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SEM BIG BANG. Um dos maiores físicos do Brasil acredita que o Universo não teve começo e nem fim; sempre existiu, e pulsa em ciclos

Foto: Reprodução/Super Interessante

No Budismo, o Universo é eterno, sem começo ou fim. Existem apenas ciclos de criação e destruição, chamados mahākalpa. Cada mahākalpa tem quatro subdivisões temporais, os kalpas. No primeiro kalpa, o mundo nasce, e semideuses reluzentes com 80 mil anos de vida cruzam os céus. O segundo kalpa, em que nós vivemos, é imperfeito, com decadência, guerra e miséria. O terceiro estágio é a dissolução do cosmos em fogo. E o quarto é o vazio absoluto – um interlúdio. É então que o vento primordial planta a semente do próximo mahākalpa.

Trata-se de uma cosmologia cíclica, típica das religiões do subcontinente indiano. Ela é bem diferente da criação na concepção judaico-cristã, em que Deus faz o mundo, vê que ele é bom e deixa o reality show rolar – sem data de validade. Todas as etnias têm uma cosmologia, que se apresenta em um desses dois tipos: ou o Universo é eterno e cíclico, ou emergiu em um instante único.

Essa dicotomia básica se mantém viva entre os cosmólogos – físicos que investigam a estrutura e a história do cosmos. A maioria deles advoga que o Universo teve um início definido, num estado denso e quente, e vem se expandindo desde então (o Modelo Cosmológico Padrão, popularmente chamado de Big Bang). Mas um grupo divergente propõe que o Universo infla e esvazia como um balão – e que a fase de expansão atual, em que as galáxias estão se afastando umas das outras, foi precedida por uma fase de contração. Um mahākalpa anterior ao nosso.

Um dos maiores estudiosos de universos cíclicos trabalha em um escritório no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no bairro carioca da Urca. Mário Novello nasceu no Rio de Janeiro em 1942, filho de imigrantes italianos da província da Calábria. Aos 12 anos, ganhou do pai o livro O Universo e o Sr. Einstein, de Lincoln Barnett. E decidiu que dedicaria a vida à cosmologia – ainda que a palavra sequer existisse na época. “Meu pai riu e falou: bom, compete a você fazer isso. Acabou que aconteceu mesmo.”

Novello cursou física na Faculdade Nacional de Filosofia (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ) com alguns professores lendários – como José Leite Lopes, especialista em partículas que se doutorou em Princeton orientado por Wolfgang Pauli. Leite, diga-se, foi um dos fundadores do CBPF, onde Mário começou a estagiar durante a graduação. Era um lugar bem frequentado: às vezes, César Lattes, um dos descobridores da partícula subatômica méson pi, fazia uma visita.

Em 1968, com o decreto do AI-5, Leite Lopes foi cassado pela Ditadura Militar. Preocupado com os rumos da ciência nacional sob a opressão do regime, ele recomendou a seu pupilo que fosse fazer doutorado na Universidade de Genebra, na Suíça, com Josef-Maria Jauch. Foi então que Novello saiu do mundo das partículas subatômicas – área de especialização de seu mentor brasileiro – e começou a se envolver com o estudo do cosmos, seu objetivo desde a adolescência.

Em 1979, já com uma carreira sólida, Novello publica um modelo pioneiro de Universo com boucing, isto é: um Universo como o proposto pelo Budismo – que de tempos em tempos entra em colapso, atinge um tamanho minúsculo e volta a se expandir, reciclando seu conteúdo de matéria e energia. Nessa visão, não há Big Bang: o Universo não precisa ser criado, porque ele sempre existiu. É um debate esotérico, que deve ser explicado com calma. Se o Universo se expande, como pode ele se contrair? O que exatamente é o Big Bang? Houve algo antes dele? Para entender a obra de Novello, é preciso mergulhar na física do século 20. Vamos nessa.

A origem

Imagine que a Terra e todos os astros desapareceram. Só resta você, flutuando no vácuo escuro. Mas ainda é possível ir para cima e para baixo, para frente e para trás. Percorrer as três dimensões. Esse é o espaço em sua forma bruta, e na visão de Newton ele era algo estático: um mero cenário em que a realidade se desenrola. Foi só quando Einstein publicou a Relatividade Geral, em 1915, que isso mudou. As novas equações abriram espaço para uma percepção bizarra: a de que o espaço em si – o tecido do Universo – pode se contrair ou se expandir. Albert, conservador, se negou a acreditar nesse enche-e-esvazia. Por isso, em 1917, ele bolou a constante cosmológica: um número que força as equações a descrever um Universo estático, condizente com o preconceito vigente.

Outros físicos tiveram a mente mais aberta. Em 1922, o russo Alexander Friedmann sacou que a constante cosmológica era um adendo desnecessário, e resolveu as equações de Einstein de maneira a gerar um Universo em expansão. Cinco anos depois, em 1927, o padre belga Georges Lemaître (que, apesar da carreira eclesiástica, tinha doutorado no MIT) refez o trabalho sem saber da obra do colega russo. Einstein odiou. “Seus cálculos estão corretos, mas sua física é abominável”, disse. Ou seja: não é porque uma conta deu certo que ela descreve o mundo como ele é.

Einstein estava certíssimo. O problema é que a conta errada, neste caso, era a dele. A prova cabal veio em 1929, quando Edwin Hubble observou que a maioria das galáxias visíveis estão se afastando de nós. Aquelas que estão duas vezes mais longe se afastam duas vezes mais rápido, as que estão três vezes mais longe se afastam três vezes mais rápido. Isso ocorre porque – adivinhe só – o Universo em si está mesmo se expandindo, o que aumenta a distância de qualquer ponto em relação a qualquer outro ponto. É como colar moedas na superfície de um balão murcho e então enchê-lo. Da perspectiva de qualquer uma das moedas, as demais moedas vão se afastar. Afinal, é a borracha embaixo delas que estica.

Uma consequência peculiar de um Universo em expansão é que, se ele fica cada vez maior no futuro, é porque ele foi menor no passado. E menor significa mais apertado, quente e denso. Usando um número chamado constante de Hubble – a taxa de separação das galáxias –, dá para fazer engenharia reversa com as equações da Relatividade e concluir que houve um momento em que todas as galáxias coexistiam em um “ponto” só. Esse “ponto” é tão pequeno que não possui dimensão alguma. É uma singularidade, que Lemaître chamou de “átomo primordial”.

O astrônomo Fred Hoyle zombou da ideia na TV, chamando-a de “teoria do Big Bang”. O tiro saiu pela culatra, e o nome ficou. Depois, nos anos 1960, teoremas dos britânicos Stephen Hawking e Roger Penrose confirmaram que, dadas certas condições, as singularidades não são uma aberração: elas podem existir no arcabouço de Einstein. Na mesma época, em 1965, Arno Penzias e Robert Wilson descobriram uma interferência misteriosa em uma antena de rádio causada por resquícios de radiação que, depois descobriu-se, eram uma relíquia dessa época primordial, quente e densa. As evidências favoráveis ao Big Bang se acumularam. Mas ele precisava de ajustes.

Os balões aqui atrás são o Universo. Na cosmologia hegemônica do Big Bang, eles nunca vão parar de inflar: o destino do cosmos é se expandir para sempre. (Felipe Del Rio/Superinteressante)

Inflados e quicantes

Olhar para o céu é olhar para o passado. Quando alguém diz que uma estrela está a 500 anos-luz de nós, a ideia é que a luz dessa estrela demora 500 anos para alcançar nossos olhos. A coisa mais antiga que podemos ver no céu foi emitida 300 mil anos após o Big Bang e acaba de ser mencionada no parágrafo anterior: é a tal radiação captada pela antena de Penzias e Wilson, chamada radiação cósmica de fundo. E ela tem uma característica crucial: é extremamente homogênea. Áreas muito distantes entre si, que os cálculos do Big Bang indicavam jamais terem entrado em contato no passado, exibiam propriedades idênticas.

O problema nisso é o seguinte: se você está com a mão fria e pega na mão quente de outra pessoa, logo as duas mãos atingem o equilíbrio térmico. Mas duas áreas do Universo separadas por distâncias descomunais não poderiam estar em equilíbrio. E essa dúvida o Big Bang de Lemaître não responde.

Para resolver este e outros problemas, em 1979, os astrônomos Alexei Starobinsky na URSS e Alan Guth nos EUA tiveram a ideia da inflação. Um pequeno ajuste ao modelo clássico. A hipótese afirma que, originalmente, todas as áreas do Universo primordial estavam próximas o suficiente umas das outras e, por isso, tornaram-se homogêneas. Então, houve um período brevíssimo de expansão acelerada em que diferentes regiões do Universo simplesmente saíram do campo de visão uma da outra. Agora, a expansão desacelerou, e essas áreas estão retomando contato

Na explicação mais aceita, o Universo começou em um estado quente e denso há 13,8 bilhões de anos, e vem se expandindo desde então. Entenda a visão da origem do cosmos predominante na Física:

1. Singularidade?

Só uma teoria quântica da gravidade, que ainda não existe, pode explicar o momento inicial – onde a Relatividade de Einstein “dá defeito” e prevê a existência um ponto de dimensões infinitamente pequenas chamado singularidade. A natureza da singularidade é insondável para a física disponível hoje, e muitos teóricos que trabalham com a hipótese da inflação preferem não abordar essa questão.

2. Inflação

Um período de estiramento acelerado em um passado profundo garante a uniformidade na distribuição de matéria e energia no Universo.

3. Energia Escura

Hoje, uma força misteriosa que se manifesta matematicamente na forma da já mencionada constante cosmológica de Einstein acelera novamente a expansão do cosmos – impedindo que ele volte a se contrair um dia.

Outro mistério do Big Bang é a singularidade em si. Quando um infinito (nesse caso, um “ponto infinitamente denso”) aparece em uma conta, em geral é sinal de que a teoria não é capaz de explicar o que ocorre ali, e não de que o infinito existe mesmo. Alguns defensores da inflação cósmica afirmam que ela elimina a necessidade da singularidade, mas o próprio Alan Guth, em 2003, afirmou que o passado de seu modelo é incompleto: mesmo que tenha ocorrido uma inflação, isso não diz nada sobre se houve uma singularidade antes dela, no início de tudo. “No cenário convencional, a inflação não descarta a singularidade, mas a esconde”, diz Novello. Ou seja: é interessante construir modelos que não exigem uma singularidade.

A hipótese cíclica de Novello resolve essas duas questões. Por um lado, explica a uniformidade na temperatura e em outros parâmetros: diz que todas as áreas do Universo já entraram em contato antigamente, na fase de contração que veio antes do Big Bang. Isso elimina a necessidade de incluir um período de inflação. Além disso, Novello elimina a singularidade que existiria entre o colapso do ciclo anterior e o início do novo ciclo. Antes de colapsar completamente, o tecido do espaço volta a se expandir [veja o gráfico abaixo], sem passar pela singularidade. “Nos anos 1970, Novello foi um pioneiro em testar universos eternos sem a singularidade inicial”, explica Juliano Neves, pós-doutorando pela UFABC.

1.Fase de contração

O Universo anterior entra em colapso e se compacta. Suas irregularidades são eliminadas e ele é uniformizado.

2. O Big Bounce

Em vez de um Big Bang, em que o Universo surge do na-da, aqui ele só volta a crescer após a fase de contração.

3. Não há período…

…de inflação. A distribuição uniforme de matéria e energia é explicada pela compactação do cosmos anterior.

4. O novo ciclo

O Universo volta a se contrair, para passar pelo próximo Big Bounce e reiniciar o ciclo.

Antes de abraçar a hipótese cíclica, é importante voltar à frase de Einstein: os cálculos podem até estar certos, mas isso não significa que sejam verdade. “O modelo com inflação de 1979 é o mais simples e elegante”, diz Raul Abramo, professor do Instituto de Física (IF) da USP. “Eu não consigo enxergar essa vantagem nos modelos cíclicos. Há uma dificuldade na implementação prática, eles não concordam com as observações. A física não se dá bem com modelos que exigem modificações em várias constantes para funcionar.”

De fato, é uma época difícil para defender a hipótese de Novello. Desde 1998, sabemos que a expansão do Universo é acelerada por algo de natureza misteriosa apelidado de energia escura. A descoberta rendeu o Nobel de 2011. Nesse ritmo de expansão, é difícil imaginar um cenário convincente em que o espaço volte a se contrair no futuro, para reiniciar um próximo ciclo. Mas há muito debate em torno da interpretação dos dados associados à energia escura (bem como em torno de muitos outros dados), de maneira que é impossível descartar de vez qualquer modelo. A mesma energia que hoje acelera o Universo pode ser responsável por fazê-lo se contrair posteriormente – e por evitar o colapso em uma singularidade.

Porém, seja a hipótese do Universo eterno plausível ou não, ela tem uma virtude inegável: fazer com que mais físicos tenham ideias do zero – e busquem conversar com áreas como a filosofia – em vez de seguir caminhos já trilhados. “Hoje, nós estamos partindo das equações e esquecendo dos princípios”, diz José Helayël-Neto, físico de partículas e colega de Novello no CBPF. “É muito mais fácil partir de um modelo que já existe, que foi feito por um Prêmio Nobel. Você tem acesso imediato a publicar seu trabalho em periódicos científicos respeitados.”

Ao longo da carreira, Novello orientou dezenas de mestres e doutores, escreveu livros de divulgação científica para o público leigo e realizou eventos que promovem o diálogo entre exatas e humanas. Sempre com a intenção de tornar a física uma ciência acessível e pensante – que construa em cima das velhas ideias em vez de apenas repeti-las. Eis uma teoria de sucesso irrefutável.

Super Interessante

 

Opinião dos leitores

  1. Olá, boa tarde, para mim a teoria do Big Bang é a mais simples e fácil de entender, nem os grandes físicos e astrónomos com as suas teorias, matemáticas e afins chegaram à conclusão mais simples. O Big Bang não passa da fecundação de um espermatezoide com um óvulo que deu origem a um embrião que está em crescimento ou já cresceu o suficiente para ser um bebé ou uma criança. Como nós, na nossa pequenez, não temos a noção da dimensão do universo que nos rodeia, o nosso sistema solar não passa de uma célula cujo núcleo é o sol e nós somos apenas os eletrões ou protões ou o que quer que seja que gravita em torno do Sol. A nossa galáxia não passa de um orgão desse ser como por exemplo fígado , coração ou pulmões, porque tudo o que está em baixo é igual ao que está em cima. Para mim nós somos como as bonecas russas, as marioscas, umas dentro das outras, e para mim o n/ universo faz parte de um todo que não temos ideia da dimensão. Basta olhar quando vamos de avião para baixo e tudo não passa de pontos. Esta ideia é minha e está registada. Cumprimentos

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PASSAGEM DE BASTÃO: Fátima oficializa comissão com 18 integrantes para entregar Governo do RN a Cadu Xavier

Foto: Carlos Costa

O Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (29) publicou o ato que cria a Comissão Mista de Transição Governamental 2026–2027. O grupo vai organizar a passagem da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) para o governador eleito Cadu Xavier (PT).

A comissão terá acesso às informações sobre a situação administrativa, fiscal, orçamentária, financeira, patrimonial e operacional Governo do Estado. O objetivo é preparar a nova gestão, garantir a continuidade dos serviços públicos e identificar riscos, obrigações e situações críticas que possam afetar o funcionamento do governo.

Pela atual gestão, integram o grupo a controladora-geral do Estado, Luciana Daltro de Castro Pádua; o procurador-geral Antenor Roberto Soares de Medeiros; o secretário da Fazenda, Álvaro Luiz Bezerra; o secretário de Planejamento, Alexandre de Oliveira Lima; a secretária de Administração, Jane Carmen Carneiro e Araújo; e a secretária-chefe do Gabinete Civil, Maria Virgínia Ferreira Lopes.

A equipe indicada pelo governador eleito é formada pelo próprio Cadu Xavier; pela vice-governadora eleita Larissa Rosado; pelo deputado federal Fernando Mineiro; pelo advogado Augusto César Macêdo Brandão de Araújo; pela engenheira civil Virgínia da Costa Dantas; pelo advogado João Ricardo dos Reis Cavalcante Cerqueira; pela advogada Natália de Sena Alves; pelo ex-prefeito de Currais Novos Odon Junior; pelo advogado Pedro Augusto Filgueira Albuquerque; pela engenheira civil Ana Adalgisa Dias Paulino; pelo presidente do PV-RN Rivaldo Fernandes Pereira; e pelo advogado Fernando Antônio Bezerra.

A coordenação-geral ficará com Luciana Daltro. Ela será responsável por organizar as reuniões, articular as equipes de Fátima e Cadu, cobrar informações dos órgãos estaduais, acompanhar prazos e supervisionar os diagnósticos e relatórios da transição.

A comissão funcionará com Coordenação-Geral, Secretaria-Executiva e Grupos Técnicos Temáticos. O decreto ainda não apresenta os nomes específicos desses grupos. Eles serão divididos pelas áreas estratégicas do Governo do Estado e pelas prioridades definidas no Plano de Governança da Transição, que também estabelecerá os integrantes, as atribuições e a metodologia de trabalho de cada equipe.

Os órgãos estaduais deverão entregar documentos e prestar apoio técnico à comissão. A participação dos integrantes não será remunerada, e os trabalhos serão encerrados com a posse do novo governador.

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LUXO NA MIRA: PF apreende vinhos, relógios, euros e carros em operação que prendeu presidente do TCE-MT

Garrafas de vinho, relógios de luxo, carros e maços de dinheiro em reais e euros foram apreendidos nesta quinta-feira (29) durante uma operação da Polícia Federal no Tribunal de Contas de Mato Grosso.

A Operação Tomada de Contas prendeu o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, o procurador Grhegory Paiva Pires e outros quatro servidores. Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A ação, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça, também afastou os conselheiros Guilherme Maluf e Alisson Alencar. O conselheiro aposentado Valter Albano da Silva foi retirado da comissão que ainda integrava no tribunal.

De acordo com a investigação, foram identificados saques que somam R$ 500 mil atribuídos ao presidente do TCE e movimentações de R$ 33 milhões, em apenas um ano, por outro suspeito. A PF apura possíveis ligações entre essas operações financeiras, contratos administrativos e direcionamento de recursos públicos.

Mais de 180 policiais federais participam da operação. O TCE-MT foi procurado, mas não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.

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Prefeitura de Extremoz inicia ação de prevenção a afogamentos nas praias e lagoas do município

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Extremoz, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, iniciou uma ação de prevenção a afogamentos em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte e a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA). A iniciativa busca reforçar a conscientização e ampliar a segurança nos ambientes aquáticos do município.

As primeiras atividades foram realizadas nas praias de Barra do Rio e Genipabu, com orientações preventivas voltadas a moradores, turistas e visitantes, destacando a importância de atitudes responsáveis para evitar acidentes e preservar vidas.

Durante as ações, a população recebe orientações práticas de segurança, como evitar entrar na água após consumir bebidas alcoólicas, respeitar as sinalizações e as recomendações dos guarda-vidas, observar as condições do mar e não se afastar da margem em locais desconhecidos.

Também é recomendado que crianças permaneçam sempre sob a supervisão de um adulto, que os banhistas evitem nadar sozinhos e que se procurem áreas seguras para o banho. Em situações de correnteza, a orientação é não tentar enfrentá-la diretamente e buscar ajuda de profissionais.

A ação terá continuidade nas praias de Redinha Nova, Santa Rita e Pitangui, além das Lagoas de Pitangui e Extremoz, ampliando o alcance das medidas de prevenção em diferentes áreas de lazer e turismo do município.

Além de valorizar os destinos turísticos de Extremoz, a iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a segurança dos frequentadores, promovendo a conscientização sobre os riscos de afogamento e a importância de respeitar as orientações de segurança.

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Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e chega a 50,1%

Foto: Reprodução

O endividamento das famílias brasileiras atingiu um novo recorde em agosto, chegando a 50,1% da renda acumulada em 12 meses. O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas também alcançou o maior nível da série histórica, com 29%, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (29).

Os números evidenciam a pressão sobre o orçamento das famílias diante dos juros elevados e do avanço de modalidades de crédito mais caras, como cartão de crédito e empréstimos sem garantia.

Mesmo com programas de renegociação de dívidas lançados pelo governo federal, o indicador de endividamento continuou avançando. Sem considerar o crédito imobiliário, a proporção chegou a 31% da renda, enquanto o comprometimento com o serviço da dívida atingiu recorde de 26,7%.

Os dados do Banco Central também mostram que a inadimplência no crédito livre para famílias e empresas permaneceu em 6,6% em setembro, o maior patamar da série histórica para esse indicador.

Com informações da Reuters

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Eduardo Bolsonaro teria usado declaração sobre saída do irmão do Brasil para driblar a PF

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro teria usado uma declaração pública sobre a possibilidade de o irmão, Flávio Bolsonaro (PL), deixar o Brasil em caso de derrota eleitoral como parte de uma estratégia para despistar autoridades e facilitar sua saída do país, segundo reportagem do Estadão publicada nesta quinta-feira (29).

Às vésperas do segundo turno, Eduardo afirmou que defendia a mudança do irmão para os Estados Unidos caso ele perdesse a eleição. Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Polícia Federal pediu a apreensão dos passaportes de Flávio, alegando risco de evasão. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a medida.

De acordo com a reportagem, a declaração de Eduardo teria funcionado como uma espécie de “isca retórica”, levando as autoridades a concentrar a atenção na possibilidade de fuga enquanto aliados organizavam a saída do senador.

A matéria também relata que informações contraditórias sobre o paradeiro de Flávio circularam durante a operação. O senador deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina e seguiu em avião particular, com escala no Equador, até os Estados Unidos, acompanhado da mulher e das filhas.

A Polícia Federal investiga as circunstâncias da saída do país. Flávio viajou apesar da determinação judicial que o proibia de deixar o território nacional.

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ESTADÃO: Moraes deu “presentão” a Flávio ao criar narrativa de perseguição política

Fotos: Alejandro Zambrana/STF e Edilson Rodrigues/Agência Senado

O jornal O Estado de S. Paulo afirmou, em editorial publicado nesta quinta-feira (29), que Alexandre de Moraes deu um “presentão” a Flávio Bolsonaro ao mandar apreender seus passaportes logo após a derrota eleitoral. Para o jornal, a decisão imprudente transformou uma fuga constrangedora em uma narrativa de exílio e perseguição política.

O editorial reconhece que Flávio descumpriu a ordem judicial, fugiu para os Estados Unidos e precisa responder pelas suspeitas de crimes financeiros investigadas. Isso, porém, não tornaria correta a medida determinada pelo ministro do STF.

Para o Estadão, os argumentos apresentados pela Polícia Federal para sustentar o risco de fuga eram vagos: a recomendação pública de Eduardo Bolsonaro para que o irmão deixasse o país, a presença do advogado Willer Tomaz no exterior, a capacidade financeira de Flávio e seus contatos internacionais.

O pedido da PF foi assinado sete minutos após a confirmação da vitória de Lula e acolhido por Moraes. Na avaliação do jornal, o ministro deveria ter exigido indícios mais sólidos, ouvido a Procuradoria-Geral da República e levado o caso ao plenário do Supremo.

O editorial também questiona a imparcialidade de Moraes diante dos conflitos acumulados com a família Bolsonaro e das suspeitas relacionadas ao Banco Master. “Sem a ordem sobre os passaportes, a partida do senador seria um embaraço. Com ela, ganhou uma história para contar”, resume o jornal.

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[VÍDEO] Valdemar diz que “não gostou” de carta de Flávio e que senador não avisou ao pai sobre viagem

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (29) que não gostou da carta publicada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) após sua chegada aos Estados Unidos. Segundo Valdemar, o parlamentar não avisou ao pai, Jair Bolsonaro, que deixaria o Brasil.

“Ninguém aprovou a carta. Ninguém aprova essa situação que aconteceu com o Flávio… queremos tocar o país para frente”, declarou Valdemar à imprensa, após visitar o ex-presidente, que está em prisão domiciliar.

Sobre a viagem, o dirigente do PL afirmou: “Ele veio ver o pai, nem o Bolsonaro sabia que ele ia”.

Flávio publicou a carta na quarta-feira (28), depois de desembarcar nos Estados Unidos com a família. O senador havia sido proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de deixar o país.

Na primeira versão do texto, Flávio se apresentou como “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. Depois, apagou a publicação e divulgou uma nova versão, substituindo as expressões por “líder do Brasil” e “líder”. Ele manteve, porém, as alegações de que não reconhece o resultado eleitoral e de que as eleições foram roubadas, sem apresentar provas.

O PL reconheceu o resultado das urnas, que confirmou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outras lideranças políticas, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defenderam o respeito ao resultado eleitoral.

Segundo o g1, Valdemar teme que a repercussão da viagem e da carta prejudique o partido após o crescimento eleitoral. A senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) é apontada como possível liderança do bolsonarismo, embora haja resistência dos enteados à possibilidade.

Com informações do g1

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[VÍDEO] OPERAÇÃO ALMA LAVADA: Polícia Civil cumpre 10 mandados de prisão e nove de busca e apreensão em Mossoró

 

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagra, nesta quinta-feira (29), a Operação Alma Lavada, para cumprir 10 mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento no homicídio de Lucas Cardoso de Lima, de 19 anos, ocorrido em 10 de junho de 2026, na comunidade Jucuri, zona rural de Mossoró.

A operação busca desarticular uma célula criminosa suspeita de envolvimento no crime. O nome da operação simboliza a resposta dada à família da vítima, que, após o crime, precisou deixar a região por questões de segurança.

 

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Fachin arquiva mais cinco investigações ligadas ao Inquérito das Fake News

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinou o arquivamento de mais cinco investigações vinculadas ao Inquérito das Fake News. As decisões foram tomadas após manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de provas, ausência de elementos para identificar suspeitos ou prescrição dos crimes investigados.

Entre os procedimentos encerrados estão apurações envolvendo Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO); o ex-ministro do Turismo Gilson Machado; o deputado estadual catarinense Alex Brasil; e Flávia Cordeiro Magalhães. Uma quinta investigação tratava de publicações em um grupo no Telegram.

No caso de Rui Costa Pimenta, Fachin declarou extinta a punibilidade pela prescrição do crime de incitação, relacionado a publicações ofensivas ao STF em junho de 2022.

Já a investigação sobre mensagens com ameaças a ministros e apologia ao racismo contra judeus foi encerrada após o Telegram informar que não era tecnicamente possível identificar os responsáveis pelo canal com os dados disponíveis.

A apuração envolvendo Flávia Cordeiro Magalhães foi arquivada por fragilidade das provas e ausência de vínculo comprovado com grupos organizados ou esquemas de financiamento de desinformação. A decisão também revogou a prisão preventiva e as restrições migratórias.

Gilson Machado era investigado por uma suposta tentativa de obter, junto ao Consulado de Portugal em Recife, um passaporte para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Segundo a PGR, não foram encontrados elementos mínimos de autoria e materialidade.

No caso de Alex Brasil, a investigação sobre compartilhamento de conteúdo relacionado ao sigilo do voto nas eleições de 2022 foi encerrada porque os mesmos fatos já haviam sido apurados e arquivados definitivamente. A decisão determinou ainda o desbloqueio das contas do parlamentar nas redes sociais.

Fachin tem sinalizado que pretende encerrar o Inquérito das Fake News durante sua gestão à frente do STF, após a conclusão da análise dos procedimentos pendentes.

Com informações do Metrópoles

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Assessor de Milei ajudou a organizar saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, diz jornal argentino

Reprodução/Clarín/Foto de Maxi Failla

O assessor do presidente argentino Javier Milei, Santiago Caputo, teria acompanhado a operação que levou Flávio Bolsonaro (PL) e sua família da Argentina aos Estados Unidos, segundo reportagem do jornal argentino Clarín reproduzida pela CNN Brasil.

De acordo com fontes da Casa Rosada ouvidas pelo jornal, Caputo viajou a Puerto Iguazú na mesma noite em que Flávio embarcou em um avião particular com destino a Miami, com escala no Equador. A operação teria envolvido empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos e a companhia aérea argentina Baires Fly.

Segundo a reportagem, o assessor acompanhou a movimentação no aeroporto e teria buscado evitar o registro de imagens da família Bolsonaro. Sua presença foi mencionada em documentos policiais após uma fiscalização na madrugada de quarta-feira (28).

Caputo criticou nas redes sociais a cobertura da imprensa sobre o paradeiro do senador. A reportagem também afirma, com base em fontes da Casa Rosada, que autoridades brasileiras tinham conhecimento da movimentação.

Flávio deixou o Brasil após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão de seus passaportes. Segundo a CNN Brasil, o senador entrou na Argentina usando o passaporte italiano.

Opinião dos leitores

  1. Trump mande pra outro país ou vc vai receber a zica dos Bolsonaristas ,o seu povo vai virar contra você ! Kkkkk

    1. Vai cuidar do frey irmão de lula e lulinha na Espanha, xalera otario.

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