Diversos

SETOR DÁ SINAIS DE RECUPERAÇÃO: Número de novos imóveis cresce 24,7%, e o de lançamentos, até 72%

INFOCHPDPICT000054047910Mudança de ritmo. Construtoras elevam número de lançamentos diante de aumento da confiança do consumidor e de estímulos de crédito para a compra da casa própria pela Caixa Econômica Federal, que liberou R$ 16 bilhões – Ana Branco / O Globo/20-11-2015

Os sinais de que a economia começa a se recuperar e a maior confiança tanto de empresários como de consumidores nos rumos do país estão sendo um estímulo para incorporadoras e construtoras de imóveis desengavetarem projetos. Um levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostra que, de janeiro a maio, o número de novas unidades em construção no país chegou a 5,7 mil, uma alta de 24,7% na comparação com igual período de 2015. Há casos de construtoras em que o aumento de lançamentos chegou a 72%. As novas regras da Caixa Econômica de estímulo ao crédito imobiliário, tanto às empresas quanto a pessoas físicas, que entraram vigor ontem e somam R$ 16 bilhões, deverão aquecer ainda mais o setor, que teve um desempenho combalido em 2015. Para as empresas, 2016 está sendo considerado um ano de retomada de fôlego.

— Temos notado uma mudança de humor, com maior confiança da população e dos empresários na economia. Isso é fundamental para que o mercado imobiliário retome o crescimento. Os lançamentos já voltam a ganhar ritmo, e as medidas de estímulo da Caixa ajudam porque atendem a uma faixa de compradores (de maior renda) que não era contemplada — afirma Luís Fernando Moura, diretor da Abrainc, que reúne 20 empresas do setor que atuam em todo o país.

A Caixa dobrou o valor de avaliação dos imóveis de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões para financiamento pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), voltado a quem quer adquirir imóveis acima de R$ 750 mil. O banco vai liberar R$ 6 bilhões para esta linha e mais R$ 10 bilhões para financiar as construtoras.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS AO CONSUMIDOR

Segundo o vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antonio de Souza, as medidas, além de estimular as vendas e aquecer o setor, vão permitir ao banco — que detém 67% de participação no mercado — cumprir a meta de aplicação em crédito imobiliário de R$ 93 bilhões em 2016. Também estão nessa conta os recursos do FGTS, destinados ao Minha Casa Minha Vida.

— A expectativa é executar todo o orçamento, além de aumentar a velocidade das vendas e a própria economia. A construção civil é um dos setores que respondem mais rapidamente a medidas de estímulo — disse Souza, acrescentando que o simulador de empréstimo da Caixa chega a ter 6,5 milhões de acessos por mês.

No Rio, os estímulos da Caixa são vistos como um sinal de melhora, mas ainda tímido.

— No setor, a certeza é de que saímos do fundo do poço. O governo dizer que vai dar mais crédito é ótimo. Mas não traz resultado imediato. Mostra que o banco quer financiar, e isso vai mexer com as taxas dos bancos privados. Nos últimos 60 dias, as vendas estão melhores — afirma João Paulo Matos, presidente da Ademi-RJ, entidade que reúne as construtoras cariocas.

Para Moura, da Abrainc, o aumento no número de lançamentos mostra que as incorporadoras acreditam que haverá retomada das vendas, no médio prazo, já que os empreendimentos demoram de dois a três anos para serem concluídos. Em 2015, os lançamentos somaram 64,1 mil unidades, uma queda de 15,4% em relação ao ano anterior. Para este ano, as empresas dizem que os lançamentos terão mais fôlego, e as vendas vão apontar um início de recuperação. Nos primeiros cinco meses de 2016, foram vendidas 8,5 mil unidades, ainda um recuo de 14,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas, no segundo semestre, diz o diretor da associação, essa queda deve ser amenizada pelas medidas da Caixa.

Bruno Serpa Pinto, vice-presidente de Operações da Brasil Brokers para o Rio, acredita que o momento favorece o consumidor, com queda de preços e condições melhores de negociação:

— As pessoas estão voltando a comprar porque as condições estão favoráveis. As incorporadoras tiveram aumento no endividamento e apresentam dificuldades de caixa. Elas baixaram o preço de venda para pagar financiamentos adquiridos de obras já realizadas.

No Grupo Rodobens, os lançamentos imobiliários somaram R$ 169 milhões no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 72% sobre o feito em igual período de 2015. O presidente da empresa, Mauro Meinberg, reconhece a melhora, mas diz que ainda é preciso cautela.

— Retomamos os lançamentos, mas em praças que fizemos um trabalho exaustivo para avaliar se havia demanda efetiva. Temos indícios preliminares de melhora nos índices de confiança, mas ainda acompanhamos a melhora das condições de mercado — disse, acrescentando que a empresa também estuda os lançamentos de concorrentes, para ter certeza que não haverá uma superoferta, frustrando as vendas futuras.

A Eztec, empresa que atua em São Paulo no segmento de alto padrão, lançou, no ano passado, apenas dois empreendimentos, o pior desempenho desde a abertura de capital, em 2007. Neste ano, até junho, fez dois lançamentos e outros seis projetos estão praticamente finalizados.

— Qualquer estímulo feito pela Caixa, mesmo que modesto, é importante, pois, como ela tem participação de mercado muito forte, faz com que os bancos privados sigam o mesmo caminho — avaliou Emílio Fugazza, diretor financeiro da Eztec.

A Direcional Engenharia e a MRV, ambas com foco no segmento Minha Casa Minha Vida, apresentaram crescimento nos lançamentos no primeiro semestre deste ano, respectivamente, de 55% e 3,5%, comparado ao mesmo período de 2015. Na Gafisa, os lançamentos totalizaram R$ 853,7 milhões no primeiro semestre, um crescimento de 7% em relação aos seis primeiros meses de 2015. A maior responsável pela alta é a marca Tenda, de imóveis econômicos, nas regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), avaliados em até R$ 750 mil.

SE DEMANDA CRESCER, PODE FALTAR IMÓVEL EM 2017

O segmento coberto pelo SFH foi exatamente o mais afetado no ano passado. Além da retração econômica, agravada pela incerteza política, essa parcela ainda sofreu com a elevação dos juros e a restrição do crédito pela Caixa, que passou a exigir uma entrada maior. Isso porque a instituição estava praticamente sem recursos para esses empréstimos devido ao alto volume de saques da caderneta de poupança, que é a principal fonte de recursos do SFH. O resultado foi o cancelamento de muitos contratos (os chamados distratos), já que os mutuários não tinham como arcar com os financiamentos dos imóveis comprados na planta.

João Paulo Matos, que também é diretor da Calçada, ressalta que, no último fim de semana, vendeu 40 das 90 unidades em estoque da construtora em projetos no Recreio dos Bandeirantes, a maioria de distratos ou devolução por inadimplência.

O preço dos imóveis anunciados para venda no Rio acumula queda de 1,71% em 12 meses, segundo o Índice FipeZap, apurado em 20 municípios do país. Apesar de estar entre as oito cidades que registraram variação negativa, o Rio continua a ter o metro quadrado mais caro do país, por R$ 10.251, bem acima da média nacional, de R$ 7.635. Segundo Serpa Pinto, a cidade tem um estoque para vender por 14 meses, na velocidade atual de comercialização:

— Se a demanda reaquecer, já em 2017 poderá haver falta de imóveis novos para a venda.

Para Rubem Vasconcelos, presidente da imobiliária Patrimóvel, a janela de oportunidade para o comprador está se fechando:

— A demanda está reprimida, pela suspensão dos lançamentos, quando retomar, haverá retomada dos preços.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Essas taxas de juros precisam baixar , não faz sentido já que o banco fica com o imóvel como garantia , uma tx ideal seria de 6% a.a

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

“Terminamos a guerra com o Irã hoje”, diz Donald Trump

Foto: Getty

O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã nesta quinta (11), após declarar anteriormente que os dois lados concordaram com um “memorando de entendimento muito forte” para interromper os combates.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje”, disse o presidente Donald Trump durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, que está concorrendo ao governo do estado. “Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão.”

A declaração de Trump veio depois de ele cancelar novos ataques contra o Irã mais cedo nesta quinta, sugerindo no Truth Social que um acordo havia sido alcançado, sem detalhar seus termos.

O Irã não confirmou que qualquer acordo tenha sido fechado, e Trump afirmou na publicação na rede social que o bloqueio dos EUA a navios que entram ou saem dos portos iranianos continuará até que “esta transação seja finalizada”.

 

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Coca-Cola assume prejuízo após onda de roubos de rótulos com figurinhas da Copa

Foto: Reprodução

A parceria entre a Coca-Cola e a Panini para distribuir figurinhas do álbum da Copa do Mundo de 2026 nos rótulos das garrafas acabou provocando uma onda de furtos dos plásticos das embalagens em estabelecimentos. Como os refrigerantes não podem ser comercializados sem o rótulo, a responsabilidade pelos prejuízos recai sobre a fornecedora. Diante disso, a companhia assumiu os custos e passou a recolher as garrafas adulteradas dos pontos de venda que solicitarem o procedimento.

Ao portal Extra, a Coca-Cola informou que os estabelecimentos podem acionar as equipes comerciais da empresa para a adoção das medidas necessárias, “incluindo o recolhimento e a substituição dos produtos afetados”.

A orientação aos consumidores é que não adquiram produtos com sinais de violação ou adulteração. A empresa também informou que dúvidas e relatos podem ser encaminhados aos canais oficiais de atendimento da Coca-Cola Brasil para suporte e esclarecimentos.

A advogada especialista em Direito do Consumidor Pamela Murcia afirma que, caso funcionários identifiquem pessoas removendo os rótulos das embalagens, a primeira medida deve ser reforçar a fiscalização e retirar imediatamente de circulação os produtos adulterados.

— O mais importante é evitar que o consumidor seja induzido a adquirir um produto incompleto — destaca.

Para a advogada, a retirada intencional dos rótulos não deve ser tratada como uma simples brincadeira.

— A depender das circunstâncias do caso concreto, a conduta pode caracterizar infração penal e gerar responsabilização pelos prejuízos causados ao estabelecimento comercial. Cada caso precisa ser analisado individualmente — afirma.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PF recusa 2ª proposta de delação de Vorcaro por e-mail

Foto: Reprodução

A Polícia Federal rejeitou a nova versão da proposta de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Os delegados responsáveis pelas tratativas do acordo comunicaram a decisão aos advogados do dono do Banco Master na quarta-feira (10).

O dono do extinto Banco Master está preso desde 4 de março, no âmbito de uma das fases da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras.

As prisões e sucessivas fases da ação policial revelaram um dos maiores esquemas de corrupção financeira do país, envolvendo fraudes bilionárias e uma rede institucional de proteção.

Confira a cronologia do caso

Novembro de 2025: prisão no aeroporto

Daniel Vorcaro foi preso em flagrante pela Polícia Federal em 17 de novembro, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, enquanto tentava embarcar em um jatinho particular com destino a Dubai.

Na mesma época, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de sua corretora de câmbio por supostas fraudes na emissão de títulos de crédito.

Após 11 dias detido, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou a substituição da prisão por medidas cautelares, permitindo que ele deixasse a prisão sob monitoramento eletrônico.

Março de 2026: segunda prisão e a descoberta da Turma

Vorcaro voltou a ser preso preventivamente em 4 de março deste ano, por determinação do ministro do STF André Mendonça, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.

Segundo a PF, o ex-banqueiro comandava um grupo de inteligência e coerção conhecido como “A Turma”, responsável por invasões de dispositivos eletrônicos e intimidação de desafetos e jornalistas.

Também foram presos o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, apontado como administrador de empresas ligadas ao grupo; e Luiz Philip Mourão, conhecido como “Sicário” e descrito como braço operacional da organização, que atentou contra a própria vida na cela onde estava custodiado e morreu dois dias depois

Dois dias depois da segunda prisão, Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.

Abril e maio de 2026: avanço sobre os núcleos político e familiar

  • 16 de abril: Na quarta fase da operação, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso sob suspeita de receber imóveis de luxo como propina para viabilizar operações financeiras sem lastro envolvendo o Banco Master.
  • 7 de maio: A quinta fase teve como alvo endereços ligados ao senador Ciro Nogueira. A PF sustenta que o parlamentar teria utilizado o mandato para favorecer o ex-banqueiro em troca de vantagens indevidas.
  • 13 de maio: Áudios de Flávio Bolsonaro são divulgados revelando pedidos de apoio financeiro ao Dark Horse, filme de Jair Bolsonaro. Na semana seguinte, o senador confirmou ter se reunido com Daniel Vorcaro em dezembro de 2025.
  • 14 de maio: Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, foi preso sob suspeita de atuar no grupo de intimidação física e cibernética, repassando ordens e pagamentos à Turma.
  • 19 de maio: Na sexta fase, agentes da própria Polícia Federal e peritos foram alvo de mandados de prisão e afastamento por suposta participação no esquema de espionagem. A investigação aponta vazamento de informações sigilosas e acesso irregular a bases de dados do Ministério Público Federal e da Interpol.

20 de maio de 2026: 1ª delação rejeitada

A Polícia Federal rejeitou formalmente a primeira proposta de delação premiada de Vorcaro. Segundo investigadores, o material era superficial e omitia informações sobre aliados políticos. Após a decisão, o ex-banqueiro reformulou sua equipe jurídica.

Nos bastidores, aliados de Vorcaro avaliavam que o advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, havia tensionado a relação com o ministro André Mendonça e dificultado o avanço de um acordo de colaboração.

Análise entorno de Vorcaro era de que o advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, tensionou a relação com Mendonça e inviabilizou uma delação. A saída levou a uma reorganização com o advogado criminal Sérgio Leonardo assumindo à frente do caso e a equipe que tinha 14 integrantes passou para cinco.

Junho de 2026: a nova proposta

Na nova proposta, protocolada na PGR entre os dias 1º e 2 de junho, Vorcaro ampliou o conteúdo da colaboração.

Segundo a apuração, o documento passa a detalhar sua relação com integrantes dos Três Poderes e inclui informações sobre o financiamento do filme solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro e sobre pagamentos periódicos destinados a Ciro Nogueira.

 

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

Copa do Mundo 2026 pagará o maior prêmio da história

Foto: EFE

A Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá começa nesta quinta-feira (11), no Estádio Azteca, no México. O duelo inicial entre o anfitrião e a África do Sul será o primeiro de 104 jogos ao todo na competição, a maior da história em quantidade de seleções.

A competição, que começou com 13 participantes em 1930, evoluiu gradativamente até chegar pela primeira vez a 48 delegações. Entre 1998 e 2022, 32 seleções disputaram o torneio mais importante do futebol mundial. O aumento na participação tornou a competição ainda mais valiosa. As informações são do Pleno News.

Os valores da premiação serão recorde na edição de 2026. Apenas pela participação, cada delegação receberá 10 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 51,4 milhões, além de um bônus de 1,5 milhão de dólares — cerca de R$ 7,7 milhões — para ajudar nos custos operacionais e logísticos.

Até as quartas de final, as seleções receberão um acréscimo de 4 milhões de dólares, cerca de R$ 20,5 milhões. Já entre os semifinalistas, os valores serão divididos pela posição no pódio. O campeão receberá o prêmio total de 50 milhões de dólares, cerca de R$ 257 milhões.

A seleção vencedora nesta edição receberá uma premiação 19% maior que a da edição do Catar, em 2022. Naquela oportunidade, a Argentina faturou 42 milhões de dólares, cerca de R$ 218,4 milhões na cotação da época.

PREMIAÇÃO DETALHADA DA COPA 2026, EM DÓLARES:

  • Campeão: 50 milhões (R$ 257 milhões)
  • Vice-campeão: 33 milhões (169,6 milhões)
  • 3º lugar: 29 milhões (R$ 149 milhões)
  • 4º lugar: 27 milhões (R$ 138,7 milhões)
  • Quartas de Final: 19 milhões (R$ 97,6 milhões)
  • Oitavas de Final: 15 milhões (R$ 77,1 milhões)
  • Segunda Fase (16 avos): 11 milhões (R$ 56,5 milhões)
  • Participação: 9 milhões (R$ 46,2 milhões) + 1,5 milhão (R$ 7,7 milhões) para suporte operacional

 

 

 

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

José Dirceu critica equipe econômica de Lula: ‘Fizeram quase um crime’

Foto: Reprodução

O ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado federal José Dirceu (PT) considerou que a equipe econômica do governo de Lula (PT) errou e cometeu “quase um crime”, ao não buscar alternativas à política monetária restritiva que pune o desenvolvimento do País. Durante entrevista à Rádio Bandeirantes, na manhã desta quinta-feira (11), Dirceu defendia mecanismos para conter a inflação sem esfriar a economia e frear o potencial produtivo do Brasil.

Veja o trecho da entrevista de José Dirceu aos jornalistas Pedro Campos, Guilherme Macalossi e Cláudio Humberto, também do Diário do Poder, transmitida simultaneamente pela Bandeirantes e BandNews TV:

“Erraram, erraram! E fizeram quase um crime contra o País. Meta de inflação de 3% em um País que é a 7ª economia no mundo, tem 200 milhões de habitantes, é o 8º país no mundo. Um País que é uma potência tem que fazer política própria, pensar nos seus interesses. O Brasil não tem nenhum problema com os Estados Unidos. Quem tá criando problema… O problema é político com o Brasil”, disparou José Dirceu.

A crítica foi feita durante entrevista ao programa Jornal da Gente. Quando Dirceu defendia a redução de jornada de trabalho para 5×2 e novos rumos para a economia, ele foi lembrado de que o Conselho Monetário Nacional (CMN) é composto por ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central, todos indicados pelo presidente Lula.

O CNM já foi composto pelos ex-ministros Fernando Haddad e Simone Tebet, e segue integrado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e pelos atuais ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento, Bruno Moretti. Todos criticados por não adotar uma política monetária de câmbio como a de outros países, imprimindo moeda como saída para o cenário de crise mundial e com guerras, por exemplo.

 

Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Tribunal dos EUA autoriza Trump a manter tarifa global de 10%

Foto: Getty

Um tribunal de apelação dos EUA prorrogou, nesta quinta-feira (11), a suspensão de uma decisão de primeira instância contra a tarifa global de 10% imposta pelo governo Trump com base na Seção 122 da Lei de Comércio.

A decisão manteve a cobrança da tarifa global de 10% para três importadores enquanto segue em análise o recurso apresentado pelo governo. A medida prolonga uma decisão temporária que havia restabelecido a tarifa após uma vitória dos importadores em primeira instância.

Em 7 de maio, o Tribunal de Comércio Internacional dos EUA decidiu contra a aplicação das novas tarifas. No entanto, a decisão não determinou a suspensão ampla da cobrança. Os autores da ação — duas pequenas empresas e o estado de Washington, que pagou tarifas sobre compras realizadas pela Universidade de Washington — obtiveram apenas um alívio restrito.

O governo Trump recorreu da decisão e, em 12 de maio, o Tribunal de Apelações do Circuito Federal autorizou temporariamente a retomada da cobrança das tarifas para esses três importadores. Agora, a corte decidiu prorrogar essa autorização até o julgamento definitivo do recurso.

A tarifa global de 10% foi implementada em fevereiro, após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar a maior parte das tarifas impostas por Donald Trump em 2025. A medida foi adotada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

Atualmente, a tarifa está prevista para expirar em julho, salvo se houver uma extensão aprovada pelo Congresso americano.

 

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Flávio aciona STF para PF apurar reunião de Lula após prisão de Maduro

Foto: Ricardo Stuckert

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorize a Polícia Federal (PF) a apurar uma reunião realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a prisão de Nicolás Maduro.

Em documento apresentado nesta quinta-feira (11/6), o pré-candidato ao Palácio do Planalto pediu que a PF obtenha informações sobre um encontro que, segundo a defesa, teria sido convocado por Lula após a captura de Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro.

Os advogados argumentam que as diligências são necessárias para demonstrar que Flávio não agiu com dolo de caluniar Lula ao publicar uma postagem no X, em janeiro deste ano. Na publicação, o senador compartilhou uma reportagem sobre a suposta reunião e escreveu que Lula seria “delatado”.

Flávio é alvo de um inquérito da PF após comentar no X uma reportagem do colunista do Metrópoles Igor Gadelha que relatava a convocação de uma reunião de emergência pelo governo brasileiro após a prisão de Maduro.

Além de informações sobre o encontro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu que Moraes autorize a oitiva da líder opositora venezuelana María Corina Machado, do procurador norte-americano Walter Clayton III e do colaborador Euzenando Prazeres de Azevedo.

A defesa também pediu o compartilhamento de documentos da investigação e da ação penal abertas contra Maduro nos Estados Unidos.

O pedido ainda não foi analisado por Moraes.

 

Com informações de Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Deolane enfrenta escorpiões e pratos defecados na cadeia, diz irmã da influenciadora

FOTO: REPRODUÇÃO

A advogada Deolane Bezerra está passando por maus bocados, na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, em São Paulo. Presa preventivamente, a empresária está passando por crises de pânico, infestação de escorpião e alimentação inadequada.

Em entrevista ao repórter Lucas Pasin, do Metrópoles, Daniele Bezerra, irmã de Deolane Bezerra, revelou detalhes sobre as dificuldades que a influenciadora estaria enfrentando dentro da unidade prisional.

Segundo Daniele, Deolane tem receio de permanecer sozinha na cela durante a noite, principalmente após ter encontrado quatro escorpiões no local em um único dia e eliminado os animais. Ela também afirmou que, ao longo das três semanas em que está presa, a influenciadora precisou receber atendimento médico em duas ocasiões diferentes.

“Ela já foi socorrida duas vezes pela unidade. A pressão chegou a 9 por 6, e a enfermeira aplicou soro. Deolane tem crise de pânico e não consegue ficar na cela sozinha à noite”, disse Daniele a Pasin.

Além das dificuldades relacionadas às condições da cela, Daniele Bezerra também criticou a higiene dentro da unidade prisional. Segundo ela, Deolane estaria recebendo refeições em pratos que teriam sido utilizados por outras detentas para fazer necessidades fisiológicas.

De acordo com o relato, como parte da louça permanece nas celas, algumas internas utilizariam os utensílios de forma inadequada. Posteriormente, os itens seriam recolhidos, encaminhados à cozinha e reutilizados para servir as refeições. Daniele afirmou ainda que a higienização desses materiais não seria realizada de maneira adequada.

“Ela não consegue comer a comida porque os pratos são sujos. Muitos desses ficam trancados em celas e as presas os utilizam para urinar e defecar. Depois esses mesmos pratos são introduzidos na cozinha. Não são lavados corretamente, e voltam com a comida para as detentas”, afirmou.

Na terça-feira (9), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou o pedido de liberdade provisória feito pela defesa. Agora Daniele, que também atua como advogada da irmã, pediu um novo habeas corpus e aguarda decisão.

Deolane Bezerra foi presa em 21 de maio de 2026 durante a Operação Vérnix por suposto envolvimento e prática de lavagem de dinheiro vinculada ao PCC (Primeiro Comando Capital).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

STF forma maioria para fixar prazo de 60 dias para big techs se adequarem

Foto: Luiz Silveira

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria, nesta quinta-feira (11), para fixar o prazo de 60 dias para implementar as medidas determinadas pelo tribunal que aumentaram a responsabilidade das big techs pelo conteúdo que publicam.

A Corte iniciou a análise dos recursos das plataformas na quarta-feira (10). O prazo foi sugerido pelo relator de um dos recursos, o ministro Dias Toffoli. O entendimento foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Alexandre de Moraes.

Até o momento, os ministros que votaram concordaram com a concessão de prazo de 60 dias para adaptação às novas regras. As divergências concentram-se no alcance das obrigações e nos critérios para definir quais plataformas serão submetidas a elas. Ainda não há um consenso sobre elas.

Julgamento do Marco Civil

Em junho de 2025, o Plenário do STF julgou os Temas 987 e 533 da Repercussão Geral e, por maioria de votos (8 a 3), declarou a inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet.

Até então, o dispositivo previa que as plataformas só poderiam ser punidas ou obrigadas a indenizar se descumprissem ordem judicial específica para a remoção de conteúdo. O Supremo alterou essa lógica ao entender que o modelo gerava “proteção insuficiente” à democracia e aos direitos fundamentais.

Os embargos foram apresentados por empresas de tecnologia e entidades da sociedade civil para questionar trechos da tese fixada pelo Supremo.

Entre os pontos contestados estavam a ausência de prazo para adaptação às novas regras, a abrangência das obrigações impostas às plataformas e a redação dos dispositivos relacionados à responsabilização civil das empresas.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Carla Dickson garante aprovação de projeto que amplia acesso à caneta emagrecedora através do SUS

Foto: Divulgação

A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) teve papel decisivo na aprovação, na Comissão de Saúde da Câmara, do projeto que inclui a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, na lista de medicamentos entregues pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento da diabetes. Carla foi a relatora da matéria e apresentou parecer favorável. Ela construiu um texto substitutivo que fortalece a assistência integral aos pacientes, preservando os critérios técnicos e científicos.

“A população precisa ter acesso aos tratamentos mais modernos e eficazes disponíveis para o controle do diabetes, mas isso deve ocorrer com responsabilidade, observando critérios técnicos que garantam segurança aos pacientes e sustentabilidade ao sistema público de saúde. Nosso relatório encontrou esse equilíbrio e fortalece o cuidado com milhões de brasileiros que convivem com a doença”, destacou Carla Dickson.

O projeto de Lei nº 2.725/2024 é de autoria do deputado Acácio Favacho. Ao analisar a matéria, a parlamentar destacou que a tirzepatida é uma das mais modernas alternativas para o controle da obesidade, uma das causas da diabetes, mas ponderou que deve seguir critérios de eficácia, segurança e custo-benefício.

Em seu parecer, a deputada ressaltou que o Brasil já possui cerca de 18 milhões de pessoas com diabetes tipo 2 e que o avanço da doença está diretamente relacionado a fatores como obesidade, sobrepeso, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados. Ela também destacou que medicamentos como a tirzepatida (Mounjaro), além de auxiliarem no controle glicêmico, representam avanços importantes no tratamento de pacientes que convivem com diabetes associado ao excesso de peso e à resistência à insulina.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *