Judiciário

Fofocagem, afirma Gilmar Mendes sobre divulgação das ligações para Aécio

Foto: Luiz Chaves/Governo RS

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, chamou de “assanhamento” a divulgação do relatório da Polícia Federal que continha o número de ligações feitas entre ele e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Em entrevista nesta segunda-feira (23) em Porto Alegre, Gilmar disse ser ilegal a divulgação de interceptações que não sejam úteis ao processo, e criticou o que chamou de “fofocagem no plano das instituições”.

“É um certo assanhamento, uma certa irresponsabilidade, só que feita não por ativistas, mas por gente que têm responsabilidade institucional: delegado, ministro, juiz… isso não pode se fazer. Isso é abuso de autoridade.”

O relatório da Polícia Federal, tornado público pelo STF, revelou que 46 ligações foram realizadas via Whatsapp entre os telefones de Aécio Neves e Gilmar Mendes, de fevereiro a maio de 2017. Uma das ligações aconteceu no dia em que Gilmar deu uma decisão favorável ao tucano.

BATTISTI

Durante a passagem por Porto Alegre, Gilmar também falou sobre a possibilidade de revisão da extradição de Cesare Battisti, que vai a julgamento nesta terça-feira (24) na Primeira Turma do STF.

O Supremo vai julgar uma liminar que concedeu um habeas corpus ao italiano, impedindo sua extradição. Para Gilmar Mendes, o caso deve ser remetido ao plenário do Supremo.

“Entendo que como é ato do presidente, é um habeas corpus inicialmente preventivo, a matéria, segundo o artigo 6º do regimento interno do Supremo, tem que ser decidida pelo Plenário do STF. Haveria outras razões. A própria questão foi resolvida pelo Plenário do Supremo. Não pode a Turma agora se sobrepor.”

Em 2009 o STF decidiu pela extradição de Battisti, com voto favorável de Gilmar Mendes. Mas na ocasião o Supremo também decidiu que caberia ao Presidente da República acatar ou não a decisão.

No último dia de governo, Lula negou o pedido de extradição do governo italiano. Agora o presidente Michel Temer está disposto a rever o posicionamento do Brasil.

Gilmar Mendes também voltou a elogiar a portaria do trabalho escravo, que segundo ele garante “maior segurança jurídica a todos que trabalham”. O ministro reforçou que existem alguns exageros na legislação, a ponto de “você ter que se perguntar se o seu empregado em casa não está em condições análogas ao trabalho escravo”.

Gilmar Mendes esteve com o governador gaúcho José Ivo Sartori (PMDB) para a assinatura de um convênio de compartilhamento de dados biométricos com a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul.

A agenda previa uma reunião no Tribunal Regional Eleitoral, mas o compromisso foi cancelado de última hora pela assessoria do ministro.

Um grupo de vinte representantes do Sindicado dos Trabalhadores do Judiciário Federal protestava em frente ao prédio do TRE contra o fechamento de oito zonas eleitorais no Rio Grande do Sul.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Gostaria muitíssimo de saber onde foram parar os "conscientes" brasileiros que saiam há um certo tempo atrás nas ruas de verde & amarelo com camisas da instituição honesta e transparente que é a CBF. Onde está esse povo??? Politizados que batiam panelas em suas áreas gourmet.
    Só posso pensar que o sorriso deste povo como a camisa da CBF amarelou e suas panelas inox enferrujaram. Só pode. Este que se achavam elites são os que mais estão sofrendo.
    Enquanto isso do outro lado condenam por convocação

  2. Sentindo falta dos comentários de Waldemir e Ceará Mundão…
    Gostaria se saber o que pensam a respeito das conversas de Aécio e Gilmar.
    Do que será que falavam?
    Será que era a respeito da novela da Globo?

  3. Segundo a revista Veja se tivesse uma guerra nuclear, apenas dois serem sobreviveriam : as baratas e Aécio Neves.
    Aécio daria então origem a uma nova espécie, muito mais asquerosa do que as baratas.
    Caso Gilmar sobrevivesse também , as coisas ficariam pior ainda. Seres de outros planetas vomitariam só de pensar.

  4. Já imaginaram como a história vai retratar esse homem? Uma pessoa controversa, com forte ligações políticas, envolvidas em várias suspeitas espúrias…

    E aí, alguém se pergunta: cm uma pessoa dessa ae manteve no cargo de Ministro do Supremo?

    A apatia da sociedade, o corporativismo jurídico e político, arrumadinhos … tudo isso e muito mais são os motivos q perpetuam essa escória.

  5. Só queria saber o que os trouxinhas iam falar se fosse ligação pra Lula…
    Lula devia ir pro PSDB…imunidade garantida(vide Aécio Neves).

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Judiciário

Impeachment é “remédio excepcional” e não ruptura, afirma ministro do STF Gilmar Mendes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou hoje (8) que o país não está vivendo um quadro de ruptura constitucional e que o impeachment, embora um “remédio” excepcional, está previsto na Constituição para casos extremos. As declarações foram feitas durante o seminário A Nova Cultura de Mediação no Brasil e Administração Pública e Relações de Consumo, ocorrido hoje na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro.

Na avaliação de Gilmar, o impeachment é instrumento absolutamente legal, que está previsto na Constituição, e pode ser aceito ou rejeitado. Para ele, o país não está vivendo um quadro de ruptura. “Não me parece ser este o caso. Como também não tivemos ruptura institucional no caso PC/Collor. O remédio do impeachment é excepcional e, por isso mesmo, não pode ser tomado todo dia. Ainda assim, é um remédio constitucional – previsto, portanto, na Constituição, para casos extremos – mas não envolve ruptura constitucional”, disse.

Para ele, o processo aberto na Câmara dos Deputados poderá acabar sendo judicializado, o que para ele é normal, por suscitar muitas discussões, muitas questões de ordem como a que levou, inclusive, ao adiamento ontem (7) da formação da comissão que trataria do impeachment na Câmara dos deputados. “E me parece lógico que isto leve a uma judicialização da discussão. O que eu não sei é se as respostas que esperam serão dadas pelo Judiciário”.

Ele afirmou que não é necessário haver corrupção ou peculato para que fique caracterizada a ocorrência de improbidade administrativa ou crime de responsabilidade que justifiquem um processo de impeachment. “O crime de responsabilidade não é necessariamente um crime de corrupção, de peculato, ligado ao Código Penal. Ele é também um crime de responsabilidade política, é uma infração político-administrativa. Descumpriu a Lei Orçamentária, abriu crédito sem autorização legal, fez as tais pedaladas ou não?”

“Não é preciso ter recebido um Fiat Elba para a caracterização do crime de responsabilidade. É possível ter um crime de responsabilidade sem necessariamente ter um caso de corrupção. É só lembrar do caso Collor. Ele foi absolvido no Supremo pelo crime de corrupção, mas foi condenado no Senado pelo crime de responsabilidade política, contra a probidade da administração”, lembrou.

Mendes afirmou que o importante é que os mecanismos institucionais de solução de crise se manifestem “e um desses mecanismos é exatamente o impeachment”. Para ele, é preciso encontrar uma saída para que o país possa fazer o que chamou de “fuga para a frente”. Vamos continuar a vida, estamos prognosticando uma depressão de 3% para este ano na economia, de 4% para 2016, e isso, com um quadro de desemprego em alta. Por isso é que precisamos encontrar uma solução para esta crise política que aí está”.

Para o ministro, “sem sombra de dúvidas”, o Brasil está vivendo uma situação onde a crise política retroalimenta a crise econômica. “E quanto mais paralisados ficamos, em termos de ação política, mais cresce a depressão na economia. Estamos vendo aí a inflação, o desemprego, o desânimo, e isto, certamente, vai ajudar no convencimento da necessidade de uma solução consensuada.”

Gilmar disse considerar que o momento é delicado do ponto de vista político e mostra o cuidado e a delicadeza em que o país vive. “Há pelo menos um quadro de incompreensão e desinteligência entre a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer, o que torna o tema do impeachment ainda mais delicado, mas sensível em toda a sua dimensão.”

Sem dúvida nenhuma, há aí uma clara divisão, que deve se refletir, também, na posição do PMDB. Mas nós estamos apenas iniciando o processo e o importante é que haja uma solução, qualquer que seja ela, para que o país possa proceder uma fuga para a frente. É preciso realmente retomar as atividades normais em todos os cantos”, ressaltou.

Sobre a possibilidade de a decisão sobre o processo de impeachment ser adiada para o próximo ano, o ministro disse que a conveniência ou não dessa decisão deve obedecer os ritos. “O que eu percebo é que esse tema tem que ter sua devida celeridade, mas os processos têm seu rito. E o que eu entendo é que não podemos atropelar os ritos, de modo que, se houver recesso, isso vai ser retomado depois sem maiores problemas.”

Ao falar da carta do vice-presidente Michel Temer, tornada pública ontem (7), o ministro disse acreditar que ela tenciona ainda mais a situação. “Certamente, eles não estão vivendo um bom clima, e isto contribuiu para o tensionamento que estamos vivendo. Até porque, está em jogo o mandato da presidente e a possibilidade de sucessão”.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. A papuda e um remedio excepcional Para os politicos de Brasilia Principalmente para Dilbandida e Lula Molusco

    1. Luciano, vc merece um quartel na sua cola, tá entendendo comunista marginal?

  2. Gilmar Mendes falando de coisa séria…
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Eita Brasil sem jeito…

  3. Concordo grande Ministro Gilmar Mendes o unico remedio pra essa Presidente Golpista so o Impeachment mesmo

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