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Casos de Aids aumentam 3% no Brasil, alerta ONU

A elevação no País é considerada pequena, passando de 47 mil novos casos em 2010 para 48 mil em 2016

Aumentou o número absoluto de novos casos de aids no Brasil, em tendência contrária ao que se registra na média mundial. Dados divulgados nesta quinta-feira, 20, pela UNAids, órgão das Nações Unidas para lidar com a epidemia, apontam que o total de novas infecções a cada ano no Brasil aumentou em 3% entre 2010 e o ano passado. No mundo, essa taxa sofreu contração de 11%.

A elevação no País é considerada pequena, passando de 47 mil novos casos em 2010 para 48 mil em 2016. Procurado, o Ministério da Saúde alegou que a grande população causa distorções na análise e teria sido melhor utilizar taxas de detecção da infecção, obtidas pela divisão do número de casos pelo número de habitantes. Assim, os dados epidemiológicos do Brasil indicariam a estabilização da epidemia, com viés de queda.

R7, com Estadão

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'Cenário de pesadelo': Ebola pode sofrer mutação e se espalhar pelo ar, alerta ONU

20141002083403620rtsFoto: KAI PFAFFENBACH / REUTERS

O que muitos temiam tem agora chances reais de acontecer. Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (02), o chefe da missão da ONU para o ebola, Anthony Banbury, disse que o vírus letal poderá sofrer mutação e começar a se espalhar pelo ar, caso a epidemia não seja controlada rapidamente. Banbury descreveu ainda o hipotético cenário como um “pesadelo”.

Até o momento, sabe-se que o ebola é transmitido apenas por fluidos corporais, quando uma pessoa entra em contato direto com o corpo de uma vítima da doença. No entanto, se a transmissão passar a ser também pelas vias respiratórias, o trabalho de contenção do surto se tornará ainda mais difícil.

– Quanto mais tempo o vírus permanece em hospedeiros humanos no caldeirão virulento que é a África Ocidental, mais chances de mutação – disse Banbury Telegraph – É um cenário de pesadelo [que poderia se espalhar pelo ar], e improvável, mas que não pode ser descartado.

O representante especial da ONU admitiu que a comunidade internacional se engajou “um pouco tarde” no combate à epidemia, mas que ainda não era “tarde demais”. Pouco antes dos comentários, Banbury falava pouco antes sobre primeiro caso de ebola diagnosticado dentro do território americano. O homem, que contraiu o vírus na Libéria antes de voar para Dallas, no Texas, é o primeiro a ser diagnosticado fora da África, onde a doença já matou mais de três mil pessoas.

O Globo

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