A Secretaria de Comunicação da Presidência divulgou uma nota nesta sexta-feira (11) na qual informou que o secretário de Cultura do governo federal, Mário Frias, foi levado a um hospital de Brasília com “princípio de infarto”. Ainda segundo a Secom, Frias foi submetido a um cateterismo.
“Informamos que o secretário de Cultura, Mário Frias, deu entrada no hospital Santa Luzia, em Brasília, na tarde desta sexta-feira (11), com princípio de infarto. Neste momento, o secretário passa por procedimento de cateterismo”, informou a secretaria, em nota divulgada às 16h18.
A secretaria não havia divulgado uma atualização do procedimento até a última atualização desta reportagem nem detalhado o estado de saúde do secretário.
Mario Frias foi nomeado secretário de Cultura em 19 de junho. O ator sucedeu no cargo a também atriz Regina Duarte, que permaneceu à frente da secretaria por menos de dois meses.
Íntegra Leia a íntegra da nota:
Informamos que o secretário de Cultura, Mário Frias, deu entrada no hospital Santa Luzia, em Brasília, na tarde desta sexta-feira (11), com princípio de infarto. Neste momento, o secretário passa por procedimento de cateterismo.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) reagiu nesta sexta-feira (8) após ser alvo da Polícia Federal na 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Em publicação nas redes sociais, classificou a ação como uma “tentativa de manchar a minha honra pessoal” e afirmou que “todo ano político é a mesma coisa”, sugerindo motivação política no caso.
Em sua manifestação, o presidente nacional do Progressistas (PP) relembrou a Operação Lava Jato, em 2018, quando foi alvo de mandados em Teresina (PI). Para ele, o episódio foi uma “perseguição política” e houve um “efeito contrário” em sua trajetória eleitoral. “Vencemos aquela eleição”.
A PF apura suspeitas de que Nogueira teria atuado em favor do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em troca de “vantagens econômicas indevidas”, conforme decisão judicial que autorizou a operação.
Em entrevista recente à Jovem Pan, ele disse que sua relação com Vorcaro era “a mesma que qualquer político em Brasília tem com banqueiros”.
O presidente Lula (PT) deve usar o ato no Palácio do Planalto, na segunda-feira (11), em homenagem às vítimas da Covid-19, como oportunidade para fazer críticas à condução da pandemia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são da coluna Milena Teixeira, do Metrópoles.
A cerimônia, em Brasília, também marca a sanção do projeto que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, proposta aprovada pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente.
Segundo a expectativa de integrantes do governo, o discurso de Lula deve fazer referências ao período da pandemia no Brasil, quando o país registrou mais de 700 mil mortes em decorrência da Covid-19.
Nesse contexto, aliados avaliam que o presidente pode direcionar críticas à forma como a crise sanitária foi conduzida durante a gestão do ex-presidente, tema que ainda gera forte repercussão política.
A iniciativa também ocorre em um momento em que a pandemia volta a ganhar espaço no debate público, especialmente no ambiente político e na pré-campanha para as eleições de 2026.
Embora o evento tenha caráter oficial e de homenagem, a avaliação nos bastidores é de que ele deve unir memória das vítimas e leitura política sobre a condução da crise sanitária no país.
Até o próximo dia 16 de maio o Colégio Porto vai se transformar em um ambiente que reúne competições esportivas, convivência e desenvolvimento pessoal com a edição 2026 dos Jogos Internos (JIP’s).
Durante o período dos jogos, a escola se transforma em um verdadeiro palco de integração, com o objetivo de estimular hábitos saudáveis e fortalecer competências como trabalho em equipe, disciplina, liderança e respeito às regras.
Neste ano, as competições contemplam as modalidades como vôlei, futsal, basquete, handebol e tênis de mesa. De acordo com o coordenador de esportes do colégio, Gustavo Silva, a proposta dos jogos vai além da competição tradicional.
Foto: Divulgação
“Os jogos tiveram início na quinta-feira (7) e seguem até o dia 16, com a intenção de fazer com que os alunos vivenciem os esportes que a escola oferece e interajam com estudantes de outras turmas. É muito mais um momento de integração e descontração do que uma competição em si”, destaca.
O professor também reforça o caráter inclusivo da programação, que respeita diferentes níveis de habilidade entre os estudantes. “Temos alunos que já fazem parte das equipes da escola e participam de competições externas, mas durante os jogos internos a ideia não é criar um ambiente de rivalidade. Eles jogam entre si, mas em um contexto mais recreativo, favorecendo a convivência”, explica.
A participação nas modalidades é flexível, permitindo que cada aluno escolha como deseja se envolver. “Na hora da inscrição, o estudante pode optar por participar de todas as modalidades ou apenas daquelas com as quais mais se identifica. É uma escolha livre, pensada justamente para incentivar o engajamento”, completa.
Foto: Divulgação
Segundo a equipe organizadora dos JIP’s 2026, os jogos reforçam um objetivo da escola de fortalecer o espírito de comunidade. “Mais do que participar das disputas, o colégio reforça o convite para que todos os estudantes estejam presentes, inclusive como torcida. A presença de cada estudante, tendo escolhido ou não participar das competições, é fundamental”, explica Kennia Ísis, coordenadora pedagógica do Colégio Porto.
Para Gustavo Silva, o impacto da iniciativa ultrapassa o período dos jogos e reverbera no cotidiano escolar. “É um momento em que eles interagem mais entre si. Muitas vezes, no dia a dia, não há tanto contato entre turmas diferentes. Durante os jogos, eles se aproximam, se confraternizam e, depois disso, a gente percebe que essa integração continua na rotina da escola”, conclui.
Com expectativa de grande adesão da comunidade escolar, os jogos reforçam a proposta pedagógica do Colégio Porto de integrar esporte e educação, promovendo experiências que contribuem para o desenvolvimento coletivo dos estudantes.
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou nesta sexta-feira (8) a transferência de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, para a Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O ex-dirigente é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero e está preso sob suspeita de envolvimento em irregularidades ligadas ao Banco Master.
Segundo informações já confirmadas, a defesa do ex-presidente do BRB vinha pleiteando a transferência para a Superintendência da Polícia Federal, onde também está preso o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O pedido, no entanto, não foi acolhido neste momento.
A movimentação ocorre após a defesa de Paulo Henrique encaminhar ao STF um documento indicando o interesse do ex-dirigente em colaborar com as investigações por meio de delação premiada.
A defesa também pediu que o ex-dirigente seja ouvido pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sob argumento de garantir o direito à autodefesa e a confidencialidade entre cliente e advogados. Os advogados ainda destacam que a proposta de colaboração “depende da convergência de fatores”, sinalizando que o acordo ainda não está fechado.
Investigação e acusações
Paulo Henrique Costa foi preso durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero. Ele é acusado de ter recebido cerca de R$ 146 milhões em propina para favorecer interesses do Banco Master em operações envolvendo o BRB.
A investigação da Polícia Federal aponta indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta ou temerária, corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
O caso é considerado um dos desdobramentos mais sensíveis envolvendo instituições financeiras e contratos sob suspeita de irregularidades.
O pré-candidato do PL ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, na manhã desta sexta-feira, em Natal, do 4º Congresso Conecta Municípios Potiguares, realizado no Centro de Convenções da capital potiguar. O evento reúne gestores públicos, equipes técnicas, lideranças políticas, instituições e empresas em uma programação voltada ao fortalecimento da gestão municipal.
Durante discurso no congresso, Álvaro defendeu ações mais rigorosas no combate à criminalidade e criticou a atual condução da segurança pública no estado. “O Rio Grande do Norte é um estado onde o poder das facções não está sendo combatido da forma correta. Falta ação efetiva, eficaz e competente para combater a marginalidade”, declarou.
O pré-candidato também afirmou que, caso eleito, adotará uma postura firme no enfrentamento ao crime organizado. “Se as facções quiserem peitar o governador, que façam, porque vão encontrar uma reação efetiva do governador”, disse.
Responsabilidade fiscal pelo bem do RN
Além das críticas à segurança pública, Álvaro Dias também destacou, durante o 4º Congresso Conecta Municípios Potiguares, a importância do cuidado com o dinheiro público e da responsabilidade na administração das finanças estaduais.
Em discurso, o pré-candidato defendeu uma gestão voltada ao equilíbrio fiscal, ressaltando a necessidade de planejamento e eficiência na aplicação dos recursos públicos. Segundo ele, o controle das contas do Estado deve caminhar ao lado de investimentos estratégicos para atender às demandas da população.
O evento contou ainda com a presença do prefeito de Natal, Paulinho Freire, do senador Styvenson Valentim, da vice-prefeita de Natal, Joana Guerra, do pré-candidato a vice-governador Babá Pereira, além do presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), José Augusto Rêgo. Prefeitos de diversos municípios potiguares, vereadores e lideranças municipais também participaram da programação realizada em Natal.
A renda média mensal dos brasileiros chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 2012, segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta sexta-feira.
O rendimento médio cresceu 5,4% em relação a 2024 e ficou 8,6% acima do registrado antes da pandemia, em 2019.
Apesar do recorde, o país registrou aumento da desigualdade social.
Crescimento da renda
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a renda média dos brasileiros vinha crescendo até 2019, mas caiu durante a pandemia de Covid-19:
queda de 3,5% em 2020;
queda de 5,2% em 2021.
Desde então, os rendimentos voltaram a subir e atingiram o maior patamar da série histórica em 2025.
Regiões com maior e menor renda
As maiores rendas médias do país foram registradas nas regiões:
Centro-Oeste: R$ 4.052;
Sul: R$ 3.859;
Sudeste: R$ 3.855.
O Nordeste apresentou a menor média nacional, com R$ 2.282.
Renda do trabalho
O rendimento médio do trabalho também bateu recorde e chegou a R$ 3.560 em 2025, com alta de 5,7%.
Já os rendimentos vindos de outras fontes, como aposentadorias e pensões, ficaram em R$ 2.697.
Desigualdade aumentou
O índice de Gini, usado para medir desigualdade de renda, subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025.
Quanto mais próximo de zero, maior a igualdade na distribuição de renda. Quanto mais perto de um, maior a concentração de renda.
Origem da renda dos brasileiros
Segundo o IBGE:
47,8% da população recebeu renda por meio do trabalho em 2025, o equivalente a 101,6 milhões de pessoas;
27,1% dos brasileiros receberam aposentadorias, pensões ou outros benefícios, cerca de 57,6 milhões de pessoas.
A renda do trabalho segue como a principal fonte de rendimento da população brasileira.
Com a participação de mais de 160 alunos, a Escola Luminova realizou ao longo desta semana a edição 2026 da Lumi League, jogos escolares da unidade educacional. O evento teve como objetivo promover a prática esportiva e o bem-estar entre estudantes de turmas do 1º ano do Ensino Fundamental à 2ª série do Ensino Médio.
A programação foi um verdadeiro festival esportivo: futsal, voleibol, handebol, basquetebol, queimada, futebol x2, vôlei em dupla e judô, além das disputas de , modalidade que ganha cada vez mais adeptos entre adolescentes e jovens. Tudo pensado sob medida para cada faixa etária, respeitando o tempo, o corpo e o talento de cada estudante.
De acordo com o professor Marlos Colpo, coordenador de Esportes da Luminova, o diferencial do Lumi League está em integrar todo o ambiente escolar nas disputas esportivas. “Quadras, salas e espaços viram territórios de disputa saudável, garantindo segurança, organização e um olhar pedagógico atento que transforma cada lance em aprendizado”, destaca ele.
Ainda segundo o professor, para a além das disputas por modalidades, o evento fomentou conceitos como disciplina e empatia. “A atividade esportiva é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento integral dos alunos. Além de promover saúde e bem-estar físico, contribui significativamente para o desenvolvimento socioemocional, estimulando valores como respeito, responsabilidade, disciplina, cooperação e empatia. Os jogos também incentivam a superação de desafios, o saber lidar com vitórias e derrotas e o fortalecimento da autoconfiança”, lembra o educador.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte denunciou 25 integrantes apontados como membros da cúpula do Sindicato do Crime. A denúncia foi aceita pela Justiça, tornando todos réus em processo criminal.
A ação é resultado da Operação Treme Tudo, deflagrada em dezembro do ano passado para desarticular células armadas da facção. Mandados foram cumpridos no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Rondônia.
Além dos integrantes da organização, uma advogada também foi denunciada por suspeita de auxiliar no repasse de informações e ordens criminosas.
Os acusados respondem por crimes como:
organização criminosa armada;
associação para o tráfico;
comércio ilegal de armas;
lavagem de dinheiro.
Estrutura organizacional
Segundo as investigações, a facção possui estrutura hierárquica dividida entre comando e execução.
No topo está a chamada “Final”, formada pelos fundadores. Logo abaixo aparece o Conselho Estadual, responsável por decisões estratégicas e autorizações de execuções.
Alligueiton Patrício de Araújo é apontado como uma das principais lideranças do grupo. Ele responde por organização criminosa armada, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
Entre os líderes operacionais citados estão:
Edson Cardoso Beserra, apontado como gestor financeiro;
Rodrigo Rodrigues Salviano;
Vitor Vinícius de Moura Torres;
Alexsandro Freitas de Souza;
Iranilson de Lima Rodrigues;
José Henrique Alves de Oliveira.
Setores especializados
As investigações apontam que a facção mantinha setores internos voltados para controle financeiro, cadastro de integrantes e logística.
Ricardo Alexandre do Nascimento e Lenilson Silva dos Santos atuariam nos setores chamados de “Transparência”, “Cadastro Geral” e “Geral do Sistema”.
Já Kleiton da Silva seria responsável pelo controle de dívidas e gerência local em Ponta Negra.
Eudes da Cruz Ribeiro Júnior é apontado como operador da logística financeira e bélica em Parnamirim.
O processo também cita Marcelo André de Oliveira como integrante do núcleo de comando, mesmo estando preso.
Outros denunciados, como Lucas Vinícius Ernesto Dantas, Jefferson Kleyton Fernandes e Arthur Kelwen Dantas da Silveira, respondem por tráfico e comércio ilegal de armas.
A investigação também identificou a chamada “Sintonia dos Gravatas”, formada por advogados ligados à facção.
A advogada Sandra Cássia Moura Caetano foi presa em flagrante durante a operação com bilhetes usados para transmitir ordens criminosas. Ela responde por organização criminosa armada e obstrução de investigação.
Parcerias interestaduais
O MPRN afirma que o Sindicato do Crime mantinha alianças com facções de outros estados, incluindo:
Nova Okaida (PB);
GDE (CE);
ADE (GO);
BDM (BA);
TCP (RJ/CE/GO).
As investigações também apontam ligação com o Comando Vermelho no Amazonas.
Josue Moraes de Almeida é apontado como fornecedor de drogas para o grupo potiguar. Já Francisco Shalon Bezerra de Araújo seria intermediário no tráfico interestadual.
Lavagem de dinheiro
Segundo o processo, a facção utilizava contas bancárias de terceiros para movimentar recursos do tráfico.
Lucas Pereira de Oliveira Silva é apontado como operador financeiro ligado a Alligueiton.
Yanne Pinheiro Teixeira responde por disponibilizar contas bancárias para circulação de dinheiro ilícito.
Também foram denunciados:
Arlon Cleiton de Sousa Barbosa;
Rogério Silva do Nascimento;
Luciano Ferreira da Silva.
Próximos passos
Com o recebimento da denúncia, a Justiça manteve a prisão preventiva de 15 acusados.
Alguns investigados, entre eles Rodrigo Rodrigues Salviano, Arthur Kelwen Dantas da Silveira e Luciano Ferreira da Silva, seguem foragidos.
O processo entra agora na fase de citação dos réus e apresentação das defesas.
O MPRN também pediu a perda de bens, veículos e valores apreendidos durante a operação, com o objetivo de enfraquecer financeiramente a organização criminosa.
Ministros do Supremo Tribunal Federal ampliaram nesta sexta-feira as restrições aos chamados “penduricalhos” do Judiciário e de carreiras jurídicas.
Em decisões assinadas por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, o STF proibiu medidas que possam gerar aumentos indiretos de remuneração, como reclassificação de cargos, reestruturação de funções e mudanças em comarcas.
Os despachos complementam a decisão do plenário tomada em março, quando a Corte definiu novas regras para verbas indenizatórias e benefícios funcionais.
Agora, o tribunal deixou claro que também poderão ser barradas medidas adotadas após o julgamento que tenham o objetivo de contornar a decisão do STF.
Entre os exemplos citados estão:
criação de novas gratificações;
reclassificação de comarcas como de “difícil provimento”;
mudanças em regras de plantão;
pagamentos por acúmulo de funções;
desdobramentos de ofícios.
Segundo os ministros, essas iniciativas podem representar “caminhos de drible” às determinações da Corte.
As restrições valem para tribunais, Ministérios Públicos, Tribunais de Contas, defensorias e advocacias públicas de todo o país.
O STF também proibiu pagamentos divididos em mais de um contracheque e determinou maior transparência na divulgação dos valores pagos nos portais públicos.
Nas decisões, os ministros reforçam dois princípios definidos pelo Supremo:
verbas indenizatórias devem respeitar o princípio da legalidade;
a regulamentação desses pagamentos caberá ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público.
O tribunal ainda afirmou que outros órgãos, inclusive tribunais superiores, não poderão criar regras próprias sobre o tema. Segundo os ministros, a medida busca evitar distorções salariais e proteger a responsabilidade fiscal do setor público.
O Opala de JK destruído na colisão com carreta na via Dutra em 1976 – Folhapress/arquivo
A pouco mais de três meses dos 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek, um relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos afirma que o ex-presidente foi vítima da ditadura militar em 1976, e não de um simples acidente de carro, como apontaram investigações oficiais da época e a Comissão Nacional da Verdade.
O documento foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão e será analisado e votado pelos conselheiros da comissão. A expectativa é de aprovação da tese de que JK morreu em decorrência de perseguição política promovida pelo Estado brasileiro.
JK morreu em 22 de agosto de 1976, quando o Opala em que viajava pela Via Dutra colidiu com uma carreta após perder o controle. O motorista e amigo do ex-presidente, Geraldo Ribeiro, também morreu.
As investigações conduzidas durante a ditadura concluíram que o carro teria sido atingido por um ônibus da Viação Cometa antes do acidente. Essa versão foi mantida posteriormente por uma comissão da Câmara dos Deputados e pela Comissão Nacional da Verdade.
Outras apurações, porém, passaram a apontar a possibilidade de atentado político. Entre as hipóteses levantadas estão sabotagem mecânica, envenenamento do motorista ou outra ação externa que teria provocado a perda de controle do veículo.
O novo relatório utiliza como principal base um inquérito civil do Ministério Público Federal, concluído em 2019. A investigação descartou a colisão entre o ônibus e o Opala, embora tenha afirmado não haver elementos suficientes para confirmar ou descartar definitivamente um atentado.
Uma perícia conduzida pelo engenheiro Sergio Ejzenberg revisou os laudos técnicos produzidos nas décadas anteriores e concluiu que a tese do choque com o ônibus não se sustenta tecnicamente.
O relatório também destaca o contexto político da época. Cassado pela ditadura após o golpe de 1964, JK era um dos principais líderes de oposição ao regime militar e integrava a Frente Ampla, movimento combatido pelos militares. Seu nome apareceu em documentos relacionados à Operação Condor, rede de perseguição política organizada por ditaduras do Cone Sul.
Caso a comissão reconheça oficialmente que JK foi morto pelo Estado, a certidão de óbito dele e a de Geraldo Ribeiro poderão ser alteradas para registrar a motivação política das mortes.
A decisão não deverá gerar indenização financeira à família, já que o pedido foi reaberto apenas para fins de esclarecimento histórico.
FORA BOLSOTRALHAS
Saúde e vida longa, para Mario Frias. Cuidado. O que plantamos, nós colhemos. João Macena.
Noticias da ABIN deixaram os bolsominions com a pressão arterial 22 x 14
E daí?
Dá pra ver o lixo que vc é fatinha com esse comentário.