Veja Nota abaixo:
SEBRAE TERROIR, UM NOVO CONCEITO
A 55ª Festa do Boi, que acontece anualmente e de forma ininterrupta, conta com a participação do SEBRAE/RN há 22 anos, sempre obtendo sucesso de público e de crítica. Em 2017, além de ações tradicionais (como palestras, capacitações e exposição de produtos de pequenas empresas), decidimos inovar e incluir um novo conceito, em espaço específico para produtos Terroir. Palavra francesa, usada inicialmente para vinhos, hoje é estendida a produtos que guardam singularidades e características próprias de determinada região, sejam fatores climáticos ou humanos.
Hoje, surpresos e até incrédulos, nos deparamos com a publicação de uma Nota de Esclarecimento” assinada por cinco empresas produtoras de cachaça e clientes do SEBRAE, que se insurgem contra o Espaço Terroir. A referida nota é encimada pelo título: “Produtores de Cachaça do RN emitem nota de repúdio contra o Sebrae”. Dizendo-se indignados com a postura do Sebrae, os signatários fazem pesadas acusações, que ora são rebatidas, uma a uma. Que fique apenas a verdade: 1 –
Acusação de falta de critérios na escolha das empresas que estarão presentes no Espaço Terroir. R – Em 02 de julho de 2015 o SEBRAE Nacional enviou a todo o Sistema SEBRAE, critérios para seleção de empresas que pretendiam participar, como expositores, da SIRHA – Encontro Internacional de Gastronomia e Hotelaria. Na mensagem foi enfatizado que, além dos requisitos legais, as candidatas precisariam possuir certificações, indicações geográficas, selos de qualidade, premiações, destaque em inovação do produto e de embalagens etc. A partir dessa data o RN tem adotado esses critérios, pedidos pelo mercado para o reconhecimento de um produto Terroir. Portanto, a escolha das duas empresas produtoras de cachaça que estarão no Espaço Terroir foi feita pelo mercado, não por particular escolha do SEBRAE/RN. 2 – Acusação de o Espaço Terroir ter sido organizado para grupos seletos … de maior poder aquisitivo. R – Essa acusação se desfaz na explicação acima. Critérios foram seguidos, sem obediência a fatores econômicos. O próprio conceito de produto Terroir, quando bem entendido, classifica-o como diferenciado, não necessariamente caro ou sofisticado. 3 – Alegação de que “os demais produtores seriam confinados em um espaço comum e coletivo, de reduzida afluência de pessoas”. R – Cada empresa produtora de cachaça Terroir terá 1,08 m2 para exposição de seus produtos, enquanto foi oferecida a cada empresa signatária da nota uma área com 5,33 m2.
Esta alegação, derrubada facilmente pelos números, coloca sérias dúvidas sobre a afirmativa da reduzida afluência de pessoas. Visitas e pesquisas durante a realização do evento podem comprovar a verdade. Na reposição da verdade é preciso ainda levantar pontos obscuros, “esquecidos” na nota das cinco empresas:
1 – O SEBRAE/RN ofereceu aos signatários um espaço amplo e privilegiado, na Festa do Boi 2017, semelhante àquele disponibilizado em anos anteriores, de forma gratuita, totalmente montado e equipado com cadeiras, mesas e armários, possibilitando contatos, demonstrações e realização de negócios. Também lhes foi assegurado que todas as visitas guiadas que passassem pelo Espaço Terroir também visitariam sua área.
2 – Os signatários já foram beneficiários de ações do SEBRAE, seja em capacitações, participação em eventos de mercado ou consultorias tecnológicas, algumas de forma gratuita, outras com subsídios de 70% do custo.
3 – É inusitada a alegação de prejuízo das empresas na produção e seleção dos melhores produtos para satisfação do público consumidor. Não será este o objetivo de toda e qualquer empresa que se preze? Os signatários pensam diferente? Por último, mas certamente não menos importante, lamentamos e rejeitamos fortemente a injusta pecha de “discriminação abjeta, acriteriosa e subjetiva”. Isso não procede, conforme explicado. Esta instituição, ao longo dos seus 44 anos, construiu uma história de luta em prol das micro e pequenas empresas potiguares, que a respeitam e lhe dão valor. Assim, vai continuar a defender aquelas que o quiserem, sem privilégios ou concessões. Principalmente aos que pretendam um espaço ao qual não fizeram jus.
Natal, 06 de outubro de 2017 Diretoria Executiva do SEBRAE/RN

Vai dar tudo certo minhas crianças. 🙂
Se é para vender cachaça para os papudinhos dos morre em pé tudo bem, mas se for querer realmente fazer como as boas cachaças do Rio de janeiro, Minas Gerais e outras tantas que se destacam no mercado Nacional e Internacional, tem que procurar saber mais sobre o que o mundo lá fora esta fazendo. Como sei que nossas cachaças possuem uma ótima qualidade, só falta para esses empresários abrirem a cabeça para o mercado de alto valor agregado, senão vão competir com Pitú e 51.