El País
A eleição da Câmara dos Deputados que ocorre nesta quinta-feira tem apenas uma certeza até o momento: a base de apoio de Michel Temer (PMDB) entrará rachada na disputa. Dos cinco candidatos anunciados até o início da noite desta quarta-feira, três eram de partidos alinhados ao Governo federal. Para piorar o cenário para o peemedebista, três desses aliados e mais um opositor se revoltaram contra a candidatura à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), o atual presidente-tampão, e ingressaram com ações judiciais no Supremo Tribunal Federal tentando impedi-lo de disputar o cargo. Na noite desta quarta-feira, no entanto, o ministro Celso de Mello, do STF, indeferiu o pedido de liminar dos deputados contra Maia. Dessa forma, ele poderá concorrer.
Independentemente do resultado das urnas parlamentares, caberá a Temer e a seu futuro ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), juntarem os cacos da corrida eleitoral. O tucano deve ser empossado na sexta-feira no cargo e já chega com a inglória tarefa de amainar os ânimos.
Após a decisão de Mello, um dos aliados de Temer desistiu de concorrer, Rogério Rosso (PSD-DF). Seu argumento foi o de que queria garantir a governabilidade. Seu objetivo inicial era o de fazer uma jogada de marketing para conseguir se cacifar para a disputa do governo do Distrito Federal em 2018.

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