Foto: Brendan Smialowski/AFP
Em Ohio, corria a lenda de que seguidores de Donald Trump estavam usando cães selvagens para afugentar eleitores negros. No Texas, algumas das máquinas de votação supostamente teriam sido manipuladas, transformando votos que seriam de Trump em votos para Hillary Clinton. E teve também o genealogista amador que estaria cometendo fraude eleitoral ao anotar nomes encontrados em túmulos.
Uma semana antes do dia da eleição, alertas de que a votação estaria armada, amplificados em grande parte pelo próprio Trump, levaram o país inteiro a ficar ansioso a respeito da integridade do processo eleitoral. Em algumas instâncias a preocupação parece justificada, mas muitas resultaram de falhas técnicas ou de um sentimento aguçado de desconfiança. De qualquer forma, um ano de polarização política fora do normal deixou os eleitores cada vez mais cautelosos a respeito dos demais cidadãos e da credibilidade do método de escolha do presidente no país.
“Definitivamente me parece ter mais paranoia neste ano”, diz Pamela Smith, presidente da Verified Voting, um grupo apartidário que promove a integridade das eleições. “Falou-se muito em eleições sendo armadas. Se você acredita que uma eleição vai ser armada, então você olha para tudo através desse filtro.”
Muitos dos rumores de votos armados assumiram vida própria nas vidas sociais, onde as teorias da conspiração prosperam e as acusações abundam. Os relatos fizeram com que autoridades locais e eleitorais corressem para verificar alegações de má conduta e, muitas vezes, para colocar as coisas em perspectiva.
Pensava que paranóias eleitoreiras só aconteciam em países de terceiro mundo. Isso está acontecendo na maior potência do mundo? Não acredito. RN é o meu lugar, que bom ser brasileiro, nordestino e terceiro mundista.