Eleições para o conselho tutelar, que ocorreram neste domingo (1º) e atraíram uma inédita atenção, estão em risco de anulação em ao menos quatro cidades. Em três delas, o pedido deve ser encabeçado pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, de Silvio Almeida; em outro, é a defensoria pública que recomenda a anulação.
O caso mais relevante é o de Belo Horizonte. Na capital mineira, a Defensoria Pública alega que a decisão da prefeitura em não utilizar as urnas eletrônicas, disponíveis pela primeira vez para este tipo de votação, acabaram por prejudicar a votação dos mineiros. Durante a manhã, um sistema eletrônico desenvolvido pela própria prefeitura chegou a ser utilizado — mas, durante a tarde, o voto foi feito de maneira impressa, a pedido do Ministério Público.
Em outras três cidades, o problema foi a escolha indireta de candidatos. Os casos foram registrados em Uberlândia (MG), e as alagoanas Rio Largo e Santana do Ipanema. A pasta indicou que irá recorrer da decisão com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Acontece nesta terça-feira (5) a data mais importante do período pré-eleitoral americano: a Superterça, como é chamado o dia no qual vários estados votam simultaneamente em candidatos à Presidência dos Estados Unidos.
Historicamente, o dia costuma ser decisivo tanto para o Partido Republicano quando para o Democrata, mas, principalmente, para a sigla que está na oposição — desta vez, os republicanos.
Mas, diferentemente de outras Superterças com disputas acirradas, neste ano as candidaturas dos dois lados já estão praticamente definidas. Apesar das polêmicas como a questão da idade e da memória, pelo lado de Joe Biden, e dos processos judiciais que o republicano Donald Trump enfrenta na Justiça, ambos despontam como favoritos absolutos em seus partidos. Trump foi presidente dos EUA entre 2017 e 2020; nesta segunda, foi liberado pela Suprema Corte para concorrer.
Nos Estados Unidos, os pré-candidatos de cada partido disputam prévias em cada Estado e território do país, elegendo um certo número de delegados (representantes) em cada um deles. Quem tiver o maior número de delegados ao final do processo se torna o candidato do partido à Presidência. Os maiores colégios eleitorais são os da Califórnia e do Texas.
A criança de sete anos que sofreu um choque elétrico após tocar em poste no bairro das Quintas, na zona Oeste de Natal, teve convulsões e está com um quadro de arritmia cardíaca, o qual está sendo tratado por meio de medicamentos. As informações foram repassadas pela tia da vítima, procurada pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE nesta segunda-feira (26).
Desde o caso registrado na noite de quinta-feira (22), o menino apresentou vários problemas físicos, em decorrência da descarga elétrica. De acordo com a tia da vítima, Lucimara Alves, a criança teve alta e foi liberada pela primeira vez do Hospital Walfredo Gurgel durante a manhã de sábado (24). Porém, na madrugada desse domingo (25), o sobrinho vomitou e teve febre alta. Por isso, precisou retornar ao hospital, onde pelo menos três convulsões foram registradas.
“O médico nos disse que não havia explicações para meu sobrinho continuar vivo. Mas ele sobreviveu. O irmão dele, de 10 anos, presenciou tudo e não consegue dormir direito. Ele viu o desespero da mãe e da situação do irmão”, afirmou Lucimara Alves.
O menino foi liberado novamente durante a manhã do domingo (25). Lucimara Alves relatou ainda que os médicos constataram um quadro de arritmia cardíaca nele, o que causou a necessidade de tomar medicações voltadas para regular a situação. A criança, que já fez uma série de exames, passou por consulta com um outro especialista cardíaco nesta segunda-feira.
A tia da criança lembrou ainda dos momentos de medo que a família enfrentou durante a descarga sofrida pelo menino. Lucimara Alves contou que foram necessários dois homens para ajudar a afastá-lo do contato com o poste.
“Depois que ele levou a descarga, ele ficou grudado (no poste). Um dos meus primos tentou puxa-los da primeira vez e levou choque também. Só foi possível tirá-lo de lá depois que dois homens o puxaram ao mesmo tempo, e bem rápido, para que ele pudesse desgrudar e eles não sofressem muito com a eletricidade. No caminho até chegar ao hospital, ele foi retornando a si, mas delirando”, detalhou a tia.
A Justiça Federal do Distrito Federal decidiu suspender as diretrizes para aborto legal em crianças e adolescentes aprovadas pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). A medida foi tomada após pedido da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e impede, de forma provisória, a aplicação da resolução.
O Conanda havia aprovado as normas na segunda-feira (23), estabelecendo critérios para o procedimento em casos como abuso sexual, risco à vida da gestante e anencefalia fetal, quando a interrupção da gravidez é permitida por lei. A decisão liminar do juiz Leonardo Tocchetto Pauperio considerou que o regimento interno foi violado, uma vez que o governo havia solicitado mais tempo para análise do texto, mas o pedido foi negado.
A medida foi aprovada no conselho por uma diferença de dois votos, com 15 favoráveis e 13 contrários. Representantes do governo federal votaram contra a resolução. Apesar disso, a proposta avançou com apoio de outros segmentos do colegiado.
Entre os pontos suspensos estão diretrizes como o acesso a serviços de saúde sem necessidade de autorização prévia dos responsáveis e a priorização do desejo da criança ou adolescente em caso de divergência com os tutores. O texto também previa suporte da Defensoria Pública ou Ministério Público para esses casos. Além disso, o texto não não prevê a imposição de um limite de tempo gestacional para a realização do procedimento.
“Não entendo razoável colocar em risco uma infinidade de menores gestantes vítimas de violência sexual, mormente nessa época do ano, sem que haja a ampla deliberação de tão relevante política pública”, argumentou o juiz.
O processo segue com um prazo de 10 dias para que o Conanda apresente esclarecimentos sobre a aprovação da resolução. A decisão também impede que o texto seja publicado no Diário Oficial da União, barrando sua aplicação até que a questão regimental seja resolvida.
Damares, que classificou a decisão como um “presente de Natal para o Brasil”, afirmou em uma publicação em rede social que “nenhuma criança pode ser mãe, mas nós temos que combater o abuso sexual e a pedofilia, e aquela resolução estava falando inclusive de dispensar o boletim de ocorrência no caso de estupro e pedofilia.”
Ô coisa boa, viu! Essa semana o Papo de Fogão vem cheio de sabor: papo com Arimar França, técnica de atum com o consultor César, sushi e sashimi com o chef Érison Pereira, e ainda um camarão arretado com sour cream de nata e chimichurri de coentro do chef Fernando Liberato.
Pesquisa realizada pela Perfil Pesquisas Técnicas no dia 22 de dezembro aponta que a gestão municipal de João Câmara registra 89,40% de avaliação positiva. O levantamento ouviu 500 eleitores do município.
A pesquisa menciona ações da gestão nas áreas de educação, saúde, infraestrutura e transparência. Entre os dados apresentados estão a concessão do Selo Ouro em Transparência Pública pelo Tribunal de Contas do Estado e a aplicação de 48,9% dos recursos próprios do município em educação, percentual acima do mínimo constitucional. Também são citadas obras executadas em diferentes pontos da cidade.
A pesquisa avaliou ainda a intenção de voto para o cargo de senador em primeira citação entre os eleitores de João Câmara. A governadora Fátima Bezerra aparece com 21,00% das citações, seguida por Styvenson Valentim, com 14,20%, e Zenaide Maia, com 11,80%. Os eleitores indecisos somam 10,60%, enquanto votos brancos e nulos totalizam 10,60%.
O conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, reagiu de forma ofensiva às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ação militar americana contra a Venezuela, realizada no sábado (3/1).
Em publicação na rede X, Miller compartilhou uma reportagem sobre a declaração de Lula e escreveu: “Vai se foder, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição”, em tradução livre. A operação dos EUA resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Horas após o ataque, Lula afirmou que a ação ultrapassou uma “linha inaceitável”, classificando os bombardeios e a captura do chefe de Estado como uma grave afronta à soberania da Venezuela e ao direito internacional. Segundo ele, o uso da força cria precedentes perigosos e ameaça a estabilidade internacional, além de lembrar episódios históricos de interferência na América Latina.
Por coincidência, os mesmos termos gentis que a primeira dama dirigiu a Elon Musk , um dos homens mais ricos do mundo. O mundo não gira: capota repetidamente.
O Congresso Nacional promulgou 14 emendas constitucionais ao longo de 2022. O número é recorde para um único ano desde 1988, quando nasceu a atual Constituição Federal.
A legislatura atual promulgou ao todo 29 emendas, o equivalente a 22,6% de todas as matérias do tipo. O número de promulgações de 2022 é quase o dobro do ano recordista anterior (2014), com oito.
Além desses dois anos recordes, em apenas cinco outros anos houve pelo menos seis promulgações, e dois deles também integram a legislatura atual (2019-2022). A única exceção é o ano de 2020, primeiro da pandemia de Covid-19.
As emendas promulgadas neste ano tratam de assuntos diversos: desde regras eleitorais, passando por temas como tributação, direito trabalhista, entre outros.
As de maior repercussão foram as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) aprovadas que trataram do orçamento, como a PEC do Estouro e a PEC dos Benefícios — também conhecida como PEC Kamikaze, aprovada antes das eleições. Ambas aprovadas com votos de governistas e da oposição.
O presidente da Câmara de Natal, Eriko Jácome (PP) denunciou a vereadora e presidente do PT no Rio Grande do Norte, Samanda Alves, ao Conselho de Ética da Câmara de Natal. A informação foi divulgada pelo próprio parlamentar durante sessão plenária nesta quinta-feira (27).
De acordo com Jácome, a denúncia ocorre após a vereadora afirmar que o presidente da Câmara compareceu apenas três vezes na Casa Legislativa nos últimos dias.
“A senhora já deve ter recebido, ou vai receber, que a senhora vai ser colocada no Conselho de Ética e vai ter que provar que eu só estive três vezes na casa, é até o final. Vai ter as câmaras, a TV, que eu já fiz a solicitação, são dezenas já.Então a senhora fez essa afirmação em público e fez com que toda a sociedade visse. E agora eu quero mostrar a toda a sociedade se realmente a senhora falou a verdade”, disse.
Em resposta, Samanda reforçou seu pedido para que Eriko esteja mais presente na Câmara. Ela também recapitulou os arquivamentos das denúncias contra Matheus Faustino (União Brasil) e Luciano Nascimento (PSD) e aceitação da nova denúncia contra Brisa Bracchi (PT). A vereadora classificou a medida contra ela, atrelada ao novo processo contra Brisa, como uma “intimidação”.
“Hoje, como forma de intimidação, o presidente da Casa, eu recebo a notícia de que vou para o Conselho de Ética da Casa. Eu tive requerimentos rejeitados e vereadores tentando me colocar no cantinho do castigo. Não vi um anúncio ou pronunciamento da Mesa Diretora”, disse.
O 2º Persona Summit: Fórum de Comunicação Política e Institucional com Estratégia movimentou Natal nesta quinta-feira (23), reunindo mais de mil participantes e consolidando-se como o maior evento de marketing político do Rio Grande do Norte e um dos mais relevantes do país.
O encontro trouxe grandes nomes da comunicação nacional para debater as novas dinâmicas da política, da gestão pública e da comunicação institucional. Durante o evento, especialistas compartilharam cases de sucesso, estudos de caso e tendências, abordando temas como posicionamento digital, gestão de crise, inteligência artificial, storytelling político, marketing eleitoral e narrativa estratégica.
Entre os palestrantes estiveram Gisele Meter (SC), Abel Lumer (RJ), Wilson Pedroso (SP), Lucas Pimenta (SP), Emerson Saraiva (PB), Paulo Vitor Bispo (BA), Fred Perillo (SC), Tarcísio Dantas (RN), Roberto Willian Valporto (MA), Júnior Campos (PB), Hélito Honorato (RN), Luís Henrique (RN), Marcello Natale (SC), Juarez Guedes (PB) e Jader França (PB), além do idealizador e organizador do evento, Alan Oliveira (RN).
Um dos pontos centrais das discussões foi o poder das narrativas autênticas na construção da imagem política. Os especialistas destacaram que a humanização da comunicação, tratando o candidato ou gestor como uma persona real, com propósito e emoção, é hoje o principal elo entre lideranças e sociedade.
Também foi anunciada a criação da Persona.iP, uma parceria entre o Instituto Perillo e a Persona Marketing Político. A plataforma representa uma nova era da comunicação de impacto, voltada para a formação de políticos, secretários, gestores e profissionais da área. Com foco em oratória, storytelling, media training, escuta ativa e propósito comunicacional, o projeto será oficialmente lançado no dia 2 de dezembro, com um módulo especial voltado a secretários de comunicação e assessores públicos.
Foto: Divulgação
Para o organizador do evento, Alan Oliveira, o Persona Summit marcou um divisor de águas no setor. “O Persona Summit não foi apenas um encontro de especialistas, foi o início de um novo ciclo da comunicação política no Brasil. A Persona.iP nasce para mostrar que quem comunica com impacto, lidera com propósito. E hoje o Rio Grande do Norte entra definitivamente no mapa nacional da inovação em comunicação pública e política”, destacou.
Natal brilha como central de estratégia eleitoral
O Persona Summit é uma realização da Persona Marketing, empresa do Grupo Fácil Comunicação, com 23 anos de atuação e 45 vitórias eleitorais em campanhas em todo o país. O evento contou com o apoio do CAMP (Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político) e reafirmou o papel de Natal como polo de referência na comunicação estratégica e eleitoral no Brasil.
O ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi, exonerado após a operação da Polícia Federal contra fraudes em descontos a aposentados, mudou a versão apresentada ao Congresso sobre o vínculo que possuía com a conselheira que o alertou sobre denúncias de esquema no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
Em depoimento à Câmara, em abril, Lupi afirmou que Tônia Galetti, que integrava o Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), era “uma amiga pessoal”. Ao ser perguntado sobre sobre sua “relação pessoal” com ela, durante testemunho à CPI do INSS, na segunda-feira, 8, disse não ter “nenhuma”.
O advogado de Lupi, Wálber Agra, afirmou que “o uso da expressão ‘amiga pessoal’ representou uma manifestação coloquial, arvorada em um tratamento genérico e informal proferido, costumeiramente, no dia a dia como pessoa pública”.
O ex-ministro também não convenceu integrantes do colegiado ao negar ter conhecimento sobre uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) que detectou beneficiários que sofreram descontos associativos sobre pagamentos mensais sem que tenham autorizado.
Segundo Lupi, todos os contatos da CGU sobre irregularidades nos descontos associativos foram feitos diretos ao INSS ou a órgãos técnicos. Nunca com ele.
Entretanto, a diretora de benefícios da CGU afirmou em depoimento à CPI que deu ciência sobre resultados da fiscalização à assessoria especial de controle interno do ministério. No organograma da pasta, essa assessoria é diretamente ligada ao ministro.
O advogado de Lupi afirmou que “o ministro não foi comunicado do recebimento do relatório da CGU pela assessoria especial de controle interno” da pasta.
Para integrantes do colegiado, a versão sobre a conselheira do CNPS e a informação sobre não ter tido acesso à auditoria da CGU são duas das “incongruências” de Lupi durante depoimento de mais de dez horas que terminou na madrugada desta terça.
Com isso, estudam chamá-lo novamente para esclarecimentos ou mesmo para uma acareação com técnicos da CGU. A expectativa é de mais um capítulo de desgastes ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cujos aliados afirmam que irregularidades começaram na gestão de Jair Bolsonaro (PL), mas trabalharam contra a instalação da CPI.
Presidente do PDT, Carlos Lupi chefiava a pasta quando a Polícia Federal e a CGU deflagraram a Operação Sem Desconto, que estimou em R$ 6,3 bilhões o total de cobranças irregulares de associações de aposentados, entre 2019 e 2024.
O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que as versões de Carlos Lupi ao colegiado poderão motivar um novo convite.
“Podemos convidá-lo novamente se ele concordar em retornar. Ele será bem-vindo como convidado. Se não, nós podemos fazer a convocação e até mesmo uma acareação com as pessoas que foram citadas eh durante os depoimentos”, afirmou.
Durante a sessão da CPI, o ex-ministro Carlos Lupi ainda se negou a responder o motivo de não ter pautado no CNPS uma discussão sobre denúncias de fraudes no INSS, como o próprio registrou que faria.
Como ministro da Previdência, Carlos Lupi presidia o CNPS. Na reunião de 12 de junho, a conselheira Tônia Galetti fez um alerta sobre denúncias de fraudes em descontos a aposentados e pediu para que o tema fosse discutido.
Lupi negou a solicitação alegando que o tema não estava na pauta. Conforme a ata da reunião, ele “registrou que a solicitação era relevante, porém não havia condições de fazê-la de imediato, visto que seria necessário realizar um levantamento mais preciso.”
O então ministro então solicitou que o assunto ficasse para a reunião do mês seguinte, realizada em 27 de julho de 2023. Entretanto, o tema também não foi tratado. O assunto só entrou em discussão no CNPS em abril de 2024.
No depoimento à CPI do INSS, o ex-ministro negou responsabilidade sobre as fraudes e disse que agiu nos limites de suas atribuições. Segundo ele, o INSS é órgão autônomo e não estava sob seu controle direto. Por isso, são os ex-gestores que devem apresentar explicações.
Veja as contradições e divergências:
Em abril, à Comissão de Previdência e Assistência Social Câmara, Carlos Lupi afirmou que Tônia Galleti era ‘amiga pessoal’; na CPI do INSS, disse que não tinha nenhuma relação pessoal com ela.
O que Lupi disse em abril de 2025:
“Quando tivemos a primeira fala, e não uma denúncia, dentro do Conselho Nacional de Previdência Social — como eu disse, temos três conselhos —, que trata de todas as diretrizes da Previdência Social, com discussões e debates, uma conselheira, que inclusive é minha amiga pessoal, a Dra. Tonia, falou: ‘Olha, está crescendo muito em umas instituições o número de filiados. Nós temos que olhar isso. Não pode ser possível. Isso é fraude’. Ela falou isso no meio de uma reunião do conselho.”
O que Lupi disse à CPI?
“O senhor tem alguma relação com ela (Galleti)?“, perguntou o deputado Delegado Fábio Costa (PP-AL). ”Nenhuma”, respondeu Lupi.
“É uma maneira que o carioca tem de se aproximar das pessoas, não é porque tem uma amizade com a pessoa, nem porque seja irmão de sangue da pessoa, é uma maneira como o carioca tem, leve… Quem vai ao Rio de Janeiro, quem é do Rio de Janeiro sabe disso. ‘Ó amigo’ ou ‘ó irmão’: a gente fala isso como um tratamento cotidiano.
A diretora de auditoria de previdência e benefícios da CGU, Eliane Viegas Mota, disse à CPI que o Ministério da Previdência foi comunicado sobre descontos não autorizados, por meio da assessoria especial de controle interno, setor diretamente ligado ao ministro.
O que disse Lupi?
“A CGU em algum momento procurou o senhor?”, perguntou o relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). “Todos os contatos da CGU foram feitos direto ao INSS ou para os órgãos técnicos, nunca comigo”, respondeu Lupi.
O que disse a diretora da CGU?
“E foi enviado isso também (o relatório) ao Ministério da Previdência?”, questionou Gaspar. “Foi encaminhado ao ministério da Previdência”, respondeu Mota. “À Assessoria Especial de Controle Interno”, completou.
O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN) acionou a Justiça Federal para cobrar do Governo do Estado uma solução urgente para a falta de medicamentos e materiais básicos nos dois maiores hospitais públicos do RN: o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, e o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró.
A ação foi tomada após vistorias realizadas pelo setor de fiscalização do Conselho, que confirmaram o desabastecimento nas unidades. A situação compromete o atendimento aos pacientes e as condições de trabalho dos profissionais de saúde.
“O CREMERN não pode se calar diante de um cenário tão grave. Nosso papel é defender a população e os médicos. Estamos exigindo que o Estado cumpra sua obrigação de garantir uma saúde pública digna e segura”, afirmou o presidente do Conselho, Dr. Marcos Jácome.
O Conselho de Medicina poderá adotar outras medidas judiciais, caso o problema não seja resolvido rapidamente.
No ano em que a população demonstrou mais engajamento, interesse pelas eleições dos Conselhos Tutelares, cujo pleito aconteceu esse final de semana em todo o Brasil, Natal deu uma aula do que não deve acontecer nessas votações. Um vexame!
Veja a análise de Bruno Giovanni sobre o assunto , no programa Meio Dia RN desta segunda-feira(02).
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou, nesta quarta-feira (13), um processo de cassação do deputado André Janones (Avante-MG).
O parlamentar foi acusado por ex-assessores do próprio gabinete de “rachadinha”. Ele foi gravado ao pedir que funcionários arcassem com suas despesas pessoais.
O Conselho de Ética tem caráter consultivo, ou seja, pode apenas fazer recomendações, sem deliberar sobre a cassação. A discussão do processo ficará para 2024.
O presidente do colegiado, o deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), leu a instauração e sorteou os três parlamentares que vão compor a lista para a escolha do relator: Guilherme Boulos (PSOL-SP), Sidney Leite (PSD-AM) e Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT). O presidente do colegiado decidirá, a partir da lista tríplice, quem fará a relatoria da cassação.
Assinado pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o requerimento foi protocolado no dia 28 de novembro. A gravação da cobrança do deputado foi feita por um ex-assessor, mas Janones diz que vai provar que a fala foi retirada de contexto.
O R7 entrou contato com o gabinete do deputado para comentar o fato e aguarda o retorno.
Sem discussão, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça rejeitou um pedido de impeachment contra Domingos Brazão, que é conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
Domingos e o irmão, Chiquinho Brazão, são réus no Supremo Tribunal Federal como supostos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco. Eles estão presos desde o fim de março.
O STJ foi acionado por deputados e vereadores do PSOL após a prisão de Domingos e do irmão dele, o deputado Chiquinho Brazão a partir das investigações do assassinato.
O caso corre em sigilo no STJ. A decisão foi tomada por unanimidade na Corte, no dia 21 de agosto.
O julgamento ocorreu em bloco de processos, quando não há leitura de voto ou discussão do caso em análise.
A Corte seguiu o entendimento do relator, ministro Raul Araújo.
Os ministros entenderam que não há uma vinculação entre a suposta autoria intelectual do crime de homicídio e um “crime de responsabilidade” – que levaria ao impeachment no cargo de conselheiro.
PGR disse ser contra ‘analogia’
A Procuradoria-Geral da República se manifestou pela rejeição do pedido diante da omissão legislativa sobre o tema e por considerar não ser possível fazer uma interpretação por analogia.
A Procuradoria ressaltou que, ao denunciar Domingos Brazão ao Supremo, pediu que seja declarada a perda do cargo público como efeito de eventual condenação.
No STF, a expectativa é de que os irmãos Brazão possam ser julgados até o fim do ano, quando os ministros devem decidir se serão absolvidos ou condenados.
O pedido do PSOL
No pedido de impeachment enviado ao STJ, os parlamentares do PSOL alegavam que Domingos Brazão deveria responder por crime de responsabilidade e ter a função imediatamente suspensa, além de perder direito aos vencimentos do cargo de conselheiro.
A defesa de Brazão diz que ele é inocente:
“Domingos Brazão, que desde o primeiro momento sempre se colocou formalmente à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos que entendessem necessários, foi surpreendido neste domingo (24) pela determinação do Supremo Tribunal Federal. Em tal contexto, reforça a inexistência de qualquer motivação que possa lhe vincular ao caso e nega qualquer envolvimento com os personagens citados, ressaltando que delações não devem ser tratadas como verdade absoluta — especialmente quando se trata da palavra de criminosos que fizeram dos assassinatos seu meio de vida — e aguarda que os fatos sejam concretamente esclarecidos”, diz a nota da defesa.
O conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes tomou posse como presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) para o biênio 2025-2026, durante sessão extraordinária realizada nesta quinta-feira (19). O novo presidente do TCE também deu posse à diretoria da Corte de Contas para os próximos dois anos.
No seu discurso, Carlos Thompson enfatizou que o caminho para fortalecer o controle externo passa pelo investimento em áreas como a inteligência artificial, o consensualismo, e a avaliação de políticas públicas.
“Percebe-se, hoje, cada vez mais, a importância de atuar na avaliação de políticas públicas, antecipando meios que previnam erros e ajudem a corrigir rumos. Temos à disposição uma ferramenta capaz de modificar a maneira como os órgãos públicos desempenham suas funções. O uso da IA no setor público representa uma grande oportunidade para aprimorar a gestão com vistas a aumentar a eficiência das instituições”, apontou.
O conselheiro Thompson Costa Fernandes tem sua história profissional vinculada ao Tribunal de Contas. Começou como estagiário, passando pelos cargos de Auxiliar de Gabinete, Assessor Jurídico, Consultor-Geral e procurador do Ministério Público de Contas (aprovado em 1° lugar no concurso público). Posteriormente, escolhido por meio de lista tríplice, foi nomeado conselheiro em 2011. Thompson presidiu a Corte no biênio 2015/2016. Graduado em Direito pela UFRN, Thompson Fernandes é mestre em Direito do Estado – Direito Constitucional – pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em Direito Público pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
Nova diretoria
O novo presidente da Corte de Contas deu posse ao conselheiro Antonio Ed Souza Santana, como vice-presidente; conselheiro Gilberto Jales, como corregedor; conselheiro Paulo Roberto Alves, como ouvidor; e ao conselheiro George Soares, como diretor da Escola de Contas Professor Severino Lopes de Oliveira.
Tomaram posse ainda, na 1ª Câmara, os conselheiros Francisco Potiguar Cavalcanti Júnior (presidente), Paulo Roberto Alves e George Soares. Já a 2ª Câmara será composta pelos conselheiros Renato Costa Dias (presidente), Gilberto Jales e Antônio Ed Santana. A composição dos conselheiros substitutos nas Câmaras ficou assim: Marco Montenegro na Primeira Câmara e Ana Paula Gomes na Segunda Câmara.
Os esquerdistas tomaram uma lavada, o palhaço do ministro dos manos tá querendo anular.