precisam de muita tecnologia. O mundo seria outro”, finalizou.

No ano passado, a pedido do presidente Lula, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, enviou para União Africana uma comitiva com representantes da pasta e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além de empresários do agronegócio para estreitar laços comerciais.

O II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural ocorre entre 20 a 22 de maio, com o objetivo de possibilitar a troca de experiências em produção agropecuária e aquícola (cultura de organismos aquáticos), além de discutir alternativas de financiamento para Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

A União Africana é composta por mais de 50 países, entre eles África do Sul e Angola, importantes importadores de produtos agrícolas brasileiros, como carnes bovina, suína e de aves. A África do Sul, inclusive, suspendeu a importação de carne de aves diante do primeiro foco de influenza aviária no Brasil.

Juntos, os países do bloco somam Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 2,86 trilhões, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Lula afirmou que Israel mata crianças e mulheres, esqueceu de dizer que Israel retalia a agressão do Hamas

  2. Kkkkkkkkkk é piada é?
    Financiamento para acabar com a fome?
    Esse ser vivo já vai com 20 anos no em poder e ainda não acabou com essa fome?

  3. Mesma conversa fiada de 40 anos atrás. Na real, o que esses bandidos planejam dia e noite, é uma fórmula de roubar o país, não importa que seja velhos , novos, trabalhadores, empresários, o lema é ROUBAR, mas com toda honestidade. Bandidos.

  4. Teria que está preocupados com os gastos desnecessários do seu governo a começar pelos gastos com sua esposa

  5. Só lembrando que no BR morrem mais pessoas vítimas de violência urbana por ano do que na maioria dos conflitos armados da atualidade, a diferença é que pelo menos nestes conflitos armados os DOIS LADOS estão armados. Aqui o PT fez o desfavor de desarmar um lado e favorecer o armamento do outro.

  6. Mesma conversa de 40 anos atrás, só que na verdade o dinheiro que LULADRAO quer não é para fome, e sim para sua quadrilha de PTralhas.

  7. Ora nem os brasileiros estão de bucho cheio, aí esse ex-condenado está preocupado com a fome de outro país, primeiro de faz o dever de casa, o resto se ver depois, é muita balela.

    1. Um ignobil senil descarado, tem que sair o quanto antes da presidencia.

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Economia

Juro alto eleva inadimplência de pequenas empresas, que buscam mais crédito para operar

Foto: Arquivo/Agência O Globo

Em meio à escalada dos juros no Brasil — a Taxa Selic está em 15% ao ano, o maior patamar em 19 anos —, a busca por crédito por micro, pequenas e médias empresas não para de crescer. Mas o aumento trouxe um efeito colateral: a inadimplência atingiu em maio o maior patamar da série do Banco Central (BC).

Em maio, segundo dados do BC, esses negócios somaram R$ 1,179 bilhão em empréstimos, aumento de 11,6% em 12 meses. É financiamento usado principalmente como capital de giro. Com dívidas a pagar a um custo cada vez mais alto a reboque da taxa de juros, essas empresas buscam recursos para manter a operação rodando.

Nesse cenário, a inadimplência está em alta, enquanto avança o número desses negócios em recuperação judicial — em abril, eles representaram perto de 90% dos pedidos de proteção apresentados ao Judiciário. A inflação ainda alta, que reduz o consumo, também dificulta as vendas.

“A procura maior por financiamento é reflexo da dificuldade das empresas nesse ambiente de juros elevados. Estão buscando mais crédito para complementar o faturamento menor, pois as vendas estão sendo comprometidas pelos juros, que afetam o crescimento econômico. E isso leva as empresas a uma maior necessidade de capital de giro”, avalia Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de Estudos e Pesquisas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

Com IOF, impacto seria maior

O aperto no caixa poderia ser maior, caso o decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) tivesse entrado em vigor, já que o IOF incide toda vez que a empresa faz empréstimo para capital de giro ou antecipação de recebíveis. O tema será alvo de uma reunião de conciliação entre Executivo e Legislativo determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Qualquer aumento de imposto num ambiente já extremamente tributado encarece o crédito e pesa na capacidade das empresas de pagar dívidas”, diz Oliveira.

Ele destaca que, junto com a Selic, sobe o custo de crédito de todas as linhas, como as de capital de giro e desconto de duplicatas.

“Apesar do empréstimo estar mais caro, o crédito é a forma que o empreendedor de menor porte tem de manter a rotina financeira. Ele recorre ao crédito para ter capital de giro”, diz Camila Abdelmalack, economista da Serasa Experian.

A busca por crédito pelas empresas no país chegou a subir cerca de 13% em fevereiro ante igual mês de 2024, segundo a consultoria. Essa alta foi impulsionada pela procura vinda de MPEs. Em abril, a variação anual foi de 6,3%. Do total de empresas no país, diz a economista, mais de 90% são micro, pequenas e médias.

“Qualquer aumento de imposto num ambiente já extremamente tributado encarece o crédito e pesa na capacidade das empresas de pagar dívidas”, diz Oliveira.

Ele destaca que, junto com a Selic, sobe o custo de crédito de todas as linhas, como as de capital de giro e desconto de duplicatas.

“Apesar do empréstimo estar mais caro, o crédito é a forma que o empreendedor de menor porte tem de manter a rotina financeira. Ele recorre ao crédito para ter capital de giro”, diz Camila Abdelmalack, economista da Serasa Experian.

A busca por crédito pelas empresas no país chegou a subir cerca de 13% em fevereiro ante igual mês de 2024, segundo a consultoria. Essa alta foi impulsionada pela procura vinda de MPEs. Em abril, a variação anual foi de 6,3%. Do total de empresas no país, diz a economista, mais de 90% são micro, pequenas e médias.

O Globo

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Geral

Taxa de desemprego entre adultos de 18 a 24 anos atinge 14,9% no 1º trimestre de 2025

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasil

A taxa de desemprego dos adultos de 18 a 24 anos foi de 14,9% no 1º trimestre de 2025. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o resultado nesta 6ª feira (16.mai.2025). Esse foi o menor nível de desocupação para o período da série histórica, iniciada em 2012.

A taxa de desocupação subiu de 12,9% no 4º trimestre de 2024 para 14,9% no 1º trimestre de 2025. A alta no início de cada ano é um movimento sazonal. Entre outros motivos, o fim dos empregos temporários de fim de ano contribui para a elevação da taxa nos 3 primeiros meses.

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua Trimestral. O instituto detalha estatísticas sobre o mercado de trabalho por faixa etária, cor da pele, sexo e região do país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o cargo com a taxa de desemprego dos mais jovens em 16,4%, no 4º trimestre de 2022. Para o BC (Banco Central), a atividade econômica demonstra resiliência mesmo com a taxa básica, a Selic, em patamar restritivo para controlar a inflação. Um dos motivos é o mercado de trabalho aquecido.

O melhor desempenho do mercado de trabalho contribui para o aumento da renda e eleva o consumo. Segundo o Banco Central, há “ganhos reais acima da produtividade”. A autoridade monetária disse que a “inflexão” no mercado de trabalho é parte do mecanismo de política monetária, o que significa uma perda de dinamismo.

TAXA DE DESEMPREGO

O pico da taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos foi no 1º trimestre de 2017, quando foi de 28,1%. Historicamente, a desocupação do público mais novo é maior que a média da economia. O Poder360 mostrou que a taxa de desemprego entre todos os públicos foi de 7% no 1º trimestre.

Leia abaixo as taxas de desocupação por faixa etária no país no 1º trimestre de 2025:

  • De 14 a 17 anos: 26,4%, a mais baixa para o período desde 2014;
  • De 18 a 24 anos: 14,9%, menor para o período da série histórica;
  • De 25 a 39 anos: 6,5%, a mais baixa para o período da série histórica junto com o 1º trimestre de 2014;
  • De 40 a 59 anos: 4,7%, menor para o período desde 2015;
  • De 60 anos ou mais: 3,1%, a mais baixa para o período desde 2015.

Segundo o IBGE, as taxas subiram do 4º trimestre de 2024 para o 1º trimestre de 2025. Saiba o quanto aumentaram:

  • De 14 a 17 anos: de 24,7% para 26,4%;
  • De 18 a 24 anos: de 12,9% para 14,9%;
  • De 25 a 39 anos: de 5,8% para 6,5%;
  • De 40 a 59 anos: de 4% para 4,7%;
  • De 60 anos ou mais: de 3% para 3,1%.

Em números absolutos, a desocupação aumentou em todas as faixas de renda no Brasil do 4º trimestre de 2024 para o 1º trimestre de 2025. Leia abaixo:

  • De 14 a 17 anos: de 476 mil para 490 mil desempregados;
  • De 18 a 24 anos: de 1,93 milhões para 2,22 milhões de desempregados;
  • De 25 a 39 anos: de 2,4 milhões para 2,69 milhões de desempregados;
  • De 40 a 59 anos: de 1,74 milhão para 2,04 milhões de desempregados;
  • De 60 anos ou mais: de 267 mil para 272 mil desempregados.

Poder 360

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