Uma operação do Ministério Público, deflagrada na manhã desta sexta-feira (19), investiga descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal.
Entre os alvos, estão o Banco de Brasília (BRB) — responsável pelos pagamentos —, a Secretaria de Economia do DF, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev), a empresa PicPay e a Associação dos Servidores Públicos do DF.
Ney Ferraz, ex-secretário de Economia do DF, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB que está preso, e Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay que já foi indiciado pela CPMI dos Descontos Indevidos do INSS, estão entre os investigados.
O MP cumpre 50 mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Não há ordens de prisão. A reportagem tenta contato com os alvos da Operação Juros Zero.
Ainda de acordo com as investigações, os suspeitos contaram com um decreto distrital, de 2024, já criado para o suposto esquema. Eles realizavam descontos indevidos em folhas de pagamento, com juros disfarçados de “taxa”.
A empresa PicPay, do grupo J&F, assumiu a folha do governo do DF e passou a cobrar “juros disfarçados”.
Justiça bloqueou quase R$ 90 milhões em contas da PicPay e da Associação dos Servidores do Distrito Federal.
São investigados os crimes:
contra a economia popular;
publicidade enganosa nas relações de consumo;
inserção e modificação de dados em sistemas da Administração Pública;
O ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta terça-feira (16) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro preste esclarecimento em 24 horas sobre uma arma de fogo de propriedade do ex-presidente apreendida em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
O episódio ocorreu na noite desta segunda (15), por volta das 23h30, quando policiais relataram ter abordado um militar em um Honda Civic em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, região de Taguatinga, no Distrito Federal.
O veículo era conduzido por um servidor identificado como Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-presidente.
De acordo com a ocorrência, o militar se apresentou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e afirmou que estaria levando a arma para reparo e que, no dia seguinte, devolveria à casa do ex-presidente.
Ainda segundo boletim, inicialmente, quando os policiais militares avistaram a pistola Glock 9mm no assoalho do carro, o condutor afirmou que o armamento estava registrado em sua carteira funcional, mas a fiscalização constatou que não havia registro.
Apenas em um segundo momento, ele teria admitido que a arma pertencia a Bolsonaro. A propriedade da arma foi confirmada por meio de consulta ao sistema Sigma do Exército Brasileiro.
Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes por um prazo inicial de 90 dias, para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que o homem estava com duas armas, uma institucional e outra que estava sem a documentação no local. Por não estar com o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), a conduta foi considerada, pela Polícia Civil, como irregular, conforme a Lei 10826/2003.
Uma ação de indenização por perdas e danos que tramita na Justiça Federal do Distrito Federal contesta a autoria do Pix. A professora Anette Vernaschi Toppan acionou o Banco Central (BC) para cobrar o pagamento mínimo de R$ 1 milhão, sob a alegação de que a autarquia utilizou a estrutura de um projeto seu, desenvolvido em 2014, para criar o sistema de pagamentos.
O processo corre na 18ª Vara Federal Cível do DF e apura se houve violação de direitos autorais. A autora afirma que o formato de transações instantâneas por meio do telefone celular foi detalhado por ela antes do lançamento oficial da ferramenta do governo, ocorrido em 2020.
A petição inicial baseia-se no projeto “Tá Pago”, registrado por Anette na Biblioteca Nacional em 2014. O texto previa uma metodologia para transferências eletrônicas imediatas com o objetivo de substituir o dinheiro em espécie e os cartões de débito e crédito nas transações comerciais.
Segundo a defesa da autora, um representante do projeto procurou o Banco Central entre 2015 e 2016 para tratar da liberação da ferramenta como arranjo de pagamento. A tese apresentada afirma que o BC iniciou os estudos para o desenvolvimento do Pix nesse mesmo período, a partir das informações recebidas.
O funcionamento das propostas apresenta distinções técnicas. O Pix opera conectado ao sistema financeiro nacional e transfere saldo entre contas bancárias por meio de chaves. Já o “Tá Pago” foi projetado para utilizar créditos de telefonia celular como suporte para a movimentação dos valores.
Argumentos do Banco Central
Na contestação anexada aos autos, o Banco Central nega as acusações de plágio e recusa o pagamento de indenizações ou royalties. A instituição afirma que o conceito de pagamento instantâneo por dispositivos móveis não é de autoria exclusiva da professora, uma vez que modelos semelhantes já existiam no mercado internacional antes de 2014.
A defesa da autarquia aponta que a legislação resguarda a expressão concreta de uma obra e não a ideia abstrata de transferir valores de forma rápida. O BC sustenta que a tecnologia e o desenho institucional do Pix foram desenvolvidos de forma independente por sua equipe técnica.
Julgamento sem perícia
Em decisão sobre o andamento do caso, o juiz federal Arthur Pinheiro Chaves negou o pedido da defesa da autora para a realização de uma perícia técnica. A intenção da professora era nomear um perito em tecnologia da informação e propriedade intelectual para confrontar os códigos e os fluxogramas das duas ferramentas.
O magistrado explicitou que a ação discute direitos autorais (regrados pela Lei nº 9.610/98) e não patentes industriais (Lei nº 9.279/96). O entendimento do juízo é de que os documentos anexados ao processo bastam para a análise do mérito.
“A questão consiste, portanto, em fazer o cotejo das informações existentes nos autos a partir dos documentos trazidos à colação para se aferir eventual violação aos direitos da autora, dispensando-se a produção de prova pericial”, entendeu o magistrado.
Próximos passos da ação
O despacho judicial determinou que o Banco Central providencie, no prazo de 30 dias, a tradução juramentada de documentos em língua estrangeira anexados à contestação, sob a pena de desconsideração dos papéis como prova documental.
Após a juntada das traduções, a autora terá o prazo de 15 dias para manifestação. Na sequência, os autos serão direcionados para a conclusão e o juiz emitirá a sentença em primeira instância.
O motorista da Troller que se envolveu em um acidente na avenida Senador Salgado Filho, no último domingo (7), se apresentou à Polícia Civil nesta quinta-feira (11). Por pouco, o sinistro não terminou em morte. Em entrevista à TV Tropical, o advogado Renato Passos, que defende o condutor, deu a versão dele.
“Em primeira análise, se discute se é uma lesão corporal de natureza grave, uma vez que houve a perda de um baço, de um órgão. Estamos aqui para fazer esse acompanhamento. Nosso papel é acompanhar para que exista um processo legal e que essa responsabilização esteja dentro do previsto na lei”, afirmou.
Passos confirmou que o motorista retornou ao local do acidente e prestou apoio ao acidentado. “Ele permanece no local. Ele aciona o Samu. Ele ajuda também a colocar o acidente na maca. Após a chegada do Samu, se direciona à unidade de saúde”, comentou.
Ao ser questionado se o motorista estaria participando de um “racha” com o outro veículo, uma RAM, o advogado se absteve de confirmar que, de fato, havia a disputa e ainda lançou outras suposições.
“A defesa, nesse momento processual, vai se abster de tecer comentário nesse sentido. Existem várias teses que estão sendo discutidas e veiculadas no sentido que poderia ser uma briga de trânsito, uma briga entre marido e mulher ou poderia ser um racha”, disse.
Apesar disso, ele pontuou que o condutor estava acompanhado da companheira no momento do acidente. “e estava acompanhado da sua companheira, estava com ela. Tanto que, nas imagens, os dois descem do veículo, vão ao local do acidente, permanecem no local”, acrescentou.
Também perguntado se o motorista da Troller conhecia o condutor da RAM, ele manteve a abstenção. “Sobre a outra pessoa, que seria o outro condutor que é filmado e registrado, vamos deixar a cargo das investigações. Enquanto defesa do motorista do Troller, nós não temos ciência de quem seria essa outra pessoa. Ficará a cargo da delegacia especializada”, respondeu.
Em relação à assistência à vítima logo após o acidente, o advogado também disse que o cliente ofereceu apoio. “Desde o primeiro momento, a gente volta a frisar, o nosso cliente forneceu o WhatsApp. A gente está em comunicação com os familiares da vítima. Marcamos um encontro, mas chegou a informação que existiam algumas investidas para saber quem seria a pessoa causadora do acidente. Preferimos chamar os familiares ao nosso escritório, mas eles não foram”, encerrou.
O acidente aconteceu na manhã do último domingo (7). O motociclista, identificado como Vicente Linhares, seguia na Avenida Senador Salgado Filho quando foi atingido pelo Troller. Por causa da força do impacto, a motocicleta pegou fogo e ficou completamente destruída. Câmeras de segurança instaladas em um veículo flagraram o momento do sinistro. Nas imagens, é possível ver o Troller e a RAM em alta velocidade pela via. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, afirmou que o Brasil está crescendo abaixo da média da América Latina ao comentar um ranking de projeções econômicas divulgado pelo Banco Mundial em abril.
Em publicação nas redes sociais, ele compartilhou um gráfico que coloca o Brasil na 14ª posição entre países da região, com crescimento estimado em 1,6%, atrás de Paraguai (4,4%), Panamá (3,9%), Guatemala (3,7%) e Argentina (3,6%).
“Olha só a posição do Brasil. Somos um dos maiores países do mundo em território, população, recursos naturais e potencial econômico. Mesmo assim, continuamos atrás de nações muito menores”, lamentou.
Em outro trecho, Hang criticou o ambiente econômico e a condução das políticas públicas:
“Eu viajo pelo mundo todo e percebo o quanto ainda temos para fazer. O Brasil tem tudo para liderar essa lista, mas precisamos controlar os gastos públicos, fortalecer a economia e incentivar quem produz. Infelizmente, no nosso país, muitas vezes quem trabalha, empreende e gera empregos acaba sendo punido por uma carga excessiva de impostos e burocracia”, disse.
O empresário também citou exemplos internacionais de reformas econômicas e segurança pública como El Salvador e Argentina, que, segundo ele ,enfrentavam enormes dificuldades e que decidiram mudar de rumo.
“El Salvador saiu de uma das maiores taxas de homicídio do mundo, e hoje os índices estão de 1 homicídio por 100 mil habitantes. Já a Argentina vem implementando reformas econômicas profundas para combater a inflação e recuperar a confiança dos investidores. Isso mostra que, quando existe coragem para enfrentar os problemas e fazer as mudanças necessárias, os resultados aparecem”, destacou Hang.
Segundo relatório do Banco Mundial sobre a América Latina e o Caribe, a Argentina aparece como destaque na região, enquanto Brasil e México enfrentam perda de dinamismo em meio a “condições financeiras internas restritivas, espaço fiscal limitado e incerteza em relação à política comercial”.
O organismo projeta crescimento de 3,6% para a Argentina em 2026, enquanto estima expansão de 2,2% para a economia brasileira.
O estudo também aponta que a região segue com crescimento “limitado”, com renda per capita praticamente estagnada em diversos países.
Sobre a Argentina, o relatório destaca o impacto de ajustes fiscais e reformas econômicas conduzidas pelo governo de Javier Milei.
Já em relação ao Brasil, o Banco Mundial cita entraves ligados a juros elevados, incertezas econômicas e restrição fiscal, que afetam crédito, investimentos e consumo.
O que Assusta é o candidato descondenado ainda ter a metade dos votos do país hoje.
Bolsonaro gritou nos quatro cantos do Brasil, olhem ninguém no mundo é mais rico do que nós e começou a retirar as tramelas, até impostos baixou, aí vem o eleitor querer a todo custo que a canhota continue a destruir o Brasil, me vem logo a perguntar.
Esse povo não quer usufruir das nossas riquezas?
Querem continuar a receber esmolas?
Os que estão pendurados nas tetas até entendo, mas a grande massa é preocupante.
Tem mais, penso que essa eleição é a mais importante pro povo escolher, pois trata-se de uma eleição que o resultado pode ter consequências pro resto da vida.
Pensem nisso.
Olhem bem o que vc vai fazer com o seu voto tá?
Sigamos firmes com Lula e logo, logo lideraremos como o pior país da América Latina. Venezuela Jajá perde o título.
Paraguai, no rítimo que está, logo passa o Brasil em PIB per capita. Venezuela, com mais uns anos do governo deixando a economia funcionar, vai retomar o posto.
O fechamento das unidades dos restaurantes Nau e Mangai em Recife, dois dos nomes mais conhecidos da gastronomia nordestina e com forte presença em Natal, acendeu um sinal de alerta entre empresários do setor de alimentação fora do lar. No Rio Grande do Norte, a avaliação é de que o segmento atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos.
“Nem no tempo da pandemia sofremos tanto quanto agora.” A afirmação é do presidente da Abrasel no RN, Thiago Machado, ao comentar o cenário enfrentado pelos estabelecimentos potiguares. A preocupação encontra respaldo nos números. Levantamento realizado pela associação apontou que 33% dos bares e restaurantes do estado operaram no prejuízo nos primeiros três meses deste ano.
Em Natal, alguns dos restaurantes que encerraram suas atividades recentemente incluem o Restaurante Caicoense (que funcionava no Natal Shopping), o Duma Cozinha e o tradicional português Santa Maria, que fechou após mais de duas décadas de funcionamento na capital potiguar.
Segundo Machado, a dificuldade está diretamente relacionada à incapacidade de repassar custos ao consumidor. Dados da pesquisa mostram que 47% dos estabelecimentos não realizaram qualquer reajuste nos preços dos cardápios nos últimos 12 meses, enquanto outros 48% conseguiram corrigir os valores apenas em linha com a inflação ou abaixo dela.
“O empresário vê seus custos aumentarem, mas encontra um consumidor com renda apertada e menor disposição para gastar. Muitos acabam absorvendo os reajustes para não perder clientes, comprometendo as margens e ampliando o endividamento”, afirma ele.
O problema também se reflete na saúde financeira das empresas. Boa parte dos estabelecimentos do setor declarou possuir algum tipo de pagamento em atraso, segundo dados recentes da entidade. Em todos os levantamentos realizados neste ano, mais de 40% dos bares e restaurantes do Rio Grande do Norte relataram acúmulo de dívidas.
Para a Abrasel, o quadro é agravado pelo elevado custo do crédito e pela redução do poder de compra das famílias brasileiras. Estudos recentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC) sobre consumo indicam que os juros elevados têm levado consumidores a adotar uma postura mais cautelosa, reduzindo gastos em setores de serviços e lazer, justamente os mais dependentes da renda disponível.
A pressão sobre os custos também permanece elevada. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pela Abrasel, mostram que a inflação continua impactando alimentos e bebidas, principais insumos do setor, enquanto bares e restaurantes seguem encontrando dificuldades para repassar integralmente esses aumentos aos consumidores.
A pressão inflacionária sobre custos e insumos apontada por Thiago Machado não afeta apenas bares e restaurantes. Em busca de maior competitividade, empresas tradicionais de outros setores têm transferido parte de suas operações para o Paraguai, atraídas pela chamada Lei de Maquila, que simplifica a tributação e reduz a burocracia para exportadores. Marcas como Lupo, JBS e BRF estão entre as companhias que já aderiram ao modelo.
Nesse contexto, o encerramento das operações do Nau e do Mangai em Recife ganhou significado simbólico para empresários da região. Inaugurados em dezembro de 2020 na capital pernambucana, os empreendimentos pertencem a grupos consolidados e mantêm operações de destaque em Natal. O fechamento reforçou a percepção de que nem mesmo marcas consolidadas estão imunes às dificuldades enfrentadas atualmente pelo setor.
Embora a Abrasel ainda aposte em uma recuperação gradual ao longo do ano, a entidade avalia que o momento exige atenção. “O fechamento de grandes operações mostra que o problema não está restrito aos pequenos negócios. Toda a cadeia está sentindo os efeitos de um cenário econômico que comprime receitas, aumenta custos e dificulta investimentos”, acrescenta Thiago Machado.
Informalidade
O aumento dos custos de produção, os juros elevados e a retração do consumo, apontada pelo presidente da Abrasel, vêm pressionando as empresas do setor e limitando sua capacidade de investimento. Nesse contexto, outro fator que preocupa é o avanço da informalidade.
“Quando a informalidade cresce, os primeiros e mais impactados são os pequenos negócios e os trabalhadores que atuam dentro das regras. Empresas que recolhem impostos, cumprem obrigações trabalhistas e seguem a legislação passam a competir em condições desiguais, o que enfraquece todo o ambiente econômico, destaca Thiago Machado.
Para a Abrasel, o aumento da informalidade não é apenas consequência das dificuldades econômicas, mas também um indicativo de que muitos empreendedores encontram obstáculos para permanecer na formalidade. O presidente afirma que “isso exige atenção do poder público e a construção de políticas que estimulem a geração de empregos, reduzam a burocracia e fortaleçam a competitividade dos negócios formais”, sob pena de, segundo ele, “a situação se agravar ainda mais no setor de bares e restaurantes”.
CONTRAPONDO A ENTREVISTA, NATAL VAI NA CONTRAMAO. O PLANO PALUMBO, PETRÓPOLIS/TIROL, RECENTEMENTE INAUGUROU DOIS NOVOS RESTAURANTES. PASSE PELO BAIRRO DE QUINTA A SEXTA FEIRA QUE A MAIORIA ESTÃO LOTADOS. QUEM NÃO INOVA, RENOVA O CARDÁPIO, TENDE A FICAR PARA TRÁS E FECHAR AS PORTAS.
Vamos ver quanto tempo eles se sustentam, o seu time está aí, mas, a muito tempo não se sustenta.
É que no tempo da pandemia o Brasil tinha im presidente no comando.
Hoje temos um politiqueiro turista andarilho acabando destruindo o País.
Essa a diferença.
Poderiamos está hoje em outros patamares, o avião tinha decolado mas jogaram no chão de novo, vamos ter que suar pra botar pra voar de novo.
O governo era bom, não tinha escandalos de corrupção, agora estoura um semanalmente.
É muito roubo por tudo que é direçao.
A qualidade da comida do Mangai no Midway caiu bastante. A última vez que fui almoçar e levei convidados visitando Natal, percebemos que não tem nada semelhante ao Mangai de anos aqui em Natal.
Aprovado na reforma tributária, o Imposto Seletivo — conhecido como “Imposto do Pecado” — começará a valer em 2027. A medida tem como objetivo desestimular o consumo de produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
O novo tributo incidirá sobre bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes e outras bebidas açucaradas, além de apostas, loterias, veículos mais poluentes, embarcações, aeronaves e a extração de recursos minerais.
Regulamentação ainda depende do Congresso
As alíquotas ainda não foram definidas. O governo federal informou que enviará ao Congresso, até o fim de 2026, a proposta de regulamentação com os percentuais de cobrança.
O imposto será cobrado além da CBS e do IBS, criados pela reforma tributária, e substituirá o IPI para a maior parte dos produtos.
Governo cita impacto na saúde pública
Segundo o Ministério da Fazenda, o imposto tem caráter regulatório e busca reduzir o consumo de produtos que geram custos ao sistema público de saúde.
Dados citados pelo governo apontam que:
O consumo de álcool gerou custo estimado de R$ 18,8 bilhões em 2019;
Doenças relacionadas ao tabagismo representam cerca de R$ 153,5 bilhões por ano;
O tratamento de doenças associadas a bebidas açucaradas custa quase R$ 3 bilhões anuais ao SUS.
Setores demonstram preocupação
Representantes das indústrias de bebidas, cigarros e refrigerantes afirmam que a carga tributária já é elevada e alertam para possíveis impactos sobre preços, empregos e competitividade.
Entidades do setor também argumentam que aumentos excessivos de impostos podem estimular o mercado ilegal e o contrabando, especialmente nos segmentos de cigarros e bebidas alcoólicas.
As associações defendem que as futuras alíquotas sejam definidas de forma equilibrada durante a tramitação da regulamentação no Congresso Nacional.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou neste sábado (6), pela primeira vez, um plano emergencial para reduzir a geração de energia no país. A medida preventiva busca evitar desequilíbrios no sistema elétrico diante da previsão de baixa demanda neste domingo (7).
Além de determinar a redução da geração das usinas sob seu controle, o ONS colocou em prática o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, distribuidoras também foram orientadas a reduzir a produção de pequenas usinas em suas áreas de concessão.
O plano foi criado para enfrentar situações de excesso de oferta de energia, especialmente em fins de semana, feriados e períodos de baixo consumo, quando a geração pode superar a demanda.
A necessidade da medida está ligada ao crescimento da geração distribuída, principalmente por meio de painéis solares. Em dias de consumo reduzido, a produção pode exceder a necessidade do sistema, exigindo cortes para evitar riscos de instabilidade e apagões.
Segundo o ONS, o sistema seguirá sendo monitorado em tempo real para garantir a segurança e a eficiência do fornecimento de energia.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil e EFE/EPA/JEENAH MOON / POOL
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, voltou a ser criticado internacionalmente após declarações do conselheiro político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller.
Em mensagem publicada nas redes sociais, Miller afirmou: “Moraes ficará ótimo com uma tornozeleira eletrônica e em prisão domiciliar”, comentário que rapidamente ganhou repercussão.
A fala veio acompanhada de uma publicação com imagem gerada por Inteligência Artificial (IA), onde o magistrado aparece triste e usando uma tornozeleira.
“Uh-oh, @STF_oficial @Alexandre de Moraes! As paredes estão se fechando!!! Talvez não tenha sido uma ideia tão boa banir o Trump Media e o Rumble no Brasil???”, diz Miller em um trecho da postagem, em referência a decisões judiciais brasileiras envolvendo plataformas digitais.
As declarações de Miller ocorrem após ele divulgar que a Justiça Federal da Flórida autorizou o prosseguimento de uma ação movida pelo Trump Media e pelo Rumble contra Moraes.
As empresas alegam decisões do ministro brasileiro que teriam impactado suas operações e levantam acusações de censura e de “coerção extraterritorial”.
Segundo o contexto, a Justiça americana permitiu que a citação ao ministro fosse feita por e-mail.
Caso não haja resposta dentro do prazo estabelecido, as empresas poderão solicitar uma decisão à revelia — o que, na prática, significa avançar sem a manifestação da parte citada.
Bem facinho isso…kkkk
Tenha cuidado…as coisas podem se inverter…tem eleição em Novembro nos EUA e Trump não anda bem das pernas com os eleitores americanos.
Bozolóides, rezem bastante para o pneu, chamem os ETs e não esqueçam de tomar o detergente 3x ao dia.
Muuuuuuuuuuuuummmm…
Na manhã desta segunda-feira (25), o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Norte – CREMERN fez uma coletiva para apresentar para imprensa uma resolução criada para a valorização e defesa da dignidade médica potiguar. O CREMERN aprovou a Resolução CREMERN nº 11/2026, que estabelece um cerco rigoroso contra empresas médicas (hospitais, clínicas, cooperativas ou intermediadoras de serviços) que atrasarem de forma injustificada o pagamento de salários, honorários ou plantões aos profissionais da medicina. As sanções preveem desde a suspensão temporária das atividades até o cancelamento definitivo do registro da pessoa jurídica no Conselho.
A resolução, aprovada em sessão plenária, determina que o atraso por período superior a 5 dias, a contar do vencimento do contrato, já sujeita a instituição à abertura de processo administrativo. De acordo com o texto, a alegação de “falta de repasse de verbas por parte da gestão pública” não será aceita como justificativa legal para o calote ou atraso, acabando com uma prática comum de transferência do risco financeiro para o trabalhador. “A Resolução CREMERN N° 11/2026 permite uma nova era de responsabilidade ética e administrativa para empresas médicas no Rio Grande do Norte. Esta resolução transforma o atraso da remuneração injustificada contra médicos em um problema não apenas contratual, mas ético-administratvo perante o Conselho Regional de Medicina”, declara a presidente do CREMERN, Dra. Giana da Escóssia Melo.
Para o conselheiro federal e relator da medida, Dr. Jeancarlo Fernandes Cavalcante, a resolução atende a um clamor antigo da categoria. “A finalidade é reforçar a regularidade do exercício da atividade médica por pessoas jurídicas, assegurando as normas éticas. Buscamos resguardar a dignidade do exercício profissional médico, coibindo o inadimplemento remuneratório e garantindo maior segurança aos profissionais e à assistência prestada à população”, destaca o relator em sua exposição de motivos.
A inadimplência será apurada mediante denúncia protocolada pelo médico prejudicado junto ao Departamento de Processo Ético Profissional do CREMERN, munido de provas mínimas do serviço prestado.
A resolução também cria um escudo protetor contra retaliações: caso um médico seja retirado de escalas ou desligado de forma imotivada após denunciar atrasos ou condições inadequadas de trabalho, a empresa e o seu Diretor Técnico responderão ético-profissionalmente por infração grave ao Código de Ética Médica.
Como funcionará a punição e o rito de julgamento:
Trâmite célere: Recebida a denúncia, a empresa terá 15 dias para apresentar defesa prévia. Um conselheiro relator será nomeado para expor os fatos e o caso será julgado em Sessão Plenária, garantindo o direito à ampla defesa (com 10 minutos de sustentação oral para cada parte).
Penas Aplicáveis: As sanções administrativas do CREMERN são gradativas e severas: Suspensão do registro da inscrição por 180 dias; Suspensão do registro da inscrição por 1 ano e cancelamento definitivo do registro de inscrição.
Recuperação difícil: Se a empresa for punida com a suspensão, o registro é reativado após a quitação integral da dívida. Porém, se a plenária aplicar a pena de cancelamento definitivo, pagar a dívida não devolverá o registro anterior; a empresa terá que passar por todo o processo burocrático de uma nova inscrição do zero (taxas, vistorias e novas exigências).
Para evitar que os pacientes fiquem desassistidos por causa da irresponsabilidade financeira de gestores, a resolução determina que, em caso de suspensão ou cancelamento do registro da empresa inadimplente, o gestor público ou privado contratante terá o prazo improrrogável de quize dias para efetuar a troca da empresa responsável pela gestão do serviço de saúde.
A Resolução CREMERN nº 11/2026 foi assinada pela presidente do Conselho, Giana da Escóssia Melo, e pela secretária-geral, Elvira Maria Mafaldo Soares, entrando em vigor em sua publicação no último dia 15 de maio.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmou que as agências de todo o país terão um esquema de funcionamento alterado nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.
A medida, que atinge em cheio os potiguares que dependem do atendimento presencial, foi justificada para garantir a segurança das operações e o transporte de valores durante as partidas do Mundial.
O principal ponto de atenção para o consumidor é o fechamento antecipado das agências, que vai acontecer exatamente duas horas antes do apito inicial de cada jogo do Brasil, segundo informações do Novo Notícias.
Para quem costuma deixar o pagamento de contas ou saques para a última hora, a orientação da oposição e de entidades de defesa do consumidor é o planejamento para evitar “surpresas desagradáveis” nas portas dos bancos.
Por outro lado, o sistema Pix e os aplicativos de internet banking não vão sofrer nenhuma interrupção, operando normalmente 24 horas por dia.
🕒 Horário de Funcionamento dos Bancos nos Dias de Jogo do Brasil
Horário da Partida
Horário de Abertura das Agências
Horário de Fechamento Presencial
Jogos às 14h
Horário habitual de cada agência
Encerramento às 12h
Jogos às 16h
Horário habitual de cada agência
Encerramento às 14h
Jogos às 17h
Horário habitual de cada agência
Encerramento às 15h
Atenção: As agências e postos localizados dentro de shoppings, aeroportos ou rodoviárias seguirão cronogramas próprios definidos por cada estabelecimento, sendo necessário consultar os avisos fixados nas próprias unidades.
O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta 2ª feira (8.jun.2026) que o Brasil precisa adotar uma política mais rígida de combate ao crime, inspirada em medidas implementadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele (Nuevas Ideas, direita). A declaração foi dada durante o evento Brasil de Ideias Mulher – Especial Eleições, promovido pelo Grupo Voto, noticiou o Poder 360.
“Então a gente tem obrigação de tratar esses marginais violentos com uma legislação mais dura, sim. Esse foi um ponto… foi o que eu vi em El Salvador. Foi a razão pela qual eu fui até o governo dos Estados Unidos pedir que PCC e Comando Vermelho fossem classificados como terroristas”, afirmou Flávio Bolsonaro.
O chamado “modelo Bukele” é apontado por seus defensores como uma estratégia rigorosa de combate ao crime organizado, baseada na forte redução dos índices de violência em El Salvador. Seus críticos, por outro lado, afirmam que esses resultados foram alcançados à custa do enfraquecimento do Estado de Direito e das garantias individuais.
Desde a eleição de Nayib Bukele, em 2019, o número de homicídios caiu 97%, segundo dados oficiais, passando de 3.346 casos no ano anterior à sua posse para 114 em 2024.
Um dos símbolos da política salvadorenha é o Cecot (Centro de Confinamento do Terrorismo), inaugurado em 2023 e apresentado pelo governo como a maior prisão de segurança máxima das Américas, que ganhou projeção internacional pelas imagens de detentos divulgadas nas redes sociais.
Ao defender penas mais duras, Flávio disse que não tem que “ter pena”, por exemplo, de quem rouba celulares. Ele argumentou que criminosos avaliam as chances de punição antes de cometer delitos e que o endurecimento das leis poderia reduzir a criminalidade.
“Então acho que isso tem uma função educacional num primeiro momento, porque veem que a certeza da impunidade vai chegar ao fim. Qual é a conta que eles fazem? ‘Se eu roubar o celular aqui, qual o risco de eu ser preso? Nenhum. Se eu for preso, o que acontece comigo? Vou para audiência de custódia e sou liberado. Vou roubar’. Mas para isso a gente precisa de construir, sim, mais presídios”, disse o senador.
A Operação Infiltrados, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo nesta terça-feira (9/6), resultou na prisão do investigador da Polícia Civil Maurício Aparecido de Oliveira, de um ex-estagiário do próprio MP, Gabriel Lira de Jesus (foto em destaque), e de um policial civil aposentado suspeitos de integrar um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
As investigações apontam que o grupo atuava em duas frentes distintas. Enquanto uma linha apura o possível repasse de informações estratégicas relacionadas a um plano para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Gaeco de Campinas, outra mira um esquema de extorsão que teria utilizado informações sigilosas obtidas dentro do próprio Ministério Público.
Segundo os investigadores, o então estagiário teria se aproveitado do acesso a sistemas internos para identificar criminosos ligados à facção com elevado poder financeiro. A partir dessas consultas, ele passou a ser suspeito de participar de cobranças em troca de suposta proteção e da promessa de evitar o avanço de investigações.
A apuração indica que os dados utilizados nas abordagens eram obtidos em bancos de informações restritos e posteriormente compartilhados com outros integrantes do grupo.
O policial civil aposentado preso na operação também é apontado como integrante do esquema. As investigações indicam que ele teria auxiliado na obtenção de informações e no contato com possíveis vítimas das extorsões.
Já Maurício Aparecido de Oliveira, que ocupava cargo de chefia na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas, é investigado por suposta ligação com pessoas envolvidas no plano para matar o promotor do Gaeco. O Ministério Público apura se informações sensíveis sobre a atuação do integrante do Gaeco foram compartilhadas com integrantes da organização criminosa.
A publicidade genérica está morrendo. O consumidor de 2026 espera que a marca fale com ele, não com todo mundo ao mesmo tempo. Mas personalizar comunicação para milhares — ou milhões — de pessoas exige algo que nenhum time humano consegue sozinho: escala com precisão.
É exatamente aí que a inteligência artificial muda o jogo. Na Ratts Ratis, usamos IA para criar variações personalizadas de campanhas que se adaptam ao perfil de cada segmento de público. Mesmo anúncio, mas com headline, imagem e chamada diferentes dependendo de quem está vendo.
O processo funciona em três etapas. Primeiro, a IA analisa o público e cria clusters comportamentais — grupos de pessoas com padrões de consumo, linguagem e motivação semelhantes. Segundo, para cada cluster, geramos variações criativas que dialogam com aquele perfil específico. Terceiro, a entrega é automatizada: cada pessoa recebe a versão da mensagem que tem maior probabilidade de gerar resposta.
Isso vai muito além de trocar o primeiro nome no e-mail. Estamos falando de adaptar o argumento de venda, o apelo emocional e até o formato visual da peça para maximizar relevância.
Um exemplo prático: para um cliente do segmento imobiliário, criamos três versões de uma campanha de lançamento. Uma focada em investimento, outra em qualidade de vida e outra em localização privilegiada. Cada versão foi direcionada ao cluster correspondente. O resultado foi um aumento de 35% no engajamento comparado à campanha unificada anterior.
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O sindicato que representa servidores do Banco Central contratou por R$ 300 mil a atriz Luana Piovani para gravar um vídeo contrário à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que dá autonomia financeira e administrativa à instituição.
O pagamento foi autorizado pela direção do conselho regional do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) no Distrito Federal. Após mostrar o envolvimento da artista no assunto, a Folha teve acesso à ata da reunião em que a contratação foi aprovada.
O encontro foi realizado virtualmente no início da tarde de 9 de junho, mesmo dia em que Piovani publicou o vídeo em sua conta no Instagram. A atriz utilizou a hashtag #publi, indicando o conteúdo pago, e marcou os perfis do Sinal Nacional e da regional DF do sindicato.
Segundo a ata, a presidente do Sinal-DF, Edna Velho, que também é diretora de relações externas da executiva nacional do sindicato, iniciou a reunião destacando a importância de uma “atuação mais incisiva” da entidade nas redes sociais para falar sobre “os riscos da PEC”, sobretudo diante da perspectiva de avanço do texto no Senado.
“Nesse contexto, foi sugerida a contratação da atriz e influenciadora Luana Piovani para participar de campanha de comunicação voltada à crítica da PEC, considerando sua atuação pública em manifestações relacionadas a temas de interesse social e a propostas consideradas prejudiciais à população”, diz o texto.
Na ata, fica claro que, antes da reunião, a dirigente já havia conversado com a atriz sobre a possibilidade de contratação do trabalho e valores de remuneração.
“A presidente informou sobre a conversa com a profissional e seu alinhamento à posição defendida pelo sindicato, além do valor cobrado pela gravação de um vídeo e postagem no perfil oficial da atriz, esclarecendo que o pagamento somente seria realizado após deliberação deste conselho e apenas em caso de aprovação da proposta”, afirma o documento.
“A proposta da contratação foi colocada em votação com valor de até R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) pela campanha em questão”, acrescenta. Segundo a ata, a contratação e o limite financeiro foram aprovados com cinco votos favoráveis e uma abstenção.
Piovani foi procurada pela Folha na tarde desta quarta-feira (24), por meio de mensagens diretas e por meio de sua equipe no Instagram, mas não houve resposta até a publicação deste texto. Na semana passada, quando procurada para outra reportagem sobre o tema, ela informou que não daria entrevista.
Também na semana passada, o Sinal havia negado pagamento à atriz. Procurada novamente nesta quarta, a entidade não respondeu aos questionamentos.
A Folha teve acesso às atas de outras reuniões que também aprovaram valores para outras campanhas contrárias à PEC. Em 19 de fevereiro, o sindicato autorizou a contratação de um escritório de advocacia para elaborar uma nota técnica com foco nos pontos mais sensíveis para a categoria, pelo valor de R$ 250 mil.
Em 29 de maio, a direção da entidade aprovou a destinação de mais R$ 250 mil para ampliar a campanha contra a PEC, após avaliação de que “a campanha já veiculada em diferentes mídias teve excelente receptividade, alcançando resultados positivos em termos de visibilidade e engajamento”.
A PEC da autonomia financeira do BC foi aprovada em 10 de junho na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e aguarda votação em plenário. Além de opor BC e Ministério da Fazenda, que defende proposta alternativa, a mudança abriu um racha entre os servidores da própria instituição.
No vídeo gravado para as redes, Luana Piovani aparece sentada com uma cristaleira ao fundo e em frente a uma mesa onde se vê um caderno aberto. Ela afirma que está naquele lugar porque é para onde vai quando precisa “ter aquele papo reto”.
A atriz diz então que vai falar sobre um assunto que ela mesma tem dificuldade de entender. “Por isso fiz umas anotações, inclusive tive que dar uma estudada e pedir ajuda aos universitários para poder estar aqui conversando com vocês”, diz.
“No Brasil resolveram criar a roda, estão querendo inovar, gente. Querem colocar o Banco Central independente do governo e sujeito a sofrer influências externas. Gente, isso não tem cheiro de perigo? Me parece um risco gigantesco”, afirma.
A PEC foi apresentada durante a gestão de Roberto Campos Neto e, na primeira versão, havia uma mudança de personalidade jurídica do BC, que deixaria de ser uma autarquia pública para se tornar empresa pública de direito privado.
Os servidores passariam a ser regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e aqueles que não estivessem de acordo migrariam para uma carreira semelhante no funcionalismo público.
Após mudanças, a versão aprovada na comissão do Senado muda o regime jurídico do BC para “entidade pública de natureza especial”, sem alteração no regime trabalhista dos servidores, cuja remuneração segue sujeita ao teto do funcionalismo público federal (hoje em R$ 46.366,19).
O presidente do Sinal, Epitácio Ribeiro, disse na semana passada que até apoia a autonomia em si, mas não na forma prevista na PEC. Segundo ele, a mudança no regime jurídico da autarquia em uma espécie de “autoridade do sistema financeiro”, com funcionamento a ser regulado em lei complementar, deixa em aberto questões como a criação e extinção de carreiras pela própria diretoria do banco.
No entanto, a entidade promoveu em 2024 uma assembleia geral entre todos os servidores, e 74% dos cerca de 4.500 participantes rejeitaram a proposta. Até hoje, a entidade afirma que esse é o posicionamento aprovado pela categoria.
Do outro lado, Thiago Cavalcanti, presidente da ANBCB (Associação Nacional dos Auditores e Procuradores do Banco Central), diz que o texto atual protege as carreiras (que só poderiam ser criadas pelo Legislativo) e dá ao BC autonomia orçamentária, financeira e administrativa.
Além disso, a associação afirma que parte significativa dos votos contrários em 2024 foi dada para pressionar por um texto melhor, e desde então não houve nova consulta aos servidores para capturar a mudança de opinião de membros da carreira. Hoje, segundo pessoas favoráveis à PEC, sondagens não oficiais indicam apoio majoritário à proposta.
Grupo contrário à PEC
Dizem que BC pode deixar de ser autarquia federal; também afirmam que a diretoria poderá criar ou extinguir carreiras
Eles afirmam que versões mais iniciais do texto permitiam emprego de profissionais como celetistas, e não estatutários; os servidores seriam enquadrados em carreiras “congêneres”
Entre as críticas à PEC, servidores afirmam que proposta abriria portas para “captura regulatória”, ou seja, que os bancos e outras empresas regulados pela entidade teriam mais poder para influenciar o BC
Grupo favorável
Dizem que versão mais recente do texto eliminou pontos como contratação por regime CLT e as “carreiras congêneres”
Afirmam que PEC dá ao BC autonomia orçamentária, financeira e administrativa
Defendem que medida tem potencial para aproximar as remunerações do BC à da Receita Federal
Investigado pelo Carf, Gabriel Campelo é sócio de Kevin Marques, filho de ministro do STF Kassio Nunes Marques – Foto: Reprodução/CRCP
O contador Gabriel Campelo de Carvalho, conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o Carf, votou a favor da JBS em julgamento do órgão após uma empresa de consultoria de seu pai receber 11 milhões de reais da empresa dos irmãos Batista. Gabriel Campelo entrou no Carf em agosto do ano passado. Em julho, segundo o Conselho de Controle das Atividades Financeiras, o Coaf, a JBS havia depositado a última de 12 parcelas na conta da Consult Inteligência Tributária, empresa de Francisco Craveiro de Carvalho Júnior, pai de Gabriel. O voto dele favorável à JBS ocorreu quatro meses depois.
Ligado ao Ministério da Fazenda, o Carf é um tribunal que julga disputas tributárias entre grandes contribuintes e a Receita Federal. Examina questões de milhões e até bilhões de reais. De acordo com suas regras, conselheiros devem se declarar impedidos de atuar em processos nos quais tenham interesse econômico-financeiro, incluindo situações em que tenham prestado serviços como consultores.
Gabriel Campelo é pouco conhecido em Brasília. Mais conhecido é seu sócio, Kevin Nunes Marques, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal Kássio Nunes. Kevin virou notícia em março, quando o Estadão revelou que ele recebeu 281 mil reais de uma empresa de consultoria piauiense que, por sua vez, recebeu 18 milhões de reais da JBS e do Banco Master. A empresa de consultoria é a Consult Inteligência Tributária, registrada formalmente em nome do pai de Gabriel, que passou a concentrar a quase totalidade das cotas e a administração da empresa na nona alteração contratual, feita em 6 de março deste ano, mantendo como sócio minoritário Antonio Ronaldo Madeira de Carvalho.
Desde 2024, Gabriel e Kevin Nunes Marques são sócios no Instituto de Pesquisa e Gestão Tributária (IPGT): Kevin é sócio majoritário, com 70%; Gabriel detém os 30% restantes. Como mostrou o Estadão, até algumas semanas atrás a empresa funcionava no mesmo endereço da Consult, em Barueri, na Grande São Paulo. Também usou o mesmo e-mail do Google em registros da Receita Federal. O contador do IPGT é o próprio Francisco Craveiro, pai do conselheiro e responsável pela consultoria que concentrou os pagamentos da JBS e do Master.
Gabriel Campelo chegou ao Carf por indicação da Confederação Nacional do Transporte. Seu nome passou por uma lista tríplice, foi analisado pelo comitê e formalizado por portaria do Ministério da Fazenda. Hoje, ele integra a Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção do órgão. É, portanto, um dos responsáveis por julgar as disputas bilionárias entre contribuintes e a Receita Federal.
Segundo o relatório do Coaf que informa os pagamentos, eles ocorreram entre 1º de agosto de 2024 e 31 de julho de 2025. Foram, de acordo com o Coaf, doze transferências via Pix, totalizando cerca de 11 milhões de reais, da JBS para a Consult. Os pagamentos terminaram, portanto, um mês antes dele assumir sua cadeira no Carf. A Consult declarou faturamento de apenas 25,5 mil reais entre agosto de 2024 e julho de 2025.
Três meses depois, em novembro, Gabriel participou de um julgamento no Carf em que a JBS tentava compensar créditos tributários de 1,1 milhão de reais que já haviam sido utilizados. O colegiado entendeu que o direito estava precluso, ou seja, que a empresa havia perdido o prazo para contestar a questão. Gabriel não se declarou impedido e votou a favor da JBS. Terminou vencido, junto com outro conselheiro, na decisão final do colegiado, que manteve o entendimento da Receita Federal.
Procurado pelo Bastidor na segunda-feira (6), Gabriel negou irregularidades. “A minha atuação como conselheiro não tem qualquer vinculação com interesses privados. O exercício da função segue rigorosamente critérios técnicos e pautados por padrões éticos, no que diz respeito a imparcialidade, integridade, moralidade e decoro”, afirmou, por mensagens de WhatsApp.
Gabriel afirmou que o IPGT, no qual é sócio de Kevin Nunes Marques, ainda está em fase de concepção, sem atividades operacionais ou movimentação financeira. “Não há qualquer relação operacional, contratual ou financeira entre o IPGT e a Consult Inteligência Tributária e nenhuma das empresas citadas (no caso, a JBS e o Banco Master)”, disse.
Fora de Brasília, Gabriel atua como representante do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais do Estado do Piauí. Foi eleito em outubro do ano passado para um mandato de dois anos. Além do IPGT, Campelo também é sócio de outras empresas, entre elas, uma administradora de imóveis e uma empresa de contabilidade e consultoria.
Após ser procurado pelo Bastidor na quinta-feira (2), o Ministério da Fazenda afirmou que o Carf abriu processo administrativo para apurar o caso – procedimento que, ressalta a pasta, pode resultar na perda de mandato do sócio do filho de Kassio. “Gabriel Campelo de Carvalho já foi cientificado do processo para que possa exercer seu direito à ampla defesa e ao contraditório”, disse, em nota, a pasta, no dia 6. (Leia a íntegra da nota abaixo.)
Questionada pela reportagem na terça-feira (7), a JBS afirmou que o pagamento realizado para a Consult Inteligência Tributária “refere-se exclusivamente a serviços de consultoria e auditoria fiscal”. Disse ainda que os serviços “foram efetivamente prestados e documentados”. A empresa disse não ter nenhuma relação com a pessoa indicada (Gabriel Campelo). Acrescentou a JBS: “Dessa forma, é leviana e infundada qualquer tentativa de associação, além de irresponsável insinuar relação entre os serviços técnicos contábeis regularmente contratados e um processo administrativo sem qualquer conexão”.
Leia abaixo o posicionamento do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais):
Há uma rígida análise sobre o currículo e os antecedentes de todos os candidatos a conselheiro do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). As confederações, as centrais sindicais e a Receita Federal encaminham listas tríplices que são submetidas ao Comitê de Seleção de Contribuintes (CSC), responsável por analisar os currículos, verificar o cumprimento dos requisitos e enviar tais listas para a Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda.
Para garantir imparcialidade, após assumir o cargo, tais conselheiros precisam se declarar impedidos nos processos em que tenham interesse econômico-financeiro, o que inclui o fato de terem atuado como advogados ou consultores, por exemplo.
No caso de Gabriel Campelo de Carvalho, que integra atualmente a turma 1102 do Carf, foi identificado processo fiscal julgado no Carf em que o conselheiro participou do julgamento que, segundo reportagem, seria de uma empresa para a qual ele já teria atuado como consultor, por intermédio de outra empresa da qual era sócio.
Logo que tomou conhecimento do caso, o Carf instaurou um processo administrativo que pode culminar com a perda do mandato do conselheiro. Gabriel Campelo de Carvalho já foi cientificado do processo para que possa exercer seu direito à ampla defesa e ao contraditório.
Veja abaixo a nota da JBS:
A JBS tem atividades produtivas e comerciais em mais de 200 municípios, em 19 estados brasileiros, e, como qualquer grande companhia que opera no ambiente tributário complexo do país, contrata consultorias especializadas para suporte técnico — entre elas, a Consult Inteligência Tributária. O pagamento realizado para esta empresa refere-se exclusivamente a serviços de consultoria e auditoria fiscal. Foram efetivamente prestados e documentados.
A JBS não tem nenhuma relação com a pessoa indicada. Dessa forma, é leviana e infundada qualquer tentativa de associação, além de irresponsável insinuar relação entre os serviços técnicos contábeis regularmente contratados e um processo administra*vo sem qualquer conexão.
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