Judiciário

STF forma maioria a favor de anular delação de Cabral, que cita Toffoli

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para anular a homologação do acordo de delação premiada de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro. Em julgamento virtual iniciado no último dia 21, seis ministros já votaram para atender um pedido da PGR (Procuradoria-geral da República) contra o acordo, que foi fechado entre Cabral e a PF (Polícia Federal). O placar está em 6 votos a 4 pela anulação.

Entre outras acusações, Cabral afirmou que o ministro Dias Toffoli recebeu propina em troca de decisões judiciais quando presidiu o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entre 2014 e 2016. No último dia 14, porém, o ministro Edson Fachin rejeitou um pedido da PF para que a Corte abrisse um inquérito contra Toffoli, que nega o relato e diz jamais ter recebido os valores.

Relator do caso, Fachin votou para invalidar a homologação do acordo e foi seguido por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Ricardo Lewandowski, além do presidente da Corte, Luiz Fux. Em sentido contrário, votaram os ministros Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Já o ministro Dias Toffoli, que foi citado na delação, não apresentou o voto até as 17h30 de hoje.

O UOL tenta contato com o advogado Márcio Delambert, que representa Sérgio Cabral. Assim que houver resposta, a reportagem será atualizada.

O plenário estabeleceu, em 2018, que a PF e as polícias civis podem negociar acordos de colaboração sem a participação do Ministério Público, como prevê a lei de organizações criminosas. A PGR pediu que esse entendimento seja revisto, mas não foi atendida. Exceto por Fachin e Fux, os ministros que derrubaram a delação de Cabral deixaram claro que seus votos se aplicam apenas a esse episódio. Dessa forma, a PF mantém a autonomia para assinar os acordos.

O grupo vencedor neste julgamento viu ilegalidades específicas no acordo de Cabral. Um dos problemas, que foi apontado pela PGR, é que Cabral teria recebido cerca de R$ 550 milhões em propinas, mas só se comprometeu a devolver R$ 380 milhões no âmbito da colaboração. Com isso, segundo a PGR, Cabral ainda estaria escondendo R$ 170 milhões em local desconhecido.

“Sendo assim, é incompatível com as finalidades ao acordo de colaboração premiada que o colaborador, ao mesmo tempo em que celebra o acordo e garante os benefícios legais, continue a praticar crimes”, escreveu em seu voto o ministro Alexandre de Moraes, um dos que defenderam a derrubada da delação.

Já os ministros contrários à anulação do acordo, que foram vencidos, consideram que o fato de o STF ter homologado a delação não significa que as declarações de Cabral são verdadeiras e nem que poderão ser usadas em investigações. “Na fase de homologação do acordo, não cabe examinar os aspectos materiais relativos à delação premiada. As obrigações do colaborador e os benefícios correspondentes serão objeto de análise quando do julgamento de eventual ação penal”, defendeu o ministro Marco Aurélio.

Histórico

O pano de fundo dessa discussão é uma briga entre o MPF e a PF que se arrasta desde 2013, quando a lei de organizações criminosas (Lei 12.850/13) autorizou a PF a fechar delações. A PGR foi ao STF contra essa possibilidade. Em junho de 2018, porém, a Corte confirmou por maioria de votos que os delegados de polícia têm legitimidade para celebrar os acordos, mesmo sem a concordância do MPF.

Em fevereiro de 2020, o ministro Edson Fachin homologou a delação de Cabral, mas a PGR recorreu da decisão. Para o órgão, a livre escolha dos candidatos a delator, para procurar a PF ou o MPF, criou “um verdadeiro balcão de negócios em favor dos investigados, que passam a jogar uma instituição contra a outra em busca de condições mais vantajosas”.

De início, Fachin mandou abrir 12 inquéritos com base nas narrativas de Cabral. Todos eles, porém, acabaram arquivados pelo STF a pedido da PGR. O órgão viu “vícios” no acordo da PF e considerou que os relatos do ex-governador não tinham “elementos mínimos” que justificassem a abertura de investigações contra as pessoas citadas.

Já em 2021, no dia 30 de abril, a PF pediu a Fachin a abertura de novos inquéritos com base em 20 “narrativas complementares” que Cabral fez em setembro do ano passado, sete meses depois da homologação do acordo. A citação a Toffoli estava entre estes novos relatos.

A partir daí, Fachin tomou a decisão de pedir que a análise sobre a validade da delação de Cabral entrasse na pauta do julgamento virtual do Supremo. Nessa modalidade de votação, os ministros podem depositar seus votos a qualquer momento ao longo de uma semana, sem a necessidade de uma sessão presencial. O julgamento desse caso começou no último dia 21 e vai até amanhã.

“Uso indiscriminado”

Em memorial enviado ao STF na semana passada, o delegado Paulo Maiurino, diretor-geral da PF, defendeu a legitimidade da corporação para fechar delações. No documento, Maiurino lembrou que a lei trata as delações não só como um negócio jurídico, mas também um meio de obtenção de provas. “Desse modo, nada mais natural que os Delegados de Polícia Federal, autoridades policiais responsáveis pela presidência das investigações criminais no país, tenham a atribuição de firmar acordos de colaboração premiada”, escreveu.

Maiurino também afirma que o MPF estaria fazendo “uso indiscriminado” dos acordos de colaboração. O diretor-geral cita, como exemplo, a delação da Odebrecht, fechada no final de 2016 com 78 executivos da empreiteira sem a participação da PF. Para Maiurino, o acordo foi assinado quando a PF tinha várias investigações em aberto sobre os crimes da construtora, e os delatores revelaram “fatos que já eram de conhecimento dos investigadores policiais ou que estavam em vias de serem descobertos”.

A PF defende não só que se mantenha a legitimidade dos delegados para fechar delações, mas também que as negociações conduzidas pelo Ministério Público tenham a participação de um delegado de polícia.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Pq será hein? Esse stf (com letras minúsculas mesmo!) é uma vergonha! E a cada dia que se passa, tem mostrado pra que veio e a quem defende. NOJO desse stf.

  2. Taí porquê eu estou com o presidente, mais o povo tá vendo como é que funciona a canalhice

  3. Isso demostra claramente que o Judiciario é um atraso neste país. Só por que o Cabral ia Delatar e deletar membros da corte, ai a delacao ja passou a ser invalida. O cala a boca discaradamente e provando que dentro do judiciario existe uma podridão sem precedentes. Ja dizia Rui Barbosa , a pior ditadura é a do judiciario, contra ela nao se tem a quem recorrer. Covardes.

  4. Forma maioria pra soltar bandidos criminosos sentenciados por questões de comarcas, mesmo o processo estando com provas irrefutáveis, inclusive recuperado parte do roubo; forma maioria pra o coaf não ter efetividade no acompanhamento das movimentações financeiras de dinheiro roubado ou adquirido de ilícitos; forma maioria pra não prender criminosos julgados na segunda instância; forma maioria pra aumentar seus salários e do presidente da República pra 80 mil reais; enfim, tudo que possa destruir o país e dificultar a vida do cidadão, eles apoiam. UNS CANALHAS.

  5. Voltaram atrás somente para esse caso, mas permitem delação com a PF nos demais. Ninguém solta a mão de ninguém. Esse deve ser o resumo do julgamento.

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Política

Flávio Bolsonaro aciona TSE contra Lula, Janja e deputados aliados por ataques e informações falsas na campanha

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Em quatro ações, defesa do candidato denuncia disseminação de informações sem comprovação, acusações sobre cortes de programas sociais e tentativa de provocar medo no eleitorado

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) intensificou a ofensiva jurídica contra a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre quarta-feira (7) e quinta-feira (8), foram protocoladas quatro novas ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula, a primeira-dama Janja e os deputados André Janones e Lindbergh Farias. As medidas questionam publicações que, segundo a defesa, divulgam informações falsas sobre propostas de governo e tentam influenciar o eleitorado por meio do medo.

As ações contestam acusações de que Flávio pretende acabar com programas sociais, reduzir aposentadorias, retirar direitos trabalhistas e até favorecer o crime organizado. Os advogados comprovam que as afirmações não encontram respaldo no plano de governo registrado no TSE.

*Lula é acusado de espalhar informações falsas sobre programas sociais*

Em uma das ações, a defesa contesta vídeo publicado por Lula no Instagram afirmando que Flávio Bolsonaro cortaria R$ 200 bilhões do orçamento, atingindo programas como Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, merenda escolar e Gás do Povo.

Segundo os advogados, o presidente utiliza uma manchete jornalística para dar credibilidade a acusações que não constam da reportagem apresentada como referência.

A defesa ressalta que o plano de governo de Flávio prevê expressamente a manutenção dos programas sociais existentes. A ação pede a retirada do conteúdo e direito de resposta.

Em outra representação, a campanha questiona a propaganda intitulada “Se Flávio vence, você perde”, que afirma que os brasileiros perderiam medicamentos gratuitos, aposentadorias e o sonho da casa própria.

A peça também associa o candidato ao crime organizado, afirmando que “a milícia vai ter um amigo no cargo mais alto da República”.

A defesa classifica a acusação como uma imputação grave, sem comprovação, e pede a remoção da propaganda, além da proibição de sua reprodução.

*Janja é acionada por vídeo sobre crime organizado e pandemia*

Outra representação tem como alvo a primeira-dama Janja, que publicou vídeo afirmando que, com Flávio Bolsonaro na Presidência, o crime organizado dominaria o Brasil e uma nova pandemia provocaria novamente a abertura de covas.

“Com Flávio Bolsonaro na presidência, ele vai dominar o Brasil”, declarou Janja, referindo-se ao crime organizado.

A defesa sustenta que a publicação ultrapassa os limites da crítica política e apresenta previsões alarmistas como fatos certos, sem indicar provas ou propostas que sustentem as afirmações.

A ação pede a retirada imediata do vídeo das redes sociais.

*Janones e Lindbergh são acusados de inventar propostas sobre aposentadorias*

A quarta ação envolve os deputados André Janones e Lindbergh Farias, que gravaram um vídeo em frente ao Ministério da Fazenda atribuindo a Flávio propostas de elevar a idade mínima de aposentadoria para 70 anos, desvincular os benefícios do salário mínimo e estabelecer jornadas de até 12 horas diárias.

“Esse é o programa do Flávio Bolsonaro”, afirmam os parlamentares na gravação, incentivando o compartilhamento do conteúdo, especialmente entre aposentados.

Para a defesa, a utilização da fachada do Ministério da Fazenda busca conferir aparência de informação oficial a propostas que, segundo os advogados, não existem.

Os parlamentares também são questionados pelo uso de expressão ofensiva contra o candidato. A ação solicita direito de resposta.

As quatro medidas apontam, sob diferentes fundamentos jurídicos, o que a defesa considera uma estratégia de atribuir ao candidato propostas inexistentes e consequências alarmistas de uma eventual vitória eleitoral.

As ações estão sob análise do TSE e incluem pedidos de remoção de conteúdos, direito de resposta e outras providências previstas na legislação eleitoral.

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Política

DATAFOLHA: Flávio abre segundo turno com 52% dos votos válidos; Lula tem 48%

Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula (PT), na primeira pesquisa Datafolha após o primeiro turno. A vantagem numérica é de quatro pontos percentuais.

Nos votos totais, Flávio tem 49% e Lula, 45%. Outros 5% dizem que votarão em branco ou nulo, enquanto 1% está indeciso. O cálculo dos votos válidos exclui esses grupos.

O levantamento também mostra que 46% dos eleitores que votaram em Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema no primeiro turno pretendem votar em Flávio. Lula recebe 32% nesse grupo, enquanto 15% optam por branco ou nulo.

Encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios nos dias 6 e 7 de outubro. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-02949/2026. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Com informções da Folha de São Paulo

 

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Política

Augusto Cury declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno

Reprodução

O ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) decidiu, nesta quinta-feira (8),  apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições. Cury condicionou sua decisão ao cumprimento de oito acordos assumidos publicamente por Flávio, que assinou um Termo de Compromisso Público com o Brasil.

Entre os pontos estão o fim da reeleição presidencial, uma revolução na educação, valorização dos professores, ampliação da telemedicina no SUS, proteção às mulheres, fortalecimento do cooperativismo, financiamento para microempresas e aumento da produção de alimentos.

O documento também estabelece o compromisso de pacificação nacional, com Flávio afirmando que pretende governar para brasileiros de direita, esquerda, centro e para quem não se identifica com nenhuma corrente ideológica.

Cury afirma que o apoio decorre, entre outros pontos, de sua defesa da alternância de poder. O documento deixa claro ainda que o apoio não impede cobranças, críticas e questionamentos sobre o cumprimento dos compromissos assumidos.

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Política

Ato pró-Lula mobiliza estudantes e expõe pressão política nas instituições federais

Reprodução

Uma mobilização de estudantes da área da Saúde em apoio ao presidente Lula tomou as ruas de Natal nesta quinta-feira (8), em frente às instituições de ensino federal. O ato reuniu os apoiadores em frente HUOL e IFRN, posteriormente seguindo para a Praça Cívica, onde os manifestantes continuam reunidos.

A convocação que circulou nas redes sociais foi organizada com horário definido, orientação para confecção de cartazes, deslocamento em grupo, uso de roupas vermelhas ou camisas dos cursos e até instruções específicas para o momento da fotografia.

O material também orienta os participantes a não utilizarem crachás institucionais durante o ato e pede que os estudantes mantenham uma postura pacífica e organizada para transmitir a mensagem do movimento.

O Blog do BG tem recebido sucessivas denúncias de que estudantes que não são apoiadores de Lula tem sido coagidos, transformando o ambiente das instituições federais em espaço de disputa política.

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Política

APENAS UM MANDATO: Flávio diz que não disputará reeleição se chegar à Presidência da República

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (8) que, se eleito presidente, quer que o fim da reeleição já alcance seu próprio governo. O candidato também deixou para o Congresso Nacional a definição sobre manter o mandato de quatro anos ou ampliá-lo para cinco.

“Não tem que valer só para o futuro. Para mim, tem que valer já no meu mandato”, declarou. Flávio disse que não pretende disputar a reeleição em 2030 e que usará a força política de um presidente recém-eleito para tentar aprovar a mudança.

A PEC apresentada por ele em março proíbe a reeleição consecutiva para presidente, mas mantém essa possibilidade para governadores e prefeitos. O Congresso, segundo ele, poderá definir se a proibição também será estendida aos demais cargos.

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Política

Michelle diz que eleição é sobre Bolsonaro e injustiçados do 8 de Janeiro

Isac Nóbrega/PR

A senadora eleita pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL), afirmou que a eleição presidencial deste ano é também uma disputa em torno de Jair Bolsonaro e das pessoas que considera injustiçadas pelos acontecimentos de 8 de Janeiro.

A declaração foi feita na quarta-feira (7), durante uma reunião com a presença de Flávio Bolsonaro e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

“É sobre o meu marido, o líder de vocês, é sobre os injustiçados do 8 de Janeiro, é sobre as mães atípicas, é sobre todo o retrocesso que nós estamos vivendo”, afirmou Michelle.

A ex-primeira-dama também pediu a continuidade da mobilização dos apoiadores no segundo turno e defendeu que o grupo siga unido no que chamou de esforço para “resgatar o nosso Brasil”.

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Geral

“EFEITO ZERO”: Cientista político diz que ordem de prisão de Eduardo perde impacto com ele nos EUA

REUTERS/Jessica Koscielniak

O cientista político Beto Vasques avaliou que a ordem de prisão de Eduardo Bolsonaro terá “efeito zero” imediato porque o ex-deputado está nos Estados Unidos. A análise foi feita nesta quinta-feira (8), no UOL News, após a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Para Vasques, a permanência de Eduardo fora do Brasil esvazia o impacto imediato da medida. Ele também afirmou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial poderia favorecer o irmão: “Se o irmão dele ganhar, vai entrar no ‘liberou geral’”.

Moraes determinou a expedição do mandado de prisão e o cancelamento dos passaportes brasileiros de Eduardo após o encerramento dos recursos. O ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão, inicialmente em regime semiaberto, por tentar interferir no processo sobre a trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro.

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Economia

Coordenador do plano de Governo de Flávio nega privatização de Petrobras e Banco do Brasil

EDU ANDRADE/Ascom/ME)

O economista Adolfo Sachsida, coordenador da área econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil não serão privatizados caso o candidato seja eleito presidente.

“Nenhuma dessas empresas será tocada”, declarou Sachsida em vídeo publicado nas redes sociais.

O economista também afirmou que o eventual governo pretende preservar e fortalecer programas sociais, reduzir impostos e burocracia e promover um ajuste fiscal com corte de excessos na estrutura do governo.

Sachsida disse ainda que servidores públicos terão “todo o respeito” e criticou remunerações consideradas excessivas. Segundo ele, informações diferentes das apresentadas pela equipe econômica seriam fake news.

Com informações do Poder 360

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Geral

Novas mensagens apontam que Vorcaro tentou chegar a Lula e Moraes para proteger o Master

Foto: Divulgação/Banco Master

Mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro indicam que ele tentou marcar reuniões com o presidente Lula (PT) e com o ministro do STF Alexandre de Moraes em meio a auditorias e possíveis sanções do Banco Central contra o Banco Master. As mensagens foram obtidas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Walfrido Warde, advogado de Vorcaro, tentou articular reunião com Lula. Em julho de 2025, ele sugeriu o envio de um avião particular a Londres para buscar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que seria o facilitador de um encontro entre o banqueiro e o presidente.

“Irmão, deixa te falar, o Guido está em Londres. Só daqui dez dias, mas eu acho que seria o caso de você mandar teu avião lá buscar ele e trazer ele pra encontrar o presidente, veja aí o que você consegue fazer, conversa com ele”, disse Walfrido Warde em mensagem a Daniel Vorcaro.

Dois dias depois, Warde enviou outro áudio a Vorcaro dizendo que eles precisavam fazer uma videoconferência com o ex-ministro sobre o Master. Sem mencionar nominalmente Lula, o advogado afirmou: “É urgente, ele vai falar com você sabe quem no domingo”.

Uma hora mais tarde, os três fizeram uma conversa telefônica que durou 23 minutos. “Parabéns. Importante call. Vai dar certo”, escreveu Warde a Vorcaro após a ligação. “Muito obrigado”, respondeu o banqueiro.

Mantega foi contratado por Vorcaro por R$ 14 milhões como consultor para tratar de assuntos ligados ao governo federal. Ele chegou a intermediar uma reunião entre Vorcaro e Lula em dezembro de 2024.

O Palácio do Planalto afirma que o encontro de 2024 foi o único entre o presidente e o ex-banqueiro. Mensagens de março de 2025, contudo, citam uma possível audiência com a presença do senador Jaques Wagner (PT-BA).

Vorcaro também recorreu a Moraes

Ex-banqueiro tentou contato com Moraes para tratar de medidas do Banco Central contra o Master. Mensagens mostram que, no fim de 2025, Vorcaro questionou se o ministro do STF havia conseguido conter as ações que barravam a compra do seu banco pelo BRB e ofereceu mudar uma viagem internacional para encontrá-lo.

À época, o Banco Central apontava erros contábeis em documentos do Master e se opunha à venda do banco ao BRB. O banco estatal almejava comprar 58% do capital do Master, numa transação que envolvia, originalmente, R$ 50 bilhões em ativos. Em setembro de 2025, a transação foi recusada pelo Banco Central e, cerca de dois meses depois, o Master foi liquidado, um dia após Vorcaro ser preso pela primeira vez.

UOL

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Geral

DCE da UFRN afirma que não produziu panfletos contra Flávio Bolsonaro citados pelo Blog do BG

O DCE da UFRN enviou uma notificação de extrajudicial ao Blog do BG solicitando a correção da notícia publicada na quarta-feira (7) que informava que apoiadores de Lula (PT) estariam usando a estrutura da entidade para produzir panfletos contra Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com o DCE, a associação da entidade estudantil à produção ou impressão dos panfletos apresentados no vídeo foi indevida e não corresponde à realidade.

Ainda segundo o DCE-UFRN, a entidade não produziu nem confeccionou o material político-eleitoral mostrado na publicação. A entidade esclareceu que não possui impressora em suas dependências e que as paredes exibidas nas imagens não são de sua sede.

As imagens, ainda segundo a entidade, não comprovam participação do DCE na produção dos panfletos nem utilização de sua estrutura para essa finalidade.

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