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SEM BIG BANG. Um dos maiores físicos do Brasil acredita que o Universo não teve começo e nem fim; sempre existiu, e pulsa em ciclos

Foto: Reprodução/Super Interessante

No Budismo, o Universo é eterno, sem começo ou fim. Existem apenas ciclos de criação e destruição, chamados mahākalpa. Cada mahākalpa tem quatro subdivisões temporais, os kalpas. No primeiro kalpa, o mundo nasce, e semideuses reluzentes com 80 mil anos de vida cruzam os céus. O segundo kalpa, em que nós vivemos, é imperfeito, com decadência, guerra e miséria. O terceiro estágio é a dissolução do cosmos em fogo. E o quarto é o vazio absoluto – um interlúdio. É então que o vento primordial planta a semente do próximo mahākalpa.

Trata-se de uma cosmologia cíclica, típica das religiões do subcontinente indiano. Ela é bem diferente da criação na concepção judaico-cristã, em que Deus faz o mundo, vê que ele é bom e deixa o reality show rolar – sem data de validade. Todas as etnias têm uma cosmologia, que se apresenta em um desses dois tipos: ou o Universo é eterno e cíclico, ou emergiu em um instante único.

Essa dicotomia básica se mantém viva entre os cosmólogos – físicos que investigam a estrutura e a história do cosmos. A maioria deles advoga que o Universo teve um início definido, num estado denso e quente, e vem se expandindo desde então (o Modelo Cosmológico Padrão, popularmente chamado de Big Bang). Mas um grupo divergente propõe que o Universo infla e esvazia como um balão – e que a fase de expansão atual, em que as galáxias estão se afastando umas das outras, foi precedida por uma fase de contração. Um mahākalpa anterior ao nosso.

Um dos maiores estudiosos de universos cíclicos trabalha em um escritório no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no bairro carioca da Urca. Mário Novello nasceu no Rio de Janeiro em 1942, filho de imigrantes italianos da província da Calábria. Aos 12 anos, ganhou do pai o livro O Universo e o Sr. Einstein, de Lincoln Barnett. E decidiu que dedicaria a vida à cosmologia – ainda que a palavra sequer existisse na época. “Meu pai riu e falou: bom, compete a você fazer isso. Acabou que aconteceu mesmo.”

Novello cursou física na Faculdade Nacional de Filosofia (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ) com alguns professores lendários – como José Leite Lopes, especialista em partículas que se doutorou em Princeton orientado por Wolfgang Pauli. Leite, diga-se, foi um dos fundadores do CBPF, onde Mário começou a estagiar durante a graduação. Era um lugar bem frequentado: às vezes, César Lattes, um dos descobridores da partícula subatômica méson pi, fazia uma visita.

Em 1968, com o decreto do AI-5, Leite Lopes foi cassado pela Ditadura Militar. Preocupado com os rumos da ciência nacional sob a opressão do regime, ele recomendou a seu pupilo que fosse fazer doutorado na Universidade de Genebra, na Suíça, com Josef-Maria Jauch. Foi então que Novello saiu do mundo das partículas subatômicas – área de especialização de seu mentor brasileiro – e começou a se envolver com o estudo do cosmos, seu objetivo desde a adolescência.

Em 1979, já com uma carreira sólida, Novello publica um modelo pioneiro de Universo com boucing, isto é: um Universo como o proposto pelo Budismo – que de tempos em tempos entra em colapso, atinge um tamanho minúsculo e volta a se expandir, reciclando seu conteúdo de matéria e energia. Nessa visão, não há Big Bang: o Universo não precisa ser criado, porque ele sempre existiu. É um debate esotérico, que deve ser explicado com calma. Se o Universo se expande, como pode ele se contrair? O que exatamente é o Big Bang? Houve algo antes dele? Para entender a obra de Novello, é preciso mergulhar na física do século 20. Vamos nessa.

A origem

Imagine que a Terra e todos os astros desapareceram. Só resta você, flutuando no vácuo escuro. Mas ainda é possível ir para cima e para baixo, para frente e para trás. Percorrer as três dimensões. Esse é o espaço em sua forma bruta, e na visão de Newton ele era algo estático: um mero cenário em que a realidade se desenrola. Foi só quando Einstein publicou a Relatividade Geral, em 1915, que isso mudou. As novas equações abriram espaço para uma percepção bizarra: a de que o espaço em si – o tecido do Universo – pode se contrair ou se expandir. Albert, conservador, se negou a acreditar nesse enche-e-esvazia. Por isso, em 1917, ele bolou a constante cosmológica: um número que força as equações a descrever um Universo estático, condizente com o preconceito vigente.

Outros físicos tiveram a mente mais aberta. Em 1922, o russo Alexander Friedmann sacou que a constante cosmológica era um adendo desnecessário, e resolveu as equações de Einstein de maneira a gerar um Universo em expansão. Cinco anos depois, em 1927, o padre belga Georges Lemaître (que, apesar da carreira eclesiástica, tinha doutorado no MIT) refez o trabalho sem saber da obra do colega russo. Einstein odiou. “Seus cálculos estão corretos, mas sua física é abominável”, disse. Ou seja: não é porque uma conta deu certo que ela descreve o mundo como ele é.

Einstein estava certíssimo. O problema é que a conta errada, neste caso, era a dele. A prova cabal veio em 1929, quando Edwin Hubble observou que a maioria das galáxias visíveis estão se afastando de nós. Aquelas que estão duas vezes mais longe se afastam duas vezes mais rápido, as que estão três vezes mais longe se afastam três vezes mais rápido. Isso ocorre porque – adivinhe só – o Universo em si está mesmo se expandindo, o que aumenta a distância de qualquer ponto em relação a qualquer outro ponto. É como colar moedas na superfície de um balão murcho e então enchê-lo. Da perspectiva de qualquer uma das moedas, as demais moedas vão se afastar. Afinal, é a borracha embaixo delas que estica.

Uma consequência peculiar de um Universo em expansão é que, se ele fica cada vez maior no futuro, é porque ele foi menor no passado. E menor significa mais apertado, quente e denso. Usando um número chamado constante de Hubble – a taxa de separação das galáxias –, dá para fazer engenharia reversa com as equações da Relatividade e concluir que houve um momento em que todas as galáxias coexistiam em um “ponto” só. Esse “ponto” é tão pequeno que não possui dimensão alguma. É uma singularidade, que Lemaître chamou de “átomo primordial”.

O astrônomo Fred Hoyle zombou da ideia na TV, chamando-a de “teoria do Big Bang”. O tiro saiu pela culatra, e o nome ficou. Depois, nos anos 1960, teoremas dos britânicos Stephen Hawking e Roger Penrose confirmaram que, dadas certas condições, as singularidades não são uma aberração: elas podem existir no arcabouço de Einstein. Na mesma época, em 1965, Arno Penzias e Robert Wilson descobriram uma interferência misteriosa em uma antena de rádio causada por resquícios de radiação que, depois descobriu-se, eram uma relíquia dessa época primordial, quente e densa. As evidências favoráveis ao Big Bang se acumularam. Mas ele precisava de ajustes.

Os balões aqui atrás são o Universo. Na cosmologia hegemônica do Big Bang, eles nunca vão parar de inflar: o destino do cosmos é se expandir para sempre. (Felipe Del Rio/Superinteressante)

Inflados e quicantes

Olhar para o céu é olhar para o passado. Quando alguém diz que uma estrela está a 500 anos-luz de nós, a ideia é que a luz dessa estrela demora 500 anos para alcançar nossos olhos. A coisa mais antiga que podemos ver no céu foi emitida 300 mil anos após o Big Bang e acaba de ser mencionada no parágrafo anterior: é a tal radiação captada pela antena de Penzias e Wilson, chamada radiação cósmica de fundo. E ela tem uma característica crucial: é extremamente homogênea. Áreas muito distantes entre si, que os cálculos do Big Bang indicavam jamais terem entrado em contato no passado, exibiam propriedades idênticas.

O problema nisso é o seguinte: se você está com a mão fria e pega na mão quente de outra pessoa, logo as duas mãos atingem o equilíbrio térmico. Mas duas áreas do Universo separadas por distâncias descomunais não poderiam estar em equilíbrio. E essa dúvida o Big Bang de Lemaître não responde.

Para resolver este e outros problemas, em 1979, os astrônomos Alexei Starobinsky na URSS e Alan Guth nos EUA tiveram a ideia da inflação. Um pequeno ajuste ao modelo clássico. A hipótese afirma que, originalmente, todas as áreas do Universo primordial estavam próximas o suficiente umas das outras e, por isso, tornaram-se homogêneas. Então, houve um período brevíssimo de expansão acelerada em que diferentes regiões do Universo simplesmente saíram do campo de visão uma da outra. Agora, a expansão desacelerou, e essas áreas estão retomando contato

Na explicação mais aceita, o Universo começou em um estado quente e denso há 13,8 bilhões de anos, e vem se expandindo desde então. Entenda a visão da origem do cosmos predominante na Física:

1. Singularidade?

Só uma teoria quântica da gravidade, que ainda não existe, pode explicar o momento inicial – onde a Relatividade de Einstein “dá defeito” e prevê a existência um ponto de dimensões infinitamente pequenas chamado singularidade. A natureza da singularidade é insondável para a física disponível hoje, e muitos teóricos que trabalham com a hipótese da inflação preferem não abordar essa questão.

2. Inflação

Um período de estiramento acelerado em um passado profundo garante a uniformidade na distribuição de matéria e energia no Universo.

3. Energia Escura

Hoje, uma força misteriosa que se manifesta matematicamente na forma da já mencionada constante cosmológica de Einstein acelera novamente a expansão do cosmos – impedindo que ele volte a se contrair um dia.

Outro mistério do Big Bang é a singularidade em si. Quando um infinito (nesse caso, um “ponto infinitamente denso”) aparece em uma conta, em geral é sinal de que a teoria não é capaz de explicar o que ocorre ali, e não de que o infinito existe mesmo. Alguns defensores da inflação cósmica afirmam que ela elimina a necessidade da singularidade, mas o próprio Alan Guth, em 2003, afirmou que o passado de seu modelo é incompleto: mesmo que tenha ocorrido uma inflação, isso não diz nada sobre se houve uma singularidade antes dela, no início de tudo. “No cenário convencional, a inflação não descarta a singularidade, mas a esconde”, diz Novello. Ou seja: é interessante construir modelos que não exigem uma singularidade.

A hipótese cíclica de Novello resolve essas duas questões. Por um lado, explica a uniformidade na temperatura e em outros parâmetros: diz que todas as áreas do Universo já entraram em contato antigamente, na fase de contração que veio antes do Big Bang. Isso elimina a necessidade de incluir um período de inflação. Além disso, Novello elimina a singularidade que existiria entre o colapso do ciclo anterior e o início do novo ciclo. Antes de colapsar completamente, o tecido do espaço volta a se expandir [veja o gráfico abaixo], sem passar pela singularidade. “Nos anos 1970, Novello foi um pioneiro em testar universos eternos sem a singularidade inicial”, explica Juliano Neves, pós-doutorando pela UFABC.

1.Fase de contração

O Universo anterior entra em colapso e se compacta. Suas irregularidades são eliminadas e ele é uniformizado.

2. O Big Bounce

Em vez de um Big Bang, em que o Universo surge do na-da, aqui ele só volta a crescer após a fase de contração.

3. Não há período…

…de inflação. A distribuição uniforme de matéria e energia é explicada pela compactação do cosmos anterior.

4. O novo ciclo

O Universo volta a se contrair, para passar pelo próximo Big Bounce e reiniciar o ciclo.

Antes de abraçar a hipótese cíclica, é importante voltar à frase de Einstein: os cálculos podem até estar certos, mas isso não significa que sejam verdade. “O modelo com inflação de 1979 é o mais simples e elegante”, diz Raul Abramo, professor do Instituto de Física (IF) da USP. “Eu não consigo enxergar essa vantagem nos modelos cíclicos. Há uma dificuldade na implementação prática, eles não concordam com as observações. A física não se dá bem com modelos que exigem modificações em várias constantes para funcionar.”

De fato, é uma época difícil para defender a hipótese de Novello. Desde 1998, sabemos que a expansão do Universo é acelerada por algo de natureza misteriosa apelidado de energia escura. A descoberta rendeu o Nobel de 2011. Nesse ritmo de expansão, é difícil imaginar um cenário convincente em que o espaço volte a se contrair no futuro, para reiniciar um próximo ciclo. Mas há muito debate em torno da interpretação dos dados associados à energia escura (bem como em torno de muitos outros dados), de maneira que é impossível descartar de vez qualquer modelo. A mesma energia que hoje acelera o Universo pode ser responsável por fazê-lo se contrair posteriormente – e por evitar o colapso em uma singularidade.

Porém, seja a hipótese do Universo eterno plausível ou não, ela tem uma virtude inegável: fazer com que mais físicos tenham ideias do zero – e busquem conversar com áreas como a filosofia – em vez de seguir caminhos já trilhados. “Hoje, nós estamos partindo das equações e esquecendo dos princípios”, diz José Helayël-Neto, físico de partículas e colega de Novello no CBPF. “É muito mais fácil partir de um modelo que já existe, que foi feito por um Prêmio Nobel. Você tem acesso imediato a publicar seu trabalho em periódicos científicos respeitados.”

Ao longo da carreira, Novello orientou dezenas de mestres e doutores, escreveu livros de divulgação científica para o público leigo e realizou eventos que promovem o diálogo entre exatas e humanas. Sempre com a intenção de tornar a física uma ciência acessível e pensante – que construa em cima das velhas ideias em vez de apenas repeti-las. Eis uma teoria de sucesso irrefutável.

Super Interessante

 

Opinião dos leitores

  1. Olá, boa tarde, para mim a teoria do Big Bang é a mais simples e fácil de entender, nem os grandes físicos e astrónomos com as suas teorias, matemáticas e afins chegaram à conclusão mais simples. O Big Bang não passa da fecundação de um espermatezoide com um óvulo que deu origem a um embrião que está em crescimento ou já cresceu o suficiente para ser um bebé ou uma criança. Como nós, na nossa pequenez, não temos a noção da dimensão do universo que nos rodeia, o nosso sistema solar não passa de uma célula cujo núcleo é o sol e nós somos apenas os eletrões ou protões ou o que quer que seja que gravita em torno do Sol. A nossa galáxia não passa de um orgão desse ser como por exemplo fígado , coração ou pulmões, porque tudo o que está em baixo é igual ao que está em cima. Para mim nós somos como as bonecas russas, as marioscas, umas dentro das outras, e para mim o n/ universo faz parte de um todo que não temos ideia da dimensão. Basta olhar quando vamos de avião para baixo e tudo não passa de pontos. Esta ideia é minha e está registada. Cumprimentos

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Eleições 2026

Allyson foge de perguntas sobre investigação da PF e propinas em Mossoró e tenta desviar foco com revólver 38 de Álvaro

Durante debate da 98 FM/Jovem Pan Natal, Candidato do União evitou responder aos questionamentos sobre operação que atingiu sua gestão e exibiu foto de arma de Álvaro apreendida em 2023; episódio não resultou em prisão ou condenação. Foto: Ilustração

A investigação da Polícia Federal envolvendo a Prefeitura de Mossoró e suspeitas relacionadas a medicamentos da rede pública colocou Allyson Bezerra na defensiva durante o debate. Diante dos questionamentos sobre a operação que atingiu sua gestão, superfaturamento,
Corrupção e propina, o ex-prefeito evitou entrar no mérito das suspeitas e partiu para outro assunto.

Allyson resolveu fugir do tema exibindo uma foto de um revólver calibre 38 de propriedade de Álvaro Dias, apreendido em 2023, numa tentativa de deslocar o foco dos questionamentos que recebia.

O episódio envolvendo Álvaro, no entanto, não resultou em prisão nem condenação. Ele foi abordado, prestou esclarecimentos e seguiu viagem. O próprio relatório do inquérito da Polícia Federal registra que Álvaro não possui antecedentes criminais.

Segundo os esclarecimentos apresentados no procedimento, o revólver permanecia havia mais de 20 anos em uma propriedade rural da família, em Caicó, e acabou esquecido dentro de uma maleta. Álvaro reconheceu o ocorrido perante a PF e tratou do caso na Justiça.

O contraste marcou o embate: enquanto Álvaro era cobrado por um revólver 38 encontrado em uma maleta em 2023, sem prisão ou condenação, Allyson precisava explicar uma investigação federal atual envolvendo propinas em sua gestão e suspeitas relacionadas à saúde pública de Mossoró.

Ao final, permaneceu sem resposta a pergunta que Allyson tentou evitar: o que aconteceu com os medicamentos e recursos da saúde de Mossoró que estão na mira da Polícia Federal?

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Eleições 2026

[VÍDEO] Álvaro joga na mesa, durante debate da 98 FM/Jovem Pan: “Você recebia 15% de propina dos medicamentos”

Imagem: Reprodução

Álvaro Dias confrontou Allyson Bezerra com o relatório da Polícia Federal sobre desvio de medicamentos em Mossoró, durante o debate entre os candidatos a governador revalidado pela 98 FM e Jovem Pan Natal, na noite desta quarta-feira (2).

“O dono da Dismed disse que você recebia 15% de propina dos medicamentos que eram adquiridos pela Prefeitura e não eram entregues. Menos da metade dos medicamentos comprados era entregue.”

E cravou: “Você não se envergonha de a saúde de Mossoró estar sucateada, faltando medicamento, e você sendo investigado pela Polícia Federal?”

 

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Eleições 2026

[VÍDEO] URGENTE: Allyson debocha e interrompe adversários em debate; Cadu de Lula e Robério Paulino exigem respeito e candidato do PSol chama Alysson de “palhaço”

Imagem: Reprodução

Durante o debate entre os candidatos a governador revalidado pela 98 FM e Jovem Pan Natal, na noite desta quarta-feira (2), Allyson Bezerra (União Brasil) usou de deboche para interromper a fala de Cadu de Lula (PT), que no momento da interrupção dialogava com Robério Paulino (PSol).

Cadu exigiu respeito de Allyson, que também foi chamado de “palhaço” por Robério Paulino, o mediador do debate, Felinto Filho, precisou intervir e pedir que o candidato do União Brasil tivesse “educação básica” e o “respeito de ouvir a fala dos adversários”.

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Geral

“MACALLAN”: Saiba quanto custa uísque escocês frequente nas reuniões de Vorcaro

Foto: Divulgação/Forbes

As trocas de mensagens de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, analisadas pela PF (Polícia Federal) mostram que, nos encontros do empresário com políticos e autoridades, os convidados eram servidos de uísque da marca Macallan.

Em uma das conversas, que constam em relatório da PF tornado público na última terça-feira (1º) por André Mendonça, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pede que Ciro Soares, ex-defensor do Master, encaminhe algumas mensagens ao banqueiro.

Nelas, Gonet deseja felicitações a Vorcaro, afirma estar com saudades dele e manifesta querer tomar uísque e fumar charuto.

A Macallan é uma marca de uísque single malt da Escócia, considerada uma das mais prestigiadas e famosas do mundo. As bebidas destiladas produzidas na região Speyside já foram também consideradas as “mais caras do mundo”.

Em 2023, uma garrafa de uísque, armazenada desde 1926, foi leiloada por 1,2 milhão de libras (cerca de R$ 8 milhões).

Na internet, é possível encontrar a bebida no Brasil por valores entre R$ 500 e mais de R$ 60 mil.

Com informações da CNN

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Brasil

TOCARAM O TERROR: Relato de Vorcaro sobre tortura na PF tem até ameaça de morte em avião

Foto: Divulgação/Senappen

No relato que fez ao gabinete do ministro André Mendonça, o banqueiro Daniel Vorcaro citou exemplos crueis de situações de terror psicológico que viveu ao ser preso pela Polícia Federal.

Segundo o banqueiro, as ameaças e os tratamentos ilegais começaram já na transferência de avião para Brasília, quando foi preso em março.

Agentes enfiaram Vorcaro numa caixa “como bicho”.

Durante o transporte, batiam no compartimento e falavam que iriam abrir a porta da aeronave e jogá-lo lá do alto.

“A gente pode te jogar daqui de cima. Ninguém vai duvidar se a gente disser que você se jogou”, teria dito um agente, segundo a versão de Vorcaro.

Os fatos integram um conjunto de provas reunidos pela defesa para delatar situações vividas na PF.

Vorcaro também citou o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, como um agente que teria atuado para atrapalhar sua delação, de modo a impedir que o dono do Master falasse das relações que ele teve com o próprio delegado.

Mais cedo o Radar revelou detalhes exclusivos do depoimento do banqueiro ocorrido na semana passada.

“Tenho muito a contribuir relatando os fatos e a verdade, mas ninguém quer me ouvir. Uma loucura”, disse Vorcaro no interrogatório gravado em vídeo.

O depoimento foi solicitado pela defesa diante da percepção de Vorcaro de que um “acordão” entre as instituições estaria firmado para impedir que ele relate crimes de autoridades e busque benefícios na Justiça.

Com informações da coluna Radar/Veja

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Geral

[VÍDEO] Flávio diz que encontro de Mendonça com Vorcaro é “muito diferente” do caso Moraes

Imagem: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL)  classificou o encontro como “profissional” e acusa Moraes de crimes, citando contrato editado pelo ministro e crédito de R$ 300 mil dado a seus filhos pelo Banco Master.

“É impossível querer lançar cortina de fumaça como essa contra o ministro André Mendonça. Pelo que eu vi na nota que ele publicou, foi numa época em que ele sequer era relator dessa ação, tratando de um assunto específico, registrado em sua agenda, portanto, algo totalmente profissional, muito diferente do que fez Alexandre de Moraes”, disse.

As declarações foram dadas durante visita de Flávio à Expointer, em Esteio (RS). O candidato cumpre agendas com empresários e representantes do agronegócio no estado e deve fazer um comício em Porto Alegre no início da noite.

Com informações de Metrópoles

 

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Brasil

INCERTEZA: STF está dividido e Carmen Lúcia será voto de Minerva sobre Moraes

Foto: Divulgação/EBC

O placar de uma eventual votação no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master é incerto. Neste momento, a Corte está dividida praticamente ao meio.

Há 4 ministros favoráveis à investigação. São eles: Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Por outro lado, são 3 os contrários: Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Moraes e Dias Toffoli devem se declarar suspeitos. A ministra Cármen Lúcia é a única cujo voto ainda é considerado indefinido.

Se Cármen votar contra a investigação, haverá empate. Nesse caso, o resultado favorece a parte apontada como suspeita e Moraes se livra da apuração.

Com informações do Poder 360

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Política

CRISE NO STF: Oposição ameaça suspender campanha eleitoral por impeachment de Moraes

Foto: Reprodução/Youtube

Líderes do PL na Câmara e no Senado afirmaram nesta quarta-feira, 2, que o partido pode suspender a campanha eleitoral para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar andamento ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão, segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, pode levar os parlamentares a deixar as agendas eleitorais em segundo plano para concentrar esforços na cobrança pelo afastamento de Moraes e pela investigação das autoridades envolvidas nas suspeitas relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

“Não quero nem saber de campanha. Nós vamos cobrar agora o impeachment do ministro, o afastamento e as investigações de todos os envolvidos”, afirmou.

Sóstenes disse que a oposição pretende pressionar para que o Senado amplie o prazo de mobilização, caso seja necessário. Segundo ele, a eleição não será prioridade diante da possibilidade de, na avaliação do partido, autoridades da República estarem envolvidas em práticas criminosas.

“Nada é mais importante do que um país. A eleição fica em segundo plano para nós. O que não pode é deixar um país ser dominado por pessoas que praticam crime em altas posições da República”, declarou.

Com informações de O Antagonista

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Brasil

PGR pede para arquivar depoimento de Vorcaro sobre ameaças

Foto: Carlos Moura

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o arquivamento de uma petição aberta após o banqueiro Daniel Vorcaro relatar supostas ameaças e intimidações.

Segundo Paulo Gonet, o depoimento do ex-banqueiro prestado ao gabinete do ministro não apresentou fatos concretos nem elementos mínimos que justificassem a adoção de medidas investigativas.

Vorcaro prestou depoimento na manhã de quinta-feira (27/8) a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça. A oitiva contou com a presença de um representante do Ministério Público, mas não teve a participação de investigadores da Polícia Federal (PF).

Em parecer, Gonet afirmou que a rejeição da delação premiada apresentada pela defesa do ex-controlador do Banco Master decorreu da avaliação de que as informações oferecidas não acrescentavam elementos novos à investigação.

Segundo o procurador-geral, cabe aos órgãos responsáveis pela investigação e pela acusação avaliar a conveniência de um acordo de colaboração a partir da utilidade das provas apresentadas.

“Na espécie, o indeferimento formalizado pela autoridade policial em ato fundamentado respaldou-se justamente na ausência de acréscimo informativo de natureza inédita, conclusão reiterada por esta Procuradoria-Geral da República que, ao examinar o acervo ofertado, igualmente recusou o pacto ante a manifesta debilidade de seu conteúdo”, escreveu Gonet.

Com informações de Metrópoles

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Política

Campanha de Lula admite desgaste no caso Moraes e faz reunião de emergência

Foto: EBC

Integrantes do núcleo duro da campanha do presidente Lula admitem, nos bastidores, que a divulgação do sigilo das conversas entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro pode trazer efeitos negativos para a imagem do governo e do próprio presidente.

Aliados de Lula avaliam que uma possível associação entre o presidente e Moraes pode se tornar um problema para a campanha petista, sobretudo diante da repercussão do episódio.

Esses mesmos aliados reconhecem que Moraes teve papel fundamental na contenção das tentativas de ruptura institucional após as eleições de 2022. Eles afirmam, no entanto, que o cenário mudou e que, neste momento, é necessário evitar qualquer vinculação entre o petista e o ministro.

Diante desse cenário, integrantes do núcleo mais próximo da campanha se reuniram no final da manhã desta quarta-feira (2/9) para avaliar os possíveis impactos e respostas à crise no STF.

 

Com informações de Metrópoles

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