Por Ricardo Noblat
A meteórica ascensão política do carioca Eduardo Consentino Cunha, 57 anos, economista, ex-radialista, será dividida daqui para frente entre AD e DD. Antes da Denúncia do Procurador Geral da República que o alvejará hoje, e Depois da Denúncia.
Antes dela, Eduardo era o todo poderoso presidente da Câmara dos Deputados e um dos caciques do seu partido, o PMDB. Cortejado pelos líderes dos demais partidos, tinha a força para abrir um processo de impeachment contra a presidente da República.
Depois da denúncia, e por mais que proclame sua inocência e que finja tranquilidade, durante algum tempo ele se debaterá como um náufrago que tenta não morrer afogado. Até a ocasião em que assistiremos ao início do seu longo e excitante velório político.
O pernambucano Severino Cavalcanti renunciou à presidência da Câmara e, em seguida, ao mandato por ter recebido um mensalinho de R$ 10 mil pago pelo concessionário de um restaurante. Depois sequer conseguiu se eleger prefeito de João Alfredo, sua cidade.
Eduardo é muito diferente do bronco Severino, eu sei, embora os dois tenham alcançado o terceiro posto mais importante da República como legítimas expressões dos deputados que integram o chamado “baixo clero” da Câmara.
Ocorre que, além do momento político ser outro, a acusação contra Eduardo nada tem a ver com um inocente mensalinho, a levarmos em conta as cifras espantosas desenterradas pela Lava Jato. Eduardo será denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo Rodrigo Janot, procurador-geral da República, ele recebeu 5 milhões de dólares em propina paga pelo empresário Júlio Camargo. É o primeiro de uma longa lista de quase 50 políticos cujos destinos ficarão por conta dos 11 ministros do STF.
Ao saber, ontem, o que o espera, Eduardo garantiu do alto de sua soberba:
– Eu não farei afastamento de nenhuma natureza. Vou continuar no exercício para o qual fui eleito pela maioria da Casa. Estou absolutamente tranquilo e sereno em relação a isso.
Como bom ator, procurou transmitir serenidade. Falou, de preferência, para seu público interno, que ainda não o abandonou, mas também mandou recado para os outros dois especiais endereços da Praça dos Três Poderes, em Brasília – o Planalto e o Supremo.
Por ora, era o que ele poderia fazer. A consistência da denúncia do procurador dará uma ideia da sobrevida a que Eduardo terá direito. Se ela impressionar pelos provas citadas, Eduardo será, pouco a pouco, largado de mão pelos que sempre o apoiaram.
E ao fim e ao cabo, só lhe restará a renúncia.
"Eles se dizem indignados com a corrupção no Brasil. Mentira. Não se viu no último domingo uma faixa, uma bandeira ou um miserável cartaz contra o financiamento empresarial de campanhas, mãe de nove entre dez esquemas de corrupção", diz o colunista Bepe Damasco; "Eles encenam um ardor patriótico e uma indignação civil contra a 'roubalheira' que valem tanto quanto uma nota de três reais. Fala sério, só pode estar de sacanagem quem se diz inimigo figadal da corrupção, mas poupa Eduardo Cunha. Só pode ser entendido como deboche ou expressão de profunda ignorância o lema 'Somos todos Cunha' adotado no domingo", afirma, referindo-se à faixa dos que defendiam o presidente da Câmara, que será denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro pelo procurador-geral da República.
Democracia PeTista, DESTRUINDO TUDO E TODOS que são contra o PT
E agora meu Cunhão?
esse pastor evangélico é só mais um exemplo de alguns "evangélicos talibãs" , passou a mão em 5 milhões, dinheiro em conta de igreja provado pela PF, fala sério, falso moralista, hipócrita, ladrão, esse tem o cão no coro, este estado é laico, abaixo o proselitismo, a demagogia, o fundamentalismo, a ignorância motivada, a burrice e a falta de sensatez e honestidade intelectual !
“FHC vai pedir gesto de grandeza ao Cunha?”
— Totonho
Para onde caminha o brasil?