Judiciário

Sentença da Justiça publicada com exclusividade pelo BG dando ganho de causa ao Camarões Potiguar ganha as páginas nacionais

Veja abaixo a matéria completa do Jornal Estadão:

 

A rede de restaurantes Coco Bambu foi condenada por suposta ‘concorrência desleal’ pela 1.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Segundo o relator do do processo, a casa copiou cardápio, layouts do menu, receitas e chegou até a contratar funcionários da rede Camarões. A rede cearense de frutos do mar que se expandiu rapidamente e já abriu unidade inclusive nos EUA foi sentenciada a deixar de praticar o ‘ato de concorrência desleal’, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia, no limite de R$ 1 milhão, e a pagar indenização de R$ 50 mil aos donos do concorrente.

Um funcionário do Camarões afirmou ter sido sondado pelos dirigentes do Coco Bambu para montar menu idêntico ao Camarões e que, ’em visita ao citado restaurante, constatou que as opções de pratos contidos no cardápio eram praticamente os mesmos daqueles ofertados pelos restaurantes da ‘rede Camarões’ em Natal’.

“Já o sr. Celso Nascimento Borges, chefe de cozinha das autoras, declarou que os ex-funcionários destas, com quem anteriormente havido trabalhado e atualmente exerciam sua função no empreendimento da ré, detinham conhecimento suficiente para reproduzir os mesmos pratos oferecidos pela ‘rede Camarões’ de Natal”.

Também foram anexados no processo emails de fornecedores e consumidores aos proprietários do Camarões. Em um dos textos, uma cliente afirma: “(…) tive uma professora doutora lá de Fortaleza que passou essa informação para a turma, informando que não é o mesmo grupo mas que eles lá simplesmente copiaram quase tudo de vocês e isso é anti-ético até demais.”

Para o relator do caso, desembargador Claudio Santos, ‘marca adotada inicialmente pelo ‘Camarões Beira Mar’ se assemelha indubitavelmente ao logotipo pertencente aos restaurantes da parte demandante (Camarões), de sorte que o consumidor desavisado seria levado a concluir que se trata do empreendimento do mesmo conglomerado econômico’.

“Na espécie, vislumbro a prática de concorrência desleal, pela empresa ré, ora Recorrida, conduta contra legem consubstanciada na exploração de atividade comercial no ramo de gastronomia, em que se verifica demasiada similitude de padronagem de cardápios, pratos oferecidos, vestimentas de funcionários e do aspecto geral da estrutura física do restaurante pertencente à parte autora (fls. 13/14), de modo a confundir o consumidor, levando-o a acreditar que tais estabelecimentos pertencem à mesma rede comercial”, anotou.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO JOSÉ AUGUSTO DELGADO, QUE DEFENDE O COCO BAMBU

Por respeito ao Poder Judiciário potiguar, não pretendia o grupo Coco Bambu discutir publicamente tema que deveria se restringir ao processo (como, aliás, não o fez por ocasião da sentença que lhe foi favorável), principalmente com relação à decisão do Tribunal de Justiça, que sequer foi publicada.

Mas, pelo visto, essa postura foi adotada por apenas uma das partes.

Quanto ao litígio, devemos dizer que o grupo cearense empreende no segmento gastronômico desde 1989, inaugurando em 2008 o restaurante Camarões Beira Mar, tendo o grupo potiguar ingressado com ação judicial sob o argumento de que teria havido a “usurpação ampla de um modelo de negócio”.

Em primeira instância, houve sentença julgando improcedentes as pretensões do grupo potiguar.

Em segunda instância, houve reforma da sentença por um placar de 3×2.

Com o mais elevado respeito à maioria de um voto formada em favor da tese do grupo potiguar, avaliamos que deve prevalecer a sentença, porque:
a) não pode o grupo potiguar pretender a exclusividade do nome camarões, quando nem o INPI lhe deu;
b) a logomarca em litígio (camarões beira-mar) se encontra, desde 2014, registrada no INPI (o que não teria ocorrido se fosse um plágio);
c) os restaurantes foram concebidos por profissionais diferentes, sendo o arquiteto cearense um dos mais respeitados no Brasil;
d) o grupo cearense optou pelo estilo rústico, já utilizado em outras casas suas;
e) não há que se falar em concorrência (muito menos desleal), pois 600km separam o Natal(RN) de Fortaleza(CE), sendo impensável um mercado comum relevante;
f) não há que se falar em concorrência (muito menos desleal) se consta do depoimento nos autos do grupo potiguar dizendo que optaram por empreender somente no Estado do RN;
f) a tese de que o sucesso das receitas foram copiadas conflita com o depoimento de um dos donos da rede potiguar, que disse, em audiência, que a distinção no gosto estava no preparo realizado pelo sócio fundador do grupo;
g) o restaurante Camarões Beira-Mar, com pouco mais de um ano de funcionamento, foi (a pedido do grupo potiguar) totalmente descaracterizado por ordem judicial (que determinou a retirada de cardápios, aventais, cutelaria, nome, site etc), passando, desde então, a se chamar Coco Bambu;
h) o grupo potiguar afirmou textualmente que, após obtida a referida liminar, poderia o grupo Coco Bambu empreender normalmente, não podendo, agora, em contradição ao que dissera antes, pretender ser autor do sucesso experimentado pelo grupo cearense;
i) o grupo cearense cresceu pelo modelo de gestão, que atrai sócios sem qualquer ligação com grupo, diferentemente da rede potiguar que é, desde e seu nascimento, exclusivamente familiar;
j) a interpretação dada pelo grupo potiguar à decisão do Tribunal de Justiça do RN é absolutamente equivocada e inaceitável, na medida em que implicaria na pretensão de ser beneficiada sobre os resultados decorrentes do trabalho desenvolvido por mais de 100 (cem) sócios e 6.000 funcionários, sem que quaisquer dos proprietários da rede potiguar seja uma coisa (sócios) ou outra (funcionários) da rede Coco Bambu.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO RAFFAEL GOMES CAMPELO, QUE DEFENDE A REDE CAMARÕES

Não demos publicidade em absolutamente nada. O processo é público e dada a sua importância despertou interesse da imprensa local e nacional. No mais, as alegações da nota acima já foram rechaçadas pelo TJRN.

Opinião dos leitores

  1. Uma das práticas mais corriqueiras pelas bandas do Ceará, imitar tudo de bom no turismo Potiguar. O Ceará gasta uma verdadeira fortuna com o turismo e recebe um pouco mais de turistas do que o RN. Fato!

  2. Essa rede cearense do Coco Bambu não tem vergonha!!! Não sabem o que é ética. Não sou de Natal, sou de São Paulo, mas acompanhei todo o processo como consumidora e posso declarar que houve usurpação sim!! Gente folgada e sem talento que quer se aproveitar dos outros!

  3. Esses cearenses plagiaram o CAMARÕES e a pizzaria CIPÓ BRASIL, aliás no Ceará "nada se cria, tudo se copia"

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Complexo esportivo com 12 quadras será construído na engorda de Ponta Negra


Foto: Secom Natal

A nova faixa de areia da Praia de Ponta Negra, fruto do aterro hidráulico da engorda, ganhará um complexo com 12 quadras esportivas voltadas para a prática de vôlei de praia, futevôlei e beach tennis. O projeto da Prefeitura do Natal, situado nas proximidades do quiosque 20 e em frente ao hotel Manary, contempla também infraestrutura de iluminação em LED, bancos, telas de proteção e paisagismo.

O investimento estimado é de R$ 232.615,77, com aportes oriundos do Fundo de Urbanização (FURB), sob gestão da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). O prazo de execução das obras é de 60 dias após a assinatura da ordem de serviço. Segundo o prefeito Paulinho Freire, a iniciativa fortalece o esporte amador e profissional e fomenta o turismo esportivo na capital potiguar.

O complexo será dividido em três módulos de quatro quadras cada, com áreas de jogo medindo 8 x 16 metros e opções de afastamento de três ou cinco metros em relação às telas de proteção. Conforme o titular da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEL), Hermes Câmara, as dimensões oficiais visam credenciar o espaço para sediar campeonatos de nível nacional e internacional.

A execução do projeto integra um esforço conjunto de pastas municipais: a Semurb responde pelo projeto, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) pela iluminação e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra) pela montagem estrutural. A fiscalização e a posterior administração do espaço ficarão a cargo da SEL, que definirá regras de uso, horários e critérios de agendamento após a conclusão das obras.

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Estagnado nas pesquisas, Lula não consegue se beneficiar eleitoralmente da escala 6×1


Foto: Reuters

O governo e a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentam forte estagnação política, refletida diretamente nos dados da última pesquisa Quaest. O levantamento aponta o petista empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, além de registrar quedas consistentes de popularidade no Nordeste e perda entre o eleitorado mais jovem. O cenário se complica com o crescimento de Augusto Cury na disputa, reduzindo votos válidos em favor do petista e inviabilizando qualquer perspectiva de vitória já no primeiro turno.

Diante do cenário adverso, a avaliação interna é de que a base governista falha em mobilizar sua principal bandeira de apelo popular: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. Enquanto Flávio Bolsonaro e seu coordenador, o senador Rogério Marinho (PL-RN), atuaram abertamente nos bastidores para atrasar e tentar barrar a tramitação da matéria no Senado, que acabou sendo aprovada nesta quarta-feira (2). Com exceção de aparições pontuais do próprio presidente, parlamentares e ministros evitam unificar o coro nas redes sociais para expor a resistência da oposição aos direitos trabalhistas.

A oposição tenta se beneficiar da crise do STF para atingir Lula, que ficou associado a Alexandre de Moraes e à ala ligada a ele na corte do Supremo. No momento, o presidente está encurralado diante dessa crise e não tem conseguido se beneficiar como esperado da proposta do fim da escala 6×1.

Com informações do Blog de Vera Magalhães / O Globo

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Encontro com amigos de Aize reúne multidão e marca um dos maiores momentos políticos de João Câmara


O encontro com os amigos de Aize foi marcado por uma grande mobilização e entrou para a história política de João Câmara como um dos maiores encontros já realizados no município. O evento reuniu apoiadores, lideranças e integrantes do grupo que acompanha a prefeita Aize, em uma demonstração de força e unidade.

Durante o encontro, Aize fez uma prestação de contas das principais ações realizadas pela gestão e destacou os avanços conquistados em áreas como saúde, educação, assistência social, desenvolvimento, cultura e infraestrutura.

A prefeita também fez questão de agradecer ao time que, segundo ela, tem sido fundamental para transformar os resultados da gestão em ações concretas para a população.“Eu não estou sozinha. Eu tenho vocês. E por trás da gente existe um time trabalhando todos os dias para fazer João Câmara avançar”, destacou Aize.

O encontro também reforçou o clima de mobilização para a campanha e a defesa da continuidade do projeto político que, segundo a prefeita, vem promovendo uma nova realidade para João Câmara.

A grande presença no evento deixou um recado claro: Aize tem grupo, tem força política, tem trabalho e não está sozinha.

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MASSACRE DE ALCAÇUZ: Justiça do RN decide que réus não irão a júri popular


Foto: Reprodução

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que nenhum dos 15 réus acusados pelos homicídios do Massacre de Alcaçuz será julgado pelo Tribunal do Júri. A sentença foi proferida pelo Colegiado da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRim) e tornada pública após quase uma década do episódio mais sangrento do sistema prisional potiguar.

O colegiado decidiu pela impronúncia dos 15 acusados em relação às 26 ocorrências de homicídio qualificado, por entender que o acervo probatório reunido ao longo do processo não oferece indícios suficientes de autoria para enviá-los ao júri popular. Os réus também foram absolvidos das acusações de dano qualificado e ocultação de cadáveres.

Especialistas jurídicos lembram que a impronúncia não equivale à absolvição definitiva pelas mortes: a medida indica apenas que faltam elementos probatórios materiais nesta fase processual, abrindo margem para que o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) apresente recursos para tentar reverter o entendimento.

Embora tenham escapado do júri popular pelos assassinatos, quatro réus acabaram condenados por integração a organização criminosa. Apontado como líder com função de comando, João Francisco dos Santos, conhecido como “Dão”, recebeu pena de 5 anos, 1 mês e 7 dias de reclusão, além de 15 dias-multa, com agravante pelo uso de armas de fogo. No mesmo dispositivo, Thiago Medeiros Conforte, Jefferson Santos da Silva e Victor Guilherme Cavalcanti de Oliveira foram condenados a 3 anos, 9 meses e 12 dias de prisão. A sentença, contudo, não vinculou a autoria direta de Dão aos homicídios.

O Massacre de Alcaçuz ocorreu em janeiro de 2017 no complexo penitenciário situado em Nísia Floresta, na Grande Natal. A rebelião e o confronto entre facções rivais aconteceu após a invasão do Pavilhão 4 por detentos vindos do Pavilhão 5 do Presídio Rogério Coutinho Madruga e resultou em 26 mortes.

Com informações do Agora RN

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Nominata do PSB avalia abandonar disputa à Câmara por falta de repasses do Fundo Eleitoral


Larissa Rosado, presidente do PSB no Rio Grande do Norte, em entrevista a 96FM. Foto: Acervo / Agora RN

Os oito candidatos do PSB a deputado federal no Rio Grande do Norte avaliam uma desistência coletiva das eleições de 2026. A nominata relata falta de apoio partidário, ausência de estrutura mínima e falta de recursos financeiros, o que inviabiliza a continuidade das campanhas.

A crise veio a público por meio de uma nota conjunta dos postulantes, que alertam que uma retirada em massa esvaziaria a chapa proporcional e dizimaria as chances do partido de eleger representantes para a Câmara dos Deputados.

Até a última terça-feira (1º), nenhum dos nomes havia tido acesso aos recursos do Fundo Eleitoral. O grupo também aponta déficits em frentes básicas, como assistência jurídica e contábil, produção de propaganda e confissão de material gráfico. Nos bastidores, a cúpula partidária tenta viabilizar equipes de marketing e impressos, mas sem garantias de repasses de verbas em dinheiro.

O diretório estadual do PSB é comandado por Larissa Rosado, candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Cadu de Lula (PT). Embora a direção nacional tenha acumulado cerca de R$ 152 milhões do Fundo Eleitoral, nenhuma fatia foi direcionada aos candidatos potiguares nesta fase inicial.

O grupo mantém negociações em andamento com as instâncias estadual e federal da sigla, aguardando um desfecho prático antes de oficializar a ruptura. Não há um prazo estipulado para o martelo ser batido.

Com informações do Agora RN

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MULTA DE R$ 40 MILHÕES E 17 TEMAS: PGR assina delação de fundador da Reag que detalha crimes financeiros do Banco Master


Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral da República (PGR) firmou um acordo de delação premiada com João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag. Nos depoimentos e materiais entregues, Mansur revelou novos detalhes sobre os crimes financeiros de Daniel Vorcaro e do Banco Master, além de delatar outros operadores do esquema. Trata-se da primeira colaboração oficializada pela PGR no âmbito da Operação Compliance Zero. A defesa do gestor preferiu não se manifestar.

O documento foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos próximos dias, Mendonça deve conduzir uma audiência para avaliar a espontaneidade da colaboração e os requisitos legais, etapa que antecede a homologação e valida o acordo como meio de prova. A proposta inicial apresentada por Mansur envolvia 17 eixos de investigação e o pagamento de uma multa de R$ 40 milhões.

A efetivação do acordo dificulta as tratativas para uma eventual delação do próprio Daniel Vorcaro. Embora o ex-banqueiro tenha alterado sua equipe jurídica na tentativa de retomar as conversas, investigadores demonstraram desinteresse, avaliando que Mansur forneceu informações mais inéditas e relevantes sobre o fluxo de recursos desviados pelo Master. A gestora Reag gerenciava fundos de investimento utilizados por Vorcaro para drenar dinheiro do sistema financeiro para fins pessoais e para o pagamento de propina.

Com informações do UOL.

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Álvaro domina debate da 98 FM, encurrala adversários e apresenta realizações e propostas


Foto: Gabriel Leite/98FM

Álvaro Dias (PL) impôs o ritmo do debate da 98 FM/Jovem Pan e deixou os adversários na defensiva. Cobrou de Allyson Bezerra (União Brasil) explicações sobre a Operação Mederi, desmontou a ligação de Cadu Xavier (PT) com o governo Fátima Bezerra e ancorou cada proposta em obra entregue.

O momento mais duro veio na cobrança sobre a Operação Mederi, investigação da Polícia Federal sobre suposto esquema em contratos de medicamentos em Mossoró. Álvaro questionou os indícios apontados pela PF de que 15% seriam destinados ao então prefeito. “O senhor precisa explicar os desvios de medicamentos em Mossoró. Pela matemática de Mossoró, menos da metade dos medicamentos comprados era entregue”, afirmou. Voltou à carga em seguida: “O senhor não se envergonha de estar sendo investigado pela Polícia Federal? Fale a verdade. O senhor está mentindo. O senhor é um candidato de fantasia.”

Com Cadu, o desmonte foi político. “O senhor deveria ter adotado o nome Cadu de Fátima. Eu acho que o senhor vive em outro estado. O senhor não mora na cidade de Natal”, disparou, antes de contrapor números à crítica do petista: “Terminamos seis anos de gestão com 600 obras concluídas.”

Entre as entregas, defendeu a engorda de Ponta Negra — que preservou a praia e o Morro do Careca e sustentou o turismo e milhares de trabalhadores da região — e citou a Escola Municipal Padre Tiago Theisen, em tempo integral, na Zona Norte, com mil vagas, três refeições diárias, biblioteca, piscina e pista de atletismo. Na saúde, apresentou o Hospital Municipal de Natal, com leitos, UTI, centro cirúrgico e diagnóstico por imagem, como o maior investimento da história da saúde pública da capital — e o contrapôs à estrutura deixada por Allyson em Mossoró.

Na segurança, cobrou o avanço das facções e a incapacidade do governo estadual de enfrentar o crime organizado, defendendo prioridade para a área, fortalecimento das forças policiais e investimento em capacidade operacional. Na economia, apontou a revisão do Plano Diretor de Natal como medida que destravou investimentos e defendeu qualificação profissional conforme as vocações de cada região.

Álvaro encerrou o debate como o único a sustentar propostas em cima de obras entregues, apresentando a gestão em Natal como referência para o que pretende fazer no Governo do Rio Grande do Norte.

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“MENTIROSO E CANALHA”: Chefe da PF reage após ser citado por Daniel Vorcaro em oitiva na Papudinha


Foto: Igor Estrela/Metrópoles

Em depoimento prestado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, seria o responsável pelo travamento de sua delação premiada. Segundo o banqueiro, a resistência ocorreu porque o chefe da corporação temia ser exposto pelas revelações. A oitiva aconteceu na última quinta-feira (27) na Papudinha, foi conduzida pelo juiz auxiliar João Azambuja e contou com a presença de procuradores e dos advogados de defesa Daniel Bialski e Engels Muniz.

Durante o registro, que foi gravado em vídeo e ata, Vorcaro fez menções a viagens e despesas que teriam sido custeadas em favor de Andrei Rodrigues, embora não tenha apresentado provas materiais na ocasião. O banqueiro também relatou ter sofrido supostas intimidações, torturas psicológicas e tratamentos desumanos durante transferências entre unidades prisionais.

Em resposta às declarações, Andrei Rodrigues classificou as acusações como mentiras e chamou o banqueiro de canalha em conversas com pessoas próximas. O diretor-geral da PF contestou a narrativa ao lembrar que foi o próprio Vorcaro quem escolheu cumprir prisão nas dependências da corporação, além de questionar por que o delator não formalizou o acordo diretamente com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Com informações do Metrópoles

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CRISE NO STF: Lula se afasta de Alexandre de Moraes para proteger campanha, enquanto Flávio Bolsonaro cobra impeachment


Foto: Pedro Ladeira / Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou na última terça-feira (1º) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre a crise instalada na corte após a revelação de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Buscando demarcar distância de um aliado histórico para evitar contaminações em sua campanha de reeleição, o petista definiu com seu grupo político que a linha oficial será a de que ninguém está acima da lei.

No mesmo dia, Lula foi procurado pelo decano da corte, Gilmar Mendes, que alertou sobre a falta de apoio institucional à cúpula da Polícia Federal. O recado ocorreu em meio ao embate entre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ministro André Mendonça, responsável por determinar o relatório que expôs as conversas de Moraes com Vorcaro.

Enquanto o presidente do PT, Edinho Silva, publicou vídeo afirmando que “o sistema apodreceu” e defendendo um código de ética para o Judiciário, a avaliação no entorno presidencial é de que Lula não deve levantar o tema voluntariamente, respondendo apenas se for questionado. Aliados recordam que o próprio petista já havia cobrado publicamente em abril que Moraes se declarasse impedido no caso do Banco Master, alertando-o para não jogar fora sua biografia.

As revelações de que Vorcaro consultou Moraes sobre uma possível fuga do país dias antes de ser preso somadas a um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e a instituição financeira geraram forte desgaste. Historicamente apoiado pelo STF, o governo federal vê o caso repercutir diretamente nas urnas. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) mostra Lula tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com 42% a 41% das intenções de voto.

Do outro lado, a oposição aproveitou o escândalo para intensificar pressões. Em comício realizado em Porto Alegre na noite de quarta-feira, Flávio Bolsonaro atacou duramente o ministro e o presidente, cobrando um posicionamento firme do governo. “Eu não sei se quem governa o Brasil hoje é o Lula ou o Alexandre de Moraes”, declarou o senador, exigindo a saída imediata do petista do cargo sob a acusação de omissão.

De acordo com a coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, Lula manteve conversas com o presidente do Supremo, Edson Fachin; com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; e com o ministro André Mendonça. Entre terça (1º) e quarta (2), o presidente também tratou do tema em duas reuniões realizadas no Palácio do Planalto.

A colunista relatou que Lula tem se mostrado preocupado com o rompimento entre Andrei e Mendonça, relator do inquérito do Banco Master. Ele teme o isolamento de Andrei, que se distanciou do ministro da Justiça, Wellington Silva, e do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias.

Em conversas individuais, Lula afirmou que não é de seu interesse alimentar a crise e que seu objetivo é ajudar a pacificar o ambiente.

Com informações da Folha de São Paulo e do Metrópoles

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Moraes segurou julgamento bilionário do Banco Master enquanto esposa mantinha contrato milionário


Fotos:  Reprodução / Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes pediu vista em novembro de 2024 em um processo de alto interesse do Banco Master, período em que sua esposa, Viviane Barci de Moraes, já havia firmado um contrato de R$ 131 milhões com a instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro. O magistrado devolveu o caso ao plenário apenas em fevereiro de 2026, quando os pagamentos do ex-banqueiro à advogada já eram de conhecimento público. Questionado pela reportagem sobre eventual conflito de interesses, o ministro não respondeu.

O caso em questão é a Suspensão de Tutela Provisória 976, uma disputa bilionária entre a União e empresas sucroalcooleiras. O setor tenta viabilizar o pagamento antecipado de R$ 5 bilhões em precatórios a uma empresa específica. A Fazenda Nacional estima que uma decisão favorável abriria precedente para outras 26 companhias, gerando um impacto superior a R$ 100 bilhões aos cofres públicos. Em setembro de 2023, o STF vetou o pagamento por unanimidade.

Após recurso dos advogados, o então presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, votou em 8 de novembro de 2024 para manter a decisão desfavorável às empresas. Foi nesse momento que Moraes pediu vista, paralisando o processo. A aquisição desses precatórios, títulos com baixo valor de mercado comprados e revendidos a bancos era uma das principais estratégias de Daniel Vorcaro para inflar o balanço patrimonial do Banco Master. Uma decisão favorável do STF traria ganhos expressivos à instituição.

A centralidade deste processo na agenda do banco foi confirmada indiretamente pelo ministro André Mendonça. Em nota na qual admite ter se reunido com Vorcaro em março de 2024, Mendonça afirmou que tratou exclusivamente da STP 976, pontuando que o caso estava paralisado na ocasião devido ao “pedido de vista de outro ministro”.

A tramitação do processo no STF registrou idas e vindas atípicas. Conforme o andamento oficial, Moraes tentou devolver a vista em 4 de fevereiro de 2025 e novamente em 14 de março de 2025, mas ambos os atos foram invalidados sob a justificativa de “lançamento indevido”. O julgamento virtual só foi efetivamente retomado a partir de 11 de fevereiro de 2026, culminando na derrota definitiva das empresas e na manutenção do entendimento favorável à União por unanimidade.

A controvérsia jurídica remonta aos anos 1980 e discute se a União deve indenizar empresas do setor sucroalcooleiro por prejuízos causados pelo tabelamento de preços do extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Embora o STF tenha decidido em 2020 que o governo só deve pagar quem comprovar os danos, a revenda desses títulos a instituições financeiras manteve o tema vivo nos tribunais por mais de duas décadas.

Com informações da CNN Brasil

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