Trânsito

STTU e ciclistas discutem ações educativas para faixa semi exclusiva na Prudente de Morais

Representantes da Secretaria de Mobilidade Urbana, da Associação de Ciclistas do Rio Grande do Norte e do movimento Bicicletada Natal se reuniram na manhã dessa terça-feira (29), na sede da STTU. Na pauta, o planejamento de ações educativas e de fiscalização que promovam uma relação harmoniosa entre ciclistas e motoristas de ônibus na faixa semi exclusiva da Av. Prudente de Morais.

O encontro contou a participação da arquiteta Fátima Arruda, do Departamento de Engenharia de Trânsito, do diretor do Departamento de Educação de Trânsito, Aurino Borges, da pedagoga Alcina Pereira, dos representantes dos ciclistas, José Canuto, Neide Araújo, Milton França, Carlos Alberto Milhor e da Bicicletada Natal, Leonardo Sinedino e Henilson dos Santos.

Durante o encontro, o diretor do Departamento de Educação de Trânsito da STTU, Aurino Borges explicou que “a reunião não era conclusiva, mas tinha o objetivo de ouvir sugestões e posteriormente anunciar o que de fato será possível realizar”.

Uma nova reunião deverá ser agendada ainda nesta semana e a expectativa é que tão logo as ações sejam definidas a STTU possa iniciar todo o trabalho de conscientização.

Opinião dos leitores

  1. Esse cara "leonardo peixoto" precisa deixar d ser preconceituoso e burro! Pois comentou logo abaixo que na rota do sol os ciclistas contam c um grande "BENEFICIO" de uma SUPOSTA CICLOFAIXA…Saiba seu alienado que não EXISTE ciclovia ou ciclofaixa Lá…os Ciclistas arriscam suas vidas no estreito acostamento seu TAPADO, com veículos passando em alta Velocidade!

  2. Só digo o que observo trafegando na Prudente de Morais todos os dias: não passa nem ônibus e muito menos ciclista pela tal ciclofaixa. Aliás, faço uma retificação, passa ciclista sim: a noite, todos paramentados com 20 itens de equipamentos de segurança cada um, indo dar um passeio esportivo durante a noite. Não é a toa que nossa maior emissora de televisão praticamente só faz reportagem entrevistando os tais ciclistas natalenses no horário noturno. De seis reportagens que assisti, somente uma foi feita durante o dia e imagino que foi uma luta grande encontrar um ciclista para conceder a entrevista. Ademais, a ciclofaixa ajudou a perceber como as pessoas que se utilizam do transporte coletivo (dentre elas minha própria mãe) estão sofrendo. Não passa ônibus. Simples assim.

  3. Acho ridículo usar faixas "semi exclusivas" em uma cidade que não oferece transporte público de qualidade. Essa ideia da via exclusiva de bicicletas é excelente, muito boa mesmo. Vi resultados ótimos no Rio, mas não funciona em Natal. Natal só tem ônibus (poucos e ruins). No Rio há metrô climatizado, metrô de superfície climatizado, ônibus com ar condicionado, BRT com ar condicionado, táxi barato, ciclofaixas que ligam Leblon ao Flamengo e ciclofaixas que ligam toda a Barra. Em Natal, o ciclista usa quatro quarteirões (pra que?), dividindo espaço com ônibus e e com outros veículos em tráfego. Ridículo. Totalmente desnecessário e sem estudo. Essa ciclofaixa semi exclusiva só vai trazer prejuízo. Aliás, já trás: congestionamentos absurdos, cruzamentos fechados, trânsito caótico…. Bola fora da Prefeitura. Natal precisa de metrô, trem, novas frotas, novas linhas, mais veículos, precisa de reais investimentos em mobilidade urbana. Pintar rua não resolve

  4. Mania de querer se espelhar em país desenvolvido. Nada contra os ciclistas, meio ambiente e bla-blá-bla.. Mas não conheço uma só pessoa que use bicicleta pra ir trabalhar. Isso se restringe apenas as pessoas que moram perto do seu local trabalho e querem economizar com a gasolina e olhe lá. Fora isso, a esmagadora maioria usam a bicicleta apenas para lazer. Duvido que alguém enfrente 10 km de subidas e descidas em pleno meio dia, num clima "ameno" como o nosso pra ir/voltar ao trabalho, pra ir a uma audiência (advogado), pra dá aula (professor), pra ir ao escritório (contador, engenheiro, médico, arquiteto, administrador…). Com um transito caótico como o nosso, seria muito mais viável investir numa engenheria de transito de respeito e transportes público descente pra depois pensar em ciclovias. Ajeita o que temos pra depois criar outro. Se não, vai ficar pior o que já está ruim. Aposto que essa modinha de "bike" não vai durar muito tempo. Mas como é chique imitar em países da Europa, então…

    1. Você fala isso baseado em uma visão restrita do seu cotidiano. Eu tenho uma bicicleta, e só não vou ao trabalho e a faculdade de bicicleta, porque os carros não respeitam meu direito de utilizar a faixa da direita da rua. Eu vou de onibus, mas diariamente vejo vários ciclistas se arriscando nas ruas para ir ao trabalho ou voltando pra casa.

  5. olhe bem, a via costeira tem um belo espaço reservado para ciclismo, mais de 6 km de ponta negra ate a ponta, fora a rota do sol ate pirangi que também oferece esse benefício, não conheço um pé rapado que ande de bicicleta que tenha uma barra circular ou monarque, repito o argumento de mobilidade é incabível pois não faz essa "justiça social", a grande maioria são pessoas de ótimo poder aquisitivo usam bicicletas caríssimas, o que existe é uma moda potiguar de uma elite branca, vaidosa, egoísta, egocêntrica e que no fim nem grana tem de verdade, é mais aparência, tipico do povo daqui, então vão andar nos espaços que já existem e deixem de birra…..

    1. Você então não deve ter contato com "pé rapado" para falar tanta bobagem. Deve ser aquele tipo de pessoa que não dá um bom dia ao porteiro, jardineiro etc! Pois bem! Conheço várias pessoas que se arriscam nesse trânsito louco andando de bicicleta, como um dos porteiros do meu condomínio, que vem de Parnamirim até Capim Macio de bicicleta. Já tomei conhecimento de vários casos similares, com pessoas que contratam pedreiros que vêm da zona oeste da mesma forma. Não seja alienado! O mundo lá fora é bem maior do que apenas seu círculo social. Bicicleta não é só hobby de gente endinheirada!

    2. Perfeito, Rômulo.

      Essa criatura (Leonardo) deve estar se valendo de um nome fake para emitir essa opinião que, de tão repugnante, merece sequer ser respeitada, já que tem carga preconceituosa. Aliás, numa só mensagem, esse rapaz conseguiu discriminar pobres ("pé-rapados") e ricos ("elite branca, vaidosa, egoísta…").

      Quanto a usar bicicletas caríssimas ou não, isso nada importa, mané!

  6. Na Europa isso já é realidade há anos. ..realmente a única diferença é a consciência e educação das pessoas de lá. Com certeza a ACIRN ( Associação dos ciclistas do RN), a STTU, a Pref. de Natal e os Ciclistas farão este projeto ser bem sucedido e encontrarão ótimas idéias a serem implementadas pra ajudar a todos..tanto os ciclistas como tb pra não atrapalhar o fluxo de veículos! E se Deus quiser não teremos mortes, acidentes ou atropelamentos como muitos pessimistas e q só usam carro pensam…como o "helio motta" comentou abaixo…ele em vez d dar idéia p ajudar prefere chamar os ciclistas de playboys…saiba meu sr. q pedalo p trabalhar todos os dias, tenho uma bicicleta simples e sem marchas e sou trabalhador e honesto! Playboy é o sr. q deve andar d carro p todo canto e deve ser mais um estúpido nas ruas! Playboy é quem anda d carrão importado e moto d 1000cilindradas! Se tem ciclista pedalando de bike importada é pq trabalhou p comprar! Nos respeite…se não tá gostando vai morar noutra cidade! Ora merda!

  7. Aline, para que você não passe de mera reprodutora do que ouve, mostrando que você acredita no que diz e escreve, prove que vc deixa seu carro em casa e vai trabalhar, vai ao supermercado, pega seus filhos na escola, vai ao médico, festas de casamento, shows, barzinhos, tudo de bicicleta.
    Deixa de ser hipócrita e assuma: vc e sua corriola usam para se divertir. Quer fazer isso, beleza, mas faça onde não atrapalhe a vida de ninguém.
    EU TENHO O DIREITO DE ANDAR DE CARRO SEMPRE QUE QUISER.
    E para esse ato TENHO O DIREITO DE TER RUAS E AVENIDAS livres de regalias à minorias, afinal EU PAGO IPVA, e você?

  8. Incrivel como nos dias de hoje, com o avanço da emissão de gases, aumento no buraco da camada de ozonio, com aumento de politicas ambientais sustentaveis que tendem inclusive a diminuir cada vez mais a utilização de carros em em beneficio das alternativas nao poluentes, ainda tem neanderthal criticando iniciativas que favorem o PLANETA e não o próprio umbigo.

    1. Ainda que houvessem ciclofaixas por toda a cidade, a temperatura média apresentada em Natal jamais faria com que uma quantidade significativa da população andasse de bicicleta, de forma a causar uma redução considerável na emissão de gases. Para isso, tínhamos sim era que estar implementando transportes públicos coletivos de qualidade. Isso sim faria o cidadão natalense deixar seus veículos em casa e optar por outro meio de transporte.

  9. Esses playboys com suas bicicletas importadas e caras querem parar a cidade, travar o trânsito para que eles possam desfrutar seus momentos de lazer.
    Inacreditável que tirem uma faixa na maior avenida de natal impossibilitando que MILHARES de pessoas a usem, para entregar a meia dúzia de gatos pintados se bronzearem.
    Porque não estabelecem horários? Por exemplo entre 22 hs e 05hs da manhã?
    Mas a moda é se render a minoria, é a ditadura da minoria.

    1. milhares de pessoas tbm usam bicicletas como transporte seu doente, e muitas delas morrem por que no transito tem muito imbecil como voce 😉

    2. Santa ignorância! ! Que idéia de jerico….qual é o ciclista q vai pedalar entre 22 as 5h???? Playboy deve ser vc cara q deve ser um desses sem consciência q só sabem ir d carro p cima e pra baixo…e deve andar feito louco no trânsito! Os ciclistas não querem atrapalhar a vida d ninguém. ..lembre sua anta, q ciclistas também tem carro e dirigem por aí. ..os ciclistas são pais d família e trabalhadores igual aos outros! Vamos viver em paz e harmonia no trânsito! Vai ler mais sobre ciclofaixas ao redor do mundo e na Europa pra ver se ficar mais culto e não fala porcaria!

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Saúde

Pacientes voltam a enfrentar dificuldades após elevadores quebrarem no Walfredo Gurgel

Foto: Adriano Abreu

Dois elevadores do prédio Clóvis Sarinho, no Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, estão quebrados, sendo um desde terça-feira (5). No momento, apenas os elevadores do prédio antigo da unidade hospitalar estão funcionando. A informação foi confirmada à TRIBUNA DO NORTE pelo Sindsaúde. Por causa disso, de acordo com o Sindicato, pacientes que precisam transitar entre os dois prédios estão sendo “obrigados a sair pela área externa do hospital e passar pelo estacionamento”.

Uma visita técnica da empresa responsável pelo elevadores é aguardada até o final da tarde desta quarta-feira (6), segundo a direção do hospital. O Sindsaúde afirmou que muitos desses pacientes estão em cadeiras de rodas ou com dificuldade de locomoção. O Sindicato informou que a situação já está causando atrasos e até perda de exames previamente agendados, porque alguns pacientes não conseguem fazer esse deslocamento.

“Outro ponto grave é que, em caso de intercorrência, quando um paciente precisa ser transferido rapidamente de um andar para outro por exemplo, quando o médico solicita a descida imediata para o setor de politrauma, essa transferência também fica comprometida. Sem os elevadores funcionando, o deslocamento acaba acontecendo da mesma forma improvisada, passando pela área externa do hospital. Isso representa um risco enorme, especialmente no caso de pacientes críticos, que podem sofrer agravamento do quadro durante o transporte”, disse o Sindicato.

“Há preocupação real de que uma situação mais grave possa acontecer no meio desse trajeto. Portanto, trata-se de uma situação extremamente preocupante, que coloca pacientes e trabalhadores em risco, além de comprometer o funcionamento adequado do hospital”, pontuou o Sindsaúde em seguida. A TRIBUNA DO NORTE fez contato com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesap) e com a direção do hospital para obter um posicionamento.

No entanto, de acordo com Geraldo Neto, diretor do Walfredo Gurgel, é “aguardada uma visita técnica da empresa de manutenção até o final da tarde desta quarta-feira (6). Ele disse desconhecer a informação de que exames previamente agendados estão sendo perdidos, mas falou que, caso isso ocorra, “o procedimento será reagendado”.

A situação no Walfredo não é relativamente nova. No caso mais recente, em dezembro do ano passado, pacientes foram transferidos amarrados em macas ou cadeiras de rodas pelas escadas, entre setores, por conta do mesmo problema.

Confira a nota completa da Sesap:

“Informamos que, nesta terça-feira (05), o elevador do Hospital Clóvis Sarinho apresentou falha em seu funcionamento, sendo imediatamente acionada a empresa responsável pela manutenção do equipamento.

A equipe técnica fez uma avaliação inicial, identificou a necessidade de substituição de peça específica, a qual não se encontra disponível no estado neste momento, impossibilitando a correção imediata do problema.

Hoje (06), a equipe técnica retornará à unidade para apresentar um posicionamento oficial quanto ao prazo necessário para a realização do serviço corretivo.

Ressaltamos que, enquanto perdurar a indisponibilidade do elevador, as equipes assistenciais e administrativas estão adotando medidas contingenciais, com redirecionamento de fluxos e reorganização interna, a fim de minimizar impactos e garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

Seguiremos acompanhando a situação de forma contínua e manteremos todos devidamente informados.”

Tribuna do Norte

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Jornalismo

ATÉ VOCÊ MARCOS? O Sucessor de Allyson: como PF e MPF descrevem o papel do novo prefeito de Mossoró no esquema de propinas da saúde

Por: Blog do Dina

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal identificaram Marcos Antônio Bezerra de Medeiros como o “ponto de contato” entre a distribuidora de medicamentos Dismed e a Prefeitura de Mossoró no esquema investigado pela Operação Mederi. Gravações captadas em escuta ambiental no escritório da empresa, em Serra do Mel, registraram os sócios da Dismed discutindo o pagamento de propina ao então vice-prefeito e o planejamento de financiar sua campanha eleitoral com dinheiro desviado de contratos públicos de saúde. Marcos Medeiros é prefeito de Mossoró desde o dia 27 de março de 2026, quando Allyson Bezerra renunciou para disputar o governo do estado.

Foto: Reprodução

Se os indícios levantados pela investigação federal se confirmarem, Marcos Medeiros pode responder por corrupção passiva — pena de dois a doze anos de reclusão — e por integrar organização criminosa, conforme a Lei 12.850/2013. Nas peças em que PF e MPF ajuízam perante o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, lista-se o seu nome entre os 28 investigados alvejados nos mandados de busca e apreensão cumpridos em 27 de janeiro de 2026.

O Blog do Dina apurou o conteúdo da representação criminal, documento que ainda não havia sido analisado publicamente com foco no papel de Marcos Medeiros no esquema.

A defesa de Marcos Medeiros foi procurada para comentar essa reportagem. O Blog do Dina enviou perguntas a partir das dúvidas abertas com o papel descrito pelos investigadores sobre Marcos. Em resposta, a defesa enviou a seguinte nota:

Marcos Medeiros, por sua defesa, reafirma que não praticou qualquer irregularidade no exercício de suas funções e confia que, ao final, os fatos serão devidamente esclarecidos pela Justiça.

Antes de ser eleito vice-prefeito de Mossoró em outubro de 2024, Marcos Medeiros ocupou cargos no coração administrativo da saúde municipal. Foi secretário substituto da Secretaria Municipal de Saúde e secretário interino do Fundo Municipal de Saúde — os postos que, segundo o MPF, eram a engrenagem central do esquema investigado.

A Dismed, distribuidora de medicamentos com sede em Mossoró, recebeu R$ 13,6 milhões da Prefeitura de Mossoró entre 2021 e 2025. O pico foi em 2024: R$ 5,86 milhões em um único ano.

Dismed recebeu R$ 5,86 mi de Mossoró em 2024 — o maior volume da série

Valores pagos pela Prefeitura de Mossoró à Dismed Distribuidora de Medicamentos, por período. O pico de 2024 ocorreu enquanto o inquérito policial da Operação Mederi já corria há quase um ano.

IPL Inquérito aberto em 24/11/2023 → contratos em 2024 atingem o pico histórico → Marcos Medeiros é escolhido como vice de Allyson

Fonte: Representação Criminal nº 0006371-27.2025.4.05.0000 (TRF-5), com base em dados do TCE-RN. Valor de 2025 refere-se ao período até mai/2025 (data das escutas ambientais). Período 2021–2023 representa valor agregado (R$ 4,82 mi total; breakdown anual pendente de confirmação via TCE-RN).
A representação criminal de que Marcos e outros envolvidos são alvos descreve o papel do atual prefeito de Mossoró nesses contratos sem meias palavras:

“Mencionado como ponto de contato com os sócios da Dismed, circunstância confirmada pelos registros de mensagens e ligações de WhatsApp.”

A Polícia Federal abriu o inquérito em 24 de novembro de 2023. Investigava uma distribuidora de medicamentos que havia movimentado dezenas de milhões de reais junto a prefeituras do Rio Grande do Norte — e cujos sócios mantinham contato com o servidor que controlava os contratos dentro da Secretaria de Saúde de Mossoró.

Em 2024, enquanto o inquérito corria, a Dismed recebeu o maior volume de recursos de sua história junto à prefeitura: R$ 5,86 milhões em um único ano — o pico de uma série que somaria R$ 13,6 milhões entre 2021 e 2025.

Foi nesse mesmo ano que Allyson Bezerra escolheu Marcos Medeiros como seu candidato a vice-prefeito.

Marcos venceu as eleições de outubro de 2024. A investigação seguia em sigilo. Os contratos com a Dismed continuaram.

A rede de conexões da Operação Mederi — núcleo de Mossoró

Relações documentadas entre investigados, empresa e órgão público, conforme Representação Criminal nº 0006371-27.2025.4.05.0000 (TRF-5).

Passe o cursor sobre os nós para ver detalhes. Arraste para reorganizar.

Fonte: RepNotCrim 0006371 (pgs. 36, 98, 100, 307, 309, 311) + IPL Parte 2 (pgs. 703–705). Conexões baseadas em evidências documentais: escutas ambientais, registros de WhatsApp, análise financeira do TCE-RN e COAF.

Em 6 de maio de 2025, os sócios da Dismed, Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe Zacarias Soares, estavam no escritório da empresa em Serra do Mel. Conversavam sobre os contratos de Mossoró — um milhão e meio de reais que a prefeitura havia pago à distribuidora — e simulavam, em voz alta, o que diriam a Marcos em um encontro que planejavam ter com ele.

A transcrição da escuta ambiental registra Oseas narrando o que diria ao então vice-prefeito:

“MARCOS, eu queria combinar com você duas coisas: do jeito que tá não tá ganhando eu nem você! Desse aqui eu fui em cima, fui abaixo, fui em cima, fui abaixo e deu pra arrumar cem conto pra vocês, tá certo? Tô tirando do meu lucro! Agora, MARCOS, eu queria que… tá aqui, um milhão e meio se fosse como a gente trabalhava antes você botava duzentos e tantos no bolso, meu filho!”

O MPF não deixou a frase passar sem interpretação. Na análise de prova, o órgão registra: “A referência a ‘como a gente trabalhava antes’ sugere claramente um relacionamento pretérito entre as partes, presumivelmente quando MARCOS ANTÔNIO ocupava função na Secretaria de Saúde. A menção a valores que ‘você botava duzentos e tantos no bolso’ indica que havia recebimento de valores por parte de MARCOS ANTÔNIO BEZERRA DE MEDEIROS em período anterior.”

O que as escutas registraram sobre Marcos Medeiros

Trechos das gravações ambientais no escritório da Dismed em Serra do Mel (mai/2025), reproduzidos na Representação Criminal nº 0006371-27.2025.4.05.0000.

MARCOS, eu queria combinar com você duas coisas: do jeito que tá não tá ganhando eu nem você! Desse aqui eu fui em cima, fui abaixo, fui em cima, fui abaixo e deu pra arrumar cem conto pra vocês, tá certo? Tô tirando do meu lucro! Agora, MARCOS, eu queria que… tá aqui, um milhão e meio se fosse como a gente trabalhava antes você botava duzentos e tantos no bolso, meu filho!

Contexto: Oseas Monthalggan simula o que diria a Marcos em reunião planejada. A frase “como a gente trabalhava antes” levou o MPF a concluir que havia repasse anterior, quando Marcos estava na Secretaria de Saúde.

Ele vai cobrar o valor. Eu tenho que dar aqui a você duzentos mil de PROPINA hoje. Aí eu pago cem (R$ 100.000,00) você está entendendo e cem… você guardando pra sua CAMPANHA.

Quem fala: José Moabe. O MPF classificou esta fala como não deixando “muita margem a outras interpretações”.

Vai tirando esse dinheiro e guardando. Quando for no final, quando for pra começar tá aqui MARCO, aqui é um extra pra você.

Plano total: acumular R$ 500 mil ao longo de um ano para a campanha de Marcos. Quando Moabe mencionou a campanha de Allyson ao governo do estado, Oseas respondeu: “Pra dele, homi!” — distinguindo os dois destinatários.

Transcrições reproduzidas a partir da Informação Policial nº 99/2025, incorporada à Representação Criminal nº 0006371-27.2025.4.05.0000 (TRF-5, págs. 36, 100, 307). Escuta ambiental autorizada judicialmente no escritório da Dismed em Serra do Mel/RN.

Dias depois, os mesmos interlocutores voltaram ao tema. Em uma sequência de três gravações, Oseas e Moabe discutiram a estratégia para financiar a campanha eleitoral de Marcos — que, naquele momento, exercia o cargo de vice-prefeito de Mossoró há quatro meses e era apontado como o sucessor natural de Allyson Bezerra na prefeitura.

Moabe propôs uma conta que, segundo o MPF, “não deixa muita margem a outras interpretações”:

“Ele vai cobrar o valor. Eu tenho que dar aqui a você duzentos mil de PROPINA hoje. Aí eu pago cem (R$ 100.000,00) você está entendendo e cem… você guardando pra sua CAMPANHA.”

E mais adiante, na mesma conversa:

“Vai tirando esse dinheiro e guardando. Quando for no final, quando for pra começar tá aqui MARCO, aqui é um extra pra você.”

Oseas confirmou: “Pra campanha!”

O plano total era acumular R$ 500 mil ao longo de um ano — dinheiro reservado para a campanha de Marcos. Quando Moabe mencionou a campanha de Allyson ao governo do estado, Oseas foi direto: “Pra dele, homi!” — distinguindo os dois destinos.

A PF, ao analisar as gravações, identificou “MARCO” como “provavelmente o atual vice-prefeito da cidade de Mossoró/RN, Marcos Antônio Bezerra de Medeiros, futuro candidato a cargo eletivo e destinatário de valores a título de propina a ser oferecida pelos representantes da Dismed Distribuidora.”

O que tornaria o caso de Marcos Medeiros distinto dos demais é uma linha registrada nos autos: os contatos entre ele e Oseas não cessaram quando ele deixou a Secretaria de Saúde.

Os autos da investigação revelam a troca de mensagens e ligações pelo WhatsApp entre o sócio da Dismed e o então vice-prefeito. “Tais diálogos”, registra o documento, “ocorreram já no ano de 2025, quando Marcos Antônio já havia assumido como vice-prefeito e não ocupava mais nenhuma função na Secretaria de Saúde.”

O MPF avalia: “A manutenção do contato, mesmo após a mudança de função administrativa, sugere que o relacionamento transcende questões meramente administrativas ou profissionais.”

A representação criminal descreve o papel estrutural de Marcos Medeiros no esquema com uma precisão que vai além das escutas:

“A contribuição de Marcos Antônio Bezerra de Medeiros na estrutura seria a de servir como ponto de contato e interlocução entre as empresas fornecedoras e a administração municipal. Durante o período em que ocupou cargos na Secretaria de Saúde, teria facilitado as contratações e mantido o fluxo de pagamentos que beneficiava o esquema. Após assumir como vice-prefeito, teria continuado, conforme referido naqueles diálogos, como interlocutor relevante, o que sugere manutenção de sua influência sobre as decisões relacionadas aos contratos.”

Em 27 de janeiro de 2026, quando a Polícia Federal cumpriu os mandados da fase ostensiva da Operação Mederi, dois endereços em Mossoró foram alvos de busca e apreensão vinculados ao nome de Marcos Medeiros. Um mandado de busca pessoal também foi expedido em seu nome.

Cinquenta e nove dias depois, Marcos Bezerra de Medeiros tomava posse como prefeito de Mossoró.

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Cidades

CARTAS MARCADAS? Licitação de publicidade do Governo está parada há quase 40 dias

Foto: Reprodução

O Governo do RN realizou a abertura dos envelopes da licitação de publicidade no dia 30 de março de 2026, ou seja, há quase 40 dias, e até hoje não julgou as propostas das agências participantes.

Diversas agências do RN e de todo o Brasil participaram do certame, entregaram suas propostas e aguardam o julgamento. Já são quase quarenta dias e o julgamento das propostas sequer se iniciou. Serão escolhidas 5 agências para atender às demandas do Governo, uma outra para o Detran e mais uma para o Idema.

Uma licitação deste porte exige meses de trabalho por parte das agências, que mobilizam suas equipes e investem pesado para apresentar um trabalho de excelência na concorrência.

O Governo do RN, além de não julgar as propostas e nem dar sequência ao certame, sequer deu uma satisfação oficial às quinze agências participantes, deixando todo mundo no escuro.

O que está acontecendo? Tem alguma carta marcada? Estão querendo anular a licitação? Por qual motivo? Alguém que deveria entrar ficou de fora? A sociedade (
e os órgãos de controle quer saber.

Fica só a pergunta, será que o publicitário Bruno Oliveira está no meio?

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Política

MEIO/IDEIA: Flávio tem 45,3% e Lula 44,7% no 2º turno

Foto: Reprodução

Levantamento da Meia/Ideia divulgado nesta 4ª feira (6.mai.2026) mostra que o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 45,3% das intenções de voto em um eventual 2º turno. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pontua 44,7%. Os 2 estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa entrevistou 1.500 pessoas em todo o Brasil de 1º a 5 de maio de 2026. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05356/2026. Custou R$ 27.600 e foi pago pelo Canal Meio. Leia a íntegra (PDF – 4,47mB).

A pesquisa testou um cenário de 1º turno. A Meia/Ideia perguntou: “Em qual desses candidatos você votaria para presidente da República se a eleição fosse hoje?”. Eis como os entrevistados responderam:

Poder360

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Política

Vereador Rafael Correia propõe censo animal em Extremoz para fortalecer políticas públicas

Foto: Divulgação

O vereador de Extremoz, Rafael Correia, apresentou ao Poder Executivo Municipal uma importante proposição legislativa solicitando a realização de um censo populacional de animais de pequeno e grande porte em todo o município.

A proposta, encaminhada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e ao Centro de Zoonoses, visa mapear com precisão a realidade da população animal na cidade, incluindo cães, gatos, cavalos, bovinos e outros animais de relevância.

De acordo com o parlamentar, a iniciativa é essencial para garantir a formulação de políticas públicas eficazes e direcionadas. “Não se consegue fazer políticas públicas sérias sem dados concretos. Precisamos conhecer a realidade do município para agir com responsabilidade e eficiência”, destacou Rafael Correia.

O levantamento também prevê a identificação específica dos chamados “pets comunitários” animais em situação de rua bem como sua distribuição territorial dentro do município.

A proposta ainda sugere que, caso o município não disponha de equipe técnica suficiente, seja realizada a contratação de empresa especializada para a execução do estudo, assegurando qualidade e precisão nos dados coletados.

A indicação reforça a necessidade de transparência, recomendando que os dados obtidos sejam amplamente divulgados à população, servindo de base para ações estratégicas nas áreas de saúde pública, controle de zoonoses, campanhas de castração e programas permanentes de bem-estar animal.

Rafael Correia tem se destacado pela atuação firme em defesa da causa animal no município. Ao longo de seus mandatos, o parlamentar já foi autor de diversas iniciativas legislativas voltadas ao tema, como a lei que proíbe o uso de fogos de artifício com estampido, protegendo animais e pessoas sensíveis ao barulho, além de pleitos importantes como a solicitação de implantação de um hospital veterinário municipal.

A proposta do censo animal surge como mais um passo estruturante para consolidar políticas públicas modernas e eficazes, alinhadas às necessidades da população e ao respeito aos animais.

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Acidente

Homem morre ao sofrer choque enquanto manuseava bomba no interior do RN

Foto: Reprodução

Um homem morreu após sofrer um choque elétrico enquanto manuseava uma bomba d’água na zona rural do município de Ouro Branco, no Seridó Potiguar. O caso aconteceu nessa terça-feira (5). A vítima foi identificada inicialmente como Joaquim Silva.

Segundo as informações, ele havia saído de casa para o local onde costumeiramente fazia esse manuseio. Com a demora dele para voltar, familiares decidiram ir atrás e encontraram o homem já sem vida.

Portal da Tropical

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Brasil

MEIO/IDEIA: 39,4% dos brasileiros defendem nome técnico para vaga no STF

Foto: Reprodução

A próxima indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao STF (Supremo Tribunal Federal) deveria ser de um nome técnico e sem ligação com o governo, segundo 39,4% dos brasileiros. Os dados são da pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (6).

O levantamento aponta também que 37% dos brasileiros defendem que o presidente mantenha uma indicação de cunho político e ligações com o governo.

Para 13,2% dos brasileiros, a vaga aberta do STF deve ser negociada com o Senado. Outros 5% acreditam que uma mulher deve ser indicada. Do total de entrevistados, 5,4% não souberam responder.

Metodologia

A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores em todo o território nacional, entre os dias 1 e 5 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O código de registro no TSE é BR-05356/2026

CNN

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Política

R$ 100 mil de cachê em evento com verba pública levam Daniela Mercury ao banco dos réus

Foto: Reprodução

A cantora Daniela Mercury se tornou ré em uma ação judicial que investiga o uso de recursos públicos em um show realizado no Dia do Trabalhador de 2022, em São Paulo. O caso envolve o pagamento de cachê de R$ 100 mil à artista e apura se houve irregularidades na contratação e no contexto da apresentação, conforme informações do Diário do Poder.

De acordo com informações do processo, o evento ocorreu em 1º de maio de 2022, na Praça Charles Miller, e teria custado cerca de R$ 170 mil aos cofres públicos, sendo R$ 100 mil destinados à cantora. Outros artistas e a produtora responsável também são citados na ação.

Segundo os autos, a investigação busca esclarecer se houve uso indevido de recursos públicos em um evento que, conforme alegações apresentadas no processo, teria assumido caráter político fora do período eleitoral.

A ação foi movida pelo deputado estadual Gil Diniz, que aponta possíveis irregularidades e classifica o caso como um “showmício”. O processo segue em tramitação na Justiça paulista.

Em manifestação no processo, a defesa da produtora responsável pela contratação afirma que não houve ilegalidade e sustenta que eventuais posicionamentos da artista durante a apresentação estão amparados pela liberdade de expressão.

Opinião dos leitores

  1. Imaginem as prefeituras de nosso estado pagando até 1 milhão para o cantor ficar citando o nome do prefeito a cada musica que canta.

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Política

[VÍDEO] Deputado do PT chama Érika Hilton de “deputado” em sessão e gera reação nas redes

Imagens: Reprodução/Portal do Paulo Mathias

O deputado federal Alencar Santana (PT) chamou a deputada Érika Hilton de “deputado” durante uma fala no Congresso Nacional, o que gerou repercussão nas redes sociais nesta semana.

De acordo com registros da sessão, o parlamentar citava integrantes da base quando se referiu a “deputado Reginaldo Lopes e deputado Érika Hilton”, chamando atenção pelo uso do termo no masculino, segundo informações do Portal do Paulo Mathias.

A fala repercutiu rapidamente nas redes sociais, onde usuários criticaram a forma de tratamento direcionada à deputada, que é uma mulher trans. Segundo comentários publicados online, apoiadores de Érika Hilton apontaram falta de respeito na referência feita durante o discurso.

 

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Política

Lula veta aumento de pena para roubo com lesão grave e decisão gera reação

Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) vetou o aumento de pena para casos de roubo com resultado de lesão grave, previsto em projeto aprovado pelo Congresso. A decisão foi justificada pelo governo com base na necessidade de manter proporcionalidade entre os crimes previstos na legislação penal.

De acordo com o texto analisado, o trecho vetado previa elevar a pena atual, que varia de 7 a 18 anos, para um intervalo de 16 a 24 anos nos casos em que a vítima sofresse lesões graves durante o assalto.

Em justificativa oficial, o governo argumentou que o aumento poderia gerar distorções no sistema penal, especialmente em comparação com crimes como o homicídio qualificado.

A decisão provocou reação de parlamentares e especialistas em segurança pública, conforme informações do Diário360. Segundo críticos, o veto pode ser interpretado como um sinal de enfraquecimento no combate à criminalidade violenta.

Por outro lado, há quem defenda que o sistema penal deve manter coerência e proporcionalidade entre as penas, evitando desequilíbrios legais.

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