Acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de tê-lo pressionado a mudar relatórios do Iphan para liberar uma obra onde tem apartamento na Bahia, o ministro de Governo, Geddel Vieira Lima, rebateu a guerra de versões sobre a saída do colega alegando ter aparecido “uma verdade dentre muitas inverdades”.
Geddel confirmou à Coluna ter tratado do tema com Calero e admitiu ter comprado, em 2015, o apartamento no 23° andar, negando que tenha feito algum tipo de pressão. “Essa história está mal contada. Como justificar o pedido de demissão se ele foi prestigiado na posição dele? Ele poderia ter se sentido constrangido se tivesse sido forçado a tomar uma posição que não quisesse”, rebateu. O jornal Folha de São Paulo publicou na edição deste sábado, 19, uma entrevista em que Marcelo Calero acusa Geddel de pressioná-lo.
O ministro de Governo, que pode ser investigado pela Comissão de Ética Pública da Presidência, justificou não ter conhecimento da insatisfação de Calero ao dizer que uma das razões para a saída dele seria um relatório do Iphan, que pedia o veto presidencial à lei aprovada pelo Senado, na semana passada, que transformou a vaquejada em patrimônio imaterial cultural do Brasil. Leia os principais pontos da entrevista:
O senhor foi acusado pelo ex-ministro Calero de pressioná-lo em relação ao Iphan.
Lamento profundamente essa declaração do Calero, com quem eu sempre tive uma relação afável e tranquila. Não tive nenhum desentendimento com Calero, nenhum bate boca com ele. Ele diz uma verdade e muitas inverdades.
Quais seriam as inverdades?
As inverdades é que eu teria dito, por exemplo, que iria pedir a cabeça da presidente do Iphan, que eu poderia tratar com o presidente da República. Eu nunca tratei desse tema com o presidente da República. Nada, absolutamente nada. Aí há um certo exagero.
E qual seria a verdade?
A verdade é que eu tratei do tema com ele sob a ótica de que ‘Calero, tem que tomar cuidado com isso. Esse assunto tá em discussão na Bahia há muito tempo. Está judicializado’. Já tá na Justiça há muito tempo e isso termina gerando insegurança política para quem comprou unidade, isso termina gerando desemprego na cidade, mas sem nenhuma pressão devida. Tanto não há pressão que a posição ao final e ao cabo que prevaleceu foi a dele. Não estou entendendo e me surpreendo que venha isso agora. A posição que prevaleceu, apesar de eu ter uma visão diferente desse processo, mesmo ele judicializado, foi a dele. Os incorporadores vão buscar agora reparos tanto administrativos tanto na justiça. A posição dele prevaleceu.
Houve ou não houve pressão?
Que pressão é essa? Tratei com o Calero com tranquilidade, por telefone, até porque não tenho medo de tratar por telefone, de estar grampeado, O que eu trato por telefone eu trato publicamente. Qual a ilegalidade que há nisso? Qual a imoralidade que há em tratar desse tema com um colega meu? Nunca tratei desse tema com o Iphan, nunca fiz pressão no Iphan. Tratei com ele, nunca tive briga com ele.
Estadão

Se não pode, NÃO PODE!!! Cara pálida.
Geddel, homem sério e probo,,,,,,SQN…hahahahaha
kkkkkkkkk
#BoraTemer
#BrasilSemCorrupcao
A corrupção já acabou? Todos bradavam que o problema era o PT!
Eu vejo uma postura diferente, muito longe do ideal, mas oposta da que era adotada no governo petista.
Vide o tratamento dado a Palocci, Genoíno e Dirceu: Digno do que é dispensado a heróis. Era muito vergonhoso.
Postura diferente? Tipo a de colocar Romero Jucá como líder do governo? kkkkkk
O problema é que o Brasil tá cheio de gente que só quer enxergar com um olho!
Cala-te Calero…
Geddel é do bem…
Sempre foi…