Judiciário

STF pode mandar 90% dos processos para outros juízes com fim do foro, diz Ministro

Apenas 10% dos processos penais que hoje tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) permaneceriam na corte, se houver mudança na regra do foro privilegiado. O restante será transferido para outras instâncias do Judiciário. O número foi apresentado pelo ministro Luís Roberto Barroso durante o julgamento da proposta dele para restringir a norma. Para o ministro, deveriam ser julgados no STF apenas crimes cometidos por autoridades no exercício do cargo, por fatos diretamente relacionados à função pública.

Primeiro a votar no julgamento desta quarta-feira, Barroso fez uma dura crítica à regra do foro. Para ele, o sistema criou “um país de ricos delinquentes” que apostam na impunidade. Isso porque, com tantos processos levados ao STF pela regra do foro, há demora na punição ou mesmo prescrição do crime antes do julgamento.

— O sistema é ruim, funciona mal, traz desprestígio para o Supremo, traz impunidade. Eu penso que a impunidade em geral no Brasil é decorrente de um sistema punitivo ineficiente, não apenas aqui. O sistema fez com que o direito penal perdesse seu principal papel, que é o de funcionar como prevenção geral. As pessoas não praticam crimes pelo temor de que vão sofrer consequência negativa. Criamos um direito penal que produziu um país de ricos delinquentes. No Brasil, as pessoas são honestas se quiserem, porque se não quiserem não acontece nada. É preciso enfrentar esse sistema — disse Barroso.

No voto, o ministro ressaltou que os processos já estiverem instruídos, prontos para serem julgados, devem continuar no STF para o julgamento final, sem a transferência do foro. Isso porque a mudança de foro nesta fase poderia atrasar a conclusão dos casos. A proposta de Barroso foi apresentada como questão de ordem e poderá ter repercussão geral – ou seja, a regra aprovada pelo tribunal poderá ser aplicada por todos os juízes do país. A votação foi interrompida no primeiro voto e deverá ser retomada na quinta-feira.

Barroso ressaltou que o STF, por ser uma corte constitucional, não costuma desempenhar bem o papel de julgador de temas penais. Ele afirmou que 200 processos desse tipo já prescreveram antes mesmo do julgamento final, por excesso de prazo tramitando. Ele citou o julgamento do deputado Paulo Maluf (PP-SP) na semana passada. Dos cinco crimes de lavagem de dinheiro aos quais o parlamentar foi acusado, quatro prescreveram. Maluf foi condenado por apenas um dos crimes.

Ainda segundo Barroso, a cada três ações penais, duas não são julgadas pelo STF. Isso acontece ou por prescrição, ou pela mudança de foro no meio da tramitação. Ele também afirmou que, no STF, o tempo médio de duração de um processo é de 1.377 dias. Também de acordo com o ministro, há processos que tramitam por mais de dez anos. Para o ministro, o STF deveria se ocupar preferencialmente com temas constitucionais e o “equacionamento das grandes questões nacionais”. Ele lembrou que, em 2012, o julgamento do mensalão tomou 69 sessões do plenário do STF e engessou a atuação do tribunal em outros assuntos.

Antes, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também defendeu regras mais restritas para o foro privilegiado. Para Janot, o foro especial só pode ser aplicado a autoridades que cometeram crimes durante o mandato, desde que o fato a ser investigado tenha relação direta com o cargo ocupado.

— Se não houver mudança de paradigma, o Supremo retornará ao tema por imperativo prático. O aumento exponencial de demanda de processos criminais irá inviabilizar o andamento da Corte em breve espaço de tempo — alertou Janot.

O procurador também concordou com a proposta de Barroso no sentido de que, se o processo já estiver todo instruído, pronto para ser julgado, o caso continuaria no STF, para não alongar a conclusão do caso. Para Janot, a realidade hoje é “uma verdadeira montanha russa processual”, em que as ações mudam de foro a cada mudança no status do político.

O GLOBO

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Valdemar diz que “ninguém aprovou” carta de Flávio e que senador não avisou ao pai sobre viagem

 

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (29) que não gostou da carta publicada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) após sua chegada aos Estados Unidos. Segundo Valdemar, o parlamentar não avisou ao pai, Jair Bolsonaro, que deixaria o Brasil.

“Ninguém aprovou a carta. Ninguém aprova essa situação que aconteceu com o Flávio… queremos tocar o país para frente”, declarou Valdemar à imprensa, após visitar o ex-presidente, que está em prisão domiciliar.

Sobre a viagem, o dirigente do PL afirmou: “Ele veio ver o pai, nem o Bolsonaro sabia que ele ia”.

Flávio publicou a carta na quarta-feira (28), depois de desembarcar nos Estados Unidos com a família. O senador havia sido proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de deixar o país.

Na primeira versão do texto, Flávio se apresentou como “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. Depois, apagou a publicação e divulgou uma nova versão, substituindo as expressões por “líder do Brasil” e “líder”. Ele manteve, porém, as alegações de que não reconhece o resultado eleitoral e de que as eleições foram roubadas, sem apresentar provas.

O PL reconheceu o resultado das urnas, que confirmou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outras lideranças políticas, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defenderam o respeito ao resultado eleitoral.

Segundo o g1, Valdemar teme que a repercussão da viagem e da carta prejudique o partido após o crescimento eleitoral. A senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) é apontada como possível liderança do bolsonarismo, embora haja resistência dos enteados à possibilidade.

Com informações do g1

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[VÍDEO] OPERAÇÃO ALMA LAVADA: Polícia Civil cumpre 10 mandados de prisão e nove de busca e apreensão em Mossoró

 

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagra, nesta quinta-feira (29), a Operação Alma Lavada, para cumprir 10 mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento no homicídio de Lucas Cardoso de Lima, de 19 anos, ocorrido em 10 de junho de 2026, na comunidade Jucuri, zona rural de Mossoró.

A operação busca desarticular uma célula criminosa suspeita de envolvimento no crime. O nome da operação simboliza a resposta dada à família da vítima, que, após o crime, precisou deixar a região por questões de segurança.

 

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Fachin arquiva mais cinco investigações ligadas ao Inquérito das Fake News

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinou o arquivamento de mais cinco investigações vinculadas ao Inquérito das Fake News. As decisões foram tomadas após manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de provas, ausência de elementos para identificar suspeitos ou prescrição dos crimes investigados.

Entre os procedimentos encerrados estão apurações envolvendo Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO); o ex-ministro do Turismo Gilson Machado; o deputado estadual catarinense Alex Brasil; e Flávia Cordeiro Magalhães. Uma quinta investigação tratava de publicações em um grupo no Telegram.

No caso de Rui Costa Pimenta, Fachin declarou extinta a punibilidade pela prescrição do crime de incitação, relacionado a publicações ofensivas ao STF em junho de 2022.

Já a investigação sobre mensagens com ameaças a ministros e apologia ao racismo contra judeus foi encerrada após o Telegram informar que não era tecnicamente possível identificar os responsáveis pelo canal com os dados disponíveis.

A apuração envolvendo Flávia Cordeiro Magalhães foi arquivada por fragilidade das provas e ausência de vínculo comprovado com grupos organizados ou esquemas de financiamento de desinformação. A decisão também revogou a prisão preventiva e as restrições migratórias.

Gilson Machado era investigado por uma suposta tentativa de obter, junto ao Consulado de Portugal em Recife, um passaporte para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Segundo a PGR, não foram encontrados elementos mínimos de autoria e materialidade.

No caso de Alex Brasil, a investigação sobre compartilhamento de conteúdo relacionado ao sigilo do voto nas eleições de 2022 foi encerrada porque os mesmos fatos já haviam sido apurados e arquivados definitivamente. A decisão determinou ainda o desbloqueio das contas do parlamentar nas redes sociais.

Fachin tem sinalizado que pretende encerrar o Inquérito das Fake News durante sua gestão à frente do STF, após a conclusão da análise dos procedimentos pendentes.

Com informações do Metrópoles

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Assessor de Milei ajudou a organizar saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, diz jornal argentino

Reprodução/Clarín/Foto de Maxi Failla

O assessor do presidente argentino Javier Milei, Santiago Caputo, teria acompanhado a operação que levou Flávio Bolsonaro (PL) e sua família da Argentina aos Estados Unidos, segundo reportagem do jornal argentino Clarín reproduzida pela CNN Brasil.

De acordo com fontes da Casa Rosada ouvidas pelo jornal, Caputo viajou a Puerto Iguazú na mesma noite em que Flávio embarcou em um avião particular com destino a Miami, com escala no Equador. A operação teria envolvido empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos e a companhia aérea argentina Baires Fly.

Segundo a reportagem, o assessor acompanhou a movimentação no aeroporto e teria buscado evitar o registro de imagens da família Bolsonaro. Sua presença foi mencionada em documentos policiais após uma fiscalização na madrugada de quarta-feira (28).

Caputo criticou nas redes sociais a cobertura da imprensa sobre o paradeiro do senador. A reportagem também afirma, com base em fontes da Casa Rosada, que autoridades brasileiras tinham conhecimento da movimentação.

Flávio deixou o Brasil após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão de seus passaportes. Segundo a CNN Brasil, o senador entrou na Argentina usando o passaporte italiano.

Opinião dos leitores

  1. Trump mande pra outro país ou vc vai receber a zica dos Bolsonaristas ,o seu povo vai virar contra você ! Kkkkk

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Encanto dos Mares terá open food de frutos do mar, música e abre venda de ingressos em Natal

Fotos: Divulgação

Gastronomia, música e cultura potiguar vão se encontrar em uma experiência inédita na capital. No dia 21 de novembro, o Rooftop da Arena das Dunas recebe a primeira edição do Encanto dos Mares, festival que terá como principal destaque o primeiro open food de frutos do mar de Natal, além de oficinas gastronômicas comandadas por chefs renomados e apresentações musicais. Os ingressos já estáo sendo vendidos pela plataforma Outgo, com valores especiais de primeiro lote.

Criado para celebrar os sabores, as histórias e a identidade do Rio Grande do Norte, o Encanto dos Mares reunirá restaurantes e chefs convidados em uma programação que promete proporcionar ao público diferentes experiências gastronômicas. A proposta é valorizar ingredientes, receitas e tradições que fazem parte da culinária potiguar, aproximando a gastronomia regional de novas formas de apresentação e consumo.

Um dos grandes atrativos será o open food de frutos do mar, que permitirá ao público explorar diferentes preparações e sabores em uma experiência gastronômica especialmente desenvolvida para o festival. O evento também contará com oficinas conduzidas por chefs renomados, que irão compartilhar conhecimentos, técnicas e experiências relacionadas à gastronomia.

A programação musical será outro destaque do Encanto dos Mares, com apresentações de artistas potiguares que irão embalar o festival. A combinação entre gastronomia e música promete transformar o Rooftop da Arena das Dunas em um espaço de celebração da cultura regional, reunindo entretenimento, sabores e experiências em um único ambiente.

Com o conceito “Um dia para brindar a maré alta da gastronomia potiguar”, o festival nasce com a proposta de valorizar a relação histórica do Rio Grande do Norte com o mar, destacando ingredientes, personagens e tradições que ajudam a construir a identidade gastronômica do estado. A iniciativa também busca estimular a economia local, fortalecer o turismo gastronômico e ampliar a visibilidade de restaurantes, chefs e produtores da região.

O Rooftop da Arena das Dunas será o cenário dessa primeira edição, oferecendo um ambiente para que o público possa vivenciar as experiências gastronômicas enquanto acompanha os shows e as demais atividades da programação.

Os ingressos para a primeira edição do Encanto dos Mares já estão sendo vendidos por meio da plataforma Outgo. O público interessado em participar do festival já pode garantir sua entrada antecipadamente e aproveitar os valores iniciais de venda. Para conferir os preços e acessar o link de compra, basta visitar o Instagram oficial @encantodosmares, onde estão disponíveis as informações sobre os ingressos.

Os restaurantes e chefs participantes, atrações musicais, horários e outras novidades da programação serão anunciados gradualmente pelos canais oficiais do evento.
O Encanto dos Mares é realizado por meio do Programa Cultural Djalma Maranhão, da Prefeitura do Natal, e do Programa Cultural Câmara Cascudo, da Secretaria de Estado da Cultura. Os patrocinadores desta edição são Unimed Natal, Sadio Condimentos e Coca-Cola.

Serviço

Encanto dos Mares – 1ª edição

Data: 21 de novembro de 2026

Local: Rooftop da Arena das Dunas – Natal/RN

Programação: Primeiro open food de frutos do mar de Natal, oficinas gastronômicas e atrações musicais potiguares

Ingressos: Primeiro lote à venda pela plataforma Outgo

Instagram: @encantodosmares

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Ex-ministro de Lula apresenta projeto para limitar dívida do cartão de crédito

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Lula, apresentou um projeto de lei que limita ao dobro do valor original o total cobrado em operações de crédito para pessoas físicas, incluindo dívidas de cartão de crédito.

Protocolada na Câmara dos Deputados na quarta-feira (28), a proposta estabelece que, para um empréstimo de R$ 1 mil, por exemplo, o consumidor não poderá ser cobrado em mais de R$ 2 mil, somando juros, tarifas, comissões e outros encargos.

O texto também proíbe a cobrança de juros sobre juros, exceto nas situações expressamente autorizadas por lei. Pela proposta, os juros deverão ser calculados sobre o valor originalmente emprestado, sem incorporar juros vencidos ao saldo devedor para gerar novas cobranças.

A regra abrangeria bancos, empresas de crédito e outras pessoas jurídicas que ofereçam empréstimos a pessoas físicas. Em caso de descumprimento, poderão ser aplicadas sanções previstas na legislação de defesa do consumidor, além da devolução dos valores cobrados em excesso.

Na justificativa, Paulo Teixeira afirma que a falta de um limite para o custo total do crédito pode transformar pequenas dívidas em obrigações desproporcionais, comprometendo a renda e a subsistência dos consumidores.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

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PF apura se empresários e políticos ajudaram Flávio Bolsonaro a deixar o Brasil

Foto: Getty Images

A Polícia Federal investiga se o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência, contou com ajuda de empresários e políticos de direita para deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos. Segundo relatos obtidos pela CNN Brasil, os investigadores apuram quem são os proprietários dos carros e aviões usados no trajeto.

A PF não descarta pedir a quebra de sigilos telefônicos e telemáticos para esclarecer como a viagem foi organizada. Flávio seguiu inicialmente para a fronteira com a Argentina, de onde embarcou em um avião que fez escala no Equador antes de chegar aos Estados Unidos.

Segundo a CNN, o suposto esquema teria contado com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do advogado e empresário Willer Tomaz, que estão nos Estados Unidos.

A investigação também considera a hipótese de que recursos arrecadados com o filme “Dark Horse” tenham sido enviados a fundos no exterior como parte de um plano para manter recursos fora do país. Flávio é investigado pela PF em dois inquéritos por suspeita de evasão de divisas.

Opinião dos leitores

  1. mas é claro que ajudaram… esse cabeça de vento não sabe fazer nada sozinho… é de família… era um esquema semelhante a este que seria utilizado para tirar o Jair do Brasil, no mesmo dia que ele tentou quebrar a tornozeleira com ferro de soldar, no mesmo dia que Flavio programou a vigília com “trouxas” para encobrirem a fuga… abram o olho

  2. Mas pq o presodente Luiz Inácio Fidel Chaves Maduro não tem essa mesma disposição para investigar o LULINHA ??? E o senhor é a senhora CABEÇA DE OVO 🥚? Nada ainda ? Era um contrato de 132 milhões.

  3. Mas não foi dito pela PF ontem que não havia nenhum impedimento para ele sair do país e agora quer fazer apuração para ver se alguém ajudou ? Quem era a PF…

  4. PENSE NUM MIMIMI,DEVERIAM ESTAR INDOI ATRAZ DAS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS, TIPO PCC, CV, LADRÕES DO INSS QUE FUGIU PARA ESPANHA, BANCO MASTER E OUTRAS MAIS.

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PF investiga Paulo Guedes por suspeita de crime contra o sistema financeiro

Foto: Reprodução/Flow Podcast

A Polícia Federal investiga o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, dono da OnilX, por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O inquérito foi aberto em fevereiro e tramita sob sigilo na Justiça Federal do Paraná.

Guedes prestou consultoria à OnilX, participou de reuniões estratégicas e de eventos com investidores. A empresa é alvo de reclamações de clientes que afirmam não conseguir resgatar valores investidos em produtos ligados a criptomoedas, com promessas de rendimento de até 2,8% ao mês.

O ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro prestou consultoria à empresa e era usado por funcionários para transmitir legitimidade ao negócio. A empresa deu calote em dezenas de pessoas e entrou na mira da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A CVM determinou, em janeiro, a suspensão de ofertas públicas de serviços de intermediação de valores mobiliários pelo grupo. Em abril, a autarquia manteve a medida, esclarecendo que ela não abrangia a simples intermediação de criptoativos sem promessa de rendimento ou contrato de investimento.

O Metrópoles identificou 108 ações judiciais contra o grupo em um período analisado entre junho e setembro. Investidores relatam prejuízos e dificuldades para recuperar recursos. A OnilX nega irregularidades e afirma atuar regularmente no mercado de ativos virtuais.

O inquérito está sob responsabilidade da PF no Paraná, com participação do Ministério Público Federal. A defesa de Guedes e Lino não respondeu aos contatos do veículo até a publicação da reportagem.

Com informações do Metrópoles

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Flávio Bolsonaro pedirá ao STF que Moraes deixe investigação sobre Willer Tomaz

Fotos: Alejandro Zambrana/STF e Edilson Rodrigues/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL) deverá pedir ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que retire o ministro Alexandre de Moraes da relatoria da investigação sobre sua relação com o advogado Willer Tomaz. A informação é do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil.

Segundo a publicação, a defesa prepara dois pedidos. Um questionará a competência de Moraes para conduzir o caso, argumentando que a relatoria deveria ser do ministro André Mendonça, responsável por investigação relacionada a fraudes no INSS.

O segundo alegará suspeição de Moraes. A defesa pretende apontar que um relatório da Polícia Federal menciona uma empresa que detinha participação na mesma aeronave utilizada pelo ministro, relacionada a um contrato do escritório de sua esposa com o banqueiro Daniel Vorcaro.

A investigação teve origem em um inquérito sobre empresas intermediadoras de pagamentos de casas de apostas. Entre os elementos analisados está um e-mail de uma funcionária de Tomaz ao Banco Santander solicitando a desvinculação de Flávio da conta da empresa Alcazar Holding.

Aliados do senador afirmam que um documento enviado pelo Santander a Moraes indicaria que Flávio nunca teve a conta. Os pedidos ainda deverão ser apresentados ao STF.

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Segundo assessor de parlamentares do PSOL é preso em operação contra exploração sexual de adolescentes

Fotos: Reprodução/TV Globo

O chefe de gabinete da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, foi preso na quarta-feira (28) durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra um grupo investigado por exploração sexual de jovens e adolescentes e produção de vídeos pornográficos envolvendo menores de idade.

É o segundo assessor ligado ao PSOL preso neste ano em casos de violência sexual. Em julho, Matheus Rodrigues Gonçalves, assessor do vereador de Niterói Professor Túlio, foi preso sob acusação de estuprar uma adolescente de 16 anos.

Carlos trabalhava no gabinete de Talíria desde 2019 e recebia salário mensal de R$ 18,2 mil. Após tomar conhecimento da operação, a deputada determinou seu afastamento e anunciou a exoneração enquanto os fatos são apurados.

A operação, batizada de “NXIVM”, cumpriu oito mandados de prisão. Entre os presos também está um terceiro-sargento da Polícia Militar. A investigação começou em julho, após a prisão do outro assessor, e avançou a partir de vídeos encontrados no celular da adolescente.

Em nota, Talíria afirmou ter sido surpreendida pela operação, declarou solidariedade à vítima e à família e defendeu que as investigações sejam conduzidas com rigor, transparência e respeito ao devido processo legal.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. O cara que prometeu acabar com isso fugu para os Estados Unidos com uma mala de dinheiro. Coisa de novela mesmo Kkk

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