Os grupos americanos H.J. Heinz Company e Kraft Foods Group anunciaram uma fusão que criará a terceira maior empresa dos Estados Unidos no setor de alimentos e bebidas, segundo um comunicado conjunto.
Os atuais acionistas da Heinz terão 51% do capital da nova empresa, que terá o nome The Kraft Heinz Company.
Os acionistas que controlam a Heinz, o bilionário americano Warren Buffet e o fundo de investimentos brasileiro 3G Capital, devem reinvestir 10 bilhões de dólares em sua sociedade para poder oferecer aos acionistas da Kraft uma valorização de fusão de 16,50 dólares por ação em dinheiro, assim como 49% do futuro grupo.
A empresa surgida da fusão terá vendas da ordem de 28 bilhões de dólares, o que a deixará na quinta posição no ranking mundial.
O grupo contará com oito marcas com volume de negócios superior a um bilhão de dólares e outras cinco com arrecadação anual de entre 500 milhões e um bilhão de dólares.
A capitalização na Bolsa da Kraft alcançou na véspera do anúncio o valor de 36 bilhões de dólares. A Heinz não tem cotação na Bolsa desde que foi adquirida por Buffet e o fundo 3G Capital.
O atual grupo é o resultado da divisão em 2012 da Kraft Foods em duas unidades, Kraft e Mondelez.
O volume de negócios da Kraft Foods permaneceu estável em 2014, US$ 18,2 bilhões.
Os idealizadores da fusão calculam que o acordo deve permitir economizar 1,5 bilhão de dólares por ano até 2017.
O fundo 3G Capital, dos pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, tem uma política agressiva de aquisições no setor alimentar.
O fundo é dono da rede de restaurantes de fast food Burger King.
fga/fp
KRAFT FOODS GROUP
BERKSHIRE HATHAWAY
Terra, via Isto É
Jorge Paulo Lehman ? Quem é e com quem anda?
Certas perguntas têm a força de mil respostas, e este é um caso.
E se Verônica Serra fosse filha de Lula?
E se o filho de Lula fosse sócio do homem mais rico do Brasil?
Bem, o título se refere a Verônica Serra, filha de Serra. Ela foi notícia discreta nas seções de negócios recentemente quando foi publicado que uma empresa de investimentos da qual ela é sócia comprou por 100 milhões reais 20% de uma sorveteria chamada Diletto.
Os sócios de Verônica são Jorge Paulo Lehman e Marcel Telles. Lehman é o homem mais rico do Brasil. Daí a pergunta do Viomundo, e Marcel é um velho amigo e parceiro dele.
Lehman e Marcel, essencialmente, fizeram fortuna com cerveja. Compraram a envelhecida Brahma, no começo da década de 1980, e depois não pararam mais de adquirir cervejarias no Brasil e no mundo.
Se um dia o consumo de cerveja for cerceado como o de cigarro, Lehman e Marcel não terão muitas razões para erguer brindes.
Verônica se colocou no caminho de Lehman quando conseguiu dele uma bolsa de estudos para Harvard.
Bem, Verônica agradou Lehman, a ponto de se tornar, depois de Harvard, sócia dele.
O nome dela apareceu em denúncias – cabalmente rechaçadas por ela – ligadas às privatizações da era tucana.
Tenho para mim que ela não precisaria fazer nada errado, uma vez que já caíra nas graças de Lehman, mas ainda assim, a vontade da mídia de investigar as denúncias, como tantas vezes se fez com o filho de Lula, foi nenhuma.
Verônica é da turma. Essa a explicação. Serra é amigo dos empresários de mídia. E mesmo Lehman, evidentemente, não ficaria muito feliz em ver a sócia exposta em denúncias.
Lehman é discreto, exemplarmente ausente dos holofotes. Mas sabe se movimentar quando interessa.