Cidades

Sob temor de conflitos, grupos anti-PT tentam hoje fazer maior ato da história

Por IG

Imagem da Avenida Paulista no maior dos protestos contra Dilma, em 15 de março de 2015

Em meio ao aumento da tensão entre lados politicamente antagônicos no País, consequência das mais recentes ações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, grupos que pedem o impeachment de Dilma Rousseff vão às ruas para fazer o que esperam ser o maior protesto em território nacional da história, neste domingo (13), em ao menos 415 cidades de todos os Estados do País.

Ao contrário das manifestações de dezembro – que contaram com adesão bem abaixo do esperado, dando certo alento ao governo federal –, os atos deste domingo têm expectativa de enorme público. Só na página do evento do protesto da Avenida Paulista, o maior entre os centenas que ocorrerão, mais de seis milhões de pessoas aparecem como convidadas, número amplamente superior ao de manifestações anteriores, incluindo a de 15 de março, quando 2 milhões foram às ruas em todo o País, segundo a Polícia Militar – 1 milhão, de acordo com o Instituto Datafolha.

Lideranças de todos os partidos da oposição passaram a semana convocando a população para os atos. Mais discreto tucano em relação ao assunto até o momento, o governador paulista, Geraldo Alckmin, confirmou que fará sua estreia nas manifestações contra o PT – e ao lado do presidente do PSDB, o senador Aécio Neves, rival dentro do partido na disputa pela vaga para concorrer nas próximas eleições presidenciais. Dezenas de parlamentares da legenda e de seus aliados também anunciaram presença nas ruas.

Além de ser a primeira vez em 2016 que os movimentos anti-Dilma fazem grandes manifestações, é também a primeira vez que os atos contra o PT são tratados com alerta real para risco de violência pelas Polícias Militares de diversas partes do País. A preocupação é de que haja conflito entre grupos pró e contra Dilma.

Ao longo da última semana, com o surgimento de novas suspeitas de crimes contra Lula, o temor de violência se tornou o discurso da vez. Foi assim, por exemplo, em São Paulo, com Alckmin afirmando que não permitiria manifestações de grupos antagônicos no mesmo local, e no Planalto, com a presidente Dilma reiterando ao menos em três discursos sua preocupação com a possibilidade de confrontos.

Os organizadores dos protestos amenizam a possibilidade de violência. “Acho difícil ter conflito. O artigo 5º da Constituição garante que qualquer pessoa é livre para se manifestar desde que não haja manifestação contrária no mesmo lugar. Então, assim como foram os protestos do ano passado, teremos o espaço livre para levantar as nossas bandeiras e confiamos nas autoridades para garantir a segurança de todos”, diz Rogerio Chequer, líder do Vem Pra Rua. “Se conseguirmos levar um milhão de pessoas às ruas em todo o Brasil, o que acreditamos que acontecerá, já vai ser um sinal bem claro de que o Brasil quer o impeachment.”

Tensão nas ruas 
A situação de tensão entre grupos favoráveis e contrários à queda de Dilma vem se intensificando há cerca de um mês, após período de relativa calmaria como consequência do recesso parlamentar, que paralisou o Congresso Nacional e a possibilidade de se discutir o processo de impeachment.

Após um ano convivendo em uma espécie de “guerra fria” – na qual se atacavam mutuamente com palavras de ordem em protestos e nas redes sociais, mas só isoladamente frente a frente, já que seus atos não ocorriam na mesma data –, em fevereiro, pela primeira vez movimentos contrários e favoráveis à presidente se viram reunidos em um espaço em comum, na frente do fórum onde Lula prestou depoimento sobre um tríplex no litoral paulista com o qual teria sido beneficiado por empreiteiras.

Na ocasião, manifestantes agiram com violência, trocaram socos e chutes, usaram paus e pedras uns contra os outros. No último dia 4, os conflitos aumentaram em tamanho e se espalharam, consequência da deflagração da 24ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Lava Jato, que emitiu mandados de busca e apreensão contra residências de Lula e do instituto que leva o seu nome e obrigou o ex-presidente a prestar depoimento na Polícia Federal. Quando o Ministério Público do Estado de São Paulo pediu à Justiça a prisão preventiva do principal símbolo do PT, na quinta-feira (10), políticos e militantes do partido garantiram: agora é guerra.

Assim que o pedido foi divulgado, uma reunião de emergência foi convocada pela Frente Brasil Popular para discutir os próximos passos da militância a partir do momento em que o MP pediu a prisão do maior símbolo do PT. Fundado em setembro passado, o grupo reúne 65 entidades sindicais, legendas partidárias e movimentos sociais ligados ao partido de Dilma, incluindo o próprio PT, o PCdoB, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Ao mesmo tempo, o PT se mantinha em estado de mobilização permanente ao longo da noite, concentrando suas lideranças nos diretórios estaduais do partido em São Paulo e em Brasília para aguardar o desenrolar dos fatos a fim de definir a estratégia para defender o ex-presidente. A orientação, tanto aos militantes do partido quanto a seus aliados, seria definir os rumos coletivamente e evitar possíveis protestos isolados, que podem levar a conflitos com grupos anti-Dilma como os que ocorreram nas útimas semanas.

Apesar disso, ao menos duas manifestações pró-PT ocorrem neste domingo, uma organizada por coletivos de artistas ligados a movimentos de esquerda, batizado de Sem Medo de Ser Feliz – título do jingle da campanha de 1989 de Lula para a Presidência –, e outra promovida pela própria Frente Brasil Popular, em Porto Alegre.

E lideranças do partido, parlamentares e militantes de centrais sindicais admitem ser impossível impedir as pessoas de irem às ruas isoladamente, especialmente devido ao que chamam de “sentimento de enorme indignação gerado pelas injustiças contra Lula”. Sensação que deve crescer entre apoiadores do ex-presidente diante de acusações inflamadas feitas nos últimos dias.

Na noite de sexta-feira, a PM paulista foi acusada de tentar intimidar militantes ao comparecer à subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde ocorria uma reunião a respeito de protestos – a corporação divulgou nota na qual repudiou a conotação política que movimentos de esquerda tentaram dar à ação. Na manhã seguinte, o PCdoB e a União Nacional dos Estudantes, ambos ligados ao partido da presidente, acusaram grupos de direita de pichar as fachadas de suas sedes, levando suas lideranças a comparar o episódio à ditadura militar. Tudo isso às vésperas dos grandes atos deste domingo.

Em nota, as Secretarias da Segurança Pública de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Distrito Federal e Rio Grande do Sul garantem que todas as medidas foram tomadas para garantir a segurança dos manifestantes ao longo do dia.

Opinião dos leitores

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Brasil

Moraes se declara impedido de julgar ação que envolve esposa e Vorcaro

Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes (STF) declarou-se impedido nesta segunda-feira (21) de relatar uma ação que pede acesso a registros de entrada de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao Senado. Ele havia sido sorteado para o processo na sexta-feira (18).

No despacho, Moraes citou o artigo do Código de Processo Civil que trata do impedimento de juízes quando o caso envolve o cônjuge. Os autos foram enviados à presidência do STF para a escolha de outro relator.

O pedido foi feito pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo-PR) após o Senado negar acesso aos registros pela Lei de Acesso à Informação. A ação também solicita dados de entrada de outras pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O impedimento de Moraes diz respeito a esse pedido de registros, não à investigação do Banco Master.

Com informações da CNN Brasil

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Política

[VÍDEO] Sob gritos de “futuro presidente”, Flávio Bolsonaro chega à Praça Cívica lotada em Natal


Flávio Bolsonaro chegou à Praça Cívica, em Natal, na noite desta segunda-feira (21), acompanhado do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar e do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias. Após percorrerem as ruas da capital na Motocarreata Onda 22, eles foram recebidos por uma multidão que lotou a praça para o Comício Onda 22. Em clima de festa, o público cantou o Hino Nacional e recebeu Flávio aos gritos de “futuro presidente”.

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Brasil

PESQUISA QUAEST: 50% dos brasileiros desaprova governo Lula; aprovação é de 44%

AFP PHOTO / EVARISTO SAEVARISTO SA/AFP/Getty Image

A desaprovação do governo Lula (PT) segue maior que a aprovação, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21). Metade dos entrevistados, 50%, desaprova o trabalho do presidente, enquanto 44% aprovam. A diferença é de seis pontos percentuais.

Em relação à pesquisa anterior, a desaprovação permaneceu em 50% e a aprovação oscilou de 43% para 44%. A variação de um ponto está dentro da margem de erro.

A Quaest ouviu presencialmente 2.004 pessoas entre 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-06004/2026.

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Política

[VÍDEO] Globonews destaca “passivo” da Operação Mederi para candidatura de Allyson Bezerra


A Operação Mederi, deflagrada no final de janeiro pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), para investigar um suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos da Saúde na Prefeitura de Mossoró, foi destaque nesta segunda-feira (21) no programa Globonews Mais.

A investigação foi citada como um “passivo” que pesa contra a candidatura da candidatura ao Governo do Estado de Allyson Bezerra (União Brasil), ex-prefeito de Mossoró, suspeito de receber propina de 15% nos contratos da Prefeitura com a Dismed.

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Brasil

TENSÃO: Cantor Rick desaparece após helicóptero perder contato em SC

O cantor Rick Sollo, da dupla sertaneja Rick & Renner, está entre os desaparecidos após um helicóptero que saiu de Santa Catarina com destino a São Paulo perder contato na manhã desta segunda-feira (21).

Rick embarcou na aeronave acompanhado do empresário Bruno Avelar, que também está desaparecido. A assessoria do cantor confirmou o caso ao portal LeoDias.

No mesmo período, o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina confirmou a queda de um helicóptero na região. Até o momento, porém, não há confirmação de que a aeronave encontrada seja a mesma em que estavam o cantor e o empresário.

Equipes de busca e resgate foram acionadas e tentam chegar ao último ponto onde o sinal da aeronave foi registrado. Cerca de 20 socorristas participam da operação.

Com informações do Metrópoles 

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Brasil

MAIS UMA DO MASTER: Vorcaro disse que precisava dar “algum caso” a filho de Lewandowski para justificar contrato

Reprodução / Ricardo Lewandowski, Vorcaro e Enrique Lewandowski

Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, indicam que ele pediu, em dezembro de 2024, ao então diretor jurídico do banco, Luiz Rennó, que desse “algum caso ou parecer” ao advogado Enrique Lewandowski, filho do ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski.

Segundo os diálogos obtidos pela Folha, Vorcaro queria justificar um contrato que o escritório de Enrique mantinha com o Banco Master. “Tem que chamar ele urgente”, escreveu o empresário. Em seguida, orientou Rennó a se apresentar, pedir desculpas pela falta de contato e “dar algum caso ou parecer para ele fazer”.

Rennó respondeu que já havia informado o escritório anteriormente e afirmou que faria o contato. Dois dias depois, informou a Vorcaro: “Aqui dominado! Quase bebemos cerveja aqui no banco! Vou dar sequência”.

O escritório de Enrique Lewandowski informou que mantinha contrato de consultoria jurídica com o Banco Master desde agosto de 2023, encerrado em agosto de 2025. Segundo a banca, a partir de 2024 os serviços tinham como foco assuntos fiscais e tributários.

Ricardo Lewandowski não se manifestou sobre os diálogos. O ex-ministro deixou o STF em abril de 2023 e assumiu o Ministério da Justiça no governo Lula em fevereiro de 2024.

Com informações da Folha de São Paulo

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Brasil

[VÍDEO] Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Álvaro Dias dão largada à Motocarreata Onda 22 em Natal


Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Álvaro Dias deram a largada, na tarde desta segunda-feira (21), à Motocarreata Onda 22, em Natal. Flávio seguiu no carro ao lado de Alfredo Gaspar, Álvaro Dias, do senador Rogério Marinho, do candidato ao Senado Coronel Hélio e do prefeito de Natal, Paulinho Freire, acompanhando a mobilização que saiu do Centro de Convenções com apoiadores, motociclistas e motoristas.

Em clima de festa, a motocarreata reúne candidatos a deputado estadual e federal, lideranças políticas e apoiadores e segue pelas ruas da capital em direção à Praça Cívica, onde a programação será encerrada à noite com o Comício Onda 22.

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Política

PESQUISA QUAEST: Flávio empata tecnicamente com Lula no 1º turno e aparece numericamente à frente do petista no 2º

Reprodução

A nova pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21), encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, aponta um empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no 1º turno da disputa pela Presidência da República. De acordo com o levantamento, o petista passou de 36% para 37%, enquanto o senador cresceu de 31% para 33%. É a menor distância entre eles na série história do instituto.

Reprodução G1

Depois aparecem Augusto Cury (6%), Ronaldo Caiado (4%), Renan Santos (3%), Romeu Zema e Samara Martins (ambos com 1%). Os outros candidatos não pontuaram. Indecisos somam 8% e branco/nulo/não vai votar, 7%.

Já no segundo turno, a pesquisa mostra Flávio Bolsonaro manteve os 42% das intenções de voto da pesquisa anterior, enquanto Lula foi de 40% para 41%. Eles estão em empate técnico. Branco/nulo/não vai votar somam 14% e indecisos, apenas 3%.

Lula também empata tecnicamente com Caiado (41% a 39%), Augusto Cury (39% a 35%) e Renan Santos (41% a 38%). Num eventual embate contra Romeu Zema, Lula venceria por 46% a 32%.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06004/2026.

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Geral

[VÍDEO] DUROU POUCO: Praça André de Albuquerque recém-reformada tem fiação roubada e fica às escuras


A Praça André de Albuquerque, recém reformada, após cerca de 4 anos de espera pela conclusão das obras, já é alvo de bandidos que roubaram a fiação e luzes do local. A praça está escura, com pouco tempo de uso pelos natalenses.

A praça abriga o Marco Zero da capital potiguar e possui grande relevância histórica para o Rio Grande do Norte. A obra contemplou a recuperação completa da praça, com melhorias na infraestrutura, acessibilidade, pavimentação, mobiliário urbano e paisagismo.

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Economia

Garrafão de água terá reajuste de 10% a 15% no RN a partir de 5 de outubro

Divulgação

As indústrias de águas minerais e adicionadas de sais do Rio Grande do Norte vão reajustar o preço do garrafão de 20 litros a partir de 5 de outubro. O aumento na fonte ficará entre 10% e 15%, conforme a decisão de cada empresa. Hoje, o produto é vendido ao consumidor por valores entre R$ 9 e R$ 15; o preço final nas lojas pode variar.

De acordo com o Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do RN (Sicramirn), o reajuste acompanha a alta dos custos de garrafões, tampas e lacres, além de energia, combustível, envase e distribuição. “É uma adaptação necessária para mantermos o nosso compromisso com o consumidor”, afirmou o presidente da entidade, Joafran Nobre.

O sindicato informa que o estado tem 35 indústrias de águas envasadas, responsáveis por cerca de 507 milhões de litros produzidos por ano e aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos.

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