O prefeito Carlos Eduardo Alves irá sancionar a Lei dos Postos. O anúncio foi feito durante entrevista após um encontro com empresários do setor da construção civil, realizado na tarde de ontem no salão cultural da Federação das Indústrias do Estado (Fiern). De acordo com Carlos Eduardo, há um prazo médio de 30 dias para que o setor jurídico da Prefeitura conclua a análise da minuta.

Alves pondera que os empresários do ramo de supermercados levam vantagem sobre os da rede de postos de combustíveis. “Mas é uma medida que vai beneficiar a população”, frisa.
A aprovação da Lei dos Postos na Câmara Municipal não é bem vista pelas entidades que representam os donos de supermercados e postos do Estado. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos-RN) criticou, por meio de nota oficial, a decisão dos parlamentares. “Não há dúvida de que a nova lei trará grandes prejuízos para revenda de combustível, principalmente seus colaboradores, que estão no labor diário nas centenas de postos”, diz a nota e acrescenta, sobre a aprovação do projeto: “o jogo político se sobrepôs ao interesse do bem comum e da dignidade do trabalhador”.
Em entrevista à TN, o presidente da Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn), Edmilson Marques, enfatizou que a instalação de postos de combustível em supermercados e hipermercados de Natal beneficia as grandes redes multinacionais.
“Os donos de supermercados de bairro não têm interesse ou condições para arcar com a implantação dos postos”, assevera o presidente da Assurn.
Os efeitos, entretanto, só poderão ser medidos a partir da operação dos postos nas redes supermercadistas. Atualmente, apenas o Carrefour possui um posto em operação em Natal.
O posicionamento da Assurn é contrário ao que defende a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que garante não haver registro de falência nos Estados que adotam a prática. A gasolina vendida pelas redes chega a custar, em alguns casos, 18% menos do que a comercializada pelos postos avulsos.
Tribuna do Norte
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