Jornalismo

Soninha diz que campanha pró-Serra aumentou seu isolamento na ESPN

soninha2A derrota nas urnas nas eleições para deputada federal foi um duro golpe para Soninha Francine. Ou significou uma ‘brochada’, como ela melhor define. Diante da frustração na política, agora ela quer voltar à TV. À mesma TV em que ela fez sucesso como comentarista esportiva e que a fez guardar boas e más recordações.

Soninha ainda tem frescos na memória os bons amigos, mas também o preconceito e o isolamento político que diz ter sofrido na ESPN Brasil por ter trabalhado na campanha presidencial de José Serra nas eleições de 2010.

“Naquele momento eu era um ponto muito fora da curva tendo trabalhado na campanha do Serra. O pessoal da ESPN era muito Lula, vai? Então isso também não me dava muito ânimo de voltar. Um lugar onde a gente discute a política dentro do futebol, eu estava praticamente isolada ali”.

Entre os livros espalhados até pela escada, ela arrumou um espacinho em sua casa na Zona Oeste de São Paulo para receber a reportagem do UOL Esporte. Soninha relembra temas como as grosserias dos técnicos Vanderlei Luxemburgo e Emerson Leão e a sua frustração com a política. “Você disputa uma eleição e perde, uma eleição que era para ganhar, né? Não tem cabimento eu ficar tão atrás na fila da suplência, dá uma brochada”.

Você sempre foi conhecida como VJ da MTV. Como iniciou sua carreira como comentarista esportiva?

Quando entrei na MTV, entrei carregando pedra. Todo mundo que começou como assistente de produtor, virou produtor, editor, diretor. Foi bom ter feito esse caminho todo para depois ser VJ. Isso contou quando o Trajano (José Trajano, então diretor de jornalismo da emissora) me convidou para trabalhar na ESPN para ser comentarista. Ele dizia que lá futebol tinha contexto muito maior, política, literatura, cinema, sociedade, então tudo o que eu já tinha feito interessava para ser comentarista.

E como é ser mulher em um meio majoritariamente masculino?

Você fica sujeita a um espectro muito maior de ofensas: mulher é vagabunda, mal amada ou está dando para alguém e por isso que ela está ali. Mas também tem uma simpatia inicial, uma abertura. Às vezes o jogador está cansado de dar entrevista para repórter agressivo ou de participar de determinado programa porque foi massacrado. Quando a repórter é mulher, às vezes ele fica até aliviado, sabe que nunca vai ter o mesmo tipo de embate, não quer que dizer que eu vá ser café com leite, mas é outro tipo de enfrentamento. E eu nunca levei cantada. Não me lembro nem de um comentariozinho a mais, nada. Tenho o maior orgulho disso.

Como era a sua relação com os colegas na ESPN Brasil?

Na ESPN tinha muitos níveis de relação, de recepção. Alguns gostavam muito de mim da MTV e por isso gostavam de trabalhar comigo: ‘uau, aquela VJ é nossa, faz parte da equipe’. Outros me viam como uma intrusa, eram super pé atrás. Ficavam super atentos a escorregadas. E tinham os que não suportavam a minha presença. Esses não ficavam só atentos para ver se eu pisava na bola, eles criavam situações. Me colocavam em roubadas no ar. Ou eram claramente hostis fora do ar. Cobrindo lá um jogo entre Inter de Limeira e um time do interior. E ninguém conhece o elenco da Inter de Limeira super bem, nem os meus colegas. Aí tinha uma substituição: sai João Pedro e entra o Pedro João. Entra o narrador e fala assim. “Então Soninha Francine, conhecendo bem esses jogadores, o que você acha da substituição?”. Sacaneando, entendeu? Para me deixar em saia-justa.

E como você lidava com essas situações?

Você fica calejada, né? Mas com o tempo foi mudando, foi muito legal perceber que os caras que eram muito hostis e às vezes me davam cotoveladas no ar mudaram.

Mas você acha que sofreu preconceito?

Tinha preconceito porque eu era mulher, combinado com o fato de que eu era VJ da MTV e que eu não vinha de uma carreira esportiva. A MTV já não era uma coisa que os mais antigos davam muito valor ou viam muita graça. E eu não entrei na ESPN como na MTV em que eu era da produção, depois virei repórter, depois isso, depois aquilo. Já entrei na hora do almoço que é um horário nobre no esporte. Então teve uma desconfiança natural. Tinha uma resistência também que vai além do preconceito. Para o preconceito você dá uma chance e aí sim você forma uma opinião. Mas isso demorou demais em alguns casos.

Você teve problemas com entrevistados também?

O Luxemburgo (Vanderlei) me deu uma cotovelada no ar e foi quase de graça. Era o Dia da Mulher e ele tinha sido entrevistado por uma repórter que perguntou o que ele achava da participação da mulher no esporte. E ele respondeu: “Olha, mulher é muito bonitinha, muito simpática, mas você faz as perguntas que mandaram você fazer, que escreveram para você, tem coisa que não dá”. Alguns dias depois, ele participou do programa na ESPN. Encerrando o programa, sabe quando não dá tempo para mais nada? Ele falou assim: “Obrigada. Eu queria dizer que você é uma boa entrevistadora, você é muito inteligente, mas você não entende nada de futebol”. Cara, eu fiquei assim (boquiaberta), mas eu não podia ficar assim. O certo era dizer “Nossa, Luxemburgo. Que comentário grosseiro”, mas eu não tive presença de espírito na hora. Então só dei risada como se fosse uma brincadeira, que não era. E falei “lá fora a gente vê isso”. Mas foi horrível, foi chato para todo mundo que estava no estúdio, na redação. Foi muito humilhante e foi para humilhar.

A outra foi uma entrevista com o Leão (Emerson) no Bola da Vez e eu perguntei se ele acreditava que poderia ter isso derrubado pelos jogadores porque essa era uma discussão recorrente. E ele falou: “Olha, Soninha. Isso não é pergunta que se faça”. Só faltou dizer assim: “que pergunta idiota”. Foi muito grosseiro também, mas ali eu não estava sozinha e ficou pior pra ele. Eu não fiquei tão desmontada.

Você viveu esse tipo situação com colegas também?

Tiveram dois episódios com o Trajano também. Mas aí o Trajano não é só comigo, imagina ter um chefe totalmente apaixonado por futebol, pelo que ele faz, pela equipe que trabalha e por tudo na vida. Nada com o Trajano é mediano, tudo é exacerbado. Teve uma vez nas Olimpíadas de Sydney (em 2000) em que estavam criando um clima de execração nacional contra aquela equipe de futebol, ‘esses moleques mascarados, não querem nada com nada, a fama subiu à cabeça’. O Brasil foi eliminado e no dia seguinte a gente estava comentando a trajetória do Brasil que tinha sido horrível, eu só não atribuía isso à máscara dos jogadores. Para mim era um problema de futebol, do técnico, das escolhas, da preparação. E o Trajano estava participando do mesmo programa e ele me destruiu, sorte que o Calçade (Paulo Calçade, comentarista) também estava. Ele dizia: ‘vocês, Soninha e Calçade, vocês são muito arrogantes de achar que com esse pouco tempo de vida no futebol vocês têm razão. Vocês são arrogantes, vocês não têm noção”. Acabou com a gente no ar. O pessoal da TV é muito legal e dividiu a tela. Deixaram o Trajano em São Paulo me destruindo e eu olhando para a câmera. Aí vinha a água no olho, mas eu não podia chorar de jeito nenhum, aquele nó na garganta. E eu racionalizando na cabeça… ‘É assim Soninha, o Trajano é assim, normal. Não é nem só com você. Até com o Calçade que é um puta cara, super qualificado’. Era meu chefe ao vivo por 15 minutos me destruindo.

Você sente saudades daquela época?

Normalmente, eu não tenho essa saudade de ser comentarista porque muitas vezes quando eu era comentarista eu sentia saudade de ser torcedor. Eu não queria estar trabalhando desde 1 h da tarde no domingo, discutindo longamente um time, a rodada. Eu queria estar na arquibancada, então agora que eu sou da arquibancada não me bate muita saudade de estar na cabine, não. Mas do grande evento, aí sim. É saudade como da infância.

Por que você saiu da ESPN Brasil?

Eu me afastei pela última vez da ESPN para fazer política na campanha de 2010, eu trabalhava no site oficial da campanha do (José) Serra. Quando terminou a campanha eu estava exausta, precisava de uns dias de folga antes de voltar para o ar, precisava me atualizar com futebol. Mas eu não conseguia mais dar tanta importância para aquilo. Eu tinha ficado completamente afastada de tudo por causa da campanha presidencial e eu tinha que retomar, entender, saber como era o meio campo do Coritiba, o que mudou do início do campeonato e eu não conseguia me motivar para aquilo. Pedi mais uns dias, descobri que não tinha mais o mesmo interesse que precisava ter para ser um bom comentarista. Porque enganar é fácil. Cansei de ver colega enganando, não colega da ESPN. Você vai no clichê, joga para a torcida.. então eu descobri que não dava mais para fazer os dois e decidi ficar com a política.

A sua relação com a política influenciou na sua saída?

A política atrapalha o comentário de futebol, ainda mais na ESPN que é um lugar politizado, que é um lugar em que a política no futebol é muito importante. Que bom que é assim, mas aí as paixões político-partidárias interferem. Naquele momento eu era um ponto muito fora da curva tendo trabalhado na campanha do Serra. O pessoal da ESPN era muito Lula, vai? Então isso também não me dava muito ânimo de voltar. Um lugar onde a gente discute a política dentro do futebol, eu estava praticamente isolada ali. Isso também me desanimou, não era só futebol.

O fato de você ter trabalhado na campanha de um candidato alterou a sua imagem na empresa?

Sim, fez diferença. Eu não só me afastei alguns meses da ESPN para participar de uma eleição como candidata ou como equipe, mas do candidato da oposição ali. O pessoal fala muito agora dessa última eleição, que foi radicalizada, que teve muito golpe baixo, mas em 2010 já foi muito violento, foi muito pesado, assim de acusações, de agressões, então a rivalidade ali se acirrou muito. Na ESPN dava para perceber, era uma coisa que já havia antes desde a primeira eleição do Lula. Tinha toda uma expetativa, esperança. O Trajano participou de um grupo que fez propostas para a política esportiva do governo Lula, o Sócrates, que era muito chapa e querido, era membro do Conselho Nacional de Esporte do governo Lula, então tinha uma aproximação muito visível, muito evidente assim, de afinidade mesmo, normal, de identidade. Então também eu sabia que ia acontecer muitas vezes o que tinha acontecido lá na Olimpíada… de tomar o esculacho, tá todo mundo dizendo que os jogadores estão mascarados e eu estou dizendo ‘não, não é esse o problema’.

Que mudança você percebeu na ESPN por causa da política?

A ESPN aliviando nas críticas. Gente isso era muito anti-ESPN. A ESPN nunca aliviou em crítica, era muito legal isso. Era totalmente independente o espaço jornalístico do espaço comercial. E aí quando eu vi que esse fervor na defesa do dinheiro público estava arrefecendo um pouco na análise dos preparativos para a Copa do Mundo, eu já comecei a ficar um pouco desapontada. E mais ainda quando a audiência na ESPN me identificava como inimiga porque eu continuava fazendo as mesmas críticas contundentes. Então aquela coisa amarga, agressiva e violenta que eu já vivia sendo vereadora ou sendo sub-prefeita, que foram trabalhos que acumulei com a ESPN. Pô! Eu vinha da sub-prefeitura, onde já me davam um pau violento, e continuavam me dando pau na ESPN por causa da política. Já não eram mais divergências esportivas, mas político-partidárias. E aí dentro da ESPN eu fui virando a exceção e isso ressaltava mais a agressividade dos assinantes, dos fãs de esporte. “Ah.. ela fala isso porque ela é ressentida com o PT, ela saiu do PT, então ela tem inveja porque o Brasil vai sediar a Copa do Mundo”. Então vinha dos fãs de esporte e aí começou a aparecer esse ruído entre os próprios colegas. Essa divergência foi ficando muito difícil. Fui vendo essa condescendência da ESPN, ela não foi contundente como sempre tinha sido em relação a essa Copa no Brasil. E eu não fui a única a reparar. Nas redes sociais também, várias pessoas diziam assim: ‘porra meu, que decepção, decepção cara. Não esperava isso desse cara aí da ESPN’. Então doeu.

Nota da redação: Procurado pelo UOL Esporte, o vice-presidente de jornalismo e produção da ESPN Brasil, João Palomino, disse que a empresa sempre primou pela liberdade de expressão e por respeitar todas as opiniões.

“A Soninha sempre foi uma companheira leal e apaixonada por futebol. Tem todo nosso respeito e carinho, como sempre. É uma batalhadora e tem grandes amigos aqui. Não entendemos o motivo que a levou a citar algo que é da percepção dela, não nossa. E falo como companheiro de bancada e amigo dela, não como vice-presidente de jornalismo. Mesmo porque, a ESPN sempre notabilizou-se por respeitar a opinião de todos seus comentaristas, independentemente das suas preferências esportivas, políticas, etc… Não há restrição a quem quer que seja porque entendemos que a liberdade de expressão é sagrada e praticamos isso diariamente.”

Você gostaria de voltar à TV?

No ano passado eu não estava com vontade de voltar a fazer TV a não ser para falar sobre política. Sabe quando eu tenho vontade? Quando estamos discutindo a usina de Belo Monte, ou a Petrobrás, ou os separatistas da Ucrânia, esses grandes temas. Como eu queria fazer um programa de TV sobre a crise da água, a crise energética. Mas a saudade de mídia esportiva eu não tinha, agora eu tenho mais saudade. Até porque o que está acontecendo é que estou me afastando da política. Você disputa uma eleição e perde, uma eleição que era para ganhar, né? Para prefeita você sabe que demora um tempo, mas para deputada federal… eu tinha que me eleger deputada federal. Não tem cabimento eu ficar tão atrás na fila da suplência, dá uma brochada. E aí com essa brochada com a política volta mais a saudade de fazer TV, de fazer reportagem, debate. E isso inclui mídia esportiva. Eu amo esse negócio de esporte. E passou a ressaca também, né?

O que você gostaria de fazer hoje na televisão brasileira?

Eu volto àquela fase da faculdade, de pegar todas as coisas que você precisava fazer no começo e sonhar com essas coisas de novo. Tenho ideias anotadas em milhões de caderninhos, projetos para apresentar. A maioria não é de esporte, mas também tem.

Como você vê essa tendência do jornalismo esportivo de se unir ao entretenimento?

É legal quando entra o humor no esporte ou em qualquer editoria. É legal a ironia, o non sense, acho bacana, mas chega uma hora em que a balança pesa demais para um lado e aí eu sinto falta de um contraponto.

Ao que você gosta de assistir na TV esportiva hoje?

Gosto muito da edição do Tadeu Schmidt no Fantástico. Ele observa as coisas, não fica fazendo graça clichê com a escorregada que o cara deu na área. Vai muito além disso. Eu adoro o Tiago Leifert, acho muito legal como ele faz, super à vontade, coloquial, inteligente. Uma pessoa com dom. Não adianta outros tentarem fazer igual se não tiverem a presença de espírito e a simpatia que ele tem. O Plihal (André, repórter) é um cara da ESPN que eu adorava com uma observação diferenciada.

Como você vê o grande número de ex-atletas comentando?

Eu nunca tive aversão a ex-atletas comentando. Se o cara só está lá porque foi atleta realmente é ridículo, mas às vezes o atleta é super bom, de leitura de jogo e de comentário. E a experiência em campo é insubstituível. Às vezes o narrador vem cheio de teses. Lembro de várias vezes o Casagrande falando para o Galvão Bueno: “Não é assim, Galvão. Essa bola foi difícil, o passe foi ruim”. E ele pode falar sobre o nervosismo em campo, a relação de jogador com outro jogador, com o técnico em campo, com o árbitro. Eu adoro o Belletti comentando. Ótimo, uma visão de jogo diferenciada.

O que você acha da atuação de atletas na política como Romário, Marcelinho Carioca, etc?

Alguns jogadores têm atuação política ainda enquanto são jogadores. O Bom Senso… Aleluia! Ufa! Você tem caras na história como Sócrates, um exemplo na Democracia. Mas como em qualquer área de atuação o que leva os jogadores à política são coisas bem diferentes. Uns querem defender o esporte de modo geral, profissional ou amador, outros veem na política uma maneira de continuar na vida pública, de desfrutar da popularidade se elegendo para um cargo parlamentar sem muito interesse genuíno, querendo ser celebridade na política como foi no futebol. E tem caras que entram por alguma motivação. O Romário foi muito mais movido por ter a filha com Síndrome de Down do que pelo esporte propriamente dito e foi uma surpresa para muita gente. O Romário como jogador era meio fanfarrão, não estava muito aí, se o Eurico Miranda era bom para ele o resto não interessava. E no Congresso o Romário falava da Copa do Mundo com muita propriedade. Ele não tinha um discurso clichê.

Qual a sua opinião sobre o futebol brasileiro atualmente?

Eu tenho que reconhecer avanços na organização do futebol hoje. Algumas coisas melhoraram como o calendário, mas outras continuam com problemas endêmicos. A falta de transparência na gestão dos clubes profissionais, salários atrasados, o aporte muito desigual de recursos públicos no futebol em relação aos outros esportes e ao próprio futebol. Você tem a Caixa Econômica Federal que escolheu patrocinar dez clubes da Série A. Baseado em quê?

Futebol tem muito a ver com política?

Futebol tem muito a ver com política. Faz parte demais da nossa vida, pelo lado bom e ruim. Às vezes a paixão no futebol vira irracional, aquele pensamento: ‘esse time é minha vida e eu faço qualquer coisa para defender o meu time’. Quando isso acontece na política é cruel. Tem que ter paixão como em tudo na vida, precisa se dedicar, mas também tem que ter racionalidade, sensatez, pelo amor de Deus. Tem que ter uma análise, um pezinho para trás da paixão furiosa, essa paixão cada vez mais furiosa. As pessoas continuam se matando por futebol e na política é uma escalada de violência. Uma pena que a aproximação mais recente entre os dois seja o acirramento da intolerância.

UOL

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Polícia

[VÍDEO] Caminhão é interceptado com 100 mil maços de cigarros na BR-405, no RN

Imagens: Divulgação/PRF

Um caminhão foi interceptado na tarde desta quarta-feira (6) transportando uma carga com cerca de 100 mil maços de cigarros na BR-405, em Apodi, no Oeste potiguar. A ação foi realizada por equipes da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar durante fiscalização na rodovia.

Conforme a PRF, durante a abordagem, os agentes localizaram aproximadamente 200 caixas de cigarros no compartimento de carga, totalizando cerca de 100 mil maços. O motorista do caminhão foi detido no local.

A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Federal em Mossoró, onde o caso será investigado e as medidas legais serão adotadas.

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Geral

VÍDEO: Mulher é presa ao dar facada em cabeleireiro por não gostar de corte de cabelo em SP: ‘minha franja está parecendo o Cebolinha’

Uma mulher de 27 anos foi presa na tarde de terça-feira (5) ao dar uma facada em um cabeleireiro pelas costas após ficar insatisfeita com o corte de cabelo em um salão na região da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

A agressora de nome Laís Gabriela Barbosa da Cunha afirma que estava insatisfeita com o corte que o cabeleireiro fez na sua franja. O salão fica na Avenida Marquês de São Vicente.

Câmeras do salão de beleza gravaram o momento em que ela esfaqueia o cabeleireiro identificado como Eduardo Ferrari enquanto ele atende outra cliente. Laís aparece conversando com o funcionário, que está de costas. Ela tira uma faca da bolsa e o golpeia. Ele leva um susto e sai correndo. A mulher é contida por outros funcionários e seguranças.

“Ele pegou o meu cabelo e foi picotando com uma tesoura-navalha. Se vocês conseguem ver, a minha franja está parecendo o Cebolinha, porque ele cortou todo o meu cabelo. Eu mandei mensagem do Whatsapp e eles ficaram dois dias sem me responder”, afirmou a moça presa, em referência ao personagem da Turma da Mônica. Ela conta que fez uma ofensa homofóbica antes de agredir fisicamente o funcionário.

“Aí sabe o que eu fiz? Ofendi ele e falei: ‘seu viado desgraçado, arruma o meu cabelo. Aí na hora ele respondeu. Tive corte químico [não é um corte com tesoura, mas sim uma quebra causada por reação química] e tenho prova do meu cabelo antes e depois”, afirmou Laís.

Laís irá responder por lesão corporal e ameaça ao profissional.

O cabeleireiro vítima da agressora diz que ela foi cliente do salão meses atrás e que agora tentou matá-lo com uma facada nas costas: ‘Foi uma tentativa de homicídio’, afirmou.

Ele teve apenas um corte pequeno nas costas porque a agressora foi rapidamente contida pelos seguranças do salão e imobilizada.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e Laís foi detida, confessando o crime.

A perícia foi acionada. Segundo a pasta da Segurança, o caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

Nas redes sociais, a equipe de Eduardo Ferrari, vítima da moça, disse que ela tinha realizado em procedimento capilar 30 dias antes e retornou ao estabelecimento demonstrando insatisfação com o resultado e exigindo devolução dos valores.

Cabeleireiro divulga comunicado sobre agressão sofrida por cliente em São Paulo. — Foto: Reprodução/Redes SociaisImagem: reprodução/Instagram

g1

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Geral

Governo Lula atrasa primeiros repasses de subsídio para o diesel


Foto: Marcello Casal JR/Agência Brasil

O governo Lula ainda não pagou nenhuma das empresas habilitadas para o programa de subvenção ao óleo diesel, criado para tentar minimizar os impactos da guerra no Irã sobre o consumidor brasileiro, segundo empresas do setor.

O prazo para o primeiro ressarcimento, referente às vendas do combustível em março, venceu no último dia 30 de abril, sem que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) tenha autorizado pagamentos.

Segundo apuração da Folha de S. Paulo, a Petrobras, maior fornecedora nacional, e importadoras e distribuidoras de menor porte já enviaram à agência as notas fiscais, mas ainda aguardam resposta.

“A Petrobras faz jus a subvenção econômica ao óleo diesel rodoviário e, no momento, aguarda a verificação pela ANP dos dados comprobatórios apresentados para a efetivação dos pagamentos”, disse a estatal, em nota.

A ANP diz que, para realizar as análises necessárias ao pagamento da subvenção, precisa ter acesso a informações da Receita Federal. “Está em andamento a elaboração de um acordo de cooperação entre a Receita e a ANP para que esse acesso seja possível”, afirmou.

O programa de subvenção dá R$ 1,52 por litro de diesel importado e R$ 1,12 por litro de diesel nacional a importadores e produtores que se comprometam a vender o combustível abaixo de um preço-teto estabelecido pelo governo.

A adesão inicial foi baixa, com empresas de diferentes portes ainda em dúvidas sobre as regras. Na semana passada, a ANP aprovou a elevação do preço-teto, em uma tentativa de atrair mais participantes.

No início da semana, a agência publicou os novos preços para o quinto período da subvenção com alta de R$ 0,28 por litro no preço-teto para o diesel importado.

Segundo pessoas com conhecimento das discussões, o atraso no pagamento aumenta as incertezas sobre o programa. Inicialmente, o governo previa pagar em até 15 dias após o encerramento de cada mês. O prazo foi estendido para 30 dias.

Distribuidoras que ainda não aderiram ao programa avaliam que é um prazo muito longo, diante dos impactos no fluxo de caixa com o dispêndio de elevado volume de recursos para receber o ressarcimento semanas após a venda do produto.

Ela têm dúvida também sobre as obrigações para repasse de preços ao consumidor final. Neste caso, alegam que não têm controle sobre as margens dos postos. E que a Petrobras não deu desconto de preços, apenas evitou aumentos maiores.

A estatal foi a primeira a aderir ao programa, seguida pela segunda maior produtora de combustíveis do país, a Refinaria de Mataripe. Das três maiores distribuidoras de combustíveis do país, apenas a Vibra decidiu aderir. Ipiranga e Raízen seguem de fora.

O preço do diesel disparou nos postos brasileiros após o início da guerra, mas recua há três semanas. Após atingir um pico de R$ 7,580 por litro no fim de março, o preço médio do diesel S-10 chegou a R$ 7,28 na semana passada.

Ainda é, porém, bem superior aos R$ 6,10 por litro vigentes antes dos primeiros ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã.

Folhapress

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Geral

STF sinaliza que só aceitará delação de Vorcaro com a devolução do dinheiro desviado

Imagem: reprodução/Jornal Nacional/Rede Globo

Diante da apresentação da proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizou que a devolução integral do dinheiro desviado por meio de corrupção será condição fundamental para que o acordo de colaboração seja homologado. A informação é do jornalista Gerson Camarotti, da GloboNews.

A análise dos anexos da proposta de delação será feita pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal (PF). Caso haja avaliação de que Vorcaro avançou de fato nas investigações, a homologação será analisada pelo relator do caso no STF, ministro André Mendonça.

A partir de agora, haverá uma negociação da defesa de Vorcaro com a PGR e a PF. Mas, tudo estará condicionado ao ressarcimento de valores.

A avaliação no Supremo é que devolução terá que ser feita de imediato. Ainda que parte dos recursos já tenha sido gasta pelo banqueiro, a cobrança acontecerá para o ressarcimento monetário do que estiver em poder de Vorcaro. Mesmo valores que estejam no exterior, terão de ser devolvidos.

Também não será aceito o modelo feito na Operação Lava Jato, em que empresas fizeram acordo de devolução de recursos de forma parcelada em vários anos. A percepção no Supremo é que isso não deu certo.

A defesa de Vorcaro vai ter que apontar onde estão os recursos do ex-banqueiro frutos de crime aqui no Brasil e no exterior, inclusive imóveis.

Blog de Gerson Camarotti – g1

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Geral

PESQUISA MEIO/IDEIA: 52% dos brasileiros afirmam que Lula não merece ser reeleito

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Levantamento feito pelo Instituto Meio/Ideia, divulgado nesta quarta-feira (6), mostra que 52% dos eleitores brasileiros acham que o presidente Lula (PT) não merece ser reeleito. Por outro lado, 44% dos eleitores defendem a permanência do petista no cargo de chefe do Executivo.

Os dados mostram um aumento em relação à rejeição pelo nome de Lula referente ao mês passado, quando 51,5% dos leitores afirmavam que não renovariam o mandato do candidato do governo.

Lula merece continuar após 2026?

  • Não: 52%
  • Sim: 44%.
  • Não sabem: 4%

Foram ouvidas 1.500 pessoas em todo o país entre os dias 1 e 5 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05356/2026.

Diário do Poder

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Geral

Nervos À Solta: o novo projeto do médico Ricardo Negreiros e do jornalista Gustavo Negreiros

Saúde é o assunto mais importante da vida de qualquer pessoa. E também é um dos temas mais mal explicados, mal comunicados e cheios de ruído por aí. É para mudar isso que nasce o Nervos À Solta.

O projeto reúne um médico e um jornalista numa conversa semanal direta, sem juridiquês médico, sem complicação desnecessária e sem aquela linguagem de consultório que ninguém entende em casa. Ricardo Negreiros traz o conhecimento clínico. Gustavo Negreiros traz as perguntas que o público quer fazer mas não sabe como. O resultado é um debate de saúde feito para quem precisa entender, não para quem já estudou medicina.

Doenças crônicas, autocuidado, transtornos mentais, medicina preventiva e muito mais. Temas do dia a dia de milhões de brasileiros tratados de forma acessível, humana e com informação de qualidade.

O programa vai ao ar semanalmente no YouTube, com cortes no Instagram e TikTok para quem prefere consumir o conteúdo em doses menores.

Se inscreva agora nos canais e acompanhe:

YouTube: youtube.com/@nervosasolta

Instagram: @nervos_a_solta

TikTok: @nervos.solta

O Blog apoia e recomenda. Saúde bem explicada é saúde bem cuidada.

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Informe Publicitário

Jaecoo 7 Elite chega em Natal como o suv híbrido plug-in mais acessível, a partir de R$ 179.990

O mercado potiguar recebe um novo destaque entre os SUVs híbridos com a chegada do Jaecoo 7 Elite, que estreia em Natal com proposta inovadora, alta tecnologia e o melhor custo-benefício da categoria. Com preço a partir de R$ 179.990.

O Jaecoo 7 Elite combina motor a combustão com propulsão elétrica, permitindo rodar no modo 100% elétrico em trajetos urbanos e alcançar mais de 1.200 km de autonomia combinada. Na prática, isso se traduz em um SUV versátil, econômico e preparado tanto para o dia a dia quanto para viagens mais longas, entregando eficiência sem abrir mão da performance.

Por dentro, o modelo impressiona pelo pacote tecnológico completo, com painel digital, central multimídia moderna, assistentes de condução (ADAS) e acabamento com padrão premium. No exterior, o design robusto, com linhas marcantes e iluminação em LED, reforça a presença do veículo e seu posicionamento sofisticado dentro da categoria.

Como parte da estratégia de lançamento, o Jaecoo 7 Elite conta com condições exclusivas válidas somente até este sábado (09.05), marcando um momento especial para quem deseja ingressar no universo dos veículos híbridos com condições diferenciadas. A chegada do modelo será celebrada com um super lançamento na concessionária Redenção Omoda | Jaecoo, localizada na BR-101, ao lado da Redenção Seminovos.

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Geral

Morre Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos

Foto: Reprodução: CNN

O empresário norte-americano Ted Turner, fundador da rede de TV CNN e um dos nomes mais poderosos da mídia nos Estados Unidos, morreu nesta quarta-feira (6) aos 87 anos, segundo informou a emissora.

Turner revolucionou o jornalismo nos Estados Unidos ao fundar, em 1980, a CNN, a primeira rede do mundo dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia. O empresário também teve um conglomerado de mídias e foi ainda um dos principais ativistas ambientais nos EUA.

A causa da morte não foi divulgada. Em setembro de 2018, o empresário revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um crítico constante da CNN, lamentou a morte.

Com personalidade irreverente e ousada, Turner se tornou bilionário ao assumir os negócios de outdoors de seu pai. Em 1970, com parte do dinheiro, comprou uma emissora de televisão que transformou mais tarde em um vasto grupo televisivo.

Além da CNN, fundada em 1980, ele também abriu redes de TV especializadas em esportes e filmes antigos. Comprou os estúdios MGM e fez a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner, em 1996.

Mas Turner enfrentou dificuldades para se adaptar ao sistema corporativo após décadas de autonomia e acabou perdendo o controle de suas redes.

Em paralelo, o empresário também se tornou um dos principais ambientalistas do mundo, além de um dos maiores proprietários de terras nos Estados Unidos e um grande filantropo — ele chegou a doar US$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele foi casado com a atriz vencedora do Oscar Jane Fonda. E ainda se destacou no mundo dos esportes:

Na década de 1970, também foi dono do time de beisebol Atlanta Braves e do Atlanta Hawks, da liga de basquete dos EUA, a NBA, além de ter vencido a America’s Cup, a regata de vela mais famosa do mundo.

Em 1986, ele criou os Jogos da Boa Vontade, uma competição semelhante às Olimpíadas, e, dois anos depois, comprou uma organização de luta livre que fornecia mais conteúdo para a TV. Suas preocupações com a guerra nuclear o levaram a cofundar a Iniciativa de Ameaça Nuclear em 2001.

A Forbes estimou a fortuna atual de Turner em US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 13,8 bilhões).

“Se eu tivesse um pouco de humildade, seria perfeito”, disse o empresário em uma entrevista.

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Geral

Não é um título construído por discurso. Com trabalho efetivo Carla Dickson, se consolidou como a deputada do autismo no RN

Ao longo de apenas 1 ano e 5 meses de mandato, a deputada federal Carla Dickson (PL-RN) se consolidou definitivamente como a principal referência na defesa das famílias atípicas do Rio Grande do Norte. É resultado de presença, escuta e o principal, ações. É um reconhecimento que nasce da soma entre atuação legislativa forte e ações concretas no Estado.

Um dos grandes marcos dessa atuação é o projeto Cuidar RN – Acolhendo com Amor, lançado oficialmente em setembro de 2025, em Natal. A iniciativa estruturou, sob um mesmo eixo, duas frentes complementares: a produção de leis em Brasília e a execução de políticas e ações permanentes no estado, formando uma rede de cuidado voltada a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.

“A atividade política só faz sentido quando toca a vida real das pessoas. O Cuidar RN nasceu das histórias que ouvi, dos pedidos de socorro e da necessidade de transformar dor em política pública”, afirma a deputada.

*Produção legislativa: um pacote completo para famílias atípicas*

Dentro do escopo do Cuidar RN, Carla Dickson já apresentou no Congresso Nacional um conjunto amplo e estruturante de 11 projetos de lei voltados à causa do autismo e da deficiência. As matérias atacam diferentes dimensões do problema, como renda, educação, trabalho, saúde e proteção familiar.

Entre os principais destaques podemos citar:

– Auxílio Mãe Atípica (PL 1520/2025): criação de apoio financeiro e psicossocial para mães que dedicam suas vidas ao cuidado dos filhos;
– Programa Incluir (PL 1652/2025): fortalecimento da inclusão escolar e ampliação do suporte a estudantes com TEA;
– Política de Inserção no Mercado de Trabalho (PL 1701/2025): foco na empregabilidade de jovens e adultos atípicos;
– Incentivos fiscais (PLs 1939/2025 e 2164/2025): estímulo à contratação de aprendizes atípicos e ao acesso a tecnologias assistivas;
– Formação de professores (PL 2163/2025): qualificação contínua da rede pública para atender alunos com TEA;
– Responsabilização por abandono (PL 2313/2025): proteção legal para famílias após diagnóstico de deficiência;
– Celeridade no tratamento de saúde (PL 3517/2021): menos burocracia para autorizações de planos de saúde;
– Cadastro Nacional específico (PL 4949/2025): organização de dados e políticas públicas para pessoas com deficiência;

O conjunto dessas propostas escancara um mandato com visão sistêmica, que não trata o autismo de forma isolada, mas como uma pauta transversal que exige políticas públicas integradas.

*Do papel à prática: ações que chegam às famílias*

Mas o diferencial do mandato está em tirar as propostas do papel e literalmente, agir. No Rio Grande do Norte, os resultados já são concretos:

8 salas multissensoriais implantadas, cerca de 80 kits entregues para instituições,
mais de 100 laudos viabilizados gratuitamente, mais de 100 atendimentos em rastreamento precoce do autismo, e ainda a disponibilização de uma van multissensorial que percorre o Estado dando suporte em eventos e instituições. Além disso ainda podemos citar ações voltadas ao acolhimento emocional das famílias como Café com TEA, Dia de Princesa, e o Mães que Ajudam.

Todas essas iniciativas alcançam tanto a capital quanto o interior, fortalecendo uma rede de apoio onde muitas vezes o Estado não chega. “Cada criança atípica é um mundo inteiro. E o nosso compromisso é garantir que nenhuma família e nenhuma mãe se sinta sozinha ou invisível”, destaca.

*Um mandato que virou referência*

Os fatos, os dados, as ações, os números, os sorrisos, os abraços e as lágrimas Em apenas 17 meses de atuação, Carla Dickson construiu um mandato presente e produtivo. Mais do que números, o que se consolida é uma identidade clara: um mandato que escuta, acolhe e entrega. Mais do que fatos e dados, os resultados estão em cada abraço, cada sorriso e nas lágrimas de emoção de cada mãe.

Por isso, no Rio Grande do Norte, o reconhecimento não vem de autoproclamação, vem das famílias, das instituições e do trabalho. Carla Dickson se tornou, na prática, a deputada do autismo.

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Geral

Defesa de Vorcaro finaliza delação premiada do caso Master e entrega proposta à PF e à PGR

Foto: reprodução/Master

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, finalizou a proposta de delação premiada e pedirá uma reunião com a PF (Polícia Federal) e com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Os advogados dele esperam que o encontro ocorra ainda esta semana.

Em março, Vorcaro iniciou as negociações para fechar o acordo de colaboração. O primeiro passo envolveu a assinatura de um termo de confidencialidade com a PGR, para eventual delação sobre as operações investigadas do Banco Master.

Relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro André Mendonça não deve garantir a homologação automática de um possível acordo.

Caso o banqueiro decida por esse caminho, contudo, ele terá de oferecer informações verdadeiras e verificáveis, capazes de contribuir concretamente para o avanço das investigações — não bastará, por exemplo, fornecer apenas relatos genéricos.

A lei sobre esse instrumento prevê uma série de possíveis recompensas jurídicas, que variam conforme o grau de utilidade da colaboração. Entre elas há possibilidade de redução de pena, de substituição dela por medidas restritivas de direitos ou, em casos mais extremos, até o perdão judicial.

O Banco Master, controlado por Vorcaro, entrou na mira das autoridades após apresentar crescimento acelerado no mercado financeiro. A instituição oferecia investimentos em CDBs (Certificado de Depósito Bancário) com rentabilidade acima da média, em uma estratégia associada a maior exposição a riscos.

R7

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