POR LUÍS FRANCISCO CARVALHO FILHO
Ainda é cedo para a análise dos números. Mas o impacto do governo Bolsonaro nos índices de letalidade policial é fenômeno a ser investigado.
O discurso inflamado do candidato contra a bandidagem, que reverbera depois da posse, o desprezo por valores humanistas, a tolerância retórica para com os pecados eventualmente cometidos e a afinidade quase religiosa que o capitão mantém com amantes de armas e de extermínios criam uma zona aparente de conforto para forças de segurança, elevando o ânimo das tropas.
A curva da letalidade policial é ascendente —segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de mortes decorrentes de intervenções policiais (em serviço e fora de serviço) cresceu de 2.212 (2013) para 5.159 (2017). No Brasil, governantes mais ou menos conservadores ou progressistas não se diferenciam por políticas públicas de combate à violência e não costumam se incomodar com morte de suspeitos. Mas, de fato, agentes de segurança consideram-se, hoje, no poder.
O Rio de Janeiro, terra generosa e capaz de acolher a carreira política dos paulistas Jair Bolsonaro (PSL) e Wilson José Witzel (PSC), é onde mais se extermina. Policiais mataram 1.444 pessoas entre janeiro e novembro de 2018.
Se no primeiro bimestre de 2019 caiu o número de homicídios no Rio (e não faltarão tentativas de relacionar os dois eventos), o número de mortes por policiais bateu recorde histórico: 305 óbitos, um a cada quatro horas e meia.
O novo componente na equação da violência urbana é o pacote anticrime desenhado por Sergio Moro e encaminhado ao Congresso.
O artigo do presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, sobre papéis que a Folha obteve com base na Lei de Acesso à Informação, detecta, na “exposição de motivos”, a visão perigosa do ministro da Justiça. É uma minuta do texto que faria parte do inteiro teor do projeto de lei 822/2019, publicado no site da Câmara dos Deputados.
A Polícia Federal, registre-se, afirmou-se impossibilitada de fornecer as informações solicitadas pelo jornal, “pelo risco de comprometimento de sua capacidade investigativa”, o que ilustra o ambiente de penumbra que marca o funcionamento das instituições policiais.
Na tentativa de justificar a injustificável mexida nos dispositivos do Código Penal que cuidam da legítima defesa, a mensagem de Sergio Moro ao presidente da República formula um silogismo precário e odioso: como está em permanente risco, como atua em comunidades sem urbanização, como não consegue distinguir “pessoas de bem dos meliantes”, o agente policial precisa de “proteção”, para que “não tenhamos uma legião de intimidados pelo receio e dificuldades de submeter-se a julgamento em juízo ou no Tribunal do Júri”.
Moro sabe usar o apelo popular e faz propaganda enganosa ao defender o direito de o policial reagir ao bandido que porta fuzil. Parece razoável? Mas o seu pacote oferece algo muito diferente: isenta de responsabilidade penal atos criminosos como o abate de inocentes ou culpados, os tiros a esmo, as balas perdidas, os excessos inescusáveis, o tratamento, enfim, de “pessoas de bem” como se “meliantes” fossem.
Moro proclama a imunidade dos agentes de segurança, legitimando palavra de ordem conveniente à banda podre das polícias, de quem se converte em poderoso aliado. Mais grave que policial corrupto é policial assassino. Aliás, eles costumam andar de mãos dadas.
Folha de S.Paulo

No momento em que vivemos uma crise de segurança sem precedentes, surge um homem como Dr. Sérgio Moro. Ético, lúcido, competente, luta por um Brasil melhor, mais justo e mais feliz. Entretanto, o lado "sombrio" da força, entenda-se, a tal esquerda brasileira, imprensa sebosa e pessoas como esse senhor Francisco, arvoram-se num discurso "humanista" fajuto e defendem o banditismo. A Folha de São Paulo hoje enche de vergonha a imprensa brasileira.
Essa opinião evidência o quanto estão invertendo os acontecimentos e trabalhando para um país pior.
Em recente ação policial, 11 de 25 bandidos armados com fuzis, que iriam assaltar um banco e fizeram cidadãos com reféns e escudo humano, foram tirados das ruas.
Não farão mais assaltos, não irão portar arma que só os militares podem ter (seus fuzis – infringindo a lei do desarmamento) e não vão usar pessoas de bem como escudo humano em seus crimes, numa covarde atitude.
Aí quem não presta e são violentos são os policiais e seus superiores que impediram as várias ações criminosas?
Se esses que querem um país inseguro, em completa desordem social, combatendo fuzil com rosas, por favor tenham a mínima decência moral e ética e façam um tratamento psicológico, deixem de alimentar o câncer da corrupção e destruição social.
Só poderia ser a folha. Juiz Federal, sem mácula na atuação, condena bandido que engana milhões de brasileiros e aceita ser ministro da justiça é tido por ruim. Bandido preso, que muitos tatuam nos seus carros, Lula Livre, é ovacionado pelos otários, na maioria babacas privilegiados.
Não sei se por não ser bandido, não ser irmão de bandido, não ser parente de bandido, não ter uma como cônjuge, não ter feito faculdade de jornalismo, eu não tenho nenhuma preocupação com a saúde de um bandido.
Mas é preciso respeitar a opinião de quem se enquadra numa situação dessas. Só não entendo porque jornalista ama tanta vagabundo. Se é resquício da época da "fumaça"…
Bandido defende…homem sério ?
Imbecil, RJ é terra que deu guarita a ladrões, de Cabral, Moreira franco…todos afundaram o estado, como espírito malandro carioca. Moro, depois da letargia dos ministros da justiça foi o único a propor medidas contra criminosos, que talvez você faça parte, já que distorce a realidade dos fatos, canalha!