Economia

Ação da Petrobras vale menos de R$ 9 e dólar sobe a R$ 2,70

Por interino

O cenário externo desfavorável, com preocupações sobre a Grécia e desaceleração na China, e as informações desencontrados do governo sobre ajustes na economia fazem a Bolsa brasileira iniciar a semana em terreno negativo. Os papéis da Petrobras voltaram a ser negociados abaixo de R$ 9. Às 10h56m, o Ibovespa, principal índice do mercado acionário local, operava em queda de 2,01%, aos 47.554 pontos. Já no mercado de câmbio, o dólar comercial avançava 0,59% ante o real, a R$ 2,707 na compra e a R$ 2,709 na venda.

Na Grécia, a preocupação é que a crise política gere instabilidade na região, e já se especula a saída do país da União Europeia. Já na China o temor dos investidores é de uma desaceleração ainda maior na economia do país asiático. Essa redução no ritmo de crescimento tem afetado fortemente o preço de commodities, o que prejudica os países emergentes exportadores de matérias-primas, como o Brasil.

É o menor preço das commodities, além das denúncias de corrupção no âmbito da Lava Jato, que tem prejudicado o desempenho das ações da Petrobras. O preço do petróleo tipo Brent opera novamente em queda, abaixo dos US$ 56 o barril. Os papéis preferenciais da estatal operam em queda de 3,95%, a R$ 8,99, e os ordinários recuam 3,33%, a R$ 8,70.

O dólar também reage a mudanças no programa de intervenção do Banco Central. O BC anunciou no fim de dezembro que reduziria em 2015 de US$ 200 milhões para R$ 100 milhões a oferta diária de contratos de swap cambial — operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro e que busca desvalorizar a moeda estrangeira. O BC também disse que o programa vai vigorar por pelo quatro meses, em vez dos seis meses de a renovação que a autarquia vinha promovendo.

O Ibovespa opera em queda generalizada, com praticamente todas as ações registrando desvalorização. A maior contribuição negativa vem do Itaú Unibanco, que registra queda de 2,12%. Os outros bancos também caem com força considerável. O Bradesco recua 2,12%, e o Banco do Brasil, 2,29%.

Em cenário negativo para a economia global, a Vale registra queda de 1,78% (ON) e 1,60% (PN). Outras “blue chips” (ações mais líquidas e importantes da Bolsa) também pressionam o índice. A Ambev recua 2,25% e a BRF, 2,38%.

SETOR DE EDUCAÇÃO SOFRE COM MUDANÇA NO FIES

As companhias do setor de educação se destacam entre as quedas. A ação da Estácio cai 6,48%, enquanto a da gigante do ensino superior privado Kroton recua 3,24%. As empresas são afetadas pela mudança nas regras do Fies, programa de financiamento universitário do governo federal. A partir deste ano, os estudantes precisarão atingir pelo menos 450 pontos no Exame Nacional do Ensio Médio (Enem) e não zerar a redação para conseguirem o financiamento. O programa responde por uma parcela importante das receitas das universidades privadas.

No mercado interno, os investidores repercutem os dados da última pesquisa Focus do Banco Central. Além disso, o desencontro de informações sobre o reajuste do salário mínimo desagradou os agentes que operam nos mercados financeiros. No final de semana, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, precisou divulgar uma nota afirmando que a política de reajuste não será alterada após a presidente Dilma Rousseff demonstrar descontentamento com as declarações. “Em 24 horas a presidente já começou a tirar a autoridade dos principais ministros. Preocupante, até porque o salário mínimo tem crescido acima do aumento de produtividade dos trabalhadores brasileiros”, afirmou, em relatório a clientes, os analistas da Yield Capital.

No exterior, os principais índices das Bolsas europeias operam em queda. O DAX, de Frankfurt, cai 0,51%, e o CAC 40, da Bolsa de Paris, apresentava recuo de 0,86%. Já o FTSE 100, de Londres, registrava desvalorização de 0,87%.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. João Maria é mais um dos "sem noção" que esqueceram totalmente os "maravilhosos" anos 90……Deveria ser milionário naquela década….rsrsrs

  2. Quem tá preocupado com isso?
    Certamente que o PT NÃO!
    Por aqui esta tudo as mil maravilhas, não existe qualquer tipo de crise.
    O país vem crescendo, não temos inflação, não existe corrupção, nossa segurança é exemplar, o sistema de saúde funciona bem demais, as escola tem excelência no ensino, o transporte público é eficiente, as indústrias continuam produzindo e batendo recordes de empregabilidade, tudo as mil maravilhas. Somo um país que vai pra frente, kkkkkkkkk

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