O sindicato dos médicos bate o pé e diz que não aceitará o ponto eletrônico. A secretaria estadual de Saúde, por outro lado, garante que vai apertar as rédeas. “Até novembro nós já teremos instalado o ponto eletrônico em todas as unidades e aqueles que não tenham se cadastrado ou se recusem a bater o ponto sofrerão as punições administrativas”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Isaú Gerino.
A implantação do ponto eletrônico nas unidades de saúde, medida adotada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), não está sendo encarada como uma solução que venha para resolver o problema do descumprimento da carga horária. O ponto está sendo implantado devido a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que exigia a cobertura do ponto nas unidades em Natal.
O secretário explicou que se trata de uma medida administrativa com respaldo do Ministério Público e Tribunal de Contas para que se identifique as falhas que existem dentro do sistema de saúde. Vai ser possível saber quem está realmente indo ao trabalho. “Essa é uma resposta que a categoria tem que dar para a população”, comentou.
Atualmente, o ponto eletrônico já é utilizado nas unidades médicas privadas. No âmbito dos hospitais públicos, outras categorias, como enfermeiros, assistentes sociais e técnicos em enfermagem já são obrigados a bater o ponto. De acordo com o secretário, Isaú Gerino, não se não se trata de uma perseguição aos médicos, mas o tratamento não pode ser desigual.
A secretaria está realizando o cadastramento dos médicos para a instalação dos pontos eletrônicos, mas muitos estão se recusando a aderir ao sistema.
O Sindicato dos Médicos (Sinmed) já manifestou em seu site a orientação aos médicos que, como estão em greve, não há nenhum sentido em se cadastrar ou assinar ponto eletrônico. A greve é um estado de exceção, onde as relações trabalhistas ganham outro nível.
Resta saber se realmente a Secretária de Saúde vai esticar a corda ou vai ceder ao Sindicato dos Médicos.

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