Dois homens furtaram um notebook em uma loja no shopping Midway Mall. Eles entraram no estabelecimento como se fossem clientes para não gerar suspeita e aos poucos, vão praticando o crime tranquilamente, sem que niguém pudesse perceber.
Nas imagens mostradas pelo Via Certa Natal, um dos indivíduos vestia uma camisa cinza e usava um boné preto, enquanto o outro usava uma camisa do Flamengo.
A mesma dupla flagrada praticando furto no Midway também agiu em uma loja de celulares em Parnamirim. Usando a mesma tática de fingirem ser clientes, os dois vão despitando clientes e funcionários, aguardando o melhor momento para agir. Do estabeleciemnto em Parnamirim eles furtaram um celular.
A polícia agora investiga os dois furtos e trabalha para identificar e localizar os suspeitos
O sistema de pagamentos Pix enfrenta instabilidade nesta segunda-feira (19), afetando clientes de bancos como Inter, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander, Nubank e Banco do Brasil.
Segundo o site Downdetector, que monitora serviços online, foram registradas mais de 7 mil reclamações por volta das 14h42. Às 15h12, o número ainda superava 1,8 mil.
Usuários relatam principalmente dificuldade para realizar pagamentos ao longo da tarde. O Banco Central informou que ainda apura as causas do problema e não divulgou previsão para a normalização do serviço.
Nas redes sociais, bancos confirmaram a instabilidade. Santander, Bradesco, Itaú e Inter afirmaram que suas equipes técnicas estão trabalhando para restabelecer o funcionamento do Pix e orientaram os clientes a tentar novamente mais tarde.
Falhas semelhantes já ocorreram em 2024, incluindo uma instabilidade ligada a uma pane global na nuvem da Amazon e problemas técnicos no sistema de consulta às chaves Pix.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou neste domingo (18) que 369 mil dos 800 mil investidores do Banco Master já solicitaram o reembolso de seus valores. Os pagamentos começam nesta segunda-feira (19).
Ao todo, R$ 40,6 bilhões serão repassados aos investidores. O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, com limite de R$ 1 milhão a cada quatro anos. O pedido pode ser feito pelo aplicativo ou site do fundo.
Segundo o FGC, cerca de 150 mil credores já concluíram o processo e devem receber o dinheiro em até dois dias úteis. O sistema registra cerca de 9 mil pedidos por hora, apesar de eventuais lentidões por excesso de acessos.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, após graves irregularidades e problemas de liquidez, em meio a uma investigação sobre fraude estimada em R$ 12 bilhões.
Quase dois meses após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, cerca de 1,6 milhão de investidores ainda não viram a cor do dinheiro aplicado na instituição. Mesmo com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre investimentos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, os recursos seguem bloqueados desde 18 de novembro, sem correção monetária ou qualquer tipo de rendimento.
O FGC estima que as indenizações somem aproximadamente R$ 41 bilhões, mas afirma que o pagamento só poderá começar após a conclusão do levantamento de ativos do conglomerado controlado por Daniel Vorcaro. O processo está sob responsabilidade de uma empresa liquidante indicada pelo Banco Central, o que tem ampliado a ansiedade dos investidores, especialmente diante do noticiário político e judicial envolvendo o colapso do banco.
Clientes ouvidos relatam frustração com a demora e prejuízos indiretos pela perda de rendimentos. Muitos afirmam que confiaram no Master justamente por conta da proteção do FGC e agora repensam investir em instituições menores. Para quem usava os rendimentos como complemento de renda, como aposentados e pequenos investidores, o atraso pesa ainda mais no orçamento.
Especialistas apontam que, embora não haja prazo legal para o ressarcimento, o cenário não é inédito e os pagamentos devem ocorrer. Ainda assim, reforçam que, em processos de liquidação bancária, os investidores ficam no fim da fila de prioridades, o que ajuda a explicar a lentidão — e a sensação de insegurança que tomou conta de milhares de clientes.
A Polícia Civil do RN, em ação conjunta com a do Ceará, prendeu nesta sexta-feira (30) um homem de 26 anos suspeito de furto qualificado mediante fraude. A prisão preventiva foi cumprida no município de Novo Oriente, no Ceará, após avanço das investigações.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito integra uma quadrilha que atua em diferentes estados, aplicando golpes principalmente em clientes de agências bancárias. No RN, ele teria agido em municípios do Oeste potiguar, como Apodi, Itaú e Pau dos Ferros.
As investigações apontam que o grupo utilizava técnicas de engenharia social, quando criminosos enganam as vítimas com conversas falsas, como a suposta necessidade de troca de senhas. A atuação ocorria em conjunto com o irmão do suspeito e outros comparsas, incluindo ações em cidades do estado de Goiás.
O homem já havia sido preso em flagrante em Pau dos Ferros, mas foi colocado em liberdade após audiência de custódia. Com o aprofundamento das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva. A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.
Um assalto marcado por extrema violência assustou clientes e funcionários na noite desta segunda-feira no bairro Pitimbu, na zona Sul de Natal. A ação criminosa foi registrada por câmeras de segurança, que flagraram o momento em que dois homens armados invadem o local e anunciam o assalto com armas em punho.
As imagens, que contam com áudio, revelam a brutalidade dos criminosos. Em meio ao roubo, um dos assaltantes aponta uma pistola diretamente para o rosto de um cliente e faz ameaças de morte, dizendo que iria atirar. Além das intimidações, as vítimas relataram que todos os presentes sofreram agressões físicas, incluindo coronhadas desferidas de forma gratuita.
Todos que estavam no local tiveram seus pertences levados pelos criminosos. Após o roubo, a dupla fugiu em um veículo modelo Toyota Etios, de cor cinza, seguindo pela Rua dos Canários, no sentido do bairro Planalto. Até o momento, não há informações sobre a identificação ou prisão dos suspeitos.
A ocorrência chama atenção pela localização do crime. A Rua dos Canários fica próxima ao prolongamento da Avenida Prudente de Morais, via que já é alvo constante de investidas criminosas contra motoristas. A região também dá acesso a uma extensa área de mata, o que gera sensação de isolamento e facilita a ação e a fuga dos criminosos.
Moradores e comerciantes da área afirmam que a insegurança tem aumentado e cobram reforço no policiamento, especialmente no período noturno. A Polícia deve utilizar as imagens do sistema de monitoramento para auxiliar nas investigações e identificar os responsáveis pelo assalto.
Um homem de 41 anos, identificado como Heron Rogério Lima, morreu após ser agredido por três pessoas na cidade de Senador Canedo (GO). Segundo testemunhas, a confusão que aconteceu no sábado (24) começou após a vítima dar um tapa no rosto da companheira dentro de uma distribuidora de bebidas. A agressão à mulher foi presenciada por clientes do local e teria motivado a reação violenta.
Heron foi atacado com socos, chutes, golpes de capacete e também sofreu ferimentos por arma branca. Ele não resistiu às agressões e morreu no local.
Policiais militares da CPE, do 27º BPM e do 2º CRPM prenderam um dos envolvidos, um homem de 29 anos, que afirmou ter reagido ao ver a mulher sendo agredida. Ele foi encaminhado à Central de Flagrantes de Senador Canedo. A polícia segue em diligências para localizar e prender os outros dois suspeitos.
Após mais de duas décadas de funcionamento em Natal, o Restaurante Santa Maria, referência da gastronomia portuguesa na capital potiguar, anunciou que vai encerrar suas atividades. A casa seguirá aberta por cerca de mais 10 dias, permitindo que clientes se despeçam de um dos endereços mais tradicionais da culinária lusitana na cidade.
O grupo empresarial responsável informou que decidiu concentrar os investimentos na Gelo Camelo, fábrica de gelo que integra o mesmo grupo, o que resultará no encerramento definitivo da operação do restaurante. A decisão marca o fim de uma história que atravessou gerações de frequentadores em Natal.
Atualmente, os clássicos pratos à base de bacalhau já não fazem mais parte do cardápio. Ainda assim, o restaurante segue oferecendo opções como polvo, camarão e carnes, mantendo parte da identidade que o consolidou ao longo dos anos.
Além do fechamento, o Santa Maria também está aberto a negociações para a transferência do ponto comercial, da operação completa e até da própria marca. A despedida representa o encerramento de um capítulo importante da gastronomia natalense.
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos que facilita transferências no Brasil, também se tornou alvo de criminosos. Só entre janeiro e setembro de 2025, foram registradas 28 milhões de fraudes, uma média de um golpe por segundo, segundo dados da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor.
Um dos casos recentes do “golpe do falso Pix” envolve Cinthia Moreira, dona de um salão de beleza no centro de São Paulo. Ela foi vítima de dois golpes consecutivos. No primeiro, uma transferência nunca foi efetivada, e no segundo, uma cliente exibiu comprovante falso de pagamento no celular.
“Dei o valor e a cliente mostrou, ainda mostrou o comprovante. Eu confiante, fui olhar depois no aplicativo… mas nada tinha caído”, conta Cinthia. No salão de Cintia, a regra agora é clara.
“Já na hora, confere. Se vai confiar só no cliente, não funciona”, reforça.
Estima-se que oito em cada dez brasileiros utilizem o Pix para pagamentos e serviços. A facilidade do sistema, porém, atrai golpistas que exploram a confiança das vítimas, muitas vezes exigindo atenção redobrada em transações de alto valor.
Segundo advogados especializados em direito digital, é essencial checar se a transferência foi realmente efetuada antes de liberar produtos ou serviços:
Confirme no aplicativo do banco se o dinheiro entrou na conta;
Evite confiar apenas em comprovantes enviados pelo celular;
Espere a confirmação do crédito antes de concluir a venda ou serviço;
O ex-ministro Ricardo Lewandowski disse que prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master. A atuação, segundo ele, ocorreu ao retornar às atividades de advocacia após deixar o STF (Supremo Tribunal Federal), em abril de 2023.
Em nota, Lewandowski esclareceu que, ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, deixou seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro junto à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
“O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master. Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos”, diz o comunicado.
O esclarecimento de Lewandowski ocorreu após o portal Metrópoles indicar, nesta segunda-feira (26), que o Banco Master, ainda sob o comando de Daniel Vorcaro, teria pago R$ 5 milhões ao escritório do ex-ministro à época em que ele comandava o Ministério da Justiça.
O nome de Lewandowski não aparece vinculado a escritórios de advocacia, segundo o sistema do Cadastro Nacional dos Advogados, da OAB. Apesar disso, o nome dos familiares ainda constam como sócios do “Lewandowski Advocacia”, que teve o grupo de Daniel Vorcaro como cliente.
Encontro entre Lula e Vorcaro
O esclarecimento do ex-ministro ocorre em meio à repercussão do caso Master que inclui, por exemplo, um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Daniel Vorcaro, dono do banco, em dezembro de 2024, numa reunião fora da agenda oficial. Também participou da reunião o à época indicado à presidência do Banco Central, Gabriel Galípolo.
No encontro, Lula teria ouvido de Vorcaro relatos sobre a situação operacional do Banco Master. Conforme a CNN apurou, no encontro, Lula teria dito que as questões apresentadas pelo banqueiro eram técnicas e deveriam ser direcionadas ao Banco Central.
A reunião teria sido articulada por Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda na gestão de Dilma Rousseff (PT). Mantega havia pedido uma reunião com o chefe do gabinete pessoal do presidente da República, Marco Aurelio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e chegou ao encontro com Vorcaro e o ex-CEO do Banco Master Augusto Lima. Após o despacho, o ex-ministro, junto com Vorcaro e Augusto Lima, tiveram uma conversa com Lula.
Esse menino bobo, quando viu o barco do Master pegando fogo resolveu pular fora, mas não tem como escapar, o PT metido até o talo, o odor putrido na lama deixou seus rastros de venial.
Empresa genuinamente nordestina, nascida na cidade de Pereiro (CE), a Brisanet alcançou no final do ano passado o posto de maior cobertura 5G do Nordeste, com pouco mais de 850 mil clientes 5G e um alcance de quase 15 milhões de pessoas. Dados da ANATEL do último mês de novembro mostram que a telecom cearense assumiu a dianteira no número de Estações SMP (Serviço Móvel Pessoal) na região, com cobertura 5G ativa em mais de 300 municípios.
A marca é fruto de um investimento de cerca de R$ 500 milhões somente no ano passado e reflete o movimento de expansão contínua da Brisanet. A operadora já soma 8,5 mil colaboradores espalhados por todo o Nordeste e tem como diferencial a aposta em cidades de pequeno e médio porte, utilizando a tecnologia como vetor de desenvolvimento regional.
“Nós somos uma empresa nordestina, que acredita no crescimento e na potência da região. Nosso objetivo é levar internet de qualidade para a maior quantidade possível de pessoas, sobretudo para as que moram afastadas dos grandes centros, gerando empregos e promovendo o desenvolvimento do interior do Nordeste. Usar a conectividade para melhorar a vida das pessoas”, destaca o CEO e fundador, José Roberto Nogueira.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, se recusou a entregar a senha de seu celular à Polícia Federal durante depoimento no STF, em 30 de dezembro de 2025. O argumento da defesa foi que o aparelho continha informações pessoais que não deveriam ser expostas, mesmo sob garantia de sigilo absoluto.
O advogado de Vorcaro, Roberto Podval, disse que o banco não era o foco da preocupação, mas sim relações pessoais do cliente. Ele afirmou que a abertura do celular poderia envolver “pessoas em relações absolutamente pessoais e particulares”, sem ligação com o banco. O depoimento está registrado em vídeo, e Podval não detalhou quais dados poderiam causar constrangimento.
O tema voltou à tona durante acareação com Paulo Henrique Costa, ex-diretor do BRB. A defesa reclamou que perguntas da PF vazaram à imprensa antes do depoimento e pediu que o caso fosse apurado em inquérito separado. O embate reforçou o receio de que dados pessoais do banqueiro fossem expostos.
A operação Compliance Zero, autorizada em 14 de janeiro pelo ministro Dias Toffoli, já apreendeu celulares de Vorcaro, que estão sendo analisados por peritos federais. Até o momento, a PF não divulgou se conseguiu descriptografar o aparelho negado pelo banqueiro.
Isso pode, Arnaldo? O traíra Mauro Cid teve esse privilégio de ninguém mexer no seu celular? Alguém ligado ao Bolsonaro teve o privilégio de impedir fiscalização no seu celular? Tá de sacanagem kkk
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta-feira (28), durante um café da manhã com jornalistas, que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski comunicou previamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que havia prestado consultorias jurídicas antes de assumir o cargo no governo.
Segundo Gleisi, antes de tomar posse no ministério, Lewandowski deixou o escritório de advocacia do qual fazia parte e suspendeu seu registro junto à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), cumprindo os requisitos legais para assumir a função pública.
A ministra também destacou que Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, chegou a ser preso durante o período em que Lewandowski esteve à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública. De acordo com Gleisi, o episódio demonstra que o governo não interferiu em investigações e atuou para combater eventuais irregularidades envolvendo a instituição financeira.
“O governo não titubeou nas investigações do Banco Master”, afirmou a ministra.
As declarações ocorrem após o portal Metrópoles divulgar que o Banco Master teria pago cerca de R$ 5 milhões ao escritório de advocacia ligado a Lewandowski em um período em que ele comandava o Ministério da Justiça. Gleisi rebateu a informação ao afirmar que os serviços jurídicos foram prestados antes da posse do ex-ministro.
Uma consulta ao Cadastro Nacional dos Advogados, da OAB, indica que o nome de Ricardo Lewandowski não consta atualmente como vinculado a escritórios de advocacia. No entanto, familiares do ex-ministro ainda aparecem como sócios do escritório Lewandowski Advocacia, que teve empresas do grupo de Daniel Vorcaro entre seus clientes.
Kkkkkk, se ele avisou, então é pior ainda. Impressionante como o político seja petista ou bolsonarista, eles vivem em uma realidade alternativa que tudo é normal fazer…
Sem citar nominalmente Daniel Vorcaro, dono do banco Master, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (23) que tem muita gente que “por falta de vergonha na cara” o defende.
“Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões nesse país”, afirmou.
“Então, companheiros, e tem gente que defende porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara nesse país”, completou.
A declaração foi dada durante evento em Maceió, no estado de Alagoas, durante a entrega de 1,3 mil casas do programa “Minha Casa, Minha Vida”.
Na ocasião, Lula mencionava a situação da população pobre do país e a comparou com o que chamou de “desfalque” envolvendo o banco Master.
A fala de Lula sobre os bancos tem relação com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No caso do Master, ele é o responsável por ressarcir os credores que compraram CDBs da instituição.
O FGC não conta com recursos do governo nem com aportes diretos dos clientes, atua como um mecanismo de segurança.
O fundo é capitalizado também por dois bancos públicos. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, só a Caixa responde por um terço da capitalização do FGC.
Nisso eu concordo com Lula, defender Vorcaro é falta de vergonha na cara, assim como defender corruptos, como aconteceu no mensalão e petrolão, como exemplo
O avanço da Polícia Federal no caso do Banco Master causou tensão máxima entre os investigados. A PF concentrou, nos dias 26 e 27, os depoimentos de nove alvos da apuração, o que pegou advogados e investigados de surpresa e acendeu o alerta vermelho nos bastidores.
Defensores da família Vorcaro e de outros envolvidos afirmam que não foram sequer oficialmente comunicados sobre os depoimentos. Segundo eles, a investigação segue sob sigilo no STF, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, sem acesso a provas ou informações básicas do processo, conforme informações da Veja.
Com a pressa da Polícia Federal, os advogados agora avaliam a melhor reação: pedir mais prazo ao STF, orientar os clientes a permanecerem em silêncio ou denunciar cerceamento de defesa. Em termos simples, cerceamento ocorre quando a defesa não consegue exercer plenamente seus direitos no processo.
Apesar do clima de indignação, enfrentar diretamente o Supremo é visto como último recurso. Nos bastidores, a leitura é clara: o caso avançou rápido demais, sem aviso prévio, e o medo agora é de que decisões já estejam sendo tomadas longe dos olhos da defesa.
A oposição no Senado conseguiu 42 assinaturas para instalar a CPI do Banco Master e agora pressiona o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, a criar o colegiado. O requerimento quer 90 dias para investigar fraudes no banco do empresário Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central. A pressão aumenta em meio a outros pedidos semelhantes na Câmara e em uma CPMI no Congresso Nacional.
O movimento mostra força da oposição, que reúne mais da metade do Senado. Entre os signatários estão líderes do PP, PL, Republicanos e Podemos, além de parlamentares da base do governo Lula. A estratégia é oficializar a CPI já na primeira sessão conjunta de 2026.
O caso Banco Master envolve supostas fraudes e falhas que prejudicaram clientes e acionistas. Com a CPI, a oposição quer detalhar todas as responsabilidades, inclusive possíveis omissões do Banco Central, e expor a rede de interesse por trás da instituição.
Enquanto o Congresso se articula, a criação da CPI sinaliza que o governo Lula terá dificuldades para blindar aliados.
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