O secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, subiu o tom contra o relator do PL Antifacção, deputado Guilherme Derrite, e disse que o parlamentar “destroçou” o projeto original do governo Lula. Segundo ele, o texto alternativo apresentado por Derrite enfraquece o combate às facções ao excluir grupos criminosos menores e retirar instrumentos que permitiam o bloqueio e a perda de bens de criminosos sem origem comprovada.
“Muitas facções ficam sem a possibilidade de serem investigadas. Esse é um dos erros mais graves”, afirmou Sarrubbo, em entrevista à Agência Brasil. Ele também criticou a exclusão da extinção de domínio, mecanismo usado em países europeus para confiscar patrimônio ilícito, mesmo se a operação for anulada. “Sem isso, o crime continua rico e o Estado, de mãos atadas”, disparou.
O secretário acusou Derrite de agir com pressa e falta de técnica jurídica, sem consultar o Ministério da Justiça, e alertou que o texto “coloca o Brasil em risco internacional” ao equiparar narcotráfico a terrorismo. Segundo ele, “lá fora, vão achar que o Brasil abriga grupos terroristas”. Sarrubbo também classificou como inconstitucional o artigo que condiciona a atuação conjunta da Polícia Federal e das polícias estaduais à autorização de governadores, o que, na prática, travaria operações integradas.
O projeto foi incluído na pauta da Câmara pelo presidente Hugo Motta para votação nesta terça-feira (11), irritando governistas. Dentro do Ministério da Justiça, o parecer de Derrite é tratado como “escândalo jurídico”, e há quem diga que o relator “atirou no crime organizado e acertou o Estado de Direito”.
Fontes com trânsito no governo estadual confirmaram ao Blog do Dina que está em curso um levantamento patrimonial com o objetivo de vincular e vender imóveis públicos para recompor o Fundo Previdenciário do Rio Grande do Norte.
A proposta, segundo essas fontes, prevê a criação de um programa de venda e administração financeira dos bens que não estão em uso, com os recursos sendo direcionados para recompor o fundo. Atualmente, o Estado retira cerca de R$ 140 milhões por mês do Tesouro para completar o pagamento de aposentados e pensionistas, devido à ausência de um fundo previdenciário ativo.
Inventário imobiliário e avaliação de valores
O levantamento do patrimônio está sendo conduzido por uma equipe vinculada à coordenação imobiliária do Estado, com apoio técnico de órgãos como a DataNorte e a Engerne, em parceria com o Banco Mundial. A fase atual consiste em avaliar os valores de mercado dos imóveis e verificar quais estão efetivamente em uso ou vinculados a outros compromissos financeiros, como o fundo garantidor da Arena das Dunas, parte já quitada, segundo as mesmas fontes.
Venda de imóveis x venda da CAERN
A proposta de vender parte do patrimônio imobiliário é vista internamente como uma alternativa de médio e longo prazo defendida por setores ligados ao governo do PT. A ideia busca preservar o controle público sobre ativos estratégicos e criar uma receita sustentável para custear aposentadorias.
Setores da direita defendem a venda da CAERN como solução imediata para gerar caixa e reduzir o déficit previdenciário. Fontes do governo, porém, avaliam que a privatização total da companhia traria riscos estruturais, pois a empresa opera em municípios deficitários que poderiam ficar sem cobertura caso a gestão passasse integralmente à iniciativa privada.
A alternativa considerada pelo Executivo é manter a CAERN como estatal de economia mista, mas abrir espaço para parcerias público-privadas (PPPs) em áreas de saneamento que apresentem retorno econômico, preservando a universalização do serviço e a segurança hídrica do estado.
Tem um terreno excelente, antigo “camping clube de natal” na avenida Abel Cabral (inicio) onde foi construída a escola Lourdes Guerra, que 80 % da área foi cercada e parte murada por particulares, será que o governo do PT deu aos seus amigos?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou nesta quinta-feira, 20, a escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). A vaga foi aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, que ficou na Corte até o dia 18 de outubro. Os dois se reuniram no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
Em nota oficial, o Palácio do Planalto informou que a indicação vai ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União e enfatizou o currículo de Messias (veja abaixo).
Messias era o favorito de Lula na disputa há meses, antes mesmo de Barroso deixar a Corte. O advogado-geral chegou a ser cotado para a cadeira que hoje é ocupada por Flávio Dino, mas o presidente teria prometido a ele a próxima vaga que fosse aberta no tribunal. A expectativa era que isso acontecesse apenas no próximo mandato, em caso de reeleição, mas Barroso resolveu antecipar a aposentadoria.
Além de Messias, também estava cotado na disputa o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), mas o presidente prefere que ele concorra a governador de Minas Gerais em 2026. Pacheco, favorito entre ministros do STF com interlocução política, disse que vai deixar a vida pública.
Mesmo em meio ao favoritismo de Messias, houve pressão de senadores e, em especial, do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, que preferia o aliado Pacheco. Acolumbre sinalizou publicamente sua insatisfação com o assunto ao dizer que “se pudesse, faria a indicação”.
Próximos passos
A indicação do presidente por si só não garante que Messias ocupe a cadeira no STF. O nome dele precisa ser aprovado no Senado. O rito prevê que o indicado passe por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, em sessão que costuma ser longa. Considerando as reuniões realizadas para aprovação dos atuais ministros do STF, a duração foi de, em média, oito horas.
O colegiado tem 27 integrantes, mas todos os 81 senadores podem fazer perguntas ao candidato a uma cadeira na Corte. O pretendente ao posto deve responder aos questionamentos, que podem ser sobre temas jurídicos, políticos e pessoais.
Após a sabatina, a CCJ elabora um parecer pela aprovação ou rejeição do nome do indicado para ocupar o cargo. A anuência é por maioria simples, em votação secreta.
Em seguida, o nome é submetido a nova votação secreta, no plenário do Senado. O indicado precisa conquistar a maioria absoluta dos votos, com pelo menos 41 dos 81 senadores favoráveis. Em geral, as duas sessões ocorrem no mesmo dia.
Senadores afirmam que essa será a fase mais difícil no calvário de Messias até chegar o STF. A sabatina e as votações de Paulo Gonet, que acabou reconduzido a mais dois anos à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), mostraram que o apoio a Lula no Senado está minguado.
Se Messias for aprovado pela Casa, o nome dele seguirá para publicação no Diário Oficial da União (DOU). Uma vez nomeado, participará de cerimônia de posse no STF com a presença de representantes dos Três Poderes.
Os nomes indicados pelo presidente da República para um cargo de ministro do STF são, tradicionalmente, aprovados pelo Legislativo. Em todos os 133 anos de história da Corte, apenas cinco indicados ao cargo foram reprovados pelo Senado. As negativas foram no mesmo ano: 1894, há 129 anos.
Veja a nota oficial do Palácio do Planalto sobre a indicação:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta quinta-feira, 20 de novembro, o nome do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, na vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. A oficialização da indicação será publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
Advogado-Geral da União desde 1º de janeiro de 2023, Jorge Messias é graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), mestre em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília – UnB (2018) e doutor pela mesma universidade (2023), onde lecionou como professor visitante.
Foi subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, Secretário de Regulação e Supervisão do Ministério da Saúde e Consultor Jurídico do Ministério da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também atuou na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e na Procuradoria do Banco Central.
A partir da indicação, o nome de Jorge Messias deverá passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e aprovação pelo Plenário do Senado Federal.
Pior do que esse senado é o povo Brasileiro que elegeram esses senhores e que, pode acreditar, ainda vai eleger muitos deles nas próximas eleições, infelizmente
A Guararapes deu mais um passo para concluir a venda do Midway Mall ao comunicar ao Cade a transferência total do empreendimento por R$ 1,6 bilhão. O acordo, firmado por meio de um memorando de entendimentos com a Capitânia Capital e um grupo de investidores, representa a venda de 100% das quotas do maior shopping de Natal. Embora ainda não haja contrato definitivo, o movimento é visto pelo mercado como decisivo para fortalecer o caixa e tornar a companhia ainda mais enxuta e focada no varejo.
A operação marca uma guinada estratégica da Guararapes, que vem reduzindo sua dependência de ativos imobiliários para concentrar esforços na modernização da Riachuelo. Há seis meses, o BTG Pactual conduz a negociação como parte do plano de desalavancagem da empresa, que hoje ostenta baixa relação entre dívida líquida e Ebitda. A venda do Midway encerra um ciclo iniciado em 2005, quando o shopping se tornou símbolo do projeto de integração vertical idealizado por Nevaldo Rocha.
Do lado comprador, a Capitânia Capital reforça sua presença no varejo regional ao incorporar ao portfólio um ativo de forte geração de fluxo e com indicadores crescentes. Somente nos primeiros nove meses de 2025, o Midway registrou R$ 89,8 milhões de receita líquida e R$ 88,9 milhões em NOI, números impulsionados pela retomada do consumo e pelo aumento da ocupação das lojas. Os bons resultados ajudaram a consolidar o shopping como um dos mais valorizados do Nordeste.
A expectativa é de que o Cade dê aval à transação nos próximos meses. Com a conclusão da venda, a Guararapes ganha fôlego para acelerar iniciativas de digitalização, renovar o parque de lojas e avançar na redução de passivos. O negócio, considerado estratégico por analistas, abre uma nova etapa para a companhia — mais leve, capitalizada e totalmente alinhada ao seu core de moda e varejo.
O Projeto de Lei 4.386/2024, do deputado Fernando Mineiro (PT-RN), é visto por representantes da indústria de energias renováveis como uma ameaça ao protagonismo do Rio Grande do Norte no setor eólico e solar. Segundo especialistas, o texto aumenta a burocracia, cria insegurança jurídica e pode afastar bilhões em investimentos já previstos para o estado.
Apresentado sob o argumento de proteger comunidades e o meio ambiente, o projeto impõe novas exigências de licenciamento e consultas sociais que, segundo entidades do setor, tornam inviável a expansão da energia limpa.
Exigências vistas como entraves
O texto obriga a realização de estudo de impacto ambiental (EIA/RIMA) para qualquer empreendimento eólico acima de 3 megawatts, o que afetaria até pequenos projetos.
“Um único aerogerador teria de seguir o mesmo processo de uma refinaria”, critica Darlan Santos, diretor do CERNE.
O projeto também mistura critérios de licenciamento de fontes diferentes, como solar e termelétrica, o que especialistas classificam como erro técnico grave.
Além disso, amplia a exigência de consulta prévia a comunidades vizinhas, o que pode gerar judicializações e atrasos. “Cria-se uma instabilidade perigosa e subjetiva que afasta investidores”, alerta Sérgio Azevedo, presidente do Coere/Fiern.
Risco de fuga de investimentos
Atualmente, o Rio Grande do Norte lidera a geração eólica no Brasil, com 308 parques em operação, 13,5 mil empregos e R$ 10,1 bilhões em investimentos — números que podem chegar a R$ 55 bilhões até 2030.
Com o PL, o setor teme paralisação de novos projetos. “O texto ameaça um dos segmentos mais socioambientalmente responsáveis do País”, afirma Azevedo.
O CERNE classifica o projeto como “um retrocesso e um entrave gigantesco”. A entidade aponta que o texto limita contratos a 20 anos, reduzindo a segurança jurídica e tornando investimentos economicamente inviáveis.
Governo e Idema não foram consultados
O Governo do RN afirmou não ter sido consultado sobre o projeto e informou que parte das medidas propostas já é aplicada nos licenciamentos atuais. O Idema também não tem parecer técnico sobre o texto.
Mineiro defende proposta
O deputado Fernando Mineiro alega que o objetivo é corrigir “distorções sociais e ambientais” do setor e garantir uma transição energética justa e transparente.
“O que inviabiliza o setor é a ausência de regras claras. Estamos criando parâmetros que dão estabilidade e proteção às comunidades”, afirmou.
O projeto aguarda parecer do deputado Hugo Leal (PSD-RJ) na Comissão de Agricultura da Câmara antes de seguir para outras comissões. Enquanto isso, o setor produtivo alerta: se aprovado, o PL pode representar “um retrocesso histórico” e frear o futuro da energia limpa não só no RN, mas em todo o Brasil.
É mais fácil entender a cabeça de um jumento e mula que a mentalidade deste cidadão, a tecnologia e a ciência estão aí para ser usada e proporcionar progresso e dignidade sustentável para as comunidades e meio ambiente. Nós cidadãos ,contribuintes e eleitores precisamos urgentemente selecionar melhor nossos representantes, considerando que todas as despesas destas figuras somos todos nós que pagamos.
O Planalto decidiu manter em sigilo os gastos de Lula e Janja com o iate cinco estrelas Iana 3, usado durante a COP30 em Belém. A diária do barco é de 2,7 mil reais por pessoa, mas o governo não revela o valor total da fatura, nem o contrato assinado, nem os luxos disponíveis para o casal, segundo informações da Veja.
Alugado de última hora para atender aos “exigências de conforto” do presidente e da primeira-dama, o iate se tornou mais um símbolo do contraste entre o discurso de Lula sobre simplicidade e a prática com dinheiro público. Apenas para abrigar o casal, a diária chega a 5,4 mil reais.
O Planalto não informa quantas pessoas da comitiva ficaram no navio nem como o governo compensou o consumo de milhares de litros de diesel. A falta de transparência contrasta com críticas feitas por Lula aos sigilos da gestão anterior de Bolsonaro.
Em comparação, um iate menor, usado na mesma COP30, custou 450 mil reais. Com o Iana 3, maior e para mais passageiros, os brasileiros não sabem quanto realmente está sendo gasto, mantendo o luxo presidencial longe do escrutínio público.
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Por pouco, os termômetros não chegaram aos 40º C em Caicó, na região Seridó potiguar. A temperatura máxima na cidade foi de 39,8º C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou na terça-feira (4). Outro município potiguar que entrou na lista foi Ipanguaçu, que marcou 38,9 °C.
Moradores relataram ao g1-RN dificuldades para enfrentar o calor. O diácono Judas Tadeu contou que tem recorrido a ventiladores e protetor solar. A comerciante Daguia Lopes disse que aumentou os banhos e o consumo de água mineral, enquanto Ana Morais afirmou dormir sem se enxugar para aliviar o calor.
De acordo com o meteorologista Gilmar Bristot (Emparn), as temperaturas estão 1 a 2 °C acima da média neste início de novembro, principalmente no Seridó e no Oeste potiguar.
A causa, segundo ele, é a falta de nebulosidade e a radiação solar intensa, que aquece o solo e eleva as temperaturas. A umidade relativa do ar também está baixa — chegou a 19% na região nesta terça-feira, o que aumenta a sensação de calor.
O Ministério da Saúde confirmou, nesta quarta-feira (5), 60 casos de intoxicação por metanol no país — substância altamente tóxica usada ilegalmente para adulterar bebidas alcoólicas. O número faz parte de um total de 107 notificações, das quais 47 ainda estão sob investigação. O balanço também aponta 15 mortes confirmadas até agora.
São Paulo lidera o ranking, com 47 casos e 9 mortes, seguido por Paraná (6 casos e 3 mortes) e Pernambuco (5 casos e 3 mortes). Também há registros no Mato Grosso e no Rio Grande do Sul. Outros estados, como Piauí, Ceará, Bahia, Mato Grosso do Sul e Tocantins, ainda investigam suspeitas.
O metanol é um álcool industrial altamente venenoso, proibido para consumo humano. Pequenas quantidades podem causar cegueira, coma e até morte. O Ministério da Saúde reforça o alerta: bebidas muito baratas, sem rótulo ou procedência duvidosa podem conter a substância.
As autoridades continuam investigando a origem das bebidas adulteradas e alertam para que consumidores evitem produtos clandestinos, principalmente os vendidos em embalagens reaproveitadas ou em locais sem fiscalização.
A COP30 abre oficialmente nesta segunda-feira (10) em Belém, marcada por avanços percebidos pelo governo — como o interesse de mais de 50 países no fundo das florestas —, mas também por desafios persistentes. Três décadas após a primeira conferência, as emissões continuam em alta, o consumo de combustíveis fósseis cresce e o mundo segue distante das metas do Acordo de Paris. Relatório recente da ONU reforça que as atuais trajetórias levam o planeta a um aquecimento entre 2,3°C e 2,5°C, muito acima do limite de 1,5°C estipulado em 2015.
Enquanto dados da Agência Internacional de Energia mostram expansão das energias solar e eólica, aumento nas vendas de veículos elétricos e investimentos recordes em energia limpa — que somaram US$ 2,2 trilhões em 2024 —, especialistas alertam que esses avanços ainda não substituem os combustíveis fósseis. A demanda global por carvão, por exemplo, deve permanecer em patamar elevado até 2027, impulsionada principalmente pela Ásia. Apesar do progresso tecnológico, o ritmo de transição segue insuficiente para frear o aquecimento.
A Cúpula de Líderes, realizada nos dias 6 e 7, antecipou o tom político da conferência. Em discursos firmes, Lula defendeu o multilateralismo e a criação de mecanismos globais de financiamento climático, incluindo a taxação mínima para super-ricos e grandes multinacionais. Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou empresas que lucram com a crise climática, enquanto o presidente chileno, Gabriel Boric, rebateu declarações recentes de Donald Trump, ausente da COP30, que negam a existência do aquecimento global.
No centro das discussões também está a NDC brasileira, que prevê reduzir entre 59% e 67% das emissões até 2035 e zerar o desmatamento ilegal até 2030. O plano inclui ainda o compromisso de neutralidade climática em 2050 e políticas estruturadas no Plano de Transformação Ecológica. Especialistas avaliam que, embora factíveis, as metas apresentadas ainda ficam abaixo do potencial ambiental do país — e a COP30 deve pressionar por maior ambição nos próximos anos.
Otimizar o fluxo de caixa de hospitais, clínicas e laboratórios para, em última instância, aprimorar o serviço ao paciente. Esta é a proposta do “Antecipa Saúde”, um projeto piloto lançado pela Orenda Consulting, fintech especializada na securitização de direitos creditórios que acaba de atrair um aporte de R$ 30 milhões de um fundo de investimento nacional para viabilizar sua operação.
A Orenda Consulting, que nasceu da experiência do grupo Opay em gestão de recebíveis e pagamentos, identificou no setor de saúde um gargalo financeiro crítico: o longo prazo que os prestadores de serviço levam para receber das operadoras de saúde, um ciclo que pode se estender por meses e comprometer a saúde financeira das instituições.
A solução proposta é uma plataforma digital que estrutura a antecipação de recebíveis de uma forma inovadora no segmento. Diferentemente de um empréstimo bancário tradicional, e também de operacionalização muito mais ágil, o “Antecipa Saúde” opera por meio da cessão de créditos já consolidados – ou seja, por serviços que já foram prestados e faturados. Através de sua ferramenta tecnológica, a fintech permite que esses créditos futuros sejam transformados em liquidez imediata para o prestador.
O modelo de negócio envolve uma estrutura robusta de securitização. As clínicas e hospitais interessados originam os créditos, que são analisados e cedidos à securitizadora parceira do projeto.
Essa entidade é responsável por validar a exigibilidade dos créditos, monitorar o fluxo de pagamentos futuro junto às operadoras e garantir a segurança de toda a operação, fornecendo relatórios periódicos e assegurando a conformidade com normativas como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
“Este projeto deverá impactar positivamente na própria prestação de serviço aos usuários do sistema de saúde”, afirma Isabella Balbastro, diretora-executiva da Orenda Consulting. “A agilidade do processo de antecipação por meio de tecnologia poderá propiciar mais investimento das prestadoras de serviço”, complementa, ressaltando que o acesso simplificado ao capital de giro é um vetor para a modernização de equipamentos e a melhoria da infraestrutura de atendimento.
*Mercado da Saúde*
Após um projeto-piloto bem-sucedido no setor de franquias, a empresa agora volta sua expertise para o mercado de saúde, que movimenta centenas de bilhões de reais anualmente.
A automação do processo, desde a análise do histórico de faturamento até a liquidação diária dos valores, é o grande diferencial tecnológico, prometendo reduzir a burocracia e os custos associados às operações financeiras tradicionais.
No momento, o projeto “Antecipa Saúde” está na fase de cadastramento, em contato com clínicas, laboratórios e hospitais que desejam participar desta nova modalidade de gestão financeira. A iniciativa representa um passo importante na modernização das relações financeiras dentro da cadeia de saúde, aplicando a inovação do mercado de capitais para resolver um problema crônico de um dos setores mais vitais da economia.
A DataVence, empresa potiguar especializada em inteligência artificial e inovação, marcou presença em uma missão internacional de tecnologia na China, ao lado de executivos de grandes companhias brasileiras como Panvel, SLC Agrícola, Meta e Thoughtworks.
O encontro, organizado pelo Consul do Brasil em Xangai, reuniu empresários chineses, fundos de investimento e representantes de parques tecnológicos, com foco na internacionalização de empresas, atração de investimentos e compartilhamento de tecnologia entre Brasil e China.
Representando a DataVence, o CEO Thiago Moura destacou o papel da empresa como ponte entre o Brasil e o ecossistema global de inovação, atuando em projetos que unem tecnologia, dados e transformação digital em diferentes segmentos.
“Nosso objetivo é conectar o que o Brasil tem de melhor em inovação com o que o mundo tem de mais avançado em tecnologia. A DataVence quer ser essa ponte, trazendo conhecimento, soluções e investimentos que transformem realidades”, afirmou Thiago Moura, CEO da empresa.
Chinês não dá ponto sem nó, Chinês não investe em nada, Chinês compra e assume o controle total em tudo aquilo que for rentável e eles tiverem interesse. Quem estiverem pensando em lucrar em cima de algum Chinês eu dou um conselho, pula fora porque tu vai se dar mal.
Nobre ANALFABETO FUNCIONAL, ta ai um Nike forte para comandar, o RN e o Brasil! Esse tem meu Voto Edison Cunha. Sabe e entende de tudo, ja tem as soluções para os problemas. Ta eleito.
Tu és um idoso com acesso a internet e raro discernimento. Deixa os adultos negociarem.
O Ministério da Saúde confirmou 17 casos de intoxicação por metanol no país após consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Duas mortes já foram registradas, e outras 12 seguem em investigação, segundo o boletim divulgado na noite desta segunda-feira (6).
O estado de São Paulo concentra a maior parte das ocorrências, com 15 casos confirmados e 164 em análise. O Paraná registrou duas confirmações e quatro suspeitas. Outros 12 estados investigam casos, incluindo Pernambuco, Ceará, Goiás, Piauí e Rio Grande do Sul.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou apoio a São Paulo e outros estados para acelerar a confirmação dos casos. Dois laboratórios foram designados como referência: um na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e outro na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
A Unicamp, por meio do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), pode realizar até 190 exames por dia, incluindo amostras de outros estados. Segundo Padilha, o objetivo é dar agilidade e respostas rápidas sobre suspeitas de contaminação.
Antídotos e estoque estratégico
O Ministério da Saúde adquiriu 12 mil ampolas de etanol farmacêutico e 2,5 mil unidades de fomepizol, medicamentos usados no tratamento de intoxicação por metanol. O fomepizol, que deve chegar nesta semana, será distribuído aos centros de referência estaduais do SUS.
Padilha reforçou que o tratamento não deve esperar confirmação laboratorial. “Os profissionais de saúde precisam agir ao menor sinal de suspeita”, alertou.
O que é o metanol e por que é perigoso?
O metanol é um álcool altamente tóxico, usado na indústria e em combustíveis. Quando ingerido, mesmo em pequenas quantidades, pode causar cegueira, falência de órgãos e morte. Nos casos recentes, o produto foi encontrado em bebidas alcoólicas falsificadas.
O governo recomenda que a população consuma apenas bebidas de origem confiável, com rótulo e selo de procedência, e denuncie qualquer suspeita de adulteração às autoridades sanitárias.
Uma pesquisa Datafolha encomendada pela ACT Promoção da Saúde revelou que 91% dos brasileiros são favoráveis à inclusão de alertas sobre riscos à saúde em bebidas alcoólicas, seguindo o modelo já adotado em maços de cigarro. O levantamento ouviu 2.002 pessoas maiores de 18 anos em todas as regiões do país, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O estudo mostra que a população deseja maior transparência sobre os efeitos do consumo de álcool, incluindo dependência, doenças crônicas e acidentes. Além disso, 69% apoiam restrições à propaganda de cerveja em televisão, redes sociais e eventos, enquanto 73% afirmam que a publicidade de cerveja sem álcool pode estimular o consumo de versões alcoólicas.
A pesquisa também aponta amplo apoio a políticas tributárias voltadas à saúde pública. 79% defendem aumento de impostos sobre bebidas alcoólicas, enquanto 82% apoiam maior tributação sobre cigarros e produtos de tabaco. Entre alimentos ultraprocessados e bebidas adoçadas, a maioria também é favorável à sobretaxa: 67% para refrigerantes, 66% para bebidas adoçadas e 64% para ultraprocessados.
Para Marília Albiero, coordenadora da área de alimentação da ACT, os resultados indicam que a população reconhece os riscos do álcool e quer medidas de proteção, mas que há lacunas na legislação. “O álcool é nocivo, mas ainda carece de regras mais firmes. É urgente atualizar a legislação brasileira para que alertas e restrições sejam efetivos, protegendo especialmente jovens e comunidades vulneráveis”, afirmou. O estudo reforça ainda o apoio a medidas de controle do tabagismo e restrições a ultraprocessados, temas que seguem em debate no Congresso e no STF.
O uso exagerado de celulares, tablets e computadores está cobrando caro da nova geração. Desde a pandemia, o número de crianças com miopia disparou no Brasil — e os médicos já tratam o caso como uma epidemia silenciosa. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), quase 60 milhões de brasileiros têm o problema, que antes era mais comum entre adultos.
A pequena Júlia, de 8 anos, é um retrato dessa nova realidade. Mesmo sentando na frente da sala, já não enxergava o quadro com nitidez, conforme informações da TV Ponta Negra. Em seis meses, o grau da miopia saltou para 2,75, um avanço considerado rápido pelos especialistas. O drama se repete em famílias inteiras, preocupadas com a dependência de telas e a falta de tempo das crianças ao ar livre.
De acordo com o Instituto Internacional de Miopia, 30% da população mundial já apresentava o distúrbio em 2020, e a previsão é assustadora: até 2050, uma em cada duas pessoas deve ter miopia. O excesso de tempo diante das telas e o confinamento dentro de casa são os principais vilões.
O alerta é claro: quanto mais cedo o diagnóstico, melhor. Médicos recomendam reduzir o uso de dispositivos eletrônicos, incentivar brincadeiras fora de casa e manter as consultas oftalmológicas em dia. A alta miopia (acima de 6 graus) pode causar sérias complicações, como descolamento de retina, glaucoma e até cegueira.
A preferência do brasileiro pelo tradicional arroz com feijão não é mais a mesma. O consumo atingiu os menores índices desde a década de 1960. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) acompanha o consumo desses alimentos no país há mais de 60 anos.
O pico de consumo médio de arroz por pessoa ao ano foi na década entre 1991 e 2000, com 47 quilos. Desde então, a quantidade começou a cair. No ano passado, chegou a 34 quilos — o menor índice desde o início da série histórica.
No caso do feijão, o maior consumo foi na década de 1961 a 1970, com média de quase 23 quilos. Em 2024, também atingiu o menor índice da série histórica.
O pesquisador da Embrapa, Alcido Wander, lembra que a mudança nos hábitos da população foi determinante para essa redução.
Alcido Wander, pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, explica: “Nas décadas de 1960 e 1970, tínhamos famílias mais numerosas, com mais filhos. Era outra realidade, onde também havia muito o hábito de fazer a comida em casa. No ambiente urbano, essa vida é mais corrida, e em toda esquina há uma opção de algo rápido sendo oferecido.”
A falta desses grãos no prato dos brasileiros é motivo de preocupação para pesquisadores da área de saúde. O feijão, principalmente, é considerado um marcador da alimentação saudável. O consumo menor pode representar um fator importante para o aumento de doenças crônicas.
Débora Malta, médica, pesquisadora e professora da Escola de Enfermagem da UFMG, destaca: “Eles protegem da obesidade e, por consequência, também das doenças crônicas não transmissíveis. Nós temos que chamar atenção para a necessidade de o brasileiro retornar à sua alimentação tradicional. A dupla arroz com feijão é imbatível.”
Claro que o consumo de arroz e feijão diminuiu, o povo só comendo picanha, e esse caso de bebida adulterada é porque está faltando no comércio o povo bebendo cerveja com picanha demais
Se compra comida com dinheiro e não com promessas, como faz o governo petralha que está levando o dinheiro de todo mundo com impostos sem nada em troca…
A Construtora A. Gaspar, empresa do Rio Grande do Norte conquistou o Prêmio Ouro em Sustentabilidade pela Equipe Better Stands, na “Wind Power 2025”, a maior feira de energia renovável da América Latina, realizada em São Paulo. O estande da A. Gaspar foi o único do evento, premiado na categoria ouro.
A empresa chamou atenção por uma iniciativa inédita: reutilizar integralmente o estande do ano anterior, em vez de construir um novo, como é tradição no evento.
Com 70 metros quadrados, o espaço foi um dos maiores da feira e reaproveitou toda a estrutura, acrescentando apenas novas imagens e atualizações visuais para refletir o momento das obras da construtora.
A proposta partiu do CEO Arnaldo Gaspar Junior que decidiu conservar e armazenar o estande de 2024 para evitar desperdícios e reduzir o impacto ambiental.
Além de reaproveitar o estande, a empresa deu destinação sustentável a materiais que normalmente seriam descartados, como as lonas vinílicas (baguns), que foram transformadas em sacolas e calçados.
Essa postura reforça o compromisso da construtora com práticas de economia circular e responsabilidade ambiental.
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