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Calor recorde de 2024 atingiu 3,3 bilhões de pessoas no mundo, 40% da população mundial

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O Brasil, segundo o Berkeley Earth, um dos centros climáticos globais de referência, aqueceu 1,8°C acima da média do período pré-industrial. O Canadá esquentou 3,1°C, mas como ele é naturalmente mais frio que o Brasil, a população sofreu menos o impacto do calor.

Já no Brasil e em outros países sul-americanos com aumentos expressivos, como Bolívia (2,1°C) e Paraguai (1,9°C), essa elevação na média significou termômetros acima dos 35°C com frequência.

O México, que ficou 1,4°C acima da média do período pré-industrial, ficou 70 dias seguidos com o termômetro acima dos 37°C, calor suficiente para fazer macacos caírem mortos dos galhos e hospitais lotarem de gente passando mal.

O Berkeley Earth destacou que condições particularmente extremas foram observadas nas Américas Central e do Sul, na África, em partes da Ásia, na Europa Oriental. O calor extremo também atingiu dois terços da população da China e um terço da dos Estados Unidos.

Além de afetar diretamente as pessoas, o calor é combustível para extremos, como os incêndios florestais de grande magnitude, a exemplo dos que atingiram ano passado o Brasil e agora consomem bairros inteiros de Los Angeles e cidades vizinhas na Califórnia.

Na esteira do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), a agência europeia do clima, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) e demais grandes centros climáticos internacionais de estudo do clima, como as americanas Nasa, Noaa e Berkeley Earth, divulgaram suas análises de 2024 ontem e confirmam 2024 como o ano mais quente da História.

Também foi o primeiro ano em que o patamar de aumento de 1,5°C na temperatura média da Terra em relação ao período pré-industrial foi superado. Porém, o valor calculado pelas agências flutuou. Para a OMM, foi 1,55°C. A Berkeley Earth mediu uma elevação de 1,62°C.

A Nasa e a Noaa consideraram que o aumento flutuou entre 1,47°C e 1,57°C ao longo do ano, menos que os 1,6°C apontados anteontem pelo Copernicus. Não fecharam um número, mas afirmaram ser impossível que seja menor do que 1,5°C.

Já a nova DCENT, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, que usa IA para produzir uma linha de base histórica, calculou um aumento de 1,66°C.

— A OMM prova mais uma vez que o aquecimento global é um fato claro e incontestável. Anos individuais ultrapassando o limite de 1,5°C não significam que a meta de longo prazo está perdida. Significa que precisamos lutar ainda mais para voltar ao caminho certo. Temperaturas extremas em 2024 exigem ações climáticas pioneiras em 2025. Ainda há tempo para evitar o pior. Mas os líderes precisam agir agora — declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Os cientistas utilizam grande parte dos mesmos dados de temperatura em suas análises. No entanto, usam metodologias e modelos diferentes. Mas todos mostram a mesma tendência de aquecimento contínuo do planeta.

Por consenso, cientistas afirmam que a causa principal de tanto calor foi o acúmulo na atmosfera de gases-estufa oriundos de atividades humanas. O forte El Niño pesou, mas sozinho não explica tamanha elevação da temperatura.

A Nasa destacou que em 2022 e 2023 houve aumentos recordes nas emissões de combustíveis fósseis. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumentou dos níveis pré-industriais de aproximadamente 278 partes por milhão para cerca de 420 partes por milhão hoje.

Duo Chan, um dos criadores do DCENT, observou que um ano não basta para que o patamar de 1,5°C acima da média do período pré-industrial, estabelecido pelo Acordo de Paris, seja inviabilizado. Mas ele e outros cientistas concordam que é cada vez mais provável que o aquecimento dos próximos anos faça com que esse limite não seja mais possível.

O limite de 1,5°C é, sobretudo, político. Foi incluído no Acordo de Paris para atender às preocupações de que uma meta anterior de limitar o aquecimento a 2°C não protegeria os países mais vulneráveis.

Katharine Hayhoe, cientista-chefe da Nature Conservancy nos EUA, explicou que isso não significa que o mundo esteja seguro abaixo de 1,5 °C, nem que tudo irá acabar se for ultrapassado. Cada fração de grau extra faz diferença.

O ano passado foi muito mais quente do que o esperado, salientou Zeke Hausfather, cientista líder do Berkeley Earth. Os climatologistas haviam projetado que o início de 2024 seria quente devido ao El Niño. Mas achavam que as temperaturas cairiam após o fim dele, no início de junho.

Mas isso não ocorreu. Ao contrário, o termômetro continuou a bater recordes. “Todos nós que fizemos projeções no início do ano subestimamos o quão quente 2024 seria”, afirmou Hausfather à Nature.

Em 2024, 95,2% da superfície da Terra estavam significativamente mais quentes do que a temperatura média durante 1951-1980, 4,6% estavam com temperatura semelhante, e apenas 0,2% ficou significativamente mais fria. Nenhuma parte do planeta teve uma média anual recorde de frio em 2024.

Embora a disponibilidade de termômetros limite as medições diretas anteriores a 1850, evidências indiretas sugerem que a Terra está em sua temperatura média global mais quente desde o último período interglacial, há cerca de 120 mil anos. A temperatura atual cada vez mais se assemelha aos períodos mais quentes do planeta.

A elevação abrupta das temperaturas em 2023 e 2024 é o maior aumento de dois anos desde a década de 1870. Climatologistas investigam se é um evento isolado ou se marca uma mudança no sistema climático da Terra, o que significaria que o aquecimento global está acelerando.

A La Niña fraca recém-formada no Oceano Pacífico deve aliviar um pouco a temperatura. Mesmo assim, tanto a Nasa quanto o Berkeley Earth projetam que o mais provável é que 2025 seja o terceiro ano mais quente desde 1850, com temperatura inferior apenas às de 2023 e 2024.

Estadão

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Celebridades

Ernesto Paglia deixa a Globo após mais de 43 anos

Reprodução/ Instagram

O jornalista Ernesto Paglia deixou a TV Globo hoje, após 43 anos e 7 meses na emissora. A informação foi divulgada por Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, em e-mail ao qual Splash teve acesso.

No longo texto, Kamel relembrou toda a trajetória do profissional na emissora. Paglia cobriu oito Copas do Mundo, greves no ABC paulista, a visita do Papa João Paulo II e as Diretas Já.

Leia a íntegra da carta de Ali Kamel:

Recém terminada a Copa do Catar, pensei em começar este texto relembrando um episódio ocorrido há quarenta anos em Madri.

A Itália tinha conquistado o tricampeonato, eliminando, no caminho, a reverenciada seleção brasileira de Zico, Sócrates, Júnior e Falcão, na chamada “Tragédia do Sarriá”. A Squadra Azzurra de Paolo Rossi começara a competição desacreditada, tão criticada que os jogadores decidiram fazer voto de silêncio, uma greve de entrevistas: eles se recusavam a falar com jornalistas italianos.

Um jovem repórter da TV Globo, fluente em italiano, tinha sido escalado para acompanhar desde os primeiros treinos o time comandado pelo técnico Enzo Bearzot. Foi ganhando confiança e conseguindo furos que encheram de inveja os colegas europeus. No dia 11 de julho, quando a Itália venceu a Alemanha e levantou a taça do tri, nosso repórter foi interrompido, de forma rude, durante uma entrevista com Bearzot. “Somos italianos, fale conosco”, disseram cinegrafistas da Rai, com arrogância. Bearzot respondeu com um abraço e um beijo no jornalista da Globo. “È un bravo ragazzo”.

Aquele jovem repórter era Ernesto Paglia, então cobrindo a primeira de oito Copas do Mundo. Mesmo sendo, em suas próprias palavras, “impermeável ao futebol”, Paglia sabe contar histórias, com texto refinado e generosidade. Esse talento o transformou num dos nomes essenciais do telejornalismo brasileiro.

Filho de mãe argentina e pai italiano, também jornalista, Paglia se formou na USP e chegou à Globo em 1979, por indicação de Carlos Monforte. O início foi no turno da madrugada, mas em pouco tempo, depois de emplacar reportagens no Jornal Nacional, Paglia ganhou um quadro no Bom Dia São Paulo. Batia à porta de personalidades bem cedo, montava o set e se preparava para entrevistas ao vivo, durante o café da manhã.

Destacou-se rapidamente. Participou de coberturas emblemáticas no início da década de 80: greves do ABC, visita do Papa João Paulo II, Diretas Já. Convidado para o Globo Repórter em 1983, Paglia levou prêmio internacional com um programa, roteirizado por Fernando Gabeira, sobre o cacique Mario Juruna, então o primeiro indígena eleito deputado federal.

Foi correspondente em Londres duas vezes. A primeira delas, de 1986 a 1989. Numa época de grandes transformações no cenário geopolítico, gravou com líderes mundiais, como Gorbachev e Margaret Thatcher. Acrescentou ao currículo o jornalismo de guerra, com reportagens no Iraque, durante o conflito sangrento contra o Irã. Cobriu a Segunda Intifada e a invasão americana ao Afeganistão. A prisão de Slobodan Milosevic e a libertação de Nelson Mandela. A Rio-92 e o avanço do desmatamento na Amazônia, em anos recentes. Nas últimas quatro décadas, o público brasileiro se acostumou a ser bem informado por Ernesto Paglia, sempre com inteligência e sensibilidade.

Viajou pelo Brasil de ponta a ponta no quadro JN no Ar, concebido por mim e exibido durante as eleições de 2010. Em busca do que de melhor e pior uma cidade podia oferecer, os destinos eram definidos por sorteio, uma cidade diferente a cada dia, o que impedia prefeitos e governadores de fazer maquiagens de última hora. E Paglia cruzava o país de jatinho com a equipe, sem saber como seria a próxima reportagem, o que iria encontrar. Às vezes, pegava uma turbulência e fazia piada cantando “Segura na mão de Deus”. A experiência no comando do quadro virou livro, lançado em 2011.

A carreira ofereceu a oportunidade de unir trabalho e paixões. Colecionador de carros antigos, teve o privilégio de dirigir em Interlagos com Ayrton Senna no banco do carona. Fascinado por mergulho, viveu inúmeras aventuras submarinas, mundo afora, e apresentou durante quatro anos o programa Globo Mar, concebido por Humberto Pereira e dirigido por Terezoca e Teresa Cavallheiro.

Paglia passou por todos os telejornais e fez parte do time que lançou a Globonews, em 1996. Teve uma segunda temporada no Globo Repórter. Foi um dos 16 repórteres escolhidos para falar dos 50 anos do jornalismo da Globo, na série do Jornal Nacional exibida em 2015.

Nos últimos dez anos, Paglia se dedicou ao Fantástico e esteve à frente de quadros como “Vai Fazer o Quê?”, que promovia uma espécie de experimento social, testando a reação de pessoas diante de situações de discriminação e injustiça. Entrevistou a filipina Maria Ressa, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, ano passado; foi à Guatemala, na cobertura dos estragos causados pela erupção do Vulcão de Fogo, que matou 200 pessoas em 2018 – para citar apenas alguns exemplos.

Depois de quase 44 anos, anuncio com esse e-mail que Paglia encerra no dia 31/12 sua trajetória na Globo. Termina o ciclo de um repórter brilhante, referência para todos nós. O filho do Gerardo e da Haida; o pai do Bernardo, do Frederico e da Elisa; o marido da Sandra; o Bochecha, como era chamado na infância, um colega gentil e acolhedor. E deixará um legado irretocável.

Sua última reportagem no Fantástico foi exibida ontem, dia 25 de dezembro. Uma viagem que relembra outro grande acontecimento de 1982, o ano da Copa da Espanha: a Guerra das Malvinas (ou Falklands, para os britânicos), entre Argentina e Inglaterra.

Mas ainda poderemos apreciar um pouco mais da maestria de Ernesto Paglia nas telas da Globo. O bravo Ragazzo deixa pronto um Globo Repórter especial, parte das comemorações de 50 anos do programa. E há em gestação um projeto de documentário para o Globoplay.

Ao Paglia, em meu nome e no da Globo, o nosso muito obrigado.

Ali Kamel

Uol

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Geral

DENÚNCIA: Por não concordar com ato ilícito, ex-funcionário de empresa ligada ao IDEMA diz que foi demitido

Uma denúncia chegou ao blog do BG na manhã desta segunda-feira (28). Um ex-funcionário da empresa CLAREAR, que presta serviços ao IDEMA, alegou que sofreu perseguição até ser demitido. Segundo ele, tudo aconteceu porque o próprio não quis ser conivente com um ato ilícito, que consistia em desviar dinheiro para pagamento de um funcionário.

Confira a denúncia:

Me chamo Rui , sou ex-funcionário da empresa prestadora de serviços e mão de obra CLAREAR, tendo como local da tomação do serviço na APA de Genipabu ligado ao IDEMA.

Fato é que no dia 8 fevereiro de 2022, fui chamado a sede da empresa e lá me foi dito que ali estava sob acusação de ter agredido uma colega de trabalho no início do mês de dezembro de 2021, que conforme me passaram, aquela havia me acusado de agredi-la, sem qualquer prova, queixa criminal ou exame de corpo de delito, sendo dito pela preposta da empresa que a partir daquele momento eu estaria de Aviso Prévio.

Sem chance de me defender após cumprimento do Aviso fui demitido. Entendo que este fato entre outros fatos a mim atribuídos eram criados simplesmente por perseguições hierárquicas, que se deram sobre minha pessoa depois que o supervisor da empresa Clarear passou a me perseguir. Ele que se apresenta como crente, já que é membro da igreja Assembleia de Deus, sendo deste nexo indicado por um pastor que é ligado a um Deputado.

Em um determinado dia, o supervisor mandou um vigilante que lá prestava serviços, e se encontrava a três meses de salário atrasado, pegar dinheiro das entradas do parque que se encontrava guardado na gaveta da minha mesa, pois, era de minha responsabilidade guardar e prestar contas.

Não concordando com a determinação para praticar o ato ilícito, o vigilante comunicou a um dos diretores do Idema, , e ao gestor da APA (Área de Proteção Ambiental) , por fim, vindo a me comunicar também sobre o assunto.

Espantado com o comportamento do meu superior, e que aquela conduta poderia me dar além de justa causa, eu responder por furto, procurei imediatamente meus diretores os quais disseram que tomariam providências, porém espantosamente não as fizeram.

O dito supervisor que armou tudo, no local de trabalho se comporta como dono da APA (Área de Preservação), posto que era de praxe o supervisor levar as chaves da casa dos pesquisadores onde fica hospedado pesquisadores da UFRN, e de outros estados, para sua residência. Até chegar ao ponto de um vigilante comunicar que o supervisor chegou a entrar na casa e quase pegar uma das pesquisadoras se trocando.

O gesto foi informado que o supervisor estava levando as chaves para casa e usando material de uso exclusivo dos pesquisadores, atrapalhando e prejudicando  as pesquisas e cuidados com animais, que lá estão aos cuidados do Estado.

Com todas essas informações repassadas para diretores do IDEMA, comecei a sofrer as perseguições, fato que se comprova quando fui falar sobre meu vale alimentação, com o dito supervisor , que falou não saber de nada, que estava tudo certo, continuei relatando que não estava correto e pedi pra ele falar com a chefe do contrato, quando ele me deu como resposta que a mesma não dava resposta a ele sobre esses problemas.

Indignado, procurei a gerente da empresa Clarear, relatando que o supervisor não havia entregue o cartão alimentação, quando mais tarde o cartão apareceu, deixando claro a intenção prejudicial sobre minha pessoa. Na sequência fui chamado pelo supervisor que falou que da próxima vez que eu falasse com a gerente eu levaria um suspensão.

Ato contínuo a chefe de contrato ( do Idema ou da Clarear? ) mandou uma mensagem de texto via Whatsapp dizendo que eu estava proibido de falar com a gerente da Clarear. Quando no dia 08 de fevereiro, recebi o comunicado de Aviso Prévio, e também fui transferido para outro local de trabalho e em seguida demitido.

Tudo isto por uma armação que inventaram e que não fiz. Acredito que tanto a direção do Idema, bem como o Governo do Estado que se diz dos trabalhadores, não procuraram resolver nem saber da verdade, sendo mais fácil punir uma pessoa honesta que não teve respeitado seu direito de contraditório e ampla defesa. Sendo mais fácil punir sem apurar os fatos.

E assim, injustiçado, acho que todo esse silêncio, omissão e negligência, se deu porque o supervisor é indicado de um Deputado estadual .

A Clarear demitiu alguns funcionários e ficou de pagar a rescisão dia 15 e não pagou, marcou para o dia 19 também não pagou, marcou para dia 22 também não pagou. Hoje já são 28 e nada. O que a Clarear diz é que o IDEMA não repassou o pagamento.

Entrei em contato com o IDEMA que falou que não é responsável por rescisão e que não tem nada a ver. Só queremos nossos direitos, já começo sentir dificuldades em casa e não tenho de onde tirar o sustento da minha família. Fica um jogo de empurra empurra entre a Clarear e o IDEMA.

Opinião dos leitores

  1. De fato o Idema tem chamado atenção pelas denúncias ultimamente. Precisa de una atenção msior do TCE e dos governos.

  2. No dia 20 de outubro de 2018, um entusiasmado Jair Bolsonaro, então no PSL, anunciava solenemente uma de suas promessas caso batesse o petista Fernando Haddad no segundo turno da eleição presidencial, que ocorreria oito dias depois.

    “O que eu pretendo é fazer uma excelente reforma política, acabando com o instituto da reeleição, que começa comigo caso seja eleito, e reduzindo um pouco, em 15% ou 20%, a quantidade de parlamentares”, disse.

  3. Absurdo: o governo PTralha , estão cobrando multa por 30 dias de recibo de compra e venda , esses nojentos ficaram quase 2 anos fecha e abre , governo federal prorrogou por 1ano a CNH , mas a raça desgracada do PTralha querem dinheiro, cobrando multa por extrapolar os 30 do recibo 🤮🤮🤮

  4. A quanto tempo aparecem denúncias sobre o IDEMA e fica por isso mesmo? É um órgão estadual que deveria ser reiniciado do zero, reestruturado completamente, para reescrever sua história.
    Mas seria apenas o IDEMA?

  5. Bolsonarista infiltrado: Ele que se apresenta como crente, já que é membro da igreja Assembleia de Deus, sendo deste nexo indicado por um pastor que é ligado a um Deputado.

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Educação

Educação do RN tem o segundo menor número de aulas diárias do Nordeste

Foto: Eduardo Paiva / TV Globo

O Rio Grande do Norte é um dos estados com menor número de aulas por dia no Ensino Médio. De acordo com as planilhas do Censo Escolar 2023, do Ministério da Educação, o Estado tem o 2º pior índice de média diária de horas-aula da região Nordeste, com 5,2 horas-aula no ensino médio. No cenário nacional, dos sete melhores colocados neste quesito, seis são estados nordestinos. Pernambuco lidera esse ranking com 7,6 horas-aula por dia. Sergipe e Paraíba disponibilizam para os alunos 7,5 horas-aula por dia. No Ceará, são 7 horas-aula por dia. Em relação ao resto do País, o RN é o oitavo com menor número de aulas para os alunos. Entre as causas do problema está a infraestrutura das escolas potiguares. Em uma unidade da zona Norte de Natal, as atividades foram reduzidas por causa do forte calor.

Para especialistas ouvidos pela Tribuna do Norte, a quantidade reduzida de aulas é um entrave para o desenvolvimento da aprendizagem e influencia negativamente outros índices educacionais. Gestores, professores e pesquisadores ressaltam que questões de infraestrutura, precariedade do ensino em tempo integral e as greves da educação, que acabaram provocando uma reprogramação nos calendários letivos, são fatores que contribuíram para o desempenho desfavorável do Rio Grande do Norte em mais um Censo Escolar. A Secretaria de Educação do Estado foi procurada, mas não comentou o assunto.

Para a pedagoga Cláudia Santa Rosa, que é doutora em educação, há pouco aproveitamento do tempo do aluno. “Nossa jornada escolar é muito reduzida. A gente tem turnos que funcionam 3 e 5 horas. É preciso pensarmos no noturno, nas escolas que têm alunos da zona rural que precisam de transporte escolar. Isso são fatores que acabam também atrapalhando a aprendizagem do aluno quando eles está na escola. O RN tem uma dificuldade grande de garantir o professor na sala de aula, com isso a carga horária diminui, o que gera uma reação em cadeia porque o aluno não aprende e depois a gente vê isso nas quedas dos nossos índices educacionais”

O indicador educacional “média de horas-aula diária” pesquisado no Censo avalia o tempo médio diário de permanência do aluno na escola em diferentes etapas. No ensino fundamental, o desempenho do Rio Grande do Norte é semelhante. Com média diária de 4,9 horas-aula, o Estado também é o 2º pior do Nordeste em quantidade de aulas ofertadas, bem atrás do Ceará que tem uma média diária de 6,2 horas-aula. Assim como os outros indicadores do Censo Escolar 2023, esses dados estão disponíveis no Portal do Inep.

Sem estrutura

Na Escola Estadual Professora Dulce Wanderley, a mais tradicional da Redinha, na zona Norte, os horários das aulas foram reduzidos de 50 minutos para 35 minutos por causa do forte calor. A escola não possui aparelhos de ar-condicionado e os ventiladores de teto foram doados por outra escola. “A gente vê que tem um forte impacto no aprendizado desses alunos, são estudantes que muitas vezes são de famílias carentes, que não têm uma alimentação adequada, por exemplo. Isso também influencia porque como é que alguém vai aprender com fome e no calor?”, argumenta a gestora da unidade, Cláudia Queiroz.

A escola tem cerca de 600 alunos divididos em turmas dos ensinos médio e fundamental, nos três turnos. Queiroz diz que os problemas são constantes. “A gente já teve muitos casos de professores passando mal por causa do calor, aluno passando mal. As salas até foram isoladas para receber ar-condicionado, mas a rede elétrica não comporta, então colocamos os ventiladores já desgastados de outra escola e que fazem muito barulho. Além disso, vai fazer um ano, em abril, que o nosso pátio está interditado. Está sendo um caos”, comenta a diretora.

A diretora da Escola Estadual Professora Josefa Sampaio, Mônica Vitt Ferreira, acrescenta a dificuldade das escolas com a implementação do novo ensino médio para a redução da média da carga horária no RN.

“Acredito que isso prejudica o aluno que passa a ter menos aula, isso também acaba modificando as rotinas dos professores, então no fim das contas o aprendizado é comprometido no momento em que o estudante passa menos tempo na sala de aula”, acrescenta a direta da unidade, que fica no bairro de Santos Reis.

A volta às aulas na rede estadual está marcada para a próxima segunda-feira (4) no RN, que é o último Estado do Nordeste a retomar as aulas. A SEEC aponta que o atraso no calendário é devido à greve dos professores pela implantação do reajuste no piso salarial, no ano passado.

A reportagem da Tribuna do Norte procurou a Secretaria de Educação, que não respondeu às perguntas até o fechamento da edição.

Ranking

Veja a posição do Estado em relação ao Nordeste

Maior média de horas-aula por dia no Nordeste (ensino médio)

n1º Pernambuco: 7,6 horas-aula;
n2º Sergipe: 7,5 horas-aula;
n3º Paraíba: 7,5 horas-aula;
n4º Ceará: 7 horas-aula;
n5º Alagoas: 6,9 horas-aula;
n6º Piauí: 6,6 horas-aula;
n7º Maranhão: 5,6 horas-aula;
n8º Rio G. do Norte: 5,2 horas-aula;
n9º Bahia: 4,9 horas-aula;

(Os cinco primeiros estados do Nordeste também lideram o ranking nacional. No País, o RN é o 20º colocado)

Maior média de horas-aula por dia no Nordeste (ensino fundamental)

n1º Ceará: 6,2 horas-aula;
n2º Piauí: 6,2 horas-aula;
n3º Sergipe: 5,7 horas-aula;
n4º Maranhão: 5,7 horas-aula;
n5º Alagoas: 5,4 horas-aula;
n6º Paraíba: 5,3 horas-aula;
n7º Bahia: 5 horas-aula;
n8º Rio G. do Norte: 4,9 horas-aula;
n9º Pernambuco: 4,8 horas-aula;

(No País, o RN é o 15º colocado)

Reportagem completa na Tribuna do Norte

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Geral

Impopularidade de Lula torna mais cara fatura no Congresso e afasta apoios para reeleição

Foto: Rafaela Araújo/Folhapress

É recorrente ouvir nos corredores do Congresso que, hoje, poucos deputados e senadores têm coragem de postar uma foto com o presidente Lula (PT) em suas redes sociais, dada a impopularidade atual do petista, reforçada por pesquisas de opinião em série.

Desta vez, foi o levantamento da Quaest a apontar que a percepção negativa sobre a gestão permanece elevada, num momento em que o governo se vê às voltas com as crises do IOF e, principalmente, do INSS.

O medo de perder eleitores faz com que até parlamentares de partidos de esquerda hesitem em divulgar a aliança com o petista.

Há três dias, Lula participou da cerimônia que deu posse a João Campos na presidência do PSB e afirmou que, se continuar “bonitão”, a “extrema direita não volta a governar esse país”. Era natural que, após comparecer ao evento, Lula tivesse fotos e vídeos publicados pelos parlamentares da sigla nas redes, mas eles pareceram não concordar com o autoelogio.

Dos 15 deputados federais do PSB, só 4 postaram retratos ou falas do petista nas últimas semanas em seus feeds. Dos 4 senadores, 2 não publicam imagens do presidente há meses.

Se a vinculação ao governo afeta até os congressistas de esquerda, é no centrão que a impopularidade de Lula bate mais forte: a fatura para aprovar no Congresso as propostas de interesse do Planalto será cada vez mais alta, e as chances de apoio à reeleição parecem praticamente nulas.

MDB e PSD já não escondem que estão distantes da “frente ampla” pela reeleição. Seus líderes argumentam que apenas os políticos da região Nordeste topam essa foto. Nos demais estados, a percepção é que estar ao lado de Lula na reeleição tirará votos e que não há motivo para impor esse desgaste quando a prioridade é fortalecer as bancadas na Câmara e no Senado.

Nos demais partidos de centro-direita e direita, a hesitação é maior e provoca momentos inusitados. Em abril, quando Lula jantou com líderes partidários, alguns políticos fugiram discretamente da lente do fotógrafo para não aparecer no registro do encontro. Nem o protagonista do livro “Onde Está Wally?” se escondeu tão bem.

A pesquisa Quaest desta quarta (4) acaba reforçando a falta de boa vontade dos políticos do centrão com o petista dentro do Congresso. Os dados mostram dificuldade de recuperação de Lula em seu pior momento, com 43% de avaliação negativa e apenas 26% de positiva. Em março, eram 41% a 27%. A margem de erro é de dois pontos.

No começo do ano, os motivos que levaram Lula a atingir o que os petistas esperavam ser o fundo do poço eram a inflação alta e a crise do Pix. Agora, a impressão sobre a alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis caiu, o que pode até ser comemorado por eles, mas a fraude contra aposentados e os protestos de empresários contra a nova alta de impostos mantiveram o desgaste em patamar elevado.

No caso do INSS, o governo Lula foi incapaz de fazer a população acreditar na sua estratégia de jogar a culpa no governo Bolsonaro e assumir o papel de algoz dos malfeitores, responsável por devolver o dinheiro pilhado dos velhinhos. Para 31% dos eleitores, a culpa é, sim, da atual gestão. Apenas 8% atribuem a paternidade da fraude nos descontos à administração anterior.

Na crise do IOF, a população se mostra mais inclinada a apoiar os atores que defendem derrubar a alta do imposto do que enxergar mérito nos argumentos do governo, de que é necessário elevar novamente a arrecadação para o poder público não travar.

A pesquisa mostra que 50% dos entrevistados consideram o aumento do tributo um erro, embora só 39% tivessem conhecimento de que isso havia ocorrido quando foram questionados pelos entrevistadores.

A falta de apoio popular à iniciativa deixa o Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda em situação delicada para negociar as medidas compensatórias que permitam a Lula recuar da alta do imposto e, ao mesmo tempo, manter o patamar de despesas nos níveis pretendidos.

Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

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Mundo

Rebeldes sírios anunciam deposição do governo de Assad

LOUAI BESHARA/AFP

Rebeldes sírios anunciaram, em uma declaração televisionada no início deste domingo (8), que derrubaram o regime de 24 anos do presidente Bashar al-Assad, acrescentando que todos os prisioneiros foram libertados após uma ofensiva relâmpago que surpreendeu o mundo e e traz temores de uma nova onda de instabilidade em um Oriente Médio assolado pela guerra.

O comando do Exército da Síria notificou os oficiais que o regime de Assad havia terminado, disse um oficial sírio que foi informado sobre a medida à Reuters. Posteriormente, o Exército disse que continuam as operações contra “grupos terroristas” nas cidades de Hama e Homs e na zona rural de Deraa.

Assad, que havia reprimido todas as formas de dissidência e encarcerado milhares de pessoas, deixou Damasco com destino desconhecido no início do domingo, disseram dois oficiais superiores do Exército à Reuters. Ele teria embarcado em um avião com destino desconhecido.

“Celebramos com o povo sírio a notícia da libertação de nossos prisioneiros, rompendo suas correntes e anunciando o fim da era de injustiça na prisão de Sednaya”, disseram os rebeldes.

Milhares de pessoas em carros e a pé se reuniram em uma praça principal em Damasco, acenando e cantando “Liberdade” após meio século de governo da família Assad, disseram testemunhas.

Sednaya é uma grande prisão militar nos arredores de Damasco, onde o governo sírio deteve milhares de pessoas.

Poucas horas antes, os rebeldes anunciaram ter conquistado o controle total da cidade-chave de Homs após apenas um dia de combates, deixando o governo de 24 anos de Assad por um fio.

Sons intensos de tiros foram ouvidos no centro de Damasco, disseram dois residentes no domingo, embora não estivesse imediatamente claro qual era a origem dos disparos.

Em áreas rurais a sudoeste da capital, jovens locais e ex-rebeldes aproveitaram a perda de autoridade para ir às ruas em atos de desafio contra o regime autoritário da família Assad.

Milhares de residentes de Homs tomaram as ruas após a retirada do exército da cidade central, dançando e cantando “Assad se foi, Homs está livre” e “Viva a Síria e abaixo Bashar al-Assad”.

Rebeldes dispararam para o ar em celebração, e jovens rasgaram cartazes do presidente sírio, cujo controle territorial colapsou em uma vertiginosa retirada de uma semana pelo Exército.

A queda de Homs dá aos insurgentes o controle sobre o coração estratégico da Síria e um importante cruzamento de rodovias, separando Damasco da região costeira, reduto da seita alauíta de Assad e onde seus aliados russos têm uma base naval e aérea.

A captura de Homs é também um poderoso símbolo do dramático retorno do movimento rebelde no conflito de 13 anos. Grandes áreas de Homs foram destruídas por um cerco exaustivo entre os rebeldes e o Exército anos atrás. A luta desgastou os insurgentes, que foram forçados a sair.

O comandante do Hayat Tahrir al-Sham, Abu Mohammed al-Golani, principal líder rebelde, chamou a captura de Homs de um momento histórico e pediu aos combatentes que não prejudiquem “aqueles que depuserem suas armas”.

Rebeldes libertaram milhares de detidos da prisão da cidade. As forças de segurança partiram às pressas após queimarem seus documentos.

Residentes de vários distritos de Damasco saíram para protestar contra Assad na noite de sábado, e as forças de segurança estavam ou relutantes ou incapazes de reprimir.

O comandante rebelde sírio Hassan Abdul Ghani declarou no início deste domingo (8) que as operações estão em andamento para “libertar completamente” a zona rural ao redor de Damasco e que as forças rebeldes estão de olho na capital.

Em um subúrbio, uma estátua do pai de Assad, o falecido presidente Hafez al-Assad, foi derrubada e destruída.

O Exército sírio afirmou que reforça suas posições ao redor de Damasco, e a TV estatal informou que Assad permanecia na cidade.

Fora da cidade, os rebeldes varreram todo o sudoeste em 24 horas e estabeleceram controle.

A queda de Homs e a ameaça à capital representam um perigo imediato para o reinado de cinco décadas da dinastia Assad sobre a Síria e a influência contínua de seu principal apoiador regional, o Irã.

O ritmo dos eventos surpreendeu as capitais árabes e levantou temores de uma nova onda de instabilidade regional.

Catar, Arábia Saudita, Jordânia, Egito, Iraque, Irã, Turquia e Rússia emitiram uma declaração conjunta dizendo que a crise era um desenvolvimento perigoso e pedindo uma solução política.

Mas não houve indicação de que concordaram em quaisquer passos concretos, com a situação dentro da Síria mudando a cada hora.

A guerra civil na Síria, que eclodiu em 2011 como um levante contra o governo de Assad, atraiu grandes potências externas, criou espaço para militantes jihadistas planejarem ataques ao redor do mundo e enviou milhões de refugiados para estados vizinhos.

Hayat Tahrir al-Sham, o grupo rebelde mais forte, é o antigo afiliado da al Qaeda na Síria, considerado pelos EUA e outros como uma organização terrorista, e muitos sírios permanecem temerosos de que imponha um regime islâmico draconiano.

Golani tentou tranquilizar as minorias de que não interferirá com elas e a comunidade internacional de que se opõe a ataques islâmicos no exterior. Em Aleppo, que os rebeldes capturaram há uma semana, não houve relatos de represálias.

Quando questionado no sábado se acreditava em Golani, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, respondeu: “A prova do pudim está em comê-lo”.

O grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã no Líbano, retirou-se da cidade síria de Qusayr, na fronteira com o Líbano, antes que as forças rebeldes a tomassem, disseram fontes do Exército sírio no domingo.

Pelo menos 150 veículos blindados transportando centenas de combatentes do Hezbollah deixaram a cidade, há muito um ponto na rota para transferências de armas e combatentes entrando e saindo da Síria, disseram as fontes. Israel atingiu um dos comboios enquanto partia, disse uma fonte.

Assad há muito tempo depende de aliados para subjugar os rebeldes. Aviões de guerra russos realizaram bombardeios enquanto o Irã enviou forças aliadas, incluindo o Hezbollah e milícias iraquianas, para reforçar o Exército sírio e atacar redutos insurgentes.

Mas a Rússia tem se concentrado na guerra na Ucrânia desde 2022 e o Hezbollah sofreu grandes perdas em sua própria guerra desgastante com Israel, limitando significativamente sua capacidade ou a do Irã de fortalecer Assad.

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, disse que os EUA não deveriam se envolver no conflito e deveriam “deixar que ele se desenrole”.

Folha de São Paulo

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Geral

Baile CarnavALL confirma Solange Almeida e mais 5 atrações na Cervejaria Oktos

Foto: Reprodução 

Uma boa festa carnavalesca tem que ter molho na mistura. Pensando nisso o CarnavALL acaba de anunciar a cantora e compositora Solange Almeida, nome de peso no forró nordestino da última década. Um dos primeiros bailes confirmados após a liberação dos decretos, o CarnavALL programou 12 horas de festa nos dias 27 e 28, na Cervejaria Oktos, Via Costeira.

Solange Almeida se apresenta no domingo de carnaval (27), no mesmo dia de Pedro Luccas, Pagode do Coxa, Sax In The House e Som e Balanço. No dia 28, segunda-feira, a programação contará com shows da dupla Pedro e Erick, Som e Balanço, Pedro Luccas, Pagode do Coxa e Sax In The House. A edição 2022 é uma realização da In Out Produções e os ingressos estão à venda na plataforma OutGo.

.A ex-vocalista do Aviões é uma das grandes puxadoras de trios e bailes de carnaval. No show tem espaço para as músicas atuais de sua carreira solo e das antigas, quando dividiu com Xand o comando dos Aviões do Forró. Caso de “O Amor de minha vida sou eu”, “Se Não valorizar”, “Faz tempo”, “Jeito carinhoso” ,”Recaídas”,”Nossa história”. No carnaval a cantora elege o estilo forró elétrico, onde inclui os suingues da música carnavalesca, pagode baiano e forrós.

O CarnavALL estreia na programação carnavalesca privada que foi autorizada pelos decretos e segue o compromisso de conter a disseminação da variante da Covid-19 e das síndromes gripais. Além da cobrança do passaporte vacinal, será incluída a testagem rápida opcional para o público que acessar o evento. O serviço será subsidiado pelo realizador, com preço de custo para o folião. Também contará com ingresso solidário e 1% (um por cento) da renda bruta será doada à uma instituição beneficente.
O evento é inspirado em “for all” , que remete ao filme e aos bailes populares do passado onde se ouvia vários estilos musicais. Será uma festa completa onde inclui praça de alimentação e o buffet de feijoada na chegada do público até as 14h.

O espaço contará com Camarote e Open Bar, pista e mesas em todos os espaços. O CarnavAll conta com apoio da Amazon In Out, TV Tropical.

Para entrevistas: Liene Titan: 84 9604-7363

SERVIÇO
CarnavALL 2022
Dias 27 e 28.02 a partir das 12:00, na Cervejaria Oktos, Via Costeira. Senador Dinarte Medeiros Mariz, 4197, Parque das Dunas, Natal – RN

Programação

Dia 27.02
11h | Abertura dos portões
12h Som ambiente
13h | DJ Danillo Fox
14h Pedro Luccas
16 Pagode do Coxa
18h Sax In The House
20h Solange Almeida
22h Som e Balanço

Dia 28.02
11h Abertura
12h Som e Balanço
13h Danillo Fox
14h Pedro Luccas
16 h Pagode do Coxa
18h Sax In The House
20h Pedro e Erick
22h Danillo Fox

Vendas
CASADINHA PISTA – 27/02 e 28/02

R$ 120,00 + R$ 12,00 (taxa online)
Encerra em 15/02

CAMAROTE OPEN BAR – 28/02 – 2 LOTE

R$ 200,00 + R$ 20,00 (taxa online)
Encerra em 15/02
é vendedor

CAMAROTE OPEN BAR (MESA + ESTACIO) 28/02 – 2 LOTE

R$ 1.000,00 + R$ 100,00 (taxa online)
Encerra em 15/02

CAMAROTE OPEN BAR (MESA + ESTACIO) 27/02 – 2 LOTE

R$ 1.400,00 + R$ 140,00 (taxa online)
Encerra em 14/02
CAMAROTE OPEN BAR – 27/02 – 2 LOTE

R$ 300,00 + R$ 30,00 (taxa online)
Encerra em 15/02

PISTA (MESA+ ESTACIONAMENTO) – 27/02 – 2 LOTE

R$ 600,00 + R$ 60,00 (taxa online)
Encerra em 15/02

PISTA MEIA- 28/02 – 2 LOTE

R$ 60,00 + R$ 6,00 (taxa online)
Encerra em 15/02

PISTA SOLIDÁRIA – 28/02 – 2 LOTE

R$ 60,00 + R$ 6,00 (taxa online)
Encerra em 15/02

PISTA (MESA+ ESTACIONAMENTO) – 28/02 – 2 LOTE

R$ 440,00 + R$ 44,00 (taxa online)
Encerra em 15/02

PISTA SOLIDÁRIA – 27/02 – 2 LOTE

R$ 100,00 + R$ 10,00 (taxa online)
Encerra em 15/02

PISTA MEIA – 27/02 – 2 LOTE

R$ 100,00 + R$ 10,00 (taxa online)
Encerra em 15/02

Opinião dos leitores

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Política

Alckmin anuncia Janones, Marina, Kátia Abreu e ex-ministros para transição; veja lista

Foto: Reprodução/Youtube Partido dos Trabalhadores

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou nesta quarta-feira (16) os nomes que integrarão 16 grupos técnicos da equipe de transição de governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Na lista, estão nomes como o deputado federal André Janones (Avante-MG), a senadora Kátia Abreu e vários parlamentares ou ex-parlamentares, além de ex-ministros que integraram os governos do PT, como Marina Silva, Izabella Teixeira e Carlos Minc, que comandaram a pasta do Meio Ambiente.

O ex-senador Aloysio Nunes Ferreira, nome histórico do PSDB e que declarou apoio a Lula nas eleições, estará no grupo técnico de Relações Exteriores – ele já foi chanceler durante o governo de Michel Temer. Esse mesmo grupo também inclui outro ex-ministro da pasta, mas em gestão petista: Celso Amorim.

Veja os nomes anunciados:

Agricultura, Pecuária e Abastecimento

  • Carlos Fávaro (PSD-MS), senador eleito pelo Mato Grosso
  • Evandro Gussi, ex-deputado federal pelo PV
  • Joe Valle, engenheiro florestal, ex-deputado pelo PDT
  • Kátia Abreu, senadora e ex-ministra da Agricultura
  • Luiz Carlos Guedes, ex-ministro da Agricultura
  • Neri Geller, ex-ministro da Agricultura e deputado federal
  • Silvio Crestana, ex-presidente da Embrapa
  • Tatiana de Abreu Sá, ex-diretora executiva da Embrapa

Ciência, Tecnologia e Inovação

  • Alexandre Navarro, vice-presidente da Fundação João Mangabeira
  • André Leandro Magalhães, ex-presidente da Dataprev
  • Celso Pansera, ex-ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação
  • Ildeu de Castro Moreira, ex-presidente da SBPC
  • Glaucius Oliva, ex-reitor da USP e ex-presidente do CNPQ
  • Ima Vieira, doutora em ecologia
  • Iraneide Soares da Silva, professora e pesquisadora da Uespi
  • Leoni Andrade, diretor de tecnologia e inovação do Senai Cimatec
  • Luiz Manuel Rebelo Fernandes, , ex-presidente da Finep
  • Luiz Antonio Elias, ex-secretário executivo do ministério de ciência e tecnologia.
  • Ricardo Galvão, ex-diretor do Inpe
  • Sergio Machado Rezende, ex-ministro de Ciência e Tecnologia

Comunicação Social

  • André Janones, deputado federal (Avante-MG)
  • Antonia Pellegrino, roteirista e produtora de cinema
  • Flávio Silva Gonçalves, diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia
  • Florestan Fernandes Júnior, jornalista
  • Helena Chagas, ex-ministra-chefe da Comunicação Social
  • Hélio Doyle, jornalista e ex-secretário de governo no DF
  • João Brant, ex-secretário executivo do Ministério da Cultura
  • Laurindo Leal Filho, ex-secretário municipal de SP
  • Manuela D’Ávila, ex-deputada federal
  • Otávio Costa, presidente da ABI
  • Tereza Cruvinel, ex-presidente da EBC
  • Viviane Ferreira, presidente da SPCine

Desenvolvimento Agrário

  • Célia Watanabe, educadora e mestre em gestão de políticas públicas
  • Elisângela Araújo, membro do Condraf e do fórum baiano da Agricultura Familiar
  • Givanilson Porfirio da Silva, assessor da presidência da Contag
  • João Grandão, ex-deputado federal pelo PT
  • José Josivaldo Oliveira, membro da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragem – Conab
  • Luiz Henrique Gomes de Moura, engenheiro florestal, professor da UnB em Educação do Campo
  • Maria Josana Lima Oliveira, coordenadora geral da Contraf
  • Miguel Rossetto, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário
  • Pedro Uczai, deputado federal por Santa Catarina e ex-prefeito de Chapecó
  • Robervone Nascimento, doutora em agronomia pela UnB
  • Vanderley Ziger, presidente da Unicafes

Desenvolvimento Regional

  • Camilo Santana (PDT), ex-governador e senador eleito pelo Ceará
  • Esther Bemerguy, ex-secretária do conselho de desenvolvimento econômico social da presidência da República
  • Helder Barbalho (MDB), governador do Pará
  • Jonas Paulo Neres, coordenador executivo do conselho de desenvolvimento econômico e social da Bahia
  • Otto Alencar, senador (PSD-BA), senador eleito pela Bahia
  • Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador eleito pelo Amapá
  • Raimunda Monteiro, mestre em planejamento e desenvolvimento regional, ex-reitora da Universidade Federal do Oeste do Pará
  • Tânia Bacelar, ex-secretária nacional de Políticas Regionais

Justiça e Segurança Pública

  • Andrei Passos Rodrigues, delegado da PF
  • Camila Nunes, doutora em sociologia especialista e colaboradora do Núcleo de Estudos da Violência da USP
  • Carol Proner, professora de direito internacional da UFRJ
  • Cristiano Zanin, advogado com especialização em Direito Processual Civil
  • Flávio Dino (PSB), ex-governador e senador eleito pelo Maranhão
  • Gabriel Sampaio, advogado e ex-secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça
  • Jaqueline Signoretto, membro do grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos
  • Marcio Elias Rosa, procurador de Justiça, ex-chefe do Ministério Público de São Paulo e ex-secretário de Justiça do estado
  • Marco Aurélio Carvalho, advogado especializado em Direito Público
  • Marivaldo Pereira, advogado e ex-secretário executivo do Ministério da Justiça
  • Marta Machado, professora de direito da FGV
  • Omar Aziz (PSD-AM), senador eleito pelo Amazonas
  • Paulo Teixeira (PT), deputado federal eleito por São Paulo
  • Pierpaolo Cruz Bottini, professor de Direito Penal da USP e ex-secretário da Reforma do Judiciário
  • Scheila de Carvalho, advogada na área de direitos humanos
  • Tamires Gomes Sampaio, advogada, mestra em Direito Político e Econômico pela Universidade Mackenzie
  • Wadih Damous, advogado, ex-presidente da OAB do Rio de Janeiro e ex-deputado federal

Meio Ambiente

  • Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente
  • Izabella Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente
  • Jorge Viana, ex-governador do Acre
  • José Carlos de Lima Costa
  • Marilene Correia da Silva Freitas
  • Marina Silva, deputada federal eleita e ex-ministro do Meio Ambiente
  • Pedro Ivo, ambientalista
  • Silvana Vitorassi

Minas e Energia

  • Anderson Adauto, ex-ministro
  • Deyvid Bacelar
  • Fernando Ferro
  • Giles Azevedo
  • Guto Quintella
  • ícaro Chaves
  • Jean Paul Prates, senador (PT-RN)
  • Magda Chambriard
  • Mauricio Tolmasquim
  • Nelson Rubner
  • Robson Sebastião Formica
  • William Nozaki

Pesca

  • Altemir Gregolin
  • Antonia do Socorro Pena da Gama
  • Carlos Alberto da Silva Leão
  • Carlos Alberto Pinto dos Santos
  • Cristiano Norberto Ramalho
  • Ederson Pinto da Silva
  • Flavia Lucena Frédou
  • João Felipe Nogueira

Povos Originários

  • Benki Ashaninka
  • Célia Nunes Correia
  • David Yanomami
  • João Pedro Gonçalves da Costa, ex-presidente da Funai
  • Joenia Wapichana
  • Juliana Cardoso, deputada federal eleita
  • Marcio Meira
  • Marivelton Baré
  • Sonia Guajajara, deputada federal eleita
  • Tapi Yawalapiti, liderança do Alto Xingu

Previdência Social

  • Alessandro Antonio Stefanutto
  • Eduardo Fagnani
  • Fabiano Silva
  • Jane Berwanger
  • José Pimentel
  • Luiz Antonio Adriano da Silva

Relações Exteriores

  • Aloysio Nunes Ferreira, ex-senador e ex-chanceler
  • Audo Faleiro
  • Celso Amorim, ex-chanceler
  • Cristovam Buarque, ex-senador
  • Mônica Valente
  • Pedro Abramovay
  • Romenio Pereira

Saúde

  • Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde
  • Arthur Chioro, ex-ministro da Saúde
  • Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde
  • Humberto Costa, senador e ex-ministro da Saúde
  • José Gomes Temporão, , ex-ministro da Saúde
  • Lucia Souto
  • Ludhmila Hajjar
  • Maria do Socorro de Souza
  • Miguel Srougi
  • Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz
  • Regina Fatima Barroso
  • Roberto Kalil Filho

Trabalho

  • Adilson Araújo, presidente da CTB
  • André Calixtre
  • Clemente Lúcio
  • Fausto Augusto Junior
  • Laís Abramo
  • Miguel Torres, presidente da Força Sindical
  • Patrícia Vieira Trópia
  • Ricardo Patah, presidente da UGT
  • Sandra Brandão
  • Sérgio Nobre, presidente da CUT

Transparência, Integridade e Controle

  • Ailton Cardoso
  • Claudia Aparecida de Souza Trindade
  • Cleucio Santos Nunes
  • Eugênio Aragão
  • Jorge Messias
  • Juliano José Breda
  • Luiz Navarro
  • Luiz Carlos Rocha
  • Manoel Caetano Ferreira Filho
  • Mauro Menezes
  • Paulo Câmara, governador de Pernambuco (PSB)
  • Vania Vieira

Turismo

  • Arialdo Pinho
  • Karina Câmara
  • Luiz Barreto, ex-ministro do Turismo
  • Marcelo Freixo, deputado federal (PSB-RJ)
  • Veneziano Vital do Rêgo, senador (MDB-PB)
  • Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo e ex-ministra do Turismo
  • Orsine Oliveira Júnior
  • Chieko Aoki

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. A SUPRESA VAI SER A NOMEIAÇÃO DE FLAVIO BOSOLNARO E CARLOTA. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  2. É LADRÃO A DÁ COM PAU KKK. OH CORJA PRA GOSTAR DE SUGAR O ESTADO! COMO EXISTEM RETARDADOS PRA VOTAR NESSA QUADRILHA? TEM QUE SER MANÉ AO QUADRADO. QUEM PERDEU É SÓ MANÉ.

  3. É na verdade a futura lista de hóspedes da PAPUDA de Brasília.
    Já não mais nem um TREM DA ALEGRIA e o METRÔ dos usurpadores do erário público.

  4. O povo não tava com saudade de Jader Barbalho, Renan Calheiros, Omar Aziz, e o resto da “gang do bem”? kkkkkkkk Aí sim é um ministério com a cara do Brasil. Parabéns a todos os envolvidos, a picanha chega ano que vem.

  5. A quantidade logo demonstra incompetência. Para os seguidores do Rei do Stand Up Comedy a quantidade é pluralidade de ideias.

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Diversos

No seu Jubileu de Diamante, Festa do Boi terá edição especial e deverá movimentar mais de R$ 65 milhões em negócios

Uma sexagenária cheia de energia e com fôlego para seguir sua trajetória de sucesso ainda por muitos anos. Assim é a tradicional Festa do Boi, que este ano chega à emblemática 60ª edição, com expectativa de movimentar R$ 65 milhões em negócios e atrair cerca de 500 mil visitantes que irão circular pelos 300 estandes montados no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, no período de 8 a 15 de outubro.

O evento é uma realização da Associação Norteriograndense de Criadores (Anorc) e Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), Sebrae e Prefeitura de Parnamirim.

Oficialmente denominada de Exposição de Animais, Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Rio Grande do Norte, a Festa do Boi 2022 retorna este ano pela primeira vez com força total após a pandemia da Covid 19, que a obrigou a realizar uma edição virtual (2020) e uma com uma série de restrições de público no ano passado. “Iremos realizar a maior Festa do Boi da história, não tenho dúvidas disso”, afirma o presidente da Anorc, Marcelo Passos.

Este ano, mais uma vez, o acesso aos shows será gratuito para quem pagar pela entrada no parque (R$ 10) ou estacionamento (R$ 25). Será pedida apenas a doação de um quilo de alimento não perecível que será doado a Doe Parnamirim, que trabalha com assistência a pessoas carentes do município.

Tão bom momento vivido pelo setor rural é um dos combustíveis para o otimismo dos realizadores. “Para nós é motivo de muito orgulho realizar a Festa do Boi. Nós somos os maiores exportadores de frutas, camarão e atum. Temos uma pecuária de excelente qualidade. A equipe do Agro do Governo do Estado vai realizar junto com a ANORC a maior exposição agropecuária que já foi realizada neste Parque”, declarou o titular da Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape RN), Guilherme Saldanha.

Marcelo Passos, da Anorc, ressalta que a expectativa é que sejam comercializados ainda 300 estandes para exposição e comercialização de animais, máquinas, implementos, insumos e produtos agropecuários. Ele pontua que o fato de a Festa ter no miolo da sua programação um feriado (o do dia 12) servirá para potencializar a já tradicional programação em homenagem ao Dia da Criança. “Já virou tradição. O dia 12 é o Dia da Família na festa. É o nosso dia de maior público”, pontua ele.

Também há uma expectativa muito positiva em relação à qualidade dos animais que serão expostos e comercializados na Festa do Boi. “Nosso estado tem tradição de excelência em diversas raças bovinas, caprinas e equinas. E este ano isso estará ainda mais evidente. Esperamos números muito relevantes”, diz Passos.

A Anorc, aliás, vai aproveitar a Festa do Boi para inaugurar o novo Centro de Manejo do Parque Aristófanes Fernandes. Trata-se de um espaço com 50 baias (espaços para os animais) e capacidade para até mil cabeças simultaneamente.

Também merece destaque na Festa o Espaço Agência Sebrae, que contará com palestras, minicursos e exposição de produtos e das principais iniciativas da instituição de suporte ao agronegócio.

Leilões e shows

Como sempre, os leilões e os shows estão entre os pontos altos da Festa do Boi. Este ano, os shows terão uma atenção ainda mais especial da organização. Serão dois dias com atrações gratuitas. Na abertura, no dia 8 de outubro, a Arena Festa do Boi (montada dentro do próprio Parque Aristófanes Fernandes) irá receber, ninguém menos que as bandas Ferro na Boneca e Cavaleiros do Forró e ainda o cantor Aduílio Mendes, uma das vozes mais icônicas do forró.

Já no sábado, 15 no encerramento da Festa do Boi, os shows ficam por conta das bandas Circuito Musical, Na Pegada do Coyote e Chama as Meninas. Os shows começam sempre às 22h. Já nos leilões, destaques para os tradicionais Nuleite, ANQM (cavalos Quarto de Milha) e Leilão da Emparn. Apenas os leilões deverão movimentar cerca de R$ 5 milhões.

A Festa do Boi é um dos mais antigos do Rio Grande do Norte. O evento foi idealizado pelos pecuaristas Olavo Montenegro, Luciano Veras e Aristófanes Fernandes, este último também ex-deputado. A ideia era oferecer oportunidades de negócios que melhorassem a qualidade genética dos rebanhos.

O evento é uma realização da Anorc em parceria com Governo do Estado (por meio da SAPE), Sebrae e Prefeitura de Parnamirim. O evento conta ainda com os apoios da Assembleia Legislativa do RN, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Sistema Fecomércio RN, Federação da Agricultura do RN (Faern/Senar), AGN, Idiarn, Emparn e Emater.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA

PROGRAMAÇÃO OFICIAL (sujeita a alterações)

ENTRADA ANIMAIS
De 03 a 06/10: Raças zebuínas
Dia 7/10: Demais raças
Dia 7/10: Data-base (pesagem/ultrassom)

Sábado | 08/10
06h Torneio Leiteiro – 1ª Pesagem
10h Abertura dos Portões
17h Solenidade de Abertura da 60ª Festa do Boi
18h Torneio Leiteiro – 2ª Pesagem
18h Desfile de Abertura da 60º Festa do Boi
21h Arena Show
Ferro na Boneca
Aduílio Mendes
Cavaleiros do Forró

Domingo | 09/10
06h Torneio Leiteiro – 3ª Pesagem
09h Início do julgamento da raça Pardo-Suíça
10h Abertura dos Portões
17h Leilão EMPARN e Convidados (não confirmado)
18h Torneio Leiteiro – 4ª Pesagem
*Pista de Julgamento: Pardo-Suíço

Segunda | 10/10
06h Torneio Leiteiro – 5ª Pesagem
09h Sequência do julgamento da raça Pardo-Suíça
10h Abertura dos Portões
10h: Geração Agro – Eventos promovidos pelo Nuleite
18h Torneio Leiteiro – 6ª Pesagem
*Pista de Julgamento: Pardo-Suíço

Terça | 11/10
06h Encerramento das pesagens do Torneio Leiteiro
09h Início dos julgamentos das raças Sindi e Gir.
12h Abertura dos Portões
13h30 Sequência dos julgamentos das raças Sindi e Gir.
*Pista de julgamento: Cindir e Gir Leiteiro

Quarta | 12/10
08h Julgamentos das raças Sindi e Gir
12h Abertura dos portões
14h Encerramento dos julgamentos das raças Sindi e Gir.
14h a 15h Show Palhaço Sorriso e Palhaço Carequinha
15h a 15h50 Show Palhaço Sorriso e Palhaço Carequinha
16h a 16h50 Show Palhacinha Pipoquinha
17h a 17h50 Cia Era Uma Vez – Show Patrulha Canina
18h Entrega das premiações do Torneio e Melhores Expositores e Criadores.
18h às 18h50 Show Palhacinha Pipoquinha
19h Leilão Nuleite
19h às 19h50 Cia Era Uma Vez – Show Encanto
20h às 21h Show Palhaços “Ladrões de Sorriso”
*Pista de julgamento: Cindir e Gir Leiteiro

Quinta | 13/10
08h Início do Julgamento das raças Guzerá Leiteiro e Nelore
12h Abertura dos Portões
14h Julgamentos das raças Nelore, Guzerá e Girolando.
19h Leilão Sindi Estrelas
*Pista de julgamento: Nelore, Guzerá Leiteiro e Girando
Sexta | 14/10
08h Início do julgamentos das raças Guzerá Leiteiro e Nelore
10h Abertura dos Portões
14h Julgamentos das raças Nelore, Guzerá e Girolando.
18h Entrega das premiações de melhores expositores e criadores.
19h Leilão Pérolas do Nordeste
*Pista de Julgamento: Nelore, Guzerá e Girolando

Sábado | 15/10
10h Abertura dos Portões
12h Leilão Nelore Montana
21h Arena Show
Chama as Meninas
Na Pegada do Coyote
Circuito Musical

Julgamentos – horários
Manhã: 08h às 12h
Tarde: 13h30 às 18h

Podendo sofrer alterações de acordo com a Comissão de Pista.

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Cultura

Abertura da 60ª Festa do Boi tem teatro, coral da Assembleia Legislativa e forró

Fotos: Cedida

Uma solenidade de abertura diferente, com intervenção teatral, coral e muito forró, além da já tradicional presença de autoridades e personalidades no Parque Aristófanes Fernandes marcou, no final da tarde deste sábado, 8, a abertura da edição de número 60 da Exposição de Animais, Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Rio Grande do Norte, a Festa do Boi 2022. Até o próximo sábado, 15, o evento deverá receber um público estimado em 500 mil pessoas e movimentar R$ 65 milhões em negócios.

Na Arena de Shows, as bandas Ferro na Boneca e Cavaleiros do Forró, além do cantor Aduílio Mendes deram o start para uma programação especial, que comemora o Jubileu de Diamante do maior evento do agronegócio no Norte e Nordeste brasileiros. O acesso aos shows é gratuito, sendo solicitada ao público a doação de um quilo de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados serão entregues à instituição DOE Parnamirim, que atende pessoas carentes do município.

“Chegar aos sessenta anos de um evento que celebra a força e a enorme relevância do setor rural para o contexto socioeconômico deste estado é uma conquista ímpar, digna de todas as celebrações e reverências. A diretoria da Anorc, inteira, da qual me orgulho de estar à frente, está imbuída do espírito de fazermos desta a maior e mais importante Festa do Boi da história”, afirma o presidente da Associação Norteriograndense de Criadores (Anorc), Marcelo Passos.

A solenidade de abertura teve início com uma apresentação do grupo Facetas, Mutretas e Outras Histórias, que encenou a montagem “O Boi em Celebração”. Na sequência a cantora Deusa do Forró, acompanhada do sanfoneiro Reniê Aprígio, entoou a canção Ave Maria. O momento também contou com as participações do Coral da Assembleia Legislativa e da Banda da Polícia Militar, que executou o Hino Nacional do Brasil.

Houve ainda um momento de homenagens a três criadores com histórico de grandes realizações pela agropecuária do estado: Honório Barbalho, Paulo Xavier e Ivo Barreto. Eles receberam as placas do Mérito do Agronegócio Potiguar 2022. O evento inteiro contou com tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Fotos: Cedida

Acesso ao Parque

Este ano, o acesso ao Parque Aristófanes Fernandes para pedestres está custando R$ 10 (meia entrada a R$ 5) e o estacionamento (já com o acesso ao parque incluído) custará R$ 30 por carro e R$ 15 por moto.

O bom momento vivido pelo setor rural potiguar é um dos combustíveis para o otimismo dos realizadores para a edição deste ano. O titular da Sape, Guilherme Saldanha, pontua este sentimento positivo.  “Temos um enorme leque de ações do Governo em prol do Agronegócio, todas tomadas pelo entendimento que temos de que este é, de fato, o RN que dá certo”, afirmou Saldanha que, na solenidade, representou a governadora Fátima Bezerra.

Um dos pontos altos da Festa do Boi – como tradicionalmente acontece – deverá ser a programação especial do Dia das Crianças, na quarta, 12 de outubro. Haverá shows de mágica, musicais, de teatro, personagens infantis circulando por todo o parque. “Já virou tradição. O dia 12 é o Dia da Família na Festa. É o nosso dia de maior público”, pontua Marcelo Passos.

A Anorc também aproveitará a Festa do Boi para fazer as inaugurações oficiais de algumas melhorias e pontos relevantes recentemente implantados no Parque Aristófanes Fernandes. Serão descerradas as placas das obras de adequação e climatização do Tatersal (Espaço de Leilões) e o de construção e equipamentos (incluindo troncos e balanças) no Novo Centro de Manejo de Animais do parque. Também serão inauguradas a Capela de São José e Sant’Ana e um busto em homenagem ao ex-governador do Estado e pecuarista Geraldo Melo.

A Festa do Boi tem realização da Associação Norteriograndense de Criadores (Anorc), do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), Sebrae e Prefeitura de Parnamirim. Conta ainda com os apoios da Assembleia Legislativa do RN, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Sistema Fecomércio RN, Federação da Agricultura do RN (Faern/Senar), AGN, Idiarn, Emparn e Emater.

Sebrae e Governo do Estado montam estruturas e programações especiais

Correalizadores, junto com a Prefeitura de Parnamirim, da Festa do Boi, o Sebrae e o Governo do Estado também montaram estruturas e planejaram ações diferenciadas para esta edição especial da Festa do Boi.

O Espaço Agência Sebrae ocupa um espaço ainda maior este ano e traz uma roupagem mais moderna e leve. Nele, haverá palestras, minicursos e exposição de produtos e das principais iniciativas da instituição de suporte ao agronegócio.
Já nos leilões, destaques para os tradicionais Nuleite, ANQM (cavalos Quarto de Milha) e Leilão da Emparn. Apenas os leilões deverão movimentar cerca de R$ 5 milhões.

Pelo segundo ano consecutivo foi montado o espaço denominado “O RN que dá certo” no qual estão expostas as inúmeras ações do Governo do Estado em prol deste segmento econômico de enorme relevância social.

FESTA DO BOI 2022 – PROGRAMAÇÃO OFICIAL (sujeita a alterações)

Domingo (09/10)
– 06h: Torneio Leiteiro – 3ª Pesagem
– 09h: Início do julgamento da raça Pardo-Suíça
– 10h: Abertura dos Portões
– 18h: Leilão EMPARN e Convidados
– 18h: Torneio Leiteiro – 4ª Pesagem
– 17h: Inauguração da Capela de São José  e Sant’Ana e Missa Campal, celebrada pelos padres Murilo e Robson
*Pista de julgamento: Pardo-Suíço

Segunda-feira (10/10)
– 06h: Torneio Leiteiro – 5ª Pesagem
– 09h: Sequência do julgamento da raça Pardo-Suíça
– 10h: Abertura dos Portões
– 10h: Geração Agro – Eventos promovidos pelo Nuleite
– 16h: Inauguração das obras do Tatersal (espaço de leilões) e do Novo Centro de Manejo de Animais e Equipamentos (troncos e balanças) do Parque Aristófanes Fernandes.
– 18h: Torneio Leiteiro – 6ª Pesagem
– 18h:Apresentação Galeria de Garanhões
– 19h: Apresentação dos Animais do Leilão ANQM
*Pista de julgamento: Pardo-Suíço

Terça-feira (11/10)
– 06h: Encerramento das pesagens do Torneio Leiteiro
– 09h: Início dos julgamentos das raças Sindi e Gir.
– 12h: Abertura dos Portões
– 13h30: Sequência dos julgamentos das raças Sindi e Gir.
– 19h: Leilão ANQM
*Pista de julgamento: Cindir e Gir Leiteiro

Quarta-feira (12/10)
– 08h: Julgamentos das raças Sindi e Gir
– 12h: Abertura dos portões
– 14h: Encerramento dos julgamentos das raças Sindi e Gir.

– 14h às 20h: Programação especial com diversos personagens em todo o parque com entrega de brindes para as crianças.
– 15h: Show Palhaço Sorriso e Palhaço Carequinha
– 17h: Cia Era Uma Vez – Show Patrulha Canina

– 18h: Entrega das premiações do Torneio e Melhores Expositores
e Criadores.
– 19h: Cia Era Uma Vez – Show Encanto
– *Pista de julgamento: Cindir e Gir Leiteiro

Quinta-feira (13/10)
– 08h: Início do Julgamento das raças Guzerá Leiteiro e Nelore
– 12h: Abertura dos Portões
– 14h: Julgamentos das raças Nelore, Guzerá e Girolando.
– 19h: Leilão Sindi Estrelas
*Pista de julgamento: Nelore, Guzerá Leiteiro e Girando

Sexta-feira (14/10)
– 08h: Início dos julgamentos das raças Guzerá Leiteiro e Nelore
– 10h: Abertura dos Portões
– 14h: Julgamentos das raças Nelore, Guzerá e Girolando.
– 18h: Entrega das premiações de melhores expositores e criadores.
*Pista de Julgamento: Nelore, Guzerá e Girolando

Sábado (15/10)
– 10h: Abertura dos Portões
– 12h: Leilão Nelore Montana
– 20h: Arena Show
– Chama as Meninas
– Na Pegada do Coyote
– Circuito Musical

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Política

Setor produtivo cobra mais diálogo com Governo do RN

Foto: Cláudio Oliveira.

A governadora Fátima Bezerra (PT) tomou posse para mais quatro anos no comando do Executivo e fez diversas promessas. Em discurso na Assembleia Legislativa, a gestora demonstrou confiança de que contará com apoio do Governo Federal para grandes projetos, incluindo a duplicação da BR-304, expansão da produção de energia eólica e produção de hidrogênio verde. Representantes do setor produtivo do estado estiveram presentes à posse da governadora e acreditam que será preciso dedicar atenção às pautas do setor, mantendo um diálogo permanente.

O presidente do sistema Fecomércio/RN, Marcelo Queiroz, relembrou que a área de comércio, serviços e turismo é a que gera cerca de 74% dos empregos, sendo responsável por 77% do ICMS recolhido no estado. Embates com o governo podem acontecer, segundo ele, mas dentro do diálogo para se chegar a um consenso.

“Teremos embates quando tiver que ter, o que é normal numa democracia. Quando ficamos contra qualquer projeto, estamos defendendo o lado do setor produtivo, dos empregos. O governo tem os motivos dele, por isso o diálogo e o debate acontecem. O setor de comércio, serviços e turismo foi o que mais sofreu durante a pandemia. Estamos nos recuperando, confiantes e otimistas que 2023 será um ano de concretizar essa recuperação”, disse.

Recentemente a Fecomércio se posicionou contrária a elevação da alíquota do ICMS em 2023, proposta pela governadora e aprovada pelos deputados estaduais. A Federação das Industrias (Fiern) foi outra entidade que também manifestou repúdio sobre a proposta.

“É uma oportunidade também de expressar nossa disposição ao diálogo respeitoso e a construção de parcerias em prol do Rio Grande do Norte, algo que sempre existiu ao longo do primeiro mandato, em todas as esferas do governo. Muitos serão os desafios da sua próxima gestão, diante das demandas sócio-econômicas de toda a sociedade, várias delas apontadas no documento construído pela Fecomércio e intitulado ‘RN em Foco’. Nele, durante a campanha eleitoral, apresentamos um compilado com sugestões para o futuro da economia potiguar, reunindo pontos prioritários para o setor terciário, que esperamos poder também nortear a política governamental nos próximos quatro anos”,  destacou o presidente da Fecomércio.

Para a nova gestão, o diretor da federação, Roberto Serquiz, também fala numa expectativa de diálogo em torno das pautas que o setor produtivo considera estratégicas para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Ele relembrou que Fátima Bezerra citou, no discurso de posse, pontos que são comuns à Agenda Propositiva, documento que foi entregue pela Fiern ao Governo em 2022. Serquiz considera que isso cria a expectativa de discussões com resultados sobre algumas das propostas que foram citadas.

Outro ponto observado no discurso da governadora foi com relação ao potencial do estado na produção de energia limpa, quando Fátima Bezerra voltou a falar sobre a viabilidade da implantação do porto-industria verde, prevendo que o estado caminha  para ser a locomotiva da transição energética do país.

“Trabalharemos incansavelmente para viabilizar o porto-indústria verde garantindo ao Rio Grande do Norte papel destacado no desenvolvimento da eólica offshore, em alto-mar, e da produção, armazenamento e exportação de hidrogênio verde o que nos fará pioneiros no segmento”.

Para o futuro presidente da Fiern, é preciso que se tenha proximidade na discussão sobre estes temas, entre Governo e iniciativa privada. “O diálogo vai ser importante para qualificar os resultados ao longo deste ano que inicia. Destacamos, nesse sentido, aspectos que contemplam a Segurança, a Educação, os Recursos Hídricos. O Porto Verde que ela citou, para avançar, devem ser abordados aspectos que são basilares. O Estado está carente, por exemplo, de resoluções nas áreas de Energias Fotovoltaica e Eólica. Não temos, também, direcionamento legislativo com relação ao hidrogênio verde. São pautas que devem ser discutidas rapidamente”, pontuou o diretor da Fiern.

A expectativa é de que esse porto seja viabilizado por meio de Parceria Público Privada (PPP) para dar dar suporte a projetos de geração de energia eólica no mar (offshore) e em terra (onshore), além de entrar no mercado de produção de hidrogênio verde, considerado o combustível do futuro. Com previsão de construí-lo no litoral entre os municípios de Caiçara do Norte e São Bento do Norte, o Estado deverá buscar investimentos de R$ 6 bilhões para a implantação do empreendimento.
ALRN vai manter independência, diz Ezequiel
O deputado e presidente da Assembleia Legislativa do estado, Ezequiel Ferreira (PSDB), destacou, após a governadora Fátima Bezerra (PT) ser empossada, que a Casa manterá sua independência, mas se unirá em torno das pautas que sejam benéficas ao povo do Rio Grande do Norte.

“Quando temos matérias de interesse da população do estado, mesmo entendendo a pluralidade da casa, a independência de cada parlamentar, os parlamentares se unem na defesa maior do povo do Rio Grande do Norte. Tem sido assim e continuará sendo assim, com a Assembleia se unindo e dando as mãos em defesa desses projetos e do povo que elegeu essa bancada”, destacou.

Ezequiel caminhou como aliado da governadora Fátima Bezerra durante a campanha à reeleição de ambos no ano passado e tem espaço no governo com indicações de nomes para auxiliá-la na gestão, como o do Secretário Estadual de Segurança Pública, coronel Francisco Araújo e do Secretário Estadual de Agricultura e Pesca, Guilherme Saldanha. Ambos estão na gestão desde o primeiro mandato de Fátima.

Com a benção dela, o deputado se manteve durante os quatro anos como presidente do parlamento estadual. Sobre a continuidade à frente da Casa, ele se esquivou: “ Isso será ainda discutido internamente”.

Depois do PSDB liberar seus filiados e parlamentares para escolherem a quem seguir nas eleições, durante a campanha do ano passado, Ezequiel convocou seus apoiadores a pedirem votos para Fátima e disse que faria isso percorrendo os municípios do estado. Com a vitória da petista no estado e do correligionário dela, o presidente Lula, Ezequiel acredita que o estado terá mais chances de crescer.

“Temos as melhores expectativas de que 2023 seja ano de realizações e parcerias entre o governo do estado e o governo federal porque todos sabem do alinhamento que existe entre a governadora e o presidente da República”, justificou.

O líder da bancada governista, deputado Francisco do PT também destacou essa relação entre os dois gestores. “Apesar de todas as dificuldades, tivemos conquistas e avanços importantes e esperamos que agora, com essa conjugação do governo da professora Fátima e do governo federal com o presidente Lula, possamos conquistar muitas ações e projetos importantes”, sugere o parlamentar.

Promessas

Apesar de ter alegado nos últimos meses dificuldades financeiras e queda na arrecadação, a chefe do executivo disse que organizou as contas e que vai ampliar a capacidade de investimentos para a execução de obras, as maiores delas com o apoio do aliado, o presidente Lula.

A governadora diz que o estado voltou a ter credibilidade porque organizou as contas, mesmo ela não tendo conseguido quitar a folha do décimo terceiro salário dos servidores dentro do prazo em 2022. Inclusive, foi alegando dificuldade financeira que enviou, no apagar das luzes do primeiro mandato, um projeto que foi aprovado pelos deputados estaduais para aumentar a alíquota do ICMS de 18% para 20% a partir de abril, o que pode aumentar o preço de produtos e serviços para os consumidores.

A governadora fez referência ao presidente ao longo do discurso, externando as expectativas. É dessa relação que Fátima pretende concretizar grandes obras. “Com o apoio do Governo Federal, vamos duplicar a BR-304, entregar Barragem de Oiticica e realizar duas obras essenciais para completar o ciclo de segurança hídrica para o Rio Grande do Norte, que são o sistema adutor do Seridó e a entrega do Ramal Apodi-Mossoró, o que se traduz sem dúvida, também, em promoção do desenvolvimento”, garante a gestora.

Desde o início da sua gestão, foram repassados R$ 293 milhões pelo governo de Jair Bolsonaro para o andamento dos serviços na Barragem de Oiticica, que está 93,28% concluída, conforme a última atualização do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). A pasta tem uma carteira de obras na ordem de R$ 3,4 bilhões para intervenções voltadas a ampliar a oferta de água no Rio Grande do Norte entre empreendimentos entregues desde 2019 e aqueles que estão contratados (em execução ou ainda não iniciados). Deste total, R$ 463 milhões foram alocados para o estado no governo Bolsonaro.

Para a construção do Ramal do Apodi o governo federal já repassou  R$ 127,4 milhões dos  R$ 1,77 bilhão da obra que levará a água que chega ao reservatório Caiçara-PB, pela transposição do rio São Francisco, até o reservatório Angicos/RN.

Já na BR 304, há um trecho em obras para duplicação, na conhecida Reta Tabajara, entre Macaíba e Parnamirim. Fátima quer levar a Lula não apenas a conclusão dessa parte, mas a duplicação de toda a rodovia que liga Natal ao Ceará, passando por Mossoró.

Tanto esta, quanto a BR 101, entraram nos estudos para privatização de estradas, portos, ferrovias e aeroportos, segundo o decreto nº 9.972, assinado pelo então presidente da República, Jair Bolsonaro, em agosto passado. As obras na duplicação da 304 passariam a ser uma contrapartida da empresa que vencesse a concessão.

Por Tribuna do Norte.

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Geral

EUA articulam acesso estratégico a Fernando de Noronha e Natal sob alegação de direito histórico e investimento bélico


Diplomatas vinculados a setores republicanos dos Estados Unidos, diretamente associados ao núcleo político do presidente Donald Trump, vêm articulando informalmente com interlocutores brasileiros o uso irrestrito do Aeroporto de Fernando de Noronha (SBFN) e da Base Aérea de Natal (BANT), no Rio Grande do Norte. O argumento empregado remete ao conceito de “direito histórico de retorno operacional”, com base em investimentos realizados pelos EUA durante a Segunda Guerra Mundial e o período da Guerra Fria.

O mesmo argumento foi recentemente utilizado em declarações sobre o Canal do Panamá, onde setores trumpistas passaram a defender publicamente que os EUA deveriam reivindicar o controle técnico-operacional da estrutura interoceânica, sob a alegação de que “foram os Estados Unidos que construíram, pagaram e defenderam a instalação durante o século XX”.

No caso brasileiro, trata-se de ativos geoestratégicos de alto valor: Fernando de Noronha como sensor-forward baseno Atlântico Sul equatorial, e Base Aérea de Natal como hub logístico de trânsito transcontinental, compatível com operações aéreas interteatrais e como base de prontidão para projeção sobre África Ocidental e litoral norte sul-americano.

Racional técnico-operacional por trás da pressão

Segundo analistas de defesa consultados pelo DefesaNet, tanto Fernando de Noronha quanto a Base Aérea de Natal oferecem vantagens operacionais tangíveis para a arquitetura C4ISR (Comando, Controle, Comunicações, Computadores, Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) dos Estados Unidos, sobretudo no contexto de projeção hemisférica e contenção estratégica no Atlântico Sul.

No caso de Fernando de Noronha, sua localização equatorial posiciona o arquipélago como um ponto ideal para vigilância oceânica de longo alcance. A ilha funciona como plataforma natural para a instalação de sensores eletro-ópticos, radares de superfície marítima e equipamentos ELINT/SIGINT, voltados para o monitoramento de rotas navais e aéreas entre a América do Sul, a África Ocidental e o Atlântico médio. A proximidade com o corredor marítimo entre o Atlântico Sul e o Golfo da Guiné — hoje alvo de crescente atividade naval chinesa, russa e de embarcações de bandeira de conveniência — torna Noronha um vetor avançado de interdição e coleta de inteligência.

Além disso, o aeroporto do arquipélago possui capacidade de operar como ponto de apoio tático para aeronaves de vigilância marítima e UAVs de média altitude e longa duração, como os MQ-9 Reaper ou os SeaGuardian, permitindo cobertura persistente sobre áreas de interesse. A viabilidade técnica de integração com satélites de comunicações, bem como com redes de monitoramento oceânico baseadas em dados abertos e sinais AIS/SAR, amplia o valor estratégico da posição para operações de vigilância marítima e domínio situacional regional.

Já a Base Aérea de Natal, situada na região metropolitana de Natal (RN), possui relevância histórica consolidada. Conhecida durante a Segunda Guerra Mundial como o “Trampolim da Vitória”, a BANT foi utilizada pelas forças aliadas como ponto de trânsito logístico entre o continente americano e os teatros de operações da África e Europa. A base continua sendo uma instalação robusta, com pista de pouso capaz de receber aeronaves estratégicas como o C-17 Globemaster III, o KC-135 Stratotanker e o novo KC-46 Pegasus. Sua posição geográfica oferece acesso facilitado tanto a rotas transatlânticas quanto ao porto de Natal, o que a qualifica como um hub logístico de alto valor para operações conjuntas ou expedicionárias.

Do ponto de vista operacional, Natal apresenta condições ideais para reabastecimento em voo, evacuação médica, mobilização rápida de forças de reação e apoio a missões aerotransportadas em cenários de crise na costa ocidental africana, Caribe ou litoral norte da América do Sul. Sua proximidade com o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) também permite sinergia para operações de inteligência para o monitoramento e rastreio de vetores brasileiros que estão sendo lançados.

FAB Super Tucano A-28 com pintura Comemorativa do 1º Grupo de Aviação de Caça que combateu na Itália durante a segunda Guerra Mundial Foto SO Johnson FAB

Ambas as infraestruturas, se combinadas sob um conceito de presença avançada, permitiriam aos Estados Unidos estabelecer um arco de contenção atlântico que complementariam sua atual malha de bases e pontos de apoio, como Ilha de Ascenção, a Ilha de São Tomé e instalações em Dakar. Este cinturão de vigilância e prontidão ampliaria substancialmente a capacidade de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) dos EUA sobre o Atlântico Sul — uma região tradicionalmente fora do alcance direto da OTAN, mas onde se observa crescente atividade de potências extrarregionais, inclusive por meio de embarcações de pesquisa, pesqueiros industriais e plataformas marítimas de duplo uso, potencialmente vinculadas a operações de coleta de dados sensíveis.

Base legal e precedentes

A fundamentação jurídico-estratégica apresentada por representantes e analistas próximos ao governo Trump para justificar o pleito sobre Fernando de Noronha e Natal repousa sobre três eixos principais — todos baseados em interpretações ampliadas da história da cooperação militar hemisférica, em dispositivos legais do aparato de segurança dos EUA e em doutrinas geopolíticas mantidas de forma contínua desde a Segunda Guerra Mundial.

O primeiro vetor é de natureza histórico-operacional. Ambas as infraestruturas foram incorporadas ao esforço de guerra dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial: A Base Aérea de Natal operou entre 1942 e 1945 como base logística sob comando direto americano, sendo uma das maiores plataformas aéreas aliadas fora do território continental dos EUA. Já Fernando de Noronha foi adaptada para servir como ponto avançado de apoio à aviação naval, com reforço da infraestrutura local por parte da Marinha dos Estados Unidos. Essa participação incluiu aportes financeiros, fornecimento de equipamentos, obras de engenharia e construção de pistas, tudo amparado pela Lend-Lease Act (Lei de Empréstimo e Arrendamento de 1941), que permitia aos EUA financiar ou construir infraestruturas militares em países aliados, sob a cláusula implícita de utilidade comum.

O segundo eixo refere-se àquilo que think tanks de defesa nos EUA vêm definindo como “direito de retorno funcional”. Embora não reconhecida no direito internacional público, essa doutrina informal vem sendo ensaiada desde os anos 1990 e ganhou força com o ressurgimento de visões neomonroeístas no entorno da administração Trump. A tese sustenta que ativos militares financiados pelos EUA em países parceiros — especialmente em contextos de ameaça global ou competição estratégica — poderiam ser “reativados” com base em acordos tácitos ou no princípio de reciprocidade hemisférica. A retórica dessa doutrina ecoa elementos da Doutrina Monroe (1823) e da Western Hemisphere Defense Zone, proclamada por Franklin D. Roosevelt em 1941 e reafirmada informalmente durante a Guerra Fria como área de interesse vital para a segurança marítima norte-americana.

O terceiro elemento mobilizado pelos EUA envolve precedentes contratuais e legislativos. O extinto Acordo de Assistência Militar Brasil-EUA (1952), embora formalmente encerrado, segue sendo frequentemente citado em documentos técnicos e análises da RAND Corporation, CSIS e Heritage Foundation como referência à “tradição de interoperabilidade hemisférica”. Já o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) de 2019, firmado no governo Bolsonaro para viabilizar o uso da Base de Alcântara, é mencionado como precedente político e diplomático que abre margem para novas modalidades de acesso militar a instalações sensíveis sob controle brasileiro.

A esse quadro somam-se ainda marcos legislativos internos dos EUA que reforçam a tese de mobilização extraterritorial. O Mutual Defense Assistance Act de 1949 — base legal para o fornecimento de apoio militar a países fora da OTAN — e o ainda vigente Defense Production Act de 1950, que autoriza o Executivo norte-americano a mobilizar meios logísticos e industriais fora do território nacional em caso de emergência, são frequentemente evocados como dispositivos que sustentariam juridicamente operações avançadas. Complementarmente, os National Defense Authorization Acts (NDAA) dos últimos anos, sobretudo os aprovados entre 2017 e 2023, incorporaram cláusulas específicas de forward basing e cooperative security locations em zonas extrarregionais, como o Atlântico Sul, autorizando o Departamento de Defesa a empregar recursos para manter presença estratégica em regiões não formalmente cobertas pela OTAN.

A interpretação que emerge desse conjunto jurídico-doutrinário é a de que, diante da intensificação da competição sino-russa no Atlântico Sul e da necessidade de resiliência logística hemisférica, os EUA estariam legitimados — ainda que sem base legal explícita no Brasil — a pleitear o uso prioritário ou irrestrito de infraestruturas que, a seus olhos, fazem parte de uma malha estratégica herdada da lógica aliada da Segunda Guerra Mundial e reforçada pela arquitetura normativa da Guerra Fria.

Defesanet 

 

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