Judiciário

Advogado de Cerveró é preso no Rio

O advogado Edson Ribeiro foi preso pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (27) no aeroporto internacional do Galeão, no Rio, ao desembarcar de um voo proveniente de Miami (EUA).

Advogado do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Ribeiro é acusado de tentar obstruir a Justiça na Operação Lava Jato.

O advogado era monitorado por policiais norte-americanos desde a quarta-feira (25), quando o STF (Supremo Tribunal Federal) emitiu ordens de prisão contra ele, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), um assessor e o banqueiro André Esteves.

Nesta quinta (26), foi feita a inclusão do nome dele no alerta vermelho da Interpol. Sua foto e nome já constavam no site da instituição na manhã de quinta.

O governo dos EUA chegou a cancelar o visto concedido a Ribeiro -medida padrão adotada pelo governo norte-americano em casos de brasileiros contra os quais há mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira.

Ele, no entanto, adquiriu uma passagem de Miami para o Rio. Um acordo entre a agência de imigração do governo dos EUA e a PF brasileira permitiu que ele embarcasse rumo ao Brasil, onde foi preso nesta manhã ao chegar.

Morador do Rio, o advogado estava nos Estados Unidos desde a semana passada, mas a cidade não foi divulgada pela PF para não atrapalhar sua prisão. Como ele havia viajado antes da ordem de prisão, não era formalmente considerado foragido pela PF.

ÁUDIO

De acordo com áudio captado pelo filho do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró e tornado público nesta quarta-feira (25), o advogado e o senador discutiram uma forma de retirar Cerveró da prisão por meio de influência política no STF e, depois, retirá-lo do país pelo Paraguai.

Cerveró está preso em Curitiba (PR) por decisão do juiz federal Sergio Moro, responsável pela condução dos processos e inquéritos relativos à Operação Lava Jato.

Na semana passada, integrantes do grupo de trabalho da Operação Lava Jato na Procuradoria Geral da República receberam um telefonema de outra advogada de Nestor Cerveró, Alessi Brandão. Na conversa, ela contou que havia a gravação da reunião com o senador tentando impedir a delação premiada do ex-diretor.

A gravação fora feita pelo filho de Cerveró, Bernardo, por estar desconfiado que Edson Ribeiro estaria fazendo um “jogo-duplo” : atrapalhando o acordo de delação de seu pai para ganhar dinheiro de um acordo com Delcídio e excluir nomes da delação.

Os procuradores se interessaram pelo material. No mesmo dia, a advogada Alessi Brandão pegou um avião e foi a Brasília encontrá-los, levando a gravação. Chegou por volta das 21h. Conversaram e ouviram a gravação, de uma hora e meia. Naquele dia, o expediente só se encerrou após a meia-noite na PGR.

A conversa havia sido gravada por Bernardo no último dia 4 de novembro, em um quarto de hotel em Brasília. Contou com a presença do advogado Edson Ribeiro, do senador Delcídio e do seu chefe de gabinete, Diogo Ferreira, todos alvos de prisão. Antes da reunião, todos guardaram os celulares, para evitar gravações. Mas Bernardo havia levado um aparelho extra para conseguir gravar.

No dia seguinte ao encontro na PGR (19), procuradores saíram de Brasília e foram até o Rio de Janeiro para obter um depoimento de Bernardo e até Curitiba para ouvir Cerveró. Ambos confirmaram a história.

Depois, os procuradores passaram a preparar os pedidos de prisão.

Folha Press

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Esporte

Em áudio, advogado de Cerveró diz que Romário tem conta na Suíça

mi_6075133581782479O advogado Edson Ribeiro, responsável pela defesa do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, disse em conversa gravada com o senador Delcídio Amaral (PT-MS) que o senador Romário (PSB-RJ) tinha dinheiro numa conta na Suíça, mas foi avisado para retirá-lo para não “ser preso”. O diálogo, do início deste mês, foi uma das motivações das ordens de prisão contra o congressista e o advogado.

No áudio, Ribeiro afirma ao petista que recebeu a informação de que Romário tinha dinheiro guardado numa conta na Suíça e que foi avisado para retirar o valor do paraíso fiscal europeu, evitando, assim, uma prisão. Em troca, Romário, segundo o advogado, teria supostamente aceitado apoiar Pedro Paulo, pré-candidato do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB-RJ), à sua sucessão.

Romário sempre negou ter conta na Suíça. Após a publicação de uma reportagem a respeito, ele demonstrou que os extratos que a comprovariam eram falsos e a revista “Veja” admitiu ter cometido um erro ao divulgar a informação.

A conversa foi gravada pelo filho de Cerveró, Bernardo Cerveró, que participou de reunião com Delcídio e o advogado do pai num hotel de Brasília no último dia 4 de novembro. Romário ainda não divulgou quem terá seu apoio na eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro. Até o momento, a assessoria do senador ainda não se manifestou a respeito.

Leia trecho do diálogo que menciona esse episódio:

“Delcídio Amaral – Hoje eu estava com a minha agenda toda organizadinha para estar aqui às 13 horas. Para acabar de complicar ainda mais “O Globo” me aparece com Eduardo Paes, com Pedro Paulo, com Romário e com Ferraço.

ADVOGADO – Fizeram acordo, né?

DELCÍDIO – Diz o Eduardo que fez.

ADVOGADO – Foi Suíça.

DELCÍDIO – Foi Suíça é?

ADVOGADO – Tinha a conta realmente do Romário

DELCÍDIO – Do Romário é?

BERNARDO CERVERÓ – Tinha essa conta é?

DELCÍDIO – Em função disso fizeram o acordo?

ADVOGADO – Tinha dinheiro no banco que foi encontrado. [há um barulho e os presentes dizem ahhh]. Tira, senão você vai preso [mais barulho como se estivesse batendo na mesa].

DELCIDIO – O que eu achei estranho foi ele [Eduardo Paes] chegar [possivelmente para uma reunião com Delcídio acompanhado de Romário]. Eu disse: – Romário, o que você esta fazendo aqui? – E ele me disse: Eu estou acompanhando o Eduardo.

ADVOGADO – Esquisito né? Essa é a informação que me deram.

DELCÍDIO – O Eduardo eu tenho intimidade, principalmente na CPI dos Correios [que investigou o mensalão e foi presidida pelo petista. Na época, Paes era da oposição e sub-relator]. Ele era meu braço direito na CPI. Ele me disse – Não Delcídio. Eu chamei o Romário, disse na frente do Romário, nós acertamos uma aliança para o Romário apoiar o Pedro Paulo [candidato do PMDB à prefeitura do Rio]. Mas tem esse motivo é? Não é possível o que aconteceu. Quando eles chegaram eu disse: – O que vocês estão fazendo aqui, juntos? Daí o Eduardo explicou que fizeram uma composição. Daí eu fui fazer uma foto e eles fizeram juntos com as mãos.”

Isto É

Opinião dos leitores

  1. Parece q o peixe andou "puxando um bom" antes de tirarem essa foto dele. Esses olhos vermelhos não enganam ninguem

  2. Todo político é lalau, não adianta excluir, se investigar vai descobrir algo podre, infelizmente é assim que funciona. Romário com a fama de honesto, tem dinheiro sonegado no exterior, daqui a pouco vai dizer igual a Cunha que não é dele o dinheiro…

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