Finanças

LAVA JATO: Depoimento de Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB em esquema de corrupção, é adiado para sexta-feira

O depoimento de Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB em esquema de corrupção na Petrobras, foi adiado pela PF para esta sexta-feira (21), segundo o advogado dele, Mario de Oliveira Filho.

A Polícia Federal, responsável pelos inquéritos da Operação Lava Jato, não explicou o motivo, segundo o advogado.

Baiano é um dos 24 presos na sétima fase da Lava Jato, chamada de “Juízo Final”, que investiga um esquema de fraude em licitações na Petrobras. O lobista teve sua prisão decretada na última sexta-feira (14), mas se entregou à PF apenas na terça (18).

Segundo os depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, Fernando Soares seria o operador do PMDB no esquema de corrupção na estatal. O partido nega envolvimento com o lobista.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Esses petistas pensam que enganam quem com os seus discursos prontos? Querem desvirtuar a roubalheira do seu partido com esses textos que não enganam nem uma criança de 5 anos. O maior escândalo de corrupção até o momento leva como principal nome o partido dos traidores ou partido dos trabalhadores mentirosos. Oh partido pra ter trambiqueiro.

  2. O CASO BANESTADO, A PETROBRAS E O FEITIÇO DO TEMPO
    A Lava Jato tem ligação com o Caso Banestado mais do que se possa imaginar. Caso se tivesse ido até as últimas consequências, a situação poderia ser outra.
    “Foi o maior roubo de dinheiro público que eu já vi”. A declaração do deputado federal oposicionista Fernando Francischini, do PSDB, não é sobre a Petrobras, ou o que a mídia convencionou chamar de Mensalão, mas sobre o Escândalo do Banestado (Banco do Estado do Paraná). O Banestado, por meio de contas CC5, facilitou a evasão de divisas do Brasil para paraísos fiscais, entre 1996 e 2002, na ordem de R$ 150 bilhões. O caso se transformou em na CPMI do Banestado, em 2003, da qual fui integrante em meu primeiro mandato.
    Foi uma longa investigação que resultou no relatório final com pedidos de indiciamento de 91 pessoas pelo envio irregular de dinheiro a paraísos fiscais, dentre eles o ex-presidente do Banco Central do governo FHC, Gustavo Franco, o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, Ricardo Sérgio de Oliveira, que foi arrecadador de fundos para campanhas de FHC e José Serra, funcionários do Banestado, doleiros e empresários.
    Na época da CPMI, o presidente da comissão, o então senador tucano Antero Paes de Barros, encerrou os trabalhos da CPMI antes que o relatório fosse apresentado. O motivo principal era poupar seus pares, sobretudo Gustavo Franco e Ricardo Sérgio de Oliveira. A ação do PSDB para soterrar o relatório tinha como objetivo impedir que a sociedade tomasse conhecimento de um amplo esquema de desvios de recursos públicos, sobretudo vindos das privatizações do período FHC, para contas em paraísos fiscais. A história que não saiu na mídia está contada no livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., lançado em 2011.
    O desfecho das investigações levadas adiante pela Polícia Federal e mesmo de parte do Ministério Público Federal morreu na praia. Algumas pessoas, é verdade, foram condenadas, mas só laranjas, gente muito pequena perto do enorme esquema de corrupção.

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