Judiciário

STF sofre pressão para manter 2ª instância

Supremo Tribunal Federal (STF) tem sofrido pressões para não derrubar a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. A intimidação mais agressiva vem de caminhoneiros bolsonaristas, que gravaram vídeos ameaçando novas paralisações caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saia da cadeia. A ofensiva também chegou aos gabinetes dos ministros, que não param de receber mensagens e ligações para impedir a revisão da atual jurisprudência. Só no gabinete do ministro Luís Roberto Barroso, foram mais de 2 mil telefonemas e 4,5 mil e-mails na semana passada.

O Estado apurou que os órgãos de segurança e setores de inteligência do governo monitoram a questão, tanto nas redes quanto nas estradas, e produzem relatórios para analisar o que é “bravata” e o que pode ganhar algum tipo de força. De acordo com a assessoria do STF, as ameaças “que se mostrarem violentas serão enviadas para o âmbito do inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes”, que cuida de investigação sobre ofensas e fake news contra integrantes da Corte.

Para impedir nova derrota da Lava Jato no STF, o grupo Vem Pra Rua mobilizou seguidores nas redes sociais para convencer Barroso e os ministros Luiz Fux, Edson Fachin e Cármen Lúcia – os quatro são favoráveis à execução antecipada de pena – a pedirem vista (mais tempo para análise) e, dessa forma, interromper o julgamento. A execução antecipada de pena é considerada um dos pilares da operação.

“Qual ministro terá coragem de pedir vista e impedir o fim da prisão após condenação em segunda instância?”, diz convocação do movimento, que divulgou na internet relação dos telefones e e-mails de cada um dos gabinetes. Cem mil usuários já acessaram a lista, segundo o grupo.

O plenário da Corte retoma amanhã o julgamento de três ações, com a expectativa de rever o atual entendimento, favorável à prisão após condenação em segunda instância. Na semana passada, o ex-comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas defendeu no Twitter o “grande esforço para combater a corrupção” e alertou para os riscos de “convulsão social”. No ano passado, um tuíte dele na véspera do julgamento de um habeas corpus de Lula foi interpretado como intimidação. Agora, a nova postagem é vista na Corte como um “gesto isolado”.

Ameaças. O recado mais estridente direcionado ao STF vem de grupos isolados de caminhoneiros, que divulgaram em redes sociais vídeos com mensagens contra os integrantes da Corte. “Se vocês soltarem tudo que é ladrão, principalmente o maior de todos eles, que é o Lula, vocês vão ver a maior paralisação que este País já teve. E quando os caminhoneiros param, o Brasil para. Fica esperto, Toffoli”, diz um caminhoneiro identificado como “Marcão”.

“Já viram caminhão subindo rampa? Vocês querem soltar bandido para benefício próprio de vocês. Chega! Ou vocês trabalham direito ou vão ver o que vai acontecer. Isso não é um recado, não. É uma promessa”, diz outro caminhoneiro.

Os vídeos circularam entre integrantes da Corte, que relativizam as declarações. “Tem de minimizar, porque essa decisão atinge um número baixo de pessoas”, disse o ministro Gilmar Mendes. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o julgamento pode beneficiar 4.895 presos.

Ativistas. A paralisação de caminhoneiros é encabeçada por Ramiro Cruz Jr, representante da União Nacional dos Transportadores Rodoviários e Autônomos de Cargas (Unatrans). Filiado ao PSL, ele foi candidato a deputado federal, não se elegeu, mas mantém contato com assessores do presidente e com Bolsonaro, com quem chegou a se reunir em abril.

“Quanto mais deixar o STF correr solto, soltando bandido por atacado, promovendo o errado e condenando o certo, mais a reação da economia tarda e mais difícil fica (o governo Bolsonaro) continuar de pé. Estamos promovendo uma paralisação pela nossa sobrevivência como sociedade”, disse Ramiro ao Estado.

Um dos líderes da greve de caminhoneiros em 2018, o presidente da Cooperativa dos Transportadores Autônomos do Brasil (BrasCoop), Wallace Landim, o “Chorão”, não é a favor de misturar a pauta política com as reivindicações da categoria. “A questão de paralisar a categoria toda para reivindicar uma pauta de STF eu não faço isso. Se precisar mobilizar para pauta da categoria, sou o primeiro a chamar. Pauta que não é da categoria eu não me envolvo”, afirmou. 

‘Solução intermediária’ é criticada

Ministros do STF e do STJ criticam nos bastidores a possibilidade de adoção de uma “solução intermediária” no julgamento sobre a prisão após condenação em segunda instância. O presidente do STF, Dias Toffoli, já defendeu em duas ocasiões a tese de que deveria caber a execução de pena já após decisão do STJ, mas a interlocutores sinalizou que pode mudar de ideia.

O ministro Gilmar Mendes, que já defendeu a “solução intermediária” do STJ, avisou que vai mudar de entendimento e acompanhar os colegas que defendem a prisão apenas depois do esgotamento de todos os recursos (o “trânsito em julgado”).

Para o relator das três ações sobre o tema, ministro Marco Aurélio Mello, a possibilidade de prisão após terceira instância é uma “meia sola constitucional”. Marco Aurélio é a favor da execução da pena após o esgotamento de todos os recursos. Outros ministros, como Ricardo Lewandowski, também destacam o princípio da presunção da inocência ao defender a posição de que um réu deve ter o direito de aguardar em liberdade até uma decisão definitiva da Justiça.

O tema divide ministros do STJ ouvidos pelo Estado nos últimos dias. Apenas um deles diz aprovar a “solução intermediária” de prisão após terceira instância. Para ele, um entendimento do Supremo nesse sentido valorizaria “bem mais” o STJ.

Outro ministro, porém, chamou de “absurda” a tese de Toffoli, sob a alegação de que esse entendimento “não tem qualquer base técnica, constitucional ou teórica”, sendo “mero achismo”.

Pesquisa coordenada e divulgada no ano passado pelo ministro Rogerio Schietti, do STJ, mostrou que é reduzido o índice de absolvição pela Corte de réus que já foram condenados em segunda instância.

Ao analisar cerca de 69 mil decisões de ministros e das duas Turmas do STJ especializadas em direito criminal, o levantamento mostrou que em apenas 0,62% dos casos houve absolvição e que em 1,02% dos processos a prisão foi substituída por uma pena alternativa, como perda de bens ou prestação de serviço à comunidade.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. A pressão deve ser pra feixar o PICADEIRO desse circo.
    STF não serve pra nada na vida dos brasileiros.
    Um bando de boçal, so comendo o dinheiro do contribuinte brasileiro e nada mais.

  2. Tá certo, a impunidade já é grande nesse país, então, não consigo entender como ao invés de avançar contra os criminosos, tentam retroceder nas ações penais. Isso é inadmissível.

  3. claro, quem quer ver 200 mil bandidos sendo soltos num país onde a violência já está lá em cima???

  4. STF vergonhoso, os que tem o rabo preso atrás de soltar bandidos perigosos, botar no convívio com a sociedade, tudo por causa do seu chefe, e o povo que se lasque, se esses vagabundos estão presos é porque boa coisa não fizeram, tem é que mofar na cadeia, nunca deve estar em convívio com pessoas de bem.

  5. Essas manifestações deveriam ocorrer contra todos os atos de impunidade que são perpetrados contra a sociedade e o povo brasileiro, quando não se julga ou manda pr cadeia todo e qualquer bandido seja politico, ricaço ou não. CHEGA DE IMPUNIDADE. CHEGA DE TANTA SUBSERVIÊNCIA. CHEGA DE TANTA SUBMISSÃO. CHAGA DE TANTA CONIVÊNCIA. chega de um STF a serviço dos foras da LEI.

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Política

[VÍDEO] Flávio Bolsonaro diz que tentou evitar tarifaço dos EUA e que Lula “cavou o pênalti contra o povo brasileiro”

Imagens: Reprodução/Poder360

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que tentou atuar para evitar a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Segundo ele, integrantes de sua equipe tentaram articular uma reação antes do anúncio norte-americano.

“Lula fez força para isso. Cavou o pênalti. Conseguiu. Chegou a tarifa contra os interesses do povo brasileiro”, disse o senador e pré-candidato à Presidência da República.

Flávio também mencionou novas tarifas aplicadas pela China sobre a carne brasileira exportada ao país. Segundo ele, a cobrança de 55% incide sobre volumes que ultrapassarem uma determinada cota.

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Judiciário

[VÍDEO] “Não sou obrigado a parar”: voto de desembargador do TJ-GO sobre fuga de abordagem policial causa polêmica

Imagens: Reprodução/Jurinews

Uma decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) voltou a provocar repercussão após um desembargador afirmar que fugir de uma abordagem policial não configura crime de desobediência.

O voto foi dado pelo desembargador Adriano Linhares Camargo, da 4ª Câmara Criminal, no julgamento de um motorista que fugiu de uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Rio Verde (GO).

Durante a sessão, o desembargador afirmou que o motorista não estaria obrigado a cumprir uma ordem de parada e declarou: “O Estado é que me alcance e me prenda”.

O caso envolve um motorista que percorreu cerca de 40 quilômetros após fugir da abordagem policial. Ele foi preso com 70 quilos de drogas, entre maconha e skunk.

No julgamento, Linhares Camargo votou pela absolvição do réu pelo crime de desobediência, previsto no artigo 330 do Código Penal.

Segundo o desembargador, a fuga estaria relacionada ao direito de não produzir provas contra si mesmo e à liberdade individual.

O entendimento diverge de uma tese firmada pelo STJ em 2022. A Corte definiu que desobedecer ordem de parada em fiscalização ou policiamento ostensivo configura crime e não está protegido pelo princípio da não autoincriminação.

Apesar de afastar a condenação por desobediência, o desembargador manteve a condenação do motorista por tráfico interestadual de drogas.

O julgamento foi suspenso após pedido de vista da desembargadora Sandra Regina Teodoro Reis.

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Mundo

[VÍDEO] Relatório da CIA mostra manipulação de eleições por Maduro, afirma Trump

Imagens: Reprodução/Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que documentos da Agência Central de Inteligência (CIA), divulgados pela Casa Branca, apontam que os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro tiveram capacidade para manipular o sistema eletrônico de votação da Venezuela entre 2004 e 2020.

A declaração foi feita na quinta-feira (17), durante um pronunciamento na Casa Branca.

No discurso, Trump voltou a criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos e apontou o que considera vulnerabilidades no uso de urnas eletrônicas.

Segundo Trump, os documentos mostram que existia um “complô específico para favorecer enormemente o corrupto regime da Venezuela”.

O presidente afirmou que o material inclui uma análise da CIA, datada de 29 de junho, baseada em informações reunidas ao longo de quase duas décadas.

Ainda segundo o relatório citado por Trump, a Venezuela tinha “provavelmente alguma capacidade” para manipular sistemas de votação eletrônica.

O documento menciona equipamentos da empresa britânica Smartmatic, cuja tecnologia deixou de ser utilizada nos Estados Unidos em 2007.

Durante o pronunciamento, Trump também afirmou: “Não há nenhum país do terceiro mundo que tenha umas eleições como as que temos nós”.

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Política

REPERCUSSÃO: Lula usa tênis de R$ 1.199 em vídeo do Prouni e vira alvo de críticas nas redes

Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) usou um tênis avaliado em R$ 1.199 em um vídeo gravado para divulgar as inscrições do segundo semestre do Prouni (Programa Universidade para Todos). O vídeo foi publicado no último dia 7, quando começaram as inscrições do programa.

Nas imagens, Lula surge após uma sessão de musculação e convida os estudantes a disputar bolsas em instituições privadas de ensino superior.

De acordo com a fabricante, o Nike Mind 002 foi desenvolvido para treinos e uso cotidiano. A empresa afirma que o modelo conta com espuma responsiva e uma sola projetada para estimular áreas sensoriais dos pés. O preço sugerido é de R$ 1.199.

O fato repercutiu nas redes sociais. Enquanto apoiadores destacaram a disposição física do presidente, críticos passaram a questionar o uso de um tênis de alto valor por um político que costuma defender pautas voltadas à população de menor renda.

Veja o vídeo:

 

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Política

OPINIÃO: Estadão diz que Janja usa “misoginia” para evitar explicar gastos com dinheiro público

Foto: Reprodução

O jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) afirma, em editorial, que a primeira-dama Janja recorre à acusação de “misoginia” para rebater críticas aos gastos com dinheiro público em viagens oficiais.

O editorial foi publicado após entrevista de Janja ao UOL, na qual ela afirmou que as críticas aos gastos são motivadas por “misoginia pura”.

Para o Estadão, ser mulher não elimina a obrigação de prestar contas dos recursos públicos gastos em compromissos oficiais.

O Estadão afirma ainda que usar a acusação de misoginia para responder a questionamentos sobre gastos públicos acaba banalizando um problema enfrentado diariamente por muitas mulheres.

Na avaliação do jornal, cobrar transparência sobre despesas pagas pelo contribuinte é uma obrigação de qualquer agente público, independentemente do sexo.

O editorial também contesta a declaração de Janja de que seria a primeira primeira-dama a “trabalhar efetivamente” no País.

Como contraponto, cita a atuação da ex-primeira-dama Ruth Cardoso, destacando sua participação na criação do programa Comunidade Solidária, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Por fim, o Estadão afirma que o discurso de defesa das mulheres adotado por Janja contrasta com as escolhas do presidente Lula para cargos de alto escalão.

O jornal ressalta que a maioria das nomeações feitas pelo presidente para ministérios e tribunais superiores foi de homens e argumenta que, apesar disso, Lula não recebe a mesma acusação de “misoginia”.

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Política

“FEZ CORPO MOLE?” Oposição suspeita que Itamaraty sabia de tarifas dos EUA

Foto: Reprodução

Deputados da oposição articulam convocar novamente o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, após ele não comparecer à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara.

O grupo quer que o chanceler explique a atuação do Itamaraty nas negociações com os Estados Unidos e diga se o governo foi avisado com antecedência sobre a aplicação das tarifas americanas.

O deputado Helio Lopes (PL-RJ) diz suspeitar que o Itamaraty já sabia da medida, mas fez pouco para tentar evitar a decisão. Por isso, o parlamentar cobra explicações sobre as negociações conduzidas pelo governo.

Lopes também acusa o governo de explorar politicamente o tema. Segundo o deputado, o Palácio do Planalto usa o caso para atacar adversários e reforçar um discurso nacionalista.

Ele classificou a condução do episódio como uma “grave negligência diplomática”.

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Política

ANÁLISE: Governo Lula “fingiu negociar” e “torceu” pelo tarifaço, aponta Cláudio Humberto

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Lula (PT) “fingiu negociar” com os Estados Unidos e demorou a abrir negociações sobre o tarifaço anunciado pelo governo americano, analisou o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, nesta sexta-feira (17).

Segundo o colunista, as conversas só ganharam força nas últimas semanas, quando já restava pouco tempo para tentar reverter a decisão.

A coluna reproduz uma declaração de Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos, segundo a qual as “reuniões construtivas” entre os dois países começaram apenas “nas últimas seis semanas”.

Para Cláudio Humberto, isso mostra que o governo brasileiro deixou as negociações para os “45 minutos do segundo tempo”.

Cláudio Humberto afirma que, antes desse período, o governo brasileiro teria enviado apenas duas cartas aos Estados Unidos e realizado uma única reunião de alto nível.

O colunista também critica declarações do presidente Lula sobre Donald Trump e afirma que o Itamaraty adotou um tom político nos comunicados oficiais sobre o tema.

Na avaliação de Cláudio Humberto, o governo petista teria apostado que o tarifaço poderia gerar um efeito político semelhante ao registrado nas pesquisas de opinião do ano passado.

Essa é uma interpretação do colunista, sem atribuição ao governo federal.

Ainda segundo a coluna, os principais impactos das tarifas americanas devem recair sobre os exportadores brasileiros e os trabalhadores dos setores atingidos.

O governo federal tem afirmado que busca alternativas diplomáticas e comerciais para reduzir os efeitos da decisão dos Estados Unidos.

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Economia

Tarifa dos EUA ameaça exportações de sal do RN e coloca 4 mil empregos em risco

Foto: Moraes Neto/Sebrae

A indústria do sal do RN entrou em alerta após o anúncio da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Segundo o Sindicato da Indústria da Extração do Sal do Estado do RN (SIESAL-RN), a medida pode “inviabilizar” as exportações para o principal mercado externo do setor e colocar em risco cerca de 4 mil empregos diretos.

Em nota técnica, o sindicato informa que os Estados Unidos responderam por 47% das exportações da indústria salineira potiguar nos últimos seis anos, conforme informações do BNews RN.

A entidade também destaca que o mercado americano absorve cerca de 27% do sal exportado pelo RN, o equivalente a uma média de 530 mil toneladas por ano.

Para o presidente do SIESAL-RN, Airton Torres, a nova tarifa pode provocar perdas em toda a cadeia produtiva.

Segundo o sindicato, os impactos também podem atingir transportadores, distribuidores, trabalhadores portuários e municípios do Semiárido que dependem da produção de sal.

O presidente da FIERN, Roberto Serquiz, disse que, após a redução da tarifa sobre o pescado, o setor salineiro passou a ser a principal preocupação da indústria potiguar.

“O sal tem uma complicação logística. Ele consegue chegar competitivo nos Estados Unidos, no oeste americano e no leste africano. Desde o primeiro momento ficamos ao lado dos dois setores mais impactados. O sal conta com um consultor em Washington e também acompanhamos esse cenário por meio da CNI. O nosso trabalho continuará sendo buscar um ambiente mais favorável para o setor”, afirmou.

O SIESAL-RN também alerta que substituir o mercado americano não será uma tarefa simples. Segundo a entidade, países como Chile, Egito, Namíbia e México passarão a disputar esse mercado em condições mais favoráveis, enquanto os custos logísticos dificultam a conquista de novos compradores.

A tarifa foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e tem previsão de entrar em vigor em 1º de agosto.

O governo brasileiro informou que pretende responder à medida com base na Lei da Reciprocidade Econômica, ao mesmo tempo em que mantém as negociações diplomáticas e comerciais.

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Política

Adjuto Dias participa da Festa dos Mártires de Cunhaú e amplia apoios em Canguaretama com adesão do Ex Prefeito Wellinson Ribeiro

Foto: Divulgação

O deputado estadual Adjuto Dias cumpriu agenda nesta quinta-feira (16) no município de Canguaretama, na região Agreste Potiguar, onde participou do encerramento da Festa dos Mártires de Cunhaú, uma das mais tradicionais celebrações religiosas do Rio Grande do Norte.

Durante a visita, o parlamentar foi recebido pelos ex-prefeitos João Wilson, Wilsinho Ribeiro e Wellinson Ribeiro. Na ocasião, Wellinson oficializou apoio à reeleição de Adjuto Dias, somando-se ao ex-prefeito Wilsinho Ribeiro, que já havia declarado apoio anteriormente ao parlamentar.

Ao lado das lideranças e de fiéis, Adjuto acompanhou a programação de encerramento da festa, que reúne anualmente milhares de peregrinos em homenagem aos Mártires de Cunhaú, reconhecidos como protomártires do Brasil.

A agenda integra a série de visitas que Adjuto Dias tem realizado aos municípios do Rio Grande do Norte, mantendo presença nas diferentes regiões do Estado e acompanhando importantes eventos religiosos, culturais e institucionais.

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Mundo

Outdoor no Irã exibe Trump em caixão e pede morte do presidente

Foto: Getty

Um outdoor instalado em Teerã, capital do Irã, passou a chamar atenção, nesta quinta-feira (16/7), ao exibir uma ilustração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dentro de um caixão. A peça também traz mensagens em inglês e persa, como “Vamos matar Trump”.

A campanha, no entanto, não se limitou ao outdoor. Em diferentes pontos da cidade, faixas com imagens de caixões cobertos pela bandeira dos Estados Unidos e frases defendendo a morte do republicano foram registradas em meio ao agravamento da crise entre os dois países.

Nesta quinta-feira (16/7), os Estados Unidos completaram seis dias seguidos bombardeando o território iraniano.

O tom adotado nas ruas acompanha o discurso da liderança iraniana após a morte do ex-líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro em um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel. No último sábado (11/7), o atual líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que o Irã buscará vingança pela morte do pai e declarou que a resposta será dada “aconteça o que acontecer com o Irã”.

Trump reagiu às ameaças afirmando que os Estados Unidos responderão com força caso haja qualquer tentativa de atentado contra sua vida. Segundo o presidente americano, os militares do país estão preparados para realizar uma ofensiva de grande escala, se necessário.

Metrópoles

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