Resultados iniciais sugerem que a Suíça rejeitou em referendo uma proposta para criar o maior salário mínimo do mundo, uma ideia que o governo e lideranças dos negócios criticaram como uma proposta que poderia levar os altos custos do País ainda mais elevados.
A TV suíça informou neste domingo (18), com base em contagem de votos não oficial, que 77% refeitaram a proposta de criar um salário mínimo de 22 francos suíços – US$ 24,70 ou R$ 54,60 – por hora. Os resultados oficiais devem ser conhecidos até o fim do dia.
Segundo a TV, a proposta foi rejeitada em 24 dos 26 cantões [equivalente a Estados] do país, com votação ainda não concluída em Berna e Zurique.
Atualmente, a Suíça não tem salário mínimo, mas o salário médio por hora fica em 33 francos – US$ 37, ou R$ 81.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que organiza dados de poder de compra, coloca como maiores salários mínimos do mundo os de Luxembrugo, de US$ 10,66 (R$ 23,55); França, de US$ 10,60 (R$ 23,43); Austrália, de US$ 10,21 (R$ 22,56); Bélgica, de US$ 9,97 (R$ 22,04); e Holanda, de US$ 9,48 (R$ 20,95). O salário mínimo dos Estados Unidos, de US$ 7,11 (R$ 15,71), é o décimo da lista.
Ajustado pelos preços do país, a OCDE diz que a proposta de salário mínimo da Suíça teria representado cerca de US$ 14 (R$ 30,95) por hora baseado numa semana de 42 horas de trabalho.
Os votantes também tiveram de decidir sobre três outros referendos inspirados pelos cidadãos. Caso tivessem passado, as propostas dariam à Força Aérea da Suíça 22 novos jato Gripen, da Saab; imporiam um impedimento, pelo resto da vida, de que pedófilos trabalhassem com crianças; e emendariam a constituição para dar mais apoios a médicos de família em áreas rurais.
A TV suíça diz que apurações parciais dos votos mostram que os votantes estavam vencendo por pouco o plano de gastar 3,1 bilhões de francos suíços (US$ 3,5 bilhões ou R$ 7,7 bilhões) em gatos, mas aprovando por uma larga margem o banimento de pedófilos e os médicos de família.
O uso de referendos é algo comum na democracia da Suíça, que tem um governo central fraco e governos estaduais fortes.
IG

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