Diversos

Será que o brasileiro trabalha pouco? Números respondem

a-classe-media-acredita-no-trabalho-duro-os-ricos-acreditam-na-alavancagem-1481216511370_615x300Dias atrás, o Tribunal Superior do Trabalho decidiu pelo fim do direito dos bancários a descanso remunerado aos sábados, o que levou muitos a se perguntarem: o brasileiro trabalha muito ou pouco? Tira poucas ou muitas férias? A resposta pode ser mais complexa do que parece.

Para traçar uma comparação com o cenário mundial, por exemplo, é necessário levar em conta mais do que apenas os dias efetivos sem trabalhar.

A chave está na produtividade, explica o diretor do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Peter Poschen, em entrevista à BBC Brasil.

O cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), a riqueza gerada pela nação, está ancorado na capacidade de produção em relação ao tempo. Nesse sentido, é importante compreender o rendimento do brasileiro frente à média mundial.

“O PIB de um país é medido por horas trabalhadas vezes a produtividade por hora, sendo assim, só há duas formas de uma nação ficar mais rica: aumentando a produtividade ou as horas trabalhadas”, explica Poschen.

Ele diz acreditar que, em termos de horas trabalhadas, os brasileiros estão dentro da média mundial, chegando muito perto da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o “clube” das nações mais ricas.

Em 2014, a média anual brasileira foi de 1711 horas por ano, segundo o escritório de St. Louis do Federal Reserve, o banco central americano, e a da OCDE, de 1763 horas por ano.

“É muito próximo. O Brasil está praticamente no mesmo grupo que Japão, Canadá, Itália e Estados Unidos”, afirma Poschen.

Os japoneses trabalharam em média 1729 horas por ano em 2014, os canadenses, 1703, os italianos, 1719, e os americanos, 1.789. A organização não oferece esse dado sobre o Brasil, porque o país não é seu membro.

Dias livres

Aferir se uma população profissional trabalha pouco ou muito depende não somente da quantidade de férias ou folgas remuneradas desfrutadas por ela, mas também do contexto mundial.

“Na Europa, mais de 94% dos países têm mais de 20 dias úteis de férias remuneradas, e, no Brasil, é semelhante a isso”, diz Poschen.

O tema gerou polêmica após o Ministério do Trabalho publicar nas redes sociais em outubro um vídeo sobre o assunto e que foi criticado por comparar, com base em dados equivocados, os dias de férias em diversos países.

O diretor da OIT acredita que os dias livres não sejam um bom parâmetro, porque há um desequilíbrio encoberto por outras variáveis, como os direitos específicos de cada categoria. Por exemplo, pilotos precisam de mais horas de descanso do que auxiliares de escritório.

Além disso, calendários de feriados mudam anualmente de país para país, o que oferece uma base de comparação apenas aproximada. Em 2016, o Brasil teve 19 feriados reconhecidos pelo governo.

“O Canadá oferece menos dias úteis de férias remuneradas em comparação com o Brasil, mas, por outro lado, tem uma semana de apenas 40 horas de trabalho, enquanto, no Brasil, são até 44 horas semanais”, argumenta Poschen.

“Portanto, se a questão é ‘quanto as pessoas trabalham’, avaliar apenas as folgas não dá uma resposta.”

Férias

A legislação brasileira estabelece uma relação proporcional entre o direito a férias e o comparecimento ao trabalho – quem falta mais ao serviço têm menos dias para descansar.

Se uma pessoa falta ao trabalho até cinco dias no ano, pode tirar férias integrais, de 30 dias corridos. Entre seis e 14 dias, o empregado tem direito a 24 dias de férias. Se faltar entre 15 e 23 dias, pode descansar 18. E, entre 24 e até 32 dias, terá apenas 12 dias de férias.

“Mais de 96% dos países do mundo têm leis que estipulam férias remuneradas, o que está de acordo com a convenção da OIT, que o Brasil ratificou”, afirma.

“Não podemos dizer que a quantidade de férias do brasileiro é extraordinária. É mais do que a média de folga remunerada nas Américas, mas nada excepcional.”

No Brasil, a situação seria ainda mais complexa, porque só 60% dos empregados têm carteira assinada, diz Poschen. Para os cerca de 40% dos trabalhadores informais, as regras da legislação sobre dias livres “não se aplicam de forma alguma”.

O presidente da Confederação Sindical Internacional, João Felício, aponta que a informalidade da economia brasileira resulta, na prática, em mais horas trabalhadas. “São pessoas com uma jornada excessiva, que ultrapassa 50 a 60 horas semanais.”

Países avançados

Nos Estados Unidos, a legislação não prevê um mínimo de férias remuneradas, um benefício normalmente negociado entre empregado e empregador.

Se por um lado trabalhadores de atividades consideradas mais simples, como atendentes de lanchonete, podem não conseguir muitas férias, por outro, executivos certamente obtêm um bom descanso remunerado nos seus pacotes de bonificações.

“Os Estados Unidos são a única economia avançada no mundo que não garante aos trabalhadores folga remunerada”, afirmam os pesquisadores Rebecca Ray e John Schmitt em estudo publicado pela Faculdade de Direito da Universidade de Harvard.

A pesquisa No-vacation nation, USA – a comparison of leave and holiday in OECD countries (Nação sem férias, EUA – uma comparação de licença e férias nos países da OCDE) faz um apanhado da legislação dos países da OCDE sobre férias e feriados.

Segundo o levantamento, além de não haver férias garantidas, não há feriados remunerados nos Estados Unidos.

Em outros países, a realidade é diferente. No Canadá, são dez dias de férias e nove feriados remunerados por ano. No Japão, dez dias de folga e um dia extra a cada ano que permanecer no emprego, mas não há feriados remunerados.

Na Europa, os números variam. A Alemanha oferece de quatro a cinco semanas de férias e mais dez feriados. A França prevê 30 dias úteis de descanso e um feriado. No Reino Unido, são 28 dias e nenhum feriado. Em Portugal, são 22 dias úteis de férias e 13 feriados compulsórios.

O problema da não regulamentação, afirmam os pesquisadores, é que há uma distorção nas estatísticas de produtividade e crescimento. O que faz com que o cálculo do PIB americano não seja claro.

“A disponibilidade de folgas anuais e feriados remuneradas têm implicações na avaliação do bem-estar econômico e social, particularmente quando se usam indicadores comparativos como PIB per capita e produtividade por trabalhador, que tendem a obscurecer grandes diferenças entre trabalho e lazer nos países.”

Produtividade é a chave

Se o trabalhador brasileiro não pode ser considerado, então, um “sortudo” que tira muitas férias e, na média, trabalha tanto quanto em países ricos, por que o avanço da riqueza nacional não acompanha o das nações desenvolvidas?

Poschen acredita que, mais do que horas trabalhadas por ano, a produtividade seja determinante para aferir a eficiência econômica.

“Em 1970, brasileiros trabalhavam 2145 horas por ano em média, em comparação com 1711 em 2014. Então, houve uma forte redução em horas trabalhadas, mas isso, obviamente, não deixou o país mais pobre. O Brasil se desenvolveu enormemente nesse tempo. Por isso, é importante observar os ganhos em produtividade”, exemplifica.

“Veja, por exemplo, a Alemanha, onde a média de horas trabalhadas é de 1366 por ano, enquanto o PIB per capita alemão é três vezes superior ao do Brasil.”

Relatórios de organizações como OCDE, OIT e Banco Mundial afirmam que o aumento de produtividade per capita é resultado, entre outros fatores, da maior capacitação dos trabalhadores, por meio de estudo e treinamento, e do desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias de produção e logística.

“Nas próximas décadas, o crescimento global será afetado pelo envelhecimento da população. Mais do que nunca, a produtividade será o principal motor para o crescimento e a prosperidade futuros”, diz o vice-diretor para Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais da OCDE, Mark Pearson, à BBC Brasil.

A média de produtividade por hora por trabalhador nos países da OCDE é de cerca de US$ 50 (R$ 169), apontam os dados mais recentes, de 2014. Dentre os mercados analisados, o México está em último, com cerca de US$ 20 (R$ 68). Luxemburgo vem no topo, com pouco mais de US$ 90 (R$ 304).

Por não fazer parte da organização, o Brasil não está incluído nesta média produtiva. Uma outra comparação feita pela própria OCDE sugere, no entanto, que o país ainda pode melhorar bastante sua geração de riqueza em relação ao mundo.

Sem levar em conta a economia informal do país, a estimativa feita há dois anos aponta que cada trabalhador brasileiro produz por ano menos de 20% da riqueza gerada no mesmo período por um trabalhador médio da OCDE.

Portanto, ao mesmo tempo que no Brasil já se trabalha quase tanto quanto nos países ricos, a qualidade desse trabalho e as estruturas de produção disponíveis ainda podem melhorar muito, com investimentos em educação, pesquisa, desenvolvimento, tecnologia e logística.

UOL, com BBC Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. O Brasileiro é muito preguiçoso sim…
    A nossa sorte é que temos duas classes específicas que trabalham e produzem muuuuuuuuuuuuuito, e levam o país literalmente no bol$o; digo, nas costas…
    Eles são os deputados, os senadores, os juízes, os promotores…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Flávio convoca apoiadores para ato de 7 de Setembro em SP: “O Brasil vai vencer!”

Foto: Reuters

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), convocou apoiadores na terça-feira 25, para uma manifestação no dia 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo. A concentração está prevista para começar às 15h.

Flávio publicou um vídeo nas redes sociais e pediu mobilização direta dos eleitores. Ele também solicitou que lideranças políticas, religiosas e comunitárias gravem vídeos para convocar o público.

“Você, que é uma liderança política, religiosa, que é candidato ou não, que é uma liderança na sua cidade, na sua família, grave um vídeo convidando a todos para estarem presentes nesse grande ato do 7 de Setembro de 2026″, declarou Flávio. “É muito importante a mobilização de todo mundo para a gente mudar de vez esse rumo triste da história do Brasil.”

Com informações da Revista Oeste

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] Vereador diz que “advogados estudam para roubar” e OAB repudia

Imagem: Reprodução

O vereador Amaral Bittencourt, de Criciúma (SC), afirmou durante sessão da Câmara Municipal que “50% dos advogados estudam para roubar o pobre”. A declaração provocou reação da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) e da subseção de Criciúma, que repudiaram a fala.

A declaração ocorreu na noite de segunda-feira (24), durante a discussão do projeto de lei municipal 77/2026, em tramitação na Câmara de Criciúma.

A proposta previa tornar obrigatória a divulgação dos currículos de ocupantes de cargos comissionados dos Poderes Executivo e Legislativo do município.

Ao defender a rejeição e o arquivamento do projeto, Bittencourt argumentou que a exposição dos currículos poderia ser discriminatória. Foi nesse contexto que passou a falar sobre a advocacia.

“50% dos advogados estudam para roubar o pobre. Eu vou botar uma taxa bem baixa, até para não ofender os bons advogados. Eles estudam para roubar aqueles coitadinhos do INSS que estão para receber a aposentadoria.”

Antes da declaração, Bittencourt citou a própria trajetória acadêmica e exemplos de pessoas que, segundo relatou, alcançaram sucesso mesmo sem elevado grau de escolaridade formal.

Na sequência, relacionou sua crítica a profissionais que atendem pessoas em busca de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O vereador apresentou uma situação hipotética em que um advogado esconderia de uma cliente o valor efetivamente obtido em uma ação judicial.

Com informações de Congresso em Foco

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

INSTAGRAM: Lobista amiga de Lulinha ostenta fotos com Lula e togados do STF

Foto: Reprodução

A lobista Roberta Luchsinger acumulou, nos últimos anos, vários registros ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), integrantes da gestão do petista, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras personalidades. As imagens, postadas em seu perfil no Instagram, incluem encontros não somente com nomes da política, mas até de fora dela, normalmente com alinhamento ideológico com a esquerda.

Em diversas ocasiões, Roberta não apenas registrou os encontros, mas também publicou mensagens de apoio e elogios às pessoas fotografadas. As publicações se concentram principalmente entre 2022 e 2023, período que inclui a campanha presidencial de Lula, a transição de governo e a formação da atual administração federal.

Entre os registros estão fotografias com ministros e ex-ministros do STF. Em 23 de novembro de 2023, Roberta publicou uma imagem ao lado de Luís Roberto Barroso, então presidente da Corte. Na legenda, declarou apoio ao Supremo e atribuiu ao tribunal papel central na defesa da democracia.

– A democracia que hoje está viva e fortalecida, é fruto das decisões corajosas do Supremo. Não podemos esquecer que foi o STF que barrou o golpismo no Brasil e que vem punindo a todos que atentaram contra o estado democrático de direito – escreveu.

Com informações de Pleno News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

FUNDO ELEITORAL: Flávio lidera em doações a candidatos ao Planalto; Lula é 2º

Foto: Divulgação/PL

O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, é quem mais recebeu doações em 10 dias de campanha entre os nomes que disputam o Planalto em 2026. Sua campanha declarou ter recebido R$ 42 milhões. Os dados são do TSE e foram consultados pelo Poder360 às 9h desta 4ª feira.

A maior doação veio do próprio PL, com R$ 42 milhões. Flávio recebeu outros R$ 6,01 de pessoas físicas.

Na sequência está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com R$ 35,2 milhões.

Desse montante, o PT doou R$ 35.150.000. Outros R$ 20.600,90 vieram de pessoas físicas.

Os dados do TSE podem não bater com as informações divulgadas pelas campanhas por causa de atualizações no sistema da Corte Eleitoral. O site da vaquinha do PT contabiliza R$ 50.304 em doações individuais de pessoas físicas.

Esse dinheiro doado pelos partidos vem do Fundo Eleitoral, bancado por todos os pagadores de impostos.

Com informações do Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

PontoCom.RN emite Nota de Repúdio contra abuso e tentativa de intimidação a veículo de imprensa cometido pelo presidente da Câmara de Parnamirim

Foto: Divulgação

A associação de veículos digitais do RN, a PontoCom.RN repudia a conduta do presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, vereador César Maia, diante de fatos que apontam para possível constrangimento, intimidação e retaliação contra um veículo de comunicação do município.

O parlamentar apresentou requerimento solicitando à Prefeitura de Parnamirim informações detalhadas sobre publicidade institucional exclusivamente do Blog da Iva, incluindo contratos, Pedidos de Inserção, notas fiscais, empenhos e pagamentos desde janeiro de 2025.

Fiscalizar recursos públicos é legítimo e dever do legislativo e dos Edis. O que não é aceitável é a utilização da autoridade e dos instrumentos do Poder Legislativo para promover uma investigação seletiva contra um veículo com o qual o agente público mantém divergências.

A PontoCom.RN questiona: se a preocupação é com transparência, por que a fiscalização se concentra exclusivamente em um veículo? E justamente aquele que diverge do parlamentar?

Defendemos fiscalização com impessoalidade, isonomia e interesse público, mas repudiamos qualquer tentativa de utilizar a função pública para pressionar, deslegitimar ou retaliar profissionais e veículos de comunicação.

Fiscalizar é prerrogativa. Intimidar ou retaliar por meio da função pública, não. A PontoCom.RN reafirma seu compromisso com a liberdade de imprensa e na defesa do livre exercício da atividade jornalística.

Ponto.com.RN

Associação dos Portais, Blogs e Comunicadores Digitais do Rio Grande do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

Investigados no caso Master, Nogueira e Jaques Wagner recebem R$ 3,4 mi dos fundos partidário e eleitoral

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

As campanhas dos senadores e candidatos à reeleição Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA), ambos investigados pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Compliance Zero, informaram à Justiça Eleitoral que receberam, ao todo, 3,43 milhões de reais dos fundos partidário e eleitoral, até o momento.

Presidente nacional do PP, Ciro Nogueira recebeu 200 mil do fundo eleitoral e 512,47 mil reais do fundo partidário do Progressistas, entre os dias 18 e 24 de agosto. Já Jaques Wagner, ex-líder do governo Lula (PT) no Senado, recebeu 2,66 milhões do fundo eleitoral e 50 mil do fundo partidário do PT, entre os dias 17 e 24.

Os dois senadores têm chances reais de atingirem seus objetivos nas eleições de 2026, mesmo suspeitos de envolvimento em esquema de corrupção, pelo que indicam as pesquisas de intenção de voto.

Com informações de O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PESQUISA: Mais de 80% dos ateus e agnósticos dizem votar em Lula; maioria dos cristãos está com Flávio

Foto: Ricardo Stuckert

Um dos cenários da pesquisa nacional mais recente do instituto AtlasIntel com as intenções de voto para a Presidência da República apontam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne as intenções de voto de quatro em cada cinco eleitores que se dizem ateus ou agnósticos. O levantamento em questão foi publicado no fim de julho, ainda antes do início da campanha eleitoral.

De acordo com a pesquisa, Lula tem 81,5% das intenções de voto entre os ateus e agnósticos, contra apenas 5,6% de seu principal rival, o senador Flávio Bolsonaro (PL). O segundo colocado com o maior índice de votos entre essa parcela da população é o candidato do Missão, Renan Santos, com 9%. Ainda pontuaram os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), com 1,3%, e Romeu Zema (Novo), com 0,4%.

Por outro lado, entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto, com 55,9%, contra 22,9% de Lula. Renan Santos (10,3%), Caiado (6,3%) e Zema (3,7%) completam a lista.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 27 de julho com 5.021 entrevistados. A margem de erro registrada foi de um ponto percentual para mais ou para menos com um índice de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.

Com informações de Pleno News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Paulinho Freire apresenta unidade móvel que vai reduzir fila de exames de imagem em Natal

Foto: Roberto Galhardo

A Prefeitura do Natal recebeu a primeira unidade móvel destinada à realização de exames de tomografia e ultrassonografia na capital. O equipamento vai percorrer os cinco Distritos Sanitários do município, ampliando a oferta de procedimentos de diagnóstico por imagem e contribuindo para reduzir a demanda reprimida da rede municipal.

O novo equipamento foi apresentado à imprensa nesta quarta-feira (26), pelo prefeito Paulinho Freire. A unidade terá capacidade estimada para realizar cerca de mil tomografias e mil ultrassonografias por mês e permanecerá em Natal durante um ano.

“Esse momento é fruto de um trabalho que a gente vem fazendo na saúde para diminuir as filas de espera para procedimentos no nosso município. Essa carreta vai permanecer durante um ano percorrendo toda a capital e garantindo que essas pessoas possam ter o atendimento que merecem”, afirmou o prefeito.

A previsão é que os atendimentos comecem no início de setembro pela Zona Norte, região que concentra mais da metade da demanda reprimida do município. A unidade será deslocada posteriormente para os demais Distritos Sanitários, conforme o planejamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

O equipamento de tomografia possui 16 canais e permite a realização de diferentes tipos de exames. A unidade também oferece ultrassonografia, incluindo exames com Doppler e ultrassonografias obstétrica e gestacional, além de ultrassom 3D.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, a estrutura permitirá ampliar a capacidade de diagnóstico e reduzir o tempo de espera dos usuários.

“É uma alegria grande hoje estar aqui na nossa unidade de diagnóstico por imagem, que vai desafogar essa demanda reprimida de exames de imagem na capital. Apesar de a tomografia, que é um exame de imagem de alta complexidade, ser de responsabilidade do Estado, o prefeito percebeu essa necessidade e articulou esses equipamentos para não deixar a população desassistida. Vamos começar a fornecer os diagnósticos mais rápidos e esperamos, dentro desse primeiro ano, zerar as filas para acelerarmos o tratamento e salvar vidas”, explicou.

Atualmente, a demanda reprimida para tomografias na Grande Natal é de aproximadamente 4.143 exames, sendo cerca de 2.038 de usuários da capital. Em relação às ultrassonografias, aproximadamente 23.408 pessoas aguardam na fila de regulação em Natal.

O acesso aos exames será realizado pela regulação municipal, de acordo com os critérios e encaminhamentos da rede de saúde. Inicialmente, serão priorizados casos mais graves e de urgência, seguidos pela ordem cronológica de inserção no sistema.

Ao todo, serão recebidas duas unidades móveis, viabilizadas por emenda parlamentar indicada pelo mandato do senador Styvenson Valentim, em parceria com a Prefeitura do Natal, com investimento total superior a R$ 12 milhões. Uma das estruturas será destinada exclusivamente aos usuários de Natal, enquanto a segunda atenderá os demais municípios da Região Metropolitana.

As unidades móveis contam com estrutura de acessibilidade, recepção, sala de ultrassonografia, sala de tomografia e consultório, além dos equipamentos necessários para a realização dos procedimentos de diagnóstico por imagem.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] “Não existe feminicídio, tirem da cabeça”, diz candidato ao Senado

Imagem: Reprodução

O candidato ao Senado por Minas Gerais Marco Antônio Superman (Novo) afirmou que o feminicídio “não existe” e defendeu a retirada do crime do Código Penal. A declaração foi feita durante a Semana Eleitoral Milton Campos, realizada em parceria com a TV Banqueta.

Durante a participação no evento, Superman repetiu três vezes que o feminicídio não existe e desafiou os presentes a explicarem o conceito.

“Não existe feminicídio, tirem isso da cabeça. Não existe feminicídio, tirem isso da cabeça. Não existe feminicídio, tirem isso da cabeça. Misoginia estrutural e patriarcado opressor é discurso de gente da extrema esquerda.”

O candidato também afirmou que divergências sobre o tema devem ser enfrentadas por meio do debate público.

“Como que você combate qualquer fala? Com mais fala, com livro, com debate, com leitura, com isso que a gente está fazendo aqui. Nunca com a polícia ou com um delegado de polícia ou com o Alexandre de Moraes.”

Com informações de Congresso em Foco

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Economistas afirmam que STF vive em ‘bolha’ e defendem debate sobre impeachment de ministros


Foto: Divulgação/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) vive distante da realidade do país e precisa enfrentar o debate sobre a possibilidade de impeachment de seus ministros. A avaliação é dos economistas Elena Landau e Luiz Carlos Mendonça de Barros, em análise publicada pelo Estadão.

Para os dois, o STF passou a ocupar um espaço cada vez maior na política brasileira, acumulando decisões e protagonismo que ampliaram os conflitos com os demais Poderes. Na opinião de Landau e Mendonça de Barros, discutir o impeachment de ministros não significa defender uma ruptura institucional, mas reconhecer que o mecanismo existe e pode ser utilizado dentro das regras previstas na legislação e na Constituição.

A crítica central é que o STF funcionaria em uma espécie de “bolha”, afastado da percepção da sociedade e dos efeitos políticos de suas decisões. Para os economistas, ignorar esse debate pode ampliar ainda mais a distância entre a sociedade e o Supremo. O ponto central, segundo eles, é discutir limites, responsabilidade e mecanismos de controle sobre quem exerce o poder no topo do Judiciário.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *