Polícia

Sergio Moro amplia operações da PF e reduz convênios com estados e municípios

Faz nove dias que o Brasil foi abarroado pelos vazamentos de mensagens atribuídas aos procuradores do Ministério Público Federal em Curitiba e ao ex-Juiz Sergio Moro, pelo site The Intercept, e meio que navega à deriva e à mercê das correntezas da política. Como bem ilustrou Luis Francisco Carvalho Filho em sua coluna na Folha de hoje (15), o país vai caminhando de escândalo em escândalo para o abismo do populismo e da devastação ética.

Luis Francisco resumiu com perfeição o que é integrar o governo de Jair Bolsonaro, “político profissional que convive com milicianos, admira torturadores, […] e conspira contra povos indígenas, gays e florestas”. Segundo o colunista, integrar um governo com este perfil não é ambição de humanistas, pois temos um governo incapaz de lidar com o significado da Constituição e das cláusulas pétreas.

O que tem emergido para a superfície da relação entre justiça e política é extremamente preocupante para quem, independente das preferências partidárias e eleitorais, está preocupado com o devido processo de um Estado Democrático de Direito. Porém, para quem se dedica a pensar tecnicamente no processo de formulação e implementação de políticas mais eficientes de segurança pública, o cenário também é de expectativa e cautela.

Isso porque, se olharmos os números disponíveis, o Governo Federal, no âmbito do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, de Sergio Moro, divulgou na quarta-feira (12) a continuidade da queda dos homicídios iniciada no começo de 2018 e que, só primeiro bimestre de 2019, atingiu 23%. E, ao contrário do que matraqueiam os adeptos cegos ou interessados, o Governo Federal não é o responsável por esta queda e, pior, não tem a menor ideia do que ocorre no país para justificá-la.

Quem trabalha seriamente na área sabe que homicídio é um fenômeno multicausal e que múltiplas variáveis interferem no movimento e na tendência deste tipo de ocorrência. Na esfera estatal, não existe mágica, mas trabalho e dedicação em torno da melhoria das políticas públicas da área. E, indiscutivelmente, os estados e o Distrito Federal ocupam um papel-chave na segurança pública. Se não são os únicos responsáveis pelo setor, são eles que gerenciam as polícias Civil e Militar, encarregadas de manter a ordem pública e investigar crimes e delitos.

Temos 54 polícias estaduais que atuam no limite de suas capacidades institucionais, muitas delas sucateadas e carentes de investimentos. E isso em um contexto em que recursos para as polícias estão, dadas as condições econômicas do país, cada vez mais escassos. Com exceção de São Paulo, todas as demais Unidades da Federação dependem quase que exclusivamente de recursos federais para poderem fazer investimentos e adquirirem novos equipamentos e tecnologias.

E o que faz o Ministério da Justiça? Sobrecarrega as polícias estaduais com demandas para que efetivos sejam alocados na Força Nacional e, o que seria uma contrapartida para esse envio de homens e mulheres, praticamente não repassa recursos para as Unidades da Federação por intermédio de convênios (é necessário conferir repasses diretos fundo-a-fundo). Levantamento inédito do Fórum Brasileiro de Segurança Pública identificou que, em 2019, o MJ assinou 234 convênios com estados e municípios, sendo 228 no dia 02 de janeiro, em um claro indício de que eram parcerias que estavam sendo negociadas e analisadas na Gestão Temer. De lá para cá, somente 6 convênios foram assinados.

E, mesmo considerando que 234 convênios foram assinados, nota-se que foram empenhados apenas cerca de R$ 168 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública, principal fonte de parcerias com as polícias estaduais, mas quase nenhum dinheiro desse valor ainda foi liberado. Ainda segundo o levantamento, que é preliminar, no MJ como um todo, foram empenhados cerca de R$ 355,4 milhões para os estados mas liberados irrisórios R$ 857,7 mil.

Em paralelo, organiza e coordena nacionalmente operações integradas das Polícias Civis, o que é positivo, mas apenas dá suporte de inteligência pois esta é uma atividade em que mobiliza quase nenhum recurso federal e o mérito maior deveria caber às polícias locais. O mesmo ocorre com o SINESP, que é o sistema nacional de dados e é um consórcio pactuado entre União, estados e Distrito Federal. Em seu anúncio, no começo do ano, os secretários estaduais não estavam presentes e todos os louros ficaram apenas para o Governo Federal.

E, ainda em fase de planejamento e cujo anúncio deve ocorrer por volta do dia 26/06, finaliza um plano de enfrentamento aos crimes violentos (o planejamento da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), com detalhamento de ações, matriz de responsabilidades e definição de enfoques merece aqui elogios, pois ao contrário de outras ações improvisadas está sendo feito com grande profissionalismo. Importante saber se teremos métricas e previsão de mecanismos de monitoramento e avaliação).

No plano das atribuições exclusivamente federal, zona em que o Ministro Moro sente-se mais confortável pois não exige negociar prioridades com Governadores e Secretários Estaduais, levantamento do Professor Rogério Arantes, da Universidade de São Paulo, revela que houve um incremento de 43,3% no número de operações noticiadas pela Polícia Federal entre 01 de janeiro e 14 de junho de 2019 em relação ao mesmo período de 2018. Até ontem, a PF havia noticiado 427 operações em 2019, enquanto em 2018, no mesmo período, tinham sido noticiadas 298.

O problema aqui é que, da mesma forma como as polícias estaduais, esse crescimento é feito com o mesmo efetivo existente na PF faz anos e só recentemente o Presidente Bolsonaro anunciou a convocação de quase 1 mil novos policiais aprovados em concurso, que ainda precisam passar pela Academia Nacional de Polícia antes de serem alocados nas unidades da PF pelo Brasil. A PF está com sua capacidade operativa comprometida e tendo que dar conta das opções e políticas de segurança do Governo Bolsonaro que a sobrecarregam.

Enquanto isso, para a população, o Governo enviou um pacote de medidas legislativas que funciona mais como lance de marketing e diversionismo ao ser intitulado como “anticrime”, uma vez que quem for contra ele seria a favor da criminalidade, o que é uma estultice completa – há formas e formas legítimas de se combater o crime e o Congresso tem legitimidade e voto de propor alterações. Isso para não falar dos Decretos sobre Armas, que têm várias inconstitucionalidades já apontadas por diferentes segmentos, porém o STF parece intimidado a se manifestar e sustar ao menos o último, que autoriza porte generalizado quando uma lei o restringe.

Em suma, não existem ações ou políticas federais em curso que possam ser reconhecidas como responsáveis pela queda recente nos índices de criminalidade e violência urbana no país. Há esforços e trabalho, mas há sobretudo espuma e pirotecnia política. As polícias estão abandonadas à própria sorte e os estados precisam se virar caso queiram manter a redução da violência. O Ministério da Justiça e da Segurança Pública ainda não disse ao que veio e deu sorte de o momento ser de queda da violência. Mas, se nada for feito, a violência ainda é alta e voltará a crescer. E, politicamente, mais esta conta recairá nas costas do Ministro Sergio Moro.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Como é bom ser jornalista! Melhor ainda é ser jornalista e de esquerda, aí sim, a mandioca e a estocagem de vento é ampliada.

    Muita calma LFCF, fica tranquilo e tenha paciência, pois, vcs passaram 16 anos no poder, pelo poder, em busca de mais poder e, enganando com falácias, números e dados sendo maquiados.

    Fica tranquilo pois governo não funcionado como salão de beleza!

  2. Aumento de operações e convocações de 1000 concursados da PF, aumento de convênios com governos estaduais, pacte anti crime, diminuição de índices de violências. Quer mais o que omi? Isso é o que Moro tá fazendo

  3. SANTA HIPOCRISIA BATMAN!
    O que é integrar o governo de Jair Bolsonaro: “Um político profissional que convive com milicianos, admira torturadores, […] e conspira contra povos indígenas, gays e florestas”?
    Integrar um governo com este perfil não é ambição de humanistas, pois temos um governo incapaz de lidar com o significado da Constituição e das cláusulas pétreas.
    Não dá pra se enganar com figuras como Maia, Guedes, Malafaia e Moro,sob a tutela e orientação de Olavo de Carvalho, que derruba até militares de alta patente quando se te usam a obedecer suas ordens transmitidas através dos três sobrinhos do Capetão.

    1. Comentários sem noção, o governo Bolsonaro é o mais democrático que já vi na história, tem convivência com todos os brasileiros indistintamente, basta ver seus ministérios e com quem anda, no entanto tem uma obceção, lutar incessantemente contra a ações de corruptos e bandidos. Por isso, que esse tipo de gente tenta obstácular seu governo, denegrir injustamente sua imagem, desde sua linda campanha pra presidente do Brasil. Entretanto o Brasil tem dado resposta a tudo isso.

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Geral

“Desconhece a história de Ruth Cardoso”, diz diretor da Fundação FHC após fala de Janja sobre o trabalho de primeiras-damas

Fotos: Reprodução Jornal da Gazeta | Brenno Carvalho / Agência O Globo

O cientista político Sergio Fausto, diretor-geral da Fundação FHC, classificou como “desconhecimento da história” a fala da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, sobre o trabalho de primeiras-damas no Brasil.

“A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente”, declarou Janja, em entrevista ao programa Frente a Frente, parceria entre UOL e Folha de S.Paulo.

“A fala da primeira-dama revela tal desconhecimento da história que não merece comentário”, disse Sergio Fausto, cientista político, diretor-geral da Fundação FHC.

O UOL procurou a Fundação Fernando Henrique Cardoso, devido ao legado da ex-primeira-dama Ruth Cardoso, morta em 2008, aos 77 anos.

Durante o mandato de FHC (1995-2002), dona Ruth fundou o projeto Comunidade Solidária em 1995, uma ação de combate a pobreza e a exclusão social.

Entre seus cargos de destaque, Ruth Cardoso presidiu o conselho assessor do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) sobre Mulher e Desenvolvimento, foi membro da junta diretiva da UN Foundation e da Comissão da OIT (Organização Internacional do Trabalho) sobre as Dimensões Sociais da Globalização e da Comissão sobre a Globalização.

UOL

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Geral

OAB pede a Moraes que garanta comunicação na condição de advogado entre Flávio e Jair Bolsonaro

Foto: Reprodução

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviou nesta terça-feira (14) um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que seja garantida a comunicação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-presidente Jair Bolsonaro para fins de defesa técnica.

O pedido foi feito após Moraes suspender por 90 dias as visitas de Flávio ao pai, ao concluir que o senador utilizou uma visita para obter uma carta posteriormente divulgada nas redes sociais.

No documento, a OAB afirma que não questiona o mérito da decisão, mas defende as prerrogativas da advocacia. A entidade ressalta que Flávio atua como advogado de Jair Bolsonaro e, por isso, uma restrição de caráter pessoal não deve impedir o contato profissional entre defensor e cliente.

Com base no Estatuto da Advocacia, a Ordem solicita que Moraes assegure a comunicação pessoal e reservada entre Flávio e o ex-presidente para assuntos relacionados à defesa, sem prejuízo das demais medidas judiciais em vigor.

Além da suspensão das visitas, Moraes determinou que a defesa esclareça em até 48 horas se Jair Bolsonaro autorizou a divulgação da carta nas redes sociais e encaminhou o caso para apuração de eventual propaganda eleitoral antecipada.

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Eleições 2026

Institutos de pesquisa dizem que ‘selo de acerto’ proposto por Nunes Marques ‘confunde ciência com bola de cristal’

Presidente do TSE, Nunes Marques se reúne com representantes das empresas de pesquisas eleitorais — Foto: Antonio Augusto/TSE

A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) criticou nesta terça-feira (14) a proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de criar um selo para reconhecer os institutos cujas pesquisas mais se aproximarem dos resultados das urnas.

Em nota, a entidade afirmou que pesquisas eleitorais retratam a intenção de voto no momento em que são realizadas e não representam previsões do resultado da eleição. “Exigir que uma pesquisa acerte o resultado é confundir ciência com bola de cristal”, afirmou.

Segundo a ABEP, o selo pode incentivar institutos a ajustar seus números para acompanhar o consenso de mercado, em vez de priorizar o rigor metodológico. A associação defende que a qualidade das pesquisas seja avaliada por critérios como metodologia, amostragem, transparência e cumprimento das boas práticas científicas.

A entidade também pediu que eventuais mudanças nas regras sejam debatidas com a comunidade científica e os institutos de pesquisa.

A proposta do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, prevê a criação do Selo Acurácia Eleitoral para premiar os institutos cujas estimativas apresentem maior proximidade com os resultados oficiais. O tribunal receberá sugestões sobre a iniciativa até sexta-feira (17).

 

Opinião dos leitores

  1. Então vamos deixar os institutos publicarem o que quiserem, sem métrica nenhuma de qualidade… ah, Brasil…

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Eleições 2026

Presidente do TSE anuncia proposta de premiação a institutos de pesquisa que mais acertarem os resultados das eleições

Foto: Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, anunciou nesta terça-feira (14) a intenção de criar um selo de acurácia eleitoral para premiar os institutos de pesquisa que mais acertarem os resultados das eleições.

A minuta com a proposta de premiação foi apresentada em reunião com 16 institutos de pesquisa no TSE.

Participaram:

  • Instituto Apex Partners
  • Intituto AtlasIntel
  • Instituto DataFolha
  • Intituto Data Povo
  • Instituto Data Tempo
  • Instituto Direto ao Ponto
  • Instituto Ipos-Ipec
  • Instituto Quaest
  • Instituto MDA Pesquisa
  • Instituto Ipespe
  • Instituto Nexus
  • Instito Paraná Pesquisas
  • Instituto de Pesquisas Perfil
  • Instituto Poderdata
  • Insituto Real Time Big Data
  • Instituto Vox Brasil

“É chegado o momento da Justiça Eleitoral laurear as empresas que a cada ciclo dedicam os seus maiores esforços em favor da democracia. Essa iniciativa destina-se ao reconhecimento das entidades cuja estimativas apresentem o maior grau de aderência dos resultados oficiais das eleições”, disse o ministro.

Os institutos de pesquisa terão até sexta-feira (17) para enviar contribuições sobre a proposta. Essas contribuições, de acordo com o presidente do TSE, servirão para a definição dos critérios de escolha dos ganhadores da premiação.

Segundo Kassio Nunes Marques, as pesquisas eleitorais ocupam posição de relevância no debate público. “O eleitorado brasileiro atribui significativo valor às informações por elas produzidas, que se consolidaram como sustentáculo na compreensão da dinâmica eleitoral, possuindo impacto efetivo no engajamento desse processo”, acrescentou o ministro.

“Em um cenário de constante evolução das metodologias de coleta de dados, dos hábitos de comunicação da sociedade e das formas de interação entre os eleitores, o aprimoramento permanente das pesquisas constitui desafio compartilhado por toda a comunidade científica e pelas instituições que atuam no processo democrático”, disse o ministro.

g1

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Geral

TRE-RN dá outra decisão desfavorável contra perfil que faz propaganda eleitoral antecipada de Alysson Bezerra e manda remover vídeo que usou imagem de Neymar Jr. manipulada com IA

Foto: reprodução

O TRE-RN deferiu, nesta terça (14), liminar para remover do Instagram um video com jingle e imagem manipulada do jogador Neymar Jr., publicado no perfil que apoia o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra, considerado propaganda eleitoral antecipada em favor da pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado.

A decisão do juiz federal Hallison Rêgo fixa multa de R$ 10 mil por dia se a Meta não retirar o post em 24 horas, alem de intimar João Carlos Medeiros, apontado como administrador da página, para se defender.

Essa já é a quarta representação em menos de três meses contra a mesma rede de perfis que atua nas redes sociais promovendo Allyson Bezerra. Em junho, a juíza Sulamita Pacheco já havia mandado remover outra publicação da mesma página — uma montagem com ataque contra o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias — e determinou à Meta que revelasse os dados cadastrais da conta no Instagram.

Foi assim que se descobriu que o perfil estava registrado no e-mail e número de celular de João Carlos Medeiros, vice-presidente estadual e presidente do União Brasil Jovem de Mossoró. Diante da exposição, ele chegou a afirmar que administrava a página “por conta própria”, sem envolvimento de Allyson Bezerra.

Essa versão de que agia de forma espontânea caiu por terra quando vieram à tona as ligações de João Carlos com Allyson Bezerra. Além de presidir a juventude do União Brasil, ele é noivo da jornalista que é braço direito do pré-candidato a governador e ex-secretária de Comunicação da Prefeitura de Mossoró. Ele também administrava outro blog, em parceria com uma prima, que recebeu quase R$ 47 mil da gestão de Allyson Bezerra entre 2021 e 2024.

A própria decisão de hoje do TRE reforça que o perfil oficial de Allyson Bezerra foi repetidamente marcado nas postagens da conta, elemento que já foi classificado, em caso anterior, como suficiente para presumir conhecimento prévio do conteúdo pelo pré-candidato do União Brasil.

Opinião dos leitores

  1. Esse menino tá dando um trabalho danado ao TSE, a PF, tá furioso, ansioso pelo poder, tenha calma menino a campanha ainda vai começar.

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Geral

Trump recua de pedágio no Estreito de Hormuz e diz que aceitará acordos comerciais

Foto: REUTERS/Evan Vucci

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu nesta terça-feira (14) da proposta de cobrar uma taxa de 20% sobre mercadorias que transitam pelo Estreito de Hormuz. A medida havia sido anunciada na segunda-feira (13) como forma de compensar os custos da segurança marítima garantida pelos EUA.

Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que a cobrança será substituída por acordos comerciais e de investimentos firmados pelos países do Golfo com os Estados Unidos.

A proposta enfrentou críticas dentro do próprio governo americano. O secretário de Estado, Marco Rubio, lembrou que o direito internacional proíbe a cobrança de pedágios em vias navegáveis internacionais. O vice-presidente JD Vance também defendeu que rotas marítimas internacionais permaneçam livres de taxas.

Após o anúncio inicial, a Organização Marítima Internacional e o Reino Unido reforçaram que o Estreito de Hormuz deve permanecer aberto e sem cobrança de pedágios, em conformidade com o direito internacional.

Opinião dos leitores

  1. No século 16 isso era considerado pirataria.
    O laranjão está querendo o que com isso ?

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Geral

OAB prepara defesa de Flávio Bolsonaro após Moraes suspender visitas do senador ao pai por 90 dias

Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency/Getty Images

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve formalizar nesta terça-feira (14) um pedido para que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) atue na defesa de suas prerrogativas como advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação é do blog da jornalista Tainá Falcão, da CNN Brasil.

Flávio argumenta que a restrição também impede o exercício de sua atividade como advogado e ultrapassa os limites das medidas impostas ao ex-presidente.

A solicitação ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender por 90 dias as visitas de Flávio ao pai, sob o entendimento de que o senador teria descumprido medidas cautelares ao divulgar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro durante a prisão domiciliar.

Caso acolha o pedido, o Conselho Federal da OAB poderá solicitar ao STF que Moraes reveja a decisão, alegando violação das prerrogativas da advocacia. Outra possibilidade é que o presidente interino da entidade, Delio Lins e Silva, trate do assunto diretamente com o ministro.

Opinião dos leitores

  1. Eles fazem a provocação e depois dão uma de vítima com a consequência.
    Tem que ser muito acéfalo para (ainda) acreditar na laia Bolsonaro

  2. Quando agente pensa que já viu de tudo, aparece uma pérola dessas.
    Flavião, eu andava meio cabreiro com aquele episódio da Michelle, mas como ja sei que só tem vc e o Lula, vou votar em vc e não mudo mais.
    Tmj!
    👊

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Geral

PESQUISA FUTURA/APEX: Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente no 2º turno

Foto: reprodução/CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46,3% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), que tem 46,1%, segundo pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (16).

Os dois estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro do levantamento.

Brancos, nulos e eleitores que afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos somam 6,5%, enquanto 1,1% não souberam responder.

Imagem: reprodução/CNN

Foram ouvidas 2.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 7 e 11 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07294/2026.

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Brasil

Governo Lula aprova aumento do etanol na gasolina de 30% para 32%; medida entra em vigor em 1º de agosto

Foto: Alain Jocard/AFP

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira (14) o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A medida entra em vigor em 1º de agosto, terá validade inicial de 180 dias e poderá ser prorrogada por mais seis meses.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a mudança busca reduzir a dependência da gasolina importada diante da instabilidade no mercado internacional de petróleo. A expectativa é cortar em cerca de 900 milhões de litros por ano a necessidade de importação do combustível, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

A adoção do E32 foi baseada em estudos coordenados pelo ministério e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, que não identificaram impactos relevantes no desempenho, consumo ou funcionamento dos veículos, incluindo modelos com motores não flex.

O aumento da mistura foi autorizado pela Lei do Combustível do Futuro, que permite elevar o percentual de etanol na gasolina para até 35%. Paralelamente, o governo já realiza estudos para avaliar a viabilidade da adoção da mistura E35.

Opinião dos leitores

  1. Ok!
    Quando vc parar na bomba de gasolina⛽️ para abastecer o carro 🚗, fique certo que vc vai pagar por Gasolina, mas só vai levar 68% o resto é alcool.
    Ou seja, um truque do governo para enganar trouxas.
    Já na Argentina aqui perto, vc para o carro 🚗 na bomba de gasolina e leva 100% de gasolina ⛽️ pura.
    Blz?!!!!!

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Política

“Nome disso é linchamento”, diz Silvio ao rebater declarações de Janja

Foto: Renato Araújo

O ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida rebateu as declarações da primeira-dama, Janja Silva, feitas na segunda-feira (13) e nas quais ela disse ter apoiado a ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco nas acusações de importunação sexual contra o antigo chefe da pasta.

Nas redes sociais, Silvio afirmou que Janja atribuiu a ele uma “culpa antecipada por uma conduta” que não teria acontecido e que “o nome disso é linchamento” público. “Mais do que ninguém, a senhora deveria saber a importância da presunção de inocência, vez que seu marido também foi vítima de quem se apressou em acusá-lo injustamente, num episódio que marcou a história recente deste país”, disse.

Silvio Almeida também disse que a vida e honra dele “não podem servir de ativo político”. “O julgamento social antecede o processo e é esse julgamento antecipado que eu preciso enfrentar enquanto a investigação segue seu curso”, declarou.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou o ex-ministro por importunação sexual contra Anielle Franco em março deste ano. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça no STF (Supremo Tribunal Federal) e corre sob sigilo de Justiça. Na denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que as provas levantadas durante a investigação corroboram o relato de Anielle.

CNN

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